Tag da Discórdia

16 de ago de 2018



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Faz um tempinho que não respondo nenhuma tag aqui no blog e, por coincidência, acabei assistindo uma muito legal no canal do Vitor Almeida, o Geek Freak. Criada originalmente pela Karine, do Kabook, a Tag da Discórdia consiste em sete perguntas sobre livros que podem ser um tanto polêmicas.

Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas?

1 – Um livro que todo mundo amou, menos eu:
Para essa pergunta, escolhi uma das minhas leituras mais recentes: A garota que bebeu a lua. Li esse livro depois de ter visto inúmeros elogios para a obra e a escrita da autora. Aparentemente, todo mundo amou, porém, eu confesso que fiquei bastante decepcionada com a leitura. Menção (não tão) honrosa: O Erro, da autora Elle Kennedy. Aparentemente, todo mundo ama a série Amores Improváveis, porém, apesar de ter adorado O Acordo, eu me decepcionei muito com o segundo e acabei abandonando a série por causa dele.

2 – Um livro com uma protagonista insuportável/difícil de ler:

Foi difícil escolher, mas acabei optando pela Victoria de Mais lindo que a lua, da Julia Quinn. Sei que muita gente que leu esse livro, não gostou do mocinho, Robert, e inicialmente eu concordava com essas pessoas. Porém, à medida que a história avança, Victoria se torna uma personagem inconstante, imatura e muito irritante. Sem dúvida, uma das protagonistas mais chatas que já li.
3 – Um livro que você deixou pela metade.
Infelizmente, já deixei alguns livros pela metade. Porém, o que foi mais marcante para mim é um que eu ainda pretendo retomar algum dia: O Senhor dos Anéis – As Duas Torres. Eu empurrei muito para ler A Sociedade do Anel, mas quando cheguei no segundo livro foi insuportável; arrastei por quase dois meses e acabei largando. Inclusive, não gosto nem do filme, que acabei dormindo no final. 

4 – Um livro que você se recusa a ler.
Eu acho muito complicado falar sobre se recusar a ler algo, porque o tempo passa e os gostos mudam. Então, pode ser que um dia livros que eu queira ler livros que hoje torço o nariz. Porém, atualmente, eu não leio terror e me recuso a pegar qualquer livro do gênero, inclusive os do aclamado autor Stephen King. Sempre me recomendam, mas, por enquanto, eu me recuso a ler.


5 – Um livro que você empurrou com a barriga.
Poderia responder O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, mas como já mencionei aí em cima, resolvi citar Três coroas negras, da Kendare Blake. Quem acompanha o blog já deve ter me visto falando sobre ele, mas é impossível não o mencionar nesse tipo de tag. Eu tinha uma alta expectativa antes de ler, mas poucas vezes fiz uma leitura tão monótona e arrastada. Empurrei com a barriga e demorei quase um mês para ler, sendo que é um livro pequeno e com um bom espaçamento. 

6 – Um livro com um clichê ruim de engolir.
Sem dúvida nenhuma, Corpo, da autora Audrey Carlan (a mesma de A Garota do Calendário). Esse é um livro que consegue reunir todos os clichês ruins em um só: romance instantâneo; mocinha aparentemente forte, mas que perde a capacidade de pensar por si mesma quando está com o mocinho; romantização de relacionamento abusivo e mocinho mandão e machista. Preciso falar mais? Foi uma leitura marcada pelas reviradas de olhos para ter paciência com esses clichês difíceis de engolir.

7 – Um livro que você amou e mais ninguém.
Eu vou citar dois livros que eu sei que não sou a única pessoa que amou, mas que também sei que muitas pessoas odiaram: Talvez um dia, da Colleen Hoover, e Olá, adeus e tudo mais, da Jennifer E. Smith. Com relação ao primeiro, sei que esse é um dos livros mais polêmicos da Colleen e que muita gente detesta. Porém, é um dos meus favoritos da autora e está entre os meus queridinhos da vida. Já o segundo, eu vi muitas pessoas criticando, especialmente o final, mas eu adorei a leitura e até me emocionei em alguns momentos.


Essas foram as minhas respostas para a tag e sei que tem algumas escolhas bem polêmicas aí. Mas agora quero saber quais seriam as respostas de vocês. Tem algum livro que todo mundo ama, menos vocês? Não deixem de me contar aí nos comentários.


[Resenha ] Volte para mim

12 de ago de 2018


Hoje é dia de uma resenha muito especial. Vim comentar sobre um dos romances de época mais aguardados do ano, Volte para mim, da Paola Aleksandra. Ela já é conhecida pelo blog Livros e Fuxicos e por seu canal no YouTube, e esse ano teve seu primeiro romance publicado pela Editora Planeta, através do selo Essência.
Fiquei bastante ansiosa para ler esse livro, porque comecei a ler romances de época influenciada pelos vídeos da Paola. Através de indicações dela, conheci livros de autoras como a Julia Quinn e a Lisa Kleypas. Então, tendo começado a me aventurar nesse gênero por influência da Paola, é claro que iria ficar curiosa para saber como ela se saiu como escritora. E, mesmo tendo expectativas já bastante altas, confesso que me surpreendi positivamente e terminei a leitura completamente encantada.

Autora: Paola Aleksandra
Editora: Planeta (Essência)
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: "Aos dezesseis anos, Brianna Hamilton fugiu da Inglaterra para a Escócia, abandonando sua família e as obrigações como herdeira de um duque. Em meio aos prados escoceses, a ovem encontrou refúgio e descobriu mais sobre a mulher que desejava ser. Mas, onze anos após a fuga, uma dolorosa verdade fará com que ela deseje nunca ter partido. Voltar será como relembrar o passado, a fuga, o medo e as escolhas que precisou fazer. E, enquanto luta para reconquistar seu lugar junto à família, Brianna precisará superar Desmond Hunter, melhor amigo e primeiro amor, que anos atrás ela escolheu deixar para trás. Volte para mim é um romance arrebatador sobre recomeços, sentir-se inteira e, acima de tudo, confiar no amor.".

