segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lidos de Novembro


O ano está acabando e sei que muitas pessoas estão aproveitando esses últimos dias de 2017 para ler aqueles livros que estavam na meta de leitura. No entanto, hoje vou parar com as leituras de dezembro para falar com vocês sobre os livros que li em novembro.
Devido à correria típica de final de ano, não consegui ler tanto quanto nos meses anteriores. Foram apenas cinco livros, sem contar um que eu não consegui terminar. No entanto, foram leituras muito proveitosas e que me surpreenderam positivamente.

Vidas muito boas, da J. K. Rowling
Esse livro é a transcrição do discurso inspirador feito por J. K. Rowling para uma turma de formandos de Harvard em 2008. Li esse livro não só por se tratar do discurso de uma das minhas autoras favoritas da vida, mas porque tinha certeza que, tendo em consideração os temas que ela abordou em sua fala, eu encontraria lições que me fariam realmente refletir. Não preciso nem dizer que foi exatamente isso que aconteceu e que, mais uma vez, me vi tocada pelas palavras de J. K. Rowling. Foi uma leitura rápida, mas inspiradora, e que se tornou ainda mais especial com as ilustrações contidas nessa linda edição da Rocco.

O refúgio do marquês, da Lucy Vargas.
Com essa correria, estava procurando uma leitura leve e divertida, então, o que poderia ser melhor do que um bom romance de época. Inspirada pelo especial Novembro de Época, resolvi aproveitar para conhecer a escrita da autora Lucy Vargas e ler um de seus romances. Esse não entrou para a lista dos meus queridinhos do gênero, mas ainda assim foi um livro muito gostoso de ler, com personagens cativantes e um romance bem construído. Inclusive, estou bastante curiosa para conhecer outros livros da autora. Vocês me indicam algum?

Trono de Vidro 5: Império de Tempestades, da Sarah J. Maas
Em novembro, eu finalizei a leitura do tomo 1 de Império de Tempestades e li o 2. Já saiu a resenha aqui, então, não vou falar muito sobre ele. Para quem não leu a resenha ainda, adianto que eu estou cada vez mais apaixonada por essa série e não vejo a hora de ler os dois próximos livros. O final é daqueles que deixam o leitor desesperado para saber o que vai acontecer e eu estou muito ansiosa tanto pelo sexto livro, que conta o que está acontecendo com o Chaol durante os eventos de Império de Tempestade, quanto pelo sétimo que vai dar continuidade a este quinto volume.

ABC do Amor, das autora A. C. Meyer, Brittany C. Cherry e Camila Moreira
Esse livro é composto por três contos, cada um escrito por uma autora, nos quais elas falaram sobre o amor por uma determinada perspectiva. No primeiro, o amor que se reencontra; no segundo, o amor que aprende a perdoar; e, no terceiro, o amor que surge da paixão. Como é comum em livros de contos, alguns são melhores do que outros, porém, nenhum deles chegou a ser uma leitura ruim. Todos os três foram leituras gostosas e fluidas, e confesso que o terceiro foi uma surpresa agradável para mim. A resenha sobre ele sairá em breve aqui no blog.

O beijo da lua, da Nana Valenttine
Última leitura que concluí em novembro, esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Primeiro, porque eu ainda não conhecia a escrita da autora e só li porque ele foi o livro escolhido para a leitura coletiva do Novembro de Época. Segundo que ele trouxe assuntos muito mais sérios do que eu esperava encontrar e foi algo que me agradou muito. Adorei a construção de personagens que a autora fez e a maneira como ela conduziu a trama, me fazendo realmente temer pelo destino dos protagonistas em vários momentos. Adorei a leitura e estou ansiosa para ler a continuação.
           
Além destes cinco livros, eu comecei a leitura de Geekerela, uma releitura bem diferente da história da Cinderela e que eu devo terminar em breve para contar para vocês o que estou achando. E ainda comecei a ler Belinda & Em, mas a leitura não estava fluindo e eu acabei dando um tempo desse livro para retomar depois. No entanto, pretendo continuar a leitura dele em breve e trazer a resenha para vocês;

Esses foram os livros que eu li em novembro. Foram poucos, mas fiquei até satisfeita com o resultado. E vocês, o que leram no mês passado? Me contem aí nos comentários sobre as leituras de vocês e quais querem ler ainda esse ano.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[Dica da Malu] Agora e para sempre, Lara Jean

Sinopse:Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?” Autora: Jenny Han / Editora: Intrínseca / Páginas: / Skoob 

Atenção! Essa resenha é sobre o terceiro livro da trilogia, portanto, pode conter informações sobre o desfecho dos livros anteriores.

