Guiness Book Tag

19 de jun de 2018



Olá, pessoal! Como andam as leituras de vocês? Esses dias eu não tenho lido tanto (culpa da Copa do Mundo), mas resolvi aproveitar para trazer alguns posts que estava devendo aqui. Um deles é uma tag que fui marcada há 84 anos pela Ste do instagram @stebookaholic e pela Diandra do @bibliotecadadi, a Guiness Book Tag.
Essa tag é bem simples e consiste em alguns “recordes” envolvendo minhas leituras e os livros que entraram na minha estante. Originalmente, as perguntas teriam como base o ano de 2017, mas como já estamos no meio do ano, vou responder considerando os livros de 2018. Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas.

Recorde de leitura: livro lido mais rápido
Esse ano, surpreendentemente, li muitos livros que foram rápidos de ler. Foram leituras super envolventes, que me prenderam completamente e eu só consegui largar depois que terminei. Porém, eu acho que o maior recorde foi Um verão na Itália, da Carrie Elks. Eu comecei a ler esse livro assim que ele chegou, no finalzinho da tarde, e só não terminei no mesmo dia porque eu queria que a leitura durasse mais. Mesmo assim, terminei no dia seguinte de manhã, assim que acordei.

Recorde de lerdeza: livro mais demorado para ler
Como eu disse, esse ano as minhas leituras têm fluído bem e muitos livros que eu li foram bem rápidos. Não me recordo de nenhum livro que tenha sido realmente lento de ler em 2018, porém, o que mais se aproximou disso foi Destinado, da Carina Rissi. Terceiro volume da série Perdida, esse livro não me prendeu como os outros e, por causa disso, a leitura foi um pouco mais devagar que de costume.

Recorde de leitura: o maior livro lido em 2018
Sem dúvida, o maior livro que eu li em 2018, até agora, foi Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard. O quarto volume de A Rainha Vermelha é o mais longo da série, contando com 700 páginas. Felizmente, a escrita da autora é muito envolvente e eu nem senti o tempo passando enquanto lia. Por outro lado, o fato de ser um livro tão grande deixou o final ainda mais frustrante. Afinal, é triste chegar no último volume de uma série, ler tantas páginas, e não ter suas perguntas respondidas né?

Recorde de valor: livro mais caro comprado
Essa pergunta foi complicada de responder, porque eu só compro livros em promoção. É muito livro para pouco dinheiro, então, eu sempre pesquiso muito antes de comprar para ver se está realmente compensando. Mas, para não deixar essa pergunta sem resposta, acredito que o livro mais caro que comprei esse ano é Heroína da Alvorada, da Alwyn Hamilton. Assim mesmo, comprei com desconto e frete grátis, então, também não foi caro. (E que continue assim no segundo semestre!)

Recorde de beleza: a capa mais bonita da estante
Nessa categoria, teve empate. Eu simplesmente não sei escolher entre Heroína da Alvorada e Chronos: Viajantes do Tempo. Sério, são dois livros que eu fiquei horas admirando depois que chegaram em casa. Além disso, não são só as capas que são bonitas. As edições de ambos os livros estão muito caprichadas e cheias de detalhes. Chronos eu ainda não li, mas está na minha meta de leitura. 

Recorde de escrita: melhor autor/ autora
Vocês provavelmente vão cansar de mim, mas esse ano Alwyn Hamilton entrou definitivamente para o grupo dos meus autores preferidos e eu não poderia deixar de mencioná-la aqui. O final que ela deu para a trilogia A Rebelde do Deserto foi um dos mais bonitos e bem construídos que já li. Porém, para vocês não me odiarem, também vou citar uma autora que tem sido muito marcante nas minhas leituras de 2018: a Lisa Kleypas. Li 5 livros dela esse ano e todos foram romances de época apaixonantes e muito gostosos de ler.

Recorde de sedução: girl magia do ano
Esse ano foi marcado por protagonistas femininas maravilhosas e que eu adoraria citar aqui. Porém, eu vou citar a que foi a maior surpresa do ano, para mim, e que, apesar de não ser protagonista, é uma das melhores personagens da série A Rainha Vermelha: Evangeline Samos. Se você leu só os dois primeiros livros, deve estar achando que eu enlouqueci. Porém, Evangeline rouba a cena em A Prisão do Rei e em Tempestade de Guerra, e é uma personagem feminina maravilhosa.

Bônus: como esse ano também está sendo repleto de boys magia literários (e que continue assim no segundo semestre), não podia deixar de mencionar pelo menos um né? Então, escolhi o Ben do livro Mais que amigos, um personagem que conquistou minha admiração e meu coração do começo ao final desta leitura. Ele é carismático, divertido, um amigo maravilhoso e ainda tem alguns conflitos e uma vulnerabilidade que o tornam ainda mais especial. 

Framboesa do ano: Pior livro de 2018
Não li nenhum livro realmente ruim em 2018, mas, infelizmente, tive algumas decepções. Acho que a maior delas foi “Sinceramente, Carter”, da Whitney G. Já tinha visto várias pessoas elogiando esse new adult, mas, apesar de ser uma leitura leve e fluida, o livro acabou sendo bem decepcionante. Achei a trama rasa, os personagens irritantes e, por causa disso, o romance demorou a me convencer.

Então, o que acharam da tag e das minhas respostas? Me contem aí nos comentários quais foram os recordes das leituras de vocês e quais destes livros que eu citei vocês já leram. E, para quem se interessou por algum deles, deixo o link de compra na Amazon aqui. Comprando por ele, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena porcentagem do valor final da compra, sem ter nenhum custo a mais.

