[Resenha] O que acontece em Londres

22 de mar. de 2020



Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu vim trazer a resenha de uma das minhas leituras mais recentes e que foi muito especial para mim, mas antes quero fazer um lembrete. Estamos vivendo um período difícil com a pandemia do Covid-19 e é muito importante que todo mundo faça sua parte. Por isso, quem puder ficar em casa, não saia. Quarentena não é férias e não é hora de ficar passeando ou indo para balada. Vamos ter consciência e pensar na nossa saúde e das outras pessoas também.
Agora, para aproveitar esse período de isolamento, nada melhor do que um bom romance, né? Por isso, vim indicar um lançamento maravilhoso: O que acontece em Londres. Segundo volume da trilogia Bevelstoke, da Julia Quinn, esse livro foi publicado recentemente no Brasil pela Editora Arqueiro e eu já corri para ler.

Então, se você está procurando um romance para ler nessa quarentena, esta resenha é para você.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Quando Olivia Bevelstoke ouve o boato de que Harry Valentine, seu novo vizinho, matou a própria noiva, não acredita nisso nem por um segundo. Ainda assim, só por via das dúvidas, decide espioná-lo. Arruma um lugar perto da janela do quarto, se esconde atrás da cortina e passa a observá-lo. Logo descobre um homem muito intrigante, que definitivamente está tramando algo. Sir Harry Valentine trabalha para o gabinete mais sem graça do Departamento de Guerra inglês, traduzindo documentos vitais para a segurança nacional. Apesar de não atuar como espião, passou por todo o treinamento para ser um. Por isso, percebe imediatamente que sua linda vizinha está seguindo seus passos pela janela. Assim que chega à conclusão de que ela é apenas uma debutante bisbilhoteira, Harry descobre que a jovem está sendo cortejada por um príncipe estrangeiro suspeito de conspirar contra a Inglaterra. Agora ele precisa espioná-la oficialmente, e logo fica claro que a maior risco que Olivia representa é fazê-lo se apaixonar...”

Lady Olivia Bevelstoke tem arrebatado Londres com a sua beleza desde sua primeira temporada. Porém, entre os vários pretendentes que surgiram, ela não encontrou nenhum com quem quisesse se casar. E, sendo sincera, ela já está bastante entediada com a temporada social em Londres. Mas isso mundo quando uma amiga conta que o novo vizinho de Olívia era suspeito de assassinar sua esposa. Mesmo não acreditando, ela fica empolgada com o possível mistério e decide investigar.
Sir Harry Valentine não demora nada para descobrir que sua vizinha está tentando espioná-lo através da janela. Apesar de se divertir com a situação, ele não tem o menor interesse em uma jovem tão tola e bisbilhoteira. Porém, ele será forçado a se aproximar de Lady Olivia Bevelstoke após receber uma missão do Departamento de Guerra inglês. Um príncipe russo é suspeito de conspirar contra a Inglaterra e Harry deve ficar atento aos passos dele e da jovem que estava cortejando, ninguém mais ninguém menos que sua vizinha Olívia.
Com a aproximação, os dois acabam se envolvendo em provocações mútuas que levam ao surgimento de uma inesperada cumplicidade. Será que aquelas duas pessoas tão diferentes poderiam descobrir um ponto em comum? Em meio a investigações, aventuras e muitas discussões, os dois vão descobrir que o mais risco que estaria correndo tinha a ver com seus corações.


