Filmes e séries de época favoritos


Para a grande maioria dos leitores, feriado e final de semana são sinônimos de colocar a leitura em dia. Eu não sou diferente e sempre aproveito para ler bastante. No entanto, outra coisa que eu amo fazer nesses dias livres é assistir filmes ou séries. Então, aproveitando o feriado hoje e como parte do Especial Novembro de Época (sobre o qual eu falei com mais detalhes aqui), hoje vim trazer a indicação dos meus filmes e séries de época favoritos.
Mas não pensem que os livros vão ficar de fora desse post. A maioria das indicações dessa lista são adaptações de romances que eu já li e que são mais do que recomendados. Então, o que não vai faltar é opção para vocês aproveitarem o feriado, seja lendo ou assistindo algum desses filmes/séries. Então, vamos às indicações:

1 – Orgulho e Preconceito (2004)
Claro que eu iria começar essa lista com o meu favorito, né? Orgulho e Preconceito não é meu livro preferido da Jane Austen, mas é uma história que eu amo muito e a adaptação está impecável. Acredito que Kiera Knightley trouxe a personalidade forte e a vivacidade características da Elizabeth Benneth e Mathew McFayden é o Mr. Darcy perfeito. O filme, que tem uma trilha sonora excelente e uma fotografia maravilhosa, ainda conta com um elenco incrível, que inclui nomes como Judy Dench, Rosamound Pike, Carrey Mulligan e Donald Sutherland.  Não dá para perder né? E não preciso nem dizer que o livro é uma leitura mais do que recomendada, como todos os livros da Jane Auste.



2 – Para sempre Cinderela
Se você não assistiu esse clássico da Sessão da Tarde, preciso dizer que sua infância/juventude foi incompleta. Cinderela sempre foi a minha precisa preferida, mas essa versão com Drew Barrymore é a que traz a melhor versão da gata borralheira. Nesse filme, Cinderela é apenas o apelido da jovem Danielle, que se vê forçada a trabalhar para a madrasta após a morte de seu pai. No entanto, ela não é uma pessoa frágil ou submissa; ao contrário, ela tem opiniões fortes, é determinada e não fica esperando o príncipe aparecer para salvá-la. Aliás, o primeiro diálogo dela com o príncipe Henry já demonstra sua personalidade forte. Assim, é uma versão divertida e romântica, mas que traz uma Cinderela mais forte e inspiradora.


3 – Adoráveis mulheres (1994)
Adaptado do clássico de Louisa May Alcott, esse filme conta a história de quatro irmãs que, amparadas pela mãe, tentam sobreviver enquanto o pai luta na guerra. Cada uma dessas meninas tem personalidade e sonhos diferentes, mas são todas ligadas por um profundo amor pela família. No filme, acompanhamos a jornada delas à medida que vão crescendo e precisam encontrar seu lugar na sociedade, sem abrir mão daquilo que sempre sonharam. Além de um ótimo roteiro, muito fiel ao livro, o filme conta com um elenco de peso que inclui Susan Sarandon, Winona Ryder, Christian Bale, Claire Danes e Kirsten Dunst.  



4 – Amor e inocência
Para quem ama os romances da Jane Austen, não pode deixar de ver esse filme. Nele é contado um pouco sobre a vida da autora, baseado em cartas escritas por ela. Não há uma confirmação de que os acontecimentos do filme aconteceram do mesmo modo na realidade (o mais provável é que não), mas ainda é um romance delicioso de se assistir e parece ter sido escrito pela autora. Anne Hathaway, apesar de americana, está impecável como a escritora inglesa e é impossível não se comover com o romance apresentado. Ah e já aviso que será preciso ter uma pedra no lugar de coração para assistir sem se apaixonar pelo James McAvoy, que está incrível no papel de Tomas Leffroy, um suposto romance de Jane Austen.