Em Volte para mim, conhecemos a jovem Brianna Hamilton. Filha de um nobre inglês, ela sempre foi fascinada pelas histórias sobre o país onde sua mãe nasceu, a Escócia. Sentindo que precisava conhecer mais sobre sua origem a fim de descobrir quem realmente queria ser, ela fugiu de casa aos dezesseis anos e encontrou refúgio nas terras de seu avô materno.
Engraçado como às vezes precisamos abrir mão de tudo o que temos para descobrir o que é verdadeiramente essencial. Assim como a beleza de uma paisagem que só é compreendida quando vista de longe.
No entanto, onze anos depois, notícias de casa fazem com que ela decida retornar à Inglaterra. No entanto, a volta não é fácil. Muitas coisas haviam se passado nesse período e Brianna precisará lidar com as consequências de suas escolhas, tanto para ela mesma quanto para aqueles que amava. Assim, ela precisará lutar para recuperar seu lugar em sua família e ainda lidar com o ressentimento de Desmond Hunter, seu melhor amigo e primeiro amor, a quem ela havia deixado para trás ao partir para a Escócia. 

A primeira coisa que eu preciso destacar sobre esse livro é a protagonista, Brianna. É difícil até explicar o quanto essa personagem me cativou. Mesmo em uma época em que as jovens eram criadas para casar, ela deseja mais. Brianna luta pelo seu direito de buscar seu lugar no mundo e escolher seu destino, demonstrando uma força e uma personalidade admiráveis. Além disso, ela é uma personagem muito humana, com sentimentos que são fáceis de entender e de se relacionar. Assim, foi impossível não sentir empatia ao ver os momentos em que ela se sentia culpada ou com medo, mas também admiração ao ver seu amor pela família e sua determinação para corrigir os erros e superar as adversidades.
A raiva é cruel. Ela me leva a repudiar cada escolha que fiz nos últimos anos e questionar o destino por macular minha família. Mas a esperança é ainda mais letal. Tal emoção é forte o suficiente para mover montanhas. Então meu coração se agarra a ela. Afastando os resquícios de escuridão e dor.
Mas não pensem que a Brianna é a única personagem bem construída nesse livro. Ao longo da leitura, vemos como a decisão dela afetou a vida de todos aqueles que amava e os conflitos vividos por eles ao longo dos anos. Minha favorita foi a Malvina, irmã caçula de Brianna. Apesar de ter tido dificuldade para entender algumas de suas reações no começo, fui percebendo o que tinha acontecido para que ela agisse assim. Ainda muito jovem, Malvina viu sua família se desintegrar e passou a carregar um peso grande demais, o que fez com que ela amadurecesse cedo, mas também acumulasse uma carga considerável de sofrimento e mágoa. Terminei a leitura encantada por essa personagem e por ver o quanto ela evolui ao longo da história, o que me deixou ansiosa por um livro dela (Pah, por favor, escreve o livro da Malvina! Nunca te pedi nada).  


Também adorei os pais da Brianna e a força do relacionamento deles. Achei bonito não só o amor que eles demonstravam um pelo outro, mas o modo como eles criaram as filhas, respeitando suas escolhas. O pai dela se mostra um pouco mais difícil de lidar, mas consegui entender suas reações e me encantei ao ver a devoção dele à esposa. Já a Rowena, mãe da Brianna, é uma personagem maravilhosa. A relação dela com a filhas é um dos aspectos mais bonitos do livro, demonstrando a força de um amor incondicional e altruísta.
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera – ela diz, sorrindo para mim. – Eu amo a minha família. E sei que esse é o passo mais importante de todos para quem quer recomeçar.”
E o que dizer do Desmond Hunter? Melhor amigo e primeiro amor de Brianna, esse personagem acabou se tornando um dos mais apaixonantes que já li. Me encantei pela forma como ele amava e apoiava Brianna, mesmo quando isso significava que sofreria. Trata-se de um amor altruísta e generoso, que não tenta manter a amada para si a qualquer custo. Ao contrário, Desmond entendeu a necessidade que Brianna tinha de ir atrás de suas origens e escolher seu próprio caminho, deixando-a livre para seguir seu destino. Isso, por si só, já revela o caráter desse personagem e o quanto ele a amava.Além disso, achei que Desmond, assim como Brianna, é um personagem muito humano. Os dois cometem muitos erros ao longo do livro, mas acredito que isso tenha contribuído muito para deixar a relação deles ainda mais bonita e verdadeira.
 O sentimento entre o casal principal é muito forte, tendo surgido de uma maneira inocente e encantadora quando eram muito jovens, mas acabou sendo marcado por mágoas e desentendimentos. Em algum sentido, me lembrou muito o romance presente no livro Persuasão, da Jane Austen, o que é o melhor elogio que eu poderia fazer. Assim como em Persuasão, Brianna e Desmond têm um relação linda, mas, para vivê-la, precisam descobrir o caminho do perdão.
Muitos dizem que o amor é leve, fácil e simples. E ele pode ser isso, mas também pode nascer cercado por erros, mágoas e feridas que precisam de tempo e de dedicação para cicatrizar. Não se trata de um sentimento que surge pronto e perfeitamente imutável, mas, sim, de uma centelha que, quando alimentada diariamente, torna-se capaz de aquecer dois corações unidos para todo o sempre.



