Retrospectiva - Troféu Literário 2017

31 de dez de 2017


Último dia do ano é hora de fazer um balanço das leituras, não é mesmo? E, para fazer uma retrospectiva bem legal, vou responder ao Troféu Literário 2017. Esse projeto foi criado pelo blog Além do Livro e inclui várias categorias legais nas quais vou falar um pouco sobre as leituras que fiz ao longo do ano. Para quem quiser conhecer melhor o projeto e todas as categorias, vou deixar o link para o post no blog Além do Livro, aqui.
Como são muitas categorias, não vou falar com muitos detalhes sobre os livros. Mas todos que forem mencionados aqui e já tiverem resenha no blog, eu vou deixar o link. E, caso sejam livros que eu ainda não resenhei, vou deixar o link direcionando para o Skoob, para que vocês conheçam mais sobre a sinopse.

⧪ Os melhores e os piores
O melhor livro: Para mim, foi muito difícil responder essa categoria, mas acabei escolhendo o livro que mais mexeu comigo esse ano: It ends with us, da Colleen Hoover (Skoob). Ele traz uma temática muito forte e que precisa muito ser discutida. Felizmente, a Galera Record irá publicá-lo no Brasil no comecinho de 2018 e vou aproveitar para postar a resenha em breve. No entanto, preciso fazer uma menção honrosa para outros três livros que considerei incríveis: O conto da aia, da Margaret Atwood (Skoob); Tartarugas até lá embaixo, do John Green (resenha aqui); e Trono de Vidro 4: Rainha das Sombras (resenha aqui).

O pior livro: Fiquei em dúvida entre dois livros que quem me acompanhou ao longo desse ano saberá quais foram. Mas acabei optando por Corpo, da Audrey Carlan, pois os problemas que encontrei nessa obra são mais graves, principalmente a romantização de relacionamentos abusivos. Foi uma leitura que me incomodou profundamente e sobre a qual falei com mais detalhes na resenha (aqui).

O livro com a melhor capa: Além de ser um amor em forma de livro, O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon, tem uma das capas mais bonitas e originais que já vi. Sou completamente apaixonada por ela e pelo livro em si (resenha aqui). Menção honrosa: O príncipe corvo, da Elizabeth Hoyt

O livro com a pior capa: Foi difícil escolher, porque as editoras têm realmente caprichado nas edições. Mas uma capa que não consigo gostar é a de Carbono Alterado, do Richard Morgan (Skoob). No entanto, ressalto que ainda não li o livro e pode ser que a capa faça sentido dentro da história.

O melhor enredo: Li muitos livros esse ano, mas o que me agradou da primeira à última página, com um enredo eletrizante e cheio de reviravoltas foi Trono de Vidro 4: Rainha das Sombras, que expandiu o universo da série de maneira impressionante e desenvolveu muito os personagens.

O pior enredo: Difícil escolher, mas acredito que Três coroas negras, da Kendare Blake (resenha aqui). O enredo em si não é ruim, porém, ele foi pessimamente desenvolvido pela autora. Sabe quando você está lendo um livro e parece que nada acontece? Então, foi essa sensação que tive ao longo de mais de 200 páginas desse livro, o que não seria um problema tão grande se ele não contasse com apenas 300 páginas.

⧪ Os personagens:
O meu personagem queridinho: Claro que não poderia escolher só um né? Então, dividi em duas categorias. O melhor personagem masculino, para mim, foi o Owen do livro Confesse (resenha), da Colleen Hoover, mas com menção honrosa para o Chaol e o Dorian de Trono de Vidro. Já a melhor personagem feminina foi a Lila, de Um tom mais escuro de magia (resenha).

O personagem que mais me deu nos nervos: Preciso dizer que foi a Gillian, do livro Corpo? A dependência dela em relação ao mocinho e facilidade com que ela entra em um relacionamento abusivo, mesmo já tendo passado por isso antes, me irritaram profundamente. 

O meu casal queridinho: Dos vários casais que eu amei esse ano, preciso dizer que a Hannah e o Garret do livro O Acordo, da Elle Kennedy, roubaram meu coração em janeiro e reinaram absolutos o resto do ano. Resenha aqui.

O casal que me fez querer vomitar: Nem vou perder tempo explicando, porque é meio óbvio né? Gillian e Chase, do livro Corpo.

O personagem coadjuvante que roubou a cena: Manon Bico Negro, de A Rainha das Sombras. Eu odiei essa personagem no terceiro livro, mas no quarto ela rouba a cena e se mostra uma das personagens mais incríveis da série.

O personagem coadjuvante que eu mataria: Acho meio pesado falar que mataria um personagem, porém, lembrei da Zara de Senhor das Sombras (Skoob), da Cassandra Clare, e preciso dizer que se tem um personagem que merece esse destino só pode ser ela.

⧪ As surpresas e decepções:
O autor que mais me surpreendeu: Acredito que tenha sido a Alwyn Hamilton, que, em seu romance de estreia, escreveu um dos livros de fantasia mais originais e envolventes que já li, A rebelde do deserto (resenha aqui). Menção honrosa: John Green que superou minhas expectativas com seu novo livro, Tartarugas até lá embaixo

O autor que mais me decepcionou: Surpreendentemente, foi a Stephanie Perkins com o livro Lola e o garoto da casa ao lado. Não que eu tenha achado o livro ruim, porque eu até gostei (resenha aqui). No entanto, depois de ter lido Ana e o beijo francês e me apaixonado pela escrita dela, eu esperava muito mais.

O livro que mais me surpreendeu: Se tem um livro que me surpreendeu esse ano, foi Guerra do Velho, do John Scalzi (resenha aqui). Eu não tenho o hábito de ler ficção científica e tinha muito medo de que essa fosse uma leitura cansativa para mim. No entanto, eu devorei o livro e amei a leitura do começo ao fim.

