quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

[Dica da Malu] ABC do Amor


Sinopse: “O amor é o personagem principal desta antologia que reúne três das mais românticas autoras da atualidade. Inconveniente, não retribuído, desejado, com final feliz ou sem esperanças, o amor não sai de moda. Em Doce reencontro, o destino encontra a saudade. Jade nunca esqueceu o ex-namorado, que terminou tudo e a trocou pela carreira. Mas a receita de um grande amor nunca desanda. O que acontece quando os dois se reencontram? O perdão é capaz de mudar a história em As cartas que escrevemos. Quando Jake retorna à cidadezinha onde cresceu, o agora ator famoso só esperava ver o seu grande amor mais uma vez. Mesmo que fosse no altar. Com outro homem. É possível fazer Ana Louise mudar de ideia? Além das cores prova que o amor pode nascer do desejo. Alice acabou com o pior tema no projeto final da faculdade. Ela precisa escrever a biografia de Leandro, um artista plástico temperamental, fechado e extremamente gato. A atração entre ambos é intensa, mas os fantasmas do passado podem atrapalhar tudo.” Autoras: A. C. Meyer, Brittainy C. Cherry, Camila Moreira / Editora: Galera Record / Páginas: 266 / Skoob / Comprar: Amazon

Três contos, três perspectivas diferentes sobre um mesmo sentimento. É assim que eu definiria o livro ABC do Amor, lançamento de 2017 da Galera Record. Nesse livro, três autoras reconhecidas por seus romances apaixonantes, A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira, escrevem cada uma um conto que aborda o amor em um momento diferente.
No primeiro deles, Doce Reencontro, temos a história de Jade e Alex, um casal que se conheceu na adolescência e acabaram tendo seus caminhos separados por circunstâncias da vida. Anos depois, o destino acaba fazendo com que eles se reencontrem. Será que o amor pode sobreviver a tantos anos e tantas mudanças que ocorreram nas vidas de Jade e Alex?
Já no segundo conto, As cartas que escrevemos, Brittainy C. Cherry apresenta uma história sobre perdão. Depois de anos seguindo sua carreira de ator, Jake retorna para a cidadezinha onde viveu para o casamento de Ana Louise, a ex namorada que ele nunca esqueceu. Será que, depois de tanto tempo, ela ainda o amava como ele nunca deixou de amá-la? Seria esse amor suficiente para que ela o perdoasse?
Por fim, no conto Além das cores, da autora Camila Moreira, é retratado o amor que surge da atração. Em um péssimo dia, Alice é demitida, descobre que seu noivo a traia com sua melhor amiga e que, para o trabalho de conclusão de curso, ela teria que escrever uma biografia sobre o temperamental pintor Leandro Franz. O que ela não esperava é que surgiria uma inexplicável atração entre eles, mas que fantasmas do passado poderiam atrapalhar esse sentimento que estava surgindo e que eles não sabiam como nomear. Seria amor?



De um modo geral, gostei dos três contos e esse livro se mostrou uma leitura rápida e agradável. No entanto, acredito ser impossível falar sobre ABC do Amor como um todo, pois cada autora tem um jeito próprio de escrever e os contos não têm uma ligação entre si. Deste modo, vou falar um pouco sobre o que achei de cada um deles.

Algumas pessoas relacionam a saudade com a solidão. (...) Para mim, saudade não tem relação com a tristeza. Ela é a mola que impulsiona cada passo do meu caminho. Assim como o amor.

Doce reencontro fala sobre um amor que resiste à saudade, ao tempo e à distância. A leitura é muito fluida e, apesar de ser um conto, achei que a autora soube construir bem o romance e tornar o casal convincente. No entanto, senti falta de algum obstáculo para os protagonistas superarem, seja algum conflito do passado ou as mudanças que ocorreram ao longo dos anos que passaram separados, mas que deixasse uma dúvida, mesmo que pequena, se o casal ficaria junto ou não.
Outro aspecto que me incomodou um pouco foi a idade dos protagonistas. Jade tem apenas 23 anos e, antes do reencontro, Alex supunha que ela já estaria casada e com filhos. Sei que tem pessoas que se casam com essa idade ou menos, mas não é comum ao ponto de levá-lo a ter tanta convicção que Jade já deveria ter se casado e tido filhos. Além disso, eles são incrivelmente bem-sucedidos para a idade que têm. Algo que pode acontecer, mas também não é tão comum e fez a história se tornar menos convincente
De um modo geral, é um conto bem escrito e a leitura é bastante fluida. No entanto, mesmo os personagens sendo carismáticos, tive dificuldade de me conectar com eles. Gostei do conto e me diverti lendo, mas confesso que esperava mais e não cheguei a me encantar pelo romance.

Já em As cartas que escrevemos lembrei porque a escrita de Brittainy C. Cherry me conquistou quando li O ar que ele respira. Em poucas páginas, ela consegue conferir sentimento e complexidade aos seus personagens, despertando a empatia de quem lê. Assim, o que mais gostei é que este conto fala sobre perdão e traz protagonistas imperfeitos, que erraram no passado e precisam lidar com as consequências das escolhas que fizeram. Isso os tornou mais humanos e reais, o que tornou o amor deles mais verdadeiro, para mim.

“ – Porque quando se ama alguém, a gente espera o tempo que for para que as coisas se alinhem. Para que tudo entre nos eixos.”

