[Resenha] A mulher na janela

9 de jul de 2018


Olá, pessoal! Depois de muito tempo sem ler thrillers, li dois só no mês passado. Sobre Uma estranha em casa, da Shari Lapena, saiu resenha semana passada aqui. Então, hoje vim comentar sobre o que achei da leitura de A mulher na janela, do A. J. Finn.
Esse livro é um best-seller mundial e foi lançado no primeiro semestre aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. Foram tantos elogios que, até eu que não leio muito o gênero, fiquei curiosa. Confesso que demorei um pouco para vir contar o que achei, porque concluí a leitura com várias considerações. No entanto, não pensem que isso foi algo ruim. De um modo geral, gostei bastante do livro.

Autor: A. J. Finn
Editora: Arqueiro
Tradutor: Marcelo Mendes
Páginas: 352
Skoob
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.”

Em A mulher na janela, conhecemos uma protagonista complexa e carismática, que faz com que o leitor se interesse imediatamente em conhecer sua história. Vivendo separada do marido e da filha, e sem sair de casa há mais de um ano por causa de uma fobia de lugares abertos, a psicóloga Anna Fox passa os dias assistindo filmes clássicos de suspense, bebendo, ajudando pessoas em um fórum online e, principalmente, fotografando a vida dos vizinhos.
Como médica, digo que o paciente precisa estar num ambiente que ele seja capaz de controlar. Essa é a minha avaliação clínica. Como paciente, digo que a agorafobia não veio para destruir a minha vida: ela agora é a minha vida.”

Quando uma nova família se muda para a casa do outro lado do parque, Anna fica imediatamente obcecada com eles, especialmente com a mulher, Jane, e o filho, Ethan. No entanto, durante suas observações, ela começa a perceber que há algo de errado naquela família e no modo como o marido, Alistair, tratava Jane. As coisas se tornam ainda mais sérias quando, através das lentes de sua câmera, Anna vê um crime acontecer naquela casa. Porém, estando frequentemente misturando medicação fortíssima com vinho, será que Anna realmente presenciou um crime ou estava alucinando? Ninguém acredita nela, mas e se for verdade?


O ponto que achei mais interessante em A mulher na janela, foi a excelente construção que o autor fez de sua protagonista. Como o livro é narrado pela própria Anna, temos a oportunidade de conhecer melhor seus pensamentos e tentar entender seu estado. Assim, ao mesmo tempo que nos apegamos a ela, por seu carisma, também percebemos claramente o quão perturbada ela está. Vivendo uma vida muito solitária, ela tem uma rotina desregrada, ingerindo uma enorme quantidade de álcool, misturando remédios fortíssimos e ainda adotando um comportamento completamente obsessivo em relação aos vizinhos. Com isso, por mais que o leitor passe a se importar com Anna, também tem dificuldade em identificar o quanto do que ela narra é real ou resultado de sua percepção confusa.
E ainda assim cá estou eu, literalmente encarcerada na minha própria casa, trancando portas e fechando janelas, fugindo da luz enquanto uma mulher é esfaqueada do outro lado do parque e ninguém percebe, ninguém sabe. Exceto eu...”
Isso me leva a outro acerto do autor: apresentar bem a personagem para, depois, trazer o mistério. Quando o suposto crime acontece, já é possível conhecer Anna o suficiente para desconfiar de sua capacidade de julgar o que viu. Isso contribuiu muito para aumentar o suspense, pois não apenas desconfiamos dos demais personagens e de quem poderia ter cometido um ato tão bárbaro, como questionamos a própria Anna. Ou seja, acaba sendo aquele tipo de livro que o leitor desconfia de tudo e de todos, criando várias teorias e duvidando da própria narradora da história.

Os personagens secundários não são tão aprofundados, mas isso é proposital e funciona muito bem na trama. O leitor fica apenas com a visão que Anna tem de cada um deles e sempre se questiona se as impressões dela estão corretas ou não. Deste modo, por mais que não se crie um laço com esses personagens, é inegável a importância deles para o desenvolvimento do enredo. No entanto, faço uma ressalva para o detetive Little, responsável pela investigação do suposto crime. Apesar de não aparecer tanto, eu o achei um personagem muito carismático e gostei muito da forma atenciosa e delicada com a qual tratou Anna, mesmo duvidando das acusações dela.



