[Resenha] Pelo amor de Cassandra

1 de mar. de 2021

 


Uma das coisas que mais gosto em ler séries é que, muitas vezes, começamos de forma despretensiosa e quando percebemos estamos completamente apaixonados. Esse definitivamente foi o meu caso com Os Ravenels, da Lisa Kleypas. Quando li o primeiro livro, Um sedutor sem coração, eu estava empolgada por ter amado outra série da autora, mas com receio pelos comentários que li.

Eu não imaginava que Os Ravenels se tornaria a minha série favorita de romances de época e garantiria um lugar permanente na minha lista de favoritos da vida. Mas a cada livro eu fui sendo mais conquistada por essa família e, quando cheguei em Chasing Cassandra (publicado no Brasil como Pelo amor de Cassandra), eu tive a certeza que essa série estava definitivamente entre as minhas queridinhas, sem a menor chance de sair.

Eu li esse livro em inglês no ano passado e recentemente reli na edição brasileira. Então, hoje finalmente chegou meu momento de contar o que achei de Pelo amor de Cassandra.


Autora: Lisa Kleypas

Tradução: Ana Rodrigues

Editora: Arqueiro

Páginas: 272

Onde comprar: AmazonSubmarino

Sinopse: Tom Severin, o magnata das ferrovias, tem dinheiro e poder suficientes para realizar todos os seus desejos. Por isso, quando resolve que está na hora de se casar, acha que deve ser fácil encontrar a esposa perfeita. Assim que ele pousa os olhos em lady Cassandra Ravenel pela primeira vez, decide que ela é essa mulher. O problema é que a bela e perspicaz Cassandra é tão determinada quanto ele, e faz questão de se casar por amor – a única coisa que Tom não pode oferecer. Além disso, ela não tem o menor interesse em viver no mundo frenético de alguém que só joga para vencer. No entanto, mesmo com o coração de gelo, ele é o homem mais charmoso que Cassandra já conheceu. E quando um inimigo recém-descoberto quase destrói a reputação dela, Tom aproveita a oportunidade que estava esperando para conquistá-la. Ao contrário do que pensa, porém, ele ainda não conseguiu o que queria. Porque a busca pela mão de Cassandra pode até ter chegado ao fim, mas a batalha por seu coração está apenas começando.

 

Tom Severin construiu um verdadeiro império com seus negócios e, com sua inteligência e implacabilidade, conseguiu alcançar poder e dinheiro suficiente para ter tudo que desejar. Ou, era isso que ele pensava. Mas tudo muda quando ele conhece lady Cassandra Ravenel. Tom a deseja no minuto que a vê; ele tem certeza que ela é a mulher perfeita para ele e não vai desistir até conseguir tê-la como esposa.

Porém, Cassandra espera do casamento a única coisa que ele não pode oferecer: amor. Tom está acostumado a lidar com apenas cinco emoções e, até mesmo isso, parece exaustivo para ele. Então, amor está completamente fora dos seus limites.

Um casamento entre os dois parecia completamente impossível. No entanto, após Cassandra ter sua reputação arruinada por um recém descoberto inimigo, Tom logo corre para ajudá-la. Mas, mesmo com todo o poder dele, a única coisa que poderia salvá-la da ruína seria se casar e Tom não perde a oportunidade de negociar um acordo com ela. Só que ao conseguir a mulher que tanto desejava, ele percebe que Cassandra desperta nele sentimentos que vão muito além das suas cinco emoções. E quando o coração de Tom começa a descongelar, ele vê que há algo muito maior a ser conquistado: o amor da esposa. 




Tom Severin pode até achar que tem só cinco emoções, mas esse livro me despertou várias outras. Logo nas primeiras páginas de Pelo amor de Cassandra, eu me apaixonei por esse mocinho que acredita ter o coração congelado. Depois me diverti, me emocionei, sofri, tive vários momentos com o coração derretido de ternura e terminei com o coração cheio de alegria. Ou seja, não faltaram emoções.

E o que mais contribuiu para isso foram os personagens. O Tom já vinha me conquistando desde os livros anteriores, com seu humor irônico e seu jeito de anti-herói, mas ele certamente guardou o melhor para o último livro. Aqui podemos ver tudo que ele esconde por trás da fachada de implacável homem de negócios e foi lindo ir percebendo cada uma de suas camadas. Tom tem um passado que explica muito do seu comportamento, mas Lisa mostra que ele também tinha muito a aprender e melhorar. E essa evolução ao longo do livro foi maravilhosa de acompanhar, especialmente porque vemos esse mocinho se tornando mais apaixonado a cada página.

Já a Cassandra foi uma grata surpresa. Eu já desconfiava que ela era subestimada nos livros anteriores, mas nem eu imaginava que ficaria tão encantada com essa personagem. Ela se mostrou uma mocinha muito firme e perfeitamente consciente do que quer para a sua vida. Além disso, achei interessante que a autora mostrou que, apesar de ter sonhos diferentes da sua gêmea ousada e independente, Cassandra é uma mulher tão forte e empoderada quanto a Pandora (e, na minha opinião, muito mais madura).