[Resenha] Sorte Grande

17 de jun de 2018

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 384
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “O amor é como a loteria. Alice não acredita na sorte; perdeu os pais com um intervalo de apenas treze meses. Mas Alice acredita no amor. De seus tios, de seu primo Leo, de seu melhor amigo Teddy. O coração, no entanto, já se foi há tempos. Dado de bandeja a Teddy. Há pelo menos três anos. E quando precisa decidir o que dar a ele no aniversário de 18 anos, a ideia parece chegar naturalmente... um bilhete de loteria. Com todos os números importantes para ambos: número de anos que se conhecem, data importantes e endereços marcantes. Quando a combinação se prova vencedora e o menino ganha quase 150 milhões de dólares, os dois são jogados em um redemoinho de loucuras juvenis, interesseiros e sonhos de infância realizados. Tudo estaria perfeito, não fosse um beijo trocado no auge das comemorações. Um beijo que mudaria a dinâmica do casal. Mas o dinheiro não pode comprar o amor. Nem o que mais importa. Mas será que pode dar uma ajudinha?”

Quem nunca imaginou o que faria se um dia ganhasse uma fortuna na loteria? É difícil saber exatamente o que fazer com tanto dinheiro, mas uma coisa é certa: este é um acontecimento capaz de mudar completamente a vida de uma pessoa e, nem sempre, é para melhor. E é exatamente sobre uma situação como esta que se trata o livro Sorte Grande, da autora Jennifer E. Smith, que foi publicado esse ano pela Galera Record.
Nessa história, a jovem Alice nunca acreditou em sorte. Tendo perdido seus pais em um intervalo de apenas treze meses, quando ainda era uma criança, ela não conseguia acreditar em destino ou acaso. No entanto, ela acreditava no amor. Tinha provas de sua existência através dos tios que a acolheram em casa, do primo Leo e do melhor amigo Teddy. Porém, o amor também não vinha fácil na vida dela. Com exceção de sua ótima relação com Leo, Alice ainda tinha dificuldade de se sentir parte daquela família, por mais que gostasse dos tios. Nem mesmo o sentimento por Teddy era muito descomplicado, afinal, ela era apaixonada por ele há três anos e nunca teve coragem de revelar, por medo de estragar a amizade.
“– Bem, como você consegue ter tanta fé em alguém, especialmente alguém que decepciona você tanto quanto Teddy, quando tem tão pouca fé no mundo?”
Teddy também não podia se considerar a pessoa mais sortuda do mundo. Há alguns anos, seu pai foi à falência por causa de dívidas de jogo, perdendo tudo que a família tinha, incluindo o apartamento em que moravam. Depois disso, Teddy e a mãe foram viver em um apartamento minúsculo e a situação financeira deles ia de mal a pior. Além disso, ele se ressentia pela ausência do pai, que os abandonou no momento mais difícil de suas vidas.
Tudo muda no aniversário de dezoito anos de Teddy. Alice resolve presenteá-lo com um bilhete da loteria, escolhendo números que eram importantes para os dois. Quando os números sorteados são exatamente aqueles escolhidos por Alice, Teddy ganha uma fortuna de 150 milhões de dólares. A partir desse momento, eles são mergulhados em um turbilhão de emoções, que envolvia decidir o que fazer com o dinheiro, lidar com a aproximação de interesseiros e descobrir o que era realmente importante para eles. Tornando tudo ainda mais complicado, um beijo em um momento de empolgação começa a pesar entre os dois e ameaçar sua amizade.


Sorte grande é o quarto livro que leio da autora Jennifer E. Smith e, mais uma vez, ela não me decepcionou. A escrita dela é leve e envolvente, deixando a leitura fluida e muito gostosa. Além disso, parece que a autora tem um dom para escrever personagens cativantes e que conquistam a empatia do leitor. No entanto, mais do que isso, Sorte Grande me surpreendeu por trazer algumas reflexões interessantes e protagonistas mais complexos do que eu esperava.
“A vida não se curva à vontade de ninguém. E também não funciona baseada em um sistema de créditos. Só porque o mundo roubou algo de mim não significa que me deva outra coisa em troca. E só porque estoquei uma grande quantidade de má sorte, não significa que vá receber algo de bom em troca.”
A Alice me conquistou logo nas primeiras páginas, tanto por seu drama pessoal, quanto por sua personalidade forte. Ela teve perdas muito dolorosas quando era só uma criança e, mesmo nove anos depois, é claro que isso ainda tinha efeitos na sua vida, especialmente no modo como ela se relacionava com a família e nas escolhas que fazia. Por não ter os pais ao seu lado, ela agia sempre pensando no que eles esperariam dela, sem refletir sobre o que ela realmente desejava. Além disso, é impossível não se solidarizar ao vê-la sofrendo pelo Teddy, mas ainda colocando a amizade acima do que sentia por ele.
“Teddy e eu, por outro lado, crescemos em areia movediça. E, apesar de ter sido por motivos diferentes, apesar de raramente tocarmos no assunto, alguma coisa nesse simples fato sempre nos uniu.”
Outro ponto que gostei bastante nessa protagonista é a maneira madura como ela lida com a fortuna que ganhou para Teddy na loteria. Ao invés de se deslumbrar com o dinheiro, como qualquer adolescente (e muitos adultos) fariam, ela teme as mudanças que ele traria para a vida deles. No entanto, essa maturidade não soa forçada ou estranha em uma menina tão jovem, pois ela é explicada pelos próprios traumas dela. Todas as transformações que ocorreram na vida de Alice foram devastadoras, o que fez com que ela passasse a temer mudanças e qualquer coisa que deixasse seu caminho incerto.
“Porque, quero dizer a ele, esse dinheiro vai transformar nossas vidas em um globo de neve, virando o mundo todo de cabeça para baixo. Vai mudar tudo. E para  mim não existe nada mais assustador.”
Já o Teddy, eu confesso que tive muito mais dificuldade de gostar. Ao contrário da Alice, ele lida com o dinheiro que ganhou de um modo muito mais irresponsável e, por mais que seja compreensível considerando a história dele e o fato de ser tão jovem, foi um pouco irritante. Além disso, em alguns momentos achei que Teddy agiu de um modo egoísta e fútil, o que fez com que, durante boa parte do livro, eu torcesse para que Alice não ficasse com ele. Porém, não pensem que ele é um personagem ruim. Ao contrário, Teddy se mostra um personagem tão complexo quanto Alice e, felizmente, ele vai amadurecendo ao longo do livro.