O livro que mais me decepcionou: Sem dúvida, foi Três coroas negras, da Kendare Blake. Eu tinha uma expectativa altíssima para esse livro mesmo antes da Globo Alt anunciar que iria publicá-lo, mas, quando li, não encontrei nada do que eu esperava.

⧪ As sensações:
O beijo que me fez suspirar: Não apenas o beijo, mas todo romance da Anne e do Daniel no livro Uma noite como esta (Skoob) me fizeram suspirar. Ainda não fiz resenha sobre esse livro, mas gostei bastante e, em breve, falarei mais sobre ele aqui no blog.

O trecho que mais me marcou: Claro que seria um dos vários trechos que destaquei em Tartarugas até lá embaixo, do John Green: “Somos o narrador, o protagonista e o coadjuvante. O contador da história e a história em si. Somos alguma coisa de alguém, mas também o nosso eu.”

A história que mais me inspirou: Pela temática que o livro aborda e pela forma como a autora consegue colocar o leitor no lugar da protagonista, não poderia citar outro que não It ends with us, da Colleen Hoover.

O livro que acabou com as minhas lágrimas: Eu sou a maior chorona do universo, mas esse ano até que não derramei tantas lágrimas assim. No entanto, eu quase desidratei lendo Sete minutos depois da meia-noite, do Patrick Ness (resenha aqui).

A trama que me causou arrepios: Achei essa pergunta difícil, mas acabei escolhendo uma das minhas leituras mais recentes: Fraude legítima, da E. Lockhart (Skoob). Quando eu entendi do que realmente se tratava esse livro e o que estava acontecendo, confesso que fiquei assustada com o que estava lendo. Sem dúvida, esse enredo me causou arrepios.

O livro que mais me deixou curioso: Poderia mencionar novamente o Fraude legítima, porque o livro tem um mistério que me manteve presa na leitura. No entanto, como depois de um tempo o livro se desenvolveu de uma maneira previsível, optei por escolher Trono de Vidro 5: Império de Tempestades que, apesar de não ser um suspense, tem um final daqueles que deixam o leitor curiosíssimo para saber o que vai acontecer depois (resenha aqui).

A obra que me fez gargalhar: Eu não li muitos livros desses hilários esse ano, mas o que chegou mais perto de me fazer gargalhar foi Menina de Vinte, da Sophie Kinsella (resenha aqui).

A história da qual mais sinto saudades: Não podia ser outro que não Minha vida fora de série – 4ª temporada, da Paula Pimenta (resenha aqui). Eu amo o universo criado pela Paula desde que li Fazendo meu filme 1 – A estreia de Fani, e toda vez que termino um livro dela fico com saudade dos personagens. Já quero o próximo livro, porque estou sentindo falta do Rô e da Pri.

O crime que me pegou de surpresa: Não posso responder precisamente o que aconteceu, mas no final de O Senhor das Sombras acontece um crime que eu realmente não estava esperando e que partiu meu coração.

⧪ Os mais:
A leitura mais difícil: Pelos temas dolorosos que abordam, não poderia citar outros que não O conto da aia e It ends with us. E que fique claro que por leitura difícil não quero dizer um livro cansativo de ler, mas foram livros que trouxeram vários momentos perturbadores e que passam longe de ser uma leitura leve e descontraída.

A leitura mais fácil: Acredito que vários livros que li esse ano se encaixariam aqui, mas escolhi Casada até quarta, da Catherine Bybee (Skoob). É uma leitura muito leve e gostosa, daquelas que a gente já sabe exatamente o que vai acontecer, mas se envolve com a história mesmo assim.

O livro que li mais rápido: Sem dúvida, foi ABC do Amor, das autoras A. C. Meyer, Brittainy C. Cherry e da Camila Moreira (resenha aqui). São três contos muito gostosos de ler e que concluí em questão de horas.

O livro que mais demorei para ler: Tendo arrastado essa leitura por quase três meses, não poderia citar outro que não Trono de Vidro 3: Herdeira do Fogo (resenha aqui). Falei com mais detalhes na resenha, mas demorei tanto lendo esse livro que quase abandonei a série.

Por fim, em 2017, minha meta era ler 80 livros e terminei o ano com 73 leituras. Para 2018, minha meta é ler 90 livros.

E vocês, o que leram em 2017? Me contem quais foram suas leituras mais especiais e aquelas que acabaram sendo decepções. E, para quem se interessou por algum dos livros que citei, todos eles estão disponíveis na Amazon.
Aproveito para dizer muito obrigada a todos os meus leitores que estiveram interagindo comigo aqui e nas redes sociais do blog. Agradeço também à Galera Record, ao Grupo Editorial Record e aos autores que confiaram no meu trabalho e me proporcionaram leituras maravilhosas. Desejo um feliz Ano Novo a todos vocês e que 2018 venha cheio de alegrias e realizações!

[Dica da Malu] O garoto está de volta

29 de dez de 2017

Sinopse: “Um escândalo traz de volta à pequena cidade natal, à família e ao primeiro amor uma estrela do golfe. Reed Stewart pensou que todos os problemas de cidade pequena — incluindo um coração partido — haviam ficado para trás quando ele abandonou a microscópica Bloomville, Indiana, há dez anos para se tornar um rico e famoso profissional do golfe. Até um post na internet ter ressuscitado todas as suas inseguranças de adolescente. Becky Flowers investiu tempo e recursos para se tornar uma bem-sucedida profissional no ramo de realocação de idosos. Mas ela trabalhou ainda mais duro para esquecer que Reed Stewart sequer existia. Ela não tinha, absolutamente, a menor intenção de revê-lo, agora que ele voltou... até a família do garoto a contratar para ajudar na mudança dos pais.”  Autora: Meg Cabot  Editora: Galera Record  Páginas: 352  Skoob  Comprar: Amazon ◈ Exemplar recebido de parceria com a editora.

