segunda-feira, 18 de setembro de 2017

[Dica da Malu] Victoria e o Patife

Sinopse: “Criada pelos tios na Índia, Victoria é enviada a Londres aos 16 anos a fim de conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"  Autora: Meg Cabot / Editora: Galera Record / Páginas: / SkoobComprar: AmazonLivro recebido em parceria com a editora


Até recentemente, meu único contato com a escrita da autora Meg Cabot havia sido através de sua série mais famosa, “O Diário da Princesa”. Apesar de ter sido uma leitura divertida e envolvente, me decepcionei por perceber na protagonista Mia uma visão exagerada e caricatural da adolescência. No entanto, resolvi fazer uma nova tentativa com a autora e resolvi ler seu romance histórico juvenil, Victoria e o Patife, lançado no primeiro semestre pela Galera Record.
Neste livro, conhecemos a jovem Victoria, uma órfã que cresceu na Índia com seus tios, mas é enviada para a Inglaterra a fim de encontrar um marido adequado. Herdeira de uma fortuna imensa deixada por seu pai, um duque, Victoria consegue encontrar um noivo ainda no navio, o charmoso Lord Malfrey. No entanto, o capitão do navio, Jacob Carstairs, não aprova a escolha de Victoria e fará o possível para impedir este casamento.
Para começar a falar sobre o livro, preciso dizer que mais uma vez tive uma relação de amor e ódio com a escrita de Meg Cabot. Encontrei em Victoria e o Patife as mesmas qualidades que vi na série O Diário da Princesa, mas também os mesmos defeitos. Aliás, em muitos aspectos Victoria parece uma versão do século XIX da princesa Mia.
Falando primeiro sobre o que gostei no livro, mais uma vez a escrita de Meg Cabot se mostrou envolvente e divertida. A leitura flui muito bem e há momentos realmente muito engraçados no livro. Aliás, adorei o humor irônico da autora, sempre presente nas entrelinhas.
Além disso, é impossível não se encantar com Jacob Carstairs. Ele é inteligente, educado, justo e tem um jeito adorável de irritar Victoria. Aliás, os diálogos dos dois são, provavelmente, a melhor coisa do livro todo. Ele tem um senso de humor afiado e não se deixa abalar pelos (muitos) chiliques da menina.

Por outro lado, a Victoria é, provavelmente, o maior problema do livro. Poucas vezes eu senti tanta vontade de esganar uma personagem como aconteceu com essa protagonista. Ela é fútil, mimada, intrometida e muito dramática, me parecendo uma mistura da Mia com a personagem Emma, do romance de Jane Austen – embora bastante inferior a esta segunda. Além disso, Meg parece mais uma vez querer reforçar estereótipos da adolescência de uma maneira muito exagerada.
Outro aspecto que não gostei muito no livro é que tudo se desenvolve muito rápido. De certa maneira, isso é bom para demonstrar a impulsividade e a imaturidade da Victoria, que aceita se casar com um homem que acabou de conhecer. No entanto, isso prejudicou a construção dos personagens e o desenvolvimento do romance.
Mas quero ressaltar que, por incrível que pareça, apesar dos problemas, a Meg Cabot conseguiu escrever uma história gostosa de ler. Mesmo não tendo gostado da protagonista, dei muitas risadas com as situações em que ela se envolveu e com os diálogos entre ela e o Jacob. Além disso, o jovem capitão Cairstairs é um personagem tão carismático que acaba compensando a raiva que senti da Victoria.
A edição do livro é bem simples, mas bonita. A capa é muito fofa e totalmente condizente com a história. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte não é muito grande, mas é boa para leitura e está proporcional ao tamanho do livro e ao espaçamento.
Assim, apesar de ter me incomodado com alguns aspectos do livro, ainda encontrei em Victoria e o Patife uma leitura divertida para passar o tempo. Recomendo a leitura para um público bem mais jovem, que talvez não vá se incomodar tanto com a versão um tanto distorcida que Meg Cabot traz da adolescência. No entanto, acredito que mesmo adultos podem se divertir com este livro e encontrar nele uma boa distração.  

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Netflix Book Tag

Hoje é sexta-feira e, enquanto muitas pessoas se preparam para a balada, alguns preferem ficar em casa lendo ou assistindo um filme ou série na Netflix. Pensando nessas pessoas, resolvi responder hoje uma tag muito divertida e que é a cara do final de semana: a Netflix Book Tag.
Eu descobri essa tag no canal Palavras Radioativas, mas ela foi criada pelo A Darker Shade of Whitney e traduzida pela Aione Simões, do Minha Vida Literária. São 11 perguntas muito criativas relacionadas a recursos e categorias da Netflix. Então, sem mais enrolação, vamos as minhas respostas:

1 - Assistidos recentemente – O último livro que você terminou de ler:
O último livro que li foi "Victoria e o patife", da Meg Cabot. Este livro é um romance de época juvenil, lançado no Brasil no primeiro semestre, e eu terminei de ler esta semana. No entanto, não vou falar muito sobre ele agora, porque a resenha sai semana que vem.


2 - Principais escolhas para você – Um livro recomendado a você com base nas suas escolhas anteriores.
 Para responder essa pergunta, eu dei uma conferida no site da Amazon onde tem sugestões com base nas minhas compras e livros que eu pesquisei. Então, entre os livros recomendados estava "Nove regras a ignorar antes de se apaixonar", da Sarah Maclean. Eu escolhi esse entre os livros que foram sugeridos, porque, além de estar nas indicações da Amazon, eu já vi vários comentários positivos sobre ele.


