quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Lançamentos de Agosto - Galera Record

Hoje eu vim trazer aquele post que faz a alegria de muita gente: anúncio de lançamentos do mês da Galera Record. Então, já podem se preparar para ampliar a lista de desejados que as novidades de agosto estão bem legais.

O problema do para sempre – Jennifer L. Armentrout. Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável”. Páginas: 392

Loki & Mori – Heather W. Petty. Sinopse: “Um assassinato uniu Lock e Mori. A verdade pode separá-los para sempre. Uma pessoa foi assassinada no Regent’s Park, a polícia não tem pistas. Sherlock Holmes, um adolescente brilhante, desafia a jovem James Moriarty a resolver o crime antes que ele mesmo o faça. Existe uma única regra: devem compartilhar todas as informações que encontrarem. O que começou como um jogo divertido logo se torna assustador. À medida que se aproxima da solução do caso, Mori descobre que o assassinato está conectado ao próprio passado. Agora, a garota está guardando segredos de Sherlock, de sua família e da melhor amiga... E esses segredos podem trazer severas consequências. Para salvar aqueles que ama, Mori está disposta a acabar com tudo com as próprias mãos. Será que Lock ainda estará ao seu lado quando tudo estiver resolvido? Esse é um mistério que Mori não pode solucionar”. Páginas: 256

Treze – FML Pepper. Sinopse: "O azar pode ser a sua ruína. A sorte também. Da mesma autora da trilogia Não pare! Rebeca. Uma garota sem escrúpulos ou fé, criada para ser ladra. O esquema para o novo e maior golpe de sua vida é irretocável, perfeito... até encontrar Madame Nadeje, a enigmática cartomante do decadente parque de diversões. Ouvir seus segredos mais íntimos seguidos de profecias perturbadoras, entretanto, não impedem Rebeca de ir adiante. Seu mundo matemático e lógico desmorona ao enfrentar as previsões da vidente, e sua vida se transforma em um pesadelo. Karl, um orgulhoso e passional lutador de MMA, passa por uma grande decepção. Incapaz de aceitar derrotas, ele comete um erro estúpido e, de herói, se torna vítima em segundos. Um acidente deixa em seu cérebro um coágulo inoperável que pode se romper num piscar de olhos. Determinado a esconder a terrível condição de todos, ele resolve levar uma vida tranquila e passar longe de brigas. Um plano perfeito... até conhecer Rebeca. " Páginas: 406

O garoto está de volta – Meg Cabot. Sinopse: “Um escândalo traz de volta à pequena cidade natal, à família e ao primeiro amor uma estrela do golfe. Reed Stewart pensou que todos os problemas de cidade pequena — incluindo um coração partido — haviam ficado para trás quando ele abandonou a microscópica Bloomville, Indiana, há dez anos para se tornar um rico e famoso profissional do golfe. Até um post na internet ter ressuscitado todas as suas inseguranças de adolescente. Becky Flowers investiu tempo e recursos para se tornar uma bem-sucedida profissional no ramo de realocação de idosos. Mas ela trabalhou ainda mais duro para esquecer que Reed Stewart sequer existia. Ela não tinha, absolutamente, a menor intenção de revê-lo, agora que ele voltou... até a família do garoto a contratar para ajudar na mudança dos pais.” Páginas: 352

A caça ao snark – Lewis Carroll / Ilustrador: Chris Riddell. Sinopse: “Uma versão luxuosa de A caça ao Snark, poema nonsense de Lewis Carroll, que traz ilustrações e introdução de Chris Riddell, além de tradução da poeta Bruna Beber. Paladar nítido e incoerente; hábito de acordar tarde; lentidão em fazer graça; fascínio por carrinhos de banho, levando o seu consigo debaixo de chuva ou de sol; finalmente, mas não menos importante, sua ambição é tanta, mas tanta, que distingue os penosos mordedores dos bigodudos arranharentos. É difícil dizer o que é um Snark. Mas não se preocupe! Saberá que está diante de um quando o vir. Ele é imbatível. Arrebatador. Se acalme, amigo. Não vamos ficar afoitos. Entre no navio, se junte aos outros e não faça como o padeiro, que desmaiou agora há pouco. Essa nova versão luxuosa de A caça ao Snark, poema nonsense de Lewis Carroll, traz ilustrações e introdução de Chris Riddell, premiado autor das séries Otolina e Garota Gotic, além de tradução da poeta Bruna Beber. A caça ao Snark está há anos fora das prateleiras brasileiras e é uma verdadeira joia para admirados de Carroll e sua literatura”. Páginas: 96

Gostaram das novidades? Não deixem de me contar nos comentários se vocês já leram ou querem ler algum destes lançamentos de agosto da Galera Record.