E com dois protagonistas como Tom e Cassandra, existe alguma dúvida de que o romance é maravilhoso? Foi uma relação muito bonita, construída lentamente e com muito amadurecimento de ambos os lados. Enquanto Cassandra ensina Tom a abrir seu coração e aprender a lidar com suas emoções, ele dá a liberdade e a confiança que ela precisava para desenvolver todo seu potencial. Aliás, preciso dizer que uma das coisas que mais gostei foi ver o quanto Tom respeita a opinião da Cassandra e não a subestima por ser mulher, algo que não era comum na época (e nem nos dias de hoje, infelizmente).

Outro aspecto importante é a participação dos personagens secundários. Lisa Kleypas trouxe de volta personagens queridos dos livros anteriores e que tiveram um papel importante nesse. West, em especial, teve cenas muito bonitas com a Cassandra e outras muito divertidas com o Tom. Além disso, foi muito bom ver como os casais anteriores continuaram depois de seus respectivos livros. 



A trama também foi desenvolvida de uma forma muito envolvente e equilibrada. Mesmo que a atração de Tom por Cassandra tenha sido instantânea, os sentimentos vieram com o tempo e a convivência. Foi uma construção muito natural e sensível, que não só me convenceu como me emocionou. Além disso, Lisa Kleypas foi cuidadosa em não focar só no romance, mas também na construção dos personagens individualmente, nas relações familiares e até mesmo de amizade.

E não posso deixar de mencionar um aspecto que tornou a leitura ainda mais especial para mim: as várias referências à romances clássicos. Em diversos momentos da trama, Lisa Kleypas cita livros como A volta ao mundo em 80 dias, O morro dos ventos uivantes, Orgulho e Preconceito e Persuasão (um dos meus livros favoritos da vida). Essas referências foram muito importantes dentro da história e trouxeram um quentinho para o coração.

Minha única ressalva depois de reler na edição brasileira não tem nada a ver com o livro. O título escolhido pela Arqueiro, além de quebrar um padrão criado pela própria editora para a série, sonoramente não funciona muito bem e acho que está longe de refletir o quão maravilhoso é esse livro. Então, não posso negar que isso acabou me decepcionando.

No entanto, ignorando essa questão do título, Pelo amor de Cassandra foi uma leitura maravilhosa do começo ao fim. Os protagonistas estão ente os personagens mais cativantes que já li e romance deles foi construído de uma forma tão leve e delicada, que foi impossível não me apaixonar. Para mim, ele seria o encerramento perfeito para a série tanto pela história apresentada quanto por mostrar a evolução de toda a família Ravenel. No entanto, a Lisa Kleypas vai lançar um novo livro que será o sétimo volume e estou bem curiosa para saber como será a ligação dos novos protagonistas com essa família que eu aprendi a amar.

E vocês, já leram esse ou outros livros da série Os Ravenels? Gostam da escrita da Lisa Kleypas? Me contem aí nos comentários.


Motivos para ler Romances Históricos

17 de fev. de 2021

 


Se tem uma coisa que eu sempre amei foi ler histórias que me levassem para outros períodos. Aquelas leituras que permitem ao leitor imaginar como seria viver em outra época e com costumes diferentes. Por isso, um dos gêneros que mais gosto de ler são os romances históricos.

E, pensando nisso, resolvi trazer alguns motivos para vocês também se aventurarem nessas leituras. Então, para quem ainda não conhece o gênero ou tem vontade de ler mais, aqui vão algumas razões para dar uma chance:

 

Contextualização histórica

Uma coisa que me fascina nos romances históricos é que sempre aprendo um pouco sobre História enquanto estou lendo. Esses livros, não somente são ambientados em outra época, como sempre trazem algum acontecimento histórico relevante como pano de fundo, como guerras e revoluções, por exemplo. Com isso, enquanto acompanhamos a trama principal, aprendemos um pouco sobre acontecimentos importantes da época retratada e como era viver naquele período.

 

Tramas ficcionais

Em contraponto ao motivo anterior, tem o fato de que, apesar de ter como pano de fundo acontecimentos reais, a trama principal é uma obra de ficção. Ou seja, é uma boa opção para quem gosta de História, mas não quer uma leitura focada exclusivamente em fatos e personagens históricos. Nesses romances, o cenário é fiel à realidade e os acontecimentos históricos influenciam a trama, mas o foco permanece na jornada dos personagens e a própria linguagem desses livros costuma ser mais envolvente.

 

“Viajar” para outras épocas

Essa é a principal razão para amar tanto os romances históricos: com eles, eu consigo me sentir realmente transportada para outras épocas. Esses são romances mais fiéis à época que retratam, mostrando como era a sociedade, os costumes e a ambientação. Isso é algo que me fascina muito e tenho certeza que vai agradar quem também gosta de História e de imaginar como era a vida em outros períodos históricos.

E, para quem se interessou em ler romances históricos, eu fui convidada pela mybest Brasil a indicar um dos meus favoritos. Então, vocês podem conferir nesse link a minha indicação e os livros escolhidos por outros nove blogueiros.

 




[Páginas e Cenas] Para todos os garotos: Agora e para sempre

14 de fev. de 2021

 


Quando foi anunciado que os livros da série Para todos os garotos que já amei, da autora Jenny Han, seriam adaptados, eu fiquei dividida entre a alegria e a preocupação. Aquela emoção que todo leitor já viveu ao saber que um livro muito querido seria adaptado e ficamos ansiosos para ver a história ganhando vida, mas com medo de que a essência dela seja perdida no processo.