Adicionados recentemente – O último livro que você comprou
Aqui vou ter que responder mais de um livro, porque os últimos livros que comprei foram os que aproveitei na Book Friday e, obviamente, foram comprados juntos: "A Inesperada Herança do Inspetor Chopra", "O príncipe corvo" e "Uma curva no tempo".



Em alta – Livros que todo mundo conhece (dois livros que você leu e dois que você quer ou não quer ler)
Para os livros que todo mundo conhece eu escolhi Harry Potter e A menina que roubava livros, afinal, ambos estão na minha lista de favoritos da vida e sei que, mesmo quem não leu, provavelmente já ouviu falar sobre eles. 


Já para os livros que não li, escolhi um que quero ler e outro que não quero ler. “Extraordinário” de R. J. Palácio é um livro que sempre vejo as pessoas falando muito bem e estou bastante ansiosa para ler. Por outro lado, um livro que todo mundo conhece e que eu não tenho a menor intenção de ler é "50 tons de cinza".

Comédia – Um livro engraçado
Aqui eu poderia citar vários chick-lits que eu amo, mas um que me fez dar gargalhadas durante toda a leitura foi “Fiquei com seu número”, da Sophie Kinsella. Mas vou acrescentar uma menção honrosa a “Procura-se um marido”, da Carina Rissi, que é um livro muito engraçado também, além de fofo e romântico.



Drama – Um personagem dramático
Quando vi essa categoria, lembrei imediatamente na Mia Thermopolis de O Diário da Princesa. No entanto, por não gostar nada dessa personagem, resolvi citar uma outra que é dramática também, mas de um jeito fofo: a Ronie Adams do livro Boston Boys. Ela faz um drama enorme com tudo que acontece, principalmente quando o astro da banda que ela odeia (e todo mundo ama) vai morar em sua casa, mas ainda consegue ser uma personagem divertida e carismática.


Animações – Um livro com desenhos na capa
Por incrível que pareça, essa foi a pergunta mais difícil de responder. No entanto, acabei escolhendo um livro que literalmente me conquistou pela capa e acabou sendo uma leitura muito fofa: Menina de vinte, também da Sophie Kinsella. Acho essa capa uma gracinha e o desenho tem tudo a ver com a trama.



Assistir novamente – Um livro ou série que você deseja reler
Como eu li recentemente Minha vida fora de série – 4ª temporada (resenha aqui), acabei ficando com vontade de reler os outros livros da Paula Pimenta dentro desse mesmo universo. Ou seja, quero reler os quatro livros de Fazendo meu filme e os três primeiros de Minha Vida fora de série.


Documentário – Um livro de não ficção que você recomendaria a todos.
Eu não tenho o hábito de ler livros de não ficção, mas um que eu li esse ano e recomendo para todo mundo é “Sejamos todos feministas” da Chimamanda Ngozi. É uma leitura incrível, que discute um assunto muito importante e atual, mas de uma maneira leve e envolvente.


Ação e aventura – Um livro cheio de ação
Pensei em vários livros para essa categoria, mas o escolhido acabou sendo “A rebelde do deserto”, da Alwyn Hamilton. Primeiro volume de uma trilogia, esse livro é tiro, porrada e bom do começo ao fim. A trama tem muita ação e reviravoltas do começo ao fim, deixando o leitor totalmente envolvido na leitura e sem vontade de largar o livro em momento algum.


Novos lançamentos – Um livro que acabou de ser lançado ou que está próximo de ser e você não vê a hora de ler.
Nossa, são tantos lançamentos bons que estão chegando que foi realmente difícil escolher só um. No entanto, um que tem me deixado muito curiosa devido aos elogios que tenho visto é Uma história de verão, da Pam Gonçalves. Eu ainda não li nada da Pam, mas acompanho o trabalho dela como booktuber e estou ansiosa para saber como ela se saiu como escritora.



12 – Marcar outras pessoas
Não vou marcar ninguém, mas que viu a tag aqui e quiser responder, pode se sentir marcado. Mas não esqueçam de citar os vídeos de quem criou e quem traduziu a tag e também contar que vocês viram aqui.


            Agora, quero saber o que vocês acharam da Netflix Book Tag e das minhas respostas. Já leram algum dos livros que citei? Me contem aí nos comentários quais vocês já conheciam ou que ainda querem ler. E, caso tenham se interessado por algum deles, podem encontrar na Amazon e comprando por este link vocês ajudam muito o Dicas de Malu a continuar crescendo.

domingo, 10 de setembro de 2017

[Dica da Malu] Os quatro cavaleiros (Riders #1)

Sinopse: “O que você faria se descobrisse que se tornou um dos Cavaleiros do Apocalipse? Da mesma autora da Trilogia Never Sky. Nada além da morte pode impedir Gideon Blake de conquistar seu objetivo de se tornar um soldado americano. Bem, o problema é que ele morreu. Por algum tempo. Enquanto se recupera do acidente que deveria ter sido fatal, Gideon nota que seus ferimentos estão cicatrizando muito rapidamente. É um milagre. Se você considerar um milagre o fato de se tornar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Gideon é Guerra. E ele precisa se unir aos outros cavaleiros, Fome, Morte e Peste, para, juntos, proteger uma chave que a Ordem quer ter em mãos para abrir as portas de um reino infernal na Terra, ameaçando escravizar todos os humanos.”Autora: Veronica Rossi / Editora: Galera Record / Páginas: 350 / Comprar: Amazon – Exemplar recebido em parceria com a editora.

