5 motivos para ler: O gosto da tentação

13 de ago de 2019



Olá, pessoal! Quem aí nunca se apaixonou por um livro que todo mundo odiou? Eu passei por isso recentemente quando li O gosto da tentação, da Elizabeth Hoyt, primeiro volume da série A lenda dos quatro soldados. Praticamente todos as resenhas que eu li sobre esse livro foram negativas. Porém, eu resolvi dar uma chance e que surpresa maravilhosa.
Pensando nisso, eu resolvi fazer um post para defender esse livro maravilhoso. Ou melhor, alguns motivos pelos quais eu acho que vale dar uma chance para essa história. Assim, separei os principais motivos que me fizeram amar essa leitura e que acredito que outras pessoas podem gostar. Quem sabe vocês também não se surpreendem né?

1 – Ambientação que foge dos padrões: A maioria dos romances de época que li se passam no século XIX ou na Idade Média. Porém, O gosto da tentação se passa no século XVIII, alguns anos após a guerra entre a Inglaterra e a França por territórios no Canadá. Apesar da guerra não ser o foco, ela acaba desempenhando um papel importante na trama. Além disso, a sociedade inglesa era um pouco diferente, com uma aristocracia ainda mais fechada e preconceituosa do que no século XIX, e isso foi muito bem explorado pela autora ao longo do livro.

2 – Personagens mais maduros: Um dos aspectos que mais gostei em O gosto da tentação é o fato de que não se tratam de personagens jovens e inconsequentes ou mocinhas inocentes e ingênuas. Os personagens dessa são trama são mais velhos e carregam traumas e responsabilidades que os tornaram mais maduros. Em especial, o protagonista Samuel foi um personagem que me cativou muito por tudo que viveu e pela forma como foi afetado por suas experiências.

3 – Romance ao melhor estilo gato e rato: À primeira vista, Samuel e Emeline não possuem nada em comum. Ela é uma jovem viúva, rica e de origem nobre, que corresponde a tudo que se espera das mulheres da alta sociedade: elegante, recatada, responsável e bem-educada. Já ele, é um estrangeiro rico, mas sem sangue nobre e com modos bastante rústicos. Aos olhos da sociedade inglesa, era visto quase como um bárbaro. Então, é claro que com esses dois juntos os conflitos seriam inevitáveis, o que significa que não faltaram provocações e diálogos divertidos. E não vou mentir: essa fórmula pode até ser clichê, mas eu adoro.

4 – Cenas que fazem o leitor suspirar: Preciso avisar que nesse livro não faltam cenas quentes e que elas muito bem escritas; nada vulgar ou fora de contexto. Porém, não foram essas cenas que aqueceram meu coração. O livro tem diversos momentos sensíveis e fofos que me cativaram e tornaram a leitura ainda mais encantadora. Para minha surpresa, O gosto da tenção me deixou com o coração transbordando de amor em vários momentos e foi um livro que me deixou realmente suspirando.

5 – Um mistério instigante: Não pensem que esse livro vive só de romance. Há um mistério na trama em torno do qual toda a série irá girar. Achei que essa parte de suspense foi muito bem explorada pela autora e deixou a leitura ainda mais envolvente. Ao longo do livro vamos tentando juntar as pistas e no final vem uma revelação que aumenta ainda mais o mistério. Já estou cheia de teorias e não vejo a hora de ler as continuações para descobrir o que aconteceu.

Mas agora quero saber de vocês se já leram O gosto da tentação e o que acharam. Para mim, ele foi uma grata surpresa e que me deixou realmente empolgada para continuar acompanhando essa série. E vocês, já leram? Me contem aí nos comentários o que acharam e se ficaram curiosos para ler essa série.

[Resenha] Vilão

30 de jul de 2019


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Um dos livros que eu estava mais ansiosa para ler esse ano era Vilão, da V. E. Schwab (ou Victoria Schwab). Vocês talvez conheçam a autora de outras séries que ela tem publicadas no Brasil, incluindo a trilogia Um tom mais escuro de magia, uma das minhas favoritas da vida.
Então, vocês já devem imaginar o quanto eu queria esse livro. Para começar, eu amo a escrita da autora. Além disso, Vilão é o primeiro romance adulto escrito por ela e conta com uma sinopse simplesmente incrível. Se minhas expectativas estavam altas? Claro que sim.

Por esse motivo, quando recebi meu exemplar de parceria com o Grupo Editorial Record, é claro que ele furou a fila de leituras. Afinal, não dá para deixar um livro da V. E. Schwab esperando né? E agora que concluí a leitura, finalmente vou poder contar para vocês o que achei. Será que ele atendeu minhas expectativas?

Autora: V. E. Schwab
Editora: Record
Tradução: Flavia de Lavor
Páginas: 364
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Victor e Eli, dois jovens brilhantes, arrogantes e solitários, se conheceram na Universidade de Merit e logo se deram bem, identificando um no outro a mesma sagacidade e a mesma ambição. No último ano da faculdade, o interesse em comum numa pesquisa sobre adrenalina, experiências de quase morte e poderes sobrenaturais lhes oferece uma possibilidade antes inimaginável: de que uma pessoa, sob as condições certas, seja capaz de desenvolver habilidades extraordinárias. No entanto, quando colocam em prática essa teoria, as coisas dão muito errado. Dez anos depois, Victor foge da prisão, determinado a encontrar seu antigo amigo ― agora inimigo. Para localizá-lo, ele conta com a ajuda de uma garotinha, Sydney, cuja natureza reservada esconde uma habilidade sem igual, mas extremamente perigosa. Enquanto isso, há dez anos Eli tem uma única missão: erradicar todas as pessoas ExtraOrdinárias que encontra ― exceto sua ajudante, Serena, uma mulher enigmática e persuasiva, capaz de impor sua vontade a qualquer um. Armado com poderes terríveis e movido pela lembrança da traição e da perda, Victor caça seu arqui-inimigo em busca de vingança e de um embate no qual sabe que um dos dois deve morrer.”

