[Resenha] Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido + Filme

24 de set. de 2020

 


Ontem, chegou na Netflix um dos filmes mais aguardados e comentados do momento: Enola Holmes. Tendo nomes como Millie Bobby Brown, Henry Cavill, Sam Cafflin e Helena Boham Carter no elenco, não é surpresa que o filme tenha chamado tanta atenção. Mas vocês sabiam que ele é inspirado em um livro? Isso mesmo, Enola é uma adaptação e o livro está sendo relançado pela Editora Verus.

Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido é o primeiro volume de uma série e já está em pré-venda, com previsão de lançamento para outubro. Eu recebi ele antecipadamente, em uma ação da editora, e já li. Então, hoje eu vim contar para vocês sobre o que é Enola Holmes e o que achei da leitura.

E, como já assisti o filme ontem mesmo, vou comentar o que achei da adaptação. Mas não se preocupem que a resenha é totalmente sem spoilers, tanto do livro quanto do filme, ok?


Autora: Nancy Springer

Editora: Verus

Tradução: Lívia Koeppl

Páginas: 179

Onde comprar: Amazon 

Exemplar recebido de cortesia da editora

Sinopse: Em Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido, Enola Holmes ― irmã do famoso detetive Sherlock Holmes ― descobre no dia de seu aniversário de catorze anos que sua mãe desapareceu. Por conta dessa descoberta, ela embarca em uma viagem a Londres em busca de pistas que indiquem o paradeiro da mãe. Mas nada poderia preparar Enola para o que a espera na cidade grande. Ao chegar, ela se vê envolvida no sequestro de um jovem marquês. E, no meio de toda a trama, ainda é obrigada a fugir de vilões assassinos e tentar se esquivar de seus astutos irmãos mais velhos ― tudo isso enquanto reúne pistas sobre o estranho desaparecimento de sua mãe. Porém, nessa busca por sua mãe, ela conta com aliado muito importante: um caderno de mensagens cifradas deixado pela mãe. Ele será seu companheiro em todas as aventuras e confusões em que a astuta Enola irá se meter. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido deixa claro que a busca por aquilo que amamos nunca é em vão e os caminhos que devemos percorrer nessa jornada nem sempre serão suaves.

 

Enola Holmes vivia muito bem na sua casa no campo, com a mãe e poucos criados. Mas, quando no dia de seu aniversário de quatorze anos, a mãe desaparece sem deixar rastros, Enola sabe que precisa encontrá-la. Só que seus irmãos mais velhos – Mycroft e o famoso detetive, Sherlock Holmes – não pensam da mesma forma. Tudo indica que a mãe foi embora porque quis, então, a maior preocupação deles é garantir que a irmã receba a educação apropriada para uma dama. Algo que, na opinião deles, tem faltado na vida dela.

Porém, Enola está determinada a seguir as poucas pistas que sua mãe deixou e ir em busca de resposta para suas dúvidas. Assim, ela foge de casa e parte para Londres. Mas, no meio do caminho, Enola se depara com outro caso de desaparecimento: o sequestro de um jovem marquês.   Então, ela agora precisa achar a mãe, ajudar o marquês, fugir de assassinos e se esconder dos irmãos que estão tentando encontrá-la de qualquer forma.



Como uma pessoa que ama acompanhar as histórias de Sherlock Holmes, assim que soube do lançamento de Enola Homes – O caso do marquês desaparecido, já fiquei curiosa para ler. Uma menina tão jovem e que parece ser tão genial quanto seu irmão detetive já é uma protagonista que chama a atenção. Por esse motivo, assim que o livro chegou aqui, eu já corri para ler.

No entanto, já quero deixar claro que este é um livro bem diferente das histórias que Sir Arthur Conan Doyle criou. O foco aqui é a Enola, que só tem quatorze anos. Portanto, trata-se de um livro mais infanto-juvenil e com uma trama mais simples do que as histórias do famoso detetive. Porém, não pensem que isso seja algo ruim. Ao contrário, foi uma leitura que me surpreendeu, pois há muito tempo eu não ficava tão envolvida e cativada por um livro infanto-juvenil.

Enola é uma personagem totalmente cativante. Por um lado, ela tem suas inseguranças que foram resultado da perda precoce do pai, a fuga da mãe e os anos de negligência dos irmãos. Confesso que minha vontade era de entrar no livro, dar um abraço nela e dizer que ia ficar tudo bem. Porém, Enola também é uma personagem extremamente inteligente e determinada a provar seu talento. Mesmo tão jovem, ela tem uma personalidade forte e questionadora, que desafia os padrões da época.

Desse modo, foi impossível não me apegar a Enola e ver seu crescimento ao longo do livro foi algo muito cativante. Aliás, preciso destacar que a trajetória de amadurecimento desta personagem foi o aspecto que mais gostei no livro e que tornou a leitura mais especial para mim.

Mas e o famoso Sherlock Holmes aparece? Sim, mas de uma forma um pouco diferente do que estamos acostumados a ver. Tanto ele quanto Mycroft se mostram muitas vezes arrogantes e até mesmo machistas. Esses traços da personalidade do Sherlock talvez não ficassem tão evidentes nas histórias do detetive, porque o livro foi escrito por um homem e Sherlock era o personagem principal. Mas eu amei como a autora explorou mais esse lado dele e do irmão, e aproveitou para trazer vários questionamentos sobre o machismo na época e a forma como as mulheres eram (e ainda são) sufocadas pela sociedade. 