5 – North and South
Trata-se de uma minissérie produzida pela BBC e que é adaptação do livro Norte e Sul, da escritora inglesa Elizabeth Gaskell. O romance é ambientado na Inglaterra, porém, em um período diferente do que estamos acostumados: durante a revolução industrial. A jovem Margareth Hale é obrigada a abandonar a pacata vida nos campos do sul do país quando seu pai resolve se mudar para uma cidade industrial no norte. Lá, Margareth se depara com as más condições de trabalho nas fábricas e se assusta ao ver a situação de miséria em que aquelas pessoas trabalham, a leva a antipatizar com o dono de uma das maiores indústrias da região, do qual o pai dela se torna amigo. Mas é claro que tem o outro lado da história e o Mr. Thorton está longe de ser aquela pessoa desprezível que ela imaginou a princípio. Preciso dizer que eu me apaixonei por ele? Acho que não. Basta vocês assistirem ao trailer que vocês vão entender do que eu estou falando.



Esses são apenas alguns dos filmes e séries de época que eu amo, mas tem muitos outros que eu poderia recomendar e também vários que ainda quero assistir. Agora, quero saber de vocês se já viram algum desses e quais vocês me indicam também, porque vou adorar conferir as dicas de vocês.
Aproveito também para lembrar de dois sorteios incríveis que estão acontecendo. Aqui no blog tem um mega sorteio de quatro kits (um vencedor para cada) organizado para o especial Novembro de Época em comemoração ao aniversário do blog Leituras da Mary. Já no instagram Crônicas de Eloíse (link aqui), está sendo sorteada a duologia Agentes da Coroa (Como agarrar uma herdeira e Como se casar com um marquês, da Julia Quinn). Não deixem de participar, porque os prêmios estão incríveis. 

[Dica da Malu] Tartarugas até lá embaixo

Sinopse: “Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas , lança o mais pessoal de todos os seus livros: Tartarugas até lá embaixo . A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.” Autor: John Green / Editora: Intrínseca / Páginas: 256 / Skoob / Comprar: Amazon

Dentre todos os grandes lançamentos de 2017, sem dúvida Tartarugas até lá embaixo foi um dos mais aguardados. Em outubro deste ano, depois de seis anos, John Green finalmente publicou um novo livro e a expectativa era enorme. Afinal, ele é o autor de livros como A culpa é das estrelas, Cidades de Papel e Quem é você, Alasca?, que venderam milhares de cópias no mundo todo. Para mim, a espera valeu a pena, pois encontrei nesse livro o melhor trabalho de John Green, até agora.

Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.

Em Tartarugas até lá embaixo, conhecemos a adolescente Aza Holmes, uma menina que nunca pensou em se tornar um detetive, mas acaba sendo induzida por sua melhor amiga, Daisy, a investigar o desaparecimento do bilionário Russell Picket. Há uma recompensa de cem mil dólares para quem tiver alguma notícia sobre o paradeiro dele e Daisy não está disposta a perder. Então, para começar a investigação, elas vão atrás de Davis, o filho de Russell, de quem Aza foi amiga na infância.
O problema é que Aza nem sempre consegue manter o foco no que está acontecendo a sua volta. Algumas vezes, ela se perde em espirais de pensamento que começam a consumi-la e fica muito difícil para que ela se concentre em qualquer outra coisa, muito menos em um mistério a ser desvendado. Será que com tantos pensamentos em sua mente, Aza vai conseguir bancar a detetive?



O que mais me surpreendeu em Tartarugas até lá embaixo foi como, a partir de um enredo simples, John Green construiu uma história tocante e cheia de reflexões. Confesso que no início não tinha muita noção de onde ele queria chegar, mas à medida que a trama foi se desenvolvendo, me senti cada vez mais envolvida com os dramas de cada um daqueles personagens e acompanhar a jornada deles me emocionou muito mais do que eu imaginava.
A Aza é uma protagonista incrível e diferente de qualquer outra que já li. Ela é uma adolescente muito real, com inseguranças e atitudes completamente compatíveis com sua idade. No entanto, já adianto que não é fácil gostar dessa personagem. Aza sofre com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o que faz com que ela se sinta presa em espirais de pensamentos contínuos e não consiga focar a atenção no mundo à sua volta, nem mesmo nas pessoas que ama. Para quem não está familiarizado com esse transtorno, é muito difícil entender por que ela age assim, mas é aí que entra a capacidade do leitor de sentir empatia. Se você não conseguir se colocar no lugar do outro, talvez seja difícil mesmo gostar dela.

No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.

