domingo, 25 de junho de 2017

[Dica da Malu] O casal que mora ao lado

Sinopse: “Tudo começou em um jantar... Um thriller psicológico surpreendente da autora best-seller internacional, Shari Lapena .É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.
Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.”Autora: Shari Lapena / Editora: Record / Páginas: 294 / Comprar: Amazon

Hoje resolvi trazer a resenha de uma leitura que fiz recentemente e que me fez redescobrir a vontade de ler livros de suspense: O casal que mora ao lado, da autora Shari Lapena. Apesar de sempre ter gostado de ler tramas cheias de mistério e que deixam o leitor curioso até as últimas páginas, eu tenho uma tolerância muito baixa quando essas histórias caminham para um lado mais assustador. Sou medrosa assumida e não é difícil eu ficar com medo, mesmo não sendo um livro de terror. Por esse motivo, tenho uma certa dificuldade em achar livros de suspense que me agradem e acabei me afastando do gênero.
No entanto, quando li a sinopse de “O casal que mora ao lado”, a minha curiosidade foi imediatamente despertada e eu precisava saber o que tinha acontecido com a bebezinha. De um modo geral, acho que foi uma boa escolha para voltar a ter contato com o gênero e fiquei muito satisfeita com a leitura.
Neste livro, conhecemos o casal Ana e Marcos Conti. Desde que sua filhinha nasceu, há seis meses, ela tem ocupado todo o tempo do casal, especialmente de Ana. No entanto, quando são convidados pelo casal que mora na casa ao lado para um jantar, Marco acaba convencendo Ana a acompanhá-lo, pois fazia muito tempo que não saiam de casa. O problema é que, justo nesse dia, a babá não pôde ir e os dois acabaram deixando Cora em casa, pois a vizinha, Cinthia, haviam pedido para que eles não a levassem.
Com receio de deixar a filha completamente sozinha, os dois resolvem se revezar para voltar em casa de meia em meia hora para ver como a filha estava e levam com eles a babá eletrônica para sempre darem uma olhada nela. O problema é que, quando voltam para casa, encontram a porta da frente aberta e o quarto de Cora vazia. Por se tratar de um bebê, é claro que alguém havia levado a menina, mas quem? Começa, então, uma grande investigação para descobrir o paradeiro da bebezinha e quem foi o culpado por seu sumiço.


Quando a investigação começa, várias possibilidades são levantadas. Segredos sobre os personagens são revelados e, à medida que os conhecemos melhor, novas hipóteses vão surgindo. Durante boa parte da leitura, pensei em inúmeras possibilidades e não tinha a menor ideia de qual era a mais provável.
O mistério não dura até o final do livro, mas se engana quem pensa que isso é um problema. Para mim, mesmo que a revelação sobre quem estava por trás do sumiço da criança não tenha sido totalmente inesperada, a maneira como ela foi construída me surpreendeu. Ver até que ponto o ser humano pode ir e entender as motivações de cada personagem foram um aspecto muito interessante deste livro.
E por falar em personagens, acho que o grande mérito da autora foi no modo como ela os construiu. Todos os envolvidos na história são extremamente humanos e complexos, o que torna ainda mais perturbador imaginar que qualquer um deles possa ser o responsável pelo sumiço da bebezinha. Assim, ao mesmo tempo que me solidarizava com a dor deles, também percebia falhas graves e aumentava minhas suspeitas sobre todos.
Anne é uma mulher emocionalmente fragilizada, que sofre com depressão pós-parto, mas ama a filha mais que tudo e se culpa terrivelmente pelo que aconteceu à menina. Por outro lado, ela é também uma pessoa passional e um tanto mimada pelos pais. Já Marco, claramente ama a esposa e a filha, mas é um homem ambicioso e que tem problemas com os sogros, que nunca o aceitaram. No decorrer da história, também conhecemos mais sobre a mãe e o padrasto de Ana e a relação dos dois com o genro e a filha. Há ainda o casal vizinho, Cinthya e Graham, que, ao longo do livro, se tornam ainda mais excêntricos.
Com relação à escrita da autora, fui surpreendida positivamente. Não só gostei muito do modo como ela construiu os personagens, como achei que a condução da trama foi fluida e extremamente eficiente. A autora trouxe suspense e drama na medida certa, fez com que o leitor se envolvesse com os personagens e mergulhasse cada vez mais no mistério, e ainda trouxe revelações e reviravoltas no momento certo. Assim a leitura é bastante ágil e envolvente.
A minha única ressalva em relação ao livro é o final, mais especificamente o último capítulo. Apesar de ser totalmente condizente com a trama, eu preferia que a história tivesse se encerrado de uma outra maneira. Não vou explicar, pois é óbvio que isso traria spoilers. Mas, de qualquer forma, essa observação foi muito mais uma questão de gosto pessoal do que um problema do livro. Como disse antes, é um final que está de acordo com tudo que havia acontecido antes e amarra muito bem a história.
A edição da Editora Record está impecável. Não encontrei nenhum erro de revisão, e achei o tamanho, o espaçamento e as páginas amareladas ideais para leitura. Além disso, a capa é bastante simples, mas totalmente adequada ao livro.
Então, recomendo muito este livro para quem está procurando um bom livro de suspense. É um thriller psicológico envolvente e bem construído, que certamente dará ao leitor motivos para pensar depois do fim da leitura. Além disso, por se tratar de uma leitura envolvente e dinâmica, pode ser interessante para quem deseja começar a se aventurar nesse gênero.
Se interessaram pelo livro? Me contem aí nos comentários se querem ler ou já leram “O casal que mora ao lado” e quais são suas expectativas ou impressões sobre o livro. Só peço que evitem spoilers, para não estragar a surpresa de quem não leu. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

