[Resenha] A Ascensão da Rainha

17 de set. de 2021

 


Um gênero literário que eu nunca resisto é fantasia. Basta ver um lançamento sendo anunciado que eu já corro para adicionar na lista de desejados. Mas, no caso de A Ascenção da Rainha, eu já estava de olho muito antes do anúncio aqui no Brasil. Então, não preciso nem dizer que fiquei muito empolgada quando soube que ele seria publicado pela Galera Record.

Primeiro volume de uma duologia, A Ascenção da Rainha é o livro de estreia da autora Rebecca Ross. Trata-se de uma fantasia Young Adult, repleta de mistérios, aventura e um toque de romance. Ou seja, mais a minha cara impossível, né? Por isso, é óbvio que quando ele chegou aqui, já furou a fila.

Então, hoje eu vim contar um pouquinho sobre essa história e o que eu achei da leitura. Será que minhas expectativas foram atendidas


Autora: Rebecca Ross

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 378

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Brienna desejava apenas duas coisas: dominar a paixão de conhecimento e ser escolhida por um patrono. Os anos que passou em Magnalia, uma das mais renomadas instituições de Valenia, deveriam tê-la preparado para isso. Enquanto a maioria das aprendizes nasce com o dom e a herança para se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento –, a jovem órfã penou até encontrar seu caminho no conhecimento, mas talvez seus estudos não tenham sido suficientes. Quando o fracasso parece incontornável, um senhor cheio de segredos oferece a Brienna seu patrocínio. Ela aceita com relutância, suspeita de suas intenções, e acaba envolvida em uma conspiração perigosa para derrubar o rei de Maevana – o reino rival de Valenia – e reconduzir a rainha legítima, e sua magia, ao trono. Na iminência de uma guerra, Brienna, que é maevana por parte de pai, deverá escolher a quem será leal: ao seu sangue ou à sua paixão? O primeiro livro de uma nova e emocionante duologia de fantasia, A ascensão da rainha vai encantar fãs de romances históricos com magia e ação. Uma protagonista feminina forte, que descobre o próprio valor e luta para recuperar aquilo que é seu por direito, aprendendo que, quando se trata de poder, devemos tomar cuidado em quem depositamos a confiança. Rebecca Ross constrói com habilidade e maestria um universo encantandor e fascinante, em que a magia é o coração da sociedade e suas rígidas regras determinam o futuro de todos. A ascensão de uma nova rainha ao poder irá abalar as estruturas dos reinos e colocar em xeque alianças e tratados.”

 

Em A Ascensão da Rainha, vamos acompanhar a jornada de Brienna em busca de seu sonho de dominar a paixão que escolheu e ser escolhida por um patrono. Ela passou sua infância em um orfanato, sem saber nada sobre sua origem além do fato de que sua mãe era de Valênia e seu pai de Maevana. Mas sua vida se transforma quando seu avô materno vem buscá-la e leva-la a Magnália, uma renomada instituição de Valênia, onde ela iria se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento.

Durante seu tempo como aprendiz em Magnália, ela lutou para encontrar a o seu verdadeiro caminho. Quando finalmente optou por se dedicar à paixão do conhecimento, quatro dos seus sete anos como aprendiz já tinham se passado. Assim, Brienna teve apenas três para se preparar e conquistar sua paixão. Mas quando o solstício de verão chega, o que Brienna mais temia acontece: nenhum dos patronos se interessa por ela.

No entanto, algum tempo depois, uma nova oportunidade aparece. Um misterioso lorde oferece para ser o patrono de Brienna. Mas, ao aceitar a oferta, ela se verá envolvida em uma perigosa conspiração para derrubar o rei de Maevana e reconduzir a verdadeira rainha ao trono. Dividida entre os dois lados de sua origem, Brienna precisará decidir onde está sua lealdade e por qual lado irá lutar.

 



Eu já fui conquistada por A Ascensão da Rainha desde que li a sinopse, e a leitura não me decepcionou. Para começar, eu fui rapidamente cativada pela protagonista e os dilemas que ela enfrenta. Afinal, quem nunca teve dificuldade para escolher um caminho e saber o que realmente queria fazer? E Brienna precisou fazer essa escolha quando tinha apenas 10 anos. Então, consegui entender sua indecisão por qual paixão seguir e sua insegurança por não se sentir preparada como suas colegas.

Mas não pensem que por causa disso Brienna é uma personagem frágil ou imatura. Pelo contrário, ela é determinada, se esforça para superar as adversidades e não se esconde dos problemas, nem mesmo quando precisa tomar decisões difíceis. É uma personagem que apresenta inseguranças naturais para sua idade e circunstâncias, mas que me cativou por sua força, determinação, maturidade e senso de justiça.