Desde que li História de um grande amor, eu já tinha me encantado com a Olívia e estava ansiosa pelo livro dela. Sabe aquelas personagens que a gente sente que quer ser amiga dela? Foi exatamente assim que me senti e, depois de ler O que acontece em Londres, tenho certeza que Olívia seria aquela amiga que sempre se envolve em confusões, mas que tem as melhores histórias.
Com um jeito espontâneo e uma personalidade forte, Olívia Bevelstoke simplesmente não consegue se restringir pelas convenções sociais. Ela detesta a formalidade da alta sociedade e está cansada de ser vista apenas como um rosto bonito. Por isso, tem tanta dificuldade em encontrar um pretendente adequado, pois nenhum dos cavalheiros que conheceu pareceu conseguir enxergar as qualidades que tem além de sua beleza.
E um dos aspectos que mais gostei nessa personagem é o fato de que ela não se tornou vaidosa ou arrogante por toda a atenção que recebia. Ao contrário, Olívia se entristece por ser vista apenas como alguém a ser exibida. Ela é curiosa, inteligente, com muitas opiniões e gostaria de encontrar alguém que a respeitasse como uma igual e valorizasse sua inteligência mais do que sua beleza. Ou seja, é uma mulher que se valoriza e sabe o que quer. Um ícone sensato.
Já o Harry só posso dizer que ele é tudo para mim. Que homem, minha gente, que homem! Apesar de focado e mais reservado, ele é um personagem que também sabe ser divertido e tem um senso de humor inteligente e delicioso. Acho que a Julia Quinn trouxe para esse personagem um equilíbrio incrível, porque ao mesmo tempo em que se mostra mais reservado e quieto, ele também é um homem corajoso, charmoso e que sabe ser engraçado. Além disso, ele tem um passado difícil e as situações que precisou lidar realmente me comoveram.

Com relação ao romance, achei que a Julia Quinn acertou em cheio. Olívia e Harry começam como um verdadeiro casal cão e gato, trocando faíscas toda vez que se viam. Porém, a forma como vão evoluindo para uma cumplicidade e daí para o romance foi tão natural e gostosa de acompanhar que me surpreendeu. Em nenhum momento senti como algo forçado ou pouco convincente. Torci por eles desde o início e me encantei acompanhando sua trajetória.




Já em relação aos personagens secundários, só posso dizer que são simplesmente maravilhosos. Inclusive, terminei a leitura desejando que vários deles ganhassem seus próprios livros. Sebastian, o primo do Harry, simplesmente roubou a cena e protagonizou o melhor momento do livro. Inclusive, ele será o protagonista do terceiro livro e eu não vejo a hora de ler. Além dele, eu amei o irmão gêmeo da Olívia, Winston, e o irmão do Harry, Edward. Espero sinceramente que a Julia Quinn decida escrever livros para eles também, porque são personagens que realmente merecem mais espaço.
Com relação à trama, achei muito leve e divertida de acompanhar. Os diálogos são extremamente divertidos, e ainda há uma pitada de ação e mistério que deixam a leitura ainda mais envolvente. O romance obviamente é parte central, mas a Julia Quinn conseguiu equilibrar outros elementos com maestria.
Minha única ressalva é que senti falta de um epílogo. Por mais que o final seja amarrado e deixe o leitor com um quentinho no coração, fiquei com a sensação de quero mais. Gostaria de ter aproveitado um pouco mais a leitura e a ausência de um epílogo me deixou com a sensação de um final abrupto, como se estivessem faltando páginas no livro. Porém, isso não desmerece tudo que foi construído até então e eu continuo encantada por essa história.
Deste modo, O que acontece em Londres conseguiu atender às minhas expectativas e me deixar ainda mais empolgada com a trilogia Bevelstoke. Fui conquistada por esse casal, pelo clima de aventura da trama e até mesmo por uma divertida referência que quem já leu Os Bridgertons vai amar. Agora, estou ansiosa não só pelo terceiro livro, que tem previsão de ser lançado em maio, mas para que a Julia Quinn decida escrever sobre outros personagens maravilhosos apresentados aqui.
Para quem busca um romance leve e divertido, essa trilogia tem se mostrado uma ótima opção. Mas agora quero saber de vocês quem já leu ou quer ler esse livro? Me contem aí nos comentários se ficaram curiosos pela história da Olívia.
E, para incentivar vocês a ficarem em casa, nos próximos dias vou postar algumas dicas de leitura de diversos gêneros e também de alguns filmes para assistir na Netflix e no Amazon Vídeo. Então, fiquem atentos aqui e quem quiser deixar dicas nos comentários, vou adorar também.

[Resenha] Beijos em Nova York

4 de mar. de 2020


Olá, pessoa! Como vocês estão? Depois de alguns dias sumida aqui, resolvi voltar com a resenha de um lançamento muito especial da Galera Record: Beijos em Nova York, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot).
Confesso que a primeira coisa que chamou minha atenção nesse livro foi a capa (e nem dá para vocês me julgarem por isso, está muito linda mesmo). Porém, o que me conquistou mesmo foi a sinopse, que me passou a impressão de uma leitura leve e divertida, daquelas que a gente termina com a sensação de quentinho no coração.

