[Resenha] Talvez agora

 


Acredito que todo leitor tenha alguns autores que despertam a vontade de ler tudo que eles escrevem. São aqueles queridinhos da vida, que a gente leria até a lista de supermercado. E a Colleen Hoover é uma dessas autoras, para mim. Porém, teve um livro que eu fiquei realmente com medo quando foi anunciado: Talvez agora, a continuação de Talvez um dia.

Não me levem a mal, eu faço parte do time que ama Talvez um dia e ele é definitivamente um dos meus preferidos da autora. Mas o problema para mim foi justamente esse. Eu amo demais esse livro e acho ele perfeito como é. Então, bateu um medo de que uma continuação pudesse estragar uma história que na minha cabeça era perfeita.

Só que, esse mês, Talvez agora será publicado em versão física aqui no Brasil pela Galera Record e eu senti que chegou o momento de parar de enrolar. Então, eu finalmente engoli meu medo de me decepcionar e li essa continuação. E, nessa resenha, vou tentar explicar o que achei dessa leitura.

 

Aviso: Essa resenha NÃO tem spoilers de Talvez agora. Porém, como se trata de uma continuação, não recomendo a resenha para quem não leu Talvez um dia, pois tem informações importantes do primeiro livro. 


Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Tradução: Priscila Catão

Páginas: 352

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: Talvez agora – Sequência de Talvez um dia – coloca em evidência a vida dos personagens apresentados no livro anterior após Ridge e Sydney terem, finalmente, oficializado seu relacionamento. Agora que o relacionamento de Ridge com Maggie terminou, ele e Sydney estão explorando completamente essa nova liberdade de expressar seus sentimentos. No entanto, ele e Warren são o único suporte de Maggie... e devem aprender a lidar com a situação nesse novo contexto. Enquanto isso, Maggie está desfrutando da nova etapa de sua vida, embora ainda sinta algum ressentimento por tudo o que aconteceu. Após tantos anos vivendo uma relação já estável – e morna – com Ridge, Maggie não consegue prever o que a aguarda. A insegurança com relação a sua doença, o desejo de independência e a ânsia de viver novas e empolgantes experiências É nesse meio que entra Jake, o rapaz que a ajudou a cumprir o primeiro item em sua lista de coisas para fazer: pular de paraquedas. Ele está tão interessado nela quanto ela nele, mas Maggie arriscará viver um novo relacionamento e deixar o passado para trás? Por outro lado, Sydney, ao finalmente engatar a relação com Ridge, se vê realizada... Ridge representa tudo o que sempre sonhou em alguém e a química entre os dois é evidente. No entanto, a constante proximidade de Maggie a preocupa... E, mais uma vez, ela deverá ser forte para lidar com o assunto com o equilíbrio e maturidade que ele exige. Embalado por uma atmosfera musical e tratando de temas como amizade, lealdade e, principalmente, o real significado de união, Colleen Hoover retorna com a continuação de uma – ou várias? – história de amor, situações-limite e, principalmente, personagens perfeitamente imperfeitos. Talvez agora é contada não só sob um, mas vários prismas – e, como um bom romance, não podem faltar as boas doses de risos e as lágrimas.

 

Em Talvez agora, Sidney e Ridge estão finalmente juntos e livres para assumirem o que sentem. Eles estão mais felizes do que nunca e experimentando a alegria do início de namoro. Porém, ele ainda tem uma forte ligação com sua ex-namorada, Maggie, e Sidney precisa encontrar uma forma de lidar com essa situação e com a culpa que carrega por ter interferido no namoro dos dois.

Já Maggie está lidando com as mudanças que o término provocou em sua vida e com a surpreendente liberdade que ele proporcionou. Tudo que ela quer é ser independente e parar de ser constantemente lembrada de sua doença. Mas Maggie ainda depende de Ridge. Ele e seu melhor amigo, Warren, são todo o apoio que ela tem e fazem de tudo para cuidar dele, mesmo quando nenhum deles está confortável com isso.