Com relação à trama, preciso confessar que no início, ela é um pouco mais lenta. Ela só vai ganhar um ritmo mais intenso da metade para o fim, porém, quando isso acontece, é impossível querer largar o livro. Além disso, o começo mais morno não foi algo que me incomodou, pois achei a Anna uma personagem tão interessante de acompanhar, que fiquei presa à leitura querendo entende-la melhor e os motivos que a levaram a ficar naquele estado.
Você pode ouvir as confidências de uma pessoa, os medos dela, as carências, mas não se esqueça de uma coisa: tudo existe em meio aos medos e segredos de outra pessoa, as que dividem o mesmo teto que ela.
No entanto, se tratando de um thriller, é claro que o que vocês querem saber é se eu achei o livro surpreendente. Porém, esse foi o ponto que me deixou mais indecisa em relação à leitura. Confesso que muitas coisas são previsíveis e outras o autor deixou pistas que consegui adivinhar antes do final. Ainda assim, fiquei muito surpresa com o desfecho. O motivo disso é que o autor criou uma história tão complexa que, por mais que eu tenha adivinhado muitas partes, não consegui ligar os pontos e entender completamente o que tinha acontecido realmente.
Acredito que, por tudo que falei ao longo da resenha, é desnecessário dizer que gostei muito da escrita do autor. A. J. Finn trouxe, em seu romance de estreia, uma trama inteligente, envolvente e com uma protagonista interessante e complexa. Ele criou um thriller daqueles que prendem o leitor e, por mais que eu tenha percebido algumas pistas deixadas, fui surpreendida ao entender toda a história criada por ele.
Assim, acredito que A mulher na janela seja uma ótima leitura para tanto para os que adoram um bom suspense quanto para aqueles que querem começar a se aventurar no gênero. Mesmo se tratando do primeiro livro de A. J. Finn, o autor já demonstrou um excelente potencial e estou ansiosa para conferir outras obras dele. E, para quem não ficou completamente convencido sobre ler ou não, ainda tenho outro incentivo para oferecer: A. J. Finn está confirmado na Bienal do Livro de São Paulo no dia 05 de agosto. Ou seja, para quem for, ainda dá tempo de ler e tentar pegar um autógrafo na Bienal.
Então, o que vocês acharam? Me contem aí nos comentários se já leram ou ficaram curiosos para ler A mulher na janela. E, caso tenham se interessado, vou deixar o link de compra na Amazon aqui.

[Resenha] Uma estranha em casa

4 de jul de 2018


Imagine acordar em um hospital após sofrer um acidente e não se lembrar de nada. Pior ainda, ser informado que estava dirigindo em alta velocidade em um bairro que você nunca andaria? Pois é isso que acontece no livro Uma estranha em casa, da Shari La Pena, lançado pela Editora Record e que foi uma das minhas leituras de junho. E que leitura, gente!
Sabe aqueles livros que prendem a atenção do leitor e não dão vontade de largar por nada? É o caso de Uma estranha em casa! Thriller policial escrito pela mesma autora de O casal que mora ao lado, esse livro prendeu a minha atenção da primeira à última página com uma trama ágil, bem construída e envolvente.

Autora: Shari Lapena
Tradutor: Márcio El-Jaick
Editora: Record
Páginas: 266
Onde comprar: Amazon
Livro recebido de cortesia da editora
Sinopse: “Karen Krupp acorda no hospital, sem ter a menor ideia de como foi parar nele. Tom, seu marido, diz que a porta estava destrancada quando ele entrou em casa, as luzes acesas, e que a esposa provavelmente saiu às pressas quando estava preparando o jantar, pelo que ele viu na cozinha. Karen perdeu o controle do carro enquanto dirigia a toda a velocidade e bateu de frente num poste. O mais estranho: o acidente aconteceu num dos bairros mais perigosos da cidade. A polícia suspeita de que Karen esteja envolvida em algo obscuro, mas Tom tem certeza de que não. Ele está casado com ela há dois anos, conhece muito bem a mulher. Será mesmo? Vai perguntar tudo a Karen quando chegar ao hospital, depois de dizer que a ama e que está feliz por ela ter sobrevivido, é claro. Mas Tom não obtém resposta nenhuma. Porque ela não se lembra de absolutamente nada.”

Por que você fugiria de casa se tem uma vida feliz?”
Em Uma estranha em casa, o leitor irá se deparar com um mistério logo nas primeiras páginas. Tom Krupp chegou em casa ansioso para ver sua esposa, mas Karen não estava. Ela saiu deixando a porta aberta e sem levar o celular e nenhum documento. Logo, um policial chega avisando que Karen sofreu um acidente enquanto em alta velocidade em um bairro perigoso da cidade.
A princípio, Tom não acredita que seja mesmo sua esposa. Karen nunca dirige em alta velocidade, e o que ela estaria fazendo em um bairro como aquele? Porém, era ela mesmo e, agora, ele e a polícia precisavam de respostas. O problema é que Karen não se lembra de nada daquela noite, nem mesmo o que a levou a sair de casa tão rapidamente que nem trancou a porta. O que teria acontecido naquela noite?