Com relação aos personagens secundários, gostei de todos. Além de terem seus próprios dilemas trabalhados no livro, eles são fundamentais para o desenvolvimento de Alice e Teddy. Em especial, eu adorei os tios da Alice e o Leo, que se mostra um daqueles personagens que qualquer um adoraria ter como amigo. Também gostei muito de Sawyer, um garoto que Alice conhece durante um trabalho voluntário e que se mostrou um personagem extremamente cativante.

“Minha tia e meu tio sempre fizeram o possível para que eu me sentisse para que eu me sentisse parte da família. Mas, por mais que eu tente, nunca foi fácil para mim deixá-los entrar completamente. Em minha experiência, famílias são coisas frágeis. E ser parte de uma coisa – ser realmente parte – significa que essa coisa pode ser tirada de você. Significa que você tem algo a perder. E eu já perdi coisas demais.”

Preciso destacar também a forma eficiente como a trama foi conduzida. Jennifer E. Smith conseguiu apresentar os personagens e as relações entre eles com facilidade, sem deixar que a leitura se tornasse monótona ou que o leitor tivesse dificuldade para se ambientar. Além disso, o desenvolvimento foi bem dinâmico, sem perder tempo com situações e descrições desnecessárias. Assim, tudo aconteceu de maneira natural e envolvente, permitindo que o leitor acompanhasse o crescimento dos personagens e se envolvesse realmente com suas trajetórias.
Outro aspecto que gostei bastante foram os temas que a autora trabalhou de maneira sutil durante todo o livro. Além da questão óbvia sobre o quanto ganhar milhões de dólares pode realmente fazer uma pessoa feliz, Sorte Grande também traz outras reflexões igualmente importantes através das trajetórias de cada um de seus personagens. Em especial, é um livro que fala sobre perdas irreparáveis, a dificuldade em descobrir a própria identidade o lugar onde se pertence, o medo das mudanças e quanto o passado pode afetar nosso futuro.

 “Às vezes, parece que o tempo é maleável, como se o passado se recusasse a ficar quieto e você acabasse o arrastando por aí com você, querendo ou não. Outras vezes, parece algo tão antigo e distante quanto aqueles castelos. Talvez seja assim que as coisas devam ser. Há um espaço entre esquecer e seguir em frente, e ele não é fácil de encontrar.”
O desfecho foi, para mim, o ponto alto do livro. Além de condizente com tudo que os protagonistas, e até mesmo os personagens secundários, viveram ao longo da trama, ele amarra todas as pontas que foram surgindo durante a leitura. É um final sensível, que faz o leitor refletir sobre todas as questões que foram trabalhadas no livro, e deixa uma sensação gostosa de orgulho da evolução de cada um daqueles personagens.
Deste modo, Sorte Grande foi uma leitura com a leveza característica dos livros da Jennifer E. Smith. Mais uma vez, a autora apresentou um escrita leve e sensível em uma trama simples, mas capaz de conquistar o leitor com seus personagens bem construídos e uma mensagem bonita sobre amizade, família, recomeços e o verdadeiro significado de sorte e felicidade.

Séries para continuar no segundo semestre

14 de jun de 2018



Olá, pessoal! É impressão minha ou o tempo está passando cada vez mais rápido? Parece que eu pisquei e já estamos em junho. Com isso, ainda não consegui colocar em prática algumas metas que eu tinha para 2018, incluindo algumas leituras que eu quero muito fazer.
Pensando nisso, eu resolvi trazer uma lista com algumas séries que estão na minha meta e eu quero terminar em 2018 ou, pelo menos, dar continuidade. São continuações que eu estava querendo ler desde o ano passado e, por um motivo ou outro, acabei não conseguindo.

Trilogia dos Príncipes, da Elizabeth Royt
Eu li o primeiro livro dessa trilogia, O príncipe corvo, o ano passado e ele se tornou um dos meus romances de época favoritos. Fiquei muito ansiosa para ler as continuações e, inclusive, já tenho os dois livros, porém, ainda não consegui ler. Mas, O príncipe leopardo e O príncipe serpente estarão na minha meta para o segundo semestre e, assim que eu ler, vou trazer a resenha dos dois aqui.

