[Resenha] Um acordo e nada mais

15 de nov de 2018


Aproveitando que hoje é feriado e amanhã é sexta-feira, nada melhor do que uma dica de leitura envolvente e apaixonante para aproveitar esses dias, não? Por isso, a resenha de hoje é sobre Um acordo e nada mais, da Bary Balogh, segundo volume da série O Clube dos Sobreviventes. Para que não leu o primeiro livro, as tramas desta série são independentes e eles podem ser lidos separadamente, porém, como há uma ligação entre os personagens de ambos os livros e o casal do livro anterior aparece nesse, recomendo a leitura na sequência (tem resenha do primeiro aqui).
Quando li Uma proposta e nada mais, senti que Mary Balogh trouxe uma trama mais séria do que estamos acostumados a ver em romances de época, com personagens mais complexos e maduros. Em Um acordo e nada mais, essa sensação foi confirmada. Nesse livro, mesmo com uma trama leve, fiquei feliz por encontrar novamente uma profundidade maior do que o padrão deste gênero.

Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Tradução: Livia de Almeida
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.”

Em Um acordo e nada mais, Vincent, o visconde de Darleigh está cansado do controle e da proteção excessiva de sua mãe e irmãs. Quando tinha 18 anos, ele sofreu um grave ferimento em batalha e acabou ficando cego. Por causa disso, sua família passou a tentar protegê-lo de todas formas, mesmo depois dele ter herdado o título e a fortuna. No entanto, quando descobre que sua mãe e suas irmãs estavam tentando armar para que ele se casasse, Vincent sente que era hora de fugir.
No entanto, quando retorna para a cidade onde havia crescido, Vincent acaba quase sendo vítima de uma armadilha de casamento. Ele só consegue escapar graças a interferência de Sophia Fry, que sabia que os tios estavam tentando se aproveitar da deficiência visual dele para colocá-lo em uma situação comprometedora com sua filha, Henrietta March, e forçá-lo a se casar. O problema é que, após ajudá-lo, Sophia é expulsa de casa pelos tios.
Quando fica sabendo da situação da jovem, Vincent decide ajudá-la e acaba tendo uma ideia. Ele propõe que os dois se casem, o que faria com que Sophia ficasse amparada financeira e socialmente, enquanto Vincent poderia se livrar da proteção excessiva da família. Mas será que a convivência poderia fazer com que, de um simples acordo de conveniência, surgissem sentimentos verdadeiros?
“Talvez não tivesse sido tão precipitado assim, afinal de contas. Tinha a forte sensação de que poderia vir a gostar dela – não apenas porque estava determinado a gostar, mas porque... Bem, porque ela era uma pessoa digna de ser amada.”



Esse livro foi uma surpresa muito agradável. Apesar de ter gostado de Uma proposta e nada mais, senti que o romance demorou a me convencer. Eu gostava dos protagonistas individualmente, mas como casal não sentia a ligação entre eles. Já em Um acordo e nada mais encontrei um romance daqueles em que torcemos pelo casal desde o primeiro momento. É uma relação muito bonita, que vai se desenvolvendo aos poucos e com naturalidade, o que contribui muito para que o leitor se envolva com a leitura.
Sophia é uma personagem que me apeguei muito, porque faz o leitor exercer sua capacidade de empatia. Ela cresceu sem a mãe, sendo negligenciada por todos os parentes que cuidaram dela desde a infância, incluindo os tios com quem passou a viver após a morte do pai. Assim, ela se acostumou a não ser vista, ouvida e, até mesmo, respeitada. Se via como uma ratinha invisível e tinha sérios problemas de autoestima e confiança. No entanto, nem mesmo os anos de sofrimento tiraram de Sophia sua inteligência, seu senso de humor afiado e sua criatividade.
“Sua vida havia mudado de repente e de forma drástica. E ela ainda se comportava como uma ratinha assustada. Às vezes, é preciso esforço e determinação para não se deixar simplesmente levar pela vida, sem mudar. A mudança tinha chegado e ela tinha a chance de mudar – ou não.”
Trata-se de uma protagonista cativante, mas reconheço que, às vezes, pode ser cansativo ver o quanto ela se desmerece. No entanto, a questão aqui é tentar se colocar no lugar de Sophia e entender os danos que anos de maus tratos e abandono poderiam causar nos sentimentos de uma pessoa, especialmente alguém tão jovem como ela. Entendo esse lado da personagem e adorei vê-la se descobrindo e aprendendo a se valorizar.
Já o Vicent é um personagem que chamou minha atenção desde o livro anterior. Tendo perdido a visão com apenas 18 anos, seria natural se ele tivesse se amargurado ou se fechado para o mundo. Porém, Vincent não perdeu seu senso de humor e sua natureza determinada e corajosa. Além disso, ele é generoso, justo e demonstra uma gentileza para com os outros que me encantou. No entanto, é claro que o que aconteceu na guerra deixaria traumas e conflitos com os quais Vincent precisaria lidar, especialmente a culpa por ter provocado o próprio acidente e a perda de autonomia devido ao controle da família.
“Não corroboraria a loucura juvenil permitindo que a luz de dentro dele se extinguisse. Viveria a sua vida. E a viveria plenamente. Faria algo dela e de si mesmo. Não se renderia à depressão ou ao desespero.”
Assim, um dos aspectos que mais gostei nesse livro é o fato de que ele não foca exclusivamente no romance. Tão importante quanto a relação que surge entre Sophia e Vincent é o desenvolvimento pessoal deles. Os dois têm feridas que precisavam ser cicatrizadas e é muito interessante acompanhá-los nessa jornada de autodescoberta e superação.