Esse é o meu segundo contato com a escrita de Shari La Pena e, mais uma vez, ela conseguiu construir uma trama instigante e que prende o leitor desde o início. Já nas primeiras páginas ficamos intrigados pela situação estranha em que Karen se envolveu. Porque uma mulher que, aparentemente, tem uma vida tranquila e regrada estaria dirigindo a uma velocidade elevada em um bairro tão perigoso e tão distante de sua casa. Mas, à medida que a história avança, vão surgindo mais motivos para desconfiar dos personagens e muitas teorias vão passando pela mente do leitor, o que torna a leitura ainda mais interessante.
“Tom também está incomodado, uma questão tem lhe preocupado: será que ela não se lembra mesmo daquela noite? Ou simplesmente está escondendo algo dele? Desconfiança é um negócio insidioso: as dúvidas começaram a surgir, coisas que antes ele conseguia ignorar.”
No entanto, o suspense não é o ponto mais forte do livro. Confesso que, lá pela metade do livro, eu já tinha percebido muitas pistas e desvendado boa parte do mistério. Mas não pensem que isso deixou a leitura menos interessante. Tem dois aspectos que deixaram a trama instigante e a leitura envolvente. O primeiro deles é o destaque dado ao processo de investigação. Ao longo do livro, vemos a polícia coletando provas, interrogando suspeitos e testemunhas e procurando pistas. Com isso, mesmo quando já temos noção do que fato aconteceu naquela noite, podemos ver todo o trabalho dos detetives e como eles vão juntando os pontos, o que é algo muito interessante de  se acompanhar.
Somado a isso, há a ótima construção dos personagens, que faz com que o leitor se envolva na leitura querendo conhecer mais sobre eles. Karen e Tom são muito humanos e complexos, com camadas e conflitos que vão sendo revelados ao longo do livro. Acaba sendo difícil não se apegar aos dois e se solidarizar ao perceber as dúvidas e as desconfianças se instalando entre eles e ameaçando seu casamento. Além disso, os personagens secundários também são bem desenvolvidos e desempenham papéis relevantes na trama. Em especial, eu adorei os investigadores do caso e confesso que adoraria vê-los em outros livros.



Outro ponto que contribuiu muito para que a leitura se mostrasse tão envolvente é a escrita fluida e direta da Shari Lapena. Ela conseguiu manter o ritmo da trama intenso e soube inserir elementos na história que fizeram com que o livro continuasse interessante, mesmo quando supúnhamos já saber todo o mistério. A todo momento, foram mostradas mais facetas dos personagens ou alguma nova etapa da investigação que ajudaram a manter o envolvimento com o livro.
Tom quer que ela diga que é inocente. É tudo o que ele deseja. Para poder abraça-la e então decidir o que fazer. Quer defendê-la se for possível. É apaixonado por ela e isso não mudou. Fica surpreso com o fato de ainda poder amá-la mesmo sem confiar nela. Quer voltar a confiar.
Além disso, achei que a autora foi muito inteligente no desfecho. Quando eu tinha certeza de que já sabia tudo que poderia descobrir sobre o mistério e os personagens, veio uma revelação que me pegou de surpresa e mudou toda a minha percepção sobre o livro. Talvez, para quem tenha o hábito de ler thrillers, não seja algo surpreendente. Porém, para mim, acabou sendo o toque de mestre.
Deste modo, Uma estranha em casa acabou se mostrando um thriller bem construído, com uma trama inteligente e personagens complexos e interessantes. Quem não tem o hábito de ler o gênero, certamente será envolvido pela escrita ágil de Shari Lapena e irá se surpreender com as revelações que ela preparou. No entanto, mesmo para quem já está acostumado com livros de suspense e ache a trama previsível, acredito que a leitura ainda valerá a pena por ter um enredo tão dinâmico e gostoso de se acompanhar.  


Tag dos 50%: As leituras do primeiro semestre

2 de jul de 2018



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Estamos oficialmente no segundo semestre de 2018 e está na hora de fazer um balanço das leituras que fiz nos primeiros seis meses do ano. Para isso, vou responder a já tradicional Tag dos 50% e falar sobre alguns livros que se destacaram no primeiro semestre, bem como as minhas expectativas para o próximo.
Até agora, o ano tem corrido melhor do que eu esperava e, felizmente, a maior parte das minhas leituras foram boas. Tive algumas decepções, mas vários livros me surpreenderam positivamente e superaram as minhas expectativas. Então, só me resta torcer para que o resto do ano continue assim.