[Dica da Malu] Um mais um

Sinopse: “Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou. Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio. Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.”                                                    Autora: Jojo Moyes / Editora: Intrínseca / Páginas: 320                                Comprar: Amazon

Meu primeiro contato com a escrita de Jojo Moyes foi, claro, “Como eu era antes de você”, livro que superou todas as minhas expectativas e conquistou meu coração. Apesar de não ter gostado tanto da continuação, “Depois de você”, fiquei curiosa para conhecer outros livros da autora. Recentemente, li Um mais um e, novamente, a autora conseguiu me conquistar com sua escrita.
Nesse livro, acompanhamos a trajetória de dois personagens que vivem duas realidades bastante diferentes, mas que, quando seus caminhos se encontram, transformam a vida um do outro. Jess Thomas luta com dificuldade para criar os dois filhos, Nicky e Tanzie, desde que seu marido saiu de casa há dois anos. Assim, ela trabalha como faxineira durante o dia e como atendente em um bar à noite, mas, mesmo com dois empregos, sua situação financeira está cada vez pior. Por outro lado, Ed Nicholls é um milionário do ramo da tecnologia que vê sua vida desmoronar quando é acusado por práticas ilegais em sua empresa. Ed acaba se refugiando em sua casa de praia até que a sua situação se resolva.
Jess e Ed se conhecem quando ela faz faxina na casa de praia dele, mas o primeiro contato não é dos melhores. Depois disso, eles se reencontram quando ele fica bêbado no bar onde Jess trabalha e ela acaba tendo que levá-lo para casa. Mas o momento decisivo é quando eles se reencontram em uma situação complicada na estrada e Ed acaba decidindo ajudá-la.
Pode parecer que o livro se trata de uma improvável história de amor, onde apesar das circunstâncias estranhas, passamos o livro inteiro torcendo para o casal principal ficar junto. Em parte, isso é verdade, porque quem ler esse livro e não torcer para que Jess e Ed superem os obstáculos e fiquem juntos só pode ter uma pedra no lugar do coração. No entanto, o romance passa longe de ser o foco principal do livro. Na verdade, esse é um livro sobre família, ética, bullying e, principalmente, superação.
Além de Jess e Ed, os filhos dela também são centrais nessa história e foram fundamentais para que eu gostasse tanto do livro. Nicky é, na verdade, filho de um relacionamento anterior de seu pai, porém, quando foi abandonado pela mãe, passou a viver com o pai, Jess e a irmã caçula, Tanzie. A relação do garoto com a madrasta não é fácil por causa do seu jeito mais introspectivo e o fato dele conviver constantemente com bullying e ameaças de uma gangue na sua escola, o que acaba afetando ainda mais a vida do garoto. Já a Tanzie é uma menininha de 10 anos, muito inteligente e extremamente cativante. Ela é um prodígio da matemática e conquistou uma bolsa de estudos de 90% em uma conceituada escola particular. O problema é que Jess não tem dinheiro para pagar os outros 10%, e a única alternativa é Tanzie vencer uma Olimpíada de Matemática na Escócia.
O ponto central da história é, então, quando Jess está tentando levar os filhos para a Escócia, mas é parada na estrada pela polícia devido ao péssimo estado de seu carro. Por coincidência, Ed acaba passando perto e decide parar para ajudar. Em parte, por ficar consternado com a situação da menina e, em parte, para tentar fugir dos próprios problemas, ele resolve levá-los de carro até a Escócia.  
Gostei muito, também, da forma como a história foi construída. A aproximação dos personagens é natural e vamos sentindo como a relação dessas cinco pessoas se transforma ao longo da viagem. Além disso, os personagens amadurecem e mudam muito ao longo do livro, mas é uma evolução gradual e totalmente crível. Eles passam por todo tipo de imprevistos durante a viagem, enfrentam seus próprios fantasmas e se envolvem em diversas confusões, e essas situações são determinantes para as transformações pelas quais eles irão passar.
Preciso destacar ainda a ótima construção dos personagens. Pode-se dizer que o contexto em que esses personagens se conhecem é um tanto absurdo, mas o que torna a história convincente é o fato dos personagens serem extremamente humanos e lidarem com problemas muito reais. Todos eles cometem erros, têm medos, inseguranças e virtudes. Além disso, os laços que se formam entre eles são totalmente naturais, resultado de uma convivência intensa e em situações que revelam muito sobre o caráter e a personalidade de cada um.
Outro aspecto que achei interessante é que, apesar de tratar sobre assuntos sérios de uma maneira muito real, a autora não deixou que a história se tornasse pesada. Os problemas enfrentados por Ed são graves, a vida de Jess tentando criar os filhos é muito dura e, principalmente, o bullying e as agressões sofridas por Nicky são revoltantes. No entanto, a autora construiu personagens tão cativantes e conduziu a trama de uma maneira tão leve que, de certa forma, neutralizou o peso desses assuntos.
Não preciso nem dizer que a escrita de Jojo Moyes foi, mais uma vez, apaixonante. Eu me encantei pela trama, pelos personagens e pelas mensagens que ela transmitiu ao longo do livro. Me envolvi com cada momento da leitura, ri e sofri junto com os personagens e, principalmente, fui tocada pela história que estava sendo narrada.
Com relação à edição, achei que a Editora Intrínseca acertou em praticamente tudo. A capa é simples, mas totalmente condizente com a história do livro. Além disso, as páginas são amareladas, o que considero melhor para a leitura, e gostei bastante da revisão. O único aspecto que acho que poderia ser melhor é o tamanho da fonte, que não chega a ser pequena demais, mas acho que se tivessem aumentado um pouco ficaria ideal.
Deste modo, recomendo muito Um mais um para quem procura uma leitura leve, mas com uma bela mensagem. Trata-se de um romance, mas que vai muito além do casal principal; é um livro sobre família, amizade, confiança e, principalmente, superação. Uma leitura que fez com que eu me afeiçoasse a cada um desses quatro protagonistas e, até mesmo, pelo cachorro da família. Para quem quer conhecer mais da obra de Jojo Moyes, tenho certeza que é uma oportunidade de se encantarem pela escrita dela.