Para minha surpresa, eu me vi completamente apaixonada quando assisti ao primeiro filme, Para todos osgarotos que já amei, e ansiosa pelas continuações. Porém, o segundo acabou não me encantando como o antecessor e meu interesse pelo terceiro diminuiu consideravelmente. Isso somado ao tempo de espera para o lançamento acabou fazendo com que eu ficasse completamente desanimada para assistir Para todos os garotos: Agora e para sempre.

Mas não é que fui surpreendida novamente? Eu que não estava esperando nada, me vi completamente encantada. E no post de hoje vou explicar, sem spoilers, os motivos que me fizeram gostar tanto do filme e se eu acho se vale a pena uma continuação. 


Copyright Katie Yu/Netflix © 2021


Atenção: Esse filme é o terceiro da trilogia, portanto, o texto pode conter informações dos dois anteriores. Portanto, não recomendo que continue lendo caso não tenha assistido aos dois primeiros filmes.

 

Em Para todos os garotos: Agora e para sempre, Lara Jean e Peter estão mais felizes do que nunca. O namoro vai muito bem e eles estão prestes a começar o último ano do Ensino Médio. É um momento decisivo para qualquer adolescente, mas os dois têm tudo planejado: vão para a universidade juntos, estarão perto de casa e todos os seus sonhos vão se realizar. Mas na vida nem tudo sai como o planejado e Lara Jean terá que reavaliar suas escolhas e tomar decisões que podem mudar seu relacionamento e seu futuro.

Logo no começo do filme, já senti que iria me apaixonar novamente por essa história. Com muitos momentos fofos entre a Lara Jean e o Peter, ele me trouxe a mesma sensação de quentinho no coração que tive quando assisti ao primeiro longa trilogia. A química entre a Lana Condor e o Noah Centineo, intérpretes da Lara Jean e do Peter, respectivamente, é incrível e faz com que seja impossível não torcer para o relacionamento dos seus personagens.

Além disso, esse filme finalmente traz algo que senti muita falta nos dois anteriores: o destaque para as relações familiares. Isso é algo muito presente nos livros e que foi deixado um pouco de lado tanto no primeiro quanto no segundo filme. Já aqui, vemos muito mais do relacionamento Lara Jean com as irmãs e elas proporcionaram algumas das cenas mais lindas do filme. Além disso, temos um foco maior na relação do Peter com o pai e isso foi fundamental para entender algumas atitudes do nosso mocinho.


Copyright Katie Yu/Netflix © 2021


Outro aspecto que gostei muito é que os conflitos dos protagonistas são muito mais reais e compreensíveis do que os do filme anterior. Ao invés de perder tempo com um triângulo amoroso bobo e desnecessário, esse longa coloca Lara Jean e Peter enfrentando situações que todos os adolescentes passam: a ansiedade para ser aprovado em uma universidade, as expectativas para o futuro e o medo do incerto. Por mais que algumas atitudes dos dois sejam erradas, qualquer um que já foi adolescente vai se relacionar com as inseguranças deles.

E o que me deixou mais feliz foi ver que apesar de errarem, Lara Jean e Peter demonstram ter amadurecido muito ao longo desses filmes. Aliás, não só eles. Gostei muito de ver como todos os personagens se transforam e cresceram ao longo dessa jornada. Confesso que me emocionei com eles em alguns momentos e fiquei orgulhosa das escolhas que fizeram.

Na parte técnica, obviamente não tenho conhecimento para julgar. No entanto, preciso dizer que gostei muito das atuações e mais uma vez fiquei apaixonada com os cenários e os figurinos. Ficou tudo muito parecido com o que imaginei quando li e o cuidado da produção foi evidente. Além disso, a trilha sonora é sensacional e dá vontade de ouvir no repeat sem parar depois que o filme acaba.

Então, só posso fizer que Para todos os garotos: Agora e para sempre foi o desfecho perfeito para a trilogia. Ao longo de todo o filme me reconectei com esses personagens e voltei a sentir aquele quentinho no coração que o primeiro havia despertado. É um romance lindo e cativante, mas que também fala sobre família, amadurecimento, fazer escolhas e lidar com as incertezas da vida.  Terminei com uma sensação de encantamento que não esperava e feliz por essa trilogia ter se encerrado com um desfecho que reflete o quanto Lara Jean cresceu ao longo desses filmes. Sendo sincera, espero que a Netflix não invista em continuações, porque esse é um final perfeito e que não pede por mais nada.

Mas agora quero saber: quem já assistiu Para todos os garotos: Agora e para sempre? Gostaram do filme? Da trilogia, qual é o favorito de vocês? Me contem aí nos comentários.

 

P. S: Não quero uma continuação, mas quem sabe um spin-off com a Kitty? Confesso que eu iria amar rsrs. 


Duração: 109 min

Direção: Michael Fimognari

Elenco: Lana Condor, Noah Centineo, John Corbett, Anna Cathcart, Janel Parrish, Madeleine Arthur.

Produção e distribuição: Netflix

Sinopse: É o ultimo ano do Ensino Médio. Lara Jean volta de uma viagem à Coreia e faz planos para a faculdade – com Peter e sem ele.