Com relação à escrita da Paola, fiquei impressionada com a sensibilidade e a segurança que ela demonstrou, mesmo sendo seu primeiro livro. Ela soube conduzir a trama de uma maneira envolvente e desenvolveu muito bem seus personagens. Além disso, me surpreendi ao encontrar um romance de época com uma profundidade e força raras. Paola escreve com emoção, passando os sentimentos dos personagens de uma maneira tão clara e intensa que é impossível não ser tocada por eles e se emocionar ao acompanhar seus dramas.
Confesso que não esperava que esta leitura fosse mexer tanto comigo, mas fui completamente arrebatada. Volte para mim vai muito além do romance, falando sobre família, perdão, amadurecimento e superação com uma sensibilidade e uma profundidade surpreendentes. É como se cada página fosse carregada de sentimento, especialmente o amor, despertando diversas emoções no leitor. E acabei sendo tão tocada pela história e os personagens, que me emocionei até mesmo ao falar sobre o livro quando encontrei com a Paola, na Bienal.
Só posso dizer, então, que Volte para mim é mais do que um livro para quem gosta de um bom romance de época. Trata-se de uma leitura que fala sobre relações humanas em suas diversas formas e em toda sua complexidade. Demonstrando muito talento logo em sua estreia, a Paola escreveu um livro sensível e emocionante, que vai fazer o leitor refletir sobre a vida e sobre o amor. Não preciso nem dizer o quanto recomendo a leitura e já estou ansiosa para ler outros livros dela.
E vocês, já leram Volte para mim? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler. Vou adorar saber a opinião de vocês!

Minha primeira Bienal

10 de ago de 2018


Olá, pessoal! Como vocês estão? Eu ando um pouco sumida aqui no blog, mas foi por um motivo muito nobre: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para quem não sabe, a edição desse ano começou na sexta-feira e vai até o dia 13 de agosto, no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
Pela primeira vez, eu pude ir e passei dois dias lá. Foi uma experiência incrível e muito enriquecedora, então, claro que eu iria contar para vocês tudo que eu fiz por lá, né? Confesso que foi bastante corrido e cansativo, afinal, o espaço lá é enorme e tem muita coisa para ver. Porém, valeu muito a pena.
No sábado, eu conheci a Paola Alessandra, do Livros e Fuxicos, e pude conversar um pouco sobre o livro dela, o Volte para mim. Eu li esse livro recentemente e foi uma leitura que me emocionou muito (vou postar a resenha sobre ele em breve), então, foi maravilhoso conversar um pouco com ela e contar o que senti enquanto lia.
Outro evento muito legal desse primeiro dia que estive lá foi a palestra do Maurício de Souza e do Ziraldo. Infelizmente, as senhas para os autógrafos esgotaram muito rápido e eu não consegui. Porém, a palestra foi muito interessante e adorei saber mais sobre como os dois autores se conheceram e formaram essa parceria tão importante. Afinal, quem não teve a infância marcada pela Turma da Mônica e pelo Menino Maluquinho?

Stand do Grupo Editorial Record

O resto do dia eu aproveitei para circular pelos stands e, acreditem, faltou muita coisa para ver. Eu adorei ver os stands das editoras, que estão muito bonitos mesmo. Em especial, achei que o da Plataforma21 ficou incrível e adorei o do Grupo Editorial Record, onde os leitores podem tirar foto, de um lado, com a estátua da Celaena, a protagonista da série Trono de Vidro, e, do outro, em um cenário que imita a Casa Branca (fazendo referência ao livro O dia em que o presidente desapareceu). 
Nas minhas caminhadas pelos stands, consegui encontrar a Babi Dewet e o Vitor Martins. Fiquei muito feliz, porque sou fã da Babi desde que li a trilogia Sábado à noite e consegui um autógrafo no livro Allegro em hip hop, o novo lançamento dela. Já do Vitor, eu nunca li nada, mas estou muito ansiosa para começar Um milhão de finais felizes, livro que estava em promoção na Bienal e consegui autografar também.
Já no segundo dia, a correria foi ainda maior. De manhã, eu fui na palestra e sessão de autógrafos da Beth Reekles, a autora de A Barraca do Beijo. Ainda não li o livro, mas já falei sobre o filme aqui e vocês sabem o quanto eu amei né? A palestra foi ótima e ela é um amor de pessoa e muito simpática. Logo em seguida, eu fui para a palestra e sessão de autógrafos do A. J. Finn, que foi o rei do primeiro final de semana da Bienal.

Sessão de autógrafos com Beth Reekles, autora de A Barraca do Beijo

Para quem não sabe, o A. J. Finn é autor do thriller psicológico A mulher na janela (resenha aqui), best-seller número 1 do The New York Times, lançado no Brasil pela Editora Arqueiro. E, se vocês acham que por causa do sucesso de seu livro de estreia ele se comportaria de uma maneira arrogante, está redondamente enganado. Ele foi extremamente simpático com todos os leitores e a palestra foi simplesmente sensacional. O A. J. falou de uma maneira muito consciente sobre o sucesso de A mulher na janela, deu várias dicas para autores que estão começando, especialmente no segmento do suspense, e ainda foi muito atencioso e brincalhão ao responder às perguntas da mediadora e dos leitores.
Ainda no domingo, consegui encontrar duas autoras nacionais muito queridas: a Iris Figueiredo e a Giulia Paim. Já li dois livros da Iris (Confissões on-line 1 e 2, resenha aqui e aqui), e recebi o lançamento dela, Céu sem estrelas, de cortesia da Companhia das Letras. Assim, aproveitei a oportunidade para conseguir que ela autografasse meu exemplar e conversar um pouco sobre os livros dela que eu li. Já a Giulia, eu tinha lido Boston Boys 1 e me surpreendido muito (tem resenha sobre ele aqui), então, fiquei muito feliz por poder encontrar com ela e ter meu exemplar do segundo volume autografado.