Quando li a sinopse de “Os quatro cavaleiros”, da autora Veronica Rossi, fiquei imediatamente interessada. Apesar de nunca ter lido nada da autora, achei a premissa muito boa e diferente de tudo que já li. Afinal, não é todo dia que encontramos um livro em que o protagonista morre, mas acorda vivo e descobre que se tornou um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
Após sofrer um acidente fatal, Gideon Blacke acorda no hispital, vivo e, surpreendentemente, bem. Sua recuperação é extremamente rápida e ele não apresenta nenhuma das sequelas que os médicos esperariam. De fato, as únicas mudanças no corpo de Gideon são a capacidade de recuperação muito acelerada e um bracelete que surgiu no seu braço direito e ele não faz ideia de como remover.

O livro começa já mais adiantado na história, quando Gideon e os outros três cavaleiros falharam em sua missão e ele se encontra amarrado e sendo interrogado. Desesperado para se libertar e descobrir onde estão seus amigos, ele começa a relatar tudo o que aconteceu desde seu acidente, como descobriu ser um dos Cavaleiros do Apocalipse, mais precisamente Guerra, quando encontrou os outros três (Fome, Peste e Morte) e qual era a missão deles.
Assim, presente e passado vão se intercalando de modo que o leitor vai descobrindo, aos poucos, o que aconteceu e como Gideon foi parar naquele lugar.  E esse talvez seja o maior mérito do livro: conseguir manter o mistério sobre a missão em que Guerra, Fome, Peste e Morte falharam. Isso acaba instigando a curiosidade do leitor e tornando a leitura mais fluida.
No entanto, Os quatro cavaleiros também tem alguns problemas. O maior deles, para mim, é o protagonista. No começo, eu estava adorando o Gideon e seu jeito descontraído e um pouco irônico de narrar os acontecimentos. No entanto, ele começa a ter um comportamento irritante com seus amigos e age como um idiota, despejando sua raiva e suas frustrações nos seus amigos em cima dele. Apesar de isso fazer sentido, afinal ele é um adolescente e descobriu que é a Guerra, acabou me irritando bastante.

“Acho que é isso que define o conceito de boa pessoa. Não os erros, mas a capacidade de reconhece-los. De sentir remorso. De querer corrigi-los e ser alguém melhor.”

Outro aspecto que não gostei é o romance que surge entre Gideon e Daryn, uma jovem que tem a responsabilidade de unir os quatro cavaleiros e guiá-los em sua missão. Apesar de Daryn ser uma personagem incrível e o romance não tirar o foco do livro, ele acabou me incomodando por não ter sido convincente. Além disso, Gideon começa a ficar mais irritante quando se apaixona por ela. Ele se torna tão obsessivo com relação a Daryn que chega a ser inconveniente, ainda mais considerando a importância da missão em que estavam envolvidos.
Felizmente, Daryn é bem mais responsável que Gideon. Apesar de também gostar dele (não me perguntem o porquê), ela sabe o que precisam fazer e não deixa que o romance tire o foco da missão. Assim, o centro da história permanece sendo o que os quatro cavaleiros precisam fazer, o que eu considero uma decisão muito acertada da autora.
Com relação aos personagens secundários, eu amei os outros três cavaleiros. Sebastian, que é a Fome, foi o meu favorito no livro. Ele é carismático, engraçado e muito leal, além de ser, junto com Daryn, o ponto de equilíbrio do grupo. Já o Marcus, que é a Morte, é um personagem misterioso, mas que acabou sendo bem construído e conquistando minha simpatia e admiração. O Jode, também conhecido como Peste, é o que foi menos explorado dos quatro, mas, ainda assim, é um personagem cativante.
Além disso, achei muito legal o modo como eles evoluíram gradualmente de um grupo de pessoas que não se conheciam e tinham vários desentendimentos até formarem um laço real de amizade. Adorei ver o quanto cada um deles, até o Gideon, amadureceu ao longo do livro e como eles conseguiram se tornar verdadeiramente amigos.

“Eu ainda tinha aquela sensação de estar em gravidade zero, como se todas as âncoras da minha vida tivessem sido arrancadas. Era mais como se o espaço houvesse se aberto. Percebi que antes eu sequer tivera a capacidade de compreender tudo isso. E, naquela noite, com toda aquela estrada, tudo o que senti, vi e senti de novo foi um potencial infinito.”

A trama teve seus altos e baixos, muito por causa da personalidade irritante de Gideon. No entanto, a escrita da autora é muito leve e envolvente, e ela soube conduzir a história de um modo que eu me mantive curiosa e envolvida na leitura. Além disso, o desfecho é muito bom e traz um ótimo gancho para o próximo livro.
Com relação à edição, eu adorei a capa. Achei bonita e totalmente condizente com o livro. Além disso, as páginas são amareladas e achei a fonte com um bom tamanho para leitura.
Deste modo, apesar de não ter sido tudo que eu esperava, Os quatro cavaleiros ainda foi uma ótima leitura. É um livro que conta com uma premissa muito original, personagens interessantes e muita ação e mistério. Sem dúvida, foi um ótimo começo para a série e me deixou muito curiosa para ler a continuação.
Para quem ficou interessado em ler, Os quatro cavaleiros está disponível para compra em versão física e em e-book no site da Amazon e, comprando por este link, vocês ajudam muito o Dicas de Malu.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Lidos de Agosto