País: EUA / Ano: 2021

Classificação: +12 anos







Cinco motivos para ler "A Troca"

3 de fev. de 2021

 


Quem me acompanha aqui sabe que um dos meus livros favoritos do ano passado foi Teto para dois, da Beth O’leary (resenha aqui). Esse livro me surpreendeu muito e é claro que quando soube que a Intrínseca iria publicar um novo livro da autora já fiquei imediatamente curiosa.

A Troca foi publicado no ano passado e eu li agora em janeiro. Então, além de uma resenha que saiu lá no instagram (confira aqui), resolvi postar uma lista com motivos para ler esse lançamento.

Então, está procurando uma razão para ler A Troca? Aqui vão cinco:

 

As protagonistas são avó e neta:

Se você está esperando um romance clichê, já pode mudar suas expectativas. Em A Troca, vamos acompanhar a história de uma avó e uma neta que decidem trocar de lugar. Leena, a neta, precisa se afastar do trabalho por um tempo e tentar colocar a vida nos trilhos novamente. Já Eileen, a avó, foi abandonada pelo marido e agora que viver a aventura que sempre sonhou em Londres e, quem sabe, encontrar um novo amor.

As duas vão trocar de um lugar e, enquanto Eileen redescobre seus sonhos na vibrante capital inglesa e se arrisca em sites de relacionamento, Leena se muda para a cidadezinha onde sua avó vivia e tenta se adaptar à vida no interior. As duas vão se redescobrir em suas aventuras e aprender muito uma sobre a outra.

Claro que as duas vão encontrar romances no meio do caminho, mas o foco do livro é mesmo essa jornada delas para se reencontrar e as relações familiares entre elas e Marian, filha de Eileen e mãe da Leena.

 

Temas importantes

A Troca é uma leitura leve, divertida e cativante, com muitos momentos fofos, mas assim, como aconteceu em Teto para dois, também aborda temas muito importantes. Aqui Beth O’Leary fala sobre luto, perda, depressão e as dificuldades que encontramos ao tentar seguir em frente.

Tanto Eileen quanto Leena sofreram perdas que abalaram suas vidas e fizeram com que elas se perdessem de quem realmente eram. Então, a autora mostra como esse processo de superar os traumas e o luto é difícil, mas necessário. São temas dolorosos, mas que ela soube abordar com muita delicadeza e trazendo mensagens muito bonitas.

 

Leitura fluida

Quando li Teto para dois, uma das coisas que me surpreendeu foi o quanto a leitura fluiu bem. Beth O’Leary tem uma escrita tão leve e envolvente que a gente não sente o tempo passar, mesmo que a trama seja mais cadenciada e sem grandes acontecimentos na maior parte do tempo. E o mesmo aconteceu com A Troca e a leitura fluiu muito bem.

Confesso que esse livro demorou um pouco para me conquistar do que Teto para dois e acho que ele poderia ser um pouco menor, mas mesmo assim eu não senti a leitura arrastada ou cansativa em momento algum. As personagens são tão cativantes, que à medida que passei a conhece-las melhor e fui me envolvendo mais com seus dramas, ficava cada vez mais curiosa para saber o que aconteceria a seguir. E o resultado foi que eu simplesmente não sentia o tempo passar enquanto lia.

 

Clima de cidade do interior e cidade grande ao mesmo tempo

Não sei vocês, mas eu amo histórias ambientadas em cidades pequenas, onde todo mundo se conhece e os vizinhos vivem interferindo na vida uns dos outros. E, em A Troca, Beth O’Leary fez com que eu me sentisse exatamente assim enquanto acompanhava a vida da Leena na casa da avó. Amei ver como ela foi perdendo seus preconceitos, conhecendo as pessoas que viviam ali e criando vínculos com cada um deles.

Por outro lado, foi incrível acompanhar as aventuras da Eileen em Londres. A autora mostrou um outro lado da cidade, sem focar tanto nos metrôs e pontos turísticos (embora eles apareçam, claro), mas retratando a vida comum nos bairros e como muitas vezes as pessoas se sentem solitárias vivendo em metrópoles. Foi uma perspectiva muito interessante e adorei ver como a autora trouxe essas duas ambientações tão diferentes e sem menosprezar nenhuma delas.

 

Vai virar filme

Os direitos de adaptação de A Troca foram comprados e, em breve, a história de Eileen e Leena deverá virar filme. Beth O’Leary será a produtora executiva junto com Rachel Brosnahan, que também atuará no filme fazendo o papel da Leena. Para quem não conhece, a atriz já ganhou o Emmy e o Globo de Ouro por seu trabalho na série de comédia The Marvelous Mrs. Maisel. Eu amei a escolha e já estou ansiosa para ver o restante do elenco.

Então, para quem gosta de ler o livro antes de assistir à adaptação, é bom já correr para conferir A Troca. Esse livro tem tudo para se tornar um filme maravilhoso e com a autora participando como produtora executiva, acredito que será bastante fiel à obra original.

 

Agora quero saber: gostaram dos motivos que citei? Me contem aí nos comentários se vocês já leram A Troca ou se ficaram curiosos para ler também.