E, para quem se interessou, vou aproveitar e contar outra novidade: começou hoje, ao meio-dia, a Book Friday da Amazon. São milhares de livros e ebooks em promoção, além de desconto de R$ 80,00 nos modelos Kindle e Kindle Paperwhite, e o melhor de tudo é que o frete é grátis para todo o Brasil, independentemente do valor da compra. Não dá para perder né? Mas tem que correr, porque a promoção é só até as 23:59 de amanhã (18 de agosto). Então, aproveitem para comprar algum desses lançamentos ou aquele livro que já está na lista de desejados há um tempão: http://amzn.to/2vMApjI

terça-feira, 15 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Confissões on-line

Sinopse: “Prudência é uma característica que só consta no sobrenome de Mariana Prudente. A menina viu sua vida mudar de cabeça para baixo em poucos meses: perdeu a popularidade, o namorado, a melhor amiga e o grande sonho de fazer um intercâmbio. Mariana vê seu nome rabiscado nas cabines do banheiro da escola e escuta fofocas sobre ela pelos corredores do colégio e fica sem rumo. O vestibular se aproxima, sua irmã está enlouquecida por causa do casamento marcado, e tudo que ela quer é não pirar enquanto suporta os últimos meses no ensino médio. Sem lugar para desabafar, Mari vê no ambiente virtual uma chance de descarregar todas as angústias do mundo off-line, criando o blog Marinando. Com sua banda preferida como trilha sonora, ela conta com a ajuda de Arthur e Carina para mergulhar no mundo virtual e esquecer os problemas do mundo real. Com uma câmera na mão e alguns vídeos na internet, Mariana Prudente vê sua vida mudar mais uma vez, pois chegou a hora de sair dos bastidores e ser protagonista novamente.”Autora: Iris Figueiredo / Editora: Évora (selo Generale) / Páginas: 240 / Comprar: Amazon / Site da editora Exemplar cedido pela editora.

Já imaginou ter sua vida completamente transformada pela internet? É isso que acontece com Mariana Prudente, uma adolescente de 17 anos, protagonista do livro “Confissões on-line: Os bastidores da minha vida virtual”, da autora brasileira Iris Figueiredo. Sua vida estava cheia de problemas e, sem ter com quem desabafar, ela resolve criar um canal no YouTube e contar um pouco sobre a sua vida. O que ela não esperava é que, de uma hora para outra, esse canal ia conquistar muitos seguidores e virar sua vida de cabeça para baixo.

“Foi uma fofoca que colocou minha vida de cabeça para baixo de um dia para o outro. Sem chances de explicação, fui deixada na mão. Em uma semana, eu tinha tudo: amigos, namorado e uma reputação; na outra, eu só tinha a certeza de que não era culpada de nada do que me acusaram.”

Confesso que, quando comecei a ler, achava que os problemas que desestabilizaram a vida de Mariana tinham uma boa dose de drama adolescente. No entanto, à medida que fui lendo, percebi que eram motivos consistentes e que poderiam acontecer com qualquer adolescente. Uma fofoca fez com que Mariana ficasse isolada na escola e se tornasse alvo da hostilidade dos colegas. Além disso, de uma vez só, ela perdeu o namorado e praticamente todos os amigos. E, para completar, o intercâmbio que ela faria para o Canadá foi adiado, pois a irmã mais velha dela, Melissa, ficou noiva e seus pais não tinham dinheiro para pagar a viagem e o casamento. Assim, Mariana teve que adiar seu sonho e a chance de se livrar de todos os problemas no colégio.
O segredo sobre o que realmente aconteceu com Mariana e qual era a fofoca que havia sido inventada sobre ela não é revelado; a autora vai dando pequenos indícios durante o livro, mas a extensão e gravidade do que aconteceu só é descoberto mais para o final. Claro que eu não vou contar aqui o que é, mas é um assunto sério e, infelizmente, muito atual.
Aliás, um dos pontos positivos que encontrei nesse livro é que, ao contrário do que eu imaginei a princípio, a autora aborda vários temas importantes. E, apesar de ser tudo discutido de uma maneira leve, bem adequada ao público adolescente, ela não tira a seriedade das questões discutidas. Assim, entre os diversos assuntos que são abordados, estão o bullying, a fofoca, transtornos alimentares, os riscos da exposição na internet, entre outros.

“Foi um olhar dividido na mesa daquela pizzaria que me fez ter certeza do que ela estava passando, um olhar cheio de dúvida, medo e tristeza. E agora tudo que eu queria era ajudá-la, mas não sabia como.”

Com relação aos personagens, eu gostei bastante de como foram construídos. Eles não são infantilizados, mas também não parecem adultos em corpos de adolescentes. São jovens normais, com problemas, um pouco de drama, sonhos e inseguranças. Aliás, muitas das situações vividas são comuns à qualquer um que foi ou é adolescente: a preocupação com o vestibular, o medo do futuro, a necessidade de ser aceito, a empolgação de assistir ao show da banda favorita, a insegurança com o próprio corpo e, claro, os conflitos amorosos e nas amizades.
Assim, a Mariana é uma protagonista cativante, mas também muito humana. Qualquer um que já foi adolescente vai se identificar com ela ou, pelo menos, sentir empatia. Ela é inteligente, carismática, tem personalidade e um senso de humor afiado, mas também tem dúvidas, inseguranças e enfrenta problemas que são críveis. Lógico que há algumas situações um tanto exageradas, mas, considerando o contexto e o fato de ser um livro jovem adulto, dá para relevar. Mas o que mais me chamou a atenção nessa personagem é que ela comete muitos erros ao longo do livro (quem nunca, não é mesmo?), mas também amadurece com eles.
Os demais personagens da trama são bem construídos e conquistam a simpatia do leitor, pelo menos, a maioria deles. Há um grupinho que inferniza a vida de Mariana e que são realmente destetáveis, mas, infelizmente, não deixam de ser críveis, pois há muitos jovens que agem exatamente como eles. Por outro lado, Carina, a melhor amiga dela, Bernardo e Arthur se destacaram ao longo do livro e agregaram bastante à história.



