[Resenha] Pôr do sol no Central Park

8 de mai. de 2020


Oi, pessoal! Como vocês estão? A resenha de hoje é sobre um dos livros que mais me surpreendeu no mês passado. Estou falando de Pôr do sol no Central Park, da autora Sarah Morgan. Para quem não conhece, esse é o segundo volume de uma série que tem sido publicada no Brasil pela Harlequin.
Eu li o primeiro livro, Amor em Manhattan, ano passado e gostei bastante. Porém, admito que enrolei para ler a continuação porque não gostei muito da Frankie, melhor amiga da protagonista e que é a mocinha desse segundo volume. Mas em abril eu decidi que já tinha passado da hora de continuar a série e incluí Pôr do sol no Cetral Park nas minhas leituras.

Então, agora chegou a hora de contar para vocês o que achei do livro e se valeu a pena dar uma chance para a história da Frankie.

Autora: Sarah Morgan
Editora: Harlequin Brasil
Tradução: William Zeytoulian
Páginas: 368
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “O amor da sua vida pode ser difícil de encontrar. Até mesmo quando está bem na sua frente. Após o grande sucesso do livro Amor em Manhattan, Sarah Morgan retorna às livrarias brasileiras com este novo romance que vai aquecer seu coração. Frankie Cole e suas duas melhores amigas inauguraram um negócio em Manhattan que está sendo um sucesso. Frankie é designer e ama trabalhar com paisagismo de jardins suspensos nos telhados dos arranha-céus da cidade. Entre amizades verdadeiras e um trabalho gratificante, ela tem tudo para ser feliz. Com o conturbado divórcio de seus pais e problemas com os relacionamentos da mãe, Frankie nunca deu muita atenção às relações românticas, preferindo focar em si e no trabalho. Ela conhece Matt, o irmão de sua melhor amiga, há anos, mas eles nunca tiveram nada além de amizade. Até que Matt descobre novas coisas sobre a mulher que pensou conhecer tão bem, e não quer passar mais nenhum dia longe dela. Matt sabe que Frankie se mantém segura por trás de sua barreira emocional, mas fará de tudo para superar os bloqueios e conquistá-la.”

Frankie Cole aprendeu desde cedo a não acreditar no amor e muito menos em relacionamentos. Seu foco é o trabalho, que tem ocupado muito do seu tempo desde que ela e suas duas melhores amigas inauguraram uma empresa em Nova York. No tempo livre, tudo que Frankie quer é ficar em casa, lendo um thriller aterrorizante. Ela faz de tudo para não ser notada e evitar os homens.
Mal sabe Frankie que ela já foi notada há muito tempo por Matt, o irmão mais velho de sua amiga. Ele já havia percebido a mulher incrível que ela é e não vê a hora de ajudá-la a parar de se esconder. Matt está disposto a fazer o que puder para convencer Frankie de que relacionamentos podem dar certo e ajudá-la a abrir o coração para o amor.

Mas será que Matt realmente conhece os sentimentos de Frankie tão bem? Alguns acontecimentos mostram a ele que talvez não soubesse tudo sobre a mulher que ama, e que se quiser conquistar o coração dela, vai ter que superar muitas barreiras. O passado de Frankie deixou marcas profundas nela, mas Matt está disposto a fazer tudo que puder para ajudá-la a fechar essas feridas e recuperar sua crença no amor. 


A primeira coisa que eu preciso dizer é que minha impressão sobre a Frankie quando li Amor em Manhattan estava totalmente equivocada. Em Pôr do sol no Central Park, as razões para Frankie ser como é são muito mais claras e não foi difícil simpatizar com ela. Ainda muito jovem, Frankie teve seu coração partido pelas pessoas que mais confiava e que deveriam protegê-la. Então, é fácil compreender porque ela deixou de acreditar no amor e de confiar nas pessoas.
Além disso, Frankie não é uma daquelas personagem que afirmam não acreditar em relacionamentos e ficam fazendo charme por isso. Ela tem seus medos e inseguranças e deixa isso claro, mas vai se abrindo aos poucos e vencendo suas barreiras. Ao invés de ser teimosa e irritante como pensei que seria, é uma personagem forte e madura, que se esforça para superar seus medos e evolui muito ao longo do livro. E essa transformação dela foi um processo muito bonito de acompanhar.
“– Nunca tive medo de coisas complicadas, Frankie. Nunca fui do tipo que acha que algo valioso deve ser conquistado facilmente.”
Já o Matt é um príncipe apaixonante. Gostei muito da forma como ele se preocupa com os sentimentos da Frankie e realmente procura conhece-la. Além disso, ao invés de menosprezar os sentimentos dela ou tentar minimizar os traumas que ela carrega, Matt faz de tudo para ajudar Frankie a vencer suas barreiras e curar suas feridas. Ele é calmo, generoso, protetor e paciente, cuidando das pessoas que ama a todo momento. E isso inclui não apenas a Frankie, mas a irmã dele, Paige, a outra amiga dela Eva, e até mesmo a gatinha chamada Garrinhas que ele adotou.
Foi impossível não me encantar pelo Matt e pela forma carinhosa como ele se aproximou da Frankie. Por isso, foi fácil me encantar com esse romance e torcer pelo casal do começo ao fim. E, como os personagens já se conheciam há anos, a relação deles foi ainda mais convincente. Já havia muita cumplicidade e apoio entre os dois, mesmo antes da atração que existia entre eles se tornar evidente, e isso foi um dos aspectos que mais gostei nesse casal.