Quem me acompanha aqui no blog sabe que tenho uma relação um tanto complicada com os livros da Meg Cabot. Apesar de achar que ela tem uma escrita fluida e envolvente, normalmente a construção de personagens me incomoda. No entanto, resolvi fazer uma nova tentativa com uma obra da autora e solicitei o livro O garoto está de volta, lançamento de 2017 da Galera Record. Descobri que devo focar nos romances adultos da autora, pois este se mostrou uma leitura muito mais divertida do que os outros que já li dela.
Aliás, antes de tudo, preciso avisar que esse é o quarto volume da série e, pelo que pesquisei, há personagens secundários que aparecem nesse livro e que estiveram nos três primeiros volumes. No entanto, eu sinceramente não senti necessidade de ler os volumes anteriores, pois são tramas totalmente independentes. Assim, aviso dado, vamos ao que eu achei desse livro. 


Em O garoto está de volta conhecemos Becky Flowers e Reed Stewart. Os dois namoraram no tempo de escola, porém, acontecimentos no dia da formatura do Ensino Médio fizeram com que os dois se separassem. Reed foi embora da cidade e se tornou um famoso jogador profissional de golfe. Já Becky trabalhou duro nos 10 anos que se seguiram para ter sucesso com sua empresa de realocação de idosos.
No entanto, um escândalo envolvendo os pais de Reed faz com que ele retorne para a cidade Natal, a fim de ajudar seus irmãos a resolverem o problema. Claro que isso significará um reencontro entre ele e Becky, principalmente com a interferência da cunhada dele, Carly. A aproximação se torna inevitável quando Carly contrata a empresa de Becky para ajudar com a mudança dos pais de Reed para outra cidade. Será que os sentimentos que existiam entre eles realmente ficaram na adolescência ou eles ficarão balançados com esse encontro inesperado?

“Me apaixonar por ele foi o maior erro que cometi em toda minha vida. Às vezes ainda me odeio por isso.”

Um dos primeiros pontos que destaco sobre esse livro é a forma bem diferente que a história é contada. Não há uma narração linear, nem em primeira ou terceira pessoa. Vamos entendo os acontecimentos através de e-mails, mensagens no celular, anotações em diários e, até mesmo, reportagens. Isso contribui para que a leitura se torne extremamente rápida, pois não há muitas descrições, apenas diálogos e narrações mais resumidas nas reportagens e e-mails.
Preciso confessar que, no começo, tive dificuldade para me envolver com a leitura. Acho que, por não saber o que tinha acontecido no passado e por não ter uma descrição mais aprofundada dos personagens, com pensamentos e sentimentos, demorei um pouco a me conectar com a história. Além disso, o velho problema que tenho com a maneira como Meg Cabot escreve seus personagens, que quase sempre me parecem exagerados e forçados. No entanto, ao contrário do que aconteceu quando li outros livros da autora, especialmente, a série O diário da princesa, com o decorrer da leitura eles foram me conquistando e eu acabei me apegando a eles.


O Reed é um daqueles mocinhos que fazem a gente se perguntar onde encontrar um na vida real. Apesar das sérias divergências que ele teve com seu pai e dos erros que cometeu no passado, é um homem gentil, íntegro e carinhoso, além de um bom filho e sobrinho. Aliás, os e-mails dele para o tio são um dos aspectos que mais gostei no livro todo.
Já a Becky é uma protagonista que conquista o leitor aos poucos. Trata-se de uma personagem carismática, inteligente e divertida, mas sem ser exageradamente dramática ou atrapalhada. Ela trabalhou duro para manter a empresa da família e, claramente, ama o que faz e se sai muito bem nos negócios. Aliás, achei bem legal que a Meg Cabot fugiu dos padrões de chick-lits com mocinhas atrapalhadas e com dificuldades na vida profissional. Becky é forte, determinada e, apesar de não ter superado os sentimentos que tinha por Reed, seguiu muito bem com a sua vida sem ele.
Com relação aos personagens secundários, apesar de não terem muita profundidade, a maioria conquista pelo carisma e alguns aparecem quase tanto quanto o casal principal. O irmão e a cunhada de Reed, Marshal e Carly aparecem bastante e roubam a cena. Aliás, a Carly é a minha personagem preferida do livro todo, tendo uma personalidade forte e uma animação que contagiam o leitor. Além deles, gostei muito da irmã da Becky, a Nicole, e do tio do Reed.
Por outro lado, a irmã do Marshal e do Reed, Trimble, é uma das personagens mais desprezíveis que já tive a infelicidade de ler. Mimada, arrogante e egoísta, ela vive se fazendo de vítima e tem algumas atitudes totalmente reprováveis, principalmente em relação aos pais.


De um modo geral, não posso dizer que seja uma história original ou surpreendente, mas foi uma leitura muito divertida. É um romance leve e dinâmico, escrito de uma maneira que envolve e diverte o leitor. De todos os livros que já li da Meg, acho que esse foi o que ela dosou melhor os momentos engraçados, sem cometer (muitos exageros), e soube construir o envolvimento do casal principal de uma maneira mais convincente.
Não posso deixar de mencionar o quanto a edição está incrível. Toda a diagramação foi feita na forma de e-mails, mensagens de celular e, até mesmo, recortes de jornal. Há ainda uma árvore genealógica no começo do livro, que ajuda a entender melhor a relação dos personagens da família Stewart. Além de facilitar a leitura, esses detalhes demonstram o cuidado da editora e deixam o livro ainda mais especial.
Assim, O garoto está de volta não é uma leitura para quem procura personagens profundos ou uma trama surpreendente. Mas é o livro perfeito para quem ama chick-lits e deseja uma leitura leve e divertida, para se distrair e relaxar. Trata-se daqueles livros que a gente lê em uma tarde preguiçosa ou para curar uma ressaca literária. É um livro despretensioso, mas engraçado e com personagens cativantes, proporcionando bons momentos para o leitor. 