Não poderia deixar de mencionar também que o romance na história é fofo e bem construído. No começo, tive um certo receio de que seria mais um caso de amor à primeira vista, o que normalmente me irrita muito, mas isso não acontece. O interesse de Mariana fica claro desde o começo, mas a aproximação entre eles é natural e o romance foi construído aos poucos.
Com relação à escrita de Iris Figueiredo, achei natural e envolvente. Ela soube retratar problemas reais da adolescência de uma maneira condizente com a realidade, mas sem tornar a história pesada ou excessivamente dramática. Além disso, a trama foi conduzida de uma maneira dinâmica e envolvente, com diálogos divertidos e, ocasionalmente, algumas mensagens trocadas por celular, e-mail ou Facebook.
A edição do livro está linda e com detalhes que ajudam a compor a história. Além da capa que tem tudo a ver com a trama, o livro conta também com as ilustrações das mensagens trocadas entre os personagens, bem como de páginas de revistas. Não encontrei nenhum erro de revisão e, apesar de achar que a fonte do livro poderia ser um pouco maior, não é nada que chegue a atrapalhar a leitura, ainda mais com as páginas amareladas que facilitam bastante.
De modo geral, gostei bastante do livro e indico bastante para quem está na adolescência. A autora trabalhou temas muito apropriados para esse público de uma maneira leve, mas que deixa claro a seriedade deles. No entanto, não é uma leitura que fica limitada ao público alvo. Qualquer um que já passou por essa fase vai se identificar com pelo menos alguma das situações retratadas e se divertir com as confusões em que Mariana se envolve. Gostei deste livro muito mais do que esperava e já li o segundo, cuja resenha deve sair aqui no blog ainda essa semana.

Gostaram da resenha? Quero muito saber a opinião de vocês, então, me contem aí nos comentários se vocês já leram ou querem ler esse livro. 

domingo, 13 de agosto de 2017

Tag - Pai Literário


No segundo domingo de maio, é comemorado no Brasil o Dia dos Pais. Então, para homenagear a data de hoje resolvi responder a Tag Pais Literários criada pela Sabrina do blog SteLivros. São cinco perguntas que envolvem citar um pai da literatura que tenha a ver com tipos de pai da vida real.
Então, vamos às minhas respostas:

1 – Pãe: Pai que também é mãe

Para essa pergunta, pensei em um personagem que, apesar de não ter filhos, é um ótimo “pãe”: o Hagrid, da série Harry Potter. Não dá para negar que ele trata o Harry, o Rony e a Hermione como se fossem seus filhos mesmo, e ainda tem o maior jeito de mãe. Inclusive, como esquecer quando ele “adotou” um filhote de dragão e ainda soltou a famosa frase “ele reconhece a mamãe”.


2 – Pai artista
Claro que o Hans, pai adotivo da Liesel, em A menina que roubava livros, teria que aparecer nessa tag, não é mesmo? Ele é um dos meus pais preferidos da literatura e não poderia ficar de fora. Por esse motivo, quando vi esta pergunta, ele foi o primeiro personagem a vir na minha mente. Além de ser um pai amoroso e dedicado, ele é violinista e usa sua música tanto para sustentar sua família quanto para alegrar sua filha.

3 – Pai estiloso
Essa foi provavelmente a pergunta que gastei mais tempo tentando pensar em uma resposta. Não conseguia lembrar de imediato de nenhum pai da literatura que tivesse estiloso como uma de suas características. Mas depois que lembrei fiquei me perguntando como não pensei nele antes: Magnus Bane, o famoso feiticeiro da série Os Instrumentos Mortais. Ele não aparece apenas nessa série, mas em outras da Cassandra Clare e é, provavelmente, o personagem mais estiloso que eu já li.

4 – Pai companheiro
Para mim, a resposta mais óbvia de todas: Arthur Weasley, da série Harry Potter. Tem como não pensar no amoroso e divertido Sr. Weasley, sempre disposto a proteger e amparar seus sete filhos?  Arthur é um homem gentil, que muitas vezes faz vista grossa para as bagunças dos filhos, mas também sabe o momento de dar bronca e impor limites. Além disso, ele está sempre disposto a orientar e aconselhar, não apenas seus filhos, mas os amigos deles, que ele considera como parte da família.
 
5 – Pai protetor
Quando vi essa pergunta, pensei imediatamente em um personagem que não é pai, mas age como se fosse, e é tão protetor quanto: Anthony Bridgertn, da série Os Bridgertons, da Julia Quinn. O mais velho de oito filhos, Anthony acabou assumindo a criação dos irmão mais novos quando o pai deles morreu. Assim, ele acabou se tornando a figura paterna que os caçulas tiveram e, mais ainda, um pai super-protetor, especialmente para as irmãs.

E aí, gostaram das minhas respostas? Me contem aí nos comentários o que acharam e não deixem de conferir a tag original, neste link.

Lembrando que todos os livros citados na tag, vocês podem adquirir na Amazon, através do link do blog: aqui.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Simplesmente o paraíso

Sinopse: “Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito… Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista. Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão… Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente? Com seu estilo inteligente e divertido, Julia Quinn enfim apresenta ao público o Quarteto Smythe-Smith, o terrivelmente famoso e adoravelmente desafinado grupo musical que conquistou os leitores antes mesmo que as cortinas se abrissem para ele.”Autora: Julia Quinn / Editora: Arqueiro / Páginas: 272 - Comprar: Amazon