1 – O melhor livro que você leu até agora, em 2018.
Fiquei muito dividida nessa pergunta, porque alguns livros mexeram muito comigo por motivos diferentes. No entanto, acredito que O ódio que você semeia, da Angie Thomas, se destacou não só por ter sido uma ótima leitura, mas por ter me tocado profundamente e despertado várias reflexões muito importantes. Como falei na resenha aqui, esse é daqueles livros que tocam o dedo na ferida e fazem o leitor ter a sensação de levar muitos tapas na cara, mas, ao mesmo tempo, também emociona e traz a esperança de que cada um de nós pode usar sua voz para transformar o mundo em um lugar melhor e sem preconceito.

2 – A melhor continuação que você leu até agora, em 2018.
Sem a menor dúvida: A Heroína da Alvorada, da Alwyn Hamilton. Esse livro foi um dos melhores que li no ano e se tornou um dos meus favoritos da vida. É um final brilhante para uma série que se mostrou perfeita do começo ao fim. Já falei muito sobre ele na resenha aqui, mas esse livro mostrou a evolução dos personagens ao longo da trilogia, enriqueceu ainda mais o universo criado pela Alwyn Hamilton e trouxe um desfecho bem amarrado e muito sensível, daqueles que deixam o leitor com a sensação de que a jornada valeu muito a pena.

3 – Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito.
Pode ser uma lista? Esse primeiro semestre teve vários lançamentos incríveis, e lógico que não li nem a metade. No entanto, teve um que se destacou tanto por ter uma premissa que me deixou muito curiosa, quanto por ter sido muito elogiado desde que foi publicado: Em outra vida, talvez, da Taylor Jenking Reid. Não consegui ler no primeiro semestre, mas quero ver se consigo até o final do ano.

4 – O livro mais aguardado do segundo semestre.
Dessa vez, tive que falar três, porque três das minhas autoras favoritas vão publicar livros novos esse semestre. Começando com a Colleen Hoover, que irá publicar All Your Perfects agora em julho. Da Sarah J. Maas, tem o último volume da série Trono de Vidro, Kingdom of Ash que será lançado em outubro nos EUA. E, em dezembro, o lançamento mais aguardado do ano para mim: Queen of Air and Darkness, da Cassandra Clare, que encerra a trilogia Os Artifícios das Trevas. Infelizmente, nenhum desses livros tem previsão de lançamento no Brasil. Porém, eu não vou resistir e devo ler em inglês mesmo.

5 – O livro que mais te decepcionou esse semestre.
Fiquei em dúvida entre alguns, mas acredito que seja Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard. Esse livro me decepcionou não apenas porque eu tinha altas expectativas para o último livro da série A Rainha Vermelha, mas porque o livro estava excelente, até a autora estragar tudo com um final ridículo e mal escrito. Ainda não superei a raiva que senti com esse desfecho fraquíssimo e, por isso, ele foi a decepção do ano, até agora. Vocês podem conferir a resenha aqui.

6 – O livro que mais te surpreendeu.
Vou confessar que eu não esperava nada do livro “Seduzida por um guerreiro escocês”, da Maya Banks. Para começar, o título não me atraía muito (acho brega, pronto falei). Segundo, já tinha ouvido algumas críticas aos livros da autora por romantizarem relacionamentos abusivos. Felizmente, não foi o caso de Seduzida por um guerreiro escocês, e o romance nesse livro é lindo e muito bem construído. Além disso, fui surpreendida positivamente pela protagonista Evelinne, que é um mulher forte e com uma enorme capacidade de superação.

7 – Novo autor favorito (que lançou livro nesse primeiro semestre ou que você conheceu recentemente).
Percebi que a maioria dos autores que eu li esse ano, já conhecia a escrita deles antes. No entanto, entre os autores que eu nunca tinha lido nada, a Lisa Maxwell se destacou com o livro O último dos magos (uma das melhores fantasias que já li). Eu sei que o livro é um lançamento do ano passado, mas eu só li em março de 2018, então, está valendo para a pergunta.

8 – A sua quedinha por um personagem fictício mais recente.
Difícil escolher, mas o meu crush literário mais recente é o Tristan, do livro Como se vingar de um cretino. Eu escrevi uma resenha sobre esse livro recentemente aqui e comentei que de cretino ele não tem nada, e não tem mesmo. É um personagem apaixonante, com mais camadas do que imaginamos a princípio e que vai demonstrando várias qualidades aos longo do livro. Fiquei apaixonada por ele e admito que foi um dos aspectos que mais gostei nessa leitura.

9 – Seu personagem favorito mais recente.
Para minha enorme surpresa, quando fui pensar no personagem que mais se destacou para mim nesse semestre, fiquei totalmente dividida entre três. Minha escolha inicial seria a Amani, de A Heroína da Alvorada, porém, ela já é uma das minhas personagens preferidas desde o primeiro livro da série. Então, resolvi deixar o destaque para dois personagens que roubaram a cena e entraram para o grupo dos meus favoritos da vida: Maven e Evangeline da série A Rainha Vermelha. Sim, eu sei que já os conhecia antes, mas foi nos dois livros que eu li esse ano, A Prisão do Rei e Tempestade de Guerra, que eles me conquistaram e se tornaram meus favoritos.

