Divulgação - A Espada da Justiça


Olá, pessoal! Hoje eu vim divulgar o livro de um jovem autor nacional que entrou em contato comigo recentemente. Trata-se de A Espada da Justiça, do Brenno Eloy. O livro foi escrito quando o autor tinha apenas quinze anos e foi publicado quando este estava com dezoito.
Agora, vou deixar a sinopse para vocês e um breve resumo sobre o Brenno para que vocês conheçam um pouco sobre a trajetória dele. E, para quem se interessar, os links para comprar o livro e conhecer mais o autor estão disponíveis abaixo.

Livro: A espada da Justiça
Autor: Brenno Eloy

Sinopse:  Filho único e possível último sobrevivente ao ataque ao seu reino, Jhonn, o Arcano Azul teve seu reino e casa queimados devido a um devastador ataque quando ele tinha apenas seis anos. Obrigado a viver com um casal de elfos na floresta, aprendeu a arte da espada e dos feitiços. Quando mais velho, decidiu ir em busca de outros Arcanos, mas ao decorrer de sua missão percebeu que o destino lhe guardara muito mais.

Sobre o autor: Nascido em João Pessoa, na paraíba. Desde cedo se interessou por leitura. Ao atingir seus nove anos de idade, ler já não era o suficiente. Então, começou a pensar que também poderia criar seus próprios textos, suas próprias aventuras. Com alguns cadernos velhos escreveu pequenos "livros", como "Bob, o pinguim de sapatos", daí nasceu um sonho, um o sonho de publicar um livro inteiro escrito por ele mesmo. O tempo passou e os pequenos livros se foram com o mesmo. Alguns anos depois, renasceu a paixão pela escrita e aos 15 anos, concluiu seu primeiro livro, "A Espada da Justiça", que teve sua publicação agora aos 18 anos de idade.

Ficaram interessados? O livro está sendo vendido em e-book e nos links acima vocês podem saber como adquiri-lo.

Todas as informações e links foram enviados pelo autor e qualquer compra feita é de responsabilidade do mesmo.
*Publicidade paga





[Resenha] Um acordo pecaminoso - Os Ravenels #3


Olá, pessoal! Depois de algum tempo sumida aqui do blog, eu finalmente vim trazer uma resenha nova para vocês. Mas, antes, quero pedir desculpas pela ausência. As últimas semanas foram bastante corridas e eu não estava conseguindo preparar os posts. Porém, agora estou conseguindo me organizar e os posts voltam ao normal.
Para hoje, eu decidi trazer a resenha de Um acordo pecaminoso, da Lisa Kleypas. Eu li esse livro no ano passado, porém, esperei reler para comentar aqui o que achei do livro. Agora, com ele mais fresco na memória e uma opinião mais definida, vou finalmente contar o que achei desse que é o terceiro volume da série Os Ravenels.
Mas, antes de tudo, um alerta: as tramas desse livro são relativamente independentes, porém, com personagens muito conectados. Ou seja, se você começar a ler por esse, não terá problemas em entender a trama, mas vai pegar spoilers dos livros anteriores. Então, recomendo que leiam na ordem correta.

Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Páginas:304
Tradução: Ana Rodrigues     
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente. Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho. Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la. Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.”

Em Um acordo pecaminoso, temos Lady Pandora Ravenel como protagonista. Ela já havia aparecido nos volumes anteriores, mas aqui ela estará em evidência após se envolver em uma situação comprometedora com lorde Gabriel St. Vincent. Na realidade, nada aconteceu entre eles e a situação não passava de um mal-entendido, porém, a honra dela estava manchada de qualquer forma e a única alternativa para salvar a reputação dela serie o casamento.
O problema é que Pandora tem muitos planos para sua vida e se casar não é um deles. No entanto, Gabriel está disposto a fazer a coisa certa e, quanto mais conhece Pandora, mais convicto ele está de que esse casamento não seria apenas uma obrigação. Assim, ele terá a difícil missão de mostrar à ela que essa alternativa não era tão ruim e que o casamento não iria privá-la do que ela mais prezava: sua independência.
“As regras da lógica pela qual sempre viveram haviam sido subvertidas ao ponto de que se casar com Lady Pandora Ravenel era agora o único desfecho aceitável. Ele não estava preparado para aquela moça, para aquela sensação, para aquela incerteza exasperante de que talvez não acabasse ao lado da única pessoa de quem precisava.”