Sabe aqueles livros que você não esperava muito, mas, quando começa a ler, logo está encantado pelos personagens e torcendo por eles como se fossem seus amigos? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han. Minha simpatia pela protagonista foi imediata, assim como o carinho pela sua família e o amor pelo Peter. Aí veio o segundo livro e a sensação de quentinho no coração de quando revemos pessoas muito queridas.
E o que senti ao ler o terceiro e último livro da série, Agora e para sempre, Jara Jean? Um turbilhão de emoções: saudade, nostalgia, amor e, principalmente, orgulho por ver o amadurecimento de personagens que se tornaram tão queridos por mim.
Nesse terceiro volume, tudo está bem na vida da Lara Jean. O namoro com Peter está cada dia melhor, eles estão no último ano do Ensino Médio e depois irão para a mesma universidade, que fica próxima da sua cidade natal. Assim, ela poderá começar uma nova fase em sua vida, sem precisar se afastar do namorado ou da família. Tudo perfeito, né? Só que nem sempre as coisas saem como o esperado e Lara Jean pode se ver forçada a tomar decisões que mudem sua vida e afetem seu relacionamento com Peter.


Um dos aspectos que mais gostei nesse livro foi a forma como a Jenny Han apresentou esse período da vida da Lara Jean. Em qualquer lugar do mundo, o final do Ensino Médio é uma fase muito intensa. Há a enorme pressão de tomar uma decisão que, bem ou mal, irá afetar a vida dali para frente. Além disso, é um momento de despedida de tudo aquilo a que se está acostumado para encarar o desconhecido. Assim, é natural sentir medo, insegurança, animação pelo novo e tristeza pelo que irá perder. E a autora conseguiu retratar esses sentimentos de uma maneira tão real que faz o leitor se identificar ou, pelo menos, sentir empatia pela situação da Lara Jean e do Peter.
E o que dizer do romance? Uma coisa que, frequentemente, me incomoda em livros YA é que os problemas enfrentados pelo casal principal às vezes são muito exagerados, dramáticos ou soam muito falsos. Mas esse definitivamente não é o caso da Lara Jean e do Peter. O relacionamento dos dois é bastante crível, tanto no que se refere aos momentos bons e românticos quanto às dificuldades que eles enfrentam. São situações que qualquer adolescente pode vivenciar e que tornam o casal principal ainda mais real para quem lê.
“Ao pensar em Peter com vinte, vinte e poucos anos, sinto uma espécie de saudade do homem que posso nunca chegar a conhecer. Agora, hoje, ele ainda é um garoto, e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim? Nossos caminhos já estão se afastando, um pouco mais a cada dia, quanto mais nos aproximamos de agosto.”
Mas o que me fez amar essa trilogia e que torna esse YA tão especial para mim é a relação da Lara Jean com a família. Adoro ver a interação das irmãs Song que, apesar de completamente diferentes umas das outras, se amam tanto. Elas são, realmente, um trio que se completa e se tornam muito mais forte quando estão juntas. Além disso, gosto muito da relação delas com o pai e modo como a família se uniu para superar a perda da mãe.
E, nesse livro, as relações familiares foram ainda mais aprofundadas pela autora. O pai da Lara Jean está namorando depois de muito tempo sozinho e isso, obviamente, impacta na dinâmica de toda a família. Quem mais sofre é a Margot, que estava distante e não pôde acompanhar o desenvolvimento do relacionamento. No entanto, é interessante ver como cada uma delas vai reagindo às mudanças na vida do pai.
Aliás, Agora e para sempre, Lara Jean pode ser resumido em mudanças e desenvolvimento de personagens. Todos eles passam por situações que os tiram de sua zona de conforto, o que impacta em um amadurecimento maior para todos.


A Lara Jean, em especial, me deixou muito orgulhosa. Ela sofre com muitas dúvidas ao longo do livro, mas amei ver o quanto ela se fortalece e aprende a tomar decisões difíceis e lidar com elas. Já o Peter, além de amadurecer bastante, consegue o feito de se tornar ainda mais apaixonante do que nos livros anteriores e dá vontade de colocá-lo no colo por algumas situações mais dolorosas que ele enfrenta.
A Kitty, caçulinha das irmãs, foi a única que me decepcionou um pouco, porque era a minha personagem favorita dos livros anteriores e, nesse, eu a achei um pouco chata e egoísta. No entanto, acho que foi algo compreensível dentro da história, pois ela está passando da infância para a adolescência, o que é uma fase de transformações tão intensa quanto aquela vivida pela Lara Jean. Já a Margot continua sendo a personagem que eu menos gosto e tenho muita dificuldade em aceitar algumas de suas atitudes, mas, por incrível que pareça, ela amoleceu meu coração ao protagonizar algumas das cenas mais bonitas do livro.
“Famílias encolhem e se expandem. Só podemos ficar felizes, satisfeitos uns pelos outros, pelo tempo que temos juntos”.
Com relação à escrita da Jenny Han, não preciso nem dizer que continua apaixonante, né? Ela conseguiu desenvolver a trama com um ritmo envolvente, construindo os conflitos de maneira natural e mostrando, gradualmente, a evolução dos personagens. Além disso, os sentimentos são apresentados de uma maneira real, que conquista a empatia e faz com que o leitor consiga se conectar com a história.
Achei que o desfecho foi totalmente condizente com tudo que foi construído ao longo de toda a trilogia e confesso que fiquei emocionada por ver as pessoas que esses personagens se tornaram no final. Adorei as escolhas feitas por cada um deles e terminei a leitura feliz por ver que todas as coisas pelas quais passaram nos três livros fizeram com que eles realmente evoluíssem.
De um modo geral, eu terminei essa trilogia feliz, um pouco nostálgica lembrando da minha adolescência e já com muita saudade desses personagens. Meu livro favorito continua sendo o primeiro, mas Agora e para sempre, Lara Jean mantém os elementos que conquistaram tantos fãs no mundo todo e traz o desfecho perfeito para uma série tão apaixonante. E, para quem também já está sentindo falta desses personagens maravilhosos, vai ter adaptação para o cinema e o filme já está sendo produzido. Alguém mais está ansioso para conferir?
Me contem aí nos comentários se já leram essa trilogia e quais suas expectativas para o filme. Vou adorar saber a opinião de vocês! E, para quem ainda não leu e tem interesse em conhecer a história da Lara Jean, vou deixar o link para compra de todos os livros separadamente e do box (lindo!) com a trilogia completa. 