8 dicas para presentear no Natal

20 de dez de 2017


Falta menos de uma semana para o Natal, mas sempre tem aqueles que deixam para última hora e ainda não compraram os presentes. Pensando nisso, resolvi indicar alguns livros para presentear amigos e familiares nesse Natal.
Escolhi 8 livros que me marcaram de alguma forma e que acredito que seriam presentes maravilhosos. Os títulos são de gêneros diferentes, de modo a englobar os diversos estilos de leitor. Tem romance, fantasia, ficção científica, romance histórico, entre outros. Assim, não tem desculpa para não presentear as pessoas especiais com algum livro bem bacana.

1 – Vidas muito boas, da J. K. Rowling
Esse livro traz o discurso que J. K. Rowling fez para uma turma de formandos em Harvard. Na ocasião, ela falou sobre as vantagens do fracasso e a importância da imaginação, proporcionando importantes reflexões sobre a vida e a maneira como a encaramos. É uma leitura rápida, mas muito inspiradora e que ainda conta com uma edição belíssima, de capa dura e cheia de ilustrações. Um presente ideal não só para os fãs de Harry Potter, mas para todos que precisam ser lembrados de que o fracasso é uma parte importante da vida, bem como a imaginação.

2 – Tartarugas até lá embaixo, do John Green.
Esse é um dos principais lançamentos de 2017 e se trata, na minha opinião, do melhor trabalho do John Green até o momento. O livro traz personagens bem construídos, complexos e com atitudes e dilemas totalmente adequados à idade que possuem. Além disso, trata-se do romance mais pessoal do autor, no qual ele fala com detalhes sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), um distúrbio mental com o qual o autor convive há anos. Assim, é uma leitura interessante e que traz um tema super relevante, sendo um ótimo presente para quem já ama o autor ou aqueles que querem conhecer seu trabalho.

3 – O conto da aia, Margaret Atwood
Apesar de ter sido lançado na década de 1980, esse livro está entre os mais vendidos e comentados de 2017. O motivo é o sucesso da série de televisão que ele deu origem, bem como o fato de que sua temática tem se mostrado assustadoramente atual. Trata-se de uma distopia na qual um regime teocrático é instaurado e as minorias perdem seus direitos, especialmente as mulheres que perdem sua liberdade de trabalhar, possuir bens e, até mesmo, de decidir sobre o próprio corpo. Uma leitura que foi envolvente e, em vários momentos perturbadora, mas que trouxe várias reflexões sobre o rumo assustador que a sociedade atual está tomando. É um ótimo presente para quem amou a série ou que deseja uma distopia interessante e capaz de tirar o leitor da zona de conforto.

4 – O príncipe corvo, da Elizabeth Hoyt (+18 anos)
Quer presentear alguém que ama romances de época mais sensual? Então, não poderia recomendar outro que não fosse O príncipe corvo. Trata-se de um romance bem construído, que traz uma personagem feminina realmente forte e que questiona o tempo todo o papel da mulher na sociedade. O casal principal é cativante e o relacionamento dos dois vai sendo construído ao longo de todo o livro. Um livro apaixonante e que, com certeza, irá agradar os leitores que amam um bom romance de época.

5 – O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon.
É claro que esse livro não poderia estar de fora da minha lista. Apesar de se tratar de um livro Young Adult, é uma leitura que recomendo para pessoas de qualquer idade. O livro aborda um dia na vida de dois jovens com realidades completamente diferentes, mas que, quando se encontram, acabam afetando o destino um do outro e das pessoas que eles encontram pelo caminho. Foi uma leitura que me surpreendeu em vários sentidos e que trouxe muito mais reflexões do que eu imaginava quando li a sinopse. É um livro mais do que recomendado e que seria um ótimo presente de Natal para todos que gostam de uma leitura leve, mas com conteúdo e reflexões importantes.

6 – Guerra do velho, do John Scalzi
Quer presentear alguém que ama ficção científica? Minha recomendação é Guerra do Velho, do John Scalzi. Mesmo sendo um gênero que não leio com frequência, não tive nenhuma dificuldade em me envolver com a leitura. É um livro que não traz conceitos científicos complicados, facilitando a compreensão de quem não está acostumado com ficção científica, mas apresenta um enredo muito interessante e personagens divertidos e carismáticos. Um ótimo presente para ama o gênero ou quer começar a se aventurar nesse estilo. 
7 – O acordo, da Elle Kennedy (+18 anos)
Para quem procura uma leitura leve, divertida e apaixonante, nada melhor do que um bom new adult não é mesmo? Então, não poderia deixar de recomendar O acordo, primeiro volume da série Amores Improváveis, da autora Elle Kennedy. Este livro, apesar de não ter um enredo dos mais originais, conta com protagonistas extremamente cativantes, uma escrita fluida e um romance bem construído. É daqueles que, apesar de sabermos exatamente como vai terminar, nos divertimos muito acompanhando a jornada. Então, é um presente que vai agradar aqueles leitores que amam romances leves e cativantes.

8 – The kiss of deception, da Mary E. Pearson
Claro que não iria faltar um livro de fantasia nessa lista e, por isso, resolvi incluir um dos meus favoritos: The kiss of deception. Além de ter essa capa linda, que já torna o presente especial, trata-se do primeiro volume de uma trilogia maravilhosa, com fantasia, romance, aventuras e mistérios. O livro conta com personagens femininas fortes e bem construídas, um universo interessante e uma trama envolvente. Um lindo presente para quem ama livros de fantasia.