A única ressalva que faço é que toda a trama se desenvolve em um final de semana. Mesmo se tratando de um conto, acho que foi muito apressado, considerando todas as mágoas e problemas que precisavam ser superadas. No entanto, foi uma leitura tão cativante que isso não tirou o brilho da leitura.


Por fim, o que mais me surpreendeu: Além das cores. A sinopse desse conto me desanimou um pouco, porque, normalmente, não gosto de romances em que o casal sente uma atração inexplicável e imediata. Porém, a Camila Moreira tem uma sutileza na sua escrita que tornou o casal e a química entre eles convincente.

“Via em seus olhos a admiração que sentia pelas cores. As minhas cores! Aquilo me fascinou. Ela parecia entender a dor que senti ao pintar, cada sentimento que transpus para a tela.”

Além disso, fiquei impressionada com o quanto ela conseguiu desenvolver os personagens em poucas páginas. Eles amadurecem ao longo do conto, superam traumas do passado e a própria construção do romance, ao contrário do que eu esperava, é gradual e convincente. Foi uma leitura que me conquistou completamente e me deixou curiosa para conhecer outros trabalhos da autora.
Com relação à edição, achei que a Galera Record caprichou. A capa é simples, mas bonita e delicada. Além disso, as páginas amareladas e o tamanho da fonte deixam a leitura confortável. Há ainda as páginas que iniciam cada conto que também são simples, mas bonitinhas e condizentes com as histórias que iniciam.
Assim, ABC do amor é uma leitura fluida, agradável e ideal para quem adora romances. São histórias diferentes, cada uma com seus méritos, mas que, de um modo geral, proporcionam bons momentos. Além disso, os contos são uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da A. C. Meyer, da Brittainy C. Cherry e da Camila Moreira, e perceber o estilo de cada uma delas. Terminei a leitura em um único dia, feliz pelas histórias que encontrei e ansiosa para conhecer outros trabalhos das autoras.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Lidos de Novembro


O ano está acabando e sei que muitas pessoas estão aproveitando esses últimos dias de 2017 para ler aqueles livros que estavam na meta de leitura. No entanto, hoje vou parar com as leituras de dezembro para falar com vocês sobre os livros que li em novembro.
Devido à correria típica de final de ano, não consegui ler tanto quanto nos meses anteriores. Foram apenas cinco livros, sem contar um que eu não consegui terminar. No entanto, foram leituras muito proveitosas e que me surpreenderam positivamente.

Vidas muito boas, da J. K. Rowling
Esse livro é a transcrição do discurso inspirador feito por J. K. Rowling para uma turma de formandos de Harvard em 2008. Li esse livro não só por se tratar do discurso de uma das minhas autoras favoritas da vida, mas porque tinha certeza que, tendo em consideração os temas que ela abordou em sua fala, eu encontraria lições que me fariam realmente refletir. Não preciso nem dizer que foi exatamente isso que aconteceu e que, mais uma vez, me vi tocada pelas palavras de J. K. Rowling. Foi uma leitura rápida, mas inspiradora, e que se tornou ainda mais especial com as ilustrações contidas nessa linda edição da Rocco.

O refúgio do marquês, da Lucy Vargas.
Com essa correria, estava procurando uma leitura leve e divertida, então, o que poderia ser melhor do que um bom romance de época. Inspirada pelo especial Novembro de Época, resolvi aproveitar para conhecer a escrita da autora Lucy Vargas e ler um de seus romances. Esse não entrou para a lista dos meus queridinhos do gênero, mas ainda assim foi um livro muito gostoso de ler, com personagens cativantes e um romance bem construído. Inclusive, estou bastante curiosa para conhecer outros livros da autora. Vocês me indicam algum?

Trono de Vidro 5: Império de Tempestades, da Sarah J. Maas
Em novembro, eu finalizei a leitura do tomo 1 de Império de Tempestades e li o 2. Já saiu a resenha aqui, então, não vou falar muito sobre ele. Para quem não leu a resenha ainda, adianto que eu estou cada vez mais apaixonada por essa série e não vejo a hora de ler os dois próximos livros. O final é daqueles que deixam o leitor desesperado para saber o que vai acontecer e eu estou muito ansiosa tanto pelo sexto livro, que conta o que está acontecendo com o Chaol durante os eventos de Império de Tempestade, quanto pelo sétimo que vai dar continuidade a este quinto volume.

ABC do Amor, das autora A. C. Meyer, Brittany C. Cherry e Camila Moreira
Esse livro é composto por três contos, cada um escrito por uma autora, nos quais elas falaram sobre o amor por uma determinada perspectiva. No primeiro, o amor que se reencontra; no segundo, o amor que aprende a perdoar; e, no terceiro, o amor que surge da paixão. Como é comum em livros de contos, alguns são melhores do que outros, porém, nenhum deles chegou a ser uma leitura ruim. Todos os três foram leituras gostosas e fluidas, e confesso que o terceiro foi uma surpresa agradável para mim. A resenha sobre ele sairá em breve aqui no blog.

O beijo da lua, da Nana Valenttine
Última leitura que concluí em novembro, esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Primeiro, porque eu ainda não conhecia a escrita da autora e só li porque ele foi o livro escolhido para a leitura coletiva do Novembro de Época. Segundo que ele trouxe assuntos muito mais sérios do que eu esperava encontrar e foi algo que me agradou muito. Adorei a construção de personagens que a autora fez e a maneira como ela conduziu a trama, me fazendo realmente temer pelo destino dos protagonistas em vários momentos. Adorei a leitura e estou ansiosa para ler a continuação.
           