Então, assim que ele chegou, já furou a fila de leituras. Agora, vou contar para vocês do que se trata Beijos em Nova York (sem spoilers, claro) e se a minha impressão estava correta. Será que foi uma leitura tão foda quanto eu esperava? Confiram para saber o que achei.

Autor(a): Catherine Rider
Editora:  Galera Record
Tradução: Iris Figueiredo
Páginas: 240
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Véspera de Natal, dois términos de namoro, um livro de autoajuda e a cidade de Nova York como cenário: Charlotte e Anthony, apesar das diferenças, embarcarão em uma jornada que os fará enxergar a si mesmos e a cidade a seu redor sob outras perspectivas.É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coicidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.”

Em Beijos em Nova York, Charlotte, estudante inglesa que passou seis meses de intercâmbio na cidade, definitivamente não ia levar boas lembranças para casa. Ela que esperava descobrir uma nova e mais ousada versão de si mesma, passou longe de viver as aventuras que esperava e ainda teve seu coração partido pelo namorado que terminou com ela. Agora, tudo que Charlotte quer é deixar Nova York e voltar para casa.
No entanto, devido às péssimas condições climáticas no inverno, os voos foram cancelados e Charlotte precisará passar mais um dia na cidade completamente sozinha. E o pior: era véspera de Natal. Mas as coisas começam a mudar quando Charlotte conhece Anthony, um jovem que acabou de ser dispensado pela namorada em pleno aeroporto. Sem ter nada para fazer até o horário do voo no dia seguinte, Charlotte decide que seria bom viver as aventuras que tanto desejava quando embarcou para o intercâmbio.
Assim, unindo sua solidão e a falta de vontade que Anthony tinha de voltar para casa, os dois decidiram se aventurar por Nova York juntos. Munidos de um livro de autoajuda com passos para superar o ex, Anthony e Charlotte vão fazer de tudo para esquecer seus antigos relacionamentos, mas vão acabar entrando em uma surpreendente jornada de autoconhecimento.