Os Bridgertons, da Julia Quinn.
O Duque e Eu, primeiro volume dessa série, foi o primeiro romance de época que eu já li e que despertou meu interesse pelo gênero. No entanto, apesar de eu já ter lido vários outros livros nesse estilo, incluindo alguns da própria Julia Quinn, ainda não consegui terminar essa série e li só até o quarto. Porém, é claro que eu quero dar continuidade a esta leitura e, em breve, vou ler as histórias dos outros irmãos Bridgertons.

Ainda sou eu, da Jojo Moyes.
Eu sou completamente apaixonada pelo livro Como eu era antes de você, porém, como muitas pessoas, não morri de amores pelo segundo e não vi a necessidade de um terceiro volume. Porém, a curiosidade tem falado mais alto e eu resolvi continuar com essa trilogia (espero, sinceramente, que sejam só três mesmo). Então, apesar do receio de me deparar com outra leitura arrastada, vou dar uma chance e descobrir quais serão as aventuras da protagonista Lou nesse terceiro livro.

Perdida, da Carina Rissi.
Eu confesso que Perdida está longe de ser meu livro favorito da Carina Rissi, mas eu gostei bastante de Encontrada, o que me motivou a continuar a série. Esse semestre, eu já li Destinado: As memórias secretas do senhor Clarke, portanto, agora faltam Prometida e Desencantada. Com a correria do dia-a-dia e a grande pilha de leitura, não consegui incluir esses livros nas minhas leituras ainda, mas eles já estão garantidos na minha meta para o segundo semestre. 

Trono de Vidro, da Sarah J. Maas
Essa série é uma das minhas favoritas da vida e, por isso, suas continuações são prioridade para mim. O sexto livro, Torre do Alvorecer, é o lançamento desse mês da Galera Record e o sétimo, e último, será lançado em outubro nos Estados Unidos. Já tenho Torre do Alvorecer (em inglês) e pretendo ler agora em junho. Porém, o último já está na minha meta para o segundo semestre e não vejo a hora de chegar outubro para que eu possa terminar essa série maravilhosa (torcendo para Sarah J. Maas são me decepcionar).

Trilogia Os Artifícios das Trevas, da Cassandra Clare.
O terceiro e último livro desta trilogia, Queen of air and darkness, tem previsão de lançamento para dezembro, nos Estados Unidos. Estou contando que a Cassandra Clare não irá atrasar e que esse livro será mesmo publicado em dezembro, porque eu estou extremamente ansiosa. Depois do final desesperador de Senhor das Sombras, eu preciso urgentemente de respostas e não vejo a hora de ler esse livro. Com certeza, ele é uma das minhas prioridades para 2018.

Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir.
Quem acompanha o blog há mais tempo talvez se lembre que Uma chama entre as cinzas foi meu livro favorito daquele ano e que eu estava muito ansiosa para ler sua continuação. Porém, Uma tocha na escuridão foi publicado ano passado aqui no Brasil e, por motivos que nem eu sei, ainda não li. O terceiro livro acaba de ser lançado nos EUA e já passou de hora de, pelo menos, ler o segundo. Por isso, ele estará no topo da minha meta para o segundo semestre e, quem sabe, eu já aproveito para ler o terceiro também né?

Bom, essas são as séries que estou mais ansiosa para terminar ou, pelo menos, dar continuidade ainda esse ano. Não conseguirei lê-los em junho, mas estarão na minha meta para o segundo semestre e espero conseguir incluir todos nas minhas leituras de 2018.
E vocês, o que acharam da minha meta? Me contem aí nos comentários se já leram algum desses livros e se tem alguma série que vocês estão enrolando, mas que pretendem continuar ainda esse ano. E, caso tenham se interessado por algum dos livros citados, não deixem de comprar por esse link da Amazon, pois através dele vocês ajudam muito o Dicas de Malu.

[Resenha] Tempestade de Guerra

11 de jun de 2018

Autora: Victoria Aveyard
Páginas: 702
Editora: Seguinte
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “No aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha, descubra qual poder sairá vencedor depois que a tempestade de guerra passar. A autora do livro, Victoria Aveyard, virá ao Brasil para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2018. Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.”

Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu resolvi trazer uma resenha que venho postergando há alguns dias, pois foi uma leitura que despertou sentimentos bastante conflituosos em mim. Como explicar um livro que foi o seu favorito de uma série e, ao mesmo tempo, o que mais te frustrou? São dois sentimentos quase opostos, mas ambos se aplicam ao que eu senti lendo Tempestade de Guerra, o quarto e último volume (será mesmo?) da série A Rainha Vermelha. Nele, a autora Victoria Aveyard proporcionou alguns dos melhores momentos da saga, porém, pecou seriamente em alguns aspectos que não poderia.
Antes que vocês se preocupem, essa resenha não terá nenhum spoiler de Tempestade de Guerra. Porém, por se tratar do quarto livro de uma série, será inevitável falar sobre acontecimentos dos livros anteriores. Portanto, se você não leu os três primeiros volumes, é melhor parar a leitura por aqui. Mas, se vocês quiserem, vou deixar o link para as resenhas dos livros anteriores no final do post.
Em Tempestade de Guerra, vemos a história exatamente do ponto em que paramos no livro anterior. Cal optou por lutar por sua coroa, o que o separa de Mare e coloca novamente comprometido com Evangeline. Porém, antes de terem seus caminhos separados, eles têm que enfrentar um inimigo comum: Maven. Assim, é formada uma instável aliança entre os prateados favoráveis a Cal, a Guarda Escarlate e Monfort, todos com o objetivo de tirar Maven do trono.
No entanto, essa aliança é bastante frágil e pode se romper a qualquer momento. As casas Samos e Lerolan pretendem derrotar o jovem rei e colocar Cal em seu lugar, porém, a Guarda Escarlate já afirmou que os vermelhos não aceitarão um novo rei prateado. Além disso, Monfort é a prova de que um país pode ser organizado de maneira democrática, sem que prateados e vermelhos sejam colocados uns contra os outros, e os seus governantes também deixam claro que não irão apoiar uma monarquia em Norta. Assim, Cal tem consciência que, mesmo se vencer o irmão, não terá um reinado fácil.
Enquanto isso, Mare segue firme em sua posição junto a Guarda Escarlate. Ela não está disposta a se curvar para um novo rei, mesmo que ele seja Cal. Isso não significa que seja fácil para ela se colocar contra o homem que ama ou aceitar o fato de que ele a trocou pela coroa. No entanto, por um tempo, ela e Cal terão que lutar lado a lado para que impedir que Maven continue no trono, até chegar o momento de se afastarem definitivamente. Porém, eles irão descobrir que há outros inimigos nessa guerra e que as ameaças podem vir de onde menos esperam.


Bom, eu preciso dizer que amei esse livro desde a primeira página. Ao contrário de A Prisão do Rei, Tempestade de Guerra não demora para começar de fato e temos ação desde o início. Aliás, de todos os livros da série, achei que esse é o que equilibra melhor as cenas de batalha, com a parte política e, até mesmo, o romance. Nenhum desses elementos ocupa mais espaço do que deveria na trama e são todos bem desenvolvidos pela autora.
Outro ponto que achei positivo é que, ao contrário do que eu imaginava, esse livro não tem enrolação. Quando vi que o livro teria 700 páginas, tive muito receio de que a autora fosse ficar inventando coisas para aumentar a história. No entanto, o livro justifica o seu tamanho e todos os acontecimentos são necessários para a trama.
“– Acho que o amor pode ser explorado, usado para manipular. É uma vantagem. Mas nunca chamaria amar alguém de fraqueza. Acho que viver sem amor, sem nenhum tipo de amor, é uma fraqueza. E a pior escuridão de todas.”
Desta forma, o enredo se desenvolveu de maneira realmente envolvente. Há uma tensão constante e eu estava sempre ansiosa para saber o que aconteceria a seguir. Além disso, a autora não perde tempo com descrições desnecessariamente longas (o que me incomodou um pouco em A Prisão do Rei). A escrita dela está muito mais direta e com isso o leitor fica preso nos acontecimentos e a leitura flui muito bem.
Outro ponto que gostei bastante é que, finalmente, temos uma evolução concreta dos personagens. Mare se mostra muito mais decidida do que nos livros anteriores e adorei o modo como, apesar de claramente apaixonada por Cal, ela não fraquejou em sua decisão e ainda falou muitas verdades que o príncipe precisava ouvir. Aliás, os diálogos entre os dois e as farpas que trocavam foram uma das coisas que mais gostei no livro.
“– Ele é uma criação tanto quanto eu. Foi feito pelo nosso pai, moldado e partido até se tornar esse muro de tijolos ambulante e falante que você pensava amar. (...) – Cal se esconde por trás desse escudo que chama de dever, mas a verdade é menos nobre. Ele é feito de desejo, igual todos nós. Mas deseja a coroa. O trono. E não há preço que não pague, por mais alto que seja.”
Porém, não pensem mal do Cal. Ele está bem mais interessante nesse livro e mostra um grande amadurecimento ao longo do livro e confesso que gostei muito de ver seu desenvolvimento. Consegui entender melhor as motivações e as dúvidas do Cal e acho que esse é o livro em que finalmente permite que o leitor veja esse personagem como um todo
Mas, mais uma vez, quem roubou a cena foram Maven e Evangeline. Novamente, temos capítulos narrados por Evangeline e a admiração que eu tinha começado a sentir por essa personagem no livro anterior se intensificou. Ela é forte, inteligente e determinada, mas carrega um peso que não imaginávamos até termos sua perspectiva da história.
Já o Maven é o melhor personagem da série. A cada livro fica mais evidente o quanto sua cabecinha é perturbada, mas o fato de isso ser o resultado das manipulações de sua mãe o tornam muito mais interessante de se analisar. Até que ponto existe um menino por traz do monstro que a rainha Elara criou? Será que as escolhas que ele fez eram dele mesmo ou de sua mãe? São questões difíceis de responder e que o tornam um personagem tão complexo e bem construído. Assim, ele é um vilão que tem várias faces a serem analisadas, o que, associado com o seu carisma, fez com que eu terminasse a leitura completamente apegada a ele. Sabe aquele personagem que nós amamos odiar? Então, é o Maven.
“Meu único medo agora é perder o trono e a coroa, a razão de toda essa miséria e tormenta. Não vou me destruir em vão. Não vou deixar que tudo tenha sido por nada.”

Vocês já devem estar se perguntando como eu posso dizer que achei esse o livro mais frustrante da série, se eu claramente amei a leitura. A questão é que, durante praticamente todo o livro, eu estava achando este o melhor da série e, quando cheguei ao final, o tombo foi grande. À medida que eu lia, minha expectativa foi ficando cada vez maior e, quando o desfecho ficou muito aquém do que eu esperava, a decepção foi enorme.