E você, já leu este livro ou algum outro da Jojo Moyes? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda pretendem conhecer os trabalhos da autora. 

sábado, 17 de junho de 2017

Cinco livros para ler no final de semana

O inverno ainda não começou oficialmente, mas o frio já chegou em vários lugares. Com isso, muitas pessoas evitam sair de casa e preferem passar os finais de semana na companhia de um bom livro. Pensando nisso, resolvi fazer uma lista com alguns livros perfeitos para aproveitar os dias de folga.
E não se assustem quanto ao número de páginas de alguns livros citados. Acredito que a velocidade com que lemos um livro depende muito mais da capacidade do enredo de prender nossa atenção do que do número de páginas em si. Já aconteceu comigo de ler um livro de mais de 400 páginas de um dia para o outro, mas demorar semanas para ler um que tinha pouco mais de 250. Então, minha dica é pensarem mais no enredo, se é o tipo de leitura que vocês gostam, do que no tamanho do livro.
Assim, sem mais enrolação, vamos à lista.

O Acordo – Elle Kennedy                                                                Primeiro volume da série Amores Improváveis, esse romance New Adult é uma leitura bem leve e fluida, que dá para ler tranquilamente em um final de semana. Nele, acompanhamos Hannah e Garret, duas pessoas completamente diferentes que acabam se aproximando devido a um complicado acordo. O livro me surpreendeu em muitos aspectos e acabei sendo totalmente cativada pelos personagens. A escrita da autora é bem simples e gostosa de acompanhar, o que torna a leitura bastante rápida. Inclusive, para os mais animados, dá até para emendar com os outros livros da série: O Erro, O Jogo e A Conquista.              Editora: Paralela / Páginas: / Resenha: Aqui                                                                Comprar: Aqui

A Rebelde do Deserto – Alwyn Hamilton                                       Trata-se de um dos melhores livros de fantasia que eu já li. É uma história diferente, que mistura mitologia árabe e um pouco de faroeste. A protagonista, Amani, cresceu no deserto, em um lugar onde as mulheres não têm voz e não podem, sequer, decidir seu próprio futuro. Ela não está disposta a aceitar esse destino e acaba conseguindo fugir com um misterioso forasteiro. No entanto, ele era um foragido e, de repente, ela se vê perseguida pelos soldados do sultão, em uma incrível perseguição pelo deserto. Este livro superou todas as minhas expectativas, me prendendo da primeira à última página. É uma leitura dinâmica e cheia de reviravoltas, que, com certeza, pode ser concluída em um final de semana.                      Editora: Seguinte / Páginas: / Resenha: Aqui                                                Comprar: Aqui

O Duque e Eu – Julia Quinn                                                     Quer leitura melhor para um final de semana do que um encantador romance de época. “O Duque e Eu” é uma leitura extremamente fluida, com diálogos rápidos e cheios de humor. Daphne Bridgerton e Simon, o Duque de Hastings, são personagens muito cativantes, que se conhecem em uma situação hilária, mas formam uma bonita amizade antes de se apaixonarem. A escrita da Julia Quinn é muito fluida e prende o leitor, que se apaixona pelo livro gradualmente, à medida que o romance se desenvolve. Para quem procura uma leitura leve e romântica para o final de semana, é uma excelente opção.                                                           Editora: Arqueiro / Páginas: / Resenha: Aqui                                                               Comprar: Aqui