Sessão de autógrafos com A. J. Finn, autor de A mulher na janela


Mas, vocês já devem estar se perguntando sobre as promoções, né? Preciso confessar que não tinha tanta coisa compensando. Em alguns stands de editoras, os preços estavam normais ou, até mesmo, mais caros. Porém, para quem está disposto a procurar, tinham vários stands de livros a R$ 10 e alguns sebos também com muitos livros bons. Além disso, na Americanas tinha muitos livros por R$ 9,90 e vários outros em promoção. Por fim, no stand da Globo, todos os livros do selo Globo Alt estavam por R$ 19,90, inclusive os lançamentos (então, fica a dica para quem quer comprar os livros do Vitor Martins e da Giulia Paim, por exemplo).
Portanto, só posso dizer que a minha primeira experiência em uma Bienal foi incrível. Não vou negar que é cansativa, especialmente para quem tem pouco tempo e quer ver muitas coisas, porém, vale a pena todo o cansaço no final. Conheci pessoas incríveis, adorei as palestras que tive a oportunidade de assistir e amei o contato que tive com o pessoal das editoras (especialmente a Ana Rosa e a Mayara do Grupo Editorial Record, com as quais eu já tinha conversado, mas ainda não conhecia pessoalmente, e que são muito atenciosas).
Agora, quero saber quem aí também já foi na Bienal e o que vocês acharam. Para quem está pensando em aproveitar esse último final de semana, minha dica é ir com roupas e calçados confortáveis (tênis, principalmente), levar água e mochila, fazer uma lista de desejados antes para não cair em tentação e acabar comprando livros que vão ficar encostados na estante, e, principalmente, aproveitar intensamente cada minuto lá dentro.

[Resenha] Corte de Névoa e Fúria

1 de ago de 2018


Desde o ano passado, tenho me encantado cada dia mais com a escrita da autora Sarah J. Maas. Comecei com a série Trono de Vidro, que já se tornou uma das minhas favoritas da vida, e, recentemente, li Corte de Espinhos e Rosas. Agora em julho, foi a vez de Corte de Névoa e Fúria, segundo volume da série.
Apesar de já estar familiarizada com a escrita da autora e de ter gostado muito do primeiro livro, confesso que não estava preparada para todas as emoções que essa continuação reservava. Com uma trama envolvente e cheia de surpresas, Corte de Névoa e Fúria se mostrou um dos livros mais interessantes e bem construídos da autora.

Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
Páginas: 658
Classificação: +16 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Esta resenha contém spoilers do primeiro livro

Corte de Névoa e Fúria começa alguns meses após os eventos do livro anterior. Depois de tudo o que sofreu em Sob a Montanha, Feyre está emocionalmente destruída. Ela não superou toda a tortura que viveu e é constantemente aterrorizada pelos pesados. Além disso, precisa se adaptar à sua nova vida como imortal e futura esposa de um Grão Senhor. Assim, Feyre tenta juntar os cacos enquanto aprende seu novo papel na Corte Primaveril.
No entanto, Tamlin também tem os próprios traumas com que lidar, especialmente o medo de perder Feyre novamente. Os sentimentos dele por ela sempre foram palpáveis, porém, em sua ânsia de tentar protegê-la e mantê-la para si, Tamlin se mostra capaz de tudo, inclusive de privar Feyre de sua liberdade, a mantendo alheia ao que acontecia fora dos muros de sua propriedade.
“– Estou me afogando. E quanto mais faz isso, quanto mais guardas... Poderia muito bem estar enfiando minha cabeça na água.”
Porém, quando precisa cumprir o acordo que havia feito com Rhysand, Feyre ganha a oportunidade de conhecer de fato aquele mundo. Por mais que deseje permanecer ao lado de Tamlin, é quando se afasta da Corte Primaveril que ela consegue se libertar de suas amarras e ganhar a força que precisa para se recuperar e se redescobrir. Feyre já havia sacrificado tudo por Tamlin, será que deveria sacrificar sua liberdade também?


“– Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos.”
Minha nossa, como falar de um livro que é capaz de partir seu coração, curá-lo e depois mudar tudo, te deixando com um misto de desespero e esperança? Pois é, foi tudo isso que senti enquanto lia Corte de Névoa e Fúria. Sarah J. Maas se superou e conseguiu desenvolver uma trama bem construída e envolvente, repleta de reviravoltas que fazem o leitor ter a sensação de estar dentro de uma montanha-russa. Então, se você quer uma leitura tranquila, esse livro não é para você. Porém, para quem procura um livro que vai mexer com as suas emoções e te deixar completamente preso na leitura, precisa ler Corte de Névoa e Fúria (desde que tenha lido o primeiro antes, claro).
O primeiro ponto que preciso destacar é o quanto Feyre cresceu nesse segundo livro. No começo, é uma personagem que está emocionalmente destruída por tudo que viveu em Sob a Montanha. Ela tenta juntar os cacos e seguir em frente, mas esse processo de cura não é fácil e Sarah J. Maas descreve isso de uma maneira muito clara, que permite que o leitor compreenda toda sua angústia.
“Queria que meu coração humano tivesse mudado com o restante, se transformado em mármore imortal. Em vez do pedaço de escuridão em frangalhos que agora era, vazando pus dentro de mim.”
Gostei de ver como, mesmo se sentindo dividida pelo amor que sente pelo Tamlin e pelo lar que criou na Corte Primaveril, ela ainda coloca sua liberdade em primeiro lugar. Com o tempo e as descobertas que faz, Feyre começa a tomar suas próprias decisões e a decidir quem realmente é. Achei que a autora soube construir muito bem essa evolução da personagem e foi incrível vê-la se empoderando no decorrer do livro.
A relação da Feyre com o Tamlin foi outro aspecto muito bem trabalhado pela autora. Os sentimentos existentes entre eles são palpáveis, mas também os problemas. Ambos estão quebrados por tudo que viveram e é muito evidente como isso afetou o relacionamento. Assim, vão surgindo situações que fazem o leitor se questionar se é possível uma relação sobreviver quando o amor se torna tóxico.
“A questão não é se amava você, é o quanto. Demais. Amor pode ser um veneno.”
Deste modo, fica claro desde o começo do livro que o foco maior será a reconstrução de Feyre do que o romance com Tamlin. Vemos Feyre se livrando de suas amarras e curando suas feridas, aprendendo a lidar com seus novos poderes, e, principalmente, decidindo o caminho que quer seguir. Assim, vemos uma personagem que sacrificou tudo por amor, percebendo que há limites do que se deve abrir mão em nome de outra pessoa. Afinal, não é possível estar bem com alguém, enquanto não consegue estar bem consigo mesmo.
“Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que me pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.”

