[Dica da Malu] Confesse

Sinopse: “Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.”Autora: Colleen Hoover / Editora: Galera Record / Páginas: 320 / Skoob / Comprar: Amazon * Livro recebido de parceria com a editora

Quem me acompanha aqui no blog sabe que, desde que tive contato com a escrita da Colleen Hoover, foi amor à primeira vista ou, no caso, amor à primeira leitura. Se você já leu qualquer livro da autora, sabe que ela tem o dom de envolver o leitor de uma maneira que ele vivencia todas as emoções junto com os personagens, sofrendo com e por eles. Por esse motivo, vocês já podem imaginar que a minha expectativa para ler Confesse, lançado no Brasil esse ano pela Galera Record, era muito alta.
Vou te amar para sempre. Mesmo quando eu não puder mais.
Nesse livro, somos apresentados a Auburn, uma jovem que perdeu tudo aquilo que mais amava, mas luta para construir sua vida. No início, não fica claro o que aconteceu com ela, mas sabemos que ela precisa desesperadamente de dinheiro para pagar um advogado. A oportunidade surge quando, por um acaso, ela descobre uma vaga de emprego em uma galeria de arte.
É quando Auburn conhece Owen, o dono da galeria. A beleza e o carisma dele fazem com que, pela primeira vez em muito tempo, ela se sinta atraída por alguém. No entanto, os dois escondem segredos, e os dele podem destruir a única chance que ela tem para reconstruir sua vida. 


A primeira coisa que preciso destacar nesse livro é a capacidade que a Colleen Hoover tem de despertar a empatia do leitor. Mesmo sem conhecer os personagens, eu já estava chorando logo no prólogo, comovida pela situação que alguns deles estavam vivendo. E, por mais que o livro não siga tão dramático nos capítulos seguintes, a autora consegue fazer com que, desde o início, o leitor se importe com os personagens e se preocupe com o destino deles.
Aliás, para mim, o grande mérito de Confesse é o quanto os personagens principais são reais e humanos. Mesmo quando não sabemos ao certo os segredos que eles escondem, há uma naturalidade tão grande nos seus diálogos e no modo como eles se comportam, que isso os torna mais próximos do leitor, conquistando sua empatia.
Outro aspecto que gostei bastante é como Colleen Hoover soube conduzir a trama. Mesmo quando não tinha noção da carga dramática dos personagens, eu me senti envolvida tanto pelo carisma deles quanto pela curiosidade de saber o que eles escondiam. Além disso, o desenvolvimento da história é tão leve que não senti a leitura passar. No entanto, da metade para frente, os segredos começam a ser revelados e a trama se torna mais tensa. Assim, Colleen foi hábil ao manter a curiosidade do leitor e saber o momento exato de revelar cada fato que os personagens escondiam, de modo a surpreender, mas também conquistar a empatia do leitor.

E o que dizer dos personagens? A Auburn é uma das protagonistas mais carismáticas e humanas que já tive a oportunidade de ler. Ela teve sua vida destruída de várias maneiras e, mesmo sendo muito jovem, teve a força de vontade e a perseverança de seguir em frente. Claro que isso não a isentar de cometer erros e ser egoísta em alguns momentos, mas acho que o fato de não ser uma mocinha perfeita a aproxima ainda mais do leitor. Além disso, mesmo com toda a carga dramática que carrega, ela é uma personagem leve e, até mesmo, divertida.
Já o Owen é o meu mais recente crush literário. Eu demorei mais a entender os problemas dele do que os da Auburn, mas, quando eu entendi, senti meu coração ficar apertado por ele. Assim como Auburn, ele passa por situações muito reais e que o tornam mais humano aos olhos de quem lê. Além disso, ele é carismático, charmoso e com um senso de humor refinado e apaixonante.
Os personagens secundários não ganham tanto destaque, mas contribuem significativamente para a construção da trama. Entre eles, se destacam Lydia, Emory e Trey. A minha favorita é, sem dúvida, a Emory. Ela é divertida e, algumas vezes inconveniente, mas também é uma amiga leal para Auburn e que me surpreendeu em alguns momentos da leitura. Já a Lydia e o Trey estão entre os personagens mais detestáveis que eu já li. No entanto, preciso destacar que, por mais odiosas que fossem as atitudes dos dois, ainda são personagens muito humanos e complexos.
Não preciso nem dizer que a escrita da Colleen Hoover continua extremamente envolvente e que me afeiçoei aos protagonistas quase que imediatamente. A trama se desenvolve de uma maneira dinâmica, mas sem prejudicar o desenvolvimento do romance ou a construção dos personagens. Além disso, gostei muito do fato de que ela alterna a narração entre a Auburn e o Owen. Isso contribui muito para que o leitor possa entender melhor a perspectiva dos dois protagonistas e se apegue mais a eles.