E, quando Maggie decide começar a realizar os itens de sua lista com coisas que gostaria de fazer, acaba conhecendo Jake, um homem que faz ela se questionar se vale a pena arriscar um novo relacionamento. Mas essa busca dela por independência esbarra na preocupação de Ridge e no fato de que nenhum deles sabe como lidar um com o outro agora que não são mais um casal. A vida de Ridge, Sidney, Maggie e até dos seus amigos mudou e agora todos eles precisaram lidar com os sentimentos que essa mudança provocou. 




Não sei nem por onde começar a descrever o quanto Talvez agora me surpreendeu. Para começar, ele tem um clima bem diferente da maioria dos livros da Colleen Hoover. Portanto, não espere grandes dramas ou reviravoltas surpreendentes. Esse é um livro mais tranquilo e leve do que qualquer outro que já li da Colleen Hoover. Mas não pensem que isso é algo ruim. Pelo contrário, ele conseguiu me tocar de uma forma que eu não esperava.

Acompanhar Sidney e Ridge finalmente juntos e começando um relacionamento sem impedimentos foi muito bonito. Eles vão descobrindo um sentimento intenso e a alegria que é desfrutar dele plenamente. A conexão dos dois continua a mesma, mas dessa vez é ainda mais bonito pois podemos ver como eles valorizam cada momento juntos e cada descoberta que fazem um sobre o outro.

Mas dessa vez não acompanharemos só os dois. Maggie ganha mais destaque nesse livro e poderemos entender melhor seus conflitos e sua relação com o Ridge. Claro que a autora aborda como o término do Ridge afetou a vida dela e os conflitos causados pelo fato de eles ainda serem tão ligados enquanto ele está iniciando um novo relacionamento. Porém, Colleen foi além disso e deu um arco próprio para a Maggie, permitindo que o leitor conheça seus medos, suas inseguranças e, principalmente, seu desejo por uma vida normal.

Confesso que em alguns momentos Maggie tem atitudes impulsivas e imatura que irritam. Porém, vendo tudo que ela passou e sabendo que é impossível se colocar no lugar dela e imaginar como é conviver com todas as limitações que sua doença impõe, não consegui julgá-la. Ao contrário, senti vontade de abraçá-la em muitos momentos. Maggie não é perfeita e comete erros como qualquer pessoa, mas nem por isso deixa de ser uma personagem cativante.

E tem também o Jake, um homem que entra na vida de Maggie quando ela estava preste a cumprir o primeiro item da sua lista de coisas a fazer e balança a convicção dela de não querer um novo relacionamento. Ele me conquistou logo que apareceu com seu charme e humor, mas o que me ganhou de vez foi ver o quanto ele entendia a Maggie e respeitava a necessidade dela de independência. Foi impossível não me encantar e torcer para que ele vencesse a teimosia dela.




Mas, apesar do romance ter um papel importante nesse livro, o que realmente me encantou foi como a Colleen Hoover falou sobre amizade, união e respeito. O rompimento de Maggie e Ridge, e o fato de que ele agora namorava Sidney, afetaram a dinâmica entre eles e seus amigos. Isso gerou conflitos, fez com que eles se magoassem e colocassem para fora muitos sentimentos. Mas também serviu para mostrar a importância da amizade e da lealdade e o quanto esses laços são fortes.

Além disso, gostei muito das personagens femininas desse livro e como foi a convivência entre elas. Ao invés de cair naquele clichê das mulheres que se odeiam e viram inimigas, Colleen Hoover mostrou Sidney e Maggie lidando com muita maturidade com uma situação que era difícil para ambas. Até mesmo Bridgette que tem seus rompantes de raiva, ciúme e até infantilidade, foi amadurecendo ao longo do livro e mostrando sua lealdade com as outras mulheres à sua volta.

Com relação à escrita da Colleen Hoover, não preciso nem dizer que ela continua extremamente envolvente, prendendo a atenção do leitor desde a primeira página. Os diálogos são excelentes e carregados de sentimento, como é característico da autora, assim como as músicas que Ridge e Sidney compõem ao longo do livro. E mesmo sem a carga dramática que costumo encontrar nos livros da Colleen, esse livro me emocionou e me tocou tanto quanto Talvez um dia.