Preciso começar essa resenha dizendo que estou com um vício chamado romances de época. Sério, a série Os Bridgertons, da Julia Quinn, me apresentou esse gênero e agora eu estou completamente apaixonada. Por isso, mesmo sem ter terminado essa série ainda, tive que começar a mais recente da autora, O Quarteto Smythe-Smith. Mais uma vez, pude experimentar uma leitura leve, romântica, divertida, e que me deixou com um sorriso bobo no final.
Em Simplesmente o paraíso, primeiro livro deste quarteto, o leitor é apresentado a Honoria Smythe-Smith, uma jovem que já vai para sua terceira temporada a procura de um marido, mas ainda não desistiu. Ela tem esperança de que esta seja sua última temporada como solteira, apesar de todos os pretendentes que a cortejaram anteriormente terem desistido sem maiores explicações.
Mal sabia Honoria que Marcus Holroyd estava disposto a afastar qualquer pretendente que não julgasse digno dela. Antes de ir embora do país, Daniel, irmão mais velho de Honoria, pediu que Marcus cuidasse de sua irmã caçula e impedisse que ela se casasse com um homem inadequado. Por esse motivo, ele sempre acompanhou atentamente os passos da jovem e espantou todos os pretendentes que tentaram se aproximar. Sem que ela soubesse, claro.
Para Marcus, cumprir a promessa feita ao amigo não chegou a ser um sacrifício. Ele cresceu junto com Daniel e Honoria, portanto, sempre foi próximo dela e desejava que ela se casasse com um homem que a merecesse. No entanto, um acidente acaba aproximando os dois de uma maneira que Marcus não esperava e afastar outros pretendentes de Honoria deixa de ser apenas uma missão para atender ao pedido de um amigo.
Como já deve ter dado para perceber, o enredo deste livro é bastante previsível, porém, eu me envolvi com a história como se não fizesse a menor ideia de qual seria o desfecho. O motivo disso é que o romance foi construído de uma forma absolutamente natural e apaixonante. Não existem aquelas paixões instantâneas e sem fundamento que sempre me irritaram. Na verdade, Marcus e Honoria compartilham inúmeras lembranças e momentos importantes vividos desde a infância, portanto, é totalmente natural que a reaproximação, já como adultos, levasse a descoberta de sentimentos mais fortes que uma simples amizade.
Nesse sentido, me agradou muito a forma como Julia Quinn conduziu a trama. A princípio, vemos Marcus e Honoria retomando a amizade, se redescobrindo depois de adultos e relembrando os ternos momentos da infância. Isso torna o vínculo entre eles muito mais crível para o leitor e o desenrolar da história é natural e apaixonante. Além disso, o sentimento que vai surgindo é tão puro e genuíno que é capaz de fazer os leitores mais românticos suspirarem sonhando viver algo parecido.
E o que dizer da Honoria? Ela é uma das melhores mocinhas que já li em romances e são tantos motivos para isso que chega a ser difícil explicar. Provavelmente, o primeiro deles é o otimismo e a maneira leve que ela tem de encarar a vida. Mesmo já estando próxima de ser considerada uma solteirona (para os padrões da época), Honoria não se desespera ou desanima. Além disso, ela não está disposta a aceitar qualquer rapaz que a cortejar. Honoria quer muito se casar e acredita firmemente que irá conseguir, mas só se for com um rapaz que a ame e que realmente seja digno dela.
Outro motivo que me fez adorar essa protagonista é o amor que ela tem pela família. Quem já leu a série Os Bridgertons sabe que a família Smythe-Smith sempre realiza um tradicional concerto apresentado por quatro jovens solteiras da família. O problema é que eles são sempre péssimos, devido à falta de talento musical das jovens. Naquele ano, era a vez de Honoria se apresentar novamente com suas primas Sarah, Iris e Harriet, e, mesmo sabendo que seria mais uma performance desastrosa, ela se dedica ao máximo e sem reclamações, simplesmente por ter orgulho de dar continuidade a uma tradição de família. E, sendo sincera, só o fato dela se apresentar de cabeça erguida, sem constrangimento, já diz muito sobre a personalidade desta personagem.
Marcus, por sua vez, é um homem apaixonante. Não tem outra palavra mais exata para descrevê-lo. Discreto e levando uma vida solitária, Marcus é um amigo leal e que se empenha para cumprir a palavra dada ao amigo. Ao longo do livro, podemos conhece-lo melhor e perceber que, por trás da fachada séria, ele é um homem gentil, atencioso e divertido, que só não se mostra mais por ser tímido e reservado. Além disso, ele não é aquele tipo de mocinho superprotetor, arrogante e extremamente autoconfiante, que fica tentando mudar a personalidade da protagonista e controla-la a todo segundo. Ao contrário, ele a admira cada vez mais por sua maneira de falar e pensar, e está sempre disposto a apoiá-la, mesmo que isso signifique passar (longas) horas nos recitais das Smythe-Smith.
No entanto, o livro vai além do casal principal e apresenta personagens secundários tão carismáticos quanto os protagonistas. Em especial, as primas de Honoria, Sarah e Iris, e sua amiga Cecily são muito divertidas e carismáticas. É impossível não dar risadas com seus planos para tentar encontrar maridos adequados na temporada social que irá se iniciar ou com as brigas nos ensaios para o recital dos Smythe-Smith.
A escrita de Julia Quinn mais uma vez se mostrou fluida e envolvente. Apesar do romance se desenvolver de uma maneira muito gradual, a leitura não se torna cansativa em nenhum momento. Ao contrário, ela é leve, agradável e divertida, e é muito gostoso acompanhar o casal principal ir evoluindo da amizade para o amor, construindo um vínculo forte e verdadeiro.
Com relação a edição, não preciso nem dizer que ficou impecável, né? Mais uma vez a Editora Arqueiro caprichou em todos os detalhes e trouxe um livro lindo, desde a capa até a diagramação do texto. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte e o espaçamento estão em um tamanho ideal para leitura.
Deste modo, não preciso nem dizer que esta é uma leitura mais do que recomendada para os fãs de romances de época e até mesmo para aqueles que querem começar a conhecer o gênero. Não é à toa que a Julia Quinn é uma das autoras mais lidas quando o assunto é romance de época; seus livros são leves e apaixonantes e seus personagens conquistam o leitor desde as primeiras páginas.
Amei esse primeiro volume da série Quarteto Smythe-Smith e não vejo a hora de ler os próximos. Quem já leu ou pretende ler essa série? Me contem a opinião de vocês aí nos comentários.
E, para quem tem interesse em adquirir, eles podem ser comprados separadamente ou em um box lindo que a Editora Arqueiro preparou. Vou deixar todos os links de compra na Amazon aí embaixo:

Simplesmente o paraíso: Aqui
Uma noite como esta: Aqui
A soma de todos os beijos: Aqui
Os mistérios de Sir Richard: Aqui

Box Quarteto Smythe-Smith: Aqui

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Um tom mais escuro de magia

Sinopse: “Entre em um universo de aventuras audaciosas, poder eletrizante e Londres múltiplas. Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.” - Autora: V. E. Schwab / Editora: Record / Páginas: 420 / Comprar: AmazonLivro cedido pela Editora Record

Sabe quando você tem expectativas altas para um livro e ele consegue ultrapassar todas elas? Eu sei que é raro, mas aconteceu comigo e o nome do livro é “Um tom mais escuro de magia”, da V. E. Schwab (ou Victoria Schwab). Eu terminei a leitura desse livro recentemente e só conseguia pensar uma coisa: que livro MARAVILHOSO!
Mas antes de começar a falar sobre os motivos que me levaram a amar tanto esse livro (não se preocupem que não haverá spoiler em nenhum momento), vou apresentar o enredo para vocês. Em Um tom mais escuro de magia, descobrimos quatro dimensões de Londres, a Cinza, a Vermelha, a Branca e a Preta. Quando a Londres Preta sucumbiu à maldade, as outras três se fecharam e praticamente todo o contato entre elas foi interrompido.

“Então, Kell, inspirado pela cidade perdida conhecida por todos como Londres Preta, designara uma cor para cada capital remanescente. Cinza para a cidade sem magia. Vermelho para o império vigoroso. Branco para um mundo faminto.”

Apenas os antari, ou Viajantes, tinham a habilidade de viajar entre as diferentes dimensões de Londres. Kell é um dos últimos antari e serve à família real da Londres Vermelha, levando suas mensagens aos governantes da Londres Cinza e da Londres Branca. No entanto, além de seus serviços oficiais, Kell também age secretamente como contrabandista, negociando relíquias das diferentes Londres.
No entanto, esse passatempo perigoso de Kell vai render consequências que ele jamais poderia imaginar e, quando tenta concertar seu erro, seu caminho acaba encontrando o de Delila Bard. Habitante da Londres Cinza, Delila, que prefere ser chamada de Lila, é uma ladra esperta e sonha em fugir dali para viver uma grande aventura. Sua oportunidade aparece quando ela esbarra em Kell e rouba algo dele, mas depois o reencontra e salva sua vida. Juntos, eles acabam se envolvendo em uma perigosa aventura, cheia de mistérios e reviravoltas.

Tudo que falei até agora trata-se apenas da sinopse do livro e não dá para ter a menor noção do que é de fato essa história, porque é tudo maior e muito mais complexo do que se possa supor à princípio. E é aí que reside um dos grandes méritos do livro: a leitura se torna mais instigante à cada página devido às revelações que são feitas ao longo da história e à evolução dos personagens, fatores que contribuem para aumentar a complexidade do enredo.
E o que dizer dos personagens desse livro? São todos bem construídos pela autora, que consegue habilmente evitar clichês e estereótipos como mocinhos perfeitos, heroínas em perigo ou vilões desprezíveis. Em todos eles, é possível identificar conflitos entre o bem e o mal, o certo e o errado; e mesmo naqueles em que a maldade predomina completamente neles, há sempre algo que os torna assustadoramente humanos.

“Kell sempre se pegava falando com a magia. Não comandando, mas simplesmente conversando. A magia era algo vivo, isso todos sabiam. Mas ele sentia algo mais, como se ela fosse uma amiga, alguém da família”.

Falando especificamente dos dois protagonistas, não sei dizer qual dos dois eu gostei mais. O Kell encanta logo nas primeiras páginas por ser um personagem bom, altruísta, determinado e carismático, mas, aos poucos, percebemos que ele não é perfeito. Aliás, Kell comete erros graves e carrega dentro dele, como qualquer ser humano, o conflito entre o bem e o mal. No entanto, mesmo com suas fraquezas, em nenhum momento duvidamos do carácter de Kell. Afinal, pessoas boas também erram.
Já a Lila é provavelmente uma das personagens femininas mais fortes e inspiradoras que eu já li. Para começar, ela é esperta, corajosa e independente, dona de um humor afiado e uma personalidade muito forte. Apesar do caminho que escolheu não ser o mais digno, é impossível não admirar a sua força e capacidade de superação. Além disso, Lila não ficou se lamentando por ter sofrido na vida ou sonhando com um príncipe encantado para tirá-la dessa vida. Ela não perdeu sua capacidade de sonhar e quer vencer por si mesma, sem depender da boa-vontade de ninguém.