Com relação à edição, achei que a Galera Record foi impecável. A capa original foi mantida, o que considero um acerto, as páginas são amareladas e as letras estão com um bom tamanho para leitura. Além disso, o livro contém algumas ilustrações lindíssimas no final que dão ainda mais sentido para alguns momentos do livro.
Por fim, só posso dizer sobre Confesse é que mais uma vez Colleen Hoover acertou na construção dos personagens e da trama. Mais uma vez ela conseguiu me fazer sofrer, sorrir, me apaixonar e, também, me desesperar junto com seus personagens. Trata-se de uma leitura envolvente e que chega a ser angustiante, em alguns momentos, de tão real. Recomendo este livro para quem procura um new adult romântico, mas com situações muito reais e personagens humanos e complexos. No entanto, já aviso que lenços podem ser necessários ao longo da leitura.
E vocês, já leram Confesse ou algum outro livro da Colleen Hoover? Me contem o que acharam aí nos comentários. Vou adorar saber a opinião de vocês! Só peço para tomarem cuidado com os spoilers, para não prejudicar a experiência de quem ainda não leu.

Cinco romances de época desejados

Como muitos devem estar sabendo, nessa sexta-feira, dia 24 de novembro, acontece em várias lojas a Black Friday. E, como sempre na Black Friday, muitos leitores estão preparando sua listinha de livros desejados para comprar.
Como parte do especial Novembro de Época, e aproveitando a semana da Black Friday, vim contar os romances de época que estão na minha lista de desejados. Não sei se vou mesmo comprar esses livros, até porque são muitos desejados para pouco dinheiro e pouco espaço na estante, mas eles estão na lista dos que eu quero ler.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, da Sarah MacLean
Sempre ouço diversos elogios a esta trilogia e esse primeiro volume é um dos livros que estão no topo da minha lista de prioridades. Adoro a capa e, pela sinopse, parece ser uma leitura divertida e apaixonante. 
Sinopse: “A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente”.

O príncipe leopardo, Elizabeth Hoyt
Quando eu li O príncipe corvo, não esperava gostar tanto do livro, mas fui surpreendida por um romance bem construído, personagens apaixonantes e muito humanos e uma trama que traz o empoderamento feminino a todo momento. Então, claro que estou mais do que ansiosa para continuar a trilogia e O príncipe leopardo é um dos romances de época que mais desejo ler. 
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor. "

Um perfeito cavalheiro, da Julia Quinn
Tem como falar sobre romance de época sem citar a Júlia Quinn. Para mim, é impossível. O duque e eu foi o primeiro romance de época que eu li e foi o que despertou meu interesse pelo gênero. Infelizmente, eu só li até o segundo volume da série Os Bridgertons, mas quero mudar isso em breve. Por esse motivo, o terceiro livro, Um beijo inesquecível, é um dos livros que considero prioridade na minha lista de desejados. 
Sinopse: “Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.”

Era uma vez no outono, da Lisa Kleypas
Outro livro que é continuação de série e que estou bastante ansiosa para ler. Trata-se do segundo volume da série As quatro estações do amor, cujo primeiro livro foi uma grata surpresa. Os dois personagens já haviam aparecido em Segredos de uma noite de verão e têm personalidades tão opostas que já estou ansiosa para ver as brigas desse casal. 
Sinopse: “A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?”

Um beijo à meia-noite, da Eloisa James.
O que me chamou a atenção nesse livro a princípio foi essa capa que, além de linda, me remeteu imediatamente à minha princesa favorita, Cinderela. E não foi só uma impressão minha. O livro é uma releitura da história da Gata Borralheira, com direito a uma mocinha que não faz a menor questão de agradar o príncipe e um mocinho irritante que se vê dividido entre a necessidade de salvar seu castelo e a atração que sente por uma jovem inteligente e de personalidade forte. 
Sinopse: “Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal."

Há ainda vários outros romances de época na minha lista de desejados, mas esses são os que estou mais ansiosa para ler. E vocês, gostam desse estilo de romance? Me contem aí nos comentários quais vocês estão querendo ler.
Não percam também os sorteios que estão acontecendo como parte do Especial Novembro de Época. Tem o mega sorteio de aniversário do blog Leituras da Mary, com quatro kits muito especiais (um vencedor para cada) aqui, e no instagram Crônicas de Eloise está sendo sorteada a duologia Agentes da Coroa (Como agarrar uma herdeira e Como se casar com um marquês).
Aproveito para avisar que a Black Friday já começou na Amazon e que os links de compra de todos os livros citados no post estarão disponíveis aí embaixo. Além disso, deixarei os links para as outras ofertas que estão acontecendo. Comprando por eles, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena comissão do valor das suas compras, sem nenhum custo para vocês.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar: Aqui
O príncipe corvo: Aqui
O príncipe leopardo: Aqui
O duque e eu: Aqui
O visconde que me amava: Aqui
Um perfeito cavalheiro: Aqui
Segredos de uma noite de verão: Aqui
Era uma vez no outono: Aqui
Um beijo à meia-noite: Aqui
Ofertas Black Week: Aqui