Sete minutos depois da meia-noite - Patrick Ness                              Essa é uma leitura que, com certeza, dá para concluir em um final de semana. Primeiro, por ter apenas 160 páginas. Segundo, e mais importante, é uma história envolvente e tocante, que nos leva a desejar ler cada vez mais e descobrir os mistérios que estão envolvidos. Neste livro, acompanhamos um menino de treze anos que está vendo sua vida desmoronar; sua mãe está seriamente doente, seu pai saiu de casa há algum tempo e se mudou para os Estados Unidos, ele é vítima constante de bullying na escola e, em casa, sofre com pesadelos à noite. Para piorar, ele começa a receber a visita de um monstro, sempre sete minutos após a meia-noite, o qual deseja tudo que Connor não pode revelar: a verdade. Trata-se de um livro lindo, reflexivo e emocionante, que pode ser lido tranquilamente em um final de semana.
Editora: Novo Conceito / Páginas: 160 / Resenha: Aqui                                  Comprar: Aqui

Um mais um – Jojo MoyesUma história sobre família, superação e, claro, amor. Tudo isso, com a escrita fluida e cativante de Jojo Moyes. Tem como não ser uma leitura rápida e envolvente? Nele, acompanhamos a trajetória de Ed Nichols, um empresário milionário que, de repente, vê sua vida profissional e pessoal desmoronar, e Jess Thomas, uma mulher que luta sozinha para criar dois filhos e um cachorro, enquanto faz faxinas durante o dia e trabalha em um pub à noite. Quando o caminho dos dois cruza inesperadamente, suas vidas irão se transformar. Não vou falar muito mais sobre essa leitura, pois a resenha sobre o livro sairá em breve aqui no blog, mas é uma ótima opção para o final de semana de quem adora um bom romance.                                                            Editora: Intrínseca / Páginas: 320 / Comprar: Aqui

Gostaram das minhas dicas? Me contem aí nos comentários se vocês já leram algum desses que eu indiquei e quais outros livros vocês recomendam para ler no final de semana. Depois, é só preparar o cobertor e aproveitar os dias folga nesse friozinho com um bom livro na mão.

terça-feira, 13 de junho de 2017

[Dica da Malu] Menina de Vinte

Sinopse: A vida de Lara Lington não está nada fácil. A melhor amiga e sócia decide curtir um tórrido caso de amor em Goa, deixando o escritório de caça-talentos em suas mãos para lá de inexperientes. Josh. o ex-namorado, ainda é uma questão mal resolvida em sua vida: ele mudou o número de telefone depois de todas as mensagens malucas que ela deixou e não quer encontrá-la para uma última conversa. Agora, além de ficar ouvindo sermão de seus pais sobre sua carreira e vida amorosa, ela tem que acompanhá-los ao funeral de sua tia-avó de 105 anos, Sadie Lancaster, que ela nunca conheceu! E ainda tem que aturar o tio bilionário, dono de uma famosa rede de cafés, que trata o resto da família como se todos fossem de uma classe inferior, prontos a pedir algum favor a ele. Lara está contando os minutos para se livrar de sua chata obrigação familiar quando o inesperado acontece: ela ouve uma moça, com seus vinte e poucos anos e com roupas da década de 20, exigindo, aos berros, que parem o funeral e que ela precisa de seu colar para descansar em paz! O problema é que, aparentemente, só Lara consegue vê-la. Dona de uma imaginação fértil, ela começa a acreditar que ficou louca de vez. Até porque, fantasmas não existem, não é mesmo? Mas este fantasma é bem “real” e não é ninguém menos que sua tia-avó Sadie! Sem forças para resistir às ordens de Sadie. Lara interrompe o funeral e, de repente, se vê metida em uma estranha, divertida e romântica busca pelo colar, com muito Charleston, roupas de melindrosa, pérolas, plumas e o espírito libertário dos anos vinte pelo meio do caminho. Afinal, Sadie é um fantasma muito elegante, exigente e, acima de tudo, enxerido! Em Menina de Vinte, Lara e Sadie são duas meninas de vinte de épocas e ideias bem diferentes que vão aprender a importância dos laços familiares e da amizade.                                                                                                                Autora: Sophie Kinsella / Editora: Record / Páginas: 496                              Comprar: Amazon