Mas é claro que o romance acontece e é lindo de se acompanhar. Apesar de ser um casamento de conveniência, Vincent e Sophia se respeitaram desde o começo, pois um conseguia entender a dor do outro. Com isso, eles acabaram desenvolvendo uma cumplicidade grande antes de se apaixonarem. Além disso, ambos são personagens criativos, inteligentes, com um senso de humor afiado e que despertam o melhor um do outro, o que os torna ainda mais cativantes e contribui para que o leitor torça por eles durante todo o livro.
“Apesar de sua beleza quase inacreditável, era apenas um homem. Apenas uma pessoa. Como ela, era vulnerável. Como ela, vinha levando uma vida em muitos aspectos passiva. Como ela, sentia a necessidade, o intenso desejo de viver. De levar a melhor sobre a vida em vez de simplesmente suportá-la. De ser livre e independente... Não eram tão diferentes quanto ela pensara.”
Com relação aos personagens secundários, esse livro é mais centrado no casal principal do que o anterior. No entanto, isso não significa que outros personagens não tenham espaço ou relevância na trama. Os outros membros do Clube dos Canalhas aparecem nesse livro e desempenham um papel importante, especialmente na adaptação de Sophia. Além disso, há Martin, o criado de Vincent, que se mostra um amigo extremamente leal e que me conquistou por sua dedicação a ele.
A trama é bastante simples e não possui grandes reviravoltas, mas o que fez com que esse livro se tornasse uma leitura tão especial foi o envolvimento tanto com a jornada pessoal dos protagonistas quanto com o desenvolvimento do romance. Além disso, Mary Balogh tem uma escrita envolvente e muito sensível, que torna a leitura bastante fluida. Ela sabe dosar os momentos de humor, drama e romance, deixando a história interessante mesmo quando não há acontecimentos marcantes.
Não posso deixar de dizer também o quanto essa edição está linda. A capa segue o mesmo padrão do livro anterior, que, apesar de simples, é muito bonito. As folhas são amareladas, e achei a fonte e o espaçamento muito bons, o que deixa a leitura bastante confortável.
Deste modo, Um acordo e nada mais foi uma leitura que teve os mesmos elementos que me agradaram no volume anterior, mas com um romance ainda mais encantador. O livro conta com personagens bem construídos e muito humanos, que cativam o leitor e conquistam a nossa torcida. Estou começando a conhecer a escrita da Mary Balogh, mas esse livro me deu a certeza de que não apenas quero continuar essa série, como pretendo conhecer outras obras da autora. Para quem procura um romance de época mais profundo e, ainda assim apaixonante, não pode deixar de conhecer os livros de O Clube dos Sobreviventes.

Sorteio de Aniversário - Leituras da Mary


Em comemoração ao aniversário do blog Leituras da Mary, organizamos um sorteio mega especial para os amantes de romances de época. Confira e participe!!
Quero agradecer a todos que nos acompanharam durante esses 5 anos, que estão sempre interagindo nas nossas redes sociais e nos enchendo de carinho aqui no blog.
Fique ligadinho no blog e nas redes sociais, pois teremos muitas novidades, dicas, resenhas, tags e várias outras coisas relacionadas à esse universo de época que tanto amamos. Também estão rolando outros sorteios incríveis lá no Instagram, vou deixar linkado no final do post os outros sorteios do #NovembrodeÉpoca.

Confira o Regulamento


- Para participar, basta preencher as entradas obrigatórias do formulário. O participante que não estiver seguindo as entradas obrigatórias serão desclassificados, caso seja sorteado na promoção.

- O participante que for sorteado deverá estar segundo todas as redes sociais presentes no formulário e não apenas uma, o aplicativo do sorteio sorteará apenas uma das entradas, mas o participante precisa estar seguindo todas para ser desclassificado.

- É necessário Curtir (e não apenas visitar) as páginas dos Blogs.

- Os participantes devem residir em território nacional.

- Será sorteado um kit 4  livros e mimos para 1 único vencedor.

- O sorteio será finalizado dia 30/11 e o resultado sairá nesse mesmo post até o dia 02/12.

- Os ganhadores receberão um e-mail e precisam respondê-lo com seus dados em até 72 horas, ou serão desclassificados.

- Cada Blog, autor e editora são responsáveis pelo envio de seu respectivo prêmio.

- Os blogs e editoras não se responsabilizam por possíveis extravios ou danos por parte dos correios.

- O prazo para envio é de até 45 dias após a confirmação dos dados do vencedor.


Confira quem está disponibilizando os prêmios do sorteio


1- Um acordo e nada mais – Mary Balogh. (cedido pela editora Arqueiro)

2- A torre do amor – Eloisa James. (cedido pela editora Arqueiro)

3- Sob os acordes dos anjos - Chirlei Wandekoken + marcadores (cedido pela editora Pedrazul)

4- A Casa das enhoras distintas- Lis Wey (cedido pela autora)

5- Kit Aline Galeote, copo, conto, marcadores e boton. (cedido pela autora)

6- Kit de marcadores da autora Silvana Barbosa. (cedido pela autora)



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Sorteios que estão rolando no Instagram 

Clique nas fotos para acessar o sorteio.