Se tem uma coisa que eu nunca pensei é que terminaria um livro da Colleen Hoover pensando “ah que livro fofo!”. Mas foi exatamente isso que aconteceu. Talvez agora é um livro leve, divertido, daqueles que provocam um quentinho no coração e deixam o leitor cheio de esperança e alegria. É um livro sobre amor, amizade, união e superação, que mostra que os sentimentos podem se transformar, mas continuam sendo belos e verdadeiros. Foi uma leitura inesperadamente doce e que superou qualquer expectativa que eu tinha, me deixando com um sorriso no rosto e uma sensação de gratidão por esse presente que Colleen Hoover deu para os leitores.


[Resenha] Um assassino nos portões

 


Eu sempre achei que as resenhas mais difíceis são aquelas de livros que gostamos muito. E Um assassino nos portões veio para me provar que eu estava certa. Faz dias que venho tentando falar sobre ele e ainda não sei se consegui encontrar as palavras certas para expressar meu amor por esse livro. Vou fazer o meu melhor!

Para quem não conhece, Um assassino nos portões é o terceiro volume da série Uma chama entre as cinzas, da autora Sabaa Tahir. Publicado no Brasil pela Editora Verus, esse livro era muito aguardado pelos fãs e finalmente foi lançado mês passado. E, se você leu minhas resenhas dos dois primeiros, não preciso nem dizer que ele furou a fila assim que chegou aqui. Então, agora vou tentar colocar em palavras tudo que senti com essa leitura.

 

Aviso: Essa resenha NÃO tem spoilers de Um assassino nos portões. Porém, como se trata de uma continuação pode conter informações sobre os livros anteriores. Mas vocês podem conferir as resenhas dos dois primeiros livros, Uma chama entre as cinzas e Uma tocha na escuridão, aqui e aqui.

 

Autora: Sabaa Tahir

Editora: Verus

Tradução: Jorge Ritter

Páginas: 434

Onde comprar: Amazon / Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Dentro e fora do Império Marcial, a ameaça de guerra é cada vez maior... Helene Aquilla, a Águia de Sangue, está sendo atacada de todos os lados. Enquanto procura uma maneira de conter a escuridão que se aproxima, a vida de sua irmã - assim como a de todos os cidadãos - corre risco. Assombrado pelo passado, o imperador Marcus se torna cada vez mais instável e violento, e a comandante Keris Veturia aproveita a loucura dele para aumentar o próprio poder, deixando uma carnificina em seu caminho. Longe do Império, Laia de Serra sabe que o destino do mundo não depende das conspirações da corte marcial, e sim de alguém que consiga deter o Portador da Noite. Mas, enquanto procura um jeito de derrubá-lo, Laia enfrenta ameaças inesperadas e é atraída para uma batalha que nunca imaginou que precisaria lutar. Enquanto isso, na terra entre os vivos e os mortos, Elias Veturius abriu mão da liberdade para servir como Apanhador de Almas. Mas, ao fazer isso, se entregou a um poder ancestral disposto a qualquer coisa para garantir sua devoção - mesmo que isso signifique abandonar a mulher que ele ama. Um assassino nos portões vai deixar os leitores implorando pelo desfecho desta série ágil e cheia de reviravoltas arrepiantes.”

 

Um assassino nos portões começa alguns meses após os acontecimentos de Uma tocha na escuridão e mostra Laia, Elias e Helene embarcando em jornadas separadas. Laia está finalmente com seu irmão, Darin, e os dois vêm agindo para libertar eruditos que haviam sido capturados pelo Império. Mas ela tem uma missão ainda maior: deter o Portador da Noite. Já Elias, precisa lidar com as consequências de uma promessa feita e se preparar para ser o Apanhador de Almas. Mas, para isso, ele precisa aprender a se desligar do mundo fora do Lugar de Espera, especialmente da Laia e todos aqueles que ele ama.

Helene, por sua vez, precisa focar em sua missão como Águia de Sangue. Ela descobriu da pior forma o que acontece se falhar e precisa fazer de tudo para proteger sua irmã, mesmo que isso inclua proteger o imperador Marcus. Para isso, Helene precisará enfrentar todos que ameacem o lugar dele no trono e, principalmente, impedir os planos da Comandante Keris Veturia.