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Tag - 10 regras a ignorar

Como vocês sabem, em novembro aconteceu um especial maravilhoso, que reuniu vários blogs: o Novembro de Época. A intenção era encerrar com uma tag maravilhosa, criada pela Mary do Leituras da Mary, porém, não consegui postar ontem.
No entanto, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Então, para encerrar o especial Novembro de Época, hoje vou responder a tag 10 Regras a Ignorar. Ela foi criada pela Mary, do blog Leituras da Mary, e consiste em 10 perguntas sobre romances de época que apresentam personagens e situações que não seguem as regras.

1 – Uma dama não conversa com um desconhecido sem ser devidamente apresentada: Cite um livro com um primeiro encontro que foge às regras.
O primeiro livro que me ocorreu foi O príncipe corvo, no qual os protagonistas se conhecem em uma situação que não só foge dos padrões como também não é nada romântica. No caso, a protagonista Anna conhece o Conde de Swartinghan ele praticamente a atropela na estrada e não tem nem o cavalheirismo de ajudá-la. Ou seja, um primeiro encontro nada comum e, ainda por cima, nem um pouco romântico.

2 – Passe longe de um libertino: Mencione um livro em que ocorre justamente o contrário.
Para essa pergunta, não dá para citar outro livro que não seja O visconde que me amava. No segundo livro da série Os Bridgertons, da Julia Quinn, tudo o que Kate quer é manter sua irmã caçula longe de Anthony Bridgerton, famoso por sua fama de libertino. Porém, advinha quem acaba se envolvendo com ele? É óbvio que, enquanto tenta mantê-lo longe da irmã, a própria Kate acaba não resistindo aos encantos do visconde.

3 – Não fale demais, não demonstre ser muito inteligente, seja delicada e recatada: Um livro com uma mocinha fora dos padrões.
Impossível não pensar na Daphne do livro O Duque e eu. Influenciada pela convivência próxima com os irmãos mais velhos, Daphne é uma mocinha que não se intimida pelos homens. Espirituosa e dona de uma língua afiada, ela definitivamente não se encaixa nos padrões femininos da época, algo que acaba tornando difícil para ela encontrar pretendentes adequados. Os homens que a cortejam são ou muito velhos ou muito tolos, e os interessantes a enxergam apenas como uma amiga ou se sentem intimidados por sua personalidade.

4 – Não desonre uma dama: Cite um livro em que os mocinhos vão para a cama antes do casamento.
Isso é bastante comum em alguns romances, mas o que eu me lembrei imediatamente foi Simplesmente o Paraíso, da Julia Quinn. Ele é o primeiro da série Quarteto Smythe-Smith e, nele, o casal Honoria e Marcus, depois de terem sido apenas bons amigos por anos, acabam percebendo que seus sentimentos eram muito maiores do que uma simples amizade. Assim, é claro que eles acabam não aguentando esperar até o casamento.

5 – Não faça propostas indecentes a um cavalheiro: Uma mocinha cheia de atitude.
Acho que, de todas as protagonistas de romance de época que eu já li, a mais cheia de atitude é a Minerva de Codinome Lady V. Cansada de homens que só pensavam no valor do seu dote, ela resolve se aventurar no Clube Nightingdale, local onde ela poderia ter um amante sem manchar ter sua reputação manchada. Protegida por uma máscara, ela quer descobrir como é ser desejada por um homem sem que este esteja interessado em sua fortuna.

6 – É pecado beijar apaixonadamente: Um casal que não liga a mínima para as conveniências.
Por incrível que pareça, achei essa pergunta difícil de responder. No entanto, acredito que um casal que pode se encaixar bem é a Izzy e o Ransom do livro Romance com o duque, da autora Tessa Dare. Apesar da mocinha ainda ter uma certa preocupação com as aparências, o duque não está nem um pouco interessado no que outras pessoas pensam e quer mesmo manter distância do resto da sociedade. Além disso, não dá para negar que o fato dos dois acabarem dividindo um castelo sem serem casados demonstra uma clara falta de preocupação com as convenções da época.  