Além destes cinco livros, eu comecei a leitura de Geekerela, uma releitura bem diferente da história da Cinderela e que eu devo terminar em breve para contar para vocês o que estou achando. E ainda comecei a ler Belinda & Em, mas a leitura não estava fluindo e eu acabei dando um tempo desse livro para retomar depois. No entanto, pretendo continuar a leitura dele em breve e trazer a resenha para vocês;

Esses foram os livros que eu li em novembro. Foram poucos, mas fiquei até satisfeita com o resultado. E vocês, o que leram no mês passado? Me contem aí nos comentários sobre as leituras de vocês e quais querem ler ainda esse ano.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

[Dica da Malu] Agora e para sempre, Lara Jean

Sinopse:Na aguardada conclusão da série Para todos os garotos que já amei, Lara Jean vai ter que tomar as decisões mais difíceis de sua vida. Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?” Autora: Jenny Han / Editora: Intrínseca / Páginas: / Skoob 

Atenção! Essa resenha é sobre o terceiro livro da trilogia, portanto, pode conter informações sobre o desfecho dos livros anteriores.

Sabe aqueles livros que você não esperava muito, mas, quando começa a ler, logo está encantado pelos personagens e torcendo por eles como se fossem seus amigos? Foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li Para todos os garotos que já amei, da Jenny Han. Minha simpatia pela protagonista foi imediata, assim como o carinho pela sua família e o amor pelo Peter. Aí veio o segundo livro e a sensação de quentinho no coração de quando revemos pessoas muito queridas.
E o que senti ao ler o terceiro e último livro da série, Agora e para sempre, Jara Jean? Um turbilhão de emoções: saudade, nostalgia, amor e, principalmente, orgulho por ver o amadurecimento de personagens que se tornaram tão queridos por mim.
Nesse terceiro volume, tudo está bem na vida da Lara Jean. O namoro com Peter está cada dia melhor, eles estão no último ano do Ensino Médio e depois irão para a mesma universidade, que fica próxima da sua cidade natal. Assim, ela poderá começar uma nova fase em sua vida, sem precisar se afastar do namorado ou da família. Tudo perfeito, né? Só que nem sempre as coisas saem como o esperado e Lara Jean pode se ver forçada a tomar decisões que mudem sua vida e afetem seu relacionamento com Peter.


Um dos aspectos que mais gostei nesse livro foi a forma como a Jenny Han apresentou esse período da vida da Lara Jean. Em qualquer lugar do mundo, o final do Ensino Médio é uma fase muito intensa. Há a enorme pressão de tomar uma decisão que, bem ou mal, irá afetar a vida dali para frente. Além disso, é um momento de despedida de tudo aquilo a que se está acostumado para encarar o desconhecido. Assim, é natural sentir medo, insegurança, animação pelo novo e tristeza pelo que irá perder. E a autora conseguiu retratar esses sentimentos de uma maneira tão real que faz o leitor se identificar ou, pelo menos, sentir empatia pela situação da Lara Jean e do Peter.
E o que dizer do romance? Uma coisa que, frequentemente, me incomoda em livros YA é que os problemas enfrentados pelo casal principal às vezes são muito exagerados, dramáticos ou soam muito falsos. Mas esse definitivamente não é o caso da Lara Jean e do Peter. O relacionamento dos dois é bastante crível, tanto no que se refere aos momentos bons e românticos quanto às dificuldades que eles enfrentam. São situações que qualquer adolescente pode vivenciar e que tornam o casal principal ainda mais real para quem lê.
“Ao pensar em Peter com vinte, vinte e poucos anos, sinto uma espécie de saudade do homem que posso nunca chegar a conhecer. Agora, hoje, ele ainda é um garoto, e eu o conheço melhor do que ninguém, mas e se não for sempre assim? Nossos caminhos já estão se afastando, um pouco mais a cada dia, quanto mais nos aproximamos de agosto.”
Mas o que me fez amar essa trilogia e que torna esse YA tão especial para mim é a relação da Lara Jean com a família. Adoro ver a interação das irmãs Song que, apesar de completamente diferentes umas das outras, se amam tanto. Elas são, realmente, um trio que se completa e se tornam muito mais forte quando estão juntas. Além disso, gosto muito da relação delas com o pai e modo como a família se uniu para superar a perda da mãe.
E, nesse livro, as relações familiares foram ainda mais aprofundadas pela autora. O pai da Lara Jean está namorando depois de muito tempo sozinho e isso, obviamente, impacta na dinâmica de toda a família. Quem mais sofre é a Margot, que estava distante e não pôde acompanhar o desenvolvimento do relacionamento. No entanto, é interessante ver como cada uma delas vai reagindo às mudanças na vida do pai.
Aliás, Agora e para sempre, Lara Jean pode ser resumido em mudanças e desenvolvimento de personagens. Todos eles passam por situações que os tiram de sua zona de conforto, o que impacta em um amadurecimento maior para todos.