Filmes e séries de época favoritos


Para a grande maioria dos leitores, feriado e final de semana são sinônimos de colocar a leitura em dia. Eu não sou diferente e sempre aproveito para ler bastante. No entanto, outra coisa que eu amo fazer nesses dias livres é assistir filmes ou séries. Então, aproveitando o feriado hoje e como parte do Especial Novembro de Época (sobre o qual eu falei com mais detalhes aqui), hoje vim trazer a indicação dos meus filmes e séries de época favoritos.
Mas não pensem que os livros vão ficar de fora desse post. A maioria das indicações dessa lista são adaptações de romances que eu já li e que são mais do que recomendados. Então, o que não vai faltar é opção para vocês aproveitarem o feriado, seja lendo ou assistindo algum desses filmes/séries. Então, vamos às indicações:

1 – Orgulho e Preconceito (2004)
Claro que eu iria começar essa lista com o meu favorito, né? Orgulho e Preconceito não é meu livro preferido da Jane Austen, mas é uma história que eu amo muito e a adaptação está impecável. Acredito que Kiera Knightley trouxe a personalidade forte e a vivacidade características da Elizabeth Benneth e Mathew McFayden é o Mr. Darcy perfeito. O filme, que tem uma trilha sonora excelente e uma fotografia maravilhosa, ainda conta com um elenco incrível, que inclui nomes como Judy Dench, Rosamound Pike, Carrey Mulligan e Donald Sutherland.  Não dá para perder né? E não preciso nem dizer que o livro é uma leitura mais do que recomendada, como todos os livros da Jane Auste.



2 – Para sempre Cinderela
Se você não assistiu esse clássico da Sessão da Tarde, preciso dizer que sua infância/juventude foi incompleta. Cinderela sempre foi a minha precisa preferida, mas essa versão com Drew Barrymore é a que traz a melhor versão da gata borralheira. Nesse filme, Cinderela é apenas o apelido da jovem Danielle, que se vê forçada a trabalhar para a madrasta após a morte de seu pai. No entanto, ela não é uma pessoa frágil ou submissa; ao contrário, ela tem opiniões fortes, é determinada e não fica esperando o príncipe aparecer para salvá-la. Aliás, o primeiro diálogo dela com o príncipe Henry já demonstra sua personalidade forte. Assim, é uma versão divertida e romântica, mas que traz uma Cinderela mais forte e inspiradora.


3 – Adoráveis mulheres (1994)
Adaptado do clássico de Louisa May Alcott, esse filme conta a história de quatro irmãs que, amparadas pela mãe, tentam sobreviver enquanto o pai luta na guerra. Cada uma dessas meninas tem personalidade e sonhos diferentes, mas são todas ligadas por um profundo amor pela família. No filme, acompanhamos a jornada delas à medida que vão crescendo e precisam encontrar seu lugar na sociedade, sem abrir mão daquilo que sempre sonharam. Além de um ótimo roteiro, muito fiel ao livro, o filme conta com um elenco de peso que inclui Susan Sarandon, Winona Ryder, Christian Bale, Claire Danes e Kirsten Dunst.  



4 – Amor e inocência
Para quem ama os romances da Jane Austen, não pode deixar de ver esse filme. Nele é contado um pouco sobre a vida da autora, baseado em cartas escritas por ela. Não há uma confirmação de que os acontecimentos do filme aconteceram do mesmo modo na realidade (o mais provável é que não), mas ainda é um romance delicioso de se assistir e parece ter sido escrito pela autora. Anne Hathaway, apesar de americana, está impecável como a escritora inglesa e é impossível não se comover com o romance apresentado. Ah e já aviso que será preciso ter uma pedra no lugar de coração para assistir sem se apaixonar pelo James McAvoy, que está incrível no papel de Tomas Leffroy, um suposto romance de Jane Austen.