7 – Damas bem-educadas não frequentam esses lugares: Uma dama aventureira.
Aqui vou trapacear e citar tanto a Anna, de O príncipe corvo, quanto a Minerva, de Condinome Lady V. Ambas são mulheres de personalidade forte, corajosas e determinadas, que fogem muito dos padrões da sua época e que, em mais de um momento de seus respectivos livros, arriscam sua reputação indo a lugares que não seriam considerados adequados para uma dama, caso fossem descobertas. 
 
8 – Um casal não deve fazer demonstrações de afeto publicamente: Casal que joga na cara da sociedade o seu amor um pelo outro.
A Luna e o Michael, do livro O beijo da lua, não fazem a menor questão de esconder que estão se apaixonando. Não demora para toda a sociedade reparar que Michael está cortejando a jovem, e todos que estão à volta dos dois notam que o sentimento é recíproco. Apesar de todas as adversidades que eles enfrentam ao longo do livro, ninguém pode acursar esse casal de ficar enrolando e tentando esconder os próprios sentimentos.

9 – A nobreza não deve se misturar com a plebe: Cite um casamento entre casal de classes sociais diferentes.
O primeiro livro que me veio a mente foi Uma noite como esta, da Julia Quinn. Trata-se do segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith e, nele, temos o romance entre Anne Winter e Daniel Smythe-Smith. Ele se encanta imediatamente por ela quando a vê tocando no tradicional (e temido) recital de sua família, porém, logo descobre que ela é governanta de suas primais mais jovens. Isso o impede de se apaixonar por ela? Claro que não! Os dois se apaixonam e, mesmo a diferença social e os vários segredos sobre o passado dela, não são motivo suficiente para fazer com que Daniel desista de Anne. 

10 – Esse livro não é apropriado para jovens inocentes: Qual foi o último romance de época que você leu ou está lendo?
O último romance de época que eu li foi o nacional O beijo da lua, da autora Nana Valenttine. Ele foi o livro escolhido para a leitura coletiva do Novembro de Época e foi uma grata surpresa para mim, No entanto, comecei recentemente o livro Era uma vez no outono, da autora Lisa Kleypas, segundo volume da série As estações do amor e que estava na minha lista de romances de época desejados (aqui).


Eu adorei responder essa tag e fiquei ainda mais curiosa para ler o livro que a inspirou (Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, da autora Sarah MacLean). Agora, quero saber o que vocês acharam das minhas respostas e quais livros vocês escolheriam para essas perguntas. Me contem aí nos comentários.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

[Dica da Malu] Confesse

Sinopse: “Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.”Autora: Colleen Hoover / Editora: Galera Record / Páginas: 320 / Skoob / Comprar: Amazon * Livro recebido de parceria com a editora

Quem me acompanha aqui no blog sabe que, desde que tive contato com a escrita da Colleen Hoover, foi amor à primeira vista ou, no caso, amor à primeira leitura. Se você já leu qualquer livro da autora, sabe que ela tem o dom de envolver o leitor de uma maneira que ele vivencia todas as emoções junto com os personagens, sofrendo com e por eles. Por esse motivo, vocês já podem imaginar que a minha expectativa para ler Confesse, lançado no Brasil esse ano pela Galera Record, era muito alta.
Vou te amar para sempre. Mesmo quando eu não puder mais.
Nesse livro, somos apresentados a Auburn, uma jovem que perdeu tudo aquilo que mais amava, mas luta para construir sua vida. No início, não fica claro o que aconteceu com ela, mas sabemos que ela precisa desesperadamente de dinheiro para pagar um advogado. A oportunidade surge quando, por um acaso, ela descobre uma vaga de emprego em uma galeria de arte.
É quando Auburn conhece Owen, o dono da galeria. A beleza e o carisma dele fazem com que, pela primeira vez em muito tempo, ela se sinta atraída por alguém. No entanto, os dois escondem segredos, e os dele podem destruir a única chance que ela tem para reconstruir sua vida. 


A primeira coisa que preciso destacar nesse livro é a capacidade que a Colleen Hoover tem de despertar a empatia do leitor. Mesmo sem conhecer os personagens, eu já estava chorando logo no prólogo, comovida pela situação que alguns deles estavam vivendo. E, por mais que o livro não siga tão dramático nos capítulos seguintes, a autora consegue fazer com que, desde o início, o leitor se importe com os personagens e se preocupe com o destino deles.
Aliás, para mim, o grande mérito de Confesse é o quanto os personagens principais são reais e humanos. Mesmo quando não sabemos ao certo os segredos que eles escondem, há uma naturalidade tão grande nos seus diálogos e no modo como eles se comportam, que isso os torna mais próximos do leitor, conquistando sua empatia.
Outro aspecto que gostei bastante é como Colleen Hoover soube conduzir a trama. Mesmo quando não tinha noção da carga dramática dos personagens, eu me senti envolvida tanto pelo carisma deles quanto pela curiosidade de saber o que eles escondiam. Além disso, o desenvolvimento da história é tão leve que não senti a leitura passar. No entanto, da metade para frente, os segredos começam a ser revelados e a trama se torna mais tensa. Assim, Colleen foi hábil ao manter a curiosidade do leitor e saber o momento exato de revelar cada fato que os personagens escondiam, de modo a surpreender, mas também conquistar a empatia do leitor.