Outro ponto positivo do livro é o Rhysand. Em Corte de Espinhos e Rosas, eu já tinha percebido que ele era muito mais do que aparentava e não estava errada. Porém, eu nunca poderia imaginar a profundidade e complexidade desse personagem. Ele é provavelmente o mais interessante do livro inteiro, por ter várias camadas que vão sendo reveladas aos poucos. Já tinha simpatizado com seu humor irônico e seu jeito cínico de anti-herói, porém, me encantei ao ver todas as marcas que ele carrega por seu passado, bem como a força e a sabedoria que demonstra em vários momentos. Rhys é um personagem com várias facetas e, à medida que elas vão sendo sobrepostas, percebemos um personagem humano e carismático, com falhas e qualidades que o tornam absolutamente apaixonante.



O livro conta com diversos personagens secundários e me surpreendi ao ver que todos eles foram bem trabalhados. Há alguns que retornam do primeiro livro, como Lucien e as irmãs de Feyre, mas quem roubou a cena foram os amigos de Rhysand. Todos eles são fundamentais na história e tiveram sua personalidade muito bem construída pela autora. Terminei o livro completamente apegada e me importando com o destino deles tanto quanto com os dos protagonistas.
E o que dizer da trama? Poucas vezes li um livro que conseguisse apresentar uma evolução tão consistente do universo e dos personagens, e ainda trazer várias reviravoltas. Corte de Névoa e Fúria é um livro que tem um equilíbrio perfeito entre ação, aventura, drama, fantasia e romance. Tudo isso aparece no momento certo, despertando diversas emoções no leitor. Assim, senti angústia pelo sofrimento de Feyre, fiquei tensa nos momentos de perigo e, principalmente, tive meu coração partido de maneiras que não esperava.
“E percebi... percebi o quanto tinha sido maltratada antes se meus padrões tinham se tornado tão baixos. Se a liberdade que eu tinha recebido parecia um privilégio e não um direito inerente.”
Se eu tinha gostado do desfecho do primeiro livro, o de Corte de Névoa e Fúria foi completamente arrasador. Muitas reviravoltas acontecem e eu fiquei sem chão com algumas delas. É um final daqueles que deixam o leitor desesperado pela continuação, e eu não sabia se aplaudia a maestria da autora ou se chorava por não poder começar Corte de Asas e Ruína imediatamente. Aliás, não preciso nem dizer o quanto gosto da escrita da Sarah J. Maas, né? Mais uma vez ela me arrebatou com um de seus livros e tenho cada dia mais confiança para querer ler tudo que ela publicar.
Deste modo, Corte de Névoa e Fúria se mostra uma continuação muito superior ao seu antecessor. Se em Corte de Espinhos e Rosas eu gostei da leitura, mas não me encantei como aconteceu com Trono de Vidro, este segundo volume me deixou tão arrebatada quanto fiquei quando li Rainha das Sombras (meu livro favorito da série Trono de Vidro). Então, se você gosta de um bom livro de fantasia, com ação, drama, romance e muitas reviravoltas, Corte de Névoa e Fúria é uma ótima opção.
Me contem aí nos comentários se vocês já leram ou querem ler algum livro da Sarah J. Maas. Preferem Trono de Vidro ou Corte de Espinhos e Rosas? Quero muito saber a opinião de vocês.

[Resenha] A garota que bebeu a lua

26 de jul de 2018


Sempre gostei de histórias infantis, por acreditar que elas carregam mensagens importantes, que devemos levar por toda a vida. Por esse motivo, fiquei imediatamente curiosa desde que a Galera Record anunciou o lançamento de A garota que bebeu a lua, da autora Kelly Barnhill. Além de uma capa maravilhosa, o enredo apresenta uma história lúdica, mas cheia de significado e reflexões.
Acompanhando a jornada de uma menina que, ainda bebê, foi alimentada com a luz da lua por uma bruxa, A garota que bebeu a lua é um livro sobre amadurecimento, opressão, amor e a importância de superar as tristezas para seguir em frente. É um livro infantil, mas que traz lições para os adultos também.



Autora: Kelly Barnhill
Editora: Galera Record
Tradução: Natalie Gerhardt
Páginas: 308
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: “Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária. A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.”