Com relação à trama, por ser um livro voltado para o público mais jovem, ela é bem simples e leve. Os dois mistérios da trama não são tão complexos ou elaborados, mas são coerentes com a idade da protagonista e com o tom mais lúdico da trama. Mas não pensem que a isso deixa a história boba ou muito infantil. É um livro que funciona para leitores de qualquer idade, pelas lições que transmite.

De um modo geral, Enola Holmes me encantou pela leveza da trama e pela força da sua protagonista. Amei ver Enola embarcando em uma jornada de autoconhecimento, enquanto tentava solucionar não apenas um, mas dois mistérios. Ela é uma personagem incrivelmente real e que tem suas inseguranças naturais da idade, mas que com muita inteligência e um espírito questionador foi enfrentando as limitações que eram impostas às mulheres e descobrindo quem ela realmente era. Sem dúvida, uma personagem que pode inspirar tantas outras meninas pelo mundo e mostrar que elas podem ser o que quiserem.


Copyright Alex Bailey
Copyright Alex Bailey

E o que eu achei do filme?

A adaptação que saiu ontem na Netflix é bem diferente do livro, mas eu amei isso. No filme, Enola é um pouco mais velha e ainda mais decidida que no livro. Além disso, ao mesmo tempo que desenvolve mais os mistérios da trama, o filme tem mais personagens e mais empoderamento feminino.

O elenco escolhido não poderia ser melhor e funcionou muito bem no filme. Millie Bobby Brown está incrível como a Enola, demonstrando um ótimo timing para o humor, mas também conseguindo trazer muita sensibilidade quando necessário. O Henry Cavill foi um Sherlock surpreendente e eu quero ver alguém terminar o filme sem amar esse homem. Já o Sam Cafflin conseguiu o feito de me fazer odiar um personagem dele, trazendo um Mycroft ainda mais insuportável que no livro.

E o que dizer da Helena Boham Carter? Ela aparece pouco no filme, mas suas cenas são as melhores. Cada flashback da Enola com a mãe derretia meu coração um pouco mais e confesso que uma cena em específico me deixou com lágrimas nos olhos.

De um modo geral, tanto o filme quanto o livro me encantaram, mas de maneiras diferentes. Enquanto o livro tem um tom mais lúdico e leve, a adaptação é mais dinâmica e intensa. Vale a pena conferir os dois e confesso que já aguardo continuações e estou torcendo tanto para a Netflix providenciar um segundo filme, quanto para a Verus publicar o segundo livro. Eu definitivamente quero ver mais aventuras de Enola Holmes.

Mas e vocês, já viram o filme? Me contem aí nos comentários o que acharam e se querem ler o livro. Enola Holmes: O caso do marquês desaparecido está em pré-venda na Amazon e vocês já podem comprá-lo com um pôster lindo através desse link





6 comentários:

  1. Oi Malu, tudo bem?
    Nossa, eu vi o filme esses dias e eu amei demais a história! Eu amo filmes que quebram a quarta parede e eu achei a história muito gostosa e dinamica! Eu ganhei o livro de presente de aniversário e já tô doida pra ler, só não sei quando chega HAHAHAHHA
    Mas ando vendo muitos elogios ao livro também, já tô ansiosa! Sua resenha me deu até uma animada! Amei suas fotos, ficaram perfeitas aaaaaa

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    1. Oie! Tudo bem e você?
      Eu também amei o filme, achei super dinâmico e divertido. Espero que você ame o livro também, acho que foi um ótimo presente de aniversário.
      Beijos!

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  2. Olá, tudo bem? AH eu li esse livro e amei demais! Curtinho e realmente fácil de se apegar na protagonista, achei suas peripécias e segredos bem interessantes. Ainda não tive oportunidade de ver o filme, mas pretendo em breve até mesmo para ver as diferenças que já falaram que existe. Espero que a Verus possa trazer os outros volumes! Ótima resenha e fotos!
    Beijos

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    1. Olá! Tudo bem e você? O livro é muito fofo e divertido né? Se você gostou, acho que irá curtir o filme também. Estou na torcida para a Verus publicar as continuações e a Netflix fazer mais filmes também hehe.
      Beijos!

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  3. Oi, Malu!
    Nos últimos dias só se fala desse livro, né? A Netflix está mandando ver no marketing dele e para muitos, acho que está dando certo.
    No entanto, eu já não sou muito fã das histórias do Sherlock Holmes, então ser a irmã dele a protagonista já não me chamou muita atenção. A sinopse também não me pareceu muito interessante.
    Não estou muito afim nem de assistir o filme nem de ler o livro e acho que eu vou ser a única pessoa a não assistir, rsrs.
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/2020/09/resenha-amor-amargo.html

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    1. Oi, tudo bem?
      Que pena que você não se interessou. Na verdade, tanto o livro quanto o filme são bem diferentes de Sherlock Holmes, acho que vale a pena dar uma chance. Se você mudar de ideia, espero que goste do livro e do filme.
      Beijos!

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