 

Autora: Beth O’Leary

Editora: Intrínseca

Tradução: Ana Rodrigues

Páginas: 352

Onde comprar: Amazon | Submarino

Sinopse:  “Leena Cotton tem 29 anos e sente que já não é mais a mesma. Eileen Cotton tem 79 e está em busca de um novo amor. Tudo de que neta e avó precisam no momento é pôr em prática uma mudança radical. Então, para colocar suas respectivas vidas de volta nos trilhos, as duas têm uma ideia inusitada: trocar de lugar uma com a outra. Leena sabe que precisa descansar, mas imagina que a parte mais difícil será se adaptar à calmaria da cidadezinha onde a avó mora. Cadastrada em um site de relacionamentos, Eileen por sua vez embarca na aventura com a qual sonha desde a juventude. Dividindo o apartamento com dois amigos da neta, ela logo percebe que na cidade grande suas ideias mirabolantes não são tão complicadas assim. Ao trocar não só de casas, mas de celulares e computadores, de amigos e rotinas, Leena e Eileen vão descobrir muito mais sobre si mesmas do que imaginam. E se tudo der certo, talvez destrocar não seja a melhor solução.”


Dica de Leitura - Livros para ler em inglês

29 de jan. de 2021

 


Como falei no meu post com as metas para 2021 aqui, uma das minhas metas para 2021 é ler mais livros em inglês. Isso é algo que sempre gostei de fazer, tanto para praticar quanto para poder ler aqueles livros que estou mais ansiosa e que ainda não saíram por aqui.

E, como quero desencalhar alguns livros, resolvi fazer uma lista com alguns livros que tenho em inglês parados aqui na estante e pretendo ler ainda em 2021. Além disso, incluí alguns lançamentos que devem sair esse ano lá fora e que quero muito ler. Então, esses serão meus livros em inglês para ler em 2021:

 

Illuminae e Gemina do Jay Kristoff:  Estou com esses livros há um bom tempo e ainda não li. Quero ler os dois esse ano e, se possível, já comprar o terceiro para encerrar a trilogia (Amazon, cadê a promoção de importados minha filha?)

 

A curse so dark and lonely e A heart so fierce and broken, da Brigid Kemmerer: Esses dois livros fazem parte de uma trilogia e o primeiro já foi publicado no Brasil pela Plataforma21 como Uma sombria e solitária maldição. Porém, quando ele saiu aqui, eu já tinha comprado a edição em inglês e eu preferi ler no original mesmo.

 

Crown of coral and pearl, da Mara Rutherford: Eu descobri esse livro em uma oferta incrível na Amazon e amei a sinopse. Parece ser uma fantasia com muita intrigas políticas e um toque de A Pequena Sereia, o que me deixou muito curiosa. Pretendo ler em breve.

 

The Camelot Betrayal, da Kiersten White: Esse é a continuação de The Guinevere Deception (publicado no Brasil pela Plataforma21 como A farsa de Guinevere). Eu gostei tanto do primeiro que não aguentei esperar a continuação sair aqui. Portanto, já podem esperar que ele provavelmente deve aparecer na minha TBR de fevereiro.

 

The chaos of the stars, da Kiersten White: Talvez eu tenha me apaixonado pela escrita da autora quando li A farsa de Guinevere e ficado ansiosa para ler tudo dela rsrs. Comprei esse livro em uma promoção na Amazon ano passado e pretendo ler em breve. Esse eu não sei se será publicado no Brasil, mas como a Plataforma21 já publicou outros livros da autora, acredito que tenha chance.

 

Field notes on love, da Jennifer E. Smith: Eu amo a escrita dessa autora, que é a mesma de A probabilidade estatística do amor à primeira vista. Eu amei todos os livros que li dela, que são sempre bem leves e fofos, então, não vejo a hora de conferir esse.

 

Lock & Key, da Sarah Dessen: Outra autora que é uma das minhas queridinhas e que tem uma escrita leve e muito envolvente. A escrita dela é ótima para ler em inglês e estou muito ansiosa para ler esse, que já está parado na minha estante há algum tempo.

 

Chain of Iron, da Cassandra Clare: esse é o único da minha lista que eu ainda não tenho, mas é só porque ainda está em pré-venda. Mas em se tratando da Cassandra Clare, é óbvio que ele está mais do que garantido na minha meta para 2021. Eu amei o primeiro livro da trilogia Corrente de Ouro (confira a resenha aqui) e já estou surtando de curiosidade para saber o que irá acontecer a seguir. A edição brasileira deve sair ainda esse ano pela Galera Record e eu pretendo reler em português também rsrs.

 

Esses são apenas alguns dos livros em inglês que quero ler em 2021, porque minha meta é no mínimo 1 por mês. Porém, os outros eu ainda vou escolher ao longo do ano. Mas, como algumas pessoas comentaram comigo que também querem ler mais livros em inglês para praticar o idioma, separei alguns que eu acho ideias para quem está começando.

Então, vou deixar essa lista com indicações que eu já li e que considero muito boas para quem quer praticar o inglês. São livros com um vocabulário mais simples e que, se você tiver um inglês intermediário, vai conseguir ler com mais facilidade.