Mas, por que o final foi tão ruim? Uma das coisas que me incomodaram é que fiquei o livro todo esperando uma grande reviravolta e, apesar de ter um ou outro acontecimento no livro que eu não esperava, nada que tenha o impacto que senti nos dois primeiros volumes. No entanto, a grande decepção é que a autora levantou várias questões ao longo da série, especialmente nesse último livro, e praticamente nenhuma delas foi respondida.
“Esse mundo é uma tempestade que ajudei a criar. Todos ajudamos, em maior ou menor proporção. Com passos que não podíamos calcular, por caminhos que jamais imaginamos caminhar.”
O desfecho deixa tantas pontas soltas que, se não tivesse um epílogo, eu acharia que meu exemplar estava faltando páginas. Soube que Victoria Aveyard já afirmou que escreverá algumas histórias que serão publicadas para explicar o que aconteceu com alguns personagens (alguns contos, como em Coroa Cruel). Não apenas considero isso insuficiente (para responder tantas questões seria necessária uma continuação de fato e não só alguns contos), como não muda o fato de que o final foi totalmente insuficiente e vago, como se tivesse parado no meio da história. Se Tempestade de Guerra está sendo vendido como o último volume da série, o mínimo que se esperava é que ele respondesse às questões principais e não fizesse com que o leitor precise comprar novos livros para ter suas dúvidas respondidas.
Além disso, há ainda dois graves problemas. Um deles é que uma das cenas mais importantes de toda a série foi escrita de uma maneira confusa e que não teve metade do impacto que deveria ter, além de ainda dar margem para dúvidas em relação ao destino de uma certa pessoa central na história.  Outro problema é uma decisão incoerente de Mare que resulta no epílogo mais sem sentido e desnecessário que já li.
Deste modo, eu que defendi a série A Rainha Vermelha desde o primeiro livro, fui da euforia à decepção com este (suposto) último volume. Tempestade de Guerra foi uma leitura que superou minhas expectativas em tantos aspectos, especialmente no que diz respeito ao enredo e ao desenvolvimento dos personagens, que não posso dizer que não foi uma boa leitura. Porém, a decepção com o final foi grande e, caso Victoria Aveyard resolva mesmo publicar um novo livro para esta série, não terei o mesmo entusiasmo para ler.
E vocês, já leram Tempestade de Guerra? Me contem aí nos comentários o que acharam e qual a opinião de vocês sobre esta série.

Resenhas anteriores:
A Rainha Vermelha - aqui
Espada de Vidro - aqui
A prisão do Rei - aqui

Leituras de maio

7 de jun de 2018



Olá, pessoal! Como vocês estão? Junho, também conhecido como o mês mais lindo do ano (e o do meu aniversário), já começou e é hora de falar sobre as leituras que fiz em maio. Felizmente, eu consegui retomar o ritmo e li bem mais do que em abril. Tive algumas boas surpresas, porém, algumas decepções.
No total, foram 8 livros lidos, incluindo o aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha. Alguns deles já tem resenha por aqui e, quando for o caso, vou deixar o link. Então, sem mais delongas, vamos às leituras de maio:

É assim que acaba, da Colleen Hoover.
Este, na verdade, foi uma releitura, porém, ele me emocionou tanto quanto da primeira vez que li. Já tem resenha sobre ele aqui no blog, então, não vou falar muito mais. Só deixarei a sinopse para vocês conferirem: 
Sinopse: “Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.”

Um verão na Itália, da Carrie Elks.
Esse livro veio na VIB que recebi do Grupo Editorial Record e foi a grande surpresa do mês, para mim. Também já escrevi resenha sobre ele aqui, e foi uma das leituras mais apaixonantes que fiz nos últimos tempos. 
Sinopse: “Férias de verão gratuitas em uma bela villa na Itália. A condição? Dividir a casa com seu maior inimigo. O primeiro volume da série As irmãs Shakespeare Cesca Shakespeare chegou ao fundo do poço. Depois de escrever uma peça de teatro premiada que acabou em desastre, o bloqueio criativo se instalou, sem previsão de IR embora. Seis anos mais tarde, ela acabou de perder mais um emprego pavoroso e está prestes a ser despejada de seu apartamento. Pior ainda, suas irmãs não fazem ideia de como sua vida vai mal. Assim, quando seu padrinho lhe arruma uma temporada de verão em uma bela villa italiana, sem ter de pagar nada por isso, Cesca concorda, meio a contragosto, em IR para lá e tentar escrever uma nova peça. Isto é, antes de descobrir que a casa pertence a seu arqui-inimigo, Sam Carlton. Tendo acabado de ver seu nome em todas as manchetes pelas razões erradas — mais uma vez —, o galã de Hollywood Sam Carlton precisa de um lugar para se esconder. Que opção melhor do que a linda villa desocupada de sua família à beira do lago Como? Só que, quando ele chega, descobre que a casa não está tão desocupada quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam terão de confrontar o passado. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa — e depois uma aventura ardente. Uma coisa é certa: este será um verão abrasador. Esta é a nova e deliciosa série da autora best-seller Carrie Elks. Você vai conhecer a família Shakespeare: quatro irmãs, quatro histórias. Quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro.”