10 – Um livro que te fez chorar no primeiro semestre.
Outra pergunta que eu poderia responder com uma pequena lista, porque eu sou a pessoa mais chorona do mundo e alguns livros me fizeram derramar lágrimas esse ano. Porém, os que mais mexeram comigo foram: O ódio que você semeia, da Angie Thomas, e É assim que acaba, da Colleen Hoover. Foram os dois livros mais fortes que eu li esse ano, então, é fácil entender porque eles foram os que mais me fizeram chorar.

11 – Um livro que te deixou feliz no primeiro semestre.
Ah essa foi muito fácil: Um verão na Itália, da Carrie Elks. Esse livro já me deixou feliz no momento em que chegou na minha casa na caixinha da VIB. Mas, além disso, a leitura desse livro foi muito prazerosa, com um enredo bem leve e personagens extremamente carismáticos. Ele não só me salvou de uma ressaca literária, como me deixou com uma sensação de quentinho no coração muito boa. Já saiu resenha sobre ele aqui no blog, mas não preciso nem dizer que amei, né?

12 – Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu em 2018.
Eu quase não assisti filmes no primeiro semestre, e muito menos adaptações. Surpreendentemente, a única adaptação que eu assisti foi de um livro que eu não li e que nem sabia que existia até pesquisar sobre o filme na internet. Estou falando de A Barraca do Beijo, o filme da Netflix que virou sensação desde que foi lançado. Felizmente, eu gostei bastante do filme, como comentei aqui, e não vejo a hora de ler o livro.

13 – Sua resenha favorita do primeiro semestre.
Normalmente, eu acharia essa pergunta difícil. Mas fiquei muito feliz com a resenha que escrevi sobre É assim que acaba, da Colleen Hoover. Esse livro mexeu muito comigo das duas vezes que li e tive muita dificuldade para escrever sobre ele e expressar tudo que senti enquanto lia. No entanto, fiquei muito feliz quando terminei e consegui demonstrar o quanto gostei dessa leitura.

14 – O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano.
Outro dia respondi uma pergunta parecida em outra tag e mencionou o livro Chronos – Os viajantes do tempo, que é uma edição maravilhosa da DarkSide Books. Porém, para não ficar repetitivo e porque as editoras estão sempre caprichando e deixando difícil escolher só um livro mais bonito, eu resolvi mencionar também A Heroína da Alvorada (o que posso fazer se amei até a capa do livro?). Além da capa ser simplesmente maravilhosa, a edição por dentro também está impecável.

15 – Quais livros você quer ou precisa muito ler até o final do ano.
Como a lista de livros para ler é simplesmente gigante, escolhi alguns entre os que eu estou mais curiosa e quero ler em breve: Interferências, da Connie Willies; Ainda sou eu, da Jojo Moyes; A Improbabilidade do Amor, da Hannah Rothschild; Torre do Alvorecer, da Sarah J. Maas; e Aos perdidos, com amor, Brigid Kemmerer. Felizmente, já tenho alguns desses livros e poderei priorizá-los agora no segundo semestre.


Então, esse foi um pequeno balanço das minhas leituras no primeiro semestre de 2018. Já leram algum desses livros? Me contem aí nos comentários o que vocês acharam e como foram as leituras de você na primeira metade do ano. Espero que o segundo semestre seja ainda melhor e com muitas leituras maravilhosas!

Séries para começar em 2018

28 de jun de 2018



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Há alguns dias, eu fiz um post aqui no blog com algumas séries/trilogias que eu pretendo dar continuidade ou terminar no segundo semestre. Porém, como toda leitora que ama uma série, também tenho uma lista enorme com as que eu quero começar em breve.
Pensando nisso, eu separei as principais séries/trilogias que eu quero começar ainda esse ano. Muitas dessas, eu tenho o primeiro volume há séculos e ainda não li. Uma vergonha, não é mesmo? Outras, eu conheci recentemente e estou muito curiosa para começar. Mas estou determinada a cumprir essa meta e ler, pelo menos, o livro inicial de todas essas séries.