Já li e recomendo: 

Anna and the french kiss, da Stephanie Perkins

The secret garden, da Frances Hodgson Burnett

The Guinevere Deception, da Kiersten White (normalmente, não recomendo começar com livros de fantasia. Mas a escrita da autora é bem direta e mais fácil de acompanhar)

It end’s with us, da Colleen Hoover

Adorkable, da Cookie O’ Garman.

 

Gostaram das minhas escolhas para ler esse ano? Já leram algum desses que indiquei aqui? Me contem aí nos comentários e me falem se vocês gostariam de ver mais indicações de livros em inglês aqui. Estou pensando em fazer uma nova lista com títulos que estão disponíveis no Kindle Unlimited, caso vocês tenham interesse.


[Resenha] Para conquistar um libertino

25 de jan. de 2021

 



Se tem uma forma que eu amo começar semana é com indicação de livros leves e divertidos. Por isso, a resenha de hoje não poderia ser outra que não Para conquistar um libertino, da Suzanne Enoch. Ele foi lançado esse mês pela editora Harlequin Books e é o primeiro volume da trilogia Receba esta aliança.

Eu já era apaixonada pela escrita da Suzanne Enoch desde que li a trilogia Lessons of Love (Como se vingar de um cretino, Como encantar um canalha e Como salvar um herói). Então, é claro que fiquei muito empolgada quando soube que a Harlequin vai trazer mais uma trilogia de romance de época da autora. Por isso, já garanti o meu na pré-venda.

Lógico que corri para ler assim que chegou aqui e agora vou poder contar o que achei. Será que foi tão bom quanto os outros livros que li da autora? Atendeu às minhas expectativas? É isso que vou contar agora.

 

Autora: Suzanne Enoch

Editora: Harlequin Books Brasil

Tradução: Daniela Rigon

Páginas: 320

Onde comprar: Amazon / Submarino

Sinopse: “Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem (sua reputação deve ser imaculada, sem qualquer traço de escândalo). Uma governanta nunca deve questionar as ordens de seu empregador (mesmo quando ele estiver claramente errado). Uma governanta nunca, jamais, deve se envolver com alguém de uma classe superior (mesmo que esse alguém lhe ofereça sussurros sedutores, propostas indecentes e beijos devastadores…). Se não fosse por um lamentável incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar um cargo na casa de Lucien Balfour, famoso por sua reputação de libertino, pela beleza pecaminosa e pela completa falta de decência. Agora, com a responsabilidade de ajudar a prima do conde Balfour a entrar na alta sociedade, Alexandra sabe que precisa fazer um bom trabalho para eliminar os vestígios de escândalos passados. Conde nenhum vai desviá-la de seu objetivo, nem que para isso ela precise lhe ensinar todas as regras de decoro imagináveis.”

 

Em Para conquistar um libertino, vamos acompanhar a jovem Alexandra Gallant que, depois de ter a reputação arruinada graças a um infeliz acidente em seu antigo trabalho, se viu obrigada a aceitar um emprego na casa de Lucien Balfourt: um conde conhecido tanto por ser um libertino sem um pingo de decência quanto por sua beleza. Não era o emprego ideal, mas ela não tinha muitas opções. s

Assim, Alexandra acaba aceitando o cargo oferecido pelo conde. Ela será responsável por preparar a prima de Lucien para ser apresentada na sociedade e conseguir um bom casamento, uma vez que ele queria se ver livre da garota e de sua mãe horrorosa o mais rápido possível. Mas ter a bela Alexandra em sua casa faz com que ele perca um pouco da pressa e seu maior objetivo passa a ser conquistá-la.

Mas ela quer apenas fazer um bom trabalho e se livrar das manchas do passado, por isso não pode permitir que o conde consiga tentá-la a se desviar desse objetivo. Então, além de ensinar boas maneiras à prima dele, terá que ensinar Lucien a se comportar com a decência e o respeito que se espera de um cavalheiro. Será que é possível mudar um notório libertino?



Que leitura deliciosa! Novamente, eu me vi rapidamente envolvida pela escrita apaixonante da Suzanne Enoch e sem vontade de largar o livro. Confesso que, no início, senti medo de que essa leitura não fosse funcionar para mim. A atração imediata dos protagonistas e o comportamento totalmente descarado de Lucien foram um pouco estranhos para mim, o que me deixou receosa.

No entanto, meu medo se provou totalmente infundado. Esse estranhamento inicial passou bem rápido e fiquei totalmente conectada com a leitura. Os diálogos cheios de farpa, especialmente o humor sarcástico do Lucien, funcionou muito bem para mim e fez com que eu me divertisse enquanto lia esse livro de uma forma que não acontecia há muito tempo.

Outro ponto importante é que eu amei os personagens. A Alexandra é o tipo de mocinha que é impossível não amar. Ela é forte, enfrentou muitas dificuldades e sempre se mantém firme aos seus princípios. Eu me diverti muito vendo ela tentando ensinar bons modos ao conde libertino e em muitos momentos a forma como ela o tratava me lembrou a Kate Shefield de O visconde que me amava, que é a minha mocinha favorita. Ou seja, é claro que eu amei a Alexandra.

Já o Lucien é o tipo de mocinho que eu sou completamente apaixonada. Libertino, com um humor cheio de ironia e que não faz a menor questão de esconder quem é. Eu fui rapidamente conquistada pelo humor dele e seu jeito muito debochado, o que proporcionou muitos diálogos hilários. Mas, mais do que isso, eu adorei ver a evolução dele e o quanto a Alexandra consegue transformá-lo. Quem ama um libertino reformado, tenho certeza que irá se apaixonar por esse.



