[Resenha] O Destino das Terras Altas


Olá, pessoal! Hoje eu vim encerrar o mês com uma leitura que acabou se mostrando uma boa surpresa. Quem nunca esperou muito de um livro e acabou se frustrando ao ler? Eu já passei por isso várias vezes, porém, com O Destino das Terras Altas, da Hannah Howell, acabou acontecendo exatamente o contrário.
Primeiro volume da série Os Murrays, esse livro despertou minha curiosidade quando foi anunciado pela editora Arqueiro, por causa da capa linda e da premissa interessante. Porém, as críticas foram minando meu interesse e confesso que eu acabei tendo certeza de que iria detestar. Para minha surpresa, não é que eu gostei?
No entanto, não pensem que foi uma leitura sem problemas. Há muitos problemas que vou preciso destacar, muitas coisas que me incomodaram. Apesar disso, o livro está longe da imagem ruim que eu fiz e vou explicar os motivos a seguir.

Autora: Hannah Howell
Editora: Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva
Páginas: 272        
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Em O destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido. Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão. Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado. Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos de Maldie e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.”

Ambientado na Escócia medieval, O Destino das Terras Altas traz um romance em meio a um conflito de clãs. Sir Balfour Murray tem lidado por anos com conflitos com o vizinho Beaton de Dubhlinn, porém, a situação chegou a um ponto crítico quando este sequestrou seu irmão caçula. Com esse gesto, Balfour se viu forçado a marchar até o clã inimigo em busca do irmão.
E é ao voltar deste conflito que Balfour conhece Maldie Kirkaldy. Ela está na estrada e acaba se oferecendo para cuidar do irmão mais jovem dele, que está gravemente ferido da batalha. Assim como os Murrays, ela também é inimiga de Beaton e deseja se vingar dele. Por causa disso, Maldie decide se juntar ao clã de Balfour, mas sem revelar sua verdadeira identidade, com medo de que ele a considerasse uma espiã.
O que ela não esperava, era o forte sentimento que surgiria entre eles, fazendo com que temesse ainda mais que seu passado e desejo de vingança pudessem afastá-los. Balfour, por sua vez, sabia dos riscos de confiar em uma completa estranha, ainda mais tendo a responsabilidade de proteger o seu clã. Porém, uma coisa é a razão e outra bem diferente é a emoção. E, por causa disso, mesmo com todos os riscos, Balfour se vê cada dia mais apaixonado pela misteriosa curandeira e com medo de que ela pudesse destruir a ele e ao seu clã. 


Para falar sobre esse livro, eu não posso deixar de mencionar primeiro o que mais me incomodou e que me deixou com mais medo de não apreciar a leitura: o romance. Sei que é estranho falar isso de um romance de época, porém, a relação entre o casal principal foi mal construída e isso foi um grande problema. O sentimento que surge entre eles é instantâneo e, sinceramente, sem sentido.
Não apenas eles sentem uma atração imediata e fora de contexto (quem se sente atraído por alguém voltando de uma batalha, enquanto um irmão está gravemente e o outro sequestrado?), mas também o próprio desenvolvimento da relação é problemático. Faltam diálogos e uma convivência que justifiquem toda a paixão que os personagens sentia. Em questão de dias os dois estavam completamente apaixonados e com medo de ter o coração partido um pelo outro. Ou seja, mais um caso do famoso “instalove”.
Isso me incomodou bastante, porque eu não sentia veracidade naquela relação. Pareceu um sentimento que surgiu do nada, sem motivo nenhum e em um momento totalmente inconveniente. Assim, faltou sustentação e eu confesso que só fui começar a aceitar que Maldie e Balfour estavam apaixonados e torcer por eles da metade para o final do livro.
Mas vocês devem estar se perguntando como um romance de época em que o desenvolvimento do romance é tão problemático pode ter sido uma boa surpresa, né? Pois bem, eu tenho vários motivos que me fizeram aproveitar a leitura e me sentir positivamente surpreendida. O primeiro deles é, sem dúvida, o carisma dos personagens secundários. O que falta em Balfour e Maldie em alguns momentos, sobre nos demais, especialmente os irmãos dele. Aliás, não vejo a hora de ler o segundo livro e acompanhar as aventuras do Nigel. 



Outro ponto que gostei bastante foi a ambientaçã. A Escócia medieval, sem dúvida, é um cenário interessante para a história e a autora roube descrevê-la muito bem. Eu conseguia me imaginar naqueles lugares, o que deixou a experiência mais interessante. Além disso, ela trouxe muito dos costumes e dos conflitos da época, mostrando tanto a divisão entre os clãs escoceses, quanto a rixa com a Inglaterra.
Com relação à escrita da autora, eu tinha visto comentários de que era lenta e tediosa. No entanto, eu não senti isso em nenhum momento. Tirando os problemas na construção do romance, eu achei a escrita da Hannah Howel bem gostosa e envolvente. Mesmo que não tenha me encantado tanto quanto outros livros do gênero, foi uma leitura que fluiu muito bem e que gostei bastante.
Deste modo, fiquei feliz por ter dado uma chance a O Destino das Terras Altas. Mesmo que ele não tenha entrado para a minha lista de favoritos, esteve bem longe da leitura cansativa que eu pensei que seria. É um bom livro para passar o tempo no final de semana e que me deixou curiosa para dar continuidade a série.
E vocês, já leram? Me contem aí nos comentários se conhecem esse livro e se já leram ele ou outros da autora.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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