Uma proposta e nada mais, da Mary Balogh
Claro que não podia faltar um romance de época nas minhas leituras, e Uma proposta e nada mais foi um dos mais diferentes e maduros que já li. Já postei resenha sobre ele aqui no blog e, apesar de ter algumas ressalvas, é um livro que recomendo muito. 
Sinopse: “Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.”

Para sempre minha garota, da Heidi McLauglin
Li esse livro pelo Kindle Unlimited e que leitura mais fofa. Ainda não fiz resenha sobre ele, mas já posso adiantar para você que, apesar de um romance clichê, ele é bem construído e com personagens muito cativantes. 
Sinopse: “Não era para eu ser um rock star. Minha vida já tinha sido toda planejada para mim. Jogar futebol americano na faculdade. Entrar para a NFL. Me casar com minha namorada do colégio e viver feliz para sempre com ela. Parti o coração de nós dois quando falei que estava indo embora. Eu era jovem. Tomei a decisão certa para mim, mas a decisão errada para nós. Coloquei toda a minha alma na minha música, mas nunca a esqueci. Seu cheiro, seu sorriso. E agora eu vou voltar. Depois de dez anos. Espero que possa explicar tudo isso, depois de tanto tempo. Ainda quero que ela seja para sempre minha garota.”

O problema do para sempre, da Jennifer L. Armentrout.
Foi meu segundo contato com a escrita da autora e, mais uma vez, gostei muito da leitura. Apesar de abordar temas bastante sérios, é um livro mais leve do que eu pensei e foi conduzido com sensibilidade pela autora. Como falei na resenha aqui, a construção do enredo teve alguns problemas, mas nada que tenha chegado a prejudicar a leitura. 
Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.”

Mais que amigos, da Lauren Layne.
Publicado pela Editora Paralela, esse new adult tem sido bastante comentado e confesso que entrei para o time dos que se apaixonaram por essa história. É simples, leve e bastante clichê, mas com personagens extremamente cativantes. Para quem ama uma boa comédia romântica, não pode perder. E já tem resenha sobre ele aqui
Sinopse: “Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível? Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível.”

Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard
Lembram que falei no começo do post que em maio tive surpresas e decepções? Infelizmente, esse livro se enquadra no segundo caso. Vou falar mais sobre ele amanhã, mas posso adiantar que a autora conseguiu fazer o que seria o melhor livro da série, mas acabou sendo o mais frustrante. 
Sinopse: “Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.”

Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas
Siiim, eu finalmente li Corte de Espinhos e Rosas. Confesso que ainda prefiro Trono de Vidro (não me odeiem, ainda preciso ler os outros livros da trilogia), mas gostei bastante dessa leitura e estou muito empolgada para ler as continuações. Aliás, já deixo o pedido para não deixarem spoilers nos comentários, porque eu pretendo ler o segundo e o terceiro muito em breve.
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Bom, pessoal, essas foram as minhas leituras do mês e fiquei muito feliz com o saldo. Apesar de ainda não ter superado a decepção com Tempestade de Guerra, Corte de Espinhos e Rosas evitou que eu terminasse o mês frustrada. E vocês, como foram suas leituras mês passado? Me contem aí nos comentários o que acharam dos meus livros lidos e o que vocês leram em maio.
Aproveito para lembrar que alguns desses livros são lançamentos e que tem uma promoção na Amazon de 20% de desconto em livros físicos que sejam lançamentos ou pré-vendas usando o cupom NOVIDADE20. O cupom é válido só até hoje 07/06, então, é melhor correr para aproveitar: aqui. E, para quem ainda não comprou o presente do Dia dos Namorados, tem promoção de R$ 80 de desconto nos modelos Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Voyage mais 5 ebooks grátis. Não dá para perder né? Então, aproveitem que a promoção vai só até o dia 12/06. Para quem quiser comprar, é só clicar nesse link.

[Resenha] O problema do para sempre

4 de jun de 2018

Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela editora
Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.”

Ano passado, tive meu primeiro contato com a escrita da autora Jennifer L. Armentrout, e gostei tanto que fiquei ansiosa para ler outras obras dela. A oportunidade surgiu quando a Galera Record publicou O problema do para sempre. O livro não apenas atendia ao meu desejo de ler outras obras da autora, como ainda me fisgou pela capa e pela sinopse. Claro que minhas expectativas foram altas, mas, felizmente, eu não me decepcionei.
“Nós todos acreditamos ter a garantia de que as coisas que amamos vão durar para sempre. Mas o problema do para sempre é que ele realmente não existe.”
Em O problema do para sempre, conhecemos Mallory Dodge, uma adolescente que ainda na infância percebeu a importância de se calar para sobreviver. Ela viveu por anos em um abrigo com guardiões que eram extremamente abusivos. Seu único conforto era Rider Stark, outro menino que vivia no abrigo e que, apesar de ter a mesma idade que ela, estava sempre se colocando em risco para protegê-la.
Eles viveram isso por anos, até que em uma noite trágica tudo mudou. Mallory acabou sendo adotada por um casal de médicos que fizeram de tudo para que ela superasse todos os traumas que viveu. Quatro anos depois, ela decidiu tentar dar mais um passo em direção à uma vida normal e, pela primeira vez, irá estudar em uma escola. Porém, no seu primeiro dia de aula ela começa a se questionar se estava realmente pronta para isso. Mallory se sente intimidade pelo novo ambiente e sua vontade é de voltar correndo para casa. No entanto, o dia ainda reservava uma grande surpresa e, durante uma de suas aulas, ela reencontra alguém que imaginava que nunca mais iria rever: Rider Stark.
Aparentemente, Rider superou muito melhor que ela os anos de abuso. Ele é comunicativo, cativante e tem amigos e uma namorada. Vivia como qualquer adolescente, sem dar sinais de um passado traumático e sem ter qualquer dificuldade para se expressar e interagir com outras pessoas. Mas será que Rider estava realmente tão melhor do que Mallory? Seria possível que ele tivesse passado por tanta coisa sem sair tão quebrado quanto ela?