Em Vilão, conhecemos Victor e Eli, dois amigos de faculdade que têm em comum a inteligência e a ambição. Quando precisaram fazer um trabalho final para a faculdade, Victor escolheu como tema a adrenalina e seus efeitos, um assunto interessante e que poderia ser o trabalho mais interessante da turma. Porém, Eli foi mais ousado e escolheu falar sobre E.Os, pessoas com habilidades especiais – pessoas Extraordinárias. A intenção dele é esclarecer como essas pessoas conseguiram esses dons. O problema é que, não há nenhum indício de que os EOs realmente existam, o que torna o projeto de Eli ainda mais difícil e interessante.
No entanto, as pesquisas dos dois acabam se entrelaçando e levando a uma descoberta que muda tudo, começando pela vida deles. Victor acaba indo para a prisão, de onde sai apenas 10 anos depois com um único objetivo: encontrar Eli. Para isso, ele vai contar com o apoio de pessoas que encontrou no caminho: Sindney, uma garotinha que esconde uma estranha e perigosa habilidade, e Mitch, um homem enigmático que esteve com Victor na cadeia. Enquanto isso, Eli dedica a sua vida a encontrar e eliminar EOs, contando com a ajuda de um deles, Serena, uma mulher capaz de impor sua vontade a qualquer pessoa.
Com um desejo de vingança alimentado por anos, Victor vai entrar em um perigoso jogo de gato e rato com seu antigo amigo, se preparando para um embate que mudará tudo novamente.


Gente, não sei nem como começar a falar sobre ele livro. Ele foi uma experiência de leitura bem diferente e é difícil explicar o que senti. Apesar de já conhecer a escrita da autora e a trama trazer elementos que eu já tinha visto, a forma como eles foram trabalhados me surpreendeu muito. Inclusive, achei complicado até mesmo encaixar ele em um gênero, pois é uma combinação bem interessante de ficção científica, suspense e ação.
A trama vai intercalando o passado e o presente de modo que vemos Victor em sua caçada para encontrar Eli enquanto tentamos descobrir o que aconteceu no passado para acabar com a amizade deles. E essa construção acabou sendo um dos pontos mais interessantes do livro, pois fez com que fosse necessário o leitor ir ligando as peças aos poucos, deixando a leitura mais envolvente e instigante. Além disso, cada revelação feita, mesmo que algumas não tenham sido surpreendentes, aconteceu no momento certo.
Mas, mais do que a trama, o que mais gostei nesse livro foi o desenvolvimento e a complexidade dos personagens. Victor e Eli têm uma moral no mínimo questionável e não é difícil identificar neles sentimentos como ambição, inveja e crueldade. No entanto, eles são também personagens que conseguem demonstrar uma certa humanidade e em muitos momentos dava para entender as motivações deles, mesmo sem concordar.

Deste modo, o título escolhido para a edição brasileira não poderia ter sido melhor. Tanto Victor quanto Eli são personagens que se encaixariam perfeitamente na definição de vilão, mas ao mesmo tempo, em alguns momentos um parece estar assumindo o papel de herói e depois esses papéis se invertem. Assim, são personagens ambíguos, cheios de conflitos internos e que se tornam quase compreensíveis para os leitores, mesmo que estejam longe de serem heróis ou mesmo carismáticos.



Mas, além de Victor e Eli, o livro ainda conta com personagens secundários que também foram bem construídos pela autora, alguns que inclusive roubaram a cena, na minha opinião. Estou falando da Sidney e do Mitch, personagens que Victor conhece em sua jornada e que estão ao lado dele na caçada contra Eli. Sidney é uma personagem que me encantou pela bondade em um universo tão cruel e por trazer um olhar inocente em meio a personagens tão frios. Já o Mitch é um personagem misterioso, mas que ficou claro para mim desde o início que tinha muito a dizer. Ele é um homem que parece ser bastante bruto, até por sua aparência física, mas talvez seja o mais humano do livro.
Com relação ao desenvolvimento da trama, como já mencionei, eu gostei muito do fato da autora ter intercalo o presente e o passado, criando um mistério em torno dos personagens. Mas, mais do que isso, eu adorei como ela conseguiu criar o clima de tensão que a história pedia, deixando o leitor tão envolvido naquele jogo de gato e rato quanto seus personagens. Além disso, a segunda metade do livro é simplesmente de tirar o fôlego, com muita ação e momentos de conflito, deixando a leitura muito dinâmica.
Porém, nem tudo são flores e eu tive duas ressalvas. Uma é que gostaria que ela tivesse explorado um pouco mais a questão dos EOs e do motivo de todo mundo saber sobre eles, mas ninguém ter certeza de que eles existem de fato. E a outra, é que eu queria que o laço entre Eli e Victor tivesse ficado mais evidente. Os dois são tão egoístas e competitivos que foi difícil acreditar que havia realmente uma amizade entre eles e por isso não me causou tanto impacto a rivalidade que surgiu entre os dois. Acredito que se tivesse um vínculo mais concreto entre eles, a ruptura teria causado um choque muito maior.
No entanto, mesmo que Vilão não tenha me conquistado da mesma forma que os outros dois livros que li da V. E. Schwab (Um tom mais escuro de magia e Um encontro de sombras), foi uma leitura deliciosa. Ela criou uma história bem diferente, com personagens instigantes e uma trama bem amarrada. O final é o suficiente para encerrar bem o livro e de uma maneira impactante. Porém, o gancho que a autora deixa faz com que, mesmo não sendo obrigatório ler a continuação, o leitor fique curioso. Eu, pelo menos, fiquei muito, e não vejo a hora da Record lançar o segundo aqui no Brasil.
E vocês, já leram algum livro da Victoria Schwab? Me contem aí nos comentários se conhecem a escrita da autora e qual a expectativa de vocês em relação a Vilão. Caso já tenham lido ele, comentem comigo o que acharam. Vou adorar saber a opinião de vocês!