Leituras de Outubro

11 de nov de 2018



Olá, leitoras e leitores! Hoje, eu finalmente vim fazer um balanço das minhas leituras de outubro. Fiquei muito feliz, porque consegui ler alguns livros que já estava desejando há algum tempo e tive surpresas muito boas.
No total, foram 8 livros lidos e um iniciado (que terminei agora em novembro). Não vou entrar em muitos detalhes sobre cada um deles, pois alguns já tem resenha aqui no blog e outros eu pretendo postar a resenha em breve. No entanto, vou deixar a sinopse de todos e o link para compra.
Então, sem mais enrolação, vamos às minhas leituras de outubro:

Amor em Manhattan, da Sarah Morgan
Eu estava ansiosa para ler esse livro desde que foi lançado e não me decepcionei. É um romance leve, envolvente e divertido, com personagens cativantes e um enredo que, apesar de clichê, é bem trabalhado.
Sinopse: “Um romance brilhante sobre três amigas que decidem abraçar a vida – e o amor – em Nova York. Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um felizes para sempre? O primeiro livro da série para "Nova York, com amor" traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.” Comprar: Amazon

Corte de Asas e Ruína, da Sarah J. Maas
Terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, ele encerra muito bem o primeiro arco da história. De um modo geral, atendeu minhas expectativas e me deixa bastante empolgada para ler os outros livros que a Sarah escreverá dentro deste universo. Já tem resenha sobre ele aqui, mas não preciso nem dizer que recomendo né?
Sinopse: “O esperado terceiro volume da série best-seller Corte de Espinhos e Rosas, da mesma autora da saga Trono de vidro. Em Corte de Asas e Ruína a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.” Comprar: Amazon

Só escute, da Sarah Dessen
Segundo livro desta autora que eu leio e, mais uma vez, me encantei com a escrita dela. Foi uma leitura que superou minhas expectativas, por se tratar de um Young Adult que vai além do óbvio, abordando temas muito sérios e trazendo personagens bem construídos e cativantes. Vocês podem conferir a resenha sobre ele aqui.
Sinopse: “Ano passado, Annabel era a típica “garota que tem tudo” ― inclusive era esse o papel que interpretava no comercial de uma loja de departamentos da cidade. Este ano, porém, ela é a garota que não tem nada: não tem mais a amizade de Sophie; não tem uma família feliz desde a descoberta do distúrbio alimentar de uma de suas irmãs; e não tem ninguém com quem passar a hora do almoço na escola. Até conhecer Owen Armstrong. Alto, misterioso e obcecado por música, Owen é um garoto que vivia se metendo em brigas, mas agora está tentando mudar. Um de seus novos lemas é sempre falar a verdade, não importa qual seja, e jamais guardar ressentimentos. Será que com a ajuda desse amigo inesperado Annabel vai conseguir encarar a verdade e enfrentar o que aconteceu na noite em que brigou com Sophie?” Comprar: Amazon

Desejo à meia-noite, da Lisa Kleypas
Claro que não faltaria romance de época né? Os livros da Lisa vêm me conquistando há algum tempo e eu tinha muita curiosidade de ler uma das suas séries mais famosas, Os Hathaways. Confesso que ter a expectativa alta me atrapalhou um pouco e eu não gostei tanto quanto esperava. Não que o livro seja ruim, pois está longe disso. O problema é que eu esperava um livro que fosse entrar para a lista dos meus favoritos, mas que acabou sendo apenas uma leitura muito boa.
Sinopse: “Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?” Comprar: Amazon

Cilada para um marquês, da Sarah MacLean
Outro livro que já tem resenha aqui, então, não vou falar muito. Esse foi meu primeiro contato com a escrita da autora e eu não poderia ter ficado mais satisfeita. É um romance envolvente, bem construído, com personagens muito interessantes e uma história divertida e tocante. Para quem gosta de um bom romance de época, é uma ótima leitura.
Sinopse: “Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares. Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela. No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço. O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam…” Comprar: Amazon

O Príncipe Cruel, da Holly Black
Um livro que superou todas as minhas expectativas. Eu não tinha gostado muito do primeiro livro da autora que eu li, porém, esse me conquistou completamente. Apresentando um universo muito interessante, Holly Black criou uma trama dinâmica e envolvente, com personagens complexos e reviravoltas que deixam o leitor ansioso pela continuação. Saiu resenha sobre ele aqui e eu confesso que não vejo a hora de poder ler o segundo livro.
Sinopse: “Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor pedindo bis – querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.” Comprar: Amazon
 
Devil in Spring, da Lisa Kleypas.
Desde que li Uma noiva para Winterborne, estava ansiosa para ler o terceiro volume da série Os Ravennels. Não aguentando a curiosidade, acabei comprando o e-book em inglês, antes de saber que ele seria lançado pela Arqueiro esse mês (já está em pré-venda aqui, com o nome Um acordo pecaminoso). Confesso que a minha expectativa me atrapalhou um pouco e eu acabei não gostando tanto quanto esperava, mas só porque ele não superou meu amor pelo segundo. É uma ótima leitura e pretendo postar resenha sobre ele em breve.
Sinopse: “Lady Pandora Ravenel é muito diferente das debutantes de sua idade. Enquanto a maioria delas não perde uma festa da temporada londrina e sonha encontrar um marido, Pandora prefere ficar em casa idealizando jogos de tabuleiro e planejando se tornar uma mulher independente. Mas certa noite, num baile deslumbrante, ela é flagrada numa situação muito comprometedora com um malicioso e lindo estranho. Gabriel, o lorde St. Vincent, passou anos conseguindo evitar o casamento, até ser conquistado por uma garota rebelde que não quer nada com ele. Só que ele acha Pandora irresistível e fará o que for preciso para possuí-la. Para alcançar seus objetivos, os dois fazem um acordo curioso, e entram em uma batalha de vontades divertida e sensual, como só Lisa Kleypas é capaz de criar.” 