Para começar a falar sobre esse livro, eu preciso dizer que eu estava com as expectativas altíssimas. Eu adorei o segundo volume da série, Uma noiva para Winterborne (resenha aqui) e fiquei ainda mais curiosa quando vi quem seria o mocinho. Talvez vocês tenham reconhecido o sobrenome dele, St Vicent, de outro livro da Lisa Kleypas, Pecados no Inverno. Acontece que Gabriel é filho de Sebastian St. Vicent, que eu considero um dos melhores mocinhos de romances de época. Ou seja, eu já comecei a ler esse livro predisposta a amá-lo.
Mas sabe quando dizem que não devemos criar expectativas? Pois é, não devemos mesmo. Eu esperava muito desse livro e encontrei o romance mais morno da série toda, tanto em relação aos personagens quanto à trama em si. Pandora e Gabriel tinham tudo para serem os melhores protagonistas da série, ela por tudo que havia mostrado nos livros anteriores e ele por ser filho de quem é. Mas não foi bem assim...
Pandora é uma personagem muito à frente do seu tempo, que presa sua liberdade e autonomia mais que tudo. Ela é extremamente inteligente e criativa, e tinha planos para sua vida que não envolviam o casamento. Ela estava desenvolvendo jogos de tabuleiro e não desejava perder o controle sobre seus negócios, o que aconteceria caso se casasse (no século XIX, as mulheres não tinham direito à propriedade quando se casavam, tudo que era delas ia automaticamente para o marido). Isso tudo me fez admirar a personagens nos livros anteriores e em vários momentos desse.
“Não quero que o senhor descubra mais sobre mim, quando tenho tantas coisas erradas. Nunca fui capaz de pensar ou de me comportar como as outras moças. Sou diferente até da minha irmã gêmea.”
O problema é que a determinação dela começou a se tornar teimosia e imprudência, o que me irritou bastante. Eu gostaria muito de ter visto uma personagem feminina forte e vanguardista, que não age de maneira imprudente e imatura. Da segunda vez que li, isso me incomodou menos, mas ainda me impediu de me apegar à personaem. Senti que, naquele que deveria ter sido o auge da personagem, o livro no qual ela estava no centro, foi o que ela se mostrou mais sem graça.
Com relação ao Gabriel, acho que ele foi prejudicado pelo sobrenome. Ao saber que ele era filho do Sebastian, criei altas expectativas e foi impossível não compará-lo com o pai. E não resta dúvida de quem saiu perdendo né? Gabriel é até um personagem cativante e gostei dele, mas faltou o carisma e a irreverência do Sebastian. Além disso, os conflitos do Gabriel foram bem menos interessantes e, de um modo geral, foi um personagem sem muita profundidade.
“Mas tudo era diferente com Pandora. Ela era uma força da natureza, incapaz de não ser inteiramente ela mesma, e de alguma forma isso tornara possível para Gabriel ser ele mesmo também, sem qualquer fingimento. Sempre que admitia ter defeitos, ou ter cometido erros, Pandora parecia gostar ainda mais dele. Ela havia destrancado o coração de Gabriel com uma facilidade assustadora e jogara a chave fora.”

Como não gostei do casal principal, tive dificuldade em me envolver com a trama e até mesmo torcer pelo romance. Claro que a leitura não foi arrastada, afinal estamos falando de um livro da Lisa Kleypas, e o livro teve seus momentos fofos e que me agradaram. No entanto, foi uma leitura bem morna e que, de um modo geral, não me marcou. 