Muitas pessoas falam que agosto é o mês do desgosto, mas, pelo menos no que se refere às minhas leituras, achei um mês muito produtivo. Eu consegui ler nove livros e uma HQ. Considerando a correria dos últimos meses, fiquei muito surpresa por ter lido tanto.
Alguns destes livros estavam esperando na minha estante há algum tempo e outros simplesmente furaram a fila, porque a curiosidade falou mais alto. Ainda teve Minha vida fora de série – 4ª temporada, que eu estava planejando ler só mês que vem, mas consegui ir no lançamento em BH, aí não resisti e passei na frente de todos os outros.
Como foram muitos livros, não vou falar detalhadamente sobre todos eles, mas vou deixar o link para aqueles que já tem resenha aqui no blog e, em breve, vocês poderão conferir as dos outros também. Então, vamos à lista:

Sherlock – Um estudo em rosa, Steven Moffat e Mark Gatiss 

Sinopse: Traumatizado pela guerra, Dr. Watson retorna do serviço militar no Afeganistão e é apresentado por um velho amigo a Sherlock Holmes, um detetive consultor que mora em um apartamento na Baker Street. Juntos, eles investigarão casos na Londres do século XXI. Esta obra é uma adaptação do seriado “Sherlock”, produzido pela BBC, e este volume é baseado no episódio 1 da primeira temporada e no primeiro romance publicado por Conan Doyle, “Um estudo em vermelho.” / Comprar: Amazon


Um tom mais escuro de magia, V. E. Schawab
Sinopse: “Entre em um universo de aventuras audaciosas, poder eletrizante e Londres múltiplas. Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.” / Comprar: Amazon / Resenha: aqui

Confissões on-line: Bastidores da minha vida virtual, Iris Figueiredo
Sinopse: “Prudência é uma característica que só consta no sobrenome de Mariana Prudente. A menina viu sua vida mudar de cabeça para baixo em poucos meses: perdeu a popularidade, o namorado, a melhor amiga e o grande sonho de fazer um intercâmbio. Mariana vê seu nome rabiscado nas cabines do banheiro da escola e escuta fofocas sobre ela pelos corredores do colégio e fica sem rumo. O vestibular se aproxima, sua irmã está enlouquecida por causa do casamento marcado, e tudo que ela quer é não pirar enquanto suporta os últimos meses no ensino médio. Sem lugar para desabafar, Mari vê no ambiente virtual uma chance de descarregar todas as angústias do mundo off-line, criando o blog Marinando. Com sua banda preferida como trilha sonora, ela conta com a ajuda de Arthur e Carina para mergulhar no mundo virtual e esquecer os problemas do mundo real. Com uma câmera na mão e alguns vídeos na internet, Mariana Prudente vê sua vida mudar mais uma vez, pois chegou a hora de sair dos bastidores e ser protagonista novamente.” / Comprar: Amazon / Resenha: aqui

Confissões on-line 2: Entre o real e o virtual, Iris Figueiredo
Sinopse: “Mariana Prudente realizou seu maior sonho: fazer intercâmbio. Depois de dois meses de muito aprendizado e diversão no Canadá, ela voltou para casa, mas, dessa vez, é Arthur quem parece distante. Para completar, além de não ter a menor ideia do que fazer com o próprio futuro, Nina, sua melhor amiga, está de malas prontas para fazer faculdade em outro estado. Mari, então, mais uma vez faz de seus vídeos o lugar ideal para extravasar e falar sobre seus anseios e sua rotina diária. O canal Marinando ganha cada vez mais acessos e vira um fenômeno na internet. Com a sua vida virtual dominando a real, Mariana ainda precisará acertar as contas com o passado e enfrentar quem não está feliz com o sucesso dela. Mas, com a ajuda de uma nova amiga, Mari conseguirá enfrentar os momentos bons e ruins dos próximos meses e, finalmente, descobrir quem ela realmente é.” / Comprar: Amazon / Resenha: aqui

Romance com o duque, Tessa Dare
Sinopse: “Izzy sempre sonhou em viver um conto de fadas. Mas, por ora, ela teria que se contentar com aquela história dramática.” A doce Isolde Ophelia Goodnight, filha de um escritor famoso, cresceu cercada por contos de fadas e histórias com finais felizes. Ela acreditava em destino, em sonhos e, principalmente, no amor verdadeiro. Amor como o de Cressida e Ulric, personagens principais do romance de seu pai. Romântica, ela aguardava ansiosamente pelo clímax de sua vida, quando o seu herói apareceria para salvá-la das injustiças do mundo e ela descobriria que um beijo de amor verdadeiro é capaz de curar qualquer ferida. Mas, à medida que foi crescendo e se tornando uma mulher adulta, Izzy percebeu que nenhum daqueles contos eram reais. Ela era um patinho feio que não se tornou um cisne, sapos não viram príncipes, e ninguém da nobreza veio resgatá-la quando ela ficou órfã de mãe e pai e viu todos os seus bens serem transferidos para outra pessoa. Até que sua história tem uma reviravolta: Izzy descobre que herdou um castelo em ruínas, provavelmente abandonado, em uma cidade distante. O que ela não imaginava é que aquele castelo já vinha com um duque.”  / Comprar: Amazon