A promessa da rosa, da Babi A. Sette.
Esse foi o único livro que realmente me decepcionou em outubro. A escrita da Babi é ótima e o livro começa muito divertido e envolvente. Porém, com o passar do tempo, a história acaba se tornando dramática demais (bem novela mexicana mesmo) e os personagens me irritaram muito, principalmente o mocinho. Não chegou a ser uma leitura ruim, porque a escrita da autora é envolvente, mas deixou a desejar.
Sinopse: “Século XIX: Status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado. Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites. Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração.” Comprar: Amazon

Além dos livros concluídos, eu comecei a leitura de Kingdom of Ash, da Sarah J. Maas, que é o último livro da série Trono de Vidro. O livro foi lançado dia 23 de outubro nos Estados Unidos e claro que eu não aguentaria esperar né? Terminei de ler esse final de semana e, depois, vou contar para vocês o que achei da leitura.
E vocês, o que leram em outubro? Me contem aí nos comentários o que acharam das minhas leituras e se vocês já leram, ou querem ler, algum desses livros.

[Resenha] O Príncipe Cruel

6 de nov de 2018


Olá, leitores! Como vocês estão? Eu preciso dizer que esse texto foi iniciado, apagado e começado de novo mais vezes do que eu consigo contar. Sempre achei que as resenhas mais difíceis de escrever são aquelas sobre livros que foram extremos, ou seja, aqueles que eu amei muito ou aqueles que eu detestei. Acredito que os sentimentos mais intensos sejam os mais difíceis de serem explicados. Felizmente, no caso da resenha de hoje, a dificuldade vem do fato de que o livro superou todas as minhas expectativas e foi um dos meus favoritos do ano.
Estou falando sobre O Príncipe Cruel, da Holly Black, que foi lançado esse semestre no Brasil pela Galera Record. Sabem aqueles livros que te prendem desde a primeira página, te deixam sem fôlego e, quando terminam, fazem você contar os dias para poder ler a continuação? Pois é, foi exatamente isso que essa leitura fez comigo. E, agora, estou aqui tentando encontrar as palavras para explicar os motivos que me levaram a gostar tanto desse livro.

Autora: Holly Black
Editora: Galera Record
Tradução: Regiane Winarski
Páginas: 322
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora.
Sinopse: “Jude tinha 7 anos quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas. Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles – lindos e imortais – e realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos, reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai deixar o leitor querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.”

Em O príncipe cruel, o mundo das fadas é real e Jude passou a fazer parte dele quando ainda era uma criança. Quando ela tinha apenas sete anos, sua casa foi invadida e seus pais mortos na frente dela e das irmãs, Viviane e Taryn. O assassino era Madoc, um feérico e pai da Viviane, a quem a mãe das garotas havia abandonado anos antes. Após matar os pais das meninas, Madoc decide levá-las ao mundo das fadas.
Dez anos depois, Viviane ainda se recusava a aceitar o pai e sonhava em voltar ao mundo dos humanos, mas Jude e Taryn esperavam se encaixar e encontrar um lugar para elas naquela corte. Para Taryn, a melhor forma de conseguir isso seria através no casamento. Jude, por outro lado, queria mostrar que tem habilidade o suficiente para garantir um lugar naquela corte, sem precisar de ninguém para isso. Porém, isso implicava em desafiar o Príncipe Cardan, o filho mais novo e mais cruel do Grande Rei de Elfhame.
“O que eles não sabem é que sim, eles me dão medo, mas eu sempre senti medo, desde o dia em que cheguei aqui. Fui criada pelo homem que assassinou meus pais, cresci em uma terra de monstros. Convivo com este medo, deixo que se assente nos meus ossos e o ignoro.”

Enquanto tenta provar seu talento, Jude acaba se vendo cada vez mais envolvida nas intrigas da Corte, descobrindo os perigos do Reino das Fadas e também uma grande habilidade para trapaças e derramamento de sangue. Com isso, Jude precisaria aprender rapidamente a entender os jogos de poder, não apenas para conseguir um lugar na Corte, mas para salvar a si mesma e aqueles que ama.



O Príncipe Cruel é um daqueles livros que conseguem capturar a atenção do leitor logo nas primeiras páginas. Com um início bastante intenso (para não dizer brutal), é impossível não ser impactado por essa história e querer descobrir o que irá acontecer com as três irmãs no Reino das Fadas. E, à medida que esse universo vai sendo apresentado, a leitura se torna cada vez mais envolvente. Quanto mais fundo a protagonista entra nos mistérios e intrigas daquele reino, mais dinâmica a trama se torna.
E por falar na protagonista, confesso que fui surpreendida por ela. Jude não é uma personagem fácil de se gostar e tive bastante dificuldade para entender a necessidade que ela sentia de se encaixar naquele reino e ser aceita pelos feéricos. No entanto, não nego que o fato de ser uma personagem imperfeita fez com que ela se tornasse uma protagonista muito mais interessante. Jude não é totalmente boa e nem totalmente má; tem virtudes e falhas que vão ficando evidente ao longo do livro, e demonstram o quão complexa e humana ela é.
“Eis por que não gosto dessas histórias: elas mostram que sou vulnerável. Por mais cuidadosa que eu seja, vou acabar cometendo outro erro. Sou fraca. Sou frágil. Sou mortal. E odeio isso mais que tudo. Mesmo que por algum milagre eu seja melhor que eles, jamais serei um deles.”
Já em relação aos demais personagens, me encantei por alguns, detestei outros e caí do cavalo algumas vezes. Porém, todos eles foram bem construídos e me surpreenderam em algum ponto da história. Meus favoritos foram, sem dúvida, a Viviane e o príncipe Cardan. Ela por ser uma personagem muito leal, que ama profundamente suas irmãs e que demonstra uma força e uma maturidade surpreendentes. Já o Cardan, é aquele típico anti-herói que sempre me agrada: com um humor ácido e, por vezes cruel, desde o início fica claro que esse personagem é mais do que aparenta. Assim como Jude, ele é um personagem interessante e complexo, que não se limita aos estereótipos de herói ou vilão, mas ainda possui o carisma que algumas vezes falta à protagonista.
“Claro que quero ser como eles. Eles são lindos como lâminas forjadas em fogo divino. [...] E Cardan é ainda mais bonito que o restante, com cabelos negros resplandecentes como a asa de um corvo e as maças do rosto angulosas o suficiente para partir o coração de uma garota. Eu o odeio mais do que a todos os outros. Eu o odeio tanto que, às vezes, quando olho para ele, mal consigo respirar.”