A Lara Jean, em especial, me deixou muito orgulhosa. Ela sofre com muitas dúvidas ao longo do livro, mas amei ver o quanto ela se fortalece e aprende a tomar decisões difíceis e lidar com elas. Já o Peter, além de amadurecer bastante, consegue o feito de se tornar ainda mais apaixonante do que nos livros anteriores e dá vontade de colocá-lo no colo por algumas situações mais dolorosas que ele enfrenta.
A Kitty, caçulinha das irmãs, foi a única que me decepcionou um pouco, porque era a minha personagem favorita dos livros anteriores e, nesse, eu a achei um pouco chata e egoísta. No entanto, acho que foi algo compreensível dentro da história, pois ela está passando da infância para a adolescência, o que é uma fase de transformações tão intensa quanto aquela vivida pela Lara Jean. Já a Margot continua sendo a personagem que eu menos gosto e tenho muita dificuldade em aceitar algumas de suas atitudes, mas, por incrível que pareça, ela amoleceu meu coração ao protagonizar algumas das cenas mais bonitas do livro.
“Famílias encolhem e se expandem. Só podemos ficar felizes, satisfeitos uns pelos outros, pelo tempo que temos juntos”.
Com relação à escrita da Jenny Han, não preciso nem dizer que continua apaixonante, né? Ela conseguiu desenvolver a trama com um ritmo envolvente, construindo os conflitos de maneira natural e mostrando, gradualmente, a evolução dos personagens. Além disso, os sentimentos são apresentados de uma maneira real, que conquista a empatia e faz com que o leitor consiga se conectar com a história.
Achei que o desfecho foi totalmente condizente com tudo que foi construído ao longo de toda a trilogia e confesso que fiquei emocionada por ver as pessoas que esses personagens se tornaram no final. Adorei as escolhas feitas por cada um deles e terminei a leitura feliz por ver que todas as coisas pelas quais passaram nos três livros fizeram com que eles realmente evoluíssem.
De um modo geral, eu terminei essa trilogia feliz, um pouco nostálgica lembrando da minha adolescência e já com muita saudade desses personagens. Meu livro favorito continua sendo o primeiro, mas Agora e para sempre, Lara Jean mantém os elementos que conquistaram tantos fãs no mundo todo e traz o desfecho perfeito para uma série tão apaixonante. E, para quem também já está sentindo falta desses personagens maravilhosos, vai ter adaptação para o cinema e o filme já está sendo produzido. Alguém mais está ansioso para conferir?
Me contem aí nos comentários se já leram essa trilogia e quais suas expectativas para o filme. Vou adorar saber a opinião de vocês! E, para quem ainda não leu e tem interesse em conhecer a história da Lara Jean, vou deixar o link para compra de todos os livros separadamente e do box (lindo!) com a trilogia completa. 

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Tag - 10 regras a ignorar

Como vocês sabem, em novembro aconteceu um especial maravilhoso, que reuniu vários blogs: o Novembro de Época. A intenção era encerrar com uma tag maravilhosa, criada pela Mary do Leituras da Mary, porém, não consegui postar ontem.
No entanto, como diz o ditado, antes tarde do que nunca. Então, para encerrar o especial Novembro de Época, hoje vou responder a tag 10 Regras a Ignorar. Ela foi criada pela Mary, do blog Leituras da Mary, e consiste em 10 perguntas sobre romances de época que apresentam personagens e situações que não seguem as regras.

1 – Uma dama não conversa com um desconhecido sem ser devidamente apresentada: Cite um livro com um primeiro encontro que foge às regras.
O primeiro livro que me ocorreu foi O príncipe corvo, no qual os protagonistas se conhecem em uma situação que não só foge dos padrões como também não é nada romântica. No caso, a protagonista Anna conhece o Conde de Swartinghan ele praticamente a atropela na estrada e não tem nem o cavalheirismo de ajudá-la. Ou seja, um primeiro encontro nada comum e, ainda por cima, nem um pouco romântico.

2 – Passe longe de um libertino: Mencione um livro em que ocorre justamente o contrário.
Para essa pergunta, não dá para citar outro livro que não seja O visconde que me amava. No segundo livro da série Os Bridgertons, da Julia Quinn, tudo o que Kate quer é manter sua irmã caçula longe de Anthony Bridgerton, famoso por sua fama de libertino. Porém, advinha quem acaba se envolvendo com ele? É óbvio que, enquanto tenta mantê-lo longe da irmã, a própria Kate acaba não resistindo aos encantos do visconde.

3 – Não fale demais, não demonstre ser muito inteligente, seja delicada e recatada: Um livro com uma mocinha fora dos padrões.
Impossível não pensar na Daphne do livro O Duque e eu. Influenciada pela convivência próxima com os irmãos mais velhos, Daphne é uma mocinha que não se intimida pelos homens. Espirituosa e dona de uma língua afiada, ela definitivamente não se encaixa nos padrões femininos da época, algo que acaba tornando difícil para ela encontrar pretendentes adequados. Os homens que a cortejam são ou muito velhos ou muito tolos, e os interessantes a enxergam apenas como uma amiga ou se sentem intimidados por sua personalidade.

4 – Não desonre uma dama: Cite um livro em que os mocinhos vão para a cama antes do casamento.
Isso é bastante comum em alguns romances, mas o que eu me lembrei imediatamente foi Simplesmente o Paraíso, da Julia Quinn. Ele é o primeiro da série Quarteto Smythe-Smith e, nele, o casal Honoria e Marcus, depois de terem sido apenas bons amigos por anos, acabam percebendo que seus sentimentos eram muito maiores do que uma simples amizade. Assim, é claro que eles acabam não aguentando esperar até o casamento.