Uma das primeiras coisas que quero destacar sobre Beijos em Nova York é o quanto Charlotte e Anthony são personagens interessantes e cativantes. Isso foi fundamental para o meu envolvimento com a leitura, pois toda a trama gira em torno dos conflitos e das descobertas que fazem sobre eles mesmos. E acompanhar essa jornada de autoconhecimento de dois adolescentes poderia não ter sido tão gostoso, se eles não fossem personagens tão divertidos e carismáticos.
A Charlotte já conquista a simpatia logo de cara pela péssima situação em que se encontra. Sozinha e de coração partido na véspera de Natal já seria uma situação ruim o suficiente, imagina para uma adolescente longe de casa, né? Mas o que mais me encantou nessa personagem é que ela não se limita ao drama dessa situação. Claro que a dor pelo fora que levou é uma questão importante ao longo de todo o livro, afinal estamos falando de uma adolescente. Mas ela tem outras questões muito mais profundas e que têm tudo a ver com essa fase da vida.
Assim, mais do que a questão do importante, é interessante ver a Charlotte aprendendo a encontrar sua própria identidade. Como muitos adolescentes por aí, ela tinha uma enorme dificuldade de se aceitar como era e nutria o sonho de ser uma versão mais ousada e “descolada”. Aos poucos, vemos Charlotte começando a se afastar dessas idealizações e começando a pensar em quem ela é de fato e o que gostaria para seu futuro. Assim, vamos acompanhando seus medos, sonhos, inibições e inseguranças, e, mesmo com uma dose de drama adolescentes, vemos o amadurecimento da personagem.
Já o Anthony eu queria poder guardar em potinho, protegido do mundo, porque que menino mais fofo. No começo, ele não é muito simpático com a Charlotte, mas tinha acabado de levar um fora de uma forma péssima (só digo uma coisa: ranço eterno da ex dele). Mas aos poucos vamos vendo outras camadas do personagem e que ele tinha outros motivos para estar sofrendo naquele momento, além do término. Foi impossível não ficar com pena dele por toda a situação, mas também me encantei por ver que, por trás daquele comportamento seco, tinha um personagem gentil, atencioso, com um ótimo senso de humor e com uma grande necessidade de ser aceito e amado. Além disso, assim como a Charlotte, ele tem sonhos e conflitos que vão sendo descobertos ao longo dessa jornada em que os dois embarcam.
Com relação às aventuras deles, me agradou muito o fato de que não tem nada muito mirabolante ou que pareça incoerente. São coisas simples, situações que qualquer adolescente poderia viver. Assim, fazem coisas como comprar roupas novas fugindo do seu estilo normal, ir a lugares que não iam quando estavam namorando e até mesmo se juntar a um coro de Natal mesmo sem saber cantar. E o mais legal é que, mesmo não sendo aventuras particularmente grandiosas, elas se tornaram interessantes pelo significado que tiveram para os personagens.
Outro aspecto que gostei muito é que temos capítulos alternados entre a visão da Charlotte e a do Anthony, o que permite conhecer bem os dois personagens. As diferenças entre as narrações deles são bem claras e meu palpite é que cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e me permitiu compreendê-los melhor.
E vocês já devem estar se perguntando, e o romance? Temos romance sim e foi outro ponto que me surpreendeu no livro. Como já deve dar para imaginar, a trama se passa em um dia, o período que Charlotte ficou retida em Nova York por causa do cancelamento do voo. E, para minha surpresa, o romance foi construído de uma maneira convincente dentro desse curto espaço de tempo. Longe de termos um casal que se apaixona com o primeiro olhar, vemos dois adolescentes que vão relevando suas camadas aos poucos e, quanto mais conhecem um sobre o outro, mais se aproximam. É uma relação natural, leve e muito cativante, daquelas que deixam a gente torcendo pelo casal.
Minha única ressalva é que, em um determinado momento, a trama se tornou um pouco lenta. Acho que alguns momentos foram desnecessários para a jornada dos dois protagonistas, enquanto que questões importantes ficaram relegadas à metade final do livro. E é justamente quando essas questões foram inseridas, que a leitura se tornou mais interessante. Por isso, gostaria que os autores não tivessem demorado tanto para trazer certos elementos para o livro, pois acho que a história teria sido muito mais completa e envolvente com o aprofundamento desses aspectos. Porém, deixo claro que isso não chegou a comprometer a leitura, que foi leve e muito cativante.
De um modo geral, Beijos em Nova York é aquele livro que a gente pega despretensiosamente para ler em um dia tranquilo e termina completamente apegado à história e aos personagens. Eu sinceramente terminei desejando muito uma continuação, não por ela ser necessária, mas porque eu queria continuar acompanhando as aventuras da Charlotte e do Anthony. Então, indico muito a leitura para quem ama um bom romance adolescente e que está em busca de uma leitura leve e apaixonante.

Para quem se interessou pelo livro, ele já está disponível no site da Amazon, físico e em ebook. Comprando por esse link, você ajuda o Dicas de Malu sem alterar em nada o valor da sua compra. 

[Resenha] A filha do conde

17 de fev. de 2020


Oi, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu decidi começar a semana com uma resenha especial, porém, um pouco diferente. Normalmente, eu posto as resenhas de livros de séries na ordem. Porém, quando terminei de ler A filha do conde, da Lorraine Heath, precisei vir comentar sobre ele mesmo sem ter postado resenha dos livros anteriores.
No entanto, já aviso que cada livro conta a história de um casal diferente e eu não vou mencionar nada sobre os volumes anteriores. Então, mesmo quem não leu Desejo e Escândalo e O amor de um duque pode continuar lendo a resenha tranquilo, tá? E não se preocupem que em breve vou falar sobre esses dois livros também.

Então, sem mais delongas, vamos logo à resenha e o que eu achei da leitura de A filha do conde. 