Preciso destacar também que, apesar de ser um livro protagonizado por adolescentes, ele não se perde em dilemas bobos e o romance não tira o foco da história. Por outro lado, a autora não comete o erro de trazer personagens maduros demais para sua idade. Ela conseguiu construí-los com conflitos e inseguranças que são tão típicas da adolescência, mas sem deixar que essas questões tivessem mais espaço do que o necessário. 



Além de personagens bem construídos, outro ponto alto do livro é a trama bem desenvolvida. O Príncipe Cruel não sobre de um mal comum em primeiros livros de série, que é a monotonia. Por mais que ele seja um livro de apresentação dos personagens e do universo, a autora consegue fazer isso sem tirar o ritmo da história. Os segredos sobre aquela Corte e sobre os próprios personagens contribuem muito para deixar a trama interessante e fazer com que a leitura se torne fluida.
“Tentei ser melhor do que todos eles e fracassei. Que tipo de pessoa eu poderia me tornar caso parasse de me preocupar com a morte, com a dor, com tudo? Caso eu parasse de tentar me encaixar nesse mundinho?”
Com relação à escrita da Holly Black, achei que, além de envolvente, ela foi bastante objetiva e clara. A autora não se perde em descrições excessivas ou explicações desnecessárias, mas consegue descrever os personagens, o universo e os acontecimentos com clareza o suficiente para que o leitor consiga imaginá-los.
Não posso deixar de mencionar também a edição, que está maravilhosa. A capa é linda, com detalhes em dourado e mantendo a ilustração do original. Além disso, na parte interna da capa, há um mapa relacionado ao universo da história. Já as folhas são amareladas, e a fonte tem um tamanho muito confortável para leitura. No geral, a Galera Record caprichou bastante nesse livro e eu fiquei absolutamente encantada.
Assim, O Príncipe Cruel foi uma grata surpresa que tive esse ano. Meu primeiro contato com a escrita da Holly Black não havia sido muito positivo e, por isso, me surpreendi por ter gostado tanto deste. É uma fantasia original, bem construída, com um universo cheio de mistérios e intrigas, e personagens complexos. Já estou ansiosa para ler os próximos volumes e descobrir o que irá acontecer. Recomendo muito para quem ama o gênero e está procurando uma nova série para iniciar.


[Novembro de Época] Romances de época nacionais

4 de nov de 2018



Olá, pessoal! Como vocês estão? Não sei se estão sabendo, mas esse mês está acontecendo a segunda edição do Novembro de Época, com vários posts especiais sobre romances de época e muitos sorteios. Fui convidada pela Mary, do blog Leituras da Mary, para participar novamente, então, vocês podem se preparar para ver muitas dicas de romances maravilhosos nas próximas semanas. E, para quem quiser saber mais sobre o projeto, confiram o post no blog da Mary aqui.
No post de hoje, vou falar sobre meus três romances de época nacionais favoritos e outros três que eu quero muito ler. Percebi que as autoras estrangeiras dominam as minhas leituras deste gênero, porém, há muitas escritoras brasileiras escrevendo romances maravilhosos e eu quero muito conhecer o trabalho de algumas delas.
Começando pelos meus romances de época nacionais preferidos:

Volte para mim, da Paola Aleksandra:
Esse não é apenas o meu romance de época nacional favorito, como foi uma das minhas melhores leituras de 2018 e já está no grupo dos meus queridinhos da vida. Não vou falar muito, pois já saiu resenha sobre ele aqui, mas trata-se um livro envolvente, emocionante e muito sensível, que me fez querer ler tudo que a Paola escrever daqui para frente.
Sinopse: “Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a ovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás.Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.”