5 – Não faça propostas indecentes a um cavalheiro: Uma mocinha cheia de atitude.
Acho que, de todas as protagonistas de romance de época que eu já li, a mais cheia de atitude é a Minerva de Codinome Lady V. Cansada de homens que só pensavam no valor do seu dote, ela resolve se aventurar no Clube Nightingdale, local onde ela poderia ter um amante sem manchar ter sua reputação manchada. Protegida por uma máscara, ela quer descobrir como é ser desejada por um homem sem que este esteja interessado em sua fortuna.

6 – É pecado beijar apaixonadamente: Um casal que não liga a mínima para as conveniências.
Por incrível que pareça, achei essa pergunta difícil de responder. No entanto, acredito que um casal que pode se encaixar bem é a Izzy e o Ransom do livro Romance com o duque, da autora Tessa Dare. Apesar da mocinha ainda ter uma certa preocupação com as aparências, o duque não está nem um pouco interessado no que outras pessoas pensam e quer mesmo manter distância do resto da sociedade. Além disso, não dá para negar que o fato dos dois acabarem dividindo um castelo sem serem casados demonstra uma clara falta de preocupação com as convenções da época.  

7 – Damas bem-educadas não frequentam esses lugares: Uma dama aventureira.
Aqui vou trapacear e citar tanto a Anna, de O príncipe corvo, quanto a Minerva, de Condinome Lady V. Ambas são mulheres de personalidade forte, corajosas e determinadas, que fogem muito dos padrões da sua época e que, em mais de um momento de seus respectivos livros, arriscam sua reputação indo a lugares que não seriam considerados adequados para uma dama, caso fossem descobertas. 
 
8 – Um casal não deve fazer demonstrações de afeto publicamente: Casal que joga na cara da sociedade o seu amor um pelo outro.
A Luna e o Michael, do livro O beijo da lua, não fazem a menor questão de esconder que estão se apaixonando. Não demora para toda a sociedade reparar que Michael está cortejando a jovem, e todos que estão à volta dos dois notam que o sentimento é recíproco. Apesar de todas as adversidades que eles enfrentam ao longo do livro, ninguém pode acursar esse casal de ficar enrolando e tentando esconder os próprios sentimentos.

9 – A nobreza não deve se misturar com a plebe: Cite um casamento entre casal de classes sociais diferentes.
O primeiro livro que me veio a mente foi Uma noite como esta, da Julia Quinn. Trata-se do segundo volume da série Quarteto Smythe-Smith e, nele, temos o romance entre Anne Winter e Daniel Smythe-Smith. Ele se encanta imediatamente por ela quando a vê tocando no tradicional (e temido) recital de sua família, porém, logo descobre que ela é governanta de suas primais mais jovens. Isso o impede de se apaixonar por ela? Claro que não! Os dois se apaixonam e, mesmo a diferença social e os vários segredos sobre o passado dela, não são motivo suficiente para fazer com que Daniel desista de Anne. 

10 – Esse livro não é apropriado para jovens inocentes: Qual foi o último romance de época que você leu ou está lendo?
O último romance de época que eu li foi o nacional O beijo da lua, da autora Nana Valenttine. Ele foi o livro escolhido para a leitura coletiva do Novembro de Época e foi uma grata surpresa para mim, No entanto, comecei recentemente o livro Era uma vez no outono, da autora Lisa Kleypas, segundo volume da série As estações do amor e que estava na minha lista de romances de época desejados (aqui).


Eu adorei responder essa tag e fiquei ainda mais curiosa para ler o livro que a inspirou (Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, da autora Sarah MacLean). Agora, quero saber o que vocês acharam das minhas respostas e quais livros vocês escolheriam para essas perguntas. Me contem aí nos comentários.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

[Dica da Malu] Confesse

Sinopse: “Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.”Autora: Colleen Hoover / Editora: Galera Record / Páginas: 320 / Skoob / Comprar: Amazon * Livro recebido de parceria com a editora

Quem me acompanha aqui no blog sabe que, desde que tive contato com a escrita da Colleen Hoover, foi amor à primeira vista ou, no caso, amor à primeira leitura. Se você já leu qualquer livro da autora, sabe que ela tem o dom de envolver o leitor de uma maneira que ele vivencia todas as emoções junto com os personagens, sofrendo com e por eles. Por esse motivo, vocês já podem imaginar que a minha expectativa para ler Confesse, lançado no Brasil esse ano pela Galera Record, era muito alta.
Vou te amar para sempre. Mesmo quando eu não puder mais.
Nesse livro, somos apresentados a Auburn, uma jovem que perdeu tudo aquilo que mais amava, mas luta para construir sua vida. No início, não fica claro o que aconteceu com ela, mas sabemos que ela precisa desesperadamente de dinheiro para pagar um advogado. A oportunidade surge quando, por um acaso, ela descobre uma vaga de emprego em uma galeria de arte.
É quando Auburn conhece Owen, o dono da galeria. A beleza e o carisma dele fazem com que, pela primeira vez em muito tempo, ela se sinta atraída por alguém. No entanto, os dois escondem segredos, e os dele podem destruir a única chance que ela tem para reconstruir sua vida. 