5 – North and South
Trata-se de uma minissérie produzida pela BBC e que é adaptação do livro Norte e Sul, da escritora inglesa Elizabeth Gaskell. O romance é ambientado na Inglaterra, porém, em um período diferente do que estamos acostumados: durante a revolução industrial. A jovem Margareth Hale é obrigada a abandonar a pacata vida nos campos do sul do país quando seu pai resolve se mudar para uma cidade industrial no norte. Lá, Margareth se depara com as más condições de trabalho nas fábricas e se assusta ao ver a situação de miséria em que aquelas pessoas trabalham, a leva a antipatizar com o dono de uma das maiores indústrias da região, do qual o pai dela se torna amigo. Mas é claro que tem o outro lado da história e o Mr. Thorton está longe de ser aquela pessoa desprezível que ela imaginou a princípio. Preciso dizer que eu me apaixonei por ele? Acho que não. Basta vocês assistirem ao trailer que vocês vão entender do que eu estou falando.



Esses são apenas alguns dos filmes e séries de época que eu amo, mas tem muitos outros que eu poderia recomendar e também vários que ainda quero assistir. Agora, quero saber de vocês se já viram algum desses e quais vocês me indicam também, porque vou adorar conferir as dicas de vocês.
Aproveito também para lembrar de dois sorteios incríveis que estão acontecendo. Aqui no blog tem um mega sorteio de quatro kits (um vencedor para cada) organizado para o especial Novembro de Época em comemoração ao aniversário do blog Leituras da Mary. Já no instagram Crônicas de Eloíse (link aqui), está sendo sorteada a duologia Agentes da Coroa (Como agarrar uma herdeira e Como se casar com um marquês, da Julia Quinn). Não deixem de participar, porque os prêmios estão incríveis. 

[Dica da Malu] Tartarugas até lá embaixo

Sinopse: “Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas , lança o mais pessoal de todos os seus livros: Tartarugas até lá embaixo . A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.” Autor: John Green / Editora: Intrínseca / Páginas: 256 / Skoob / Comprar: Amazon

Dentre todos os grandes lançamentos de 2017, sem dúvida Tartarugas até lá embaixo foi um dos mais aguardados. Em outubro deste ano, depois de seis anos, John Green finalmente publicou um novo livro e a expectativa era enorme. Afinal, ele é o autor de livros como A culpa é das estrelas, Cidades de Papel e Quem é você, Alasca?, que venderam milhares de cópias no mundo todo. Para mim, a espera valeu a pena, pois encontrei nesse livro o melhor trabalho de John Green, até agora.

Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.

Em Tartarugas até lá embaixo, conhecemos a adolescente Aza Holmes, uma menina que nunca pensou em se tornar um detetive, mas acaba sendo induzida por sua melhor amiga, Daisy, a investigar o desaparecimento do bilionário Russell Picket. Há uma recompensa de cem mil dólares para quem tiver alguma notícia sobre o paradeiro dele e Daisy não está disposta a perder. Então, para começar a investigação, elas vão atrás de Davis, o filho de Russell, de quem Aza foi amiga na infância.
O problema é que Aza nem sempre consegue manter o foco no que está acontecendo a sua volta. Algumas vezes, ela se perde em espirais de pensamento que começam a consumi-la e fica muito difícil para que ela se concentre em qualquer outra coisa, muito menos em um mistério a ser desvendado. Será que com tantos pensamentos em sua mente, Aza vai conseguir bancar a detetive?



O que mais me surpreendeu em Tartarugas até lá embaixo foi como, a partir de um enredo simples, John Green construiu uma história tocante e cheia de reflexões. Confesso que no início não tinha muita noção de onde ele queria chegar, mas à medida que a trama foi se desenvolvendo, me senti cada vez mais envolvida com os dramas de cada um daqueles personagens e acompanhar a jornada deles me emocionou muito mais do que eu imaginava.
A Aza é uma protagonista incrível e diferente de qualquer outra que já li. Ela é uma adolescente muito real, com inseguranças e atitudes completamente compatíveis com sua idade. No entanto, já adianto que não é fácil gostar dessa personagem. Aza sofre com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o que faz com que ela se sinta presa em espirais de pensamentos contínuos e não consiga focar a atenção no mundo à sua volta, nem mesmo nas pessoas que ama. Para quem não está familiarizado com esse transtorno, é muito difícil entender por que ela age assim, mas é aí que entra a capacidade do leitor de sentir empatia. Se você não conseguir se colocar no lugar do outro, talvez seja difícil mesmo gostar dela.

No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.