Outro ponto interessante é que as mulheres estão no centro da história, e não somente por causa da Brienna. Ao longo do livro, vemos várias outras personagens que demonstram a força feminina dentro desse universo, entre elas as colegas de Brienna – que não só são brilhantes nas paixões que escolheram seguir, como também dão lições importantes de amizade e sororidade –, e as mulheres guerreiras de Maevana, que eram destinadas a governar esse reino.

Com relação à trama, achei que a autora soube desenvolvê-la de forma dinâmica e ágil, sem comprometer a construção dos personagens e do universo. Tudo é bem explicado e permite ao leitor se ambientar rapidamente, sem que a autora se perca em descrições desnecessárias. Além disso, achei que ela trouxe um bom equilíbrio entre aventura, mistério e romance, não permitindo que nenhum deles aparecesse mais do que deveria.

No entanto, preciso avisar que esse não é um daqueles livros cheios de reviravoltas e plots surpreendentes. Para quem já está habituado a ler fantasia, será fácil prever as revelações feitas ao longo do livro. No entanto, isso não foi um problema para mim. Pelo contrário, eu achei o universo que a autora criou tão interessante e a história tão envolvente, que sinceramente não me importei de já ter adivinhado o desfecho.

Assim, A Ascensão da Rainha foi um ótimo começo para a duologia e acho que a Rebecca Ross acertou muito em seu livro de estreia. Ela trouxe um universo muito interessante e com um enorme potencial a ser explorado, além de personagens carismáticos e uma trama cheia de aventura. Foi uma leitura leve, envolvente e que deixou mensagens importantes de amadurecimento, amizade, família e, principalmente, empoderamento feminino. E, por mais que o desfecho não seja dos mais surpreendentes, é uma jornada que vale a pena acompanhar. Então, se você gosta de uma leitura envolvente, com muita ação e um toque sutil de romance, não pode deixar de conferir.


Livros hypados que eu não gostei tanto assim

13 de set. de 2021

 


Acho que todo mundo já criou expectativas para um livro que está com muito hype, ou seja, que está sendo elogiado por todo mundo e parece estar em todos os lugares. Eu confesso que vivo de olho nesses livros e que quase sempre fico com expectativas muito altas para eles. Porém, apesar de muitas vezes serem leituras maravilhosas, algumas vezes acabei me decepcionando.

Então, hoje eu vim comentar sobre aqueles livros que todo mundo amou e eu já estava pronta para amar também, mas que acabei não gostando tanto assim. Foram leituras ruins? Na maioria desses casos, não. Mas eram livros que eu realmente acreditava que se tornariam favoritos e acabaram não me conquistando.

Porém, antes que alguém se estresse, quero deixar claro que essa é só minha opinião. Eu entendo as pessoas que amaram esses livros, mas infelizmente foram leituras que não corresponderam às minhas expectativas. Não me odeiem rsrs.

 

 

Six of Crows, da Leigh Bardugo: esse me doeu colocar aqui, porque eu realmente achava que se tornaria um favorito. Eu amei os personagens desse livro e a evolução da escrita da Leigh Bardugo é nítida, mas a trama não me prendeu e senti falta de mais elementos do universo da trilogia grisha e das tramas políticas.

 

O clube do livros dos homens, da Lyssa Kay Adams: esse talvez seja a pior decepção que eu tive esse ano, porque eu tinha certeza que ia amar a leitura. A premissa dele é sensacional, mas acabei encontrando muito pouco do que eu esperava. Além de quase não mostrar o próprio clube do livro, o que já foi muito frustrante, as personagens femininas me irritaram em um nível que há muito tempo não acontecia. Era uma previsão de favorito que, infelizmente, não se concretizou. (Tem resenha dele no instagram, aqui)

 

Cidade da Lua Crescente - Casa de Terra e Sangue, da Sarah J Maas:

Esse livro não é ruim, mas também não achei bom. A ideia do livro é boa, o mistério foi interessante e me surpreendeu, mas o desenvolvimento me decepcionou demais. Não pretendo continuar a série e confesso que minha vontade de ler outros livros da autora ficou muito abalada.