Autora: Lorraine Heath
Editora: Harlequin Books Brasil
Tradução: Daniela Rigon
Páginas: 398
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Era revoltante ver que ela estava ainda mais bonita do que quando a vira pela última vez, quando trocaram juras de amor e fizeram promessas que foram quebradas poucas horas depois… Os anos e a maturidade tinham acrescentado uma graça que Lavínia não possuía aos 17, quando Finn declarara o seu amor. Será que ela ainda se lembrava dos momentos com carinho ou a memória também rasgava seu coração, como fazia com o dele? Lavínia o fizera de tolo. Nenhuma das lembranças que tinha dela deveriam ser agradáveis. Mas, em algumas noites, ainda ficava na cama encarando o teto, porque a imagem dela surgia sempre que fechava os olhos. Cinco anos de sua vida em isolamento, e a única coisa para lhe fazer companhia, para mantê-lo são, era a lembrança que tinha dela. Aquelas memórias eram seu sustento. No começo, ele as invocava para alimentar a sede de vingança, de retribuição, mas a solidão fora aumentando até transformá-las em sonhos. As lembranças traziam a esperança de que o amor estaria esperando em algum lugar, que voltaria a tê-la, sorrindo para ele, rindo com ele, enchendo-o de alegria. Lavínia não era mais sua — na verdade, nunca fora — mas, ainda assim, uma parte tola de si não conseguia se esquecer de quando quase a tivera, aquela garota que amara no passado.

Lady Lavínia Kent, filha do conde de Collinsworth, se apaixonou quando ainda era muito jovem. Porém, era um romance que estava destinado a acabar. Além do fato de que ela havia sido prometida ainda muito jovem a um duque, o rapaz por quem se apaixonou era pobre e filho bastardo de um nobre.
Finn Trewlove tinha muitas qualidades, era inteligente, trabalhador, esforçado e muito bonito, porém, sempre soube que seu berço fazia com que ele fosse inelegível para a filha de um nobre. Mas, mesmo sabendo disso, Finn não conseguiu evitar se apaixonar por Lady Lavínia e viver um lindo romance com ela. Porém, essa relação acabou de forma abrupta, deixando os dois com marcas e mágoas que carregariam para sempre.
“Passara a vida inteira tentando se convencer de que sua origem não importava, mas, no fim das contas, talvez importasse justamente para a pessoa de que ele mais precisava em sua vida.”
Depois dos acontecimentos do passado, Finn e Lavínia se tornaram pessoas diferentes daqueles jovens sonhadores que foram um dia. Ele se dedicou ao trabalho e em reconstruir sua vida. Já Lavínia tentou seguir com os planos que sua família tinha para si, até dar um basta e seguir em busca de um novo rumo para sua vida. E é com essa mudança que os caminhos dos dois voltam a se encontrar e revelações do passado mudam tudo que eles consideravam saber.



A primeira coisa que eu preciso falar sobre A filha do conde é que ele é um romance de época diferente de todos que já li. Essa série tem fugido do padrão desde o início por focar em personagens bastardos e não nos nobres que estamos acostumados a ver. Porém, esse livro foi além e trouxe um assunto que eu ainda não tinha visto sendo abordado em nenhum livro.
Não vou adiantar o assunto por considerar que seria um spoiler, porém, é um tema difícil e que mexeu muito comigo. Acho que a autora foi sábia ao trazer uma questão tão pertinente ao período histórico em que a trama se passa. Isso contribuiu não só para enriquecer a contextualização história – e já adianto que a autora conseguiu fazer um retrato muito interessante da sociedade da época – como ainda trouxe mais profundidade para a história e os personagens.
“– Sem nunca experimentar a dor, Vivi, como é possível apreciar a alegria quando não se está sofrendo?”
Aliás, o realismo das questões apresentadas foi fundamental para que esse romance se tornasse tão especial. As situações que Finn e Lavínia enfrentaram foram tão críveis e tão dolorosas que foi impossível não sofrer e se emocionar com eles. Confesso que no começo não estava achando o livro tão maravilhoso quanto as pessoas falaram e tive um pouco de dificuldade de acreditar no romance quando eles apareceram ainda jovens. Porém, quando as revelações começaram eu percebi que a trama não seguiria pelo caminho previsível que imaginei e me vi realmente sensibilizada por todos os acontecimentos.
Mas não posso deixar de destacar também o casal principal e o quanto eu me apeguei a eles. Finn e Lavínia são carismáticos e muito fofos como jovens, mesmo que o romance tenha me parecido um pouco forçado no começo. Mas eu me apeguei a eles de fato quando vi a evolução que os dois tiveram ao longo dos anos. Mesmo antes das revelações começaram, já era evidente que os dois precisaram amadurecer no período que ficaram sem se ver. E entender as causas dessa transformação deu um significado ainda maior e me fez amar mais esses personagens.
“Vivendo por conta própria nos últimos três meses, ela se acostumara a tomar as próprias decisões, mas ninguém jamais expressara a crença de que faria as escolhas corretas, de que suas opiniões teriam mérito.”
Lavínia é uma personagem doce e cativante desde o início, mas ver como ela se transforma em uma mulher mais consciente e determinada foi o que me fez admirá-la. Ela deixa de ser a jovem sonhadora que já foi e começa a enxergar o mundo além dos salões de baile e, mais que isso, tenta dar sua contribuição para mudar esse mundo. Não tenho nem palavras para descrever o quanto sua força e determinação me emocionaram. Por tudo que ela passou e por tudo que faz ao longo livro, Lavínia se tornou uma das minhas protagonistas preferidas da vida.