No entanto, não pensem que eu tenho só críticas. Para começar, eu amei a participação de personagens que já haviam aparecido em outras séries da autora. Em especial, adorei ver o Sebastian e a Evie. Eles proporcionaram os melhores diálogos do livro e eu realmente queria que tivessem aparecido ainda mais.
Outro ponto positivo é a ótima contextualização que a autora fez, mostrando como as mulheres tinham poucos direitos naquela época. É revoltante pensar que uma mulher, ao se casar, se tornava morta perante a lei. Tudo que ela tinha e todas as decisões sobre a vida dela iram automaticamente para o marido. A Lisa explorou muito bem essa questão no livro e, mais uma vez, trouxe um retrato muito bem feito da sociedade da época.
“– Não, se ‘segurança’ significar me tornar propriedade de alguém. Do modo como as coisas estão agora, tenho a liberdade de trabalhar e ser dona do que ganho. Mas se eu me casar com você, tudo o que tenho, incluindo minha empresa, se tornará imediatamente seu. Você teria total autoridade sobre mim. (...) Aos olhos da lei, marido e esposa são uma única pessoa... e essa pessoa é o marido. Não suporto essa ideia. Por isso não quero me casar nunca.”
Não posso deixar de mencionar também que ela já começou a inserir os personagens do próximo volume, Um estranho irresistível, e eu estou curiosíssima para vê-los. Há um mistério cercando um deles e eu já tenho algumas teorias. Agora, preciso ler e descobrir se elas estão corretas. Então, podem se preparar que em breve, vai sair resenha do quarto livro de Os Ravenels por aqui.
Como vocês já devem ter percebido, Um Acordo Pecaminoso ficou bem distante das minhas expectativas. Não foi um leitura ruim, mas, infelizmente, deixou a desejar. É um romance relativamente rápido de ler, mas que pecou um pouco na construção dos personagens e foi desenvolvido sem grandes emoções. Ainda assim, valeu à pena por proporcionar a oportunidade de rever personagens que eu já amava e conhecer um pouquinho mais dos próximos protagonistas.
E vocês, já leram Um acordo pecaminoso? Sei que, para muita gente, esse é o favorito da série e estou curiosa para saber a opinião de vocês.

Autoras que conheci em 2018 e quero ler mais em 2019



Olá, meus amores! Como vocês estão? Eu ando um pouco sumida aqui, mas é que esses últimos dias foram meio corridos e eu confesso que o calor me atrapalhou bastante. Porém, estou me organizando e acho que as coisas vão voltar ao normal por aqui.
Para o post de hoje, eu vim compartilhar com vocês uma meta que eu tenho esse ano e, de quebra, indicar alguns livros maravilhosos que li no ano passado. Eu fiz uma lista com alguns autores que conheci no ano passado e que pretendo ler mais livros esse ano. O ano que passou me trouxe algumas descobertas bem legais, mas eu quis trazer aqueles que mais me marcaram mesmo e que estou mais ansiosa para ler outras obras.

Jenn Bennet
No ano passado, eu li O cara dos meus sonhos (ou quase), que foi uma leitura deliciosa e que me surpreendeu bastante. Apesar de ter um enredo um tanto clichê, os personagens foram tão bem construídos e o romance se desenvolveu de uma maneira tão encantadora que é impossível não se apaixonar. Não preciso nem dizer que amei a escrita da autora né? Já anotei alguns livros dela que fiquei curiosa para ler, começando por Anatomia de um coração, também publicado no Brasil pela Plataforma21.

Sarah MacLean
Ano passado, eu finalmente conheci a escrita da Sarah MacLean e já li logo dois livros de uma vez. Deu para perceber que eu amei né? O primeiro livro que li dela foi Cilada para um marquês (tem resenha aqui) e fiquei tão apaixonada pela forma como ela construiu os personagens e o romance, que já corri para ler outro dela, Nove regras a ignorar antes de se apaixonar. Agora, para 2019, eu pretendo ler as 3 séries dela que foram publicadas no Brasil, incluindo as duas que eu já iniciei.

Lisa Maxwell
Ano passado, eu li O último dos magos, da Lisa Maxwell, que foi meu primeiro contato com a escrita da autora e eu não poderia ter gostado mais. É uma das fantasias mais originais que eu já li e com um desfecho que me deixou desesperada pela continuação. Além disso, eu tive a oportunidade de ter contato com a autora e até trouxe uma entrevista com ela aqui para o blog (confira aqui). Então, em 2019, eu quero muito ler não apenas a continuação dessa série, como outros livros que ela já tem publicados.