Aliás, preciso ressaltar aqui que muitas pessoas pensam que TOC é apenas a agonia de ver um objeto fora do lugar ou uma mania de limpeza, por exemplo, mas é algo muito mais complexo e sofrido do que isso. Trata-se de um distúrbio mental que leva a pessoa a ter pensamentos obsessivos que a apavoram e os quais ela não deseja, mas também não consegue evitar. Através da protagonista Aza, John Green procura mostrar para o leitor como uma pessoa que tem TOC se sente e o quanto esse distúrbio pode ser desesperador. E ele conseguiu: eu me senti totalmente dentro da mente e das emoções dela, de um modo que chegava a ser angustiante e me dava vontade de entrar no livro para abraçar essa menina que estava sofrendo tanto.
No entanto, o livro também tem vários momentos leves e divertidos. A maioria deles são proporcionados por Daisy, a melhor amiga de Aza, uma menina inteligente, divertida, com uma língua muito afiada e que escreve fanfics inspiradas em Star Wars. Admito que algumas vezes ela me irritou um pouco e eu a achei quase egoísta, mas sua evolução na trama me fez entender melhor seu comportamento e enxerga-la sob outra perspectiva.
Há também o Davis, filho do bilionário desaparecido e amigo de infância da Aza. Assim como os demais personagens do livro, só vamos entende-lo completamente ao longo da leitura, mas ele me conquistou desde o primeiro momento em que apareceu por seu jeito gentil e atencioso. No entanto, foi só quando entendi como era a vida do Davis, e todos os problemas que ele tinha que enfrentar, é que percebi o quanto ele é um personagem admirável.

O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha se não senti-lo.

Aliás, para mim, o grande mérito de Tartarugas até lá embaixo é a brilhante construção de personagens feita pelo John Green. Nenhum deles são apenas o que aparentam a princípio. Ao longo da leitura, vão sendo reveladas várias camadas em todos eles, aspectos que os tornam mais humanos e complexos, e fazem com que a trama seja mais impactante e real.


Achei que John Green acertou também ao desenvolver os relacionamentos dos personagens. O romance que surge na história é sutil e vai sendo construído aos poucos, sem nunca tirar o foco da trama. Além disso, a amizade entre a Aza e a Daisy é uma das mais verdadeiras que já vi em um livro. Elas não são perfeitas e falham muito uma com a outra, mas isso não torna o laço entre elas menos verdadeiro. Afinal, quem nunca brigou com a melhor amiga? Além disso, acho que a Daisy tem um papel importante na vida da Aza de trazê-la para a realidade e mostrar a vida sob uma perspectiva diferente.

Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo.

A narrativa de John Green é leve e bastante envolvente, e, para quem já está familiarizado com suas outras obras, fica bastante óbvio o quanto ele evoluiu nesses seis anos que se passaram. Achei muito interessante o fato de que em momento algum ele conduz a trama por um caminho óbvio e o desfecho, apesar de não ser o que eu imaginava, foi perfeito e totalmente condizente com os acontecimentos do livro.
Com relação à edição, eu amei a capa. Além de bonita, ela faz todo sentido dentro do livro. Além disso, as páginas amareladas e a fonte de um bom tamanho facilitam muito a leitura. A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de que minha edição parece ter tido algum problema na impressão, pois algumas páginas estavam com as marcas de tinta da página anterior. Além disso, eu reparei em um pequeno erro de revisão. No entanto, são erros que às vezes passam na primeira edição e não chegaram a prejudicar a leitura.
O que me resta dizer é que John Green me conquistou mais uma vez e recomendo esse novo livro tanto para os fãs do autor como para aqueles que não gostavam muito de seu trabalho, pois é diferente de tudo que ele já escreveu. Trata-se de uma leitura que mistura momentos leves e divertidos, com outros dolorosos e mais reflexivos, e que faz com que o leitor realmente se conecte com os personagens, seja por se identificar com eles ou por sentir empatia. Tartarugas até lá embaixo é, claramente, o romance mais pessoal do autor e, talvez por isso, tenha sido o livro dele que mais me tocou.
E vocês, já leram Tartarugas até lá embaixo ou algum outro livro do John Green? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se  estão curiosos para ler.
Para quem quiser comprar o livro, deixo o link de compra na Amazon. Aproveitem que, essa semana, Tartarugas até lá embaixo e outros livros da editora Intrínseca estão em promoção na Amazon.
Tartarugas até lá embaixo: Aqui

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Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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