Minha história com o livro “Menina de vinte”, da autora Sophie Kinsella, começou muito antes que eu tivesse a oportunidade de ler. Vi esse livro na livraria do aeroporto em uma viagem e me apaixonei imediatamente pela capa e sinopse. Na época, não pude comprar o livro, mas anotei o título e o deixei na minha lista de desejados por muito tempo. Depois de ter contato com a escrita da autora por meio de outro livro, “Fiquei com seu número” (resenha disponível aqui), fiquei ainda mais ansiosa para ler Menina de Vinte. Então, esse ano eu finalmente o comprei e, agora, vou contar para vocês o que achei da leitura.
Em “Menina de Vinte”, somos apresentados a Lara Linghton, uma jovem de 28 anos que vem tendo problemas em todos os aspectos da sua vida. Ela largou o emprego estável, mas que não a fazia feliz, para se tornar sócia de sua melhor amiga em uma empresa de recrutamento. O problema é que Nathalie decidiu deixar a sociedade e viajar por um tempo, deixando Lara sozinha, sem saber como lidar com os problemas da empresa e cada vez mais atolada em dívidas. Para piorar, Josh, namorado de Lara, resolveu terminar o relacionamento deles, fato que ela não encarou muito bem.
Se a situação não estava ruim o suficiente, Lara precisa acompanhar os pais no funeral de sua tia-avó, Sadie, uma senhora de 105 anos que ela nunca tinha visto. Durante o velório, Lara vê uma jovem gritando e procurando por um colar. Para sua surpresa, ela é a única pessoa que vê e ouve a jovem, que não para de perturbá-la perguntando sobre o dito colar. É aí que Lara percebe que esta jovem nada mais é do que o espírito de sua tia-avó e que ela não terá sossego enquanto não ajudar Sadie a recuperar o acessório.
Como eu já esperava, trata-se uma trama divertida e leve, cheia de situações improváveis, mas totalmente hilárias. Lara e Sadie têm personalidades totalmente opostas, o que já contribui para diálogos afiados e divertidos. Além disso, Lara parece ter um dom para se envolver em confusões que garantem boas risadas ao longo do livro. E preciso ressaltar a habilidade da autora de descrever as situações mais absurdas de uma maneira tão natural que fazem o leitor realmente acreditar naquilo enquanto lê. Claro que, pensando racionalmente, sabemos que nada daquilo aconteceria na vida real. Mas, durante a leitura, Sophie nos leva a acreditar e rir muito acompanhando as trapalhadas da Lara.
Por se tratar de um chick-lit, é claro que não poderia faltar romance nesse livro. Além de Josh, o ex namorado com quem Lara que reatar de qualquer maneira, tem ainda Ed, um empresário americano que ela conhece de um modo, no mínimo, improvável. Apesar de não ser surpreendente, gostei muito da maneira como o romance foi construído ao longo do livro, devagar e sem paixões instantâneas. Além disso, em nenhum momento o casal se torna o centro da história, algo que me surpreende positivamente.
O verdadeiro foco do livro é a amizade entre Lara e Sadie e isso foi, sem dúvida, o grande mérito dele para mim. Lara é atrapalhada, impulsiva, romântica e, às vezes, egoísta e imatura. Já Sadie é cheia de vida (apesar de, ironicamente, se tratar de um fantasma), prática e decidida, mas também um pouco irresponsável. As duas se conhecem da maneira mais bizarra possível, têm personalidades completamente diferentes e ainda têm as diferenças óbvias causadas pelo fato de que uma ainda se sente nos anos 1920 e a outra está em pleno século XXI. No entanto, são esses conflitos que tornam a amizade das duas ainda mais linda e sincera. Elas ensinam muito uma a outra, e é bonito ver o amadurecimento delas ao longo do livro, especialmente de Lara.
A trama não possui grandes reviravoltas ou surpresas, mas prende o leitor pelo carisma dos personagens principais e pela escrita dinâmica da autora. Sophie Kinsella se atém as descrições necessárias, desenvolvendo a história de uma maneira muito fluida e envolvente. Além disso, ela sabe criar situações cômicas sem exagerar, dosando bem com momentos de romance e até um pouco de drama.
Com relação à edição, a capa é muito fofa e tem tudo a ver com a história, mas o resto é bem simples. As páginas do livro são brancas e o espaçamento e a fonte são adequados. A edição não tem muitos detalhes, mas é de boa qualidade e sem nada que prejudique a leitura.
Assim, Menina de Vinte não é um livro profundo e cheio de reflexões, mas é uma leitura leve e divertida, que encanta por falar de uma maneira sensível sobre amizade, amor, carreira, amadurecimento e família. Ideal para quem adoro chick-lits, mas também para aqueles que desejam uma leitura fluida e engraçada, para intercalar com livros mais pesados ou curar ressaca literária.
Agora quero saber quem já leu este ou outros livros da Sophi Kinsella. Gostaram? Me contem tudo aí nos comentários o que acharam. E se ainda não leram, vou adorar saber se vocês ficaram interessados. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

[Dica da Malu] Coroa da meia-noite

Sinopse: “Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.”
Autora: Sarah J. Maas / Editora: Galera Record / Paginas: 406
Comprar: Amazon

Este livro é o segundo volume da série Trono de Vidro, portanto, recomendo que só leia a resenha quem já tiver lido o primeiro volume. Caso queira conhecer a série, pode ler a resenha sobre “Trono de Vidro” aqui.