As jornadas de Laia, Elias e Helene estão seguindo caminhos cada vez mais distantes, mas são fundamentais para o destino do Império. Uma grande ameaça se aproxima e eles não poderão falhar, caso contrário, tudo que eles conhecem será destruído.




Quando terminei Uma tocha na escuridão, meu coração já estava apertado imaginando que ainda veria aqueles protagonistas enfrentando muitas coisas. Porém, nada poderia ter me preparado para o que acontece em Um assassino nos portões. Sabaa Tahir não teve dó dos leitor e escreveu uma trama cheia de revelações, reviravoltas, mistérios e muitos perigos. Laia, Elias e Helene não têm um minuto de paz e, por consequência, os leitores também não.

Com isso, eu fui fisgada logo nas primeiras páginas querendo saber o que aconteceria a seguir e não conseguia largar o livro. Se não bastasse o fato de que os três protagonistas já se encontrarem em situações bastante delicadas, há uma profecia que me fez ficar buscando pistas o livro inteiro e tentando desvendar os mistérios, o que o contribuiu muito para o meu envolvimento. Além disso, há um clima de tensão constante que fez com que a trama nunca perdesse o ritmo e a leitura fluísse muito bem.

Com relação aos personagens, gostei muito de ver o amadurecimento deles. Laia se mostrou uma personagem muito mais forte e focada nas suas responsabilidades e fiquei muito feliz por ver o quanto ela amadureceu. Já Helene continuou me irritando em muitos momentos por não perceber coisas óbvias, caindo em todas as ciladas possíveis. Porém, a partir de um determinado momento, ela finalmente conquistou meu respeito e fiquei impressionada com a sua evolução. Mas quem teve o arco mais sofrido, para mim, foi o Elias. Ele é levado a fazer escolhas muito difíceis nesse livro e, ao mesmo tempo que fiquei orgulhosa pela força que ele demonstrou, meu coração ficou apertado por tudo que ele passou.

Os personagens secundários também ganham mais destaque e alguns deles tiveram um grande desenvolvimento na trama. Destaque para a Comandante Keris, o Portador da Noite, o Harper e a Lívia, irmã de Helene. Os três são fundamentais nesse livro e, em todos os momentos que apareceram, pudemos compreendê-los melhor. Gostei muito de ver esses personagens sendo mais explorados e acredito que serão ainda mais importantes no próximo.

Além disso, Um assassino nos portões apresenta mais um ponto de vista além dos três que já tínhamos. Ainda temos a maioria dos capítulos alternando entre as narrações de Laia, Elias e Helene, mas há mais um personagem narrando dessa vez e eu amei muito esses capítulos. Espero sinceramente que o quarto livro traga mais desse ponto de vista. 



Com relação a trama, ela não tem o mesmo ritmo frenético do livro anterior. Porém, a leitura foi igualmente envolvente porque Sabaa inseriu tantos mistérios e revelações, que me manteve instigada o tempo todo para saber o que aconteceria aqui. Além disso, da metade para frente a trama volta a ganhar intensidade e se torna alucinante, com cenas épicas, muitas revelações e acontecimentos importantes.

O desfecho foi daqueles que fazem a gente querer começar a continuação imediatamente e, ao mesmo tempo, sentir medo do que está por vir. A autora Sabaa Tahir trouxe um final arrebatador, que me deixou desmaiada e pensando nesse livro por dias. Ela foi habilidosa na maneira como construiu esse final, deixando inúmeras possibilidades para o último volume.

Desde o primeiro livro, Sabaa Tahir tem me surpreendido com a série Uma chama entre as cinzas e a cada livro eu penso que ela não pode se superar, mas ela vai lá e se supera. Não foi diferente com Um assassino nos portões. Um livro intenso e envolvente, com uma trama complexa e bem construída onde nada acontece por acaso. Novamente me vi sem fôlego depois de um final bombástico e muito curiosa para saber o que vem a seguir. Não faço ideia do que Sabaa Tahir preparou para o último livro, mas tenho certeza que será épico.

Felizmente, A Sky Beyond The Storm será publicado em dezembro nos EUA e tenho esperança de que a Verus publique aqui no Brasil em 2021. Não sei como vou conseguir me despedir desses personagens e dessa história, mas mal posso esperar para ver tudo que a autora preparou.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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