[Resenha] Algo maravilhoso

21 de jul de 2019


Olá, pessoal! Quem aí já detestou um livro, mas decidiu dar uma segunda chance para o autor ou autora assim mesmo? Eu passei por isso recentemente com a Judith MacNaught. Quem leu minha resenha sobre Agora e Sempre postada aqui, sabe que diversas coisas me incomodaram (e muito) naquele livro. Porém, mesmo assim resolvi dar uma chance e ler o segundo volume da trilogia, Algo maravilhoso.
Apesar de se tratar de uma trilogia, esse segundo livro não tem relação com o primeiro e pode ser lido de maneira independente. Esse foi o fator que mais me motivou a ler Algo maravilhoso, pois me ajudou a encarar como uma nova história e uma nova tentativa com a escrita da autora.

Será que valeu a pena fazer uma nova tentativa? Será que desta vez eu gostei da história escrita por Judith MacNaught? É isso que vou contar para vocês na resenha.

Autora: Judith MacNaught
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Carolina Simmer
Páginas: 406
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Alex sabe que é diferente das outras garotas. Após a morte do pai, viu a situação financeira da família caminhar perigosamente rumo ao abismo, e coube a ela se tornar “o homem da casa”. Apesar das dificuldades, Alex ainda crê que alguma coisa extraordinária possa acontecer. No entanto, salvar a vida do belo Jordan Townsende, duque de Hawthorne e um famoso libertino, não estava em seus planos, assim como casar com a jovem que o livrara de uma bala no peito não estava nos de Jordan. O duque tem uma dívida com a srta. Lawrence... E ele nunca deixa de quitar seus débitos. Estabelecê-la em uma de suas propriedades, no interior, e, então, retornar a Londres e à cama de suas amantes parece ser o arranjo perfeito. Sua rotina não precisa ser abalada. Exceto que o espírito livre de Alex cativa Jordan, profunda e rapidamente. Um pouco tarde demais, o duque percebe que seu coração de pedra não é tão duro quanto imaginou, e sua esposa pode ser.”

Em Algo maravilhoso, a jovem Alexandra vivia feliz na propriedade do avô e sempre se empolgava com as visitas do pai, por menos frequentes que elas fosse. Era uma menina esperta, culta e muito inocente. Porém, quando o pai e o avô morrem, ela se vê com a responsabilidade de evitar que sua família vá para a ruína. Mas, mesmo assim, ela ainda sente que algo maravilhoso pode acontecer. E quando salva a vida de Jordan, o duque Hawthorne, essa sensação fica ainda mais forte.
Jordan não tinha nenhuma intenção de se casar, porém, tinha uma dívida com a Alex e, ciente da situação da família dela, decide se casar e mantê-la em uma de suas propriedades do campo. Afinal, ele precisaria se casar algum dia e por que não fazer isso com a jovem que salvou a sua vida e a quem poderia ajudar muito. Depois do casamento e de deixar a esposa em uma de suas propriedades, ele poderia voltar para Londres e suas amantes. O que ele não contava é que seria tão difícil deixa-la para trás.




Ah, vocês não fazem ideia do quanto fiquei feliz por ter lido esse livro. A leitura se mostrou envolvente desde a primeira página e os personagens não poderiam ser mais cativantes, especialmente a protagonista Alexandra. Ela possui uma ingenuidade e uma bondade cativantes. Em muitos sentidos, me lembrou a Pollyannna do clássico de Eleanor H. Porter. Mas o que a tornou ainda mais interessante é que vemos essa personagem evoluir ao longo do livro. Ela muito jovem e ingênua no início, mas se torna mais madura e determinada, sem se deixar enganar ou se submeter ao marido.
Aliás, esse para mim foi o ponto que senti mais diferença em relação ao primeiro livro. Enquanto no primeiro vi uma personagem forte que teve sua personalidade sufocada pelo “mocinho”, com Alexandra acontece o oposto. Ela se fortalece ao longo da trama, se tornando mais ciente dos seus direitos e do que realmente quer para sua vida. E, principalmente, ela não aceita levar a culpa pelas ações do marido.

Outro aspecto que eu amei foi o mocinho, Jordan. Tenho um novo crush! Ele tem seus defeitos, mas também é justo e cativante, sendo fácil perceber que o coração dele não é tão duro quanto parece. Não que Jordan não cometa erros ao longo do livro (nada grave como no primeiro livro), mas foi bom ver ele aprendendo com cada um deles e realmente se transformando. É um personagem cheio de camadas e que à medida em que vamos conhecendo melhor, é impossível não se encantar.



Com relação ao romance, gostei muito da forma como foi construído. Tudo acontece de maneira natural, com o relacionamento se transformando aos poucos e de maneira convincente. Foi um desenvolvimento que me permitiu realmente torcer pelo casal. Além disso, os obstáculos que eles enfrentaram foram convincentes e me deixaram realmente apreensiva.
E não pense que esse livro conta apenas com os protagonistas. Os personagens secundários também são carismáticos e me cativaram. Em especial, amei a avó do Jordan e o Tony, primo dele. Os dois foram ganhando espaço ao longo da trama e conquistaram meu coração. Inclusive, acho que o Tony merecia um livro só para ele.
As únicas ressalvas que tive com esse livro foram no começo e no final. Achei o início bastante confuso em relação a ordem cronológica dos acontecimentos. Alguns acontecimentos pareciam estar acontecendo na mesma época, mas tinham anos de diferença entre eles e isso me deixou confusa no começo. Além disso, eu preferia que o final tivesse sido um pouco mais aprofundado. Não que eu não tenha gostado de como o livro se encerrou, mas achei um tanto apressado e queria ter desfrutado um pouco mais.
No entanto, isso não tira os méritos do livro. Algo maravilhoso é um livro delicado, romântico e envolvente. Foi uma das leituras mais leves e cativantes que fiz esse ano e não poderia ter ficado mais feliz por decidir ler esse livro. Terminei com uma sensação gostosa no coração de alegria e encantamento. Foi realmente algo maravilhoso!

Balanço do 1º semestre - Tag dos 50%

15 de jul de 2019



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Demorei um pouco, mas finalmente vim fazer um balando das minhas leituras do primeiro semestre. No total, li 28 livros nesse primeiro semestre, além de 2 releituras. Então, hoje vou responder uma tag para comentar um pouco sobre os favoritos e as decepções que tive até aqui – a Tag dos 50%.
Confesso que estou um pouco frustrada com as minhas leituras; não pela quantidade, mas pelo fato de que poucos livros realmente me marcaram. Talvez eu esteja ficando mais exigente, ou simplesmente não tenha dado sorte, mas senti que a maioria dos livros que li foram bem medianos. Vocês também andam sentindo isso?
De qualquer forma, chegou a hora de parar de enrolar e ir direto ao ponto. Então, vamos às minhas respostas para a tag.