Já o Finn... posso dizer que ele é perfeito e só? Que mocinho encantador e único que Lorraine Heath trouxe para esse livro. No início, Finn é um jovem tentando enxergar uma possibilidade de uma vida melhor em um mundo que era tão cruel com pessoas como ele. Mas as rasteiras que ele levou da vida o tornaram um homem mais forte e determinado, lutando para se reerguer e construir seu futuro. E acreditem que só isso já seria motivo para admirá-lo. Mas Finn ainda é personagem integro, justo e com um coração tão generoso que me encantou. Sinceramente, não consigo pensar em outro personagem que poderia ser mais digno de uma mocinha tão incrível quanto a Lavínia.
“E ali estava uma das razões por que a amava tanto. Lavínia não o considerava inferior. Lutara a vida inteira para não deixar as circunstâncias de seu nascimento influencia-lo, mas quando a conheceu, percebeu que nunca acreditara de fato que sua origem não importava.”


E não posso deixar de falar dos personagens secundários. A sensação que tenho é que, se não for para escrever personagens complexos e interessantes, a Lorraine Heath nem se dá ao trabalho de começar a escrever. A família do Finn vem sendo apresentada desde os livros anteriores e adorei ver os protagonistas dos dois primeiros volumes novamente, além dos personagens que estarão nos próximos. Particularmente, estou ansiosa pelo livro do Fera. Porém, preciso dizer que quando decidi escrever personagens odiosos, a autora também se sai muito bem. Não vou revelar quem para não dar spoiler, mas quem leu sabe que nesse livro temos uma personagem tão cruel e asquerosa que conseguiu superar meu ranço pela Umbridge de Harry Potter (o que não é pouca coisa).
Com relação a trama, como eu já disse, teve um momento em que não estava me convencendo muito e cheguei até a achar um pouco lenta. Mas isso não durou muito e rapidamente as revelações começaram, o que deu mais dinamismo para a história. A partir desse ponto eu me vi completamente envolvida, querendo respostas para alguns segredos e torcendo para que o Finn e a Lavínia alcançassem sua merecida felicidade.
“Tinham mudado uma vez e mudariam de novo, e não sabia como permanecer apaixonada por alguém, se todos estavam em constante metamorfose. O sucesso os transformaria, o fracasso os transformaria ainda mais. Todas as provações, tribulações e os desafios que a vida lançaria na direção deles – mesmo sem a família dela para estragar tudo – acabariam por alterá-los.”
Não posso deixar de destacar também a edição da Harlequin que faz jus a esse livro tão especial. A capa é sem dúvida uma das mais lindas que eu já vi de romances de época. Além disso, com exceção de um único erro de tradução que foi bastante significativo, a revisão do livro está excelente.
Assim, só posso dizer que A Filha do Conde foi uma leitura que me pegou desprevenida e me emocionou de formas que não esperava. Mais do que superar minhas expectativas, esse livro trouxe assuntos que eu nunca tinha esperado encontrar em um romance de época e que tornaram essa história muito mais complexa do que sua sinopse deixa transparecer. Trata-se de um livro forte, reflexivo, intenso e muito sensível, daqueles que vêm de mansinho e abalam nossos corações. Pela primeira vez, um romance de época me levou às lágrimas e me deixou com um nó na garganta toda vez que pensava em tudo que aconteceu. Foi uma leitura mais do que especial e que me fez entender o motivo da Lorraine Heath ser uma autora tão admirada.
Agora, só me resta aguardar os próximos livros da série e torcer para que sejam tão encantadores quanto esse. Mas quero saber se vocês já leram esse ou algum livro da autora. E quem ainda não leu, ficou curioso para ler essa série? Me contem aí nos comentários.