Em A garota que bebeu a lua, é apresentado um universo lúdico, mas carregado de sofrimento e opressão. Todo ano, o povo do protetorado precisa deixar o bebê mais jovem da aldeia na floresta para ser entregue à Bruxa, a fim de evitar que ela destrua a cidade. As famílias que perdem seus bebês sofrem pelo sacrifício feito, já as outras vivem aterrorizadas pela possibilidade de um dia serem elas a terem um filho levado.
“Deixaria a menina ali sabendo que certamente não existia bruxa alguma. Nunca existira uma bruxa. Havia apenas a floresta perigosa e uma única estrada e um controle tênue de uma vida da qual os Anciãos gozaram por gerações. A Bruxa – ou melhor, a crença de que ela existia – tornou o povo aterrorizado e subjugado, um povo submisso, que vivia a vida em um nevoeiro de tristeza, e as nuvens de sua tristeza adormeciam seus sentidos e encharcavam suas mentes. Era terrivelmente conveniente para um governo livre desimpedido dos Anciãos.”
O que eles não imaginavam é que a Bruxa realmente existia, mas, na verdade, era boa e não entendia o motivo de abandonarem todo ano um bebê. Ela carregava as crianças e entregava para boas famílias que viviam nas Cidades Livres, do outro lado da Floresta. No caminho, quando o alimento acabava, ela alimentava as crianças com luz das estrelas. Porém, um dia ela se distrai e, acidentalmente, alimenta uma bebê com luz da lua, o que confere à menininha uma magia extraordinária. A Bruxa não poderia entregar uma criança com tal magia para viver entre os humanos, por isso, passa a criá-la como se fosse sua neta. 
No entanto, as pessoas no Protetorado não sabiam de nada disso e continuavam chorando pela perda de suas crianças. Até que um jovem decide pôr fim a esse sacrifício e caçar a Bruxa. Mas será que a verdadeira maldade vivia na floresta ou estava escondida dentro dos muros do Protetorado?


A Garota que bebeu a lua foi um livro que me deixou com sentimentos conflituosos. Por um lado, gostei muito das reflexões que a autora trouxe ao longo da trama. Por outro, o desenvolvimento da história é muito lento e, em alguns momentos, repetitivo. Com isso, a leitura acabou se mostrando um pouco maçante e não me cativou como eu esperava.
Assim como o universo é infinito. É luz e escuridão em movimentos eternos; é espaço e tempo, e tempo dentro do espaço. E ela soube: não há limites para o que um coração consegue carregar.”
O primeiro ponto que me incomodou foi a construção dos personagens. O fato de estarem divididos em tantos núcleos diferentes fez com que a jornada deles ficasse um pouco truncada e eu sentisse mais dificuldade para me apegar a eles. A história vai se intercalando entre Luna sendo criada pela bruxa Xan, com a ajuda do monstro Glerk e do dragão minúsculo (que pensa ser imenso), Fyrian; a mulher que vive trancada na Torre após ter enlouquecido pela perda da filha; o jovem Antain lidando com seus conflitos desde que presenciou uma bebê sendo retirada da mãe e abandonada na floresta; e os Anciãos e as Irmãs da Guarda manipulando a vida das pessoas do Protetorado. Com tantos núcleos separados e o foco mudando constantemente, senti que nenhum foi suficientemente aprofundado.
Além disso, confesso que faltou uma boa dose de carisma para a maioria dos personagens, especialmente a protagonista, Luna. Quando aparece criança, Luna é uma menina inquieta, desobediente e um tanto egoísta. Depois que fica um pouco maior, seu comportamento se torna um pouco mais compreensível, mas continua sendo uma personagem sem graça e que, ao longo do livro, me incomodou mais do que agradou. Porém, preciso destacar que adorei a bruxa Xan, o Glerk e o Fyrian, personagens que proporcionaram alguns dos momentos mais divertidos e cativantes da história.



Com relação à trama, eu achei o enredo original e complexo. Gostei muito da proposta da autora, que traz reflexões importantes em uma história aparentemente simples. Através da jornada de cada um dos personagens, são trabalhados temas importantes como a perda, o amadurecimento, a necessidade de lidar com a tristeza, a fé e, principalmente, a opressão e o controle social.
“Uma história podia contar a verdade, ela sabia, mas uma história também podia contar uma mentira. As histórias podiam ser dobradas e retorcidas e obscurecidas. Quem poderia se beneficiar de tal poder?”
No entanto, apesar de ter gostado muito das reflexões que são feitas ao longo do livro, achei que o desenvolvimento da trama deixou muito a desejar. O ritmo é muito lento, com boa parte do livro se passando sem grandes acontecimentos, e a história acaba se tornando repetitiva. Apenas da metade para o final, a leitura se torna mais interessante, com acontecimentos importantes dando mais dinamismo para a trama.
A escrita de Kelly Darnhill é bastante poética e sensível, fazendo com que alguns momentos do livro fossem muito bonitos. Porém, achei que o excesso de descrições deixou a leitura cansativa e repetitiva. Além disso, há momentos que considerei muito confusos, especialmente capítulos que eram intercalados com a trama e que eu não entendi muito bem sua relevância ou o que a autora quis dizer com eles.
De um modo geral, A garota que bebeu a lua foi uma leitura que me surpreendeu pelos temas abordados e pelas reflexões que proporciona. Apesar de ser um livro infantil, ele traz mensagens muito importantes e que acredito serem dirigidas muito mais aos adultos do que às crianças. Com isso, mesmo que a forma como a trama foi desenvolvida tenha deixado a leitura bastante cansativa, ainda recomendo o livro por sua mensagem e por todas as lições que ele deixa.  Apesar de não me encantado como eu esperava, me deixou reflexões que fizeram a leitura valer a pena.

3 filmes para ver no 2º semestre

22 de jul de 2018



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Faz um tempinho que eu não falo aqui sobre a minha segunda maior paixão: o cinema. Pensando nisso, eu resolvi contar para vocês quais são os lançamentos que estou mais ansiosa para assistir nesse segundo semestre.
Apesar de não ter dedicado tanto tempo aos filmes quanto eu gostaria, continuo sempre de olho nas novidades e tem três que eu estou aguardando ansiosamente desde o primeiro semestre. São eles: Para todos os garotos que já amei, que estreia no catálogo da Netflix em agosto; O ódio que você semeia, que está previsto para o final do ano; e Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald, que chega aos cinemas em novembro.
Então, aproveitando que ontem saiu trailer novo de Animais Fantásticos, vou falar um pouquinho sobre cada um desses filmes que estão mexendo com a minha ansiedade.