Suzanne Enoch
Outra autora de romances de época que conheci no ano passado e não vejo a hora de ler outros livros. Dela, eu li apenas Como se vingar de um cretino, porém, foi um dos meus favoritos de 2018 e me deixou curiosa para ler outros livros escritos por ela. Eu li os contos que ela escreveu nos livros Lady Whistldown Contra-Ataca e Nada Escapa à Lady Whistledown, porém, esse ano eu pretendo ler mais romances escritos por ela. Inclusive, já tenho alguns na minha lista de desejados.

Carrie Elks
Quem me acompanha aqui no blog sabe que no ano passado eu recebi alguns livros antecipadamente no VIB, do Grupo Editorial Record. Meu favorito foi, sem dúvida alguma, Um verão na Itália, da Carrie Elks. Eu nunca tinha lido nada da autora, mas foi uma leitura tão envolvente e divertida, que me fez desejar ler outros livros dela. Claro que as continuações da série As Irmãs Shakespeare estão no topo dessa meta, mas quero também conhecer outros trabalhos da autora.

Antes de encerrar o post, preciso dizer que não era minha intenção inicial fazer um post só com autoras. No entanto, analisando as minhas leituras do ano passado, eu percebi que li muito mais livros escritos por mulheres do que por homens. Isso não foi intencional, mas confesso que fiquei muito satisfeita, especialmente por terem sido leituras tão boas.
E vocês, já leram algum dos livros que citei ou alguma outra obra dessas autoras da lista? Me contem aí nos comentários o que acharam e quais autoras (ou autores) vocês conheceram em 2018 e que pretendem ler outros livros nesse ano.

[Resenha] Um marido de faz de conta


Olá, pessoal! Recentemente, saiu resenha sobre um romance de época muito cativante que li no ano passado, Uma dama fora dos padrões, da Julia Quinn. Aquele livro foi o primeiro volume da nova série da autora, Os Rokesbys. Para alegria dos fãs, a continuação foi publicada agora em janeiro pela Editora Arqueiro e é claro que eu não perdi tempo para ler.

Um marido de faz de conta é o segundo livro da série e, mesmo já tendo lido muitos livros da autora, confesso que esse foi uma experiência diferente de todos os outros. Mas, não se preocupem que não digo isso de um jeito ruim. Ao contrário, é um romance que me surpreendeu muito e me emocionou de formas que eu não esperava, renovando minha admiração pela escrita da autora.
Mas, antes de continuar, um aviso: esta resenha não contém spoiler desse livro e nem do seu antecessor. As histórias são independentes, apesar de ser preferível ler na ordem, pois personagens do primeiro volume aparecem/são mencionados neste.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Enquanto você dormia… Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira... Eu disse a todos que era sua esposa. Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade. Quem dera fosse verdade…Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.”

Em Um marido de faz de conta, conhecemos Cecilia Harcourt, uma jovem que se encontrava prestes a perder tudo, desde a morte de seu pai. Thomas, o irmão dela e herdeiro da propriedade, estava lutando em nome da coroa inglesa na América, na guerra de independência dos EUA. Se algo acontecesse com ele, a propriedade iria para um primo deles, que não perde tempo em começar a assediar Cecilia.
Assim, quando ela recebe uma carta comunicando o desaparecimento de Thomas, não restam muitas possibilidades em seu lar e, em desespero, Cecilia acaba embarcando para a América disposta a procura-lo. Ao chegar lá, ela tem dificuldade em conseguir informações sobre o paradeiro do irmão, mas descobre que o melhor amigo dele, Edward Roskeby, estava desacordado no hospital.
Apesar de nunca ter conhecido Edward pessoalmente, Cecilia já tinha se comunicado com ele muitas vezes através das cartas que mandava para o irmão e, por isso, decidiu cuidar dele. Mas, para isso, teve que inventar uma pequena mentira: dizer que era esposa de Edward.
Quando ele acordou sem memória dos últimos meses de sua vida, não teve motivos para duvidar que ela fosse mesmo sua esposa. Afinal, Cecilia era irmã de seu melhor amigo e os dois já vinham trocando mensagens nas correspondências dela para o irmão. Cecilia, por sua vez, tinha toda intenção de revelar a verdade assim que ele acordasse, mas as coisas não saíram como ela esperava e contar seu segredo foi se tornando cada vez mais difícil.
“– Eu a conheço. E conhecia mesmo. Por mais que só tivessem se conhecido pessoalmente houvesse poucos dias, ele sentia que já fazia muito tempo que conhecia o coração dela. Não duvidava dela. Jamais duvidaria.”