“A situação incomodava Frankie justamente por se tratar do Matt. Mostrar seus bloqueios mais profundos a um cara que conhecia desde sempre e que considerava atraente e torturante. Ela geralmente não se importava com o que os homens pensavam a seu respeito, mas se importava com o que Matt pensava.”



Outro aspecto que tenho amado nessa série é a amizade entre mulheres. Desde o primeiro livro, achei muito bonita a relação da Frankie, da Paige e da Eva. Mesmo tendo personalidades muito diferentes, as três se apoiam em todos os momentos e fica claro que, independentemente de terem namorados ou não, a amizade entre elas nunca vai perder espaço. Então, foi muito bom ver isso novamente retratado no livro. A autora mostrou que ninguém vive só de romance e que as amizades verdadeiras são uma parte fundamental da vida.
A trama é bem leve e bem construída. Tudo acontece no momento certo e não tem enrolação, deixando a leitura muito fluida. Minha única ressalva quanto ao livro foi um momento mais no final do livro em que tanto Frankie quanto Matt reagem de uma forma que me incomodou e acabam passando por um retrocesso desnecessário na sua relação. Foi algo rapidamente resolvido e não tirou o brilho do livro, mas me incomodou um pouco.
Outra ressalva, desta vez em relação à edição, foram os erros de revisão. Não chegaram a ser erros graves, mas foram recorrentes e acabaram chamando a atenção. No mais, eu adorei a capa e achei o tamanho da fonte muito bom para a leitura.
Deste modo, só posso dizer que Pôr do sol no Central Park foi uma ótima surpresa. Tanto Frankie quanto Matt se mostraram personagens muito melhores do que eu esperava e eu torci por esse casal do começo ao fim. Para quem procura uma leitura leve, apaixonante e que traga mensagens tanto de amor quanto de amizade, não pode deixar de conferir essa série.

6 comentários:

  1. Eu acho as capas desses livros muito bonitas e as cores delas são tudo na minha vida, mas ainda não tive a chance de ler nenhum.
    Eu gosto muito quando os livros tem uma continuação que envolve os personagens do livro anterior e não necessariamente o casal principal sabe, acho que isso da um charme todo pro universo.
    Fiquei curiosa pra saber mais sobre a mocinha, ela parece cativante mesmo. Espero poder ler em breve! Amei suas fotos

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  2. Confesso que já estive em pose dessas histórias várias vezes mas nunca a ponto de abrir o livro e ler. Rs
    Sua resenha foi muito interessante de ver e saber que vc estava equivocada mas viu que valia sim a pena a história. Quem sabe eu tente de novo e dessa vez abrir o livro. Rs

    Beijos.

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  3. Oii!! Que bacana você ter conseguido conhecer melhor a Frankie! Feliz por ter mudado de opinião! Ela parece ser uma guerreira!!!

    Amei sua resenha. Essa história parece ser bem interessante! Eu quero!!!!

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  4. Oie amore,

    Acho seu blog um mimo, acho que já disse antes.
    Quanto ao livro, ai que capa maravilhosa, acabei de ler um hot que finaliza com um pedido de namoro em meio a Central Park (Pega, mas não se Apega - Pamella Marcenal).
    Mas estamos aqui pra falar de sua resenha, que está maravilhosa.
    Parece se tratar de um livro bem intenso e cheio de sentimentos.
    Dica anotada por aqui!

    Beijokas!

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  5. É tão bom quando nos surpreendemos com a leitura, não é mesmo? Tive essa sensação recentemente com uma trilogia que li e que não daria nada.
    O livro parece ser bem leve e com uma trama mais envolvente do que o primeiro, que você citou. Não sou fã de romances em geral, mas fiquei com uma pulguinha atrás da orelha para conhecer esse casal, então entrou para a minha lista de desejados.
    Parabéns pela resenha.

    https://bibliotecandoblog.blogspot.com/

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  6. Olá Malu!!!
    Eu preciso ler o primeiro livro dessa trilogia, porque bem quando a mesma foi lançada fiquei muito empolgada e me apaixonei pela história.
    Que bom mesmo com a impressão que a personagem que é protagonista desse livro passa no primeiro, nesse outro a impressão inicial passa e você acaba entendendo ela.
    Adorei a resenha!!!

    lereliterario.blogspot.com

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