A primeira coisa que preciso destacar nesse livro é a capacidade que a Colleen Hoover tem de despertar a empatia do leitor. Mesmo sem conhecer os personagens, eu já estava chorando logo no prólogo, comovida pela situação que alguns deles estavam vivendo. E, por mais que o livro não siga tão dramático nos capítulos seguintes, a autora consegue fazer com que, desde o início, o leitor se importe com os personagens e se preocupe com o destino deles.
Aliás, para mim, o grande mérito de Confesse é o quanto os personagens principais são reais e humanos. Mesmo quando não sabemos ao certo os segredos que eles escondem, há uma naturalidade tão grande nos seus diálogos e no modo como eles se comportam, que isso os torna mais próximos do leitor, conquistando sua empatia.
Outro aspecto que gostei bastante é como Colleen Hoover soube conduzir a trama. Mesmo quando não tinha noção da carga dramática dos personagens, eu me senti envolvida tanto pelo carisma deles quanto pela curiosidade de saber o que eles escondiam. Além disso, o desenvolvimento da história é tão leve que não senti a leitura passar. No entanto, da metade para frente, os segredos começam a ser revelados e a trama se torna mais tensa. Assim, Colleen foi hábil ao manter a curiosidade do leitor e saber o momento exato de revelar cada fato que os personagens escondiam, de modo a surpreender, mas também conquistar a empatia do leitor.

E o que dizer dos personagens? A Auburn é uma das protagonistas mais carismáticas e humanas que já tive a oportunidade de ler. Ela teve sua vida destruída de várias maneiras e, mesmo sendo muito jovem, teve a força de vontade e a perseverança de seguir em frente. Claro que isso não a isentar de cometer erros e ser egoísta em alguns momentos, mas acho que o fato de não ser uma mocinha perfeita a aproxima ainda mais do leitor. Além disso, mesmo com toda a carga dramática que carrega, ela é uma personagem leve e, até mesmo, divertida.
Já o Owen é o meu mais recente crush literário. Eu demorei mais a entender os problemas dele do que os da Auburn, mas, quando eu entendi, senti meu coração ficar apertado por ele. Assim como Auburn, ele passa por situações muito reais e que o tornam mais humano aos olhos de quem lê. Além disso, ele é carismático, charmoso e com um senso de humor refinado e apaixonante.
Os personagens secundários não ganham tanto destaque, mas contribuem significativamente para a construção da trama. Entre eles, se destacam Lydia, Emory e Trey. A minha favorita é, sem dúvida, a Emory. Ela é divertida e, algumas vezes inconveniente, mas também é uma amiga leal para Auburn e que me surpreendeu em alguns momentos da leitura. Já a Lydia e o Trey estão entre os personagens mais detestáveis que eu já li. No entanto, preciso destacar que, por mais odiosas que fossem as atitudes dos dois, ainda são personagens muito humanos e complexos.
Não preciso nem dizer que a escrita da Colleen Hoover continua extremamente envolvente e que me afeiçoei aos protagonistas quase que imediatamente. A trama se desenvolve de uma maneira dinâmica, mas sem prejudicar o desenvolvimento do romance ou a construção dos personagens. Além disso, gostei muito do fato de que ela alterna a narração entre a Auburn e o Owen. Isso contribui muito para que o leitor possa entender melhor a perspectiva dos dois protagonistas e se apegue mais a eles.

Com relação à edição, achei que a Galera Record foi impecável. A capa original foi mantida, o que considero um acerto, as páginas são amareladas e as letras estão com um bom tamanho para leitura. Além disso, o livro contém algumas ilustrações lindíssimas no final que dão ainda mais sentido para alguns momentos do livro.
Por fim, só posso dizer sobre Confesse é que mais uma vez Colleen Hoover acertou na construção dos personagens e da trama. Mais uma vez ela conseguiu me fazer sofrer, sorrir, me apaixonar e, também, me desesperar junto com seus personagens. Trata-se de uma leitura envolvente e que chega a ser angustiante, em alguns momentos, de tão real. Recomendo este livro para quem procura um new adult romântico, mas com situações muito reais e personagens humanos e complexos. No entanto, já aviso que lenços podem ser necessários ao longo da leitura.
E vocês, já leram Confesse ou algum outro livro da Colleen Hoover? Me contem o que acharam aí nos comentários. Vou adorar saber a opinião de vocês! Só peço para tomarem cuidado com os spoilers, para não prejudicar a experiência de quem ainda não leu.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Cinco romances de época desejados

Como muitos devem estar sabendo, nessa sexta-feira, dia 24 de novembro, acontece em várias lojas a Black Friday. E, como sempre na Black Friday, muitos leitores estão preparando sua listinha de livros desejados para comprar.
Como parte do especial Novembro de Época, e aproveitando a semana da Black Friday, vim contar os romances de época que estão na minha lista de desejados. Não sei se vou mesmo comprar esses livros, até porque são muitos desejados para pouco dinheiro e pouco espaço na estante, mas eles estão na lista dos que eu quero ler.