Aliás, preciso ressaltar aqui que muitas pessoas pensam que TOC é apenas a agonia de ver um objeto fora do lugar ou uma mania de limpeza, por exemplo, mas é algo muito mais complexo e sofrido do que isso. Trata-se de um distúrbio mental que leva a pessoa a ter pensamentos obsessivos que a apavoram e os quais ela não deseja, mas também não consegue evitar. Através da protagonista Aza, John Green procura mostrar para o leitor como uma pessoa que tem TOC se sente e o quanto esse distúrbio pode ser desesperador. E ele conseguiu: eu me senti totalmente dentro da mente e das emoções dela, de um modo que chegava a ser angustiante e me dava vontade de entrar no livro para abraçar essa menina que estava sofrendo tanto.
No entanto, o livro também tem vários momentos leves e divertidos. A maioria deles são proporcionados por Daisy, a melhor amiga de Aza, uma menina inteligente, divertida, com uma língua muito afiada e que escreve fanfics inspiradas em Star Wars. Admito que algumas vezes ela me irritou um pouco e eu a achei quase egoísta, mas sua evolução na trama me fez entender melhor seu comportamento e enxerga-la sob outra perspectiva.
Há também o Davis, filho do bilionário desaparecido e amigo de infância da Aza. Assim como os demais personagens do livro, só vamos entende-lo completamente ao longo da leitura, mas ele me conquistou desde o primeiro momento em que apareceu por seu jeito gentil e atencioso. No entanto, foi só quando entendi como era a vida do Davis, e todos os problemas que ele tinha que enfrentar, é que percebi o quanto ele é um personagem admirável.

O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha se não senti-lo.

Aliás, para mim, o grande mérito de Tartarugas até lá embaixo é a brilhante construção de personagens feita pelo John Green. Nenhum deles são apenas o que aparentam a princípio. Ao longo da leitura, vão sendo reveladas várias camadas em todos eles, aspectos que os tornam mais humanos e complexos, e fazem com que a trama seja mais impactante e real.


Achei que John Green acertou também ao desenvolver os relacionamentos dos personagens. O romance que surge na história é sutil e vai sendo construído aos poucos, sem nunca tirar o foco da trama. Além disso, a amizade entre a Aza e a Daisy é uma das mais verdadeiras que já vi em um livro. Elas não são perfeitas e falham muito uma com a outra, mas isso não torna o laço entre elas menos verdadeiro. Afinal, quem nunca brigou com a melhor amiga? Além disso, acho que a Daisy tem um papel importante na vida da Aza de trazê-la para a realidade e mostrar a vida sob uma perspectiva diferente.

Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo.

A narrativa de John Green é leve e bastante envolvente, e, para quem já está familiarizado com suas outras obras, fica bastante óbvio o quanto ele evoluiu nesses seis anos que se passaram. Achei muito interessante o fato de que em momento algum ele conduz a trama por um caminho óbvio e o desfecho, apesar de não ser o que eu imaginava, foi perfeito e totalmente condizente com os acontecimentos do livro.
Com relação à edição, eu amei a capa. Além de bonita, ela faz todo sentido dentro do livro. Além disso, as páginas amareladas e a fonte de um bom tamanho facilitam muito a leitura. A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de que minha edição parece ter tido algum problema na impressão, pois algumas páginas estavam com as marcas de tinta da página anterior. Além disso, eu reparei em um pequeno erro de revisão. No entanto, são erros que às vezes passam na primeira edição e não chegaram a prejudicar a leitura.
O que me resta dizer é que John Green me conquistou mais uma vez e recomendo esse novo livro tanto para os fãs do autor como para aqueles que não gostavam muito de seu trabalho, pois é diferente de tudo que ele já escreveu. Trata-se de uma leitura que mistura momentos leves e divertidos, com outros dolorosos e mais reflexivos, e que faz com que o leitor realmente se conecte com os personagens, seja por se identificar com eles ou por sentir empatia. Tartarugas até lá embaixo é, claramente, o romance mais pessoal do autor e, talvez por isso, tenha sido o livro dele que mais me tocou.
E vocês, já leram Tartarugas até lá embaixo ou algum outro livro do John Green? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se  estão curiosos para ler.
Para quem quiser comprar o livro, deixo o link de compra na Amazon. Aproveitem que, essa semana, Tartarugas até lá embaixo e outros livros da editora Intrínseca estão em promoção na Amazon.
Tartarugas até lá embaixo: Aqui

Livros da Intrínseca em promoção: Aqui

Livros Look What You Made Me Do

Tem jeito melhor de aproveitar um sábado à tarde do que com uma boa leitura? Para mim, não existe, ainda mais com o tempinho chuvoso que está fazendo na minha cidade. Pensando nisso e aproveitando que o novo álbum da Taylor Swift abalou a internet ontem, resolvi responder a tag Livros Look What You Made Me Do, que eu vi há algum tempo no canal da Thaís do Pronome Interrogativo (vídeo aqui) e que foi criada por ela e pelo Scrig, o Carone e o Fogs do canal 3 Dudes (vídeo aqui).
A tag consiste em seis perguntas que relacionam trechos da música Look what you made me do, o primeiro single do álbum Reputation, com livros. Então, podem apertar o play no vídeo abaixo e conferir as minhas respostas para a tag.