Quando eu li “Trono de Vidro”, achei que já tivesse entendido o motivo dessa série ter tantos fãs. No entanto, ao ler o segundo volume, “Coroa da meia-noite”, percebi que haviam muitas outras razões para me apaixonar por esta série do que aqueles que encontrei no primeiro livro. Sarah J. Maas conseguiu expandir ainda mais o universo em que se passa a história e desenvolveu os personagens de uma maneira que eu não esperava, tornando a leitura ainda mais interessante.
No final de Trono de Vidro, Celaena conseguiu vencer o torneio e se tornou a campeã do rei, algo que acaba abalando sua relação com o príncipe Dorian. Agora, ela tem que cumprir as missões determinadas pelo rei que ela despreza, caso queira manter sua liberdade e a vida daqueles com quem se importa. No entanto, a cada nova missão em que é enviada, se torna mais difícil para ela manter sua lealdade ao rei. Além disso, há indícios de uma revolta sendo preparada e Celaena se vê envolta em uma trama de mistérios, conspirações e muito perigo.
Não pretendo entrar em muitos detalhes sobre a história, pois, mais uma vez, Sarah J. Maas preparou uma trama com muita ação, suspense e reviravoltas, e acredito que o leitor deve descobrir tudo isso durante a leitura. Então, vou focar mais no desenvolvimento dos personagens e do universo em que a série se passa, a fim de evitar possíveis spoilers.
Para começar, não posso deixar de destacar Celaena. Eu já havia ficado impressionada com a protagonista no primeiro livro, quando ela se mostrou uma personagem extremamente forte, mas que escondia uma pessoa cheia de sentimentos por trás da máscara de assassina fria. Em Coroa da meia-noite, Celaena precisa tomar decisões muito difíceis e se vê perdida e confusa em muitos momentos. No entanto, são esses conflitos que ajudam na sua evolução como personagem e a tornam ainda mais humana. Além disso, temos a oportunidade de conhecer mais sobre o passado de Celaena e a vemos começar a se abrir para as pessoas que ama, o que permite vislumbrar um lado dela que ainda não havia sido mostrado no primeiro livro.
O príncipe Dorian é um personagem que perde um pouco de espaço na trama, mas os momentos em que aparecem são suficientes para ver o amadurecimento do personagem e conhecermos mais sobre ele. Além disso, algumas revelações feitas demonstram que ele terá um papel muito importante nos próximos livros. Por outro lado, quem se destaca mais é Chaol. Ele e Celaena se aproximam mais e é impossível não apaixonar por esse personagem. Conhecemos mais sobre o passado de Chaol e percebemos que o capitão, por trás da fachada séria e totalmente comprometida com suas funções, é um homem que carrega seus próprios conflitos e algumas dores do passado.
Outro aspecto que destaco é que dessa vez o romance é mais claro, mas isso não significa que o romance se torna o centro da história. Um casal se forma, mas é de uma maneira totalmente natural e sem se tornar o foco. Como já havia um vislumbre de um triângulo amoroso em Trono de Vidro, é claro que esse romance irá mudar a forma como Celaena, Chaol e Dorian se relacionam, mas é interessante ver como eles lidam com esses conflitos e o modo como a autora evita soluções clichês. Esse é um dos poucos casos em que o triângulo é bem construído, sem atrapalhar a dinâmica do livro e sem trazer uma opção óbvia e fácil.
Com relação ao universo em que a trama se passa, Sarah J. Maas soube expandi-lo e deixa-lo ainda mais interessante. No primeiro livro, tivemos apenas um vislumbre de como era Adarlan e o que havia acontecido quando o rei dominou aquele território. No entanto, em Coroa da meia-noite, é revelado mais sobre o que aconteceu 10 anos antes e começamos a entender como o rei conseguiu expandir seu império e por que a magia desapareceu.
Além das várias revelações feitas sobre o passado dos personagens e sobre a história de Adarlan, o livro ainda conta com muito mistério e intrigas, que mexem com a curiosidade e ajudam a prender a atenção do leitor. Cada personagem carrega seus próprios segredos, incluindo Celaena, e o fato do livro ser narrado em terceira pessoa ajuda a manter o mistério até o momento certo de revelar essas informações.
Por tudo já foi mencionado, não preciso nem dizer que a escrita da Sarah J. Maas é extremamente envolvente e fluida. Os personagens me cativaram, a trama me envolveu e a ação e o mistério fizeram com que eu não desejasse parar de ler. Adorei cada momento da leitura e fiquei totalmente impactada com o final surpreendente do livro. Tanto que não resisti e já comecei a ler o terceiro livro.
Assim, para quem gosta de livros de fantasia, com personagens complexos e bem construídos, uma trama envolvente e muita ação e mistério, essa série já é mais do que recomendada. “Coroa da meia-noite” é a continuação perfeita, que mantém todos os aspectos positivos do primeiro volume e traz novos elementos que tornam a história ainda mais rica. Estou cada vez mais feliz por ter decidido começar essa série e não vejo a hora de ler as continuações.
E vocês já leram a série “Trono de Vidro”? Me contem nos comentários se gostaram da resenha e se leram ou pretendem ler essa série. Vou adorar saber a opinião de vocês.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Livros para presentear no Dia dos Namorados

Na próxima segunda-feira, dia 12 de junho, será comemorado o Dia dos Namorados. Para quem ainda está sofrendo na dúvida sobre o que comprar de presente, resolvi indicar algumas sugestões de livros para presentear aquela pessoa especial que ama ler. Assim, fiz uma pequena seleção com indicações para diferentes tipos de leitores.
Então, aproveitem as dicas para não errar no presente e escolher um livro que seja a cara da pessoa que você ama.