Gostaram das minhas indicações? Me contem aí nos comentários se vocês já leram algum desses livros e se ficaram interessados em comprar para presentear alguém ou, quem sabe, se presentear. Além disso, aproveito para trazer mais uma dica: o site CupomValido, onde vocês podem encontrar cupons de desconto para várias lojas, incluindo desconto da Amazon

[Cinema] Star Wars VIII: Os últimos jedi

17 de dez de 2017


✤Elenco: Daisy Ridley, Mark Hamill, Adam Driver, Carrie Fisher, John Boyega, Oscar Isaac, Domhanll Gleeson, Kelly Marie Tran, Benicio Del Toro, Laura Dern.
✤Direção: Rian Johnson ✤ Roteiro: Rian Johnson ✤ Duração: 152 min

Faz um tempo que comento sobre algum filme aqui no blog (com exceção de um post sobre meus filmes de época favoritos), mas resolvi voltar com um filme que, para mim, era o mais aguardado de 2017: Star Wars – Episódio VIII: Os últimos jedi. Essa franquia vem marcando a minha vida desde que eu era criança e não poderia deixar de comentar aqui sobre o filme que venho esperando ansiosamente desde 2015.
A primeira coisa que quero deixar claro é que não haverá nenhum spoiler sobre esse filme aqui ou nos comentários, por menor que seja. Primeiro, porque acho um desrespeito com quem não assistiu ainda. Segundo, porque eu acredito que este é o tipo de filme que devemos assistir sabendo o mínimo possível antes de começar. Assim, aqui eu falarei sobre as minhas impressões, o que eu senti assistindo, sem revelar nada além do que está na sinopse sobre o enredo.
Em Os últimos jedi, a trama continua praticamente onde seu antecessor havia terminado. Rey atravessou a Galáxia para encontrar Luke Skywalker e pedir que ele retorne de seu isolamento para ajudar a resistência. Enquanto isso, a General Leia Organa lidera a rebelião, enfrentando os ataques da, cada vez mais poderosa, Primeira Ordem.
Um dos aspectos que preciso destacar sobre Os últimos jedi é como este filme consegue envolver o espectador desde o começo. Logo na primeira cena, eu já me vi completamente absorta na história, transportada mais uma vez para este universo que aprendi a amar. No entanto, destaco que esse envolvimento não acontece apenas pelas eletrizantes cenas de ação, mas também pelo carisma dos personagens e pela inteligência no desenvolvimento da trama.
Não possuo nenhum conhecimento técnico sobre cinema, mas o que posso falar como espectadora é que este foi o filme de Star Wars que mais me impressionou visualmente. Os planetas que aparecem são belíssimos e há alguns planos durante o longa que são realmente de tirar o fôlego. Inclusive, há uma cena específica, no final do filme, que, para mim, é a mais bonita de toda a franquia (não apenas visualmente, diga-se de passagem).
Mas o que me cativou realmente em Star Wars: Os últimos jedi foram os personagens. Vou começar falando sobre os secundários, porque, inicialmente, tive medo de que a grande quantidade de personagens, antigos e novos, tornaria o filme confuso. No entanto, me surpreendeu positivamente ver que todos tiveram um arco interessante e foram desenvolvidos durante o longa. Dentre eles, destaco Poe Dameron, que já havia me conquistado em O Despertar da Força e evoluiu muito nesse, e a novata Rose, que é extremamente carismática e roubou a cena em vários momentos.
No entanto, foram os protagonistas que tornaram esse oitavo episódio tão especial. Começando pela General Leia Organa, interpretada pela saudosa Carrie Fisher, que teve cenas belíssimas nesse filme e demonstrou uma força e uma sabedoria que me impressionaram muito. Já a Rey e o Kylo Ren ganharam em complexidade e se tornaram mais humanos. Os conflitos internos dos dois são muito palpáveis e ajudaram a mostrar que há muito mais do que a divisão, pura e simples, entre bem e mal. Por fim, Luke Skywalker foi diferente de tudo que eu havia imaginado antes do filme. Ele está muito melhor do que eu esperava. Aliás, saí do cinema querendo abraçar Mark Hamill por sua melhor interpretação em toda a franquia, e tudo que posso dizer sobre Luke é que ele está incrível e tem o arco mais interessante de todo o filme.
Se não bastasse o excelente desenvolvimento dos personagens, o filme ainda surpreende por seu enredo. O diretor e roteirista Rian Johnson conseguiu construir um enredo que respeita todos os elementos da série, mas que segue por um caminho inesperado, algo ainda mais impressionante se considerarmos que este já é o oitavo filme da franquia. Admito que, perto da metade, o filme começa a perder um pouco o ritmo, porém, logo se recupera e o que se segue da metade para a frente é tão impressionante que compensa qualquer pequeno problema acontecido anteriormente. Perdi as contas de quantas reviravoltas acontecem durante o longa e todas elas, além de impactantes, funcionam muito bem dentro da história.
Saí do cinema na quinta-feira em um estado de agitação que não sentia há muito tempo depois de ver um filme. Fiquei arrepiada com a grandeza do que foi apresentado e, mesmo três dias depois de assistir Star Wars VIII: Os últimos jedi, ainda tenho dificuldade para traduzir tudo que senti. Só me resta dizer que recomendo muito que assistam este novo filme e que mal posso esperar para descobrir o que acontecerá no próximo episódio.
Agora que já compartilhei o que achei de Os últimos jedi, quero saber se vocês já viram ou querem ver. E, para quem assistiu, me contem também o que acharam. Só peço que não revelem nenhum spoiler, pois comentários assim serão apagados para não prejudicar a experiência de quem ainda não viu o filme.