 

Sim, não, quem sabe, de Becky Albertalli e Aisha Saeed:

Acho que, dessa lista, esse talvez tenha sido o livro que mais gostei. Porém, não acho que justifique todo o hype em torno dele. A ideia do livro é ótima e os temas abordados são muito  importantes, mas senti que a história se arrastou mais do que deveria, achei a protagonista irritante na maior parte do tempo, e o final deixou a desejar. Então, de um modo geral, não considerei um livro ruim, muito pelo contrário. Mas como eu estava esperando um livro que entraria para minha lista de favoritos, acabei me decepcionando. (Postei resenha dele hoje no instagram, aqui)

 

Bom, esses foram alguns livros que todo mundo ama e, infelizmente, não funcionaram bem para mim.  No entanto, eu acho que essa é justamente a graça da leitura. Cada leitor tem uma experiência diferente ao ler um livro e o que funcionou bem para um, pode não dar certo para o outro, e está tudo bem.

Mas agora quero saber, qual livro hypado que vocês não acharam tão bons assim? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Metido de terno e gravata

8 de set. de 2021

 


Já estamos em setembro e eu confesso que estou um pouco chocada com o quanto o tempo está passando rápido. Mas mais chocada ainda por ver que esse é o primeiro post que publico aqui esse mês. Confesso que os últimos dias foram bastante corridos e o calor insuportável que está fazendo por aqui tem afetado muito o meu ânimo para escrever e preparar conteúdo. Porém, vou mudar isso e nos próximos dias vou compensar a minha ausência aqui nos últimos tempos.

E, para voltar bem, nada melhor do que a indicação de um livro leve, divertido, com um toque de sensualidade e bem gostoso de ler né? Por isso, resolvi começar o mês com a resenha de Metido de Terno e Gravata, das divas Vi Keeland e Penelope Ward. Ele foi umas das minhas leituras mais recentes e eu não poderia deixar de contar para vocês o que achei.

 

Aviso: o livro não faz parte de nenhuma série e pode ser lido de forma independente. Porém, acredito que a leitura seja mais especial para quem leu Cretino Abusado antes, porque um personagem deste livro aparece em Metido de Terno e Gravata.

 

Autoras:  Vi Keeland e Penelope Ward

Editora: Essência

Páginas: 240

Classificação: + 18 anos

Onde comprar: Amazon 

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Era uma manhã normal no trem até eu ficar completamente hipnotizada pelo cara sentado do outro lado do corredor. Ele estava gritando com alguém ao telefone como se fosse o dono do mundo. Quem o engomadinho metido pensava que era? Deus? (Na verdade, ele parecia um deus, mesmo...) Quando sua estação chegou, ele se levantou bruscamente e saiu, deixando cair o telefone no caminho. Talvez eu o tenha achado. Talvez eu tenha passado por todas as suas fotos. Talvez eu tenha ficado com o telefone do homem misterioso por dias – até finalmente criar coragem para devolvê-lo. Mas, quando cheguei a seu escritório chique, ele se recusou a me ver. Então, deixei o telefone na mesa vazia do lado de fora da sala daquele idiota arrogante. Talvez eu tenha salvado uma foto minha em uma pose não exatamente angelical para provocá-lo. Eu não esperava que ele respondesse. Nem que começássemos a trocar mensagens cada vez mais picantes. E, muito menos, que eu me apaixonasse perdidamente por ele.

 

Em Metido de Terno e Gravata, acompanhamos um romance improvável que começa em uma viagem de trem em Nova York. Soraya é uma mulher forte, italiana e com a língua bem afiada. Um dia, quando está a caminho do trabalho, ela vê um homem que a atrai na mesma medida que a irrita: parece um deus de tão lindo, mas arrogante, grosseiro e que se acha o dono do mundo. Um engomadinho de terno e gravata, muito metido.

Mas quando ele deixa o celular cair no trem, Soraya não resiste à tentação de ver todas as fotos e manter o celular por uns dias. E quando ela finalmente cria coragem de procurá-lo para devolver o aparelho, ele se mostra exatamente o engomadinho babaca que ela imaginou. Por causa disso, Soraya decidi deixar algumas fotos nada comportadas no celular dele junto com o seu telefone para que ele agradecesse. Ela nunca imaginou que ele iria responder, muito menos que isso daria início a uma troca de mensagens picantes e que, no final, o seu coração ficaria em perigo.




Eu confesso que eu não esperava me divertir tanto com esse livro. Apesar de bastante clichê, Metido de terno e gravata é uma leitura extremamente envolvente, com uma trama dinâmica e diálogos cheios de provocações. Eu dei muitas risadas com as trocas de mensagem entre a Soraya e o Graham e amei acompanhar o desenvolvimento do relacionamento deles.

No início, temos um casal daqueles ao melhor estilo cão e gato em que o mocinho e a mocinha não poderiam ser mais diferentes. Enquanto Soraya é uma italiana de sangue quente, personalidade forte e muito determinada, Graham é o típico CEO que se acha o dono do mundo e só pensa em trabalho. Mas, aos poucos, vamos conhecendo os traumas e as inseguranças deles e percebemos que os dois não poderiam ser mais perfeitos um para o outro.