Com relação ao romance, apesar do meu medo inicial, ele não foi apressado. A atração entre eles esteve presente desde o início, o que foi um pouco abrupto para mim, mas os sentimentos dos dois foram se transformando gradualmente. Não faltam momentos fofos, divertidos e sensuais entre eles, que tornam a aproximação entre eles mais convincente e também mais cativante. Torci muito por esse casal e foi maravilhoso acompanhar essa relação sendo construída.

No entanto, tive duas ressalvas que me incomodaram um pouco na leitura. A primeira foi em relação à Alexandra. Ela é uma protagonista incrível e muito cativante, mas no final começou a se tornar excessivamente teimosa. Apesar de entender as inseguranças dela, chegou um ponto que elas não se sustentavam mais. Lucien já tinha dado provas mais do que suficientes de que havia mudado e ela continuava não querendo acreditar.

Outro ponto foi a ausência de um epílogo. Isso é algo que já é característico dos livros dela e confesso que já até esperava que não tivesse. Porém, isso não muda o fato de que o desfecho deixa a sensação de quero mais. Apesar das principais questões do livro já estarem resolvidas, o final foi um tanto abrupto. Se eu já não tivesse me acostumado com o estilo da autora, teria achado que meu exemplar estava faltando páginas.

Porém, nenhuma ressalva tirou o brilho de Para conquistar um libertino. Mais uma vez eu me vi completamente envolvida por um livro da Suzanne Enoch, de uma forma que não larguei até terminar e concluí a leitura em um único dia. É um livro leve, divertido, sensual e muito cativante, daqueles que deixam a gente apaixonada e com um coração quentinho. Foi um início maravilhoso para a trilogia e não vejo a hora de ler as continuações, que vão focar em personagens incríveis que apareceram nesse primeiro volume.

E vocês, já leram Para conquistar um libertino ou algum outro da Suzanne Enoch? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Uma conjuração de luz

21 de jan. de 2021

 



Um dos maiores sofrimentos de um leitor é esperar a continuação de uma série depois que o livro anterior terminou de um jeito bombástico. Então, imagina como eu fiquei depois do final desesperador de Um encontro de sombras tendo que esperar três anos para ler Uma conjuração de luz.

Para quem não conhece, esses livros fazem parte da trilogia Um tom mais escuro de magia, da V. E. Schwab. Eu sou completamente apaixonada pela escrita da autora e amei muito os dois primeiros volumes, Um tom mais escuro de magia (resenha aqui) e Um encontro de sombras (resenha aqui). Então, vocês já podem imaginar minha ansiedade para o livro que encerra essa série.

Mas meu momento finalmente chegou, a hora de acabar com esses três anos de agonia, e eu li Uma conjuração de luz. Depois de muita ansiedade, sofrimento, lágrimas, desespero e surtos, vim aqui comentar o que achei da leitura que encerra essa trilogia tão especial para mim.

 

Aviso: Essa resenha NÃO tem spoilers de Uma conjuração de luz. Porém, não recomendo que vocês continuem lendo se ainda não leram os dois primeiros livros


Autora: V. E. Schwab

Editora: Record

Tradução: Ana Carolina Delmas

Páginas: 728

Onde comprar: Amazon / Submarino

Exemplar recebido de cortesia da editora

Sinopse: “A balança do poder enfim pendeu para um lado. O equilíbrio precário entre as quatro Londres atingiu um ponto sem volta. Outrora transbordando a vivacidade vermelha da magia, o império Maresh é invadido por uma sombra lançada pela escuridão, o que deixa espaço para outra Londres surgir. Quem vai cair?Kell, que já foi considerado o último Antari vivo, começa a questionar a quem deve sua lealdade. E, na esteira da tragédia que se abate sobre a Londres Vermelha, será que Arnes vai resistir? Quem vai ascender?Lila Bard, que já foi uma reles ladra – mas nunca uma ladra qualquer –, sobreviveu e progrediu por meio de uma série de provações mágicas. Mas agora ela precisa aprender a controlar a magia antes que esta seja drenada por seus próprios poderes. Enquanto isso, o desacreditado capitão do Night Spire, Alucard Emery, reúne sua tripulação para correr contra o tempo em busca do impossível. Quem vai assumir o controle?Um antigo inimigo retorna para reivindicar a coroa enquanto heróis tentam salvar um mundo em decadência. Uma conjuração de luz é a conclusão épica da série Tons de Magia, de V. E. Schwab. É um acerto de contas com o passado e uma luta por um futuro incerto que sela o destino de Lila, Alucard, Kell, e até mesmo Holland, num livro de tirar o fôlego.”

 

Uma conjuração de luz continua exatamente de onde Um encontro de sombras parou: Kell foi atraído para a Londres Branca, Rhys está morrendo na Londres Vermelha e Lila precisa salvá-los. Mas, quando parte para resgatar Kell, ela não imaginava que a própria Londres Vermelha estaria em perigo. Uma sombra vinda da Londres Preta está sendo lançada sobre a cidade, ameaçando todos que tentarem resistir e levando destruição, medo e escuridão para o local que antes foi tão vibrante e pacífico.