[Dica da Malu] ABC do Amor

13 de dez de 2017


Sinopse: “O amor é o personagem principal desta antologia que reúne três das mais românticas autoras da atualidade. Inconveniente, não retribuído, desejado, com final feliz ou sem esperanças, o amor não sai de moda. Em Doce reencontro, o destino encontra a saudade. Jade nunca esqueceu o ex-namorado, que terminou tudo e a trocou pela carreira. Mas a receita de um grande amor nunca desanda. O que acontece quando os dois se reencontram? O perdão é capaz de mudar a história em As cartas que escrevemos. Quando Jake retorna à cidadezinha onde cresceu, o agora ator famoso só esperava ver o seu grande amor mais uma vez. Mesmo que fosse no altar. Com outro homem. É possível fazer Ana Louise mudar de ideia? Além das cores prova que o amor pode nascer do desejo. Alice acabou com o pior tema no projeto final da faculdade. Ela precisa escrever a biografia de Leandro, um artista plástico temperamental, fechado e extremamente gato. A atração entre ambos é intensa, mas os fantasmas do passado podem atrapalhar tudo.” Autoras: A. C. Meyer, Brittainy C. Cherry, Camila Moreira / Editora: Galera Record / Páginas: 266 / Skoob / Comprar: Amazon

Três contos, três perspectivas diferentes sobre um mesmo sentimento. É assim que eu definiria o livro ABC do Amor, lançamento de 2017 da Galera Record. Nesse livro, três autoras reconhecidas por seus romances apaixonantes, A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira, escrevem cada uma um conto que aborda o amor em um momento diferente.
No primeiro deles, Doce Reencontro, temos a história de Jade e Alex, um casal que se conheceu na adolescência e acabaram tendo seus caminhos separados por circunstâncias da vida. Anos depois, o destino acaba fazendo com que eles se reencontrem. Será que o amor pode sobreviver a tantos anos e tantas mudanças que ocorreram nas vidas de Jade e Alex?
Já no segundo conto, As cartas que escrevemos, Brittainy C. Cherry apresenta uma história sobre perdão. Depois de anos seguindo sua carreira de ator, Jake retorna para a cidadezinha onde viveu para o casamento de Ana Louise, a ex namorada que ele nunca esqueceu. Será que, depois de tanto tempo, ela ainda o amava como ele nunca deixou de amá-la? Seria esse amor suficiente para que ela o perdoasse?
Por fim, no conto Além das cores, da autora Camila Moreira, é retratado o amor que surge da atração. Em um péssimo dia, Alice é demitida, descobre que seu noivo a traia com sua melhor amiga e que, para o trabalho de conclusão de curso, ela teria que escrever uma biografia sobre o temperamental pintor Leandro Franz. O que ela não esperava é que surgiria uma inexplicável atração entre eles, mas que fantasmas do passado poderiam atrapalhar esse sentimento que estava surgindo e que eles não sabiam como nomear. Seria amor?



De um modo geral, gostei dos três contos e esse livro se mostrou uma leitura rápida e agradável. No entanto, acredito ser impossível falar sobre ABC do Amor como um todo, pois cada autora tem um jeito próprio de escrever e os contos não têm uma ligação entre si. Deste modo, vou falar um pouco sobre o que achei de cada um deles.

Algumas pessoas relacionam a saudade com a solidão. (...) Para mim, saudade não tem relação com a tristeza. Ela é a mola que impulsiona cada passo do meu caminho. Assim como o amor.

Doce reencontro fala sobre um amor que resiste à saudade, ao tempo e à distância. A leitura é muito fluida e, apesar de ser um conto, achei que a autora soube construir bem o romance e tornar o casal convincente. No entanto, senti falta de algum obstáculo para os protagonistas superarem, seja algum conflito do passado ou as mudanças que ocorreram ao longo dos anos que passaram separados, mas que deixasse uma dúvida, mesmo que pequena, se o casal ficaria junto ou não.
Outro aspecto que me incomodou um pouco foi a idade dos protagonistas. Jade tem apenas 23 anos e, antes do reencontro, Alex supunha que ela já estaria casada e com filhos. Sei que tem pessoas que se casam com essa idade ou menos, mas não é comum ao ponto de levá-lo a ter tanta convicção que Jade já deveria ter se casado e tido filhos. Além disso, eles são incrivelmente bem-sucedidos para a idade que têm. Algo que pode acontecer, mas também não é tão comum e fez a história se tornar menos convincente
De um modo geral, é um conto bem escrito e a leitura é bastante fluida. No entanto, mesmo os personagens sendo carismáticos, tive dificuldade de me conectar com eles. Gostei do conto e me diverti lendo, mas confesso que esperava mais e não cheguei a me encantar pelo romance.

Já em As cartas que escrevemos lembrei porque a escrita de Brittainy C. Cherry me conquistou quando li O ar que ele respira. Em poucas páginas, ela consegue conferir sentimento e complexidade aos seus personagens, despertando a empatia de quem lê. Assim, o que mais gostei é que este conto fala sobre perdão e traz protagonistas imperfeitos, que erraram no passado e precisam lidar com as consequências das escolhas que fizeram. Isso os tornou mais humanos e reais, o que tornou o amor deles mais verdadeiro, para mim.

“ – Porque quando se ama alguém, a gente espera o tempo que for para que as coisas se alinhem. Para que tudo entre nos eixos.”

A única ressalva que faço é que toda a trama se desenvolve em um final de semana. Mesmo se tratando de um conto, acho que foi muito apressado, considerando todas as mágoas e problemas que precisavam ser superadas. No entanto, foi uma leitura tão cativante que isso não tirou o brilho da leitura.


Por fim, o que mais me surpreendeu: Além das cores. A sinopse desse conto me desanimou um pouco, porque, normalmente, não gosto de romances em que o casal sente uma atração inexplicável e imediata. Porém, a Camila Moreira tem uma sutileza na sua escrita que tornou o casal e a química entre eles convincente.

“Via em seus olhos a admiração que sentia pelas cores. As minhas cores! Aquilo me fascinou. Ela parecia entender a dor que senti ao pintar, cada sentimento que transpus para a tela.”