“E ali, pela primeira vez, Kell viu Lila. Não como ela queria ser vista, mas como ela era. Uma menina assustada apesar de esperta, tentando desesperadamente permanecer viva. Uma menina que provavelmente passara frio e fome e lutara, que quase certamente matara, para se agarrar a uma ilusão de vida, protegendo-a como uma vela na ventania.”

Destaco ainda que a autora soube evitar um problema que tem sido recorrente em livros de fantasia: romances que tiram o foco do enredo principal. Não vou dizer que eu não tenha sentido uma química entre alguns personagens ou que não torça para um casal, porque estaria mentindo. Mas isso nunca fica claro no livro, e a trama dinâmica e cheia de reviravoltas não abre espaço para que isso se torne o foco da história.
E como não mencionar a escrita incrível de V. E. Schwab? Ela escreve de uma maneira leve e envolvente, que quando você percebe já está completamente mergulhada na leitura. O universo que ela criou é rico, mágico e complexo, encantando por sua grandeza, em alguns momentos, mas chocando por sua brutalidade em outros. Além disso, mesmo se tratando de uma fantasia, temas recorrentes na nossa sociedade, como desigualdade, disputas de poder, miséria, ambição e conflito entre bem e mal, são bem trabalhados pela autora ao longo do livro.

Por fim, só me resta dizer que eu lamento não ter lido esse livro antes, pois já entrou para minha lista de favoritos. Fiquei completamente apaixonada por esta leitura e estou mais do que ansiosa para ler o segundo volume da série, Um encontro de sombras, que será lançado agora em agosto.
E, se você ainda não se convenceu a ler Um tom mais escuro de magia, aqui vai mais um incentivo: V. E. Schwab foi confirmada na Bienal do Rio desse ano. Então, se você ainda não leu essa obra incrível, vale a pena começar agora e se encantar com a escrita maravilhosa da autora.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lidos de Julho e balanço da #MLI2017

Agosto já começou, então, é hora de fazer o balanço das leituras que fiz mês passado. Em julho eu consegui recuperar um pouco o ritmo de leitura, muito graças à Maratona Literária de Inverno. Mesmo sem ter conseguido ler todos os livros que me propus nos desafios, li mais do que nos meses anteriores e, de modo geral, gostei muito das leituras.
Fora dos desafios da maratona, eu li “Londres é nossa!”, da Sara Manning (resenha disponível aqui), Lord of Shadows, da Cassandra Clare, e o romance de época Codinome Lady V. Em especial, Lord of Shadows ocupou grande parte do mês, até atrasando um pouco o meu início na maratona, por ser um livro muito grande e em inglês. No entanto, valeu cada minuto de leitura e a Cassandra Clare se superou mais uma vez. Aliás, para quem quiser ler, a edição brasileira será lançada pela Galera Record em setembro e já está em pré-venda com um brinde muito especial (você pode comprar na Amazon através desse link).
Já fazendo um balanço da Maratona Literária de Inverno 2017, consegui cumprir três dos seis desafios. Em um deles, troquei os livros da TBR. Assim, em livro com capa azul eu li “Esqueça o amanhã” (falaram que é verde, mas para mim é azul esverdeado); em livro escrito por uma mulher eu li “Simplesmente o paraíso”, da Julia Quinn, e em livro escrito por um autor nacional, li Boston Boys, da Giulia Paim.
Assim, ao longo do mês, essas foram as minhas leituras:

Londres é nossa! – Sara Manning (resenha aquiSinopse: “Uma divertida e acelerada carta de amor a Londres, a garotos e a alucinantes noites em claro Sunny sempre foi um pouco ingênua, até meio molenga. Mas quando recebe a foto de seu namorado beijando outra garota em seu celular, ela sabe exatamente o que fazer: encontrá-lo e terminar tudo. Só que... será que Mark não tem uma explicação para isso tudo? Eles estavam indo tão bem... Agora, Sunny precisa achar o rapaz em pleno sábado à noite em uma das cidades mais movimentadas do mundo. O que antes parecia uma tarefa simples virou uma verdadeira corrida maluca por Londres. No caminho, Sunny conhece um condutor de riquixá, grupo de drag queens, sua banda girl power favorita e, principalmente, os Goddard – os gêmeos (primos) franceses mais misteriosos e descolados de Londres.”

Lord of shadows – Cassandra Clare Sinopse: “O segundo volume da nova série da Cassandra Clare, autora de Os Instrumentos Mortais. A ensolarada Los Angeles pode ser um lugar sombrio na continuação de Dama da Meia-Noite, de Cassandra Clare. Emma Carstairs finalmente conseguiu vingar a morte dos pais e pensou que com isso estaria em paz. Mas se tem uma coisa que ela não encontrou foi tranquilidade. Dividida entre o amor que sente pelo seu parabatai Julian e a vontade de protegê-lo das graves consequências que um relacionamento entre os dois pode trazer, ela começa a namorar Mark Blackthorn, irmão de Julian. Mark, por sua vez, passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia voltará a ser o Caçador de Sombras que já foi. Como se não bastasse, as cortes das fadas estão em polvorosa. O Rei Unseelie está farto da Paz Fria e decidido a não mais ceder às exigências dos Nephlim. Presos entre as exigências das fadas e as leis da Clave, Emma, Julian e Mark devem encontrar um modo de proteger tudo aquilo que mais amam — juntos e antes que seja tarde.”