E o que dizer dos personagens? A Auburn é uma das protagonistas mais carismáticas e humanas que já tive a oportunidade de ler. Ela teve sua vida destruída de várias maneiras e, mesmo sendo muito jovem, teve a força de vontade e a perseverança de seguir em frente. Claro que isso não a isentar de cometer erros e ser egoísta em alguns momentos, mas acho que o fato de não ser uma mocinha perfeita a aproxima ainda mais do leitor. Além disso, mesmo com toda a carga dramática que carrega, ela é uma personagem leve e, até mesmo, divertida.
Já o Owen é o meu mais recente crush literário. Eu demorei mais a entender os problemas dele do que os da Auburn, mas, quando eu entendi, senti meu coração ficar apertado por ele. Assim como Auburn, ele passa por situações muito reais e que o tornam mais humano aos olhos de quem lê. Além disso, ele é carismático, charmoso e com um senso de humor refinado e apaixonante.
Os personagens secundários não ganham tanto destaque, mas contribuem significativamente para a construção da trama. Entre eles, se destacam Lydia, Emory e Trey. A minha favorita é, sem dúvida, a Emory. Ela é divertida e, algumas vezes inconveniente, mas também é uma amiga leal para Auburn e que me surpreendeu em alguns momentos da leitura. Já a Lydia e o Trey estão entre os personagens mais detestáveis que eu já li. No entanto, preciso destacar que, por mais odiosas que fossem as atitudes dos dois, ainda são personagens muito humanos e complexos.
Não preciso nem dizer que a escrita da Colleen Hoover continua extremamente envolvente e que me afeiçoei aos protagonistas quase que imediatamente. A trama se desenvolve de uma maneira dinâmica, mas sem prejudicar o desenvolvimento do romance ou a construção dos personagens. Além disso, gostei muito do fato de que ela alterna a narração entre a Auburn e o Owen. Isso contribui muito para que o leitor possa entender melhor a perspectiva dos dois protagonistas e se apegue mais a eles.

Com relação à edição, achei que a Galera Record foi impecável. A capa original foi mantida, o que considero um acerto, as páginas são amareladas e as letras estão com um bom tamanho para leitura. Além disso, o livro contém algumas ilustrações lindíssimas no final que dão ainda mais sentido para alguns momentos do livro.
Por fim, só posso dizer sobre Confesse é que mais uma vez Colleen Hoover acertou na construção dos personagens e da trama. Mais uma vez ela conseguiu me fazer sofrer, sorrir, me apaixonar e, também, me desesperar junto com seus personagens. Trata-se de uma leitura envolvente e que chega a ser angustiante, em alguns momentos, de tão real. Recomendo este livro para quem procura um new adult romântico, mas com situações muito reais e personagens humanos e complexos. No entanto, já aviso que lenços podem ser necessários ao longo da leitura.
E vocês, já leram Confesse ou algum outro livro da Colleen Hoover? Me contem o que acharam aí nos comentários. Vou adorar saber a opinião de vocês! Só peço para tomarem cuidado com os spoilers, para não prejudicar a experiência de quem ainda não leu.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cinco romances de época desejados

Como muitos devem estar sabendo, nessa sexta-feira, dia 24 de novembro, acontece em várias lojas a Black Friday. E, como sempre na Black Friday, muitos leitores estão preparando sua listinha de livros desejados para comprar.
Como parte do especial Novembro de Época, e aproveitando a semana da Black Friday, vim contar os romances de época que estão na minha lista de desejados. Não sei se vou mesmo comprar esses livros, até porque são muitos desejados para pouco dinheiro e pouco espaço na estante, mas eles estão na lista dos que eu quero ler.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, da Sarah MacLean
Sempre ouço diversos elogios a esta trilogia e esse primeiro volume é um dos livros que estão no topo da minha lista de prioridades. Adoro a capa e, pela sinopse, parece ser uma leitura divertida e apaixonante. 
Sinopse: “A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente”.

O príncipe leopardo, Elizabeth Hoyt
Quando eu li O príncipe corvo, não esperava gostar tanto do livro, mas fui surpreendida por um romance bem construído, personagens apaixonantes e muito humanos e uma trama que traz o empoderamento feminino a todo momento. Então, claro que estou mais do que ansiosa para continuar a trilogia e O príncipe leopardo é um dos romances de época que mais desejo ler. 
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor. "

Um perfeito cavalheiro, da Julia Quinn
Tem como falar sobre romance de época sem citar a Júlia Quinn. Para mim, é impossível. O duque e eu foi o primeiro romance de época que eu li e foi o que despertou meu interesse pelo gênero. Infelizmente, eu só li até o segundo volume da série Os Bridgertons, mas quero mudar isso em breve. Por esse motivo, o terceiro livro, Um beijo inesquecível, é um dos livros que considero prioridade na minha lista de desejados. 
Sinopse: “Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.”