Claro que, se tratando de um romance clichê, os segredos que os protagonistas escondem não são lá muito surpreendentes, mas isso não diminuiu em nada a minha simpatia por eles e a minha torcida para que fossem felizes. Os dois são personagens muito carismáticos, apesar do Graham ser um pouquinho mandão para o meu gosto, e gostei de ver como eles conseguem despertar o melhor um do outro.

Já tinha um tempo que eu não lia nada da VI Keeland e da Penélope Ward, mas Metido de terno e gravata me fez lembrar que eu preciso ler mais livros delas. Achei a leitura muito fluida (li em um dia) e gostei de como as autoras conduziram a história de forma direta e sem enrolação desnecessária. Além disso, as cenas sensuais são muito bem escritas e acontecem sempre no momento certo, sem exageros.

De um modo geral, Metido de terno e gravata me surpreendeu pelo quanto me cativou. É uma história simples e sem muitas reviravoltas, mas que me cativou pelo carisma dos personagens e a leveza da trama. Me diverti com os diálogos e torci muito pelo casal, terminando a leitura com o coração quentinho e um sorriso bobo no rosto. Então, recomendo para quem procura uma leitura despretensiosa, com boas doses de humor e sensualidade.

E vocês, já leram Metido de terno e gravata ou ficaram curiosos para ler? Já leram outros livros das autoras? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] A Dama da Floresta

27 de ago. de 2021

 


Se tem um gênero que eu amo ler no final de semana é fantasia. Adoro aproveitar esses dias para mergulhar em outros mundos e esquecer um pouquinho da realidade. E se for uma leitura repleta de magia, aventura e romance, melhor ainda. Por isso, na resenha de hoje eu trouxe a indicação de um livro que se encaixa exatamente nessa descrição.

Estou falando de A Dama da Floresta, da autora Cláudia Cardoso. Recebi esse livro recentemente e já fui imediatamente fisgada pela premissa que promete uma trama com muita ação, segredos, um universo cheio de criaturas mágicas e um toque de romance. Impossível não se interessar né?

Então, hoje vim contar para vocês um pouco dessa história e o que eu achei da leitura.

 

Autora: Cláudia Cardoso

Editora: Chiado Books

Páginas: 592

Onde comprar: Amazon (e-book) | Chiado Books (livro físico)

Sinopse: Angel pensava que sua história com o clã̃ de sua mãe havia ficado no passado e, após a morte de seu pai, ela passa a viver uma vida humana normal ao lado de sua tia. Mas nem sempre o destino nos ouve... Coisas estranhas começam a acontecer antes de seu aniversário e em uma única noite ela perde tudo que passou a amar. Ela passa a ser caçada por forcas sobrenaturais que querem a posse de um Tesouro Celestial e, chamada de volta ao dever pela Imperatriz, ela deve se reunir com Hayden, Sylpher e outros para descobrir o que aconteceu com a antiga Guardiã̃ Celestial da Terra, bem como exterminar a fonte do mal que assola as Sídhe, um dos reinos das Terras Imortais e lar dos faes e outros seres Elementais. Seu passado, seu futuro... Toda sua história... Nada era o que ela acreditava até então. Uma vida de segredos, de mentiras, de lendas, profecias e maldições. Os Portões Celestiais estão em perigo e as barreiras que protegem os mundos estão prestes a ruir. O tempo está acabando. Então, nenhuma vida terá́ valor...

 

Nesse livro, vamos acompanhar uma história que atravessa séculos. No início, conhecemos Hayden e Heidi, dois jovens enfrentando um enorme perigo. Mas é quando a história passa para os tempos atuais que encontramos nossa protagonista, Angel. Afastada do clã de sua mãe, ela vive no mundo mortal com a sua tia desde a morte do seu pai e acredita que nunca mais retornará ao Outro Mundo. Porém, coisas estranhas começam a acontecer próximo do seu aniversário de dezoito anos e, em uma noite, toda sua vida se transforma novamente.

Perseguida por forças naturais que desejam a posse te um Tesouro Celestial, Angel precisará contar com a ajuda de Hayden, Sylpher e Eldred para cumprir uma importante missão dada pela Imperatriz: descobrir o que aconteceu com a antiga Guardiã Celestial da Terra e eliminar a fonte do mal que tem atingido as Sídhe, um dos reinos das Terras Imortais e lar dos faes e outros seres Elementais. E, nessa jornada, passado e futuro se encontrarão trazendo revelações que podem mudar tudo que Angel acreditava. 