Melhor livro que você leu até agora, em 2019:
Eu pensei em citar Reino de Cinzas, da Sarah J. Maas. Porém, como eu já tinha lido esse livro em 2018, em inglês, resolvi escolher outro que me marcou bastante: Os noivos do inverno, da Christelle Dabos. Esse foi o primeiro livro que li em 2019 e foi uma leitura simplesmente incrível. É uma fantasia muito original, com personagens cativantes, uma trama envolvente e um universo riquíssimo. Já tem resenha sobre ele aqui no blog e eu não vejo a hora de ler a continuação.

A melhor continuação que você leu até agora, em 2019:
Pelo mesmo motivo que citei na pergunta anterior, não vou escolher Reino de Cinzas, mas fica a menção honrosa. Minha escolha, então, foi outra continuação maravilhosa que encerrou uma das melhores trilogias que já li: Rainha do Ar e da Escuridão da Cassandra Clare. Ainda não escrevi resenha sobre ele aqui, porque não consegui expressar tudo que senti lendo. Mas, não se preocupem, que farei isso em breve.

Lançamento do 1º semestre que ainda não leu, mas quer muito:
Eu poderia facilmente citar uma lista aqui. Porém, o post ficaria gigante e ainda faltam muitas perguntas para responder. Então, escolhi um que eu comprei na pré-venda e sinceramente não sei o motivo de não ter lido ainda: Um estranho irresistível, da Lisa Kleypas. Ele é o quarto volume da série Os Ravenels e eu estou muito ansiosa para acompanhar os protagonistas desse livro que já haviam despertado minha curiosidade no anterior.

O livro mais aguardado do segundo semestre:
Aqui também caberia facilmente uma lista. Porém, optei pelo terceiro volume da trilogia Um tom mais escuro de magia. Segundo a Record informou, ainda não tem uma data confirmada, porém, A conjuring of lights está previsto para o segundo semestre desse ano e eu não vejo a hora de ler. O final do segundo livro me deixou desesperada e eu preciso saber o que vai acontecer.

O livro que mais te decepcionou esse ano, até aqui:
Sem a menor dúvida: The girl from everywhere – O navio além do tempo. Eu falei na resenha aqui o quanto fiquei frustrada e decepcionada com essa leitura, uma vez que eu amei o primeiro. Eu não gostei de absolutamente nada nessa continuação e foi difícil engolir a decepção. Porém não posso deixar de mencionar um que, apesar de não ter sido ruim, ficou abaixo de todas as minhas expectativas: Um caso perdido da Colleen Hoover. Achei que a Colleen abordou um assunto gravíssimo de uma forma que foi totalmente inapropriada e, pela primeira vez, fiquei realmente decepcionada com algo escrito por ela.

O livro que mais te surpreendeu esse ano, até aqui:
Foi muito difícil escolher porque, apesar da média não ter sido boa, tive algumas boas surpresas esse ano. Porém, meu escolhido foi Um marido de faz de conta, da Julia Quinn. Não que ele seja um livro cheio de reviravoltas, mas ele é tão diferente do que eu estou acostumada a encontrar nos livros da autora que fiquei realmente surpresa. E que ótima surpresa! É um romance lindo, bem construído e com uma ambientação que foge muito do que estamos acostumados a ver nos romances de época.

Novo autor favorito (lançou o 1º livro esse semestre ou que você leu recentemente):
Alex Michaelides, autor de A Paciente Silenciosa. Eu quase coloquei esse livro na questão anterior, porque foi uma leitura que me deixou em choque. Acabei não optando por ele porque, o que se espera de um thriller é que ele seja mesmo surpreendente. Porém, é um livro incrível e que me deixa realmente animada para ler outros livros do autor. Resenha aqui.

A sua quedinha por um personagem mais recente:
Esse ano poucos personagens mexeram com o meu coração, mas sem dúvida o que mais me encantou foi o Edward Rokesby de Um marido de faz de conta. Já deu para perceber que eu amei esse livro né? E um dos principais motivos para isso foi justamente esse personagem.

Seu personagem favorito mais recente:
A Alexandra, de Algo maravilhoso, da Judith MacNaught. Não vou falar muito porque ainda vai sair a resenha sobre ele em breve. Porém, essa personagem me conquistou pela sua generosidade, mas também por sua evolução. Ela vai se fortalecendo ao longo da história e se tornando uma personagem muito mais madura e determinada.

Um livro que te fez chorar esse semestre:
Agora não teve como fugir e foi impossível não citar Reino de Cinzas, da Sarah J. Maas. Eu chorei em vários momentos desse livro, mesmo sendo uma releitura. A autora soube trazer um desfecho épico para a série e foram muitos momentos que realmente mexeram comigo. Além disso, o simples fato de estar encerrando essa série tão especial já foi motivo para me trazer muitas lágrimas.

Melhor adaptação cinematográfica que você viu até agora, em 2019.
Não assisti muitas adaptações esse ano, mas amei muito O sol também é uma estrela. Apesar de ter mudado algumas coisas que eu considerava muito importantes do livro, o filme é muito cativante a sua maneira e eu amei.

Sua resenha favorita desse primeiro semestre:
Sem dúvida, a resenha de Reino de Cinzas. Ela foi uma das mais difíceis de escrever, mas terminei com a sensação de que consegui expressar exatamente o que queria. Confiram aqui.

O livro mais bonito que você ganhou esse ano:
Não ganhei nenhum livro esse ano, mas comprei alguns muito lindos. Entre eles, o que mais se destacou foi A longa viagem a um pequeno planeta hostil, uma edição belíssima da DarkSide Books. Ele será uma das minhas próximas leituras, mas já estou completamente apaixonada pela edição.