As peças infernais, da Cassandra Clare
Eu amo os livros da Cassandra Clare, Os Instrumentos Mortais é uma das minhas séries favoritas da vida, mas eu ainda nem comecei a trilogia As Peças Infernais. Eu sei que isso é uma vergonha, ainda mais que venho falando que vou ler Anjo Mecânico desde o ano passado, mas agora é sério e faço questão de ler pelo menos esse primeiro volume ainda em 2018.
Sinopse de Anjo Mecânico: “Anjo mecânico, volume inaugural de As peças infernais, conta como os antepassados dos protagonistas de Instrumentos mortais se conheceram. E como existe muito mais mistérios entre eles do que se imagina. Através de Tessa Gray, uma jovem órfã de 16 anos, somos apresentados aos Caçadores das Sombras da Inglaterra vitoriana. Como seus representantes do século XXI, eles também combatem os elementos rebeldes do submundo — vampiros e lobisomens. E são eles que vão ajudar Tessa quando esta, ao sair de Nova York em busca do irmão, seu único parente vivo, é raptada pelas irmãs Black. Mas Tessa não é uma senhorinha indefesa. Dona do estranho poder de se transformar em qualquer um apenas tocando em algum pertence dessa pessoa, é um objeto valioso para o submundo. Ao lado do temperamental e misterioso Will e de seu melhor amigo James, cuja frágil beleza esconde um terrível segredo, Tessa vai aprender a usar seu poder e ganhar um lugar ao lado deles na batalha entre as trevas e a luz.” [Comprar: Amazon]

Cidade da Música, da Babi Dewet
Eu sou apaixonada pela trilogia Sábado à noite, da Babi Dewet, e tenho muita curiosidade de ler outros livros dela. Porém, ainda não li Sonata em punk rock, primeiro volume da trilogia Cidade da Música e que foi lançado ano passado. Então, quero corrigir isso em breve e, de preferência, ler este livro antes que o segundo seja publicado.
Sinopse de Sonata em Punk Rock: “Por que alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock? Essa sempre foi a dúvida de Valentina Gontcharov. Entre o trabalho como gerente do mercado do bairro e as tarefas de casa, o sonho de viver de música estava, aos poucos, ficando em segundo plano. Até que, ao descobrir que tem ouvido absoluto e ser aceita na Academia Margareth Vilela, o conservatório de música mais famoso do país, a garota tem a chance de seguir uma nova vida na conhecida Cidade da Música, o lugar capaz de realizar todos os seus sonhos. No conservatório, Tim, como prefere ser chamada, terá que superar seus medos e inseguranças e provar a si mesma do que é capaz, mesmo que isso signifique dominar o tão assustador piano e abraçar de vez o seu lado de musicista clássica. Só que, para dificultar ainda mais as coisas, o arrogante e talentoso Kim cruza seu caminho de uma forma que é impossível ignorar.” [Comprar: Amazon]

Mar de Tinta e Ouro, da Traci Chee
Fui conquistada por essa série logo que o primeiro livro foi lançado, no ano passado. Porém, o segundo já foi publicado pela Plataforma 21 e eu ainda não li A Leitora. Então, quero muito começar a série ainda esse e, quem sabe, já não leio a continuação junto?
Sinopse de A Leitora: “Era uma vez um mundo chamado Kelanna. Um lugar tão maravilhoso quanto terrível, onde ninguém sabia ler. Lá, as histórias não eram registradas em papel como esta que você está prestes a ler, elas eram simplesmente transmitidas de geração a geração. Em uma dessas lendas, falava-se de um objeto misterioso que guardava a maior magia que o povo de Kelanna já conheceu: o livro. Quem soubesse interpretá-lo teria acesso a um poder inimaginável. Após o assassinato de seu pai por uma organização misteriosa, a jovem Sefia recebe de herança um estranho objeto retangular, que pode ser a chave para desvendar seu passado. Para isso, ela precisará aprender a decifrá-lo para entender o que o torna tão valioso e se tornar uma leitora.  Magia e grandes perigos, como o terrível Flagelo do Leste e sua famosa frota de piratas, cruzarão seu caminho. Mas você se engana se acha que Sefia enfrentará tudo sozinha.  Percorra cada palavra e aproveite. A aventura está só começando.” [Comprar: Amazon]

Os Hathaways, da Lisa Kleypas
Esse ano, Lisa Kleypas tem figurado frequentemente nas minhas leituras, porém, eu ainda nem comecei a série mais famosa dela: Os Hathaways. Eu quero ler o primeiro em breve, mas, conhecendo a escrita da autora, eu já imagino que vou emendar as continuações e ler a série toda esse ano. Será que eu consigo?
Sinopse de Desejo à meia-noite: “Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?” [Comprar: Amazon]