Como já dá para imaginar pela sinopse, a jornada de Angel é cheia de segredos e aventuras. Desde o começo fica claro que há muito no passado da protagonista a ser revelado e ficamos curiosos para juntar as peças do quebra-cabeça e entender o que de fato aconteceu. Além disso, logo no início já fica claro o clima de tensão que irá permear a leitura e que não faltarão cenas de ação.

A trama tem um ritmo muito intenso e acelerado, com muitas cenas de ação e batalhadas. Com isso, a leitura fluiu muito bem e, mesmo sendo um livro grande, eu não sentia o tempo passar enquanto lia. Além disso, os segredos me deixaram muito curiosa para descobrir o que tinha acontecido no passado e qual seria o destino dos personagens, contribuindo para que a leitura fosse ainda mais envolvente.

Outro ponto importante é que o universo criado pela autora é muito rico e repleto de criaturas mágicas, como elfos, fadas, anjos, guerreiros, vampiros e seres das trevas. Confesso que é um mundo complexo e em alguns momentos fiquei um pouco confusa, mas mesmo assim foi muito interessante de acompanhar. Ainda mais que a autora escreve de uma forma que o leitor realmente se sente entrando naquele universo novo e desejando saber mais sobre ele. 





O livro ainda conta com uma pitada de romance e gostei muito de como ele foi inserido. Não foi algo abrupto e nem que tirou o foco da trama. Pelo contrário, ele aconteceu bem aos poucos, no decorrer de livro, e de forma muito natural. Esse foi um ponto que me agradou muito, pois a autora conseguiu um ótimo equilíbrio e não deixou que o romance ocupasse mais espaço do que deveria.

Só tive como ressalva o fato de que a primeira parte do livro foi bastante confusa para mim. Como são muitos personagens e logo no início já são apresentadas muitas informações sobre o universo, as criaturas mágicas que fazem parte dele e todos os mistérios envolvendo o passado, acabei me sentindo um pouco perdida. No entanto, da metade para a frente, as peças começaram a se encaixar e consegui me situar melhor dentro daquele mundo.

Com relação à edição, eu amei a capa do livro e achei que ela combina muito com a trama. Além disso, a diagramação é muito boa e a fonte tem um tamanho que para mim é ideal, o que deixou a leitura bem confortável. Percebi alguns errinhos de revisão durante a leitura e que poderiam ser corrigidos em uma segunda edição, mas foi nada que atrapalhasse.

De um modo geral, A Dama da Floresta foi uma leitura que fluiu muito bem para mim e que apresenta um universo muito interessante. É uma trama com muita ação, aventura, mistério e a dose certa de romance. O final foi épico e acho que deixa um gancho bem interessante para uma possível continuação. Então, se você procura uma leitura para entrar em um universo novo e cheio de magia, vale a pena conferir.

 

Atenção:  Para quem se interessou, o livro pode ser adquirido em e-book no site da Amazon (aqui) ou na versão física diretamente no site da Chiado Books (aqui).

 

Sobre a autora: Cláudia Cardoso é apaixonada por livros e uma leitora voraz. E fascinada por mitologia, literatura fantástica e romances. Seu primeiro contato com o mundo da leitura foi a partir de histórias em quadrinhos. Desse momento em diante seu amor pela leitura cresceu cada vez mais. É inspirada pelas obras de E. Brönte, Jane Austen, Alexandre Dumas, Tolkien, entre outros autores e autoras. Nascida e criada na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, é graduada em História da Arte e especialista em História da Arte Sacra.

 

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Autoras de fantasia para ler em 2021

20 de ago. de 2021

 


Quem me acompanha aqui no blog já deve ter reparado que fantasia é um dos gêneros literários que eu mais leio. Frequentemente, estou aqui panfletando os meus livros favoritos do gênero e já tenho uma lista de autores queridinhos. Porém, com tantos lançamentos maravilhosos chegando todo ano, fica difícil acompanhar tudo né?

Por isso, tem algumas autoras de fantasia que são muito famosas e eu sempre vejo as pessoas elogiando bastante, mas ainda não tive a oportunidade de ler. Pensando nisso, fiz uma lista com algumas que estou mais ansiosa para conhecer e os livros delas que pretendo ler primeiro.

Então, vamos às minhas escolhas:

 

Maggie Stiefvater

Faz tempo que eu vejo diversos elogios para essa autora, especialmente para a série A Saga dos Corvos. E, agora que saiu um box dessa série e o primeiro volume de um spin-off, está impossível resistir. Quero muito ler esses livros e conhecer o universo criado pela autora. Então, provavelmente, Os garotos corvos será o meu primeiro contato com a escrita dela.