Quais livros você quer ou precisa ler até o final do ano:
Uma lista gigante que está tendendo ao infinito, porém, os que estou mais ansiosa e preciso muito ler ainda esse ano são Dance of Thieves, da Mary E. Pearson, e A ladra do demônio, da Lisa Maxwell.

Agora quero saber de vocês como foram as leituras do primeiro semestre. Me contem aí nos comentários quais seriam as escolhas de vocês para essas perguntas e se já leram algum desses livros que citei.



Cinco livros para ler no inverno

4 de jul de 2019


Olá, pessoal! Quem mais está curtindo o friozinho do inverno. Eu admito que essa é a minha estação favorita do ano e é claro que não poderia faltar um post dedicado a ela. Então, resolvi me inspirar nesses dias mais frios trazer algumas indicações de livros que eu amo e que são a cara dessa época (mas podem – e devem – ser lidos o ano inteiro).

Nem todos esses livros são ambientados no inverno, mas acho que a história ou a ambientação combinam com a estação. São leituras ideais para se fazer em um final de semana de temperaturas mais baixas, enrolado nas cobertas. Então, já preparem o cobertor e aproveitem as dicas de hoje.


Os Noivos do Inverno, da Christelle Dabos
Esse eu espero realmente que eu não precise explicar o motivo de estar nessa lista. Além do título e essa capa que não poderiam combinar mais com o inverno, a descrição dos ambientes é tão perfeita que é impossível não se sentir na estação mais fria do ano. Para quem procura uma boa fantasia não pode deixar de ler.

Sinopse:Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre.

Trilogia The Kiss of Deception, da Mary E. Pearson.
Eu não sei bem o motive, mas esses livros sempre me fazem pensar no inverno. Fantasia de um modo geral sempre me lembram de dias frios, mas esses livros são sempre os primeiros que vem na minha mente. Dá vontade de ficar no sofá, enrolada em cobertas, lendo o dia todo.

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.


O Destino das Terras Altas, da Hannah Howell
Falou em Terras Altas, eu já penso em inverno – mesmo se o livro não for ambientado nessa época do ano. E quer coisa melhor do que ler um bom romance em um dia frio? Esse é uma leitura que me envolveu muito e que eu adoraria passar um final de semana relendo com cobertas e uma xícara de chá.

Sinopse: Em O destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido. Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão. Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado. Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos de Maldie e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.


Trono de Vidro, da Sarah J. Maas
Essa série é tão incrível que combina com todas as estações do ano, porque é simplesmente maravilhosa. Além disso, vocês acham que eu ia perder a oportunidade de falar de Trono de Vidro? E, para completar, as descrições do inverno de Terrassen são impecáveis. Ou seja, uma indicação perfeita para os dias frios.
Sinopse: Conheça a assassina. Seu destino é vencer. Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.




A mulher na janela, do A. J. Finn
Sempre achei que livros de suspense combinam muito com o inverno e esse é um dos meus favoritos. Complexo e intenso, esse livro me prendeu muito e tem um clima tenso que acho que combina com a estação.
Sinopse: Primeiro lugar na lista do The New York Times. “'A mulher na janela' é um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar.” – Stephen King “Surpreendente. Arrebatador. Sensacional. Um suspense noir para o novo milênio, com personagens fascinantes, reviravoltas formidáveis, uma escrita primorosa e uma narradora com quem eu adoraria tomar uma garrafa de vinho. Talvez duas garrafas.” – Gillian Flynn, autora de "Garota exemplar" Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A mulher na janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

E vocês, quais livros acham que é a cara do inverno. Me contem aí nos comentários se já leram algum dos que indiquei e quais vocês me indicam também. Quem sabe não leio nesse inverno, né?

[Resenha] Trono de Vidro - Reino de Cinzas

24 de jun de 2019


Olá, pessoal! Como vocês estão? Eu ando um pouco sumida, mas é que os últimos dias foram muito corridos e, no pouco tempo que tive, me dediquei a uma leitura maravilhosa. Estou falando de Reino de Cinzas, o livro que encerra a série Trono de Vidro, da Sarah J. Maas. E como está sendo difícil me despedir de livros tão amados.
Essa na verdade, foi uma releitura para mim, pois eu li o livro quando foi lançado nos Estados Unidos. Mas não pensem que eu passei imune às emoções desse livro só por já ter lido. Reino de Cinzas é um final simplesmente épico, com ação, tensão e emoção do começo ao fim. Não dá para passar por essa leitura sem ser impactado por ela, não importa quantas vezes eu leia.

Sarah J. Maas construiu ao longo dos seis livros anteriores uma trama complexa, com personagens bem construídos e reviravoltas que deixam qualquer leitor enlouquecido para saber o que aconteceria no último volume. E digo seis livros anteriores, porque Torre do Alvorecer é fundamental para entender os acontecimentos de Reino de Cinzas (então, quem não leu, leia!) Porém, nada do que aconteceu antes poderia ter me preparado para as emoções que viriam.

Atenção! Essa resenha contém spoiler dos livros anteriores, incluindo Torre do Alvorecer. Então, não é recomendada para quem não leu todos os livros anteriores.

Autora: Sarah J. Maas
Tradução: Mariana Kohnert
Editora: Galera Record
Páginas: 938
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “A conclusão épica e inesquecível da série Trono de vidro. Trancada em um caixão de ferro, Aelin luta para permanecer forte e resistir às torturas de Maeve, pois sabe que a sobrevivência de seu povo depende disso. Mas a cada dia que passa, parece mais difícil manter a determinação. Em Terrasen, Aedion, Lysandra e seus aliados se esforçam para conter a ameaça iminente, porém a força dessa aliança pode não ser o suficiente para barrar as hordas de Erawan e proteger Terrasen da destruição total. Enquanto isso, do outro lado do oceano, Rowan não irá desistir de encontrar seu amor, sua parceira, sua rainha. À medida que os fios do destino se entrelaçam no explosivo final da série Trono de Vidro, todos devem lutar se quiserem uma chance de sobreviver.”