Para todos os garotos que já amei – 17 de agosto de 2018 (Netflix)
Adaptação do livro homônimo, escrito pela autora norte-americana Jenny Han, Para todos os garotos que já amei promete ser um ótimo entretenimento para os fãs de comédias românticas mais juvenis. Pelo que percebi do que foi divulgado até agora, o filme manteve a essência do livro que o inspirou, com personagens muito cativantes e uma história divertida e apaixonante. Ele entrará no catálogo da Netflix no dia 17 de agosto e os fãs já estão contando os dias para assim. Porém, até lá, vocês podem conferir a sinopse e o trailer abaixo:Sinopse: “Lara Jean Song Covey escreve cartas de amor secretas para todos os seus antigos paqueras. Um dia, essas cartas são misteriosamente enviadas para os meninos sobre os quem ela escreve, virando sua vida de cabeça para baixo.”



O ódio que você semeia – 19 de outubro
Para começar a falar desse filme, preciso começar dizendo que eu chorei e fiquei arrepiada logo no trailer. Então, já dá para vocês imaginarem o quanto as minhas expectativas estão altas. O filme é adaptação do livro O ódio que você semeia, da autora Angie Thomas, que foi um dos livros mais importantes e impactantes que eu já li. Por tudo que eu já vi divulgado sobre esse filme, acredito que esta adaptação incrível e que não deixará nada a dever ao livro. Confiram a resenha onde contei o que achei da leitura aqui, e a sinopse e o trailer abaixo.Sinopse: “Starr Carter é uma adolescente negra de dezesseis anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar.”



Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald – 15 de novembro de 2018
Eu estou estirada no chão desde ontem, quando foi divulgado o segundo trailer de Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald. Como uma pessoa que acompanha Harry Potter desde criança, ver as referências ao universo que eu amo e como ele está sendo expandido é maravilhoso. Pelas cenas que foram divulgadas até agora, esse filme, que é escrito pela diva J. K. Rowling, parece ser ainda mais sombrio e profundo que o anterior. Então, só me resta dizer que o universo fantástico está de volta e eu estou contando os dias para assistir.Sinopse: “Newt Scamander reencontra os queridos amigos Tina Goldstein, Queenie Goldstein e Jacob Kowalski. Ele é recrutado pelo seu antigo professor em Hogwarts, Alvo Dumbledore, para enfrentar o terrível bruxo das trevas Gellert Grindelwald, que escapou da custódia da MACUSA (Congresso Mágico dos EUA) e reúne seguidores, dividindo o mundo entre seres de magos sangue puro e seres não-mágicos.”


E vocês, também estão curiosos para conferir algum desses lançamentos do segundo semestre? Me contem aí nos comentários quais filmes vocês estão esperando ansiosamente.

[Resenha] A caçadora de dragões - Iskari #1

18 de jul de 2018


Quem me acompanha aqui no blog já sabe que fantasia é o meu gênero favorito e está sempre presente nas minhas leituras. No entanto, recentemente reparei que quase não li obras envolvendo dragões, uma das criaturas fantásticas mais populares. Então, fiquei bastante animada quando soube do lançamento de A caçadora de dragões, da Kristen Ciccarelli.
Com um enredo bem diferente e original, esse livro entrou para a minha lista de desejados desde que a Editora Seguinte anunciou que iria publicá-lo no Brasil. Finalmente, eu consegui ler, no começo do mês, e vou poder contar para vocês o que achei da leitura.

Autora: Kristen Ciccarelli
Tradução: Eric Novello
Editora: Seguinte
Páginas: 408
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de cortesia da editora
Sinopse: “Primeiro volume de uma trilogia fantástica, em que dragões e humanos estão em guerra — e cabe a uma garota matar todos eles. Quando era criança, Asha, a filha do rei de Firgaard, era atormentada por sucessivos pesadelos. Para ajudá-la, a única solução que sua mãe encontrou foi lhe contar histórias antigas, que muitos temiam ser capazes de atrair dragões, os maiores inimigos do reino. Envolvida pelos contos, a pequena Asha acabou despertando Kozu, o mais feroz de todos os dragões, que queimou a cidade e matou milhares de pessoas — um peso que a garota ainda carrega nas costas. Agora, aos dezessete anos, ela se tornou uma caçadora de dragões temida por todos. Quando recebe de seu pai a missão de matar Kozu, Asha vê uma oportunidade de se redimir frente a seu povo. Mas a garota não vai conseguir concluir a tarefa sem antes descobrir a verdade sobre si mesma — e perceber que mesmo as pessoas destinadas à maldade podem mudar o próprio destino.”
                       
Primeiro volume da trilogia Iskari, A caçadora de dragões apresenta ao leitor um universo completamente diferente. No reino de Firgaard, os dragões são considerados inimigos e as histórias antigas são proibidas por terem o poder de atraí-los. No entanto, quando a pequena Asha, a filha do rei, tinha pesadelos, eram as histórias contadas por sua mãe que conseguiam acalmá-la.
Ela fez isso tantas vezes que, um dia, acordou o dragão mais mortal de todos, tão escuro quanto uma noite sem lua. Tão antigo quanto o próprio tempo. Kozu, o primeiro dragão. Ele queria possuir a garota. Queria acumular o poder mortal que ela derramava de seus lábios. Queria que contasse histórias somente para ele. Para todo o sempre. Kozu a fez perceber o que ela havia se tornado. Ele a marcou com uma cicatriz. Então ela parou de contar histórias antigas.
Asha acaba mergulhando tão intensamente nesses contos que acabou atraindo Kozu, o maior dos dragões, que acabou queimando a cidade e matando milhares de pessoas. A menina sobreviveu, mas ficou com marcas físicas e emocionais, sendo a culpa a mais dolorosa de todas. Anos depois, Asha quer vingança e, para isso, assume a responsabilidade de matar e caçar os dragões até sua extinção. Até que chega o dia em que recebe do seu pai a missão de matar Kozu, o que daria a ela sua chance de se vingar e a liberação de seu compromisso de casar com Jarek, o perverso comandante do exército.
No entanto, quando o caminho de Asha cruza com o do escravo de Jarek, a garota começa a perceber que há muito mais coisas acontecendo no seu reino do que ela imagina. Durante sua missão, Asha descobre verdades que abalam tudo que ela sempre acreditou, inclusive sobre ela mesma.