Montanha da Lua, da Mari Scotti.
Sabe aquele livro que você não espera muito, mas depois que começa não consegue largar? Pois é, foi exatamente isso que aconteceu comigo quando li esse livro. Foi uma leitura que me superou todas as minhas expectativas, com um romance lindo, personagens cativantes e bem construídos e uma trama bem envolvente. Ainda não fiz resenha sobre ele aqui no blog, mas é uma leitura que recomendo muito.
Sinopse: “Há séculos uma lenda acompanha cada herdeiro do ducado de Bousquet: A Maldição dos Hallinsons. Conta-se que a tragédia os acompanha, levando à morte as esposas em seu primeiro ano de matrimônio. Geração após geração, aprendem sua sina e a regra a seguir para possuir uma união frutífera e longa. Octávio Hallinson Segundo sofre as consequências de não seguir estes ensinamentos. Viúvo, isolou-se da sociedade, fugindo da responsabilidade de casar-se novamente para providenciar um herdeiro para seu título. Um homem marcado pela perda. Mical Baudelaire Nashgan sempre foi uma mulher decidida, enfrentando as ordens de sua tia e negando-se a seguir o protocolo de sua sociedade. Seu posicionamento contraditório aos costumes, a tornou uma das únicas solteironas que sua província conheceu. Sua teimosia a expõe aos perigos da floresta aos pés da Montanha da Lua, onde esconde-se o desafortunado viúvo. Será a crença mais forte que o amor?”

O beijo da lua, da Nana Valentine.
Eu descobri esse livro o ano passado, durante o Novembro de Época, e foi outra surpresa muito boa. Não sabia muito sobre o livro, mas amei a história e a escrita da autora, bem como os assuntos que ela abordou. É uma leitura que foi além do que eu esperava e me deixou curiosa para conhecer outros trabalhos da autora.
Sinopse: “Luna Elizabeth Walker é uma doce jovem marcada pela dor. Amparada pelo tio após a morte de seus pais, ela vê-se encurralada em um caminho sem volta, onde apenas o amor poderá ser capaz de libertá-la. Quando Michael Preston, sexto Duque de Blanchard retorna a Londres após seis longos anos, não esperava apaixonar-se instantaneamente pela jovem mais intrigante de toda a sociedade Londrina. A proximidade entre os dois despertou em ambos um sentimento arrebatador capaz de enfrentar qualquer obstáculo. Mas Luna guarda um segredo. Um segredo doloroso que pode colocar em risco não apenas o amor de Michael, mas também sua própria felicidade para sempre. Será o amor capaz de curar e perdoar um coração que fora severamente privado de amar por tanto tempo?”

Bônus: Encontrada, segundo volume da série Perdida, da Carina Rissi. Assim como os demais livros da série, apesar de ser classificado como chick-lit, ele também é considerado um romance de época por ter grande parte de sua história ambientado no século XIX. Recomendo a série toda, mas não poderia deixar de citar esse livro especificamente, pois foi nele que a escrita da Carina realmente me conquistou. Eu senti uma evolução grande da protagonista nesse livro e consegui me conectar muito mais com os personagens. Mas já deixo o aviso que, apesar de Encontrada ser meu favorito, é preciso ler Perdida antes. Assim, quem ama um romance de época envolvente, com muitas confusões e personagens divertidos e apaixonantes, não pode deixar de conferir essa série.

Agora, é a hora de falar sobre os romances de época nacionais que eu ainda quero ler. A lista é grande, mas selecionei os três que estou mais ansiosa para ler em breve.

Um acordo de cavalheiros, da Lucy Vargas
Já li um livro da Lucy, Refúgio para o marquês, e gostei bastante. Fiquei curiosa para conhecer outros trabalhos dela e esse é, sem dúvida, o que eu vi recebendo mais elogios. Então, não vejo a hora de ler e contar para vocês o que achei.
Sinopse: “Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos? Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.”

Não me esqueças, da Babi A. Sette
Eu sei que a Babi A. Sette é uma das referências no Brasil quando o assunto é romance de época. Inclusive, tive a oportunidade de conhecê-la na Bienal e que pessoa mais incrível e atenciosa. Porém, só li um livro dela até hoje, A Promessa da Rosa. Quero mudar isso em breve e ler outras obras dela, começando com o Não me esqueças.
Sinopse: “Aos vinte e um anos, Lizzie deveria estar empenhada em fisgar um noivo e finalmente se casar. Entretanto, após uma decepção amorosa, o coração da jovem só palpita por sua grande paixão ― os estudos sobre o povo e a cultura celtas. Esse interesse faz com que ela troque os concorridos salões de baile de Londres pelas estradas desertas e sinuosas das Highlands escocesas. Ali, ela conhecerá Gareth, o enigmático líder do clã que vive no local mais remoto e bucólico da Escócia. Envolto em uma aura de mistério, ele luta para manter suas tradições, seus segredos e, principalmente, seu povo em segurança. Enquanto o austero Gareth tem a vida toda sob controle e resiste a mudanças, Lizzie está muito entusiasmada com suas explorações e descobertas. Porém a vida de ambos é alterada de maneira inexorável quando uma fatalidade transforma a tão sonhada aventura de Lizzie em pesadelo. Vindos de mundos tão diferentes, mas unidos por uma atração irresistível, Lizzie e Gareth vivem uma paixão proibida e desafiadora, sem saber que finalmente poderão encontrar aquilo que só ousavam buscar em sonhos.”

Encontro com o marquês, da Gabriella Macedo
Fiquei sabendo sobre esse livro durante a preparação para o Novembro de Época, pois ele é uma das opções para leitura coletiva, e fui imediatamente conquistada pela sinopse. Me pareceu o tipo de romance que eu adoro e, por isso, acabou sendo a minha escolha para a leitura coletiva. Então, devo ler em breve e postar resenha aqui contando o que achei do livro.
Sinopse: “Quando Hayden Byrne, o cobiçado Marquês de Odstone, encontra Lady Violet Stockfield tudo muda de modo irreversível. Ela acreditava equivocadamente que ele jamais a notaria. Ele por sua vez, não tinha ciência do sentimento que a jovem nutria. Mas durante um baile, sentimentos são descobertos e promessas são feitas. Em um importante momento da relação o destino brinca com a vida deles, fazendo-os acreditar que tudo não havia passado de palavras vazias. A força de tal sentimento bastaria para enfrentar pessoas, o tempo e a distância? Seria ele capaz de amá-la da forma que ela sonhava? Seria ela capaz de retribuir tal amor da forma que ele precisava?”