Em Império de Tempestades, Aelin terminou presa por Maeve e levada para longe de seus amigos. Ela foi aprisionada em um caixão de ferro, impossibilitada de usar seus poderes e precisando suportar as torturas de Maeve para proteger seu povo e aqueles que ama. Porém, a cada dia vai se tornando mais difícil resistir, especialmente por ser difícil discernir o que é real e o que é invenção.
Era uma vez, em uma terra há muito queimada até virar cinzas, uma jovem princesa que amava seu reino...
Enquanto isso, os demais aliados dela se dividiram. Rowan, Gavriel, Lorcan e Elide, sem saber para onde Aelin foi levada e os horrores que ela estava enfrentando, tentam desesperadamente localizá-la e descobrir uma forma de resgatá-la de Maeve. Já Dorian, Manon e as Treze partiram em busca da última chave de Wyrd e de uma potencial aliança com as bruxas Crochan. E Aedion e Lysandra, se passando por Aelin, marcharam para reunir o exército que tinham em Terrasen e tentar defender o território dos ataques de Erawan.
Porém, Chaol Westfall retorna com a ajuda que foi buscar no sul. Mas apoio do que esperava conseguir. Ele leva consigo sua esposa, Yrene Towers, um exército cedido pelo kaghan e as habilidosas curandeiras da Torre Cesme. Era muito mais do que Chaol sonhava conseguir quando partiu para o sul. Porém, ao retornar, ele percebe que poderia acontecer de nem mesmo o exército que estava levando ser o suficiente para mudar os rumos daquela guerra.


Eu não sei nem por onde começar a falar sobre esse livro. Para começar, ele encerra uma série muito especial para mim e isso sempre traz muitas emoções. Além disso, é um livro enorme, que une muitas pontas deixadas ao longo da série e que tem muitos acontecimentos. E podem acreditar que são muitos mesmo! Cada uma das mais de 900 páginas desse livro foi justificada, pois havia muitas coisas a serem desenvolvidas e explicadas nesse último volume.
Para começar, os personagens principais estavam espalhadas. Com isso, a autora precisou ir desenvolvendo as jornadas deles separadamente até que os caminhos deles pudessem se unir novamente em algum momento. Esse foi um ponto que conferiu muita tensão ao livro e tornou a leitura muito envolvente, pois sempre que parávamos em um momento muito impactante de algum personagem, o capítulo seguinte trazia o que estava acontecendo com outro grupo, o que me alimentava minha curiosidade e me instigava a continuar lendo.
“Enquanto todas as outras tinham passado, o Senhor do Norte permanecia, a estrela imortal entre a galhada apontando para o caminho de casa. Para Terrassen.”
Além disso, houve espaço na trama para o desenvolvimento de todos os personagens. Todos eles tiveram suas jornadas bem construídas pela autora e foi possível acompanhar o quanto cada um deles evoluiu. Aliás, Sarah J Maas foi muito habilidosa em lembrar o leitor de outros momentos importantes ao longo dos livros anteriores, mostrando o amadurecimento que os personagens tiveram durante a série.
Claro que isso é mais evidente na protagonista, tanto pelo caminho que ela trilhou desde o primeiro livro quanto por tudo que enfrenta em Reino de Cinzas. E acreditem que ela passa por muita coisa aqui. A autora retratou todo o sofrimento de Alein nas mãos de Maeve e como essa tortura vai quebrando a personagem física e emocionalmente. Essas são cenas angustiantes e dolorosas, mas também aumentaram minha admiração por essa protagonista incrível. Ela demonstra uma resiliência e uma força que me surpreenderam muito e me fizeram desejar entrar no livro para ajudá-la.
“Dias, meses, anos – escorriam assim como seu sangue escorria sobre o piso de pedra, em direção ao rio. Uma princesa que deveria viver por mim anos. Ou mais. Aquilo fora uma dádiva. Agora era sua maldição.”
Além disso, a evolução em relação à Celaena que conhecemos lá no primeiro livro é óbvia. Embora Aelin mantenha o jeito cínico e arrogante, as camadas que ela tem por dentro são muito mais evidentes do que antes. Ela amadureceu, se tornou mais consciente de suas responsabilidades e, principalmente, muito mais capaz de se doar por aqueles que ama.
Com relação aos demais personagens, adorei como Sarah J Maas explorou os conflitos de todos eles. Rowan tem muitos conflitos e traumas com que lidar ao longo de sua jornada, assim como seus companheiros Gavriel e Lorcan. Já Aedion e Lysandra tiveram seu relacionamento afetado pelo fato da metamorfa ter concordado em assumir o lugar de Aelin. Confesso que tive vontade de bater no Aedion pela forma como tratou Lysandra em alguns momentos, mas também sofri muito por ele ao ver o fardo pesado que estava carregando.
Mas os destaques do livro foram mesmo Dorian, Manon, Chaol e Yrene. Manon já tinha conquistado meu respeito e admiração em Rainha das Sombras e Império de Tempestades. Porém, aqui ela aprende a lidar com emoções que ainda não conseguia encarar e assume suas responsabilidades de uma maneira que me deixou realmente orgulhosa. Já Chaol e Dorian são provavelmente os dois personagens que mais amadureceram ao longo da série. Eles tiveram as perdas mais dolorosas, mas cresceram com isso. Não tenho palavras para descrever o que eles fizeram nesse livro, mas quando lembro do príncipe e do chefe da guarda lá de Trono de Vidro fico impressionada e emocionada com o quanto eles se transformaram. Já sobre Yrene, ela é uma das personagens mais incríveis que já li e demonstrou isso em todos os momentos que apareceu.
“Seu filho passou os últimos meses forjando alianças com o khaganato, e agora todos os exércitos do khagab velejam para este continente para salvar seu povo. Então, enquanto fica aí na sua fortaleza infeliz, atirando insultos a ele, saiba que Chaol fez o que ninguém mais conseguiu fazer, e se sua cidade sobreviver, será por causa dele, não de você.”