Preciso começar essa resenha dizendo que o universo desse livro é um dos mais complexos e interessantes que já li. Não apenas pela intricada estrutura social de Firgaard, mas por todas as histórias e lendas desse reino que vão se intercalando com a trama e têm um papel fundamental no mundo apresentado pela autora. Desde o começo do livro, alguns contos que narram as histórias antigas são intercalados com os capítulos, permitindo ao leitor ir juntando as peças ao longo do livro até compreender o que realmente tinha acontecido em Firgaard.
As histórias antigas eram como galhos de argânia e Kozu era a raiz sedenta: se cortada, tudo murcharia e morreria. O silêncio no coração do primeiro dragão calaria para sempre as histórias, e com elas a ligação do Antigo com seu povo.”
No entanto, achei que, no início, a escrita mais direta da autora deixou a leitura muito confusa. Não apenas o universo apresentado é complexo, mas também a estrutura social daquele reino e a própria relação entre os personagens. O livro já começa com muita informação e eu só fui conseguir entender melhor tudo que foi apresentado quando já tinha lido mais de 100 páginas. Com isso, tive dificuldade para me envolver com a leitura.
Além disso, não ajudou muito o fato de Asha não ser uma personagem muito carismática. No começo, ela era imatura e preconceituosa, e se mostrava alheia a problemas evidentes do seu reino.  No entanto, preciso dizer que ela amadurece muito ao longo da trama e um dos pontos que mais gostei nessa leitura é que essa transformação da protagonista acontece de modo natural. Sem fazer uma alteração brusca na personalidade dela, a autora traz acontecimentos ao longo do livro que, não apenas tornam as ações de Asha mais compreensíveis, como justificam as mudanças que ela passa ao longo da trama.
Ela queria se libertar de Jarek. Queria se redimir de seus crimes. Queria vingança contra aquele que a havia queimado e levado destruição a Firgaard. Mas e se o crime não tivesse sido obra dela? E se o inimigo não fosse quem ela tinha achado por tanto tempo?
Porém, antes de Asha se tornar uma personagem mais agradável e, até mesmo cativante, quem manteve o meu interesse no livro foram os personagens secundários. Em especial, eu fiquei completamente apaixonada pelo Torwin, o escravo de Jarek. Inteligente, forte, íntegro e muito maduro, Torwin é daqueles personagens que a gente quer guardar num potinho e proteger para sempre. Além dele, adorei o Dax, irmão da Asha, que tem um papel muito importante na trama e no desenvolvimento da protagonista.
Claro que há romance na história e, nesse caso, eu acho que ele contribuiu muito para a trama. Sempre me preocupo que o foco seja perdido quando há romance em livros de fantasia. No entanto, felizmente, isso não aconteceu. A relação que surgiu na história foi muito bonita e bem construída, ajudando no desenvolvimento dos personagens, mas não se sobrepondo aos eventos relevantes da trama.



E o que dizer dos dragões? A forma como a autora inseriu essas criaturas fantásticas na trama foi sensacional. Eles são fundamentais para compreender a história de Firgaard e a relação deles com os humanos é um dos pontos mais bonitos e interessantes do livro. Confesso que terminei o livro mais apegada a eles do que a muitos personagens, incluindo a protagonista.
Havia muito pouco tempo, Asha tinha certeza de que eles não compartilhavam nada em comum, ela e aquele garoto. Agora sabia que a única diferença entre os dois era que Torwin tinha correntes em torno do pescoço, enquanto as dela eram invisíveis.
Com relação à escrita da autora, confesso que tive algumas ressalvas. Esse foi o primeiro livro da Kristen Ciccarelli que eu li e, por mais que tenha gostado do universo criado por ela, achei que deixou a desejar tanto na ambientação quanto na descrição de algumas cenas. Como disse no começo da resenha, eu demorei a conseguir me situar no livro e entender como aquele universo funcionava. Além disso, nos momentos de ação, faltou uma descrição mais clara, que me permitisse visualizar melhor o que estava acontecendo. 
Com relação ao final, achei que foi um pouco apressado. Pontos centrais da história foram resolvidos muito rapidamente, o que tirou um pouco o brilho de acontecimentos importantes. No entanto, as últimas páginas acabam compensando por encerrarem o livro de uma maneira muito bonita e construindo um ótimo gancho para a continuação.
De um modo geral, A caçadora de dragões iniciou bem a trilogia e apresentou um universo rico e complexo, capaz de atrair os leitores que amam uma boa fantasia. A forma como os dragões foram apresentados nesse livro foi simplesmente fascinante, o que, associado aos interessantes contos presentes na trama e ao carisma dos personagens, superou as dificuldades que tive ao longo da leitura e fez com que eu ficasse motivada a ler as continuações. Então, se você, como eu, também gosta de fantasia e está com vontade de ler uma boa história com dragões, lendas, aventura e romance, não pode deixar de conferir essa dica. E se você conhece outros livros envolvendo essas criaturas fantásticas, não deixe de me contar aí nos comentários.