Esqueça o amanhã – Pintip Dunn (resenha aquiSinopse: “Em uma sociedade onde jovens recebem uma visão de seu futuro quando completam 17 anos, todos têm uma carreira a qual dedicar seus esforços. Um campeão de natação, um renomado cientista, um chef de sucesso... Ou, no caso de Callie, uma assassina. Em sua visão, a garota se vê matando a própria irmã. Antes que ela possa entender o que aconteceu, Callie é presa – e a única pessoa capaz de ajudá-la é Logan, uma paixonite de infância com quem não fala há cinco anos. Agora, Callie precisa descobrir uma forma de proteger sua irmã da pior das ameaças: ela mesma.”

Simplesmente o paraíso – Julia Quinn Sinopse: “Honoria Smythe-Smith sabe que, para ser uma violinista ruim, ainda precisa melhorar muito… Mesmo assim, nunca deixaria de se apresentar no concerto anual das Smythe-Smiths. Ela adora ensaiar com as três primas para manter essa tradição que já dura quase duas décadas entre as jovens solteiras da família. Além disso, de nada adiantaria se lamentar, então Honoria coloca um sorriso no rosto e se exibe no recital mais desafinado da Inglaterra, na esperança de que algum belo cavalheiro na plateia esteja em busca de uma esposa, não de uma musicista. Marcus Holroyd foi encarregado de uma missão… Porém não se sente tão confortável com a tarefa. Ao deixar o país, seu melhor amigo, Daniel, o fez prometer que vigiaria sua irmã Honoria, impedindo que a moça se casasse com pretendentes inadequados. O problema é que ninguém lhe parece bom o bastante para ela. Aos olhos de Marcus, um marido para Honoria precisaria conhecê-la bem (de preferência, desde a infância, como ele), saber do que ela gosta (doces de todo tipo) e o que a aflige (como a tristeza pelo exílio de Daniel, que ele também sente). Será que o homem ideal para Honoria é justamente o que sempre esteve ao seu lado afastando todo e qualquer pretendente?”

Boston Boys – Giulia Paim (resenha aquiSinopse: “O sonho de toda adolescente se realizou para Ronnie Adams: o maior astro pop da TV foi morar na casa dela. Ela deveria estar vibrando, como qualquer garota normal, mas na verdade está odiando a ideia. Ela não vê a menor graça em Boston Boys, programa sobre a vida de três integrantes de uma boyband, e acha os garotos uns babacas. De fato, Mason McDougal se acha o máximo e está acostumado a ser recebido sempre por meninas histéricas, por isso não faz o menor esforço para ser simpático. Tendo que lidar com o egocentrismo do garoto, além da perseguição de fãs ciumentas, a vida de Ronnie vira de cabeça para baixo. Agora ela terá que se acostumar com a stalker no 1 dos garotos plantada em seu gramado, frequentar festas glamorosas e lidar com paparazzis, resolver uma guerra de fofocas on-line e até fazer uma viagem internacional. Em meio a tantas novas aventuras, Ronnie se envolve cada vez mais com os Boston Boys e percebe aos poucos que, no mundo da fama, nem tudo é o que parece ser...”

Condinome Lady V – Lorraine Heath Sinopse: “Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação. Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.  Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.  Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.”

Essas foram as minhas leituras de julho e espero ler ainda mais em agosto. Mas quero também saber o que vocês leram mês passado e os livros que querem ler agora. Aproveito também para lembrar que, apesar da Maratona Literária de Inverno já ter acabado, a estação mais fria do ano continua. Assim, para quem ainda está procurando livros para ler no inverno, o blog Soul do Mundo indicou seis que são a cara dessa estação (confira aqui).

Lembrando sempre que, caso queira comprar algum desses ou outros livros, comprando por este link na Amazon, vocês ajudam o Dicas de Malu a continuar crescendo. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Boston Boys

Sinopse: “O sonho de toda adolescente se realizou para Ronnie Adams: o maior astro pop da TV foi morar na casa dela. Ela deveria estar vibrando, como qualquer garota normal, mas na verdade está odiando a ideia. Ela não vê a menor graça em Boston Boys, programa sobre a vida de três integrantes de uma boyband, e acha os garotos uns babacas. De fato, Mason McDougal se acha o máximo e está acostumado a ser recebido sempre por meninas histéricas, por isso não faz o menor esforço para ser simpático. Tendo que lidar com o egocentrismo do garoto, além da perseguição de fãs ciumentas, a vida de Ronnie vira de cabeça para baixo. Agora ela terá que se acostumar com a stalker no 1 dos garotos plantada em seu gramado, frequentar festas glamorosas e lidar com paparazzis, resolver uma guerra de fofocas on-line e até fazer uma viagem internacional. Em meio a tantas novas aventuras, Ronnie se envolve cada vez mais com os Boston Boys e percebe aos poucos que, no mundo da fama, nem tudo é o que parece ser...”Autora: Giulia Paim / Editora: Globo Alt / Páginas: 360 / Comprar: Amazon