Eu confesso que, a princípio, tive medo de que esta fosse uma leitura muito dolorosa. Os temas abordados em O problema do para sempre são reais e muito fortes, especialmente por se tratar de personagens tão jovens. No entanto, a autora me surpreendeu por trazer uma história que foi desenvolvida com tanta sensibilidade que a leitura não se tornou pesada.
O livro é todo focado na perspectiva de Mallory e, apesar de não sabermos no início qual foi o a tragédia que transformou a vida dela, é evidente a gravidade dos maus tratos que recebeu. Assim, o leitor irá mergulhar na mente da menina, entendendo os efeitos que os anos de sofrimento tiveram na sua vida e como ela está lutando para superar seus traumas.
“As palavras não eram o inimigo ou o monstro debaixo da minha cama, mas tinham muito poder sobre mim. Eram como o fantasma de um ente querido, me assombrando para sempre.”
Nesse sentido, um dos pontos fortes do livro é a excelente construção dos personagens. Mallory tem vários bloqueios decorrentes do seu passado, demonstrando uma enorme insegurança e dificuldade para se comunicar e expressar seus sentimentos. Mesmo quando não entendemos completamente o que aconteceu no passado, é possível sentir a agonia da menina e a necessidade que ela tem de se sentir normal e completa de novo. Além disso, é possível perceber o amadurecimento dela e como Mallory vai aprendendo a superar aos poucos as suas barreiras.
E o que dizer do Rider? Gente, que vontade que eu queria colocar em um pontinho e proteger do mundo. Apesar de aparentar ter superado melhor do que a Mallory os anos de abuso, Rider ficou com marcas profundas que vamos conhecendo ao longo do livro. No entanto, apesar de tudo que sofreu, ele não perdeu sua generosidade e sua sensibilidade, o que o torna um personagem ainda mais encantador e complexo.
“Alguns dias eu sentia como se tivesse percorrido um longo caminho desde aquela vida de medo e desesperança, mas havia outros dias em que eu ainda estava encolhida no fundo do armário, ouvindo o som dos punhos batendo em carne. Pensei brevemente no menino pintado na parede do armazém com spray e nas coisas que Rider havia falado. Talvez eu não fosse a única que ainda enfrentava aquela batalha.”

Os personagens secundários também são interessantes e bem construídos. Rosa e Carl, os pais adotivos de Mallory, algumas vezes me incomodaram por serem um pouco superprotetores, mas a preocupação deles acaba sendo compreensível e os dois também possuem seus próprios traumas. Além deles, a melhor amiga de Mallory, Ainsley, conquistou minha simpatia desde as primeiras páginas em que apareceu e se mostrou uma personagem muito importante na trama. Há também o Hector e o Jayden, que são como irmãos para Rider, e se mostraram personagens, ao mesmo tempo, carismáticos e com uma bagagem de vida tão pesada quanto a dos protagonistas. Todos eles vão ganhando espaço aos poucos na trama e não apenas têm impacto significativo na jornada da Mallory e do Rider, como ainda têm seus próprios dramas pessoais que os tornam mais complexos e interessantes. 



Com relação à trama, achei interessante acompanhar a jornada da Mallory e ver a menina encarando seus traumas e aprendendo a seguir em frente. Além disso, gostei de ver como a relação dela com o Rider foi sendo construída aos poucos, de uma maneira cativante e natural. A minha única ressalva é que algumas subtramas deixaram a história um pouco sem foco em um determinado momento da história e uma delas se mostrou bastante irrelevante. No entanto, a autora se recupera no final e não deixa que isso tire o brilho de toda a jornada dos personagens.
“A vida era como fazer esse discurso. Não era necessariamente sobre o resultado final, e mais sobre a tentativa. Eu podia... Eu podia ao menos tentar.”
A escrita de Jennifer L. Armentrout se mostrou mais uma vez fluida e envolvente, mas ainda me surpreendeu pela sensibilidade. Adorei a forma como ela faz com que o leitor realmente entenda toda a angústia da Mallory, sem que a leitura se torne demasiadamente pesada ou dolorosa. Além disso, ela soube desenvolver bem todos os personagens e fazer com que os dramas deles se tornassem reais e compreensíveis para o leitor.
Não posso deixar de mencionar o quanto a edição da Galera Record ficou caprichada. A capa, além de bonita, tem tudo a ver com o livro, inclusive o coelhinho fofo que aparece no canto. A edição apresenta ainda detalhes no início de cada capítulo, bem como páginas amareladas e uma fonte em um bom tamanho para leitura.
Assim, fui novamente conquistada por um livro da Jennifer L. Armentrou. O problema do para sempre é uma leitura envolvente, que traz temas importantes e difíceis trabalhados pela autora com muito cuidado. Me encantei com a história da Mallory e do Rider e, mais do que isso, me emocionei ao ver o amadurecimento e a capacidade de superação dos dois. Para quem gosta de um YA que traz reflexões importantes, sem perder a sensibilidade, não pode deixar de conferir esse livro.