Filha das Trevas, da Kiersten White
Outro livro que me conquistou pela capa logo que foi lançado, mas que ainda não li. Aliás, eu fiquei louca por esse livro antes mesmo de ele ser publicado no Brasil. Mas, apesar do lançamento dele ter me deixado muito empolgada, ainda não li esse primeiro livro e ele já tem até continuação. Espero conseguir ler os dois ainda esse ano.
Sinopse de Filha das Trevas: “Lada Dragwlya e o irmão mais novo, Radu, foram arrancados de seu lar em Valáquia e abandonados pelo pai – o famigerado Vlad Dracul – para crescer na corte otomana. Desde então, Lada aprendeu que a chave para a sobrevivência é não seguir as regras. E, com uma espada invisível ameaçando os irmãos a cada passo, eles são obrigados a agir como peças de um jogo: a mesma linhagem que os torna nobres também os torna alvo. Lada despreza os otomanos. Em silêncio, planeja o retorno a Valáquia para reclamar aquilo que é seu. Radu, por outro lado, quer apenas se sentir seguro, seja onde for. E quando eles conhecem Mehmed, o audacioso e solitário filho do sultão, Radu acredita ter encontrado uma amizade verdadeira – e Lada vislumbra alguém que, por fim, parece merecedor de sua devoção. Mas Mehmed é herdeiro do mesmo império contra o qual Lada jurou vingança – e que Radu tomou como lar. Juntos, Lada, Radu e Mehmed formam um tóxico e inebriante triângulo que tensiona ao limite os laços do amor e da lealdade.” [Comprar: Amazon]

A guerra que salvou a minha vida, da Kimberly Brubaker Bradley
Todo mundo me fala que esse livro é tão lindo quanto sua capa e eu tenho muita vontade de ler. Quando ele foi publicado, não sabia que se tratava de uma série, mas quero começar em breve e espero me encantar com essa história como tem acontecido com a maioria dos leitores que já leram.
Sinopse: “A Guerra que Salvou a Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.” [Comprar: Amazon]

As crônicas lunares, da Marissa Meyer
Sempre vejo muitas pessoas elogiando a escrita da Marissa; inclusive, ela é uma das autoras mais aguardadas da Bienal deste ano. Uma de suas séries mais famosas é, sem dúvida, As crônicas lunares. Porém, ainda não li nem o primeiro volume, Cinder. Algo que eu quero mudar ainda em 2018.
Sinopse: “Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.” [Comprar: Amazon]

E vocês, já leram alguma dessas séries? Tem outra que vocês estão ansiosos para começar esse ano? Me contem nos comentários o que acharam da minha lista e quais séries vocês gostariam de começar em breve.
Para quem quiser comprar algum dos livros citados ou qualquer outro, vou deixar o link de compra na Amazon aqui. Comprando através dele, você ajudam o Dicas de Malu sem nenhum custo a mais nas suas compras.

[Resenha] Corte de Espinho e Rosas

25 de jun de 2018


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Para começar a semana bem, eu resolvi trazer a resenha de um livro que muita gente já me cobrou: Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas. Eu já conhecia a escrita da autora por causa dos livros da série Trono de Vidro, mas todo mundo sempre me falava que eu precisava ler Corte de Espinhos e Rosas. Então, eu li em maio e agora vou contar para vocês o que achei. Será que ele superou meu amor por Trono de Vidro?

Autora: Sarah J. Maas
Tradutora: Mariana Kohnert
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: + 16 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Eu sempre acho importante controlar as expectativas antes de começar uma leitura, mas como não esperar muito de uma obra escrita por uma autora que você já adora e que é recomendada por praticamente todo mundo que você conhece. Então, admito que estava esperando muito de Corte de Espinhos e Rosas. Porém, felizmente, isso acabou não sendo um problema, porque o livro realmente correspondeu muito bem às minhas expectativas.
Nesse primeiro livro, temos uma releitura bem original de A Bela e a Fera. Feyre é uma humana que vive em uma condição de quase miséria com o pai e as duas irmãs. Um dia, eles já tiveram uma vida próspera. Porém, quando os negócios do pai deram errado, eles tiveram que se mudar para um chalé humilde em uma pequena vila. Para cumprir uma promessa feita à mãe quando esta estava morrendo, Feyre começa a caçar na floresta para garantir o sustento de sua família.
O único modo de ele conseguir dinheiro era mendigando. Mesmo assim, teria sorte se conseguisse algumas moedas de cobre. Eu tinha visto como os abastados eram impiedoso em nossa aldeia. Já fazia anos que eu sabia que os monstros em nosso reino mortal eram tão ruins quanto aqueles do outro lado da muralha.

No entanto, tudo munda quando, em uma noite de caça, ela mata um feérico pensando ser um lobo. Com isso, Feyre infringiu o tratado que existia entre humanos e feéricos, e deverá receber uma punição por seu crime. Assim, Tamlin, um Grão-Feérico, aparece no chalé para comunicar que ela deveria pagar a vida que tirou com a sua, sendo obrigada a viver com ele em Prythian (reino dos feéricos). Feyre cumpre seu destino e o acompanha, mas planeja escapar na primeira oportunidade para buscar a família e ir para bem longe daquela aldeia. No entanto, a vida em Prythian reserva muitas surpresas para ela e Feyre acaba descobrindo que nem todas as histórias que ouviu sobre os feéricos eram verdadeiras e havia muito mais coisas que ela não sabia, incluindo ameaças àquele reino e ao dos humanos.