Com relação à trama, achei que foi muito bem desenvolvida pela autora. Ela conseguiu encaixar todos os personagens e ir unindo as pontas que foram deixadas nos livros anteriores de uma maneira coerente. Além disso, temos o tempo todo o clima de urgência que a história pedia e isso deixou a leitura ainda mais instigante. O tempo todo ficava preocupada com o que poderia acontecer a seguir, porque a sensação de que tudo daria errado era constante. Então, não espere um livro que você tem a certeza de que tudo ficará bem no final. Sarah conduziu a história de uma forma capaz de deixar o leitor angustiado e tenso a todo momento, pois os riscos são imensos e muito reais. 



Outro grande mérito do livro é que as cenas são descritas com muita habilidade. A autora utilizou descrições que não deixavam a leitura cansativa, mas que permitiam visualizar com clareza o que estava acontecendo em cada momento. Mesmo nas batalhas, era possível compreender como cada lado estava atacando, sentir a tensão da guerra e entender onde cada personagem estava no conflito.
“Eles não tem nada. Não tem nada pelo que lutar. E, embora estejamos em menor número, nós temos algo que vale a pena defender. E, por causa disso, podemos superar o medo. Podemos lutar contra eles, até o fim. Por nossos amigos, por nossa família... Por aqueles que amamos... Por aqueles que amamos superar esse medo.”
Não posso deixar de citar também o quanto esse livro traz de empoderamento feminino. Foi maravilhoso ver personagens femininas ganhando tanto destaque e, principalmente, se unindo. Desde o primeiro livro, Sarah J Maas apresentou personagens femininas fortes e determinadas. Porém, em Reino de Cinzas se torna ainda mais evidente. Claro que os homens também são muito importantes nessa história e têm destaque. Porém, as mulheres ocupam uma posição central e foi incrível vê-las se unindo em torno de um objetivo e se apoiando em todos os momentos.
Acredito que nessa altura não preciso nem falar muito sobre a escrita da Sarah né? Esse foi um dos livros mais incríveis que já li da autora e que demonstra toda a capacidade dela de criar uma história maravilhosa. Aqui, percebi que tudo teve um motivo ao longo da série e que o universo criado por ela é rico, complexo e instigante. A trama está bem longe de ser simples e a autora soube conduzi-la bem e levar a um final coeso e corajoso.
Aliás, fiquei muito feliz pelo fato de que, nesse livro que encerra a série, Sarah J. Maas fugiu de um final óbvio ou clichê. Tive medo de que ela fosse seguir por um caminho seguro ou, pelo menos, mais fácil. Mas a autora teve muita coragem e trouxe algumas decisões corajosas e surpreendentes. Ela soube ousar e, mesmo assim, se manteve coerente com tudo que vinha construindo ao longo dos livros anteriores.
Não posso deixar de mencionar a edição da Galera Record e, principalmente, a tradução. Eu simplesmente amei a escolha da capa, que considero a mais bonita da série até aqui. Além disso, as folhas são amareladas e a fonte tem um ótimo tamanho de leitura. Mas, o grande destaque mesmo foi a tradução impecável da Mariana Kohnert. Esse não é um livro fácil de ser traduzido, mas vi nada para reclamar do trabalho feito nesse livro.
Deste modo, o que posso dizer é que eu não poderia ter ficado mais feliz com o desfecho dado para série Trono de Vidro. Reino de Cinzas foi um final épico, tenso, instigante, emocionante e grandioso. Exatamente como essa série e sua protagonista mereciam. Foi uma jornada e tanto acompanhar esses livros, que já têm um lugar garantido na minha lista de favoritos. Para quem gosta de uma fantasia envolvente, bem construída e repleta de surpresas, não pode deixar de conferir.


[Resenha] Agora e sempre

6 de jun de 2019


Olá, pessoal! Como você estão? Hoje eu venho trazer uma resenha que venho enrolando há bastante para escrever, porque ainda não me sentia preparada. O livro Agora e Sempre, da Judith McNaught me despertou emoções muito fortes e foi difícil encontrar palavras para expressar bem o que senti enquanto lia e explicar o que despertou esses sentimentos.
Ouvi muitos comentários de que Agora e Sempre era um romance de época bem diferente do que estamos acostumados a ver e eu é mesmo. Porém, ele é também muito mais polêmico e eu não passei imune a isso. Portanto, se preparem que eu tenho muito a falar sobre essa leitura. Mas não se preocupem que eu não vou contar quais acontecimentos causaram tanta discórdia.

Autora: Judith McNaught
Tradução: Cristina Laguna Sangiuliano Boas
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 350
Classificação: + 18 anos
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “O premiado romance histórico da autora best-seller Judith McNaught com orelha assinada por Carina Rissi. Após perder os pais em um trágico acidente, Victoria Elizabeth Seaton é enviada para a Inglaterra, onde se espera que reivindique seu lugar de direito na sociedade inglesa. Assim que chega à suntuosa propriedade de Jason Fielding, ela é vista por seu tio Charles como a mulher perfeita para o sobrinho. Assustada com a má fama do marquês de Wakefield, Tory jamais pensaria que sob a frieza e a amargura de Jason haveria lembranças de um passado doloroso a atormentá-lo. Ele, por sua vez, acredita ser incapaz de amar de verdade, quem quer que seja. Juntos, Victoria e Jason descobrirão até que ponto se pode conter um coração que quer se entregar e todos os obstáculos que só um amor verdadeiro é capaz de vencer.” 
Em Agora e Sempre, a jovem Victoria Sealton precisa se mudar com a irmã para a Inglaterra após a morte dos pais em um acidente. Elas deverão viver com parentes da mãe, porém, precisarão ficar separadas. Enquanto a irmã é recebida pela bisavó, Victoria acaba indo viver na casa de um primo distante, o lorde Jason Fielding.
O que ela não esperava é que o primo pudesse se mostrar tão hostil com ela. Porém, sem ter para onde, ela acaba se vendo forçada a conviver com Jason e começa a perceber que, por mais que ele a irritasse e confundisse, também despertava nela uma inesperada atração. E o lorde, por sua vez, também não estava imune a personalidade e ao carisma da menina. Assim, com um grande empurrãozinho do tio dele, Victoria e Jason começam a descobrir sentimentos que não imaginavam que poderiam sentir.

Porém, será que isso seria o suficiente para apagar um passado de traumas e decepções?