Uma noite como esta (Quarteto Smyth-Smith 2), Julia Quinn
Sinopse: “Anne Wynter pode não ser quem diz que é… Mas está se saindo muito bem como governanta de três jovenzinhas bem-nascidas. Seu trabalho é bastante desafiador: em uma única semana ela precisa se esconder em um depósito de instrumentos musicais, interpretar uma rainha má em uma peça que pode ser uma tragédia ou, talvez, uma comédia – ninguém sabe ao certo – e cuidar dos ferimentos do irresistível conde de Winstead. Após anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ele é o primeiro homem que a deixa verdadeiramente tentada, e está cada vez mais difícil para ela lembrar que uma governanta não tem o direito de flertar com um nobre. Daniel Smythe-Smith pode estar em perigo… Mas isso não impede o jovem conde de se apaixonar. Quando ele vê uma misteriosa mulher no concerto anual na casa de sua família, promete fazer de tudo para conhecê-la melhor, mesmo que isso signifique passar os dias na companhia de uma menina de 10 anos que pensa que é um unicórnio. O problema é que Daniel tem um inimigo que prometeu matá-lo. Mesmo assim, no momento em que vê Anne ser ameaçada, ele não mede esforços para salvá-la e garantir seu final feliz com ela.” / Comprar: Amazon

O conto da aia, Margaret Atwood
Sinopse: “Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.” / Comprar: Amazon

A soma de todos os beijos (Quarteto Smyth-Smith 3), Julia Quinn
Sinopse: “Um brilhante matemático pode controlar tudo… A não ser que um dia exagere na bebida a ponto de desafiar o amigo para um duelo. Desde que quebrou essa regra de ouro, Hugh Prentice vive com as consequências daquela noite: uma perna aleijada e os olhares de reprovação de toda a sociedade. Não que ele se importe com o que pensam dele. Ou pelo menos com o que a maioria pensa, porque a bela Sarah Pleinsworth está começando a incomodá-lo. Lady Sarah nunca foi descrita como uma pessoa contida… Na verdade, a palavra que mais usam em relação a ela é “dramática” – seguida de perto por “teimosa”. Mas Sarah faz tudo guiada pelo bom coração. Até mesmo deixar bem claro para Hugh Prentice que ele quase destruiu sua família naquele bendito duelo e que ela jamais poderá perdoá-lo. Mas, ao serem forçados a passar uma semana na companhia um do outro, eles percebem que nem sempre convém confiar em primeiras impressões. E, quando um beijo leva a outro, e mais outro, e ainda outro, o matemático pode perder a conta e a donzela pode, pela primeira vez, ficar sem palavras.” / Comprar: Amazon

Minha vida fora de série – 4ª temporada, Paula Pimenta

Sinopse: “Após um traumático término de namoro, Rodrigo e Priscila seguem seus caminhos separadamente. Enquanto ela parte rumo à Nova York para tentar uma nova vida, Rodrigo quer esquecer tudo que passou e viaja para o Canadá, onde encontra os irmãos. Mas algumas lembranças são difíceis de apagar, e deixá-las para trás é muito mais complicado do que ele poderia imaginar. Será que novos amores teriam o poder de curar seu coração? Ou ele precisa confrontar de vez o passado para finalmente se libertar?” / Comprar: Amazon / Resenha: aqui

Os quatro cavaleiros, Veronica Rossi
Sinopse: “O que você faria se descobrisse que se tornou um dos Cavaleiros do Apocalipse? Da mesma autora da Trilogia Never Sky. Nada além da morte pode impedir Gideon Blake de conquistar seu objetivo de se tornar um soldado americano. Bem, o problema é que ele morreu. Por algum tempo. Enquanto se recupera do acidente que deveria ter sido fatal, Gideon nota que seus ferimentos estão cicatrizando muito rapidamente. É um milagre. Se você considerar um milagre o fato de se tornar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Gideon é Guerra. E ele precisa se unir aos outros cavaleiros, Fome, Morte e Peste, para, juntos, proteger uma chave que a Ordem quer ter em mãos para abrir as portas de um reino infernal na Terra, ameaçando escravizar todos os humanos.” / Comprar: Amazon


Gostaram das minhas leituras? Eu gostei muito de todos esses livros e estou animada para começar as leituras de setembro. E vocês, o que leram mês passado? Não deixem de me contar aí nos comentários, porque eu vou adorar saber.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Minha vida fora de série - 4ª temporada

Sinopse: “Após um traumático término de namoro, Rodrigo e Priscila seguem seus caminhos separadamente. Enquanto ela parte rumo à Nova York para tentar uma nova vida, Rodrigo quer esquecer tudo que passou e viaja para o Canadá, onde encontra os irmãos. Mas algumas lembranças são difíceis de apagar, e deixá-las para trás é muito mais complicado do que ele poderia imaginar. Será que novos amores teriam o poder de curar seu coração? Ou ele precisa confrontar de vez o passado para finalmente se libertar? Descubra nesta nova e emocionante temporada de Minha vida fora de série.”Autora: Paula Pimenta / Editora: Gutenberg / Páginas: 438 / Comprar: Amazon

Semana passada, eu fiz um post aqui no blog falando quatro motivos para ler Minha vida fora de série, da autora Paula Pimenta. Então, esse final de semana eu viajei para Belo Horizonte e descobri que o lançamento do quarto livro seria no domingo e claro que eu não poderia perder, né? Assim, corri para comprar meu exemplar (já que o que eu tinha encomendado na pré-venda não chegaria a tempo) e participei do evento.
Infelizmente, devido a algumas informações desencontradas da Livraria Leitura (onde ocorreu o lançamento), não consegui participar do bate-papo com a Paula. No entanto, consegui senha para a sessão de autógrafos e fiquei muito feliz de poder conversar um pouquinho com a autora e, claro, ter meu exemplar autografado por ela.
Como de hábito com os livros da Paula Pimenta, eu devorei Minha vida fora de série – 4ª temporada e não consegui parar de ler até terminar. Eu estava com mais saudade desses personagens do que imaginava e foi impossível não “maratonar” essa nova temporada com eles. Mais uma vez, me vi completamente mergulhada na história e, quando terminei, senti um vazio enorme e uma necessidade de um abraço, pois não sei como vou aguentar esperar a próxima temporada.