Nove regras a ignorar antes de se apaixonar, da Sarah MacLean
Sempre ouço diversos elogios a esta trilogia e esse primeiro volume é um dos livros que estão no topo da minha lista de prioridades. Adoro a capa e, pela sinopse, parece ser uma leitura divertida e apaixonante. 
Sinopse: “A sonhadora Calpúrnia Hartwell sempre fez tudo exatamente como se espera de uma dama. Ainda assim, dez anos depois de ser apresentada à sociedade, ela continua solteira e assistindo sentada enquanto as jovens se divertem nos bailes. Callie trocaria qualquer coisa por uma vida de prazeres. E por que não se arriscar se, aos 28 anos, ela já passou da idade de procurar o príncipe encantado, nunca foi uma beldade e sua reputação já não lhe fará a menor diferença? Sem nada a perder, a moça resolve listar as nove regras sociais que mais deseja quebrar, como beijar alguém apaixonadamente, fumar charuto, beber uísque, jogar em um clube para cavalheiros e dançar todas as músicas de um baile. E depois começa a quebrá-las de fato. Mas desafiar as convenções pode ser muito mais interessante em boa companhia, principalmente se for uma que saiba tudo sobre quebrar regras. E quem melhor que Gabriel St. John, o marquês de Ralston, para acompanhá-la? Afinal, além de charmoso e devastadoramente lindo, ele é um dos mais notórios libertinos de Londres. Contudo, passar tanto tempo na companhia dele pode ser perigoso. Há anos Callie sonha com Gabriel e, se não tiver cuidado, pode acabar quebrando a regra mais importante de todas – a que diz que aqueles que buscam o prazer não devem se apaixonar perdidamente”.

O príncipe leopardo, Elizabeth Hoyt
Quando eu li O príncipe corvo, não esperava gostar tanto do livro, mas fui surpreendida por um romance bem construído, personagens apaixonantes e muito humanos e uma trama que traz o empoderamento feminino a todo momento. Então, claro que estou mais do que ansiosa para continuar a trilogia e O príncipe leopardo é um dos romances de época que mais desejo ler. 
Sinopse: "O segundo livro da aguardada série de romances de época com uma forte pitada de erotismo A única coisa que uma dama jamais deve fazer... Lady Georgina Maitland não quer um marido, embora ela pudesse ter um bom administrador para cuidar de suas propriedades. Ao pôr os olhos em Harry Pye, Georgina percebeu que não estava lidando apenas com um criado, mas com um homem. É se apaixonar... Harry conheceu muitos aristocratas — incluindo um nobre que é seu inimigo mortal. Mas nunca conheceu uma dama tão independente, desinibida e ansiosa para estar em seus braços. Por um criado. Ainda assim, é impossível ter um relacionamento discreto quando ovelhas envenenadas, aldeões assassinados e um magistrado furioso tumultuam o condado. Os habitantes culpam Harry por tudo. Enquanto tenta sobreviver em meio à desconfiança e manter o pescoço de Harry longe da forca… Georgina não quer perder outra noite de amor. "

Um perfeito cavalheiro, da Julia Quinn
Tem como falar sobre romance de época sem citar a Júlia Quinn. Para mim, é impossível. O duque e eu foi o primeiro romance de época que eu li e foi o que despertou meu interesse pelo gênero. Infelizmente, eu só li até o segundo volume da série Os Bridgertons, mas quero mudar isso em breve. Por esse motivo, o terceiro livro, Um beijo inesquecível, é um dos livros que considero prioridade na minha lista de desejados. 
Sinopse: “Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse parece um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, ela é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, porém, ela consegue entrar às escondidas no aguardado baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhece o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois. Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.”

Era uma vez no outono, da Lisa Kleypas
Outro livro que é continuação de série e que estou bastante ansiosa para ler. Trata-se do segundo volume da série As quatro estações do amor, cujo primeiro livro foi uma grata surpresa. Os dois personagens já haviam aparecido em Segredos de uma noite de verão e têm personalidades tão opostas que já estou ansiosa para ver as brigas desse casal. 
Sinopse: “A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?”

Um beijo à meia-noite, da Eloisa James.
O que me chamou a atenção nesse livro a princípio foi essa capa que, além de linda, me remeteu imediatamente à minha princesa favorita, Cinderela. E não foi só uma impressão minha. O livro é uma releitura da história da Gata Borralheira, com direito a uma mocinha que não faz a menor questão de agradar o príncipe e um mocinho irritante que se vê dividido entre a necessidade de salvar seu castelo e a atração que sente por uma jovem inteligente e de personalidade forte. 
Sinopse: “Kate Daltry é uma jovem de 23 anos que não costuma frequentar os salões da alta sociedade. Desde a morte do pai, sete anos antes, ela se vê praticamente presa à propriedade da família, atendendo aos caprichos da madrasta, Mariana. Por isso, quando a detestável mulher a obriga a comparecer a um baile, Kate fica revoltada, mas acaba obedecendo. Lá, conhece o sedutor Gabriel, um príncipe irresistível. E irritante. A atração entre eles é imediata e fulminante, mas ambos sabem que um relacionamento é impossível. Afinal, Gabriel já está prometido a outra mulher – uma princesa! – e precisa com urgência do dote milionário para sustentar o castelo. Ele deveria se empenhar em cortejar sua futura esposa, não Kate, a inteligente e intempestiva mocinha que se recusa a bajulá-lo o tempo todo. No entanto, Gabriel não consegue disfarçar o enorme desejo que sente por ela. Determinado a tê-la para si, o príncipe precisará decidir, de uma vez por todas, quem reinará em seu castelo. Um beijo à meia-noite é um conto de fadas inspirado na história de Cinderela. Com um estilo que combina graça, encanto e sedução, Eloisa James escreve uma narrativa envolvente, com direito a fada madrinha e sapatinho de cristal."