Era uma vez no outono, da Lisa Kleypas
Outro livro que é continuação de série e que estou bastante ansiosa para ler. Trata-se do segundo volume da série As quatro estações do amor, cujo primeiro livro foi uma grata surpresa. Os dois personagens já haviam aparecido em Segredos de uma noite de verão e têm personalidades tão opostas que já estou ansiosa para ver as brigas desse casal. 
Sinopse: “A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?”

Um beijo à meia-noite, da Eloisa James.
O que me chamou a atenção nesse livro a princípio foi essa capa que, além de linda, me remeteu imediatamente à minha princesa favorita, Cinderela. E não foi só uma impressão minha. O livro é uma releitura da história da Gata Borralheira, com direito a uma mocinha que não faz a menor questão de agradar o príncipe e um mocinho irritante que se vê dividido entre a necessidade de salvar seu castelo e a atração que sente por uma jovem inteligente e de personalidade forte. 
Sinopse: “Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal."

Há ainda vários outros romances de época na minha lista de desejados, mas esses são os que estou mais ansiosa para ler. E vocês, gostam desse estilo de romance? Me contem aí nos comentários quais vocês estão querendo ler.
Não percam também os sorteios que estão acontecendo como parte do Especial Novembro de Época. Tem o mega sorteio de aniversário do blog Leituras da Mary, com quatro kits muito especiais (um vencedor para cada) aqui, e no instagram Crônicas de Eloise está sendo sorteada a duologia Agentes da Coroa (Como agarrar uma herdeira e Como se casar com um marquês).
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Nove regras a ignorar antes de se apaixonar: Aqui
O príncipe corvo: Aqui
O príncipe leopardo: Aqui
O duque e eu: Aqui
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Um perfeito cavalheiro: Aqui
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Filmes e séries de época favoritos


Para a grande maioria dos leitores, feriado e final de semana são sinônimos de colocar a leitura em dia. Eu não sou diferente e sempre aproveito para ler bastante. No entanto, outra coisa que eu amo fazer nesses dias livres é assistir filmes ou séries. Então, aproveitando o feriado hoje e como parte do Especial Novembro de Época (sobre o qual eu falei com mais detalhes aqui), hoje vim trazer a indicação dos meus filmes e séries de época favoritos.
Mas não pensem que os livros vão ficar de fora desse post. A maioria das indicações dessa lista são adaptações de romances que eu já li e que são mais do que recomendados. Então, o que não vai faltar é opção para vocês aproveitarem o feriado, seja lendo ou assistindo algum desses filmes/séries. Então, vamos às indicações:

1 – Orgulho e Preconceito (2004)
Claro que eu iria começar essa lista com o meu favorito, né? Orgulho e Preconceito não é meu livro preferido da Jane Austen, mas é uma história que eu amo muito e a adaptação está impecável. Acredito que Kiera Knightley trouxe a personalidade forte e a vivacidade características da Elizabeth Benneth e Mathew McFayden é o Mr. Darcy perfeito. O filme, que tem uma trilha sonora excelente e uma fotografia maravilhosa, ainda conta com um elenco incrível, que inclui nomes como Judy Dench, Rosamound Pike, Carrey Mulligan e Donald Sutherland.  Não dá para perder né? E não preciso nem dizer que o livro é uma leitura mais do que recomendada, como todos os livros da Jane Auste.



2 – Para sempre Cinderela
Se você não assistiu esse clássico da Sessão da Tarde, preciso dizer que sua infância/juventude foi incompleta. Cinderela sempre foi a minha precisa preferida, mas essa versão com Drew Barrymore é a que traz a melhor versão da gata borralheira. Nesse filme, Cinderela é apenas o apelido da jovem Danielle, que se vê forçada a trabalhar para a madrasta após a morte de seu pai. No entanto, ela não é uma pessoa frágil ou submissa; ao contrário, ela tem opiniões fortes, é determinada e não fica esperando o príncipe aparecer para salvá-la. Aliás, o primeiro diálogo dela com o príncipe Henry já demonstra sua personalidade forte. Assim, é uma versão divertida e romântica, mas que traz uma Cinderela mais forte e inspiradora.


3 – Adoráveis mulheres (1994)
Adaptado do clássico de Louisa May Alcott, esse filme conta a história de quatro irmãs que, amparadas pela mãe, tentam sobreviver enquanto o pai luta na guerra. Cada uma dessas meninas tem personalidade e sonhos diferentes, mas são todas ligadas por um profundo amor pela família. No filme, acompanhamos a jornada delas à medida que vão crescendo e precisam encontrar seu lugar na sociedade, sem abrir mão daquilo que sempre sonharam. Além de um ótimo roteiro, muito fiel ao livro, o filme conta com um elenco de peso que inclui Susan Sarandon, Winona Ryder, Christian Bale, Claire Danes e Kirsten Dunst.  