 

Saga Dos Corvos:

- Os garotos corvos

- Os ladrões de sonhos

- Lírio azul, azul lírio

- O Rei Corvo

O chamado do falcão (lançado esse ano)

A corrida do escorpião (livro único)

Todos os santos malditos (livro único)


 

Shelby Mahurin

O primeiro livro da autora, Pássaro e Serpente, acaba de ser lançado no Brasil e eu já estou doida para ler. Eu já tinha ouvido falar sobre ele antes mesmo de ser anunciado pela Galera Record e vi muitos elogios para a escrita da autora. Além disso, a ambientação bem diferente e o fato de ter um romance enemies to lovers despertaram totalmente a minha curiosidade. Então, pretendo ler assim que chegar aqui e tenho altas expectativas para essa leitura.

Por enquanto, a autora não tem outros livros publicados fora dessa série, mas as duas continuações de Pássaro e Serpente já foram publicadas nos EUA e não devem demorar a chegar aqui.

Pássaro e Serpente (vol.1)

Blood & Honey (vol. 2)

Gods & Monsters (vol. 3)

 

Jennifer L. Armentrout

Essa eu confesso que já conheço a escrita, mas foi através de seus romances contemporâneos (maravilhosos, por sinal). Porém, ainda não li nenhuma fantasia escrita por ela e já vi muitos elogios para os seus livros do gênero. Portanto, quero muito ler essas obras dela e ver as mudanças na sua escrita. Será que vou gostar tanto quanto dos romances?

Para minha alegria, a Galera Record vai publicar De sangue e cinzas (From Blood and Ash) em breve. Ele é o primeiro de uma série muito hypada e o lançamento será ainda esse ano. Ou seja, eu finalmente vou ler uma fantasia da autora.

 

De sangue e cinzas (Froom Blood and Ash vol. 1)

A Kingdom of Flesh and Fire (vol. 2)

The Crown of Gilded Bones (vol. 3)

 

N. K. Jemisin

 

Eu sinceramente não sei como ainda não li nada dessa autora, porque faz muito tempo que vejo diversos elogios para a escrita dela e tenho muita curiosidade de conhecer. Porém, provavelmente o meu primeiro contato com a escrita dela será através de um livro que está em pré-venda e já me conquistou completamente pela sinopse.

Estou falando de Os cem mil reinos, primeiro volume de uma trilogia que será publicada aqui no Brasil pela Galera Record. Esse foi o primeiro livro escrito pela autora e tem uma premissa incrível. Então, não tem dúvidas que ele vai furar a fila assim que chegar aqui.

Outros livros da autora publicados no Brasil são: a trilogia A Terra Partida (A quinta estação; O portão do obelisco e O céu de pedra), publicada pela Editora Morro Branco; e Nós somos a cidade, lançado recentemente pela Suma.

 

 

Será que consigo ler todos ainda esse ano? Em dezembro, eu conto para vocês. Mas, por enquanto, quero saber: já leram algum desses livros? Qual autora de fantasia vocês têm mais vontade de conhecer a escrita? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Escola de Contos Eróticos para Viúvas

18 de ago. de 2021

 


Um dos motivos porque sempre amei ler é poder viajar através dos livros. Por esse motivo, sempre adorei leituras que me permitissem conhecer outros lugares e culturas, e ver o mundo por uma perspectiva diferente. Portanto, não é surpresa que eu tenha me interessado por Escola de Contos Eróticos Para Viúvas, da autora Balli Kaur Jaswal, desde que soube do seu lançamento.

Esse livro, além de um título sensacional, tem uma premissa que me atraiu muito, especialmente por mostrar a cultura sikh e a vida de imigrantes indianos na Inglaterra. Outro motivo foi ele ter sido escolhido para o clube do livro da Reese Whiterspoon (se não conhece o projeto ainda, pode conferir o perfil aqui). Ou seja, foi impossível não ficar curiosa para ler.

Então, nessa resenha vou contar para vocês um pouco sobre o livro e o que achei da leitura.