Ah, gente, como falar sobre esse livro? Um marido de faz de conta traz diversos elementos que eu amo em romances de época, mas em uma trama que foge bastante do padrão que estamos acostumados a ver e com personagens cativantes e bem construídos. Confesso que me apaixonei desde a primeira página e, mesmo com alguns aspectos que não me agradaram tanto, eu terminei a leitura completamente encantada por essa história.
Começando pelos protagonistas, que com certeza já estão na minha lista de casais favoritos. Cecilia é uma mocinha forte, determinada e com um coração tão generoso que é impossível não torcer por ela. Mesmo nos momentos mais desesperadores, Cecilia se mostrou corajosa e decidida, enfrentando situações para as quais não estava preparada. Além disso, mesmo sem ter tentado tirar vantagem do Edward ou se aproveitar da amnésia dele para benefício próprio, ela se sente culpada por não contar a verdade e tenta fazer o máximo para ajudá-lo. Claro que ela não é perfeita e erra em alguns momentos, mas suas razões são compreensíveis e é palpável o quanto ela se responsabiliza por suas ações (até mais do que deveria).
Já o Edward, eu não tenho palavras para descrever. Sabe aquele mocinho que já aparece roubando nosso coração e a cada página nos apaixonamos mais? Pois é, o próprio Edward Rokesby. Ele é um homem íntegro, justo, gentil e muito responsável. Mas, além disso, ainda é carinhoso e dono de um senso de humor cativante, que rendeu ótimos diálogos com Cecília. Eu poderia ficar o resto da resenha falando sobre ele, mas ainda tenho muitos aspectos a destacar sobre esse livro e acho que já deu para vocês perceberem o quanto ele é maravilhoso né?
“Por baixo de sua aparência respeitável, Edward Rokesby era dono de um pronunciado senso de humor. Ela não deveria ter ficado tão surpresa com isso, considerando todos os indícios que vira nas cartas dele. Um pingo de alegria fora o suficiente para despertar todo o bom humor dele.”
E quanto ao romance, é impossível não torcer desde o começo. Não só os dois protagonistas são carismáticos, como eles têm uma ótima dinâmica juntos. Mesmo se conhecendo pessoalmente há pouco tempo, os dois já tinham uma conexão devido às correspondências que trocavam. Além disso, Cecília e Edward conseguiam se entender nos bons e nos maus momentos: ambos possuem um ótimo senso de humor e os seus diálogos eram sempre carregados de brincadeiras e alfinetadas; porém, eles também conseguiam entender as dores um do outro, se apoiando nas horas mais difíceis. Deste modo, a relação deles acabou se desenvolvendo de uma maneira leve e doce, baseada em muito carinho e compreensão.
“– Com Edward era tão fácil ser feliz, tão fácil ser ela mesma. Mas aquilo não era a vida dela. Ela não era a esposa dele. Aquele papel era emprestado e, no fim das contas, ela teria que devolvê-lo.”