1 – “You asked for a place to sleep, locked me out and threw a feast”: Um livro que tenha traição.
Quando vi essa pergunta, pensei imediatamente em um dos meus livros favoritos desse ano: Talvez um dia, da Colleen Hoover. Desde a sinopse, já é possível perceber que este livro vai falar sobre traição. Afinal, a história começa quando Sky, a protagonista, descobre que seu namorado tem um caso com a sua melhor amiga, com quem ela divide o apartamento. Além disso, neste livro a Colleen Hoover também fala sobre a traição de um jeito diferente, que fez com que ele seja considerado muito polêmico, mas que eu adorei e que me fez sofrer junto com os personagens.

2 – “I’ll be the actress starring in your bad dreams”: Um livro com um vilão muito malvado.
Eu sempre achei o vilão o personagem mais difícil de ser construído nos livros, pois, se o autor não acertar a dose, ele pode se tornar facilmente caricato. No entanto, tem dois livros que trazem vilões que, para mim, são a própria definição da palavra maldade. Um deles é Harry Potter e a Ordem da Fênix, e é claro que eu o escolhi por causa da Dolores Umbridge, que é provavelmente a personagem mais desprezível e repugnante que já li. Mas resolvi incluir também o livro Trono de Vidro 5 – Império de Tempestades, que tem mais de um vilão que se encaixa nesta pergunta, incluindo uma personagem que já está quase ultrapassando a Umbridge na minha escala de ódio. Não citarei quais são os personagens de Trono de Vidro aos quais me referi, porque poderia ser spoiler, mas quem leu sabe de quais estou falando.

3 – “I’m sorry, the old Taylor can’t come to the phone right now. – Why? – Oh, cause she’s dead”: Um livro com um um plot twist (reviravolta no enredo) incrível.
Pensei em vários livros com plot twists que eu amo e que me fizeram ficar com o queixo no chão, completamente chocada com a reviravolta. Porém, resolvi citar aqui um livro que eu achei incrível e que acho que não falei tanto dele aqui no blog quanto ele merecia: A traidora do trono, segundo volume da trilogia A rebelde do deserto. Esse livro tem universo muito interessante e bem construído, personagens fortes e é ainda melhor do que seu anterior, mas o que me marcou foi o plot twist no final, pois não só eu não esperava, como me deixou com o coração partido e desesperada para a continuação.

4 – “Honey I rose up from the dead I do it all the time”: Um personagem que apesar das dificuldades não perde o brilho.
Escolhi para essa pergunta uma personagem de uma das minhas leituras de outubro e que conquistou minha admiração justamente por sua força em momentos de adversidade. Estou falando sobre a Auburn, do livro Confesse da Colleen Hoover. Logo no epílogo do livro eu já estava chorando com essa personagem e ao longo do livro ficou claro que a vida dela não seria nada fácil. Porém, nenhuma das adversidades que Auburn enfrenta tiram a sua força, o seu brilho e o seu carisma. Vou falar mais sobre ela na resenha, mas já adianto que é uma personagem que entrou na minha lista de favoritos.

5 – “I don’t like your perfect crime, you said the gun was mine”: Seu livro policial favorito.
Infelizmente, não tenho lido muitos romances policiais (algo que pretendo mudar em breve). No entanto, já li alguns muito bons e, sem dúvida, o que mais me marcou foi Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie. Ele foi meu primeiro contato com a escrita da aturao e eu entendi totalmente o motivo de ela ser considerada a rainha do crime. Esse é aquele tipo de livro que tem uma trama tão bem construída que você fica o tempo todo tentando solucionar o mistério, pensando em mil e uma hipóteses e, no final, não era nada do que você poderia supor.

6 – “Look what you made me do”: Um livro que te fez virar a noite.
Para mim, é impossível virar a noite lendo, o sono sempre fala mais alto. Mas vários livros já me levaram a ler até tarde ou a desejar conseguir passar a noite lendo, porque não queria parar. Um desses livros foi uma leitura recente: Tartarugas até lá embaixo, do John Green. Eu não queria parar de ler esse livro, de tão envolvida que estava com a leitura e com os personagens incríveis que o autor criou. Eu queria muito continuar lendo e saber o que aconteceria com cada um deles, especialmente a protagonista Aza; tive que fazer um esforço enorme para parar e ir dormir e, confesso, que li até mais tarde do que deveria.

E aí, gostaram da tag? Me contem aí nos comentários o que acharam das minhas respostas, se já leram ou querem ler algum desses livros e até se gostaram do novo álbum da Taylor. Vou adorar saber o que vocês acharam.
Lembrando que se quiserem adquirir algum dos livros citados na tag, vou deixar o link de todos no final do post. Comprando através deles, vocês ajudam muito o Dicas de Malu.
E, por fim, não poderia deixar de avisar que tem um mega sorteio em parceria com vários blogs para o Especial Novembro de Época (aqui) e no instagram da Crônicas de Eloise (aqui). 