Enquanto Kell e Lila reúnem um grupo improvável em busca da única coisa que pode conter esse mal que está tomando a Londres Vermelha, Rhys vai ter que aprender se ainda há algo dentro dele que justifique sua vida ter sido salva por Kell. Os três precisarão lutar não apenas para proteger a cidade e aqueles que amam, mas também para descobrir qual o lugar de cada um deles.



Como que eu posso explicar tudo que senti lendo Uma conjuração de luz? Eu esperava esse livro há tanto tempo e, quando finalmente tive ele em mãos, só conseguia pensar em como ele valeu cada segundo de espera. Ao mesmo tempo, tinha momentos que eu sentia vontade de largar e não olhar mais para ele, por medo do que aconteceria a seguir. V. E. Schwab não tem dó dos leitores e eu não tive um minuto de paz durante a leitura, foi surto atrás de surto.

Quando terminei Um encontro de sombras, eu fiquei completamente desesperada por tudo que estava acontecendo com os personagens. Eu sinceramente não via como eles poderiam sair daquela situação e concluí a leitura surtando para saber o que aconteceria. E Uma conjuração de luz continua exatamente de onde o anterior parou, então, dá para imaginar que o já livro começa com ação e um clima de tensão desde as primeiras páginas. E isso permanece durante toda a leitura.

O ritmo da trama é lento, ainda mais do que nos livros anteriores, mas não pensem que isso significa uma leitura monótona. Pelo contrário, o universo criado por V. E. Schwab é tão rico e fascinante que é sempre interessante de acompanhar, independente do que esteja acontecendo ali, o que fez com que a leitura fluísse muito bem para mim. Além disso, mesmo nos momentos em que a trama estava mais cadenciada e sem grandes acontecimentos, a sensação de perigo iminente e o clima de tensão contribuíram muito para o meu envolvimento com a história.

Outro ponto importante para mim foi o carisma dos personagens. Eu sinceramente não me lembrava do quanto era apegada a eles até começar a releitura. A ideia de que qualquer coisa ruim pudesse acontecer ao Kell, ao Rhys, à Lila ou ao Alucard já era o suficiente para me deixar desesperada. A V. E. Schwab foi muito habilidosa para construir os conflitos de cada um deles ao longo dos livros anteriores e aqui ela foi mostrando aos poucos o quanto cada um deles evoluiu. Todos eles passam por situações extremas, em que precisam decidir quem são, a quem são leais e o que realmente é importante para eles, e foi muito interessante ver o amadurecimento deles refletidos em suas escolhas.

Também me surpreendeu muito ver como essa evolução não ficou restrita aos quatro, mas esteve presente em outros personagens que eu realmente não esperava. Um deles foi o Holland, que era a fonte de todo o meu ranço nos dois primeiros volumes, mas que nesse livro mostrou que tinha muito mais camadas que parecia. Eu sinceramente não imaginava que poderia sentir empatia por ele, mas V. E. Schwab mostrou que há muito mais nesse personagem e que, às vezes, a divisão entre mocinho e vilão pode ser mais complicada do que aparenta. 



Com relação à trama, apesar de ter um ritmo mais lento e ser um livro grande, senti que tudo que aconteceu teve um propósito. A história foi muito bem construída, apresentando esse novo perigo que ameaça a Londres Vermelha e tudo que estava em jogo para os personagens, mas também dando espaço para a jornada individual de cada um deles. Tudo foi bem dosado pela autora, que soube colocar as ameaças, as revelações, o mistério e até mesmo o romance nos momentos certos.

A trama se desenvolveu de forma cadenciada, aumentando gradualmente o nível de tensão, até caminhar para o desfecho. E quando chegamos ao auge da tensão, é que a V. E. Schwab adotou um ritmo alucinante e de tirar o fôlego. O final desse livro foi simplesmente épico. Teve grandes lutas, perdas, surpresas e tudo que uma boa série de fantasia pede. Além disso, a autora conseguiu amarrar todas as pontas e mostrar que nada foi colocado na história sem um motivo. E, mais do que tudo, as escolhas feitas foram coerentes com a história e com tudo que os personagens viveram.

Acho que poucas vezes eu fiquei tão ansiosa e esperei um livro por tanto tempo, mas lendo Uma conjuração de luz eu senti a cada página que estava sendo recompensada pela espera. É um desfecho arrebatador (e em alguns momentos enlouquecedor) para uma trilogia que tem me conquistado desde o início. Acompanhar a jornada desses personagens tem sido uma aventura e tanto, e não foi diferente nesse último volume. Sofri com eles, me diverti, chorei, me desesperei, vivi uma verdadeira montanha-russa de emoções e no final não poderia ter ficado mais feliz e realizada com essa leitura. 


Outros livros da trilogia:

Um tom mais escuro de magia, vol. 1: Amazon | Submarino

Um encontro de sombras, vol. 1: Amazon | Submarino

 

Outros livros da autora:

Vilão: Amazon | Submarino

Vingança: Amazon | Submarino

A melodia feroz: Amazon | Submarino

O dueto sombrio: Amazon | Submarino

A guardiã de histórias: Amazon | Submarino

A guardiã dos vazios: Amazon | Submarino