 

Autora: Balli Kaur Jaswal

Editora: Essência

Tradução: Flavia Souto Maior

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon | Submarino

Amazon: “Nikki, filha de imigrantes indianos, passou a maior parte de seus vinte e tantos anos distanciando-se da tradicional comunidade sikh em que nasceu, preferindo uma vida mais independente e, em outras palavras, ocidental. No entanto, após a morte repentina de seu pai, sua família acaba ficando com problemas financeiros. Sentindo-se na obrigação de ajudar a mãe e a irmã, Nikki encontra a oportunidade perfeita de um trabalho extra: dar aulas de escrita criativa em um centro comunitário no coração da comunidade punjabi, em Londres. Quando chega lá, percebe que as viúvas sikh que serão suas alunas precisam primeiro aprender inglês para escrever pequenas cartas e ler placas... e não contos literários. Frustrada, Nikki duvida que seja apta a essa tarefa. Porém, ao notar uma das mulheres compartilhando um livro de contos eróticos com a turma, Nikki percebe que, por baixo de suas vestimentas brancas, suas alunas escondem uma enorme riqueza de fantasias e memórias. Logo, Nikki e as viúvas embarcam em uma jornada juntas, contando e escrevendo essas histórias que estavam guardadas dentro delas.”

 

Nikka é uma jovem inglesa, filha de pais indianos, que tenta ao máximo se distanciar das tradições da comunidade sikh em que nasceu. Ela quer ser independente e não aceita às limitações impostas às mulheres da comunidade. Mas, após a morte repentina de seu pai, a situação financeira de sua família piora e Nikki precisa encontrar uma forma de ajudar a mãe e a irmã.

E a oportunidade surge quando ela se depara com uma vaga para dar aulas de escrita criativa em um centro na comunidade punjab em Londres. Parecia perfeito, até Nikki descobrir que primeiro precisará ensinar as viúvas sikh a ensinar a escrever em inglês. No entanto, quando ela encontra uma das alunas compartilhando um livro de contos eróticos com as colegas, percebe que aquelas viúvas ainda guardavam diversas memórias e fantasias que mereciam ser contadas.





Escola de Contos Eróticos para Viúvas foi meu primeiro contato com a escrita da Balli Kaur Jaswal e foi uma ótima surpresa. Eu me vi rapidamente envolvida na leitura e amei a forma direta como a autora escreve. O livro conta com muitos diálogos e sem descrições excessivas, o que dá mais dinamismo à trama.

Além disso, achei muito interessante como a autora apresentou a cultura indiana e o papel das mulheres dentro da comunidade sikh. Ela trabalha muito bem os conflitos da protagonista por fazer parte de uma família indiana e, ao mesmo tempo, tentar se encaixar na vida em Londres. E, ao longo do livro, vamos entendo melhor as dificuldades enfrentadas por muitos imigrantes e as diferenças em relação ao estilo de vida que encontram no Ocidente.

No entanto, preciso confessar que a Nikki é uma personagem que não me cativou. Em muitos momentos ela se mostra egoísta e imatura, o que me irritou bastante. Por outro lado, o que faltou de carisma nela, sobrou nas viúvas a quem ela ensina. Elas são simplesmente maravilhosas e mostram que, independentemente da idade, ainda tinham muitos sonhos e fantasias a compartilhar. Eu já me apeguei logo no primeiro momento em que elas apareceram e isso só aumentou ao longo da leitura.

De um modo geral, Escola de Contos Eróticos para Viúvas é uma leitura leve e cativante, mas com reflexões muito importantes. Trata-se de um livro sobre a cultura indiana e a vida de imigrantes, mas também sobre família, amizade e crescimento pessoal. Mas, mais do que tudo, é um livro sobre mulheres se empoderando, libertando seus sonhos e vontades, e descobrindo que juntas são muito mais fortes.


[Resenha] Brave | Contornos do Coração vol. 3

16 de ago. de 2021

 


Uma das melhores experiências de um leitor é quando a gente começa uma leitura de forma despretensiosa e acaba se apaixonando. Foi o que aconteceu comigo quando li Easy, da autora Tammara Webber, no ano passado. Ele é o primeiro volume da série Contornos do Coração e já me fez querer ler tudo da autora.

Desde então, eu fui conquistada pelos dois livros seguintes, Breakable e Sweet, e estava mais do que ansiosa para ler Brave – o quarto e último volume da série. Agora o meu momento finalmente chegou e vou poder comentar com vocês o que achei da leitura.

Mas, para quem não leu os três primeiros livros, já aviso que não precisam se preocupar. Brave traz um novo casal de protagonistas e pode ser lido de forma independente. Assim, pode ler a resenha tranquilos e sem medo de spoilers.