Tradução das frases:
1 – Você pediu um lugar para dormir, me trancou de fora e deu um banquete
2 – Eu serei a atriz estrelando seus pesadelos
3 – Sinto muito, a antiga Taylor não pode atender o telefone agora. – Por quê? – Oh, porque ela morreu.
4 – Querido eu ressurgi dos mortos, eu faço isso o tempo todo
5 – Eu não gosto do seu crime perfeito, você disse que a arma era minha
6 – Olha o que você me fez fazer

Links para compra:
Talvez um dia: Aqui
Harry Potter e a Ordem da Fênix: Aqui
Trono de Vidro 5 – Império de Tempestades (Tomo 1): Aqui
Trono de Vidro 5 – Império de Tempestades (Tomo 2): Aqui
A Traidora do trono: Aqui
Confesse: Aqui
Assassinato no Expresso do Oriente: Aqui
Tartarugas até lá embaixo: Aqui

[Resenha] Trono de Vidro 5: Império de Tempestades (Tomo 1 e 2)

Sinopse: “A história de Aelin Galathynius, sempre repleta de ação, intriga e cenas de luta inesquecíveis, continua neste quinto e penúltimo volume. Antes de serem traídos pelo atual rei, os Galathynius reinaram em Terrasen por séculos. E agora Aelin deseja recuperar a coroa e voltar a seu trono de direito... Mas o caminho até lá é longo e sinuoso. Amigos serão perdidos, lealdades serão quebradas e alianças inesperadas surgirão. Com a vida e poder jurados ao povo que está determinada a salvar, a antiga assassina, conhecida como Celaena Sardothien, colocará a própria segurança em risco para proteger os seus. Mas a única salvação está numa relíquia enterrada nas ruínas de um velho pântano.”Autora: Sarah J. Maas / Editora: Galera Record / Páginas: Tomo 1 - 354 e Tomo 2 - 322 / Skoob / Comprar: Tomo 1 e Tomo 2

Aviso! Essa resenha não contém spoiler de nenhum dos tomos de Império de Tempestades, porém, pode conter informações importantes sobre os quatro livros anteriores da série.

Quando eu pensava que a Sarah J. Maas já tinha me surpreendido o suficiente com a série Trono de Vidro, ela sempre me mostra que ainda pode se superar muito. Após os acontecimentos marcantes de Rainha das Sombras, a autora não perdeu o ritmo acelerado e trouxe mais uma trama repleta de ação, mistério e muitas reviravoltas.
Em Império de Tempestades, o leitor verá Aelin tentando retomar seu trono e se preparando para a guerra contra Erawan. Com a ajuda de Rowan, Lysandra e Aedion, ela segue para Terrasen, retornando para o seu lar após 10 anos. No entanto, ela descobre que recuperar sua coroa não será simples e que antes precisará conquistar a confiança dos lordes que cuidaram de seu país durante sua ausência. Para isso, ela parte em busca de aliados que a ajudem na guerra que se aproxima.
Enquanto isso, Dorian tenta manter o seu trono em Adarlan e superar o horror de tudo que fez e viu enquanto esteve sob o domínio do príncipe valg. Por outro lado, Manon Bico Negro se mostra cada vez mais incomodada com o caminho que a Matriarca está escolhendo para as bruxas e a cada página em que aparece vemos o seu amadurecimento e o quanto ela é muito mais do que uma arma controlada pela avó.