4 – Amor e inocência
Para quem ama os romances da Jane Austen, não pode deixar de ver esse filme. Nele é contado um pouco sobre a vida da autora, baseado em cartas escritas por ela. Não há uma confirmação de que os acontecimentos do filme aconteceram do mesmo modo na realidade (o mais provável é que não), mas ainda é um romance delicioso de se assistir e parece ter sido escrito pela autora. Anne Hathaway, apesar de americana, está impecável como a escritora inglesa e é impossível não se comover com o romance apresentado. Ah e já aviso que será preciso ter uma pedra no lugar de coração para assistir sem se apaixonar pelo James McAvoy, que está incrível no papel de Tomas Leffroy, um suposto romance de Jane Austen.


5 – North and South
Trata-se de uma minissérie produzida pela BBC e que é adaptação do livro Norte e Sul, da escritora inglesa Elizabeth Gaskell. O romance é ambientado na Inglaterra, porém, em um período diferente do que estamos acostumados: durante a revolução industrial. A jovem Margareth Hale é obrigada a abandonar a pacata vida nos campos do sul do país quando seu pai resolve se mudar para uma cidade industrial no norte. Lá, Margareth se depara com as más condições de trabalho nas fábricas e se assusta ao ver a situação de miséria em que aquelas pessoas trabalham, a leva a antipatizar com o dono de uma das maiores indústrias da região, do qual o pai dela se torna amigo. Mas é claro que tem o outro lado da história e o Mr. Thorton está longe de ser aquela pessoa desprezível que ela imaginou a princípio. Preciso dizer que eu me apaixonei por ele? Acho que não. Basta vocês assistirem ao trailer que vocês vão entender do que eu estou falando.



Esses são apenas alguns dos filmes e séries de época que eu amo, mas tem muitos outros que eu poderia recomendar e também vários que ainda quero assistir. Agora, quero saber de vocês se já viram algum desses e quais vocês me indicam também, porque vou adorar conferir as dicas de vocês.
Aproveito também para lembrar de dois sorteios incríveis que estão acontecendo. Aqui no blog tem um mega sorteio de quatro kits (um vencedor para cada) organizado para o especial Novembro de Época em comemoração ao aniversário do blog Leituras da Mary. Já no instagram Crônicas de Eloíse (link aqui), está sendo sorteada a duologia Agentes da Coroa (Como agarrar uma herdeira e Como se casar com um marquês, da Julia Quinn). Não deixem de participar, porque os prêmios estão incríveis. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

[Dica da Malu] Tartarugas até lá embaixo

Sinopse: “Depois de seis anos, milhões de livros vendidos, dois filmes de sucesso e uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo, John Green, o autor do inesquecível A culpa é das estrelas , lança o mais pessoal de todos os seus livros: Tartarugas até lá embaixo . A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto tenta lidar com o próprio transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, distúrbio mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.” Autor: John Green / Editora: Intrínseca / Páginas: 256 / Skoob / Comprar: Amazon

Dentre todos os grandes lançamentos de 2017, sem dúvida Tartarugas até lá embaixo foi um dos mais aguardados. Em outubro deste ano, depois de seis anos, John Green finalmente publicou um novo livro e a expectativa era enorme. Afinal, ele é o autor de livros como A culpa é das estrelas, Cidades de Papel e Quem é você, Alasca?, que venderam milhares de cópias no mundo todo. Para mim, a espera valeu a pena, pois encontrei nesse livro o melhor trabalho de John Green, até agora.

Mas eu estava começando a entender que a vida é uma história que contam sobre nós, não uma história que escolhemos contar.

Em Tartarugas até lá embaixo, conhecemos a adolescente Aza Holmes, uma menina que nunca pensou em se tornar um detetive, mas acaba sendo induzida por sua melhor amiga, Daisy, a investigar o desaparecimento do bilionário Russell Picket. Há uma recompensa de cem mil dólares para quem tiver alguma notícia sobre o paradeiro dele e Daisy não está disposta a perder. Então, para começar a investigação, elas vão atrás de Davis, o filho de Russell, de quem Aza foi amiga na infância.
O problema é que Aza nem sempre consegue manter o foco no que está acontecendo a sua volta. Algumas vezes, ela se perde em espirais de pensamento que começam a consumi-la e fica muito difícil para que ela se concentre em qualquer outra coisa, muito menos em um mistério a ser desvendado. Será que com tantos pensamentos em sua mente, Aza vai conseguir bancar a detetive?



O que mais me surpreendeu em Tartarugas até lá embaixo foi como, a partir de um enredo simples, John Green construiu uma história tocante e cheia de reflexões. Confesso que no início não tinha muita noção de onde ele queria chegar, mas à medida que a trama foi se desenvolvendo, me senti cada vez mais envolvida com os dramas de cada um daqueles personagens e acompanhar a jornada deles me emocionou muito mais do que eu imaginava.
A Aza é uma protagonista incrível e diferente de qualquer outra que já li. Ela é uma adolescente muito real, com inseguranças e atitudes completamente compatíveis com sua idade. No entanto, já adianto que não é fácil gostar dessa personagem. Aza sofre com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), o que faz com que ela se sinta presa em espirais de pensamentos contínuos e não consiga focar a atenção no mundo à sua volta, nem mesmo nas pessoas que ama. Para quem não está familiarizado com esse transtorno, é muito difícil entender por que ela age assim, mas é aí que entra a capacidade do leitor de sentir empatia. Se você não conseguir se colocar no lugar do outro, talvez seja difícil mesmo gostar dela.