No entanto, antes de começar a falar sobre o livro em si, aquele aviso que sempre faço quando tem resenhas sobre continuações de séries: não continue a leitura desta resenha caso não tenha lido os três primeiros volumes de Minha vida fora de série. Apesar de não colocar nenhum spoiler deste quarto livro, algumas informações dos três anteriores podem aparecer.
Em Minha vida fora de série – 4ª temporada, vamos saber o que aconteceu com o Rodrigo depois dos eventos do terceiro livro. Sim, este livro será totalmente focado na vida do Rô. Ele agora está no Canadá, tentando se recuperar depois de tudo que ocorreu e começar uma nova vida. No entanto, vai perceber que fugir não era a única solução e que, para seguir em frente, ele teria que aprender a lidar com os sentimentos e mágoas do passado.  
Eu preciso confessar para vocês que amo o Rodrigo e, sinceramente, gosto muito mais dele do que da Priscila. Inclusive, fiquei com muita raiva pelas coisas que ela fez no segundo e no terceiro livros, porque o Rô não merecia. No entanto, eu ainda acho esse casal incrível e acabei sentindo muita falta dela. Assim, demorei um pouco para me acostumar que não teríamos a visão da Pri nesse livro.
“Ao fazer mil planos com a Priscila em São Paulo, eu havia esquecido a regra básica: antes de depositar todos os nossos sonhos na mão de outra pessoa, é preciso ter certeza de que você também faz parte dos sonhos dela. E eu tinha descoberto da pior maneira possível que eu vinha sonhando sozinho durante todos aqueles anos.”

Mas, como estamos falando de um livro da Paula Pimenta, claro que isso não comprometeu em nada. Essa temporada do Rodrigo foi cheia de reviravoltas, surpresas e muito amadurecimento. Fiquei muito feliz de ver o quanto ele cresceu nesse livro e se tornou mais forte. Além disso, o Rodrigo é tão fofo e encantador que nada mais justo do que ter um livro só para ele.
Assim, apesar da saudade que senti da Pri, fui conquistada por essa nova fase do Rodrigo e pelos novos personagens que apareceram. Com a mudança dele para outro país, claro que aparecem muitos novatos e todos eles me conquistaram de algum modo. Aliás, é impressionante a habilidade que a Paula Pimenta tem de criar personagens tão cativantes e com personalidades únicas, que fazem o leitor se sentir amigo deles.


Dentre esses novos personagens, quatro se destacaram: o Klaus, a Antonella, o Sean, a Juliette. Cada um destes personagens entra na vida do Rodrigo de uma maneira diferente, mas todos os eles contribuíram muito para o amadurecimento dele, ao longo do livro. No entanto, se fosse para escolher, votaria na Antonella para melhor pessoa do livro todo. Ela é incrível, com uma personalidade cativante e um jeito leve que conquista a simpatia do leitor, e espero que ganhe ainda mais espaço no próximo livro.
Com relação ao enredo, a história transcorre de uma maneira muito envolvente e cheia de surpresas. Confesso que não esperava o misto de emoções que sentiria com esse livro e nem que a Paula Pimenta iria maltratar tanto meu coração. Pela primeira vez, eu senti um medo real de a Pri e o Rô não ficarem juntos e, por causa disso, fiquei muito angustiada o livro todo. Além disso, fiquei bastante dividida entre a vontade que tinha de ver o Rodrigo bem e o medo de que ele se afastasse ainda mais da Priscila.

“Fugir não vai te levar a lugar nenhum, só vai fazer com que você fique dando voltas e voltas dentro de si mesmo. Você precisa confrontar isso de uma vez e perdoar a Priscila. Ela já sofreu o suficiente. E você também.”

O desfecho do livro é daqueles que fazem a gente desejar pegar o próximo volume correndo. Eu ainda tentei procurar alguma pista em Fazendo meu filme 4 – Fani em busca do final feliz, para ver se encontrava alguma indicação lá que acalmaria meu coração. No entanto, a Paula Pimenta foi muito cuidadosa e não tem pista nenhuma. Só me resta esperar o quinto livro e implorar para que ele seja bem grande e não precise de um sexto volume, porque não estou sabendo lidar com tanta curiosidade e ansiedade.


Não preciso nem dizer que a escrita da Paula Pimenta continua maravilhosa e apaixonante. É impressionante como ela está cada vez mais segura na condução da história, fazendo os leitores se encantarem com seus personagens e se envolverem em todas as aventuras e mudanças vividas por eles. Além disso, ela continua demonstrando uma grande habilidade para construir personagens e situações muito reais, que fazem o leitor se identificar com eles.
Quanto à edição, segue o mesmo padrão dos três primeiros livros, que eu adoro. A capa está lindíssima, as páginas são amareladas e, no início de cada capítulo, temos um trecho de alguma série famosa. Além disso, usaram fontes diferentes para os e-mails trocados entre os personagens, bem como para as cartas e mensagens de celular. Isso não apenas demonstra o cuidado da editora, como ainda facilita bastante a leitura. Houve alguns errinhos de digitação, como palavras que ficaram sem espaçamento entre elas, mas foram muito poucos e não dificultaram em nada a compreensão.
Assim, Minha vida fora de série - 4ª temporada é um presente para os fãs da série, especialmente para aqueles que amam o Rodrigo. A Paula Pimenta conseguiu colocar um turbilhão de emoções em um único livro e me deixar ainda mais ansiosa (para não dizer desperada) para conferir o próximo livro, mas, apesar da angústia que estou sentindo nesse momento, adorei acompanhar o crescimento do Rodrigo. No entanto, ainda espero muito que a Pri esteja mais presente no próximo livro e que ela e o Rô tenham mais uma temporada incrível.