Além disso, fiquei impressionada com o quanto ela conseguiu desenvolver os personagens em poucas páginas. Eles amadurecem ao longo do conto, superam traumas do passado e a própria construção do romance, ao contrário do que eu esperava, é gradual e convincente. Foi uma leitura que me conquistou completamente e me deixou curiosa para conhecer outros trabalhos da autora.
Com relação à edição, achei que a Galera Record caprichou. A capa é simples, mas bonita e delicada. Além disso, as páginas amareladas e o tamanho da fonte deixam a leitura confortável. Há ainda as páginas que iniciam cada conto que também são simples, mas bonitinhas e condizentes com as histórias que iniciam.
Assim, ABC do amor é uma leitura fluida, agradável e ideal para quem adora romances. São histórias diferentes, cada uma com seus méritos, mas que, de um modo geral, proporcionam bons momentos. Além disso, os contos são uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da A. C. Meyer, da Brittainy C. Cherry e da Camila Moreira, e perceber o estilo de cada uma delas. Terminei a leitura em um único dia, feliz pelas histórias que encontrei e ansiosa para conhecer outros trabalhos das autoras.

Lidos de Novembro

11 de dez de 2017


O ano está acabando e sei que muitas pessoas estão aproveitando esses últimos dias de 2017 para ler aqueles livros que estavam na meta de leitura. No entanto, hoje vou parar com as leituras de dezembro para falar com vocês sobre os livros que li em novembro.
Devido à correria típica de final de ano, não consegui ler tanto quanto nos meses anteriores. Foram apenas cinco livros, sem contar um que eu não consegui terminar. No entanto, foram leituras muito proveitosas e que me surpreenderam positivamente.

Vidas muito boas, da J. K. Rowling
Esse livro é a transcrição do discurso inspirador feito por J. K. Rowling para uma turma de formandos de Harvard em 2008. Li esse livro não só por se tratar do discurso de uma das minhas autoras favoritas da vida, mas porque tinha certeza que, tendo em consideração os temas que ela abordou em sua fala, eu encontraria lições que me fariam realmente refletir. Não preciso nem dizer que foi exatamente isso que aconteceu e que, mais uma vez, me vi tocada pelas palavras de J. K. Rowling. Foi uma leitura rápida, mas inspiradora, e que se tornou ainda mais especial com as ilustrações contidas nessa linda edição da Rocco.

O refúgio do marquês, da Lucy Vargas.
Com essa correria, estava procurando uma leitura leve e divertida, então, o que poderia ser melhor do que um bom romance de época. Inspirada pelo especial Novembro de Época, resolvi aproveitar para conhecer a escrita da autora Lucy Vargas e ler um de seus romances. Esse não entrou para a lista dos meus queridinhos do gênero, mas ainda assim foi um livro muito gostoso de ler, com personagens cativantes e um romance bem construído. Inclusive, estou bastante curiosa para conhecer outros livros da autora. Vocês me indicam algum?

Trono de Vidro 5: Império de Tempestades, da Sarah J. Maas
Em novembro, eu finalizei a leitura do tomo 1 de Império de Tempestades e li o 2. Já saiu a resenha aqui, então, não vou falar muito sobre ele. Para quem não leu a resenha ainda, adianto que eu estou cada vez mais apaixonada por essa série e não vejo a hora de ler os dois próximos livros. O final é daqueles que deixam o leitor desesperado para saber o que vai acontecer e eu estou muito ansiosa tanto pelo sexto livro, que conta o que está acontecendo com o Chaol durante os eventos de Império de Tempestade, quanto pelo sétimo que vai dar continuidade a este quinto volume.

ABC do Amor, das autora A. C. Meyer, Brittany C. Cherry e Camila Moreira
Esse livro é composto por três contos, cada um escrito por uma autora, nos quais elas falaram sobre o amor por uma determinada perspectiva. No primeiro, o amor que se reencontra; no segundo, o amor que aprende a perdoar; e, no terceiro, o amor que surge da paixão. Como é comum em livros de contos, alguns são melhores do que outros, porém, nenhum deles chegou a ser uma leitura ruim. Todos os três foram leituras gostosas e fluidas, e confesso que o terceiro foi uma surpresa agradável para mim. A resenha sobre ele sairá em breve aqui no blog.

O beijo da lua, da Nana Valenttine
Última leitura que concluí em novembro, esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Primeiro, porque eu ainda não conhecia a escrita da autora e só li porque ele foi o livro escolhido para a leitura coletiva do Novembro de Época. Segundo que ele trouxe assuntos muito mais sérios do que eu esperava encontrar e foi algo que me agradou muito. Adorei a construção de personagens que a autora fez e a maneira como ela conduziu a trama, me fazendo realmente temer pelo destino dos protagonistas em vários momentos. Adorei a leitura e estou ansiosa para ler a continuação.
           
Além destes cinco livros, eu comecei a leitura de Geekerela, uma releitura bem diferente da história da Cinderela e que eu devo terminar em breve para contar para vocês o que estou achando. E ainda comecei a ler Belinda & Em, mas a leitura não estava fluindo e eu acabei dando um tempo desse livro para retomar depois. No entanto, pretendo continuar a leitura dele em breve e trazer a resenha para vocês;

Esses foram os livros que eu li em novembro. Foram poucos, mas fiquei até satisfeita com o resultado. E vocês, o que leram no mês passado? Me contem aí nos comentários sobre as leituras de vocês e quais querem ler ainda esse ano.

[Dica da Malu] Agora e para sempre, Lara Jean

6 de dez de 2017

Sinopse:Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?” Autora: Jenny Han / Editora: Intrínseca / Páginas: / Skoob 

Atenção! Essa resenha é sobre o terceiro livro da trilogia, portanto, pode conter informações sobre o desfecho dos livros anteriores.

Sabe aqueles livros que você não esperava muito, mas, quando começa a ler, logo está encantado pelos personagens e torcendo por eles como se fossem seus amigos? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han. Minha simpatia pela protagonista foi imediata, assim como o carinho pela sua família e o amor pelo Peter. Aí veio o segundo livro e a sensação de quentinho no coração de quando revemos pessoas muito queridas.
E o que senti ao ler o terceiro e último livro da série, Agora e para sempre, Jara Jean? Um turbilhão de emoções: saudade, nostalgia, amor e, principalmente, orgulho por ver o amadurecimento de personagens que se tornaram tão queridos por mim.
Nesse terceiro volume, tudo está bem na vida da Lara Jean. O namoro com Peter está cada dia melhor, eles estão no último ano do Ensino Médio e depois irão para a mesma universidade, que fica próxima da sua cidade natal. Assim, ela poderá começar uma nova fase em sua vida, sem precisar se afastar do namorado ou da família. Tudo perfeito, né? Só que nem sempre as coisas saem como o esperado e Lara Jean pode se ver forçada a tomar decisões que mudem sua vida e afetem seu relacionamento com Peter.