Romance:
 Orgulho e preconceito: Tem como pensar em um livro de romance e não lembrar da Jane Austen? Acho que não. “Orgulho e Preconceito” é um dos romances mais populares da autora e é impossível não se apaixonar acompanhando o amor de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy.
Sinopse: “O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII”.Comprar: Aqui

Fantasia:
O nome do vento: Esse é um dos melhores livros de fantasia que eu já li na vida e, sem dúvida, deve agradar os fãs do gênero. Um protagonista complexo e diferente de qualquer outro que eu já tenha lido, um universo fantástico e muito bem construído, e uma história envolvente. É garantia de uma boa leitura para quem gosta de livros de fantasia.
Sinopse: “Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano – os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade – notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingançaComprar: Aqui

Drama:
A menina que roubava livros: Eu realmente preciso apresentar esse livro? É um dos meus favoritos da vida e traz uma história comovente, reflexiva e repleta de mensagens tocantes. É um drama que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, mas traz reflexões atemporais. Mais do que recomendado para todo tipo de leitor, mas especialmente aqueles que gostam de drama.
Sinopse: “A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público”.Comprar: Aqui

Comédia:
Procura-se um marido: Tinha como não indicar a Carina Rissi aqui? Impossível! Esse é um dos livros mais engraçados da autora e confesso que ri muito acompanhando as trapalhadas da Alicia e as brigas dela com Max. É uma história leve, apaixonante e muito divertida. Um ótimo presente para o Dia dos Namorados.
Sinopse: “Protagonista de Procura-se um marido, Alicia sabe curtir a vida. Já viajou o mundo, é inconsequente, adora uma balada e é louca pelo avô, um rico empresário, dono de um patrimônio incalculável e sua única família. A morte do querido familiar muda completamente o rumo da história criada pela autora Carina Rissi. Vô Narciso a excluiu da herança, alegando que a neta não tem maturidade suficiente para assumir seu império – a não ser, é claro, que esteja devidamente casada. Era algo inimaginável para Alicia que, então, decide burlar o testamento com um plano maluco e audacioso: colocar um anúncio no jornal para encontrar um marido de aluguel. Diversos candidatos respondem ao anúncio, mas apenas um deles será capaz de fazer o coração de Alicia bater mais rápido, transformando sua vida de maneiras que ela jamais imaginou”.Comprar: Aqui

Suspense:
Assassinato no Expresso Oriente: Um dos livros mais famosos da Agatha Christie, preciso dizer mais? É um romance envolvente em que o mistério se mantém até o final, e o leitor não consegue parar de ler até descobrir a verdade. Eu fiquei simplesmente chocada com o desfecho deste livro e entendi totalmente o motivo de considerarem Agatha Christie a rainha do crime. Se quer presentear alguém que ama suspense, este é uma ótima indicação;
Sinopse: “Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano. O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos”.Comprar: Aqui

Distopia:
Uma chama entre as cinzas: Ganhei esse livro de aniversário o ano passado e que presente maravilhoso. Foi a minha leitura favorita de 2016, com um universo muito bem construído, personagens complexos e um enredo de tirar o fôlego. É um livro que mantém elementos comuns em livros de distopia, mas que os utiliza de uma maneira diferente e muito interessante. É uma leitura mais do que recomendada para todos os leitores, mas especialmente aqueles que amam fantasia.
Sinopse: “Uma história épica e eletrizante sobre liberdade, coragem e esperança. Laia é uma escrava. Elias é um soldado. Nenhum dos dois é livre. No Império Marcial, a resposta para o desacato é a morte. Aqueles que não dão o próprio sangue pelo imperador arriscam perder as pessoas que amam e tudo que lhes é mais caro. É neste mundo brutal que Laia vive com os avós e o irmão mais velho. Eles não desafiam o Império, pois já viram o que acontece com quem se atreve a isso. Mas, quando o irmão de Laia é preso acusado de traição, ela é forçada a tomar uma atitude. Em troca da ajuda de rebeldes que prometem resgatar seu irmão, ela vai arriscar a própria vida para agir como espiã dentro da academia militar do Império. Ali, Laia conhece Elias, o melhor soldado da academia — e, secretamente, o mais relutante. O que Elias mais quer é se libertar da tirania que vem sendo treinado para aplicar. Logo ele e Laia percebem que a vida de ambos está interligada — e que suas escolhas podem mudar para sempre o destino do próprio Império”.Comprar: Aqui

Ficção científica:
Guerra do Velho: Li esse livro em abril e já tenho certeza que ele estará entre as minhas leituras favoritas de 2016. É uma leitura extremamente dinâmica, com personagens carismáticos e muito humanos, que facilitam o envolvimento do leitor com a história. Além disso, o universo apresentado é interessante e complexo, mas desenvolvido de uma maneira que torna simples para o leitor acompanhar. Recomendo para aqueles que amam ficção científica, mas também para aqueles que desejam começar a se familiarizar com o gênero.
Sinopse:A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD - Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar”.
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            Esses são alguns livros que eu li e recomendo muito para presentear alguém especial. Então, para quem estava em dúvida, acabou a desculpa para não comprar o presente do Dia dos Namorados. E, para ficar ainda melhor, até o dia 08 de junho está acontecendo a 2ª edição da Mega Oferta da Amazon, com milhares de livros e ebooks na promoção, e os dispositivos Kindle e Kindle Paperwhite estão com R$ 80,00 de de desconto. Ou seja, tem muitas opões para presentear.

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sexta-feira, 26 de maio de 2017

[Dica da Malu] Minha Vida Mora ao Lado

Sinopse: “Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.” Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e... Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe. Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios? Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?
Autora: Huntley Fitzpatrick / Editora: Valentina / Páginas: 320 / Comprar: aqui.