E, se você ainda não leu Minha vida fora de série e essa resenha não te convenceu a começar, não deixe de conferir o post que fiz citando quatro motivos para ler essa série

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

[Dica da Malu] Confissões on-line 2: Entre o real e o virtual

Sinopse: Mariana Prudente realizou seu maior sonho: fazer intercâmbio. Depois de dois meses de muito aprendizado e diversão no Canadá, ela voltou para casa, mas, dessa vez, é Arthur quem parece distante. Para completar, além de não ter a menor ideia do que fazer com o próprio futuro, Nina, sua melhor amiga, está de malas prontas para fazer faculdade em outro estado. Mari, então, mais uma vez faz de seus vídeos o lugar ideal para extravasar e falar sobre seus anseios e sua rotina diária. O canal Marinando ganha cada vez mais acessos e vira um fenômeno na internet. Com a sua vida virtual dominando a real, Mariana ainda precisará acertar as contas com o passado e enfrentar quem não está feliz com o sucesso dela. Mas, com a ajuda de uma nova amiga, Mari conseguirá enfrentar os momentos bons e ruins dos próximos meses e, finalmente, descobrir quem ela realmente é.Autora: Iris Figueiredo / Editora: Évora (selo Generale) / Páginas: 216 / Comprar: AmazonLivro cedido pela editora

Quem me acompanha aqui no blog viu que semana passada eu postei a resenha de “Confissões on-line: Bastidores da minha vida virtual” da autora Iris Figueiredo (aqui). Então, hoje eu vou falar sobre a continuação dele, Confissões on-line 2 – Entre o real e o virtual, que eu também recebi de cortesia da editora Évora.
Antes de mais nada preciso avisar que, se você não leu o primeiro livro, esta resenha pode ter alguns spoilers. Eu vou evitar ao máximo falar sobre o desfecho do primeiro livro, mas é inevitável, então, para quem não quiser saber demais, é melhor evitar continuar a leitura daqui para frente.
Agora que o aviso foi dado, vamos falar sobre o livro. A história continua dois meses depois do final do primeiro livro e a protagonista Mari ainda tem muitos problemas para enfrentar. Ela não passou no vestibular e não sabe direito o que quer fazer, seu namorado está estranhamente distante e ela está cada vez mais preocupada com a saúde de sua amiga, Nina. Para piorar, o passado de Mari parece não querer deixá-la em paz e o sucesso do seu canal parece incomodar algumas pessoas.
A primeira coisa que destaco sobre esse livro é que ele é uma continuação mais do que necessária. Apesar de muito fofo, o final do primeiro livro deixa muitas questões em aberto e que precisavam ser exploradas. Apesar de ter finalmente se livrado das pessoas que faziam mal para ela, Mari ainda não tinha enfrentado de frente seu passado e nem se livrado dos seus traumas.

O mundo é tão grande, com gente tão diferente, que não vale a pena privar de conhecer novas histórias e personalidades todos os dias. Há muito mais por aí além do meu bairro, da minha escola e de todo o mundinho ao qual eu sempre me prendi.

Algumas coisas que aconteceram com Mari no primeiro livro eram muito graves e tive medo de que a autora deixasse isso passar batido, com a personagem superando tudo com facilidade. Felizmente, isso não aconteceu e, ao longo do livro, percebemos que o passado deixou marcas em Mari. Além disso, a autora deixa claro que, provavelmente, a menina nunca iria esquecer o que aconteceu, mas que ela precisava enfrentar seus traumas para poder seguir em frente.
Outro ponto que gostei bastante é que a questão dos transtornos alimentares é abordada mais a fundo. Desde o primeiro livro, já fica evidente que a Nina sofre com bulimia e anorexia e em vários momentos é ressaltada a gravidade da situação. Além disso, o fato de Mari não saber como ajudá-la permite que o leitor vá descobrindo junto com ela como identificar e ajudar uma pessoa que esteja sofrendo com esses transtornos.
Com relação aos personagens, eu já havia gostado de como eles foram construídos no primeiro livro e achei que a autora soube desenvolvê-los muito bem. A Mari amadureceu muito e começou a aprender a enfrentar seus problemas e pedir ajuda quando necessário. Além disso, os personagens secundários também têm seus próprios conflitos e é interessante acompanhar a jornada de todos eles.

Todo mundo tinha seus dramas e medos. Se eles não estão nos relacionamentos, pode ter certeza que estão na família, em amizades ou qualquer outro campo. Cada um concentrava seus problemas em uma área, ou em várias. No final do dia, todo mundo precisava lidar com suas inseguranças, mesmo que elas não fossem as mesmas.