Um dos aspectos que mais gostei nesse livro foi a forma como a Jenny Han apresentou esse período da vida da Lara Jean. Em qualquer lugar do mundo, o final do Ensino Médio é uma fase muito intensa. Há a enorme pressão de tomar uma decisão que, bem ou mal, irá afetar a vida dali para frente. Além disso, é um momento de despedida de tudo aquilo a que se está acostumado para encarar o desconhecido. Assim, é natural sentir medo, insegurança, animação pelo novo e tristeza pelo que irá perder. E a autora conseguiu retratar esses sentimentos de uma maneira tão real que faz o leitor se identificar ou, pelo menos, sentir empatia pela situação da Lara Jean e do Peter.
E o que dizer do romance? Uma coisa que, frequentemente, me incomoda em livros YA é que os problemas enfrentados pelo casal principal às vezes são muito exagerados, dramáticos ou soam muito falsos. Mas esse definitivamente não é o caso da Lara Jean e do Peter. O relacionamento dos dois é bastante crível, tanto no que se refere aos momentos bons e românticos quanto às dificuldades que eles enfrentam. São situações que qualquer adolescente pode vivenciar e que tornam o casal principal ainda mais real para quem lê.
“Ao pensar em Peter com vinte, vinte e poucos anos, sinto uma espécie de saudade do homem que posso nunca chegar a conhecer. Agora, hoje, ele ainda é um garoto, e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim? Nossos caminhos já estão se afastando, um pouco mais a cada dia, quanto mais nos aproximamos de agosto.”
Mas o que me fez amar essa trilogia e que torna esse YA tão especial para mim é a relação da Lara Jean com a família. Adoro ver a interação das irmãs Song que, apesar de completamente diferentes umas das outras, se amam tanto. Elas são, realmente, um trio que se completa e se tornam muito mais forte quando estão juntas. Além disso, gosto muito da relação delas com o pai e modo como a família se uniu para superar a perda da mãe.
E, nesse livro, as relações familiares foram ainda mais aprofundadas pela autora. O pai da Lara Jean está namorando depois de muito tempo sozinho e isso, obviamente, impacta na dinâmica de toda a família. Quem mais sofre é a Margot, que estava distante e não pôde acompanhar o desenvolvimento do relacionamento. No entanto, é interessante ver como cada uma delas vai reagindo às mudanças na vida do pai.
Aliás, Agora e para sempre, Lara Jean pode ser resumido em mudanças e desenvolvimento de personagens. Todos eles passam por situações que os tiram de sua zona de conforto, o que impacta em um amadurecimento maior para todos.


A Lara Jean, em especial, me deixou muito orgulhosa. Ela sofre com muitas dúvidas ao longo do livro, mas amei ver o quanto ela se fortalece e aprende a tomar decisões difíceis e lidar com elas. Já o Peter, além de amadurecer bastante, consegue o feito de se tornar ainda mais apaixonante do que nos livros anteriores e dá vontade de colocá-lo no colo por algumas situações mais dolorosas que ele enfrenta.
A Kitty, caçulinha das irmãs, foi a única que me decepcionou um pouco, porque era a minha personagem favorita dos livros anteriores e, nesse, eu a achei um pouco chata e egoísta. No entanto, acho que foi algo compreensível dentro da história, pois ela está passando da infância para a adolescência, o que é uma fase de transformações tão intensa quanto aquela vivida pela Lara Jean. Já a Margot continua sendo a personagem que eu menos gosto e tenho muita dificuldade em aceitar algumas de suas atitudes, mas, por incrível que pareça, ela amoleceu meu coração ao protagonizar algumas das cenas mais bonitas do livro.
“Famílias encolhem e se expandem. Só podemos ficar felizes, satisfeitos uns pelos outros, pelo tempo que temos juntos”.
Com relação à escrita da Jenny Han, não preciso nem dizer que continua apaixonante, né? Ela conseguiu desenvolver a trama com um ritmo envolvente, construindo os conflitos de maneira natural e mostrando, gradualmente, a evolução dos personagens. Além disso, os sentimentos são apresentados de uma maneira real, que conquista a empatia e faz com que o leitor consiga se conectar com a história.
Achei que o desfecho foi totalmente condizente com tudo que foi construído ao longo de toda a trilogia e confesso que fiquei emocionada por ver as pessoas que esses personagens se tornaram no final. Adorei as escolhas feitas por cada um deles e terminei a leitura feliz por ver que todas as coisas pelas quais passaram nos três livros fizeram com que eles realmente evoluíssem.
De um modo geral, eu terminei essa trilogia feliz, um pouco nostálgica lembrando da minha adolescência e já com muita saudade desses personagens. Meu livro favorito continua sendo o primeiro, mas Agora e para sempre, Lara Jean mantém os elementos que conquistaram tantos fãs no mundo todo e traz o desfecho perfeito para uma série tão apaixonante. E, para quem também já está sentindo falta desses personagens maravilhosos, vai ter adaptação para o cinema e o filme já está sendo produzido. Alguém mais está ansioso para conferir?
Me contem aí nos comentários se já leram essa trilogia e quais suas expectativas para o filme. Vou adorar saber a opinião de vocês! E, para quem ainda não leu e tem interesse em conhecer a história da Lara Jean, vou deixar o link para compra de todos os livros separadamente e do box (lindo!) com a trilogia completa. 

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