No fundo ninguém entende o que se passa com o outro. Está todo mundo preso dentro de si mesmo.

Aliás, preciso ressaltar aqui que muitas pessoas pensam que TOC é apenas a agonia de ver um objeto fora do lugar ou uma mania de limpeza, por exemplo, mas é algo muito mais complexo e sofrido do que isso. Trata-se de um distúrbio mental que leva a pessoa a ter pensamentos obsessivos que a apavoram e os quais ela não deseja, mas também não consegue evitar. Através da protagonista Aza, John Green procura mostrar para o leitor como uma pessoa que tem TOC se sente e o quanto esse distúrbio pode ser desesperador. E ele conseguiu: eu me senti totalmente dentro da mente e das emoções dela, de um modo que chegava a ser angustiante e me dava vontade de entrar no livro para abraçar essa menina que estava sofrendo tanto.
No entanto, o livro também tem vários momentos leves e divertidos. A maioria deles são proporcionados por Daisy, a melhor amiga de Aza, uma menina inteligente, divertida, com uma língua muito afiada e que escreve fanfics inspiradas em Star Wars. Admito que algumas vezes ela me irritou um pouco e eu a achei quase egoísta, mas sua evolução na trama me fez entender melhor seu comportamento e enxerga-la sob outra perspectiva.
Há também o Davis, filho do bilionário desaparecido e amigo de infância da Aza. Assim como os demais personagens do livro, só vamos entende-lo completamente ao longo da leitura, mas ele me conquistou desde o primeiro momento em que apareceu por seu jeito gentil e atencioso. No entanto, foi só quando entendi como era a vida do Davis, e todos os problemas que ele tinha que enfrentar, é que percebi o quanto ele é um personagem admirável.

O verdadeiro terror não é ter medo, é não ter escolha se não senti-lo.

Aliás, para mim, o grande mérito de Tartarugas até lá embaixo é a brilhante construção de personagens feita pelo John Green. Nenhum deles são apenas o que aparentam a princípio. Ao longo da leitura, vão sendo reveladas várias camadas em todos eles, aspectos que os tornam mais humanos e complexos, e fazem com que a trama seja mais impactante e real.


Achei que John Green acertou também ao desenvolver os relacionamentos dos personagens. O romance que surge na história é sutil e vai sendo construído aos poucos, sem nunca tirar o foco da trama. Além disso, a amizade entre a Aza e a Daisy é uma das mais verdadeiras que já vi em um livro. Elas não são perfeitas e falham muito uma com a outra, mas isso não torna o laço entre elas menos verdadeiro. Afinal, quem nunca brigou com a melhor amiga? Além disso, acho que a Daisy tem um papel importante na vida da Aza de trazê-la para a realidade e mostrar a vida sob uma perspectiva diferente.

Não dá para saber como é a dor de outra pessoa, da mesma forma que tocar o corpo de alguém não é o mesmo que viver naquele corpo.

A narrativa de John Green é leve e bastante envolvente, e, para quem já está familiarizado com suas outras obras, fica bastante óbvio o quanto ele evoluiu nesses seis anos que se passaram. Achei muito interessante o fato de que em momento algum ele conduz a trama por um caminho óbvio e o desfecho, apesar de não ser o que eu imaginava, foi perfeito e totalmente condizente com os acontecimentos do livro.
Com relação à edição, eu amei a capa. Além de bonita, ela faz todo sentido dentro do livro. Além disso, as páginas amareladas e a fonte de um bom tamanho facilitam muito a leitura. A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de que minha edição parece ter tido algum problema na impressão, pois algumas páginas estavam com as marcas de tinta da página anterior. Além disso, eu reparei em um pequeno erro de revisão. No entanto, são erros que às vezes passam na primeira edição e não chegaram a prejudicar a leitura.
O que me resta dizer é que John Green me conquistou mais uma vez e recomendo esse novo livro tanto para os fãs do autor como para aqueles que não gostavam muito de seu trabalho, pois é diferente de tudo que ele já escreveu. Trata-se de uma leitura que mistura momentos leves e divertidos, com outros dolorosos e mais reflexivos, e que faz com que o leitor realmente se conecte com os personagens, seja por se identificar com eles ou por sentir empatia. Tartarugas até lá embaixo é, claramente, o romance mais pessoal do autor e, talvez por isso, tenha sido o livro dele que mais me tocou.
E vocês, já leram Tartarugas até lá embaixo ou algum outro livro do John Green? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se  estão curiosos para ler.
Para quem quiser comprar o livro, deixo o link de compra na Amazon. Aproveitem que, essa semana, Tartarugas até lá embaixo e outros livros da editora Intrínseca estão em promoção na Amazon.
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