No entanto, tem uma personagem nova que merece um destaque especial. A Pilar, uma menina que a Mari conhece em seu intercâmbio, proporciona ótimos momentos no livro, com seu jeito espontâneo e divertido. Além disso, sem querer ser (muito) clubista, mas ela torce para o Atlético Mineiro, então, já virou uma das minhas personagens favoritas.
A escrita da autora é mais uma vez leve e envolvente. Ela conseguiu construir personagens muito humanos e cativantes, abordando problemas sérios da adolescência, mas ainda proporcionando muitos momentos divertidos. A leitura não é cansativa ou arrastada em nenhum momento e o leitor realmente se envolve com as situações e dilemas vividos pelos personagens.
A edição segue o mesmo padrão do livro anterior, incluindo as ilustrações com as mensagens trocadas pelos personagens e com as reportagens das revistas que Mari lê. As páginas são amareladas e, como no primeiro livro, a fonte poderia ser um pouco maior, mas não chega a prejudicar a leitura.

Assim como falei sobre o primeiro volume, Confissões on-line 2: Entre o real e o virtual é uma leitura mais do que indicada para quem gosta de livros jovem adulto, trazendo um retrato realista, mas delicado sobre a adolescência. É um livro repleto de momentos divertidos e situações inusitadas, mas que aborda questões sérias e que precisam ser discutidas, especialmente entre o público mais jovem. 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Motivos para ler "Minha vida fora de série"

Se você é adolescente ou conhece algum, com certeza já ouviu falar sobre a Paula Pimenta. Essa escritora mineira conquistou o coração de milhares de leitores com a série “Fazendo meu filme” e, desde então, seus livros são um sucesso. Aliás, no final do mês será lançado o quarto volume de outra série de sucesso da autora, Minha vida fora de série – 4ª temporada.
Aproveitando que o lançamento está tão próximo, resolvi fazer um post especial sobre essa série. Então, se você ainda não conhece o trabalho da Paula, ainda não se interessou pelos seus livros ou, até mesmo, leu a série Fazendo meu filme e ainda não foi conhecer as outras obras da autora, vou listar aqui quatro motivos para começar a ler “Minha vida fora de série”.

1 – Facilidade de identificação, mesmo para quem não é mais adolescente.
Sei que muitas pessoas acham que, por se tratar de livros jovem adulto, eles estão limitados ao público adolescente, mas não é bem assim. Tem muitos adultos que ainda se encantam com as histórias da Paula (inclusive eu), porque ela tem uma habilidade incrível de retratar a adolescência de uma forma tão sensível e tão natural, que é impossível você ler e não sentir uma certa nostalgia lembrando da sua época de adolescente. Claro que são livros românticos e com vários momentos que parecem de sonhos, mas os personagens, os diálogos e os lugares são tão realistas que, ao longo do livro, você vai se ver em pelo menos uma situação retratada e lembrar com carinho da sua própria adolescência.

2 – Não tem estereótipos de adolescentes americanos.
Um dos problemas que eu sempre tive com livros jovem adulto escritos por autores estrangeiros é que os adolescentes ali retratados vivem uma realidade muito diferente da nossa. Claro que alguns autores conseguem abordar aspectos da adolescência que são comuns em qualquer lugar do mundo, o que facilita a identificação, mas sempre tem algumas coisas que são diferentes em cada país.
Nesse sentido, os livros da Paula Pimenta trazem uma sensação de reconhecimento muito maior. São histórias que se passam no Brasil, em cidades e lugares que muitos de nós conhecemos e, por isso, conseguimos nos identificar mais facilmente.

3 – Ótimas indicações de séries
            Em todos os livros de “Minha vida fora de série”, foram incluídos diálogos de séries famosas no começo de cada capítulo. Esses trechos, que têm a ver com a situação que irá acontecer naquele capítulo, são retirados de famosas séries de TV como Gilmore Girls, One Three Hill, The O.C., entre outras. Aliás, ainda preciso agradecer à Paula, porque foi graças a esses livros que resolvi assisti Gilmores Girls e adivinhem? Se tornou a minha série favorita da vida!
            Então, se você ama séries ou está procurando alguma indicação para assistir, pode pegar Minha vida fora de série para ler. Em todos os livros são citadas várias séries, algumas mais antigas, outras um pouco mais recentes, e tenho certeza que pelo menos uma vai te agradar.

4 – É o mesmo universo ficcional de Fazendo meu filme.
            Para quem não sabe, Minha vida fora de série traz como protagonistas a Priscila e o Rodrigo, que apareceram nos quatro livros de Fazendo meu filme, mas eram considerados secundários. Assim, podemos conhecer melhor esses personagens que não tiveram um grande destaque em Fazendo meu filme, mas que já ocupavam um lugar no nosso coração. Além disso, para quem leu todos os livros de Fazendo meu filme e sentiu falta de mais, é uma ótima forma de matar um pouquinho as saudades.
            Aliás, ainda ressalto que a Paula soube conduzir muito bem as duas séries, sem deixar que houvesse nenhuma contradição de uma para a outra. Além disso, há momentos em que as duas histórias se cruzam, porém, o final de Fazendo meu filme não deixa claro o que aconteceu com os personagens de Minha vida fora de série. Ou seja, só lendo mesmo para descobrir.

Bônus:
            O quarto livro está próximo de ser lançado, mas ainda dá tempo de ler os três primeiros. Os livros têm um bom espaçamento e a escrita da Paula é tão leve e envolvente, que a leitura flui muito rápido.


            Assim, só me resta dizer que eu indico tranquilamente essa série para quem é adolescente e para os adultos que querem lembrar da sua própria adolescência. É uma leitura leve, divertida e apaixonante, daquelas que a gente termina sentindo o coração quentinho e com saudade dos personagens. 

Para quem tem interesse em ler essa série ou outros livros da autora, vou deixar o link de compra na Amazon aqui. E aproveito para lembrar que Minha vida fora de série - 4ª temporada, já está disponível em pré-venda aqui.
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