Agora, quero saber qual o romance de época nacional favorito de vocês e qual estão curiosos para ler. Já leram algum desses que citei? Me contem tudo aí nos comentários.

[Resenha] Cilada para um marquês (Escândalos e Canalhas 1)

29 de out de 2018


Desde o ano passado, os romances de época têm estado cada vez mais presentes nas minhas leituras. No entanto, eu ainda não tinha lido nada de uma das autoras mais populares do gênero: Sarah MacLean. Então, já estava na hora de dar um jeito nisso, né?
Resolvi começar com o livro Cilada para um marquês, que me conquistou logo pela sinopse. Com uma premissa que prometia diversão, romance e aventura, foi impossível não ficar curiosa para ler esse livro. Felizmente, a promessa foi cumprida e o livro reúne alguns dos elementos que mais gosto em romances de época.

Autora: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Tradução: A. C. Reis
Páginas: 320
Classificação: +18 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “De todas as bobagens incríveis que ele já tinha visto as mulheres fazendo ao longo de sua vida, aquela era, sem dúvida, a pior.”Sophie Talbot é conhecida pela Sociedade como uma das Irmãs Perigosas – mulheres Talbot que fazem de tudo para se arranjar com algum aristocrata. O apelido chega a ser engraçado, pois se existe algo que Sophie abomina é a aristocracia. Mas parece que mesmo não sendo uma irmã tão perigosa assim, o perigo a persegue por todos os lugares.Quando a mais “desinteressante” das irmãs Talbot se torna o centro de um escândalo, ela decide que chegou a hora de partir de Londres e voltar para o interior, onde vivia antes de seu pai conquistar um título. Em Mossband, ela pretende abrir sua própria livraria e encontrar Robbie, um jovem que não vê há mais de uma década, mas que jura estar esperando por ela.No entanto, ao fugir de Londres, seu destino cruza com o de Rei, o Marquês de Eversley e futuro Duque de Lyne, um homem com a fama de dissolver noivados e arruinar as damas da Sociedade. Rei está a caminho de Cumbria para visitar o odioso pai à beira da morte e tomar posse de seu ducado. Tudo o que ele menos precisava era de uma Irmã Perigosa em seu encalço.O Marquês de Eversley está convicto de que Lady Sophie Talbot invadiu sua carruagem para forçá-lo a se casar com ela e conquistar um título de futura duquesa. Já Sophie tenta provar que não se casaria com ele nem que fosse o último homem da cristandade. Mas e quando o perigo tem olhos verdes, cabelos claros e a língua afiada? Essa viagem será mais longa do que eles imaginavam...”

Em Cilada para um marquês, primeiro volume da série Escândalos e Canalhas, conhecemos Sophie Talbot, a mais jovem das Irmãs Perigosas. Dez anos antes, seu pai havia recebido o título de Conde de Wight, e suas mães e irmãs ficaram animadas com a perspectiva de frequentarem a alta sociedade. No entanto, a empolgação delas acabou se mostrando um tanto excessiva e gerando alguns comportamentos inapropriados na busca delas por maridos nobres, que renderam apelidos um tanto maldosos, inclusive o de Irmãs Perigosas.
Porém, Sophie não poderia ser mais diferente das irmãs. Ela nunca quis frequentar a alta sociedade e, sem dúvida, não desejava se casar com um nobre. Graças a isso, ela acabou ficando como a sem graça dentre as Irmãs Perigosas. No entanto, isso muda quando, em um evento, ela flagra o marido de sua irmã mais velha e acaba armando um escândalo de grandes proporções, além de ofender grande parte dos nobres presentes.
“E foi naquele momento que Sophie não conseguiu mais suportar aquele mundo de regras, hierarquia e desdém. Aquele mundo no qual ela não tinha nascido. O mundo que ela não escolheu. O mundo que ela odiava.”
Precisando fugir do local, Sophie acaba esbarrando com o marquês de Eversley, um dos maiores cretinos da sociedade. Ela tenta pedir uma carona para casa, porém, ele não está disposto a ajudá-la. Assim, Sophie precisa recorrer a outros meios: ir, clandestinamente, na carruagem do marquês. O que ela não esperava a que a carruagem estivesse se dirigindo para fora de Londres e, quando percebe, Sophie já está muito distante de casa.

Ao descobrir a jovem disfarçada como um criado, ele tem certeza que ela foi parar na carruagem dele com o intuito de obrigá-lo a se casar com ela. No entanto, isso não poderia estar mais distante dos planos dela. Assim, Sophie faz questão de deixar claro que casar com um nobre não é um de seus objetivos e que ele, especificamente, seria o último homem com quem ela jamais se casaria.