Um dos primeiros pontos que destaco nesse livro é o quanto ele destaca a inteligência da protagonista (e, obviamente, da autora que a escreve). Por se tratar de um livro no qual os personagens estão se preparando para uma batalha épica, é claro que há muita estratégia envolvida. A todo momento, acompanhamos conspirações, planos e alianças se formando, e é impressionante como Aelin sempre consegue surpreender com suas maquinações, demonstrando o quanto é observadora e astuta e que é uma estrategista ainda melhor do que imaginávamos nos livros anteriores.
Aliás, não é só a inteligência de Aelin que surpreende. O poder dela é incrível e muito maior do que eu imaginava. A cada batalha em que ela usa o fogo contra seus inimigos eu ficava mais assombrada com a sua força. Além disso, achei interessante a forma como a autora foi apresentando essas habilidades aos poucos, à medida que a própria Aelin ia se descobrindo e aprendendo a controlar seu poder, de modo a não o usar de maneira irresponsável ou levar ao próprio esgotamento.
Outro ponto que gostei muito é a maior participação dos feéricos. Rowan segue sendo maravilhoso; um guerreiro extremamente habilidoso, forte, protetor e leal. No entanto, também conhecemos mais sobre outros que um dia integraram sua equipe: Gavriel, Fenrys e Lorchan. Os três já haviam aparecido antes e Lorchan teve um papel importante em Rainha das Sombras, porém, nesse quinto volume os três ganham mais destaque e contribuíram positivamente para o livro. Preciso dizer ainda que, apesar de tê-lo odiado no livro anterior, Lorchan foi um dos personagens que mais gostei em Império de Tempestades, pois aqui vemos um outro lado dele e percebemos uma personalidade dual que não era visível antes e que o tornou muito mais interessante.
Sei que algumas pessoas reclamaram dos casais que foram formados ao longo do livro, mas, para mim, todos foram convincentes e conquistaram minha torcida. Apesar de serem um pouquinho previsíveis, achei que os motivos que levaram cada um desses pares a se aproximarem foram sinceros e coerentes e que se desenvolveram em relações muito bonitas.
No entanto, concordo com uma crítica que tem sido frequente sobre o livro: os excessos na relação de Aelin e Rowan. Não me levem a mal, eu amo o casal e, mesmo tendo torcido muito para ela ficar com o Chaol até meados do quarto livro, hoje já me conformei e sou #TeamRowan. Porém, a autora não precisava colocar tantas cenas românticas entre eles, algumas em momentos totalmente inapropriados. Não é algo que chegue a tirar o ritmo da trama, mas me causava um certo desconforto ver em momentos em que estavam traçando estratégias ou se preparando para algum ataque, Aelin e Rowan ficarem trocando insinuações e palavras sensuais. Cadê o senso de prioridade, migos?

Com relação aos personagens, eles não vivem só de romance e, de um modo geral, gostei do arco de todos eles ao longo do livro. Aelin continua me surpreendendo e conquistando minha admiração e respeito. Porém, Manon e Lysandra são, sem dúvida, as que têm trajetórias pessoais mais interessantes e se fortalecem muito. Como falei, os feéricos, Lorcan em especial, também ganharam espaço e todos eles me conquistaram de alguma forma. Já a jovem Elide foi uma grande surpresa e acho que tem tudo para se desenvolver ainda mais na continuação.
O único que destoou um pouco foi o Dorian. Não por ter se tornado chato ou ter me decepcionado de alguma forma, mas por não ter recebido muito destaque. Ele tem tantos conflitos internos e traumas do passado, mas a autora, apesar de não ter fingido que eles não existiam, também não deu muito espaço para que isso fosse trabalhado ao longo do livro. Achei que foi um desperdício um personagem tão interessante e complexo, que tinha tanto a contribuir, ficar de lado aguardando as ordens dos outros. Ele é rei de Adarlan, mas em vários momentos esquecemos que ele tem um trono e um país para defender tanto quanto Aelin.
Por outro lado, apesar dos excessos no romance de Aelin e Rowan e de ter pecado ao não explorar mais um personagem tão importante como Dorian, Sarah J. Maas continua sabendo construir tramas envolventes e eletrizantes. Há vários momentos que fazem o leitor prender a respiração e se impressionar com as cenas de ação e as reviravoltas. Fiquei tensa o tempo todo, e o desfecho me deixou desesperada pela continuação.
Com relação à polêmica divisão do livro em dois tomos, confesso que ainda não entendi a decisão da editora. Tanto, que optei por uma resenha que englobasse as duas partes. O “final” do primeiro tomo é muito tenso e acredito que a divisão acabou levando a uma quebra do ritmo. Felizmente, eu já li tendo as duas partes em mãos e continuei a leitura normalmente. No entanto, para quem teve que aguardar o lançamento do segundo tomo, deve ter sido bastante frustrante.
De um modo geral, posso dizer que estou cada dia mais feliz por ter decidido iniciar essa série. O universo criado pela Sarah J. Maas é incrível e os personagens são daqueles que conquistam nossa admiração e afeição sem que a gente perceba; quando vemos, já estamos sofrendo e nos preocupando com ele. A trama é muito dinâmica, cheia de reviravoltas e muita ação. Um livro ideal para quem gosta de estratégias e conflitos, com uma dose de romance. Apesar de alguns problemas, é uma leitura que recomendo muito e mal posso esperar para ler os próximos livros. Aliás, espero que a Sarah J. Maas escreva logo, porque não estou sabendo lidar com o final desse quinto volume.
E vocês, já leram a série Trono de Vidro? Me contem o que acharam de Império de Tempestades e se também estão ansiosos pelos próximos livros. Só peço que não comentem nenhum spoiler em respeito a quem ainda não leu.
E, caso vocês tenham interesse em adquirir os livros, não esqueçam de comprar pelo link do blog para a Amazon. Comprando por lá, vocês ajudam muito o Dicas de Malu.  

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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