Há ainda vários outros romances de época na minha lista de desejados, mas esses são os que estou mais ansiosa para ler. E vocês, gostam desse estilo de romance? Me contem aí nos comentários quais vocês estão querendo ler.
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Nove regras a ignorar antes de se apaixonar: Aqui
O príncipe corvo: Aqui
O príncipe leopardo: Aqui
O duque e eu: Aqui
O visconde que me amava: Aqui
Um perfeito cavalheiro: Aqui
Segredos de uma noite de verão: Aqui
Era uma vez no outono: Aqui
Um beijo à meia-noite: Aqui
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Filmes e séries de época favoritos


Para a grande maioria dos leitores, feriado e final de semana são sinônimos de colocar a leitura em dia. Eu não sou diferente e sempre aproveito para ler bastante. No entanto, outra coisa que eu amo fazer nesses dias livres é assistir filmes ou séries. Então, aproveitando o feriado hoje e como parte do Especial Novembro de Época (sobre o qual eu falei com mais detalhes aqui), hoje vim trazer a indicação dos meus filmes e séries de época favoritos.
Mas não pensem que os livros vão ficar de fora desse post. A maioria das indicações dessa lista são adaptações de romances que eu já li e que são mais do que recomendados. Então, o que não vai faltar é opção para vocês aproveitarem o feriado, seja lendo ou assistindo algum desses filmes/séries. Então, vamos às indicações:

1 – Orgulho e Preconceito (2004)
Claro que eu iria começar essa lista com o meu favorito, né? Orgulho e Preconceito não é meu livro preferido da Jane Austen, mas é uma história que eu amo muito e a adaptação está impecável. Acredito que Kiera Knightley trouxe a personalidade forte e a vivacidade características da Elizabeth Benneth e Mathew McFayden é o Mr. Darcy perfeito. O filme, que tem uma trilha sonora excelente e uma fotografia maravilhosa, ainda conta com um elenco incrível, que inclui nomes como Judy Dench, Rosamound Pike, Carrey Mulligan e Donald Sutherland.  Não dá para perder né? E não preciso nem dizer que o livro é uma leitura mais do que recomendada, como todos os livros da Jane Auste.



2 – Para sempre Cinderela
Se você não assistiu esse clássico da Sessão da Tarde, preciso dizer que sua infância/juventude foi incompleta. Cinderela sempre foi a minha precisa preferida, mas essa versão com Drew Barrymore é a que traz a melhor versão da gata borralheira. Nesse filme, Cinderela é apenas o apelido da jovem Danielle, que se vê forçada a trabalhar para a madrasta após a morte de seu pai. No entanto, ela não é uma pessoa frágil ou submissa; ao contrário, ela tem opiniões fortes, é determinada e não fica esperando o príncipe aparecer para salvá-la. Aliás, o primeiro diálogo dela com o príncipe Henry já demonstra sua personalidade forte. Assim, é uma versão divertida e romântica, mas que traz uma Cinderela mais forte e inspiradora.


3 – Adoráveis mulheres (1994)
Adaptado do clássico de Louisa May Alcott, esse filme conta a história de quatro irmãs que, amparadas pela mãe, tentam sobreviver enquanto o pai luta na guerra. Cada uma dessas meninas tem personalidade e sonhos diferentes, mas são todas ligadas por um profundo amor pela família. No filme, acompanhamos a jornada delas à medida que vão crescendo e precisam encontrar seu lugar na sociedade, sem abrir mão daquilo que sempre sonharam. Além de um ótimo roteiro, muito fiel ao livro, o filme conta com um elenco de peso que inclui Susan Sarandon, Winona Ryder, Christian Bale, Claire Danes e Kirsten Dunst.  



4 – Amor e inocência
Para quem ama os romances da Jane Austen, não pode deixar de ver esse filme. Nele é contado um pouco sobre a vida da autora, baseado em cartas escritas por ela. Não há uma confirmação de que os acontecimentos do filme aconteceram do mesmo modo na realidade (o mais provável é que não), mas ainda é um romance delicioso de se assistir e parece ter sido escrito pela autora. Anne Hathaway, apesar de americana, está impecável como a escritora inglesa e é impossível não se comover com o romance apresentado. Ah e já aviso que será preciso ter uma pedra no lugar de coração para assistir sem se apaixonar pelo James McAvoy, que está incrível no papel de Tomas Leffroy, um suposto romance de Jane Austen.


5 – North and South
Trata-se de uma minissérie produzida pela BBC e que é adaptação do livro Norte e Sul, da escritora inglesa Elizabeth Gaskell. O romance é ambientado na Inglaterra, porém, em um período diferente do que estamos acostumados: durante a revolução industrial. A jovem Margareth Hale é obrigada a abandonar a pacata vida nos campos do sul do país quando seu pai resolve se mudar para uma cidade industrial no norte. Lá, Margareth se depara com as más condições de trabalho nas fábricas e se assusta ao ver a situação de miséria em que aquelas pessoas trabalham, a leva a antipatizar com o dono de uma das maiores indústrias da região, do qual o pai dela se torna amigo. Mas é claro que tem o outro lado da história e o Mr. Thorton está longe de ser aquela pessoa desprezível que ela imaginou a princípio. Preciso dizer que eu me apaixonei por ele? Acho que não. Basta vocês assistirem ao trailer que vocês vão entender do que eu estou falando.



Esses são apenas alguns dos filmes e séries de época que eu amo, mas tem muitos outros que eu poderia recomendar e também vários que ainda quero assistir. Agora, quero saber de vocês se já viram algum desses e quais vocês me indicam também, porque vou adorar conferir as dicas de vocês.
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