Mais uma vez, Sarah J. Maas presenteou os leitores com um universo rico e bem construído. A princípio, parecia uma simples releitura de A Bela e Fera. Porém, a medida que a história foi se desenrolando, percebi que havia muito mais a ser explorado e que aquele mundo era mais complexo e fascinante do que eu poderia imaginar. Aliás, é interessante ver como a nossa perspectiva vai se alterando à medida que as crenças da protagonista caem por terra e ela vai descobrindo os mistérios em torno dos feéricos e de Prythian.
É claro que se tratava de magia, porque era primavera ali. Que poder miserável eles possuíam que tornava suas terras tão diferentes das nossas, que permitia controlarem as estações e o clima como se fossem dono destes?
Não posso deixar de confessar que demorei um pouco para me conectar com a Feyre. Apesar de entender a responsabilidade que ela carregava em relação à sua família, ela é teimosa, explosiva e um tanto preconceituosa, indicando uma certa imaturidade. Claro que isso demonstra um pouco o quanto essa personagem é humana, o que é muito positivo, mas acabou fazendo com que eu tivesse uma certa dificuldade para gostar dela.
Porém, adorei ver o quanto ela amadureceu e se fortaleceu durante a história. Sua determinação e generosidade já eram evidentes desde o começo pelo modo como Feyre se arriscava para cuidar de sua família, mas achei que ela se tornou uma personagem muito mais interessante quando começou a deixar seus preconceitos de lado para realmente entender aquele mundo para o qual foi levada. Lá, ela se deparou com diversas situações que a testaram e fizeram com que ela se tornasse ainda mais forte.
– Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada.
Os demais personagens também se mostraram interessantes e bem construídos. Adorei os feéricos, especialmente Tamlin e Lucien. Eles possuem a maturidade e a sabedoria de criaturas imortais, com séculos de experiência e de batalhas enfrentadas. Além disso, eles são misteriosos e carismáticos, muitas vezes apresentando um humor sarcástico que me agradou bastante. Porém, teve um outro feérico que chamou minha atenção e me deixou bastante curiosa para saber mais nos próximos livros: Rhysand. Todo mundo me fala sobre esse personagem e ele sem dúvida parece ser muito mais do que foi mostrado nesse livro.

“- Porque sua alegria humana me fascina, o modo como vivencia as coisas em sua curta existência, tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é… hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.” 



Com relação à trama, achei interessante e bem construída. No início, ela é um pouco mais lenta por conter a apresentação dos personagens e do universo, porém, isso não significa que a leitura seja lenta. O mundo criado por Sarah J. Maas é tão fascinante que é o suficiente para prender a atenção e envolver o leitor. Além disso, depois que essa ambientação é feita, a trama se torna muito mais dinâmica, com revelações importantes, reviravoltas e muita ação.
O final é bem construído e, apesar de não ser daqueles que deixam o leitor louco para a continuação por ser bem amarrado, ele tem ganchos suficientes para despertar a curiosidade pelos próximos livros. Além disso, terminei a leitura tão apegada aos personagens e ao universo que quero muito ler o segundo para saber o que aconteceu com eles.
Como tanto tempo havia passado? (...) O mundo mortal... ele seguira em frente sem mim, como se eu jamais tivesse existido. O sussurro de uma vida miserável... desaparecida, não lembrada por ninguém que eu conhecera ou com quem me importara.
Preciso destacar ainda o quanto esta edição está linda, demonstrando o cuidado da Galera Record. A capa é maravilhosa e o livro ainda conta com um mapa e alguns detalhes no começo de cada capítulo. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho relativamente confortável para leitura.
Depois de muito ouvir falar sobre Corte de Espinhos e Rosas, eu finalmente consegui entender o motivo de tantas pessoas elogiarem essa série. Confesso que ainda não superou meu amor por Trono de Vidro, mas, sem dúvida, é um livro que faz jus ao talento de Sarah J. Maas. Com uma trama que equilibra bem fantasia, romance, aventura e mistério, Corte de Espinhos e Rosas é muito mais do que uma releitura de um conto de fadas clássico. Fiquei muito feliz por ter ouvido as recomendações que recebi e não vejo a hora de dar continuidade a essa série.
E vocês, já leram Corte de Espinhos e Rosas? Me contem aí nos comentários o que acharam. Só peço que não dêem spoiler, pois ainda quero ler as continuações.