Em Minha vida mora ao lado, romance de estreia da autora Huntley Fitzpatrick, conhecemos a jovem Samantha Reed, uma adolescente que tem tudo, mas sonha com a vida da família que vive na casa vizinha à sua. Porém, o livro vai além de um romance adolescente, abordando temas importantes como a família, o amadurecimento, a honestidade e a importância das escolhas que fazemos.

“Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.”

Samantha é uma adolescente de 17 anos que mora com a mãe e a irmã mais velha e tem uma vida totalmente controlada. A mãe, Grace, é uma mulher metódica e organizada, que tenta passar essa disciplina para a vida das filhas, enquanto se dedica a carreira política. Tracy, a mais velha, era a mais rebelde e conseguiu escapar do controle materno. Sam, por outro lado, via toda sua vida sendo cuidadosamente planejada pela mãe, sem nunca a contestar.
Contrastando com a rigidez de Grace, a família que vivia na casa ao lado era desorganizada e barulhenta. Os Garretts tinham muitos filhos, mais do que seria aconselhável, segundo Grace, e viviam de um modo que ela desaprovada completamente. Tanto, que proibiu as duas filhas de terem qualquer contato com eles. No entanto, Sam passou anos observando-os de seu esconderijo e imaginando como seria a vida deles, que, apesar de bagunçada, parecia ser feliz e cheia de amor.

“Mesmo antes da família se mudar, era ali que me sentava, pensava e refletia. Mas, depois, era onde sonhava. [...] Era como assistir a um filme mudo, um filme muito diferente da minha vida.”

Tudo muda quando Sam conhece Jase, um dos filhos dos Garrett. A maneira simples e franca do garoto faz com que ela rapidamente se sinta à vontade com ele. Os dois acabam se aproximando e, com isso, ela passa a conviver com toda a família dele. O contraste com a sua própria vida é imediato. A condição financeira da sua mãe faz com que Samantha tenha uma vida muito confortável, enquanto que os Garrett precisam se esforçar para criar os oito filhos. No entanto, o que falta em luxo e conforto na casa deles, sobra em união, amor e carinho. Tudo que falta na vida de Samantha.

“Nossa casa tem todas as novidades, tudo é high tech e incrivelmente limpo. E abriga três pessoas que preferiam estar em qualquer outro lugar”.

A medida que se aproxima dos vizinhos, a menina precisa lidar com o distanciamento cada vez maior da mãe. Grace começa a namorar Clay, um homem ambicioso que está ajudando em sua campanha para reeleição como deputada. Envolvida com o novo relacionamento e com a campanha, Grace participa cada dia menos da vida da filha. Assim, sem o controle constante da mãe, Sam passa a ter liberdade para fazer suas próprias escolhas, que a levam cada vez para mais perto dos Garrett.
Um dos pontos que me encantaram nesse livro foi o desenvolvimento dos personagens, especialmente do casal principal. A autora consegue trazer personagens com qualidades e defeitos, o que contribui para torná-los mais humanos e reais. Isso contribui para torna-los complexos e interessantes, fazendo com que o leitor compreenda seus medos, suas dúvidas e suas escolhas. Em especial, é impossível não sentir empatia pela Sam e entender as razões que a fazem se sentir tão fascinada por aquela família.
O modo como a autora constrói os dois núcleos principais da trama também é muito interessante. A família da Sam é fria, formal e desunida. Mas isso não significa que não exista um vínculo de amor entre ela, a mãe e a irmã. É um relacionamento complexo, permeado por mágoas, medos e cobranças. Já a família Garrett tem uma convivência cheia de amor e união, onde todos têm liberdade para expressar suas opiniões e participar das decisões importantes. No entanto, a vida deles também não é perfeita. O grande número de filhos acaba sacrificando bastante os mais velhos, além de fazer com que a família precise conviver com problemas financeiros.
A história é bastante simples, mas me surpreendeu com a sensibilidade que assuntos importantes foram tratados. O romance entre Samantha e Jase se desenvolve de uma maneira muito cativante, mas está longe de ser o ponto principal desse livro. As reflexões sobre família, amizade e a importância de fazer o que é certo são, para mim, o aspecto mais interessante dessa história, que é ainda beneficiada por personagens cativantes, momentos divertidos e uma trama bem amarrada.
Gostei muito da escrita de Huntley Fitzpatrick. Achei que a autora soube dar um bom ritmo para a história, fazendo com que a leitura seja fluida e gostosa. Além disso, ela conseguiu dosar com competência o clima de romance com os momentos mais sérios e dramáticos.
Com relação à edição, não posso falar muito, porque li em ebook. No entanto, gostei da tradução e não encontrei nenhum erro de revisão durante a leitura. Além disso, acho a capa muito linda e totalmente condizente com a história.

Deste modo, o livro foi o romance leve e divertido que eu imaginava, mas me surpreendeu pelas reflexões que trouxe. Os personagens realmente me cativaram e fiquei feliz em ver o modo como eles amadurecem ao longo da trama. Recomendo Minha vida mora ao lado por ser uma leitura simples, mas também encantadora. 
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