A primeira coisa que eu preciso dizer sobre esse livro é que, para mim, ele se divide em dois. Na primeira metade, eu me diverti muito com a leitura e realmente me encantei com a escrita da autora. Da metade para frente, apesar de continuar com um bom ritmo, foi uma sequência de decepções que fizeram com que eu me irritasse mais a cada página. Portanto, vou apresentar primeiro os motivos que me fizeram gostar e depois o que me decepcionou (sem spoilers, não se preocupem).
O que fez com que eu me envolvesse de cara com o livro foi a escrita envolvente da autora e a forma direta com que ela apresenta os personagens e a realidade dos casamentos da época. Além disso, ela desenvolve a história de uma maneira muito dinâmica, dosando bem os momentos mais leves, com o romance e os dramas dos personagens. Assim, a leitura flui muito bem e não dá nem para sentir as páginas passando.
Outro ponto que foi fundamental para o meu envolvimento com o livro logo no início foi o carisma da protagonista. Victoria, ou simplesmente Tory, é uma personagem sensível e cativante, mas também forte, determinada e muito franca. Ela não tem medo de expor sua opinião e não abaixa a cabeça para ninguém, mantendo sua dignidade e suas convicções. Isso fez com que eu me encantasse com ela logo nas primeiras páginas e passasse a torcer muito por sua felicidade.
Já sobre o mocinho, Jason, não dá para dizer o mesmo. Ele é cínico, amargurado e grosso, tendo raros momentos em que se tornava um pouco mais agradável. Isso normalmente não me incomoda em livros, já me encantei por vários personagens que faziam o tipo ranzinza, mas que dava para ver que no fundo eram boas pessoas. Infelizmente, o Jason não me convenceu e eu não simpatizei com ele em momento nenhum.
No entanto, na primeira metade do livro o carisma da Victoria acabou me levando a torcer pelo casal. Ela é tão cativante e tem um jeito tão determinado de colocar o Jason no lugar dele que eu realmente acreditei que isso acabaria tornando o romance convincente e, principalmente, capaz de me cativar. Além disso, os diálogos entre os dois são divertidos e a relação é desenvolvida de um jeito muito natural, o que é um ponto muito positivo do livro.
O problema é da metade para a frente do livro. Há uma cena muito forte (e, na minha opinião, desnecessária), que muda tudo na história dali para frente. Por si só, ela já seria um ponto negativo do livro, ainda mais que acabou com qualquer possibilidade de eu vir a tolerar o Jason. Porém, o desenrolar do livro a partir daí foi extremamente problemático, com outra cena igualmente forte, o que fez com que eu me irritasse mais a cada página.
O que eu vi na segunda metade do livro foi uma sucessão de revelações, nem um pouco surpreendentes, que vieram só para justificar ações do Jason que não podem ser perdoadas. E o pior é que, para romantizar esse personagem, a autora acaba sacrificando todos os pontos que me fizeram gostar da Tory. Ela que era tão determinada e franca no começo do livro, se torna uma personagem passiva, manipulável e que fica se arrastando atrás do macho babaca.
São páginas e mais páginas de vitimização de um personagem que não é a vítima e distorção dos fatos para colocar a culpa na mulher. E isso ainda é justificado com frases do tipo “ah, mas era a sociedade da época”, “era uma cultura muito machista mesmo”, “a autora só estava retratando o período”. Primeiro que retratar uma época é muito diferente de romantiza-la. É possível mostrar o que acontecia em um determinado período sem tentar justificar ações injustificáveis. 



Além disso, o que mais me deixou inconformada foi ver pessoas falando que não tinha problema romantizar as situações retratadas porque era uma outra época, com uma cultura diferente da nossa. Que bom saber que o machismo e as relações abusivas acabaram e a gente pode encarar isso como algo do passado né? Seria tão triste se as mulheres ainda vivessem isso hoje em dia... Ah não, pera! Para quem não sabe, machismo ainda é real e mulheres morrem todos os dias nas mãos dos companheiros.
Não preciso nem dizer que, da metade para frente, é óbvio que eu já não conseguia torcer pelo casal. E, pior ainda, sequer tinha qualquer simpatia por eles. Por mais trágico que seja o passado do Jason, eu só conseguia sentir ranço por ele. E a Victória se revelou tão fraca e manipulável que foi impossível manter qualquer admiração por ela. E se, em um romance, você não gosta do casal principal e não torce para eles ficarem juntos, fica bem difícil aproveitar a leitura né?
Para completar, os demais personagens da trama são tão manipuladores que simplesmente não conseguia simpatizar com eles também. Com exceção dos criados do Jason, que apesar de fofoqueiros eram bastante divertidos, todos os outros tiveram pelo menos algum comportamento no mínimo questionável ao longo trama – o que obviamente foi justificado e romantizado pela autora também.
Com relação à escrita dela, o que eu posso dizer de bom é que é fluida, mantém um bom ritmo para a trama e retrata muito bem o período. As descrições foram muito bem-feitas por ela e não deixaram a leitura cansativa. Porém, ela pecou ao romantizar situações que não poderia e acrescentar situações que não contribuíram em nada para o livro e ainda trouxeram uma mensagem muito negativa.
E não posso deixar de mencionar também a edição da Bertrand Brasil. A capa é lindíssima; para mim, uma das mais bonitas de romances de época. Além disso, as páginas amareladas e o bom tamanho da fonte contribuem muito para uma leitura bastante confortável. Minha ressalva é a ausência de um aviso de que esse livro contém gatilhos. As cenas são fortes e explícitas, portanto, deveria haver algum tipo de alerta.
De um modo geral, Agora e Sempre tinha tudo para ser um romance de época incrível. Ele foge dos padrões e traz um retrato muito mais realista da época do que estamos acostumados a ver. Uma pena que o realismo tenha sido só nos momentos mais chocantes e o restante seja uma sucessão de romantização e tentativas de justificar o absurdo. Me decepcionei ao ver a mensagem de que o amor é capaz de transformar usada de uma maneira tão distorcida e, francamente, perigosa. Porém, sempre defendo que cada um leia e tire suas próprias conclusões. A escrita da autora é boa e certamente vocês não encontrarão uma leitura monótona.