Com relação aos personagens secundários, eles não ganham muito espaço, porém, a maioria tem um papel bem definido dentro da trama. No entanto, há uma exceção que precisa ser destacado: Thomas, o irmão de Cecilia. Julia Quinn conseguiu fazer com que eu me apegasse a esse personagem e me preocupasse com ele desde o início do livro, pelo amor que Cecilia e Edward tinham por ele. Além disso, todos os capítulos começam com trechos de cartas que Cecilia escreveu para o irmão e vice-versa, fazendo que o leitor já pudesse conhece-lo mesmo antes de saber se ele seria encontrado ou não.
Outro aspecto que não posso deixar de mencionar é a ambientação bem diferente da maioria dos romances de época que já li. Geralmente, os livros deste gênero são ambientados na Inglaterra, em meio aos bailes e reuniões da alta sociedade. Porém, nesse livro, Julia Quinn levou a história para os EUA em meio à guerra pela independência. E, por mais que isso não seja aprofundado, ainda temos no pano de fundo um pouco sobre como foi o conflito e como era a vida das pessoas ali, durante um período tão difícil.
“Esta carta é para vocês dois. Fico muito feliz que tenham a companhia um do outro. O mundo vira um lugar muito menos inclemente quando se tem alguém para dividir os fardos.”
Já quanto a trama, foi um dos melhores da Julia Quinn. Tem romance, humor, drama e até um toque de mistério, tudo na medida certa e desenvolvido de uma maneira que saiu do comum. Assim, fui envolvida desde o começo da leitura e não conseguia parar o livro. Minha única ressalva é que algumas coisas ficaram mal explicadas e alguns participações dentro da história ficaram esquecidas, sem um desfecho adequado. No entanto, confesso que nem essa ressalva foi o suficiente para diminuir meu amor pelo livro.
Com relação à edição, eu não posso deixar de parabenizar a editora Arqueiro. Para começar, considero essa capa uma das mais lindas que já vi em romances de época e combina perfeitamente com o livro. Além disso, as páginas são amareladas, a fonte tem um ótimo tamanho para a leitura e eu não encontrei nenhum erro de revisão enquanto lia. Ou seja, trabalho impecável da editora.
Assim, Um marido de faz de conta conseguiu superar todas as minhas expectativas e entrar para a minha lista de favoritos. Quem diz que o segundo volume de uma série é sempre inferior ao antecessor, é porque ainda não leu esse livro. O romance de Edward e Cecília é leve e encantador, com uma construção muito bonita de se acompanhar e ainda o humor característico da autora contrabalançando momentos de mais emoção. Fiquei realmente satisfeita com a forma como esse livro me surpreendeu e agora estou sofrendo com a ansiedade para ler a continuação.
E vocês, já leram Um marido de faz de conta? Me contem aí nos comentários se estão acompanhando a série Os Rokesbys ou se ainda querem ler.

Lendo com Malu: Filha das Trevas


Olá, pessoal! Começo de mês a gente sempre aproveita para planejar novas leituras e, por isso, eu quero apresentar um projeto que vou colocar em prática a partir de fevereiro. Para 2019, eu quero diversificar mais as minhas leituras e uma das metas que tracei para alcançar esse objetivo é ler autores que eu ainda não conheço.
Então, eu quero ler pelo menos 1 livro por mês de um autor que eu ainda não tenha lido. E, para começar bem esse projeto, escolhi Filha das Trevas, da autora Kiersten White. Ele faz parte de uma trilogia, A Saga da Conquistadora, cujo terceiro livro será publicado pela Plataforma21 agora no começo de fevereiro. Então, não poderia ter incentivo melhor né?
Ao longo do mês, eu pretendo trazer alguns posts especiais sobre o livro e tentar fazer um diário de leitura no instagram do blog (quem ainda não me acompanha por lá, não deixe de seguir @dicas_de_malu). E, claro que quando concluir a leitura vai sair resenha por aqui com a minha opinião sobre a obra e falando se estou animada para ler as continuações. No final do mês, vai acontecer um sorteio por lá também, então, fiquem de olho para não perder.
Eu montei um cronograma de leitura para me organizar de modo a conciliar com outros compromissos, mas para quem quiser ler também, vou deixar a divisão no final do post. E, para quem ainda não conhece o livro, confiram a sinopse:


Sinopse: “Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção. Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade. Sombrio e devastador, este é o primeiro livro da mais nova série de Kiersten White. Cabeças vão rolar, corpos serão empalados… e corações serão partidos.” Comprar: Amazon


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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