Como já deve dar para imaginar por esse resumo, Sophie e o marquês de Eversley, conhecido como Rei, vão trocar farpas desde o começo do livro. Sei que se trata daquele velho clichê do casal que parece se odiar, mas sente uma atração inexplicável um pelo outro. No entanto, eu confesso que, apesar de ser um recurso comum, eu sempre amo histórias assim, especialmente porque elas costumam envolver diálogos divertidos. Assim, acho que a primeira coisa que posso comentar sobre Cilada para um marquês é que eu me diverti muito enquanto lia, graças às constantes provocações entre Sophie e Rei.
Outro ponto que merece destaque é que Sophie é o tipo de mocinha que conquista nossa admiração desde o começo. Ao contrário das irmãs, ela nunca se deslumbrou com o mundo da nobreza e conseguia enxergar a hipocrisia e o machismo da alta sociedade, o que já demonstra a personalidade desta personagem. Além disso, confesso que foi impossível não simpatizar com o sonho que ela tem de abrir sua própria livraria (afinal, que leitor nunca quis isso, né?). Mas, acima de tudo, me solidarizei ao ver o quanto a indiferença e os comentários maldosos das pessoas afetaram a forma como Sophie se via.
“Para qualquer outra garotinha, as caixas que seu pai trazia poderiam ser tediosas. Mas para Sophie eram mágicas. Os livros eram aventuras encadernadas em couro, com páginas e mais páginas de mundos distantes, pessoas e ensinamentos notáveis; felicidade simples e honesta.”
Já o marquês de Eversley fez com que eu me dividisse entre amá-lo e querer esganá-lo. Em muitos momentos, eu me diverti com as implicâncias entre ele e Sophie e adorei o fato de que, mesmo afirmando que ela não era problema dele, o marquês sempre acaba se sentindo culpado e tentando protegê-la. Além disso, consegui entender os traumas que o levaram a agir e pensar como ele fazia. Porém, ele é extremamente teimoso e, mesmo entendo seus motivos, teve horas em que eu quis entrar no livro e dar uns tapas na cara dele para ver se ele parava de agir feito um idiota. Mas quero deixar claro que isso foi só em alguns momentos e, na maior parte do tempo, eu me diverti muito com esse personagem.
Além disso, adorei a forma como se desenvolveu o romance entre ele e Sophie. Apesar de usar o recurso comum do casal que se odeia a princípio e vai se apaixonando aos poucos, achei que a autora conseguiu fazer isso com muita naturalidade. Tanto os motivos que fizeram com que eles se estranhassem no início, como os que provocaram as mudanças nos comportamentos deles foram muito compreensíveis. Com isso, os sentimentos que surgem entre Sophie e Rei não soam forçados ou falsos em nenhum momento. É uma relação que se desenvolve de uma maneira muito bonita e, ao mesmo tempo, divertida.
“Ele era tudo que diziam ser. Escandaloso. Perverso. Um canalha total. Tudo o que a sociedade rejeitava – ao mesmo tempo que louvava. Como seu próprio cunhado e muitos outros homens e mulheres da aristocracia britânica. Um belo exemplo do que que havia de pior naquele mundo em que ele tinha nascido. Para o qual ela tinha sido arrastada. Sophie o odiou no mesmo instante.”

Há outros personagens secundários que trazem muitos momentos divertidos e tocantes. Adorei as irmãs de Sophie, especialmente a mais velha, e gostaria que elas tivessem aparecido mais. Além disso, há algumas personagens que vão aparecendo durante a jornada da Sophie e do Rei que contribuíram para alguns dos momentos mais engraçados do livro, em especial o pequeno ladrão, John. No entanto, quem roubou a cena mesmo foi o Duque de Warnick, amigo de Rei e que será um dos protagonistas do segundo volume da série.



Com relação à trama, adorei a forma como ela foi desenvolvida. O livro já começa com muito humor e aventura. Aliás, fiquei bastante surpresa com a forma como a autora conseguiu equilibrar muito bem romance, humor e aventura, sem exagerar em nenhum desses elementos. Com isso, a leitura foi muito envolvente e fluiu de uma maneira tão natural que eu acabei lendo em um dia. Além disso, adorei o fato de que, em muitos momentos da história, vemos críticas à hipocrisia da sociedade e ao machismo. Deste modo, apesar de ser uma trama simples, ela não deixa de trazer reflexões importantes.
“Eu não ligo porque isso nos desvaloriza. Elas são minhas irmãs. Somos seres humanos. Com sentimentos. Nós existimos. E parece que o mundo não consegue enxergar isso. Não consegue enxergá-las.”
Cilada para um marquês foi meu primeiro contato com a escrita da Sarah MacLean, mas me fez perguntar por que eu ainda não tinha lido nada dela. Sua escrita é bem leve e ela emprega com muita habilidade um humor bastante sarcástico nos diálogos, o que eu gosto muito. Além disso, achei que ela soube desenvolver muito bem os personagens, fazendo com que eles fossem complexos e muito cativantes.
Não posso deixar de mencionar também o capricho na edição da Editora Gutenberg. Além da capa linda e condizente com a história, a parte interna do livro está impecável. O começo de cada capítulo tem a formatação de uma manchete de jornal, fazendo uma referência às colunas de fofoca que eram bastante populares na época, o que eu achei que deu um toque bem especial ao livro. Além disso, as páginas são amarelas, a fonte tem um ótimo tamanho para leitura e eu não encontrei nenhum erro de revisão.
Só posso dizer que Cilada para um marquês é um romance de época com um enredo simples e, até mesmo, um pouco clichê, mas que conquista pela personalidade de seus personagens, a boa construção da trama e o humor refinado da autora. Nesse meu primeiro contato com a escrita da Sarah MacLean eu não poderia ter ficado mais satisfeita, o que me deixa muito motivada a ler outros livros dela.
E vocês, já leram Cilada para um marquês? Me contem aí nos comentários se já leram esse ou outros livros da Sarah MacLean e quais outras autoras de romance de época vocês recomendam.