Autora: Tammara Webber

Editora: Verus

Páginas: 307

Livro disponível apenas no formato digital

E-book recebido em parceria com a editora

Onde comprar: Amazon

Classificação: + 16 anos

Sinopse: “Coragem significa se levantar para defender seus ideais... Ou, pelo menos, ter coragem para questioná-los. Em Brave, Erin McIntyre é cativante, mas proibida, já que no trabalho ela é a personificação do privilégio imerecido, pois é filha do dono da construtora. Por conta de todos esses fatores, Erin não imagina o que a espera quando começa a trabalhar na empresa do pai. Ao que parece, seu novo chefe, Isaac, não dá a mínima para ela. E isso pode deixar a garota com mais vontade de se aproximar dele. Isaac Maat é impossível de ser decifrado. Inteligente, ambicioso, emocionalmente imparcial, mais quente do que o chefe de alguém deveria ser e dono de uma personalidade sombria e silensiosa, ele já mostra de cara que não está nem um pouco a fim de se aproximar de Erin. Além disso, seu comportamento e suas atitudes levam a crer que ele tem um segredo muito bem escondido. Issac disse a si mesmo que conhecer Erin o ajudaria a derrubar o pai dela. Erin disse a si mesma que provocá-lo iria distrair seu coração despedaçado. E, por conta de todas essas diferenças, nenhum dos dois previu que travariam uma batalha íntima em que o vencedor seria o primeiro a renunciar. Em Brave, Tammara Webber apresenta um romance inter-racial protagonizado por personagens cativantes e verossímeis que vão deixar o leitor louco para conhecer o verdadeiro vencedor desse embate.”

 

Em Brave, Erin McIntyre é uma jovem determinada e que sempre precisou se esforçar para provar seu valor. Nem mesmo sua família acreditava em sua capacidade e por isso sempre tentaram tornar o seu caminho mais fácil. Por isso, quando termina a faculdade, eles não demoram a colocá-la trabalhando na empresa do pai. Mas Erin está disposta a provar para todos que ela é muito mais do que a filha do chefe e está apta a exercer bem o seu trabalho. Mas, mesmo sabendo que será vista com desconfiança por seus colega, ela não poderia imaginar o que teria que enfrentar.

O novo chefe dela, Isaac, não faz a menor questão de disfarçar sua antipatia por Erin. Jovem, bonito e inteligente, ele tem uma personalidade sombria e um ar de mistério que, ao mesmo tempo, a confunde e atrai. Mas Isaac esconde um segredo e acha que a garota pode ser a chave para destruir o pai dela. Com tantas diferenças entre ele, uma embate seria inevitável. Mas quem seria o vencedor:

 

Desde o primeiro livro da série Contornos do Coração, eu fiquei surpresa com o quão envolvente é a escrita da Tammara Webber. Foi uma leitura que comecei sem grandes expectativas e quando vi já estava completamente absorta. E não foi diferente com o último volume, Brave. Esse é um daqueles livros que a gente lê sem ver o tempo passar e quando percebe já está terminando.

Brave conta com uma trama dinâmica e diálogos rápidos, que tornam a leitura fluida e muito envolvente. Além disso, a autora não se perde com descrições excessivas ou dramas desnecessários. Pelo contrário, ela sabe conduzir a história de forma que ela direta e ágil, fazendo com que ela seja interessante e prenda a atenção do leitor do início ao fim.

Com relação aos personagens, confesso que eles demoraram um pouco a me cativar. Erin, apesar de ter conflitos que me fizeram ter simpatia por ela em muitos momentos, não teve o mesmo carisma das protagonistas dos livros anteriores. E o mesmo aconteceu com o Isaac. Acho que a autora demorou mais do que o necessário a explicar os conflitos e as motivações dele, o que fez com que eu demorasse muito a me apegar.

E, por não ter sido tão cativada pelos protagonistas, o romance acabou sendo um pouco morno para mim. Como um bom casal cão e gato, eles têm alguns diálogos afiados e cheios de alfinetadas, mas demorei a me envolver o suficiente com eles para ser conquistada pelo romance. Porém, com o tempo a atração entre eles vai se tornando mais evidente, vamos entendo melhor os conflitos deles e aí a química apareceu. A partir daí, a autora soube conduzir bem e de forma convincente, dando um ar de sensualidade para a história.

A trama conta ainda com um toque de drama, devido aos assuntos abordados pela autora. Ela vai além do romance clichê e aborda temas como racismo, questões psicológicas e conflitos familiares. Vi que algumas pessoas se incomodaram um pouco por isso ter tirado um pouco o foco do romance, mas para mim não foi o que atrapalhou a leitura. Pelo contrário, senti que a autora soube dosar muito bem e não deixou que a leitura se tornasse excessivamente pesada.

Para mim, Brave não é o melhor livro da série, mas não deixou de ser uma boa leitura. Fui novamente conquistada pela escrita fluida da Tammara Webber e fiquei com muita vontade de ler outras séries dela. Para quem procura uma leitura despretensiosa, com as doses certas de romance, drama e sensualidade, é uma boa opção.