Já imaginou ter o ídolo de uma famosa boy band morando na sua casa? Isso pode ser o sonho de muitas adolescentes por aí, mas, se você não gosta da banda, provavelmente iria achar a situação um pesadelo. E é exatamente dessa maneira que Ronnie, protagonista do livro Boston Boys encara a notícia de que, não apenas sua mãe se tornou a produtora da banda que dá título à obra, como ainda convidou o vocalista para morar com elas.
Enquanto todas as meninas são apaixonadas por Mason, Ryan e Henry, os Boston Boys, incluindo a pequena Mary, irmã caçula de Ronnie, ela tem verdadeira antipatia dos meninos e não entende o motivo de tanto sucesso. Por isso, é com muita dificuldade que ela tem que aceitar a chegada de Mason para morar com ela, a mãe e a irmã.
E, tornando a situação ainda pior, Mason não faz nada para melhorar a má impressão que Ronnie tem dele. Ele se mostra irritante, arrogante e muito mimado, exigindo que Ronnie faça as vontades dele o tempo todo. Aliás, ela parece ser a única pessoa que ele vê quando precisa de uma limonada, por exemplo, o que acontece frequentemente.
Como era de se esperar, a convivência de Ronnie e Mason não é das mais simples. Porém, em meio a várias implicâncias e discussões, a convivência faz com que os dois se conheçam melhor e percebam que um não é necessariamente o que o outro imaginava. Assim, acaba sendo formado um vínculo especial entre Ronnie, Mason e os outros dois meninos da banda.


Antes de começar a falar sobre esse livro, preciso contar quais eram as minhas expectativas para esta leitura. Eu acreditava que seria um livro YA comum, com uma trama totalmente previsível, mas também leve e divertida. No entanto, apesar de ser realmente uma leitura tranquila e sem grandes questionamentos, acabei me surpreendendo em mais de um momento.
O primeiro ponto que me surpreendeu foi que Ronnie tem várias características que, normalmente, me fariam odiar a personagem. Ela é excessivamente dramática e faz qualquer coisa parecer o fim do mundo. Porém, a Giulia Paim escreveu tudo de um modo que, além de não odiar a personagem, eu me diverti muito com as confusões em que ela se envolvia. Além disso, senti até um certo orgulho ao vê-la amadurecer ao longo do livro.
Aliás, esse mérito não foi exclusivo da Ronnie. Todos os personagens são muito carismáticos e me levaram a me importar com eles. Os meninos da banda são muito fofos, até o folgado do Mason, e acredito que eu também acabaria me tornando fã dos Boston Boys. Além disso, até a personagem que eu jurava que seria uma vilã daquelas que a gente não suporta, acabou se tornando uma personagem cativante e que eu espero muito que ganhe mais destaque no próximo livro.
É importante ressaltar também que o próprio Mason foi um personagem que tomou um rumo que eu não esperava. Antes de ler, eu poderia jurar que ele seria fofo, atencioso e bonzinho, o oposto da imagem que Ronnie fazia dele. No entanto, Mason realmente tem muitos defeitos: é convencido, mimado, espaçoso e um pouco arrogante. Apesar de não ser uma pessoa detestável, como Ronnie imaginava, ele está longe de ser perfeito e isso só contribuiu para que ele seja um personagem mais interessante, pois o torna mais humano aos olhos do leitor.


Outro aspecto que me surpreendeu no livro é o romance. Quando li a sinopse, não tive dúvidas de que um casal seria formado. Porém, a autora foi por um caminho que eu não esperava e o romance não virou o foco em momento algum. É claro que eu senti um certo clima de romance entre alguns personagens e fiquei torcendo para mais de um casal ali, porém, esse nunca foi o ponto central do livro.
Deste modo, o que eu esperava ser um romance adolescente óbvio se tornou um livro sobre amizade e amadurecimento. Em meio a tantas situações absurdas e exageradas, é possível ver um vínculo real se formando entre os personagens. E o melhor de tudo é que isso ocorre de uma maneira natural na história, se tornando crível para o leitor.
A amizade que surge entre seis personagens da história é construída de uma maneira tão linda e divertida que foi, sem dúvida, meu ponto preferido no livro. Claro que aqueles que querem um romance podem se decepcionar um pouco, porém, eu adorei o fato de que a autora fugiu do óbvio e centrou a história não em um casal principal, mas em um grupo de amigos.
Com relação a escrita de Giulia Paim, achei totalmente viciante. Ela escreve de uma maneira leve e simples, que envolve o leitor e torna a leitura fluida. As situações exageradas, que normalmente me incomodam, me fizeram dar gargalhadas em vários momentos (felizmente, eu estava lendo em casa e não na rua). Além disso, é preciso levar em consideração o próprio contexto do livro; não dá para esperar que, em uma história onde um astro do pop vai morar na casa da protagonista, ela vá viver situações comuns.
O importante para mim, e que me fez gostar tanto do livro, é que os personagens são críveis. Mesmo as situações sendo um tanto absurdas, eles são tão naturais e espontâneos que me levaram a acreditar em tudo que estava lendo. Mérito da autora que soube construí-los bem, tornando-os cativantes e humanos, e conduziu a trama de uma maneira que prende o leitor e o leva a se esquecer um pouco do mundo real.
A edição da Globo Alt está simplesmente incrível. A capa é colorida e totalmente condizente com o universo da trama. Além disso, as páginas são amareladas, e a fonte e o espaçamento são ideais para leitura. É uma edição sem muitos floreios, mas que demonstra o cuidado da editora nos detalhes e que me conquistou pela fofura.

Mesmo sendo um livro com uma história simples e sem muitas reflexões, Boston Boys acabou me conquistando de uma maneira que eu não esperava. O carisma desses personagens e a escrita envolvente da autora me ganharam e fizeram com que eu ficasse realmente ansiosa pelo segundo volume, Descendo do Palco, que já está na minha lista de desejados. Então, para quem gosta de livros voltados para o público jovem adulto e procura uma leitura leve, envolvente e divertida, para relaxar e fugir um pouco da realidade, Boston Boys é uma excelente opção. 
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