[Resenha] História de um grande amor

7 de fev. de 2020



Olá, meus amores! Tudo bem com vocês? Depois de um tempinho sem postar resenhas por aqui, hoje eu vim falar sobre uma das primeiras leituras que fiz em 2020 e que é um dos lançamentos mais aguardados desse início de ano: História de um grande amor, da Julia Quinn. Esse livro inicia a trilogia Bevelstoke que está sendo publicada no Brasil pela Editora Arqueiro e é claro que eu corri para ler, né?
Para quem ainda não conhece, essa trilogia foi lançada há alguns anos nos Estados Unidos (entre 2007 e 2010). Vi muitas pessoas elogiando quando a Arqueiro anunciou que iria publicar esses livros no Brasil, o que me deixou mais curiosa para conferir. Porém, confesso que me esforcei e fui com as expectativas controladas.
Então, agora venho contar para vocês o que achei desse primeiro livro, se ele conseguiu me surpreender e quais as minhas expectativas para os próximos volumes.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva
Páginas: 288
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava. Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre. Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador. Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.”

Ainda criança, Miranda Cheever sabia que não se tornaria uma beldade. Porém, aos 10 anos, ela não precisava ser lembrada disso. Por isso, ao sair da festa de aniversário de sua melhor amiga, Miranda acaba desabafando com o irmão mais velho dessa sobre os comentários maldosos de uma das outras convidadas. E quando o senhor Nigel Bevelstoke, visconde de Turner, diz que Miranda um dia seria tão linda quanto era inteligente, ela percebe que nunca poderá deixar de amá-lo.
“– Porque um dia a senhorita vai crescer e aparecer, e será tão bonita quanto já é inteligente. [...] E talvez ainda reste um pequeno sorriso para dedicar a mim quando se lembrar deste dia e desta conversa agradável.”
Com o passar dos anos, Miranda não se tornou uma beldade ou a sensação da temporada, mas uma jovem bonita e bastante agradável. Prestes a viver sua primeira temporada, ela tem tudo para se sair bem. Já para Nigel a vida não foi nada boa. As decepções o tornaram um homem amargo e cínico, sem qualquer traço do rapaz gentil que já foi.
Porém, Miranda disse aos 10 anos que iria amá-lo para sempre. Por isso, ela está disposta a tentar encontrar o antigo Nigel por traz dessa fachada de amargura. Determinada, Miranda não vai desistir de resgatá-lo de sua solidão e finalmente viver a história de amor que sempre sonhou.


A primeira coisa que preciso dizer sobre História de um grande amor é que ele traz todos os elementos que me conquistaram nos livros da Julia Quinn: trama leve e dinâmica, diálogos divertidos, recheados de ironia, e personagens carismáticos. Há algum tempo não lia um romance de época tão gostosinho, desses em que a leitura flui rápido e com leveza.
Acredito que o principal motivo para isso é Miranda, que é uma protagonista carismática e adorável. Acredito não ter uma forma melhor de definir uma personagem tão doce e otimista. No início, ela é um tanto ingênua e se deixa levar por Nigel em algumas situações. Mas ela amadurece e se torna mais firme com o tempo, e isso sem perder sua generosidade e sua capacidade de enxergar o melhor nas outras pessoas. E foi justamente a capacidade dela de ver a bondade em Nigel mesmo quando ele mesmo não enxergava que fez com que eu admirasse tanto essa personagem.
“Turner não tinha a menor ideia do que fizera com ela – do que causara nela – e talvez nunca viesse a ter. Mas Miranda ainda o desejava. E provavelmente o desejaria para sempre”
Já o Nigel foi um caso mais complicado. Sua postura arrogante e amargurada foi muito irritante. Por mais que Nigel tivesse traumas em seu passado que justificassem o fato de ter se fechado, nada do que viveu era culpa de Miranda. Portanto, as vezes em que ele foi frio ou cínico com ela me incomodaram e fizeram com que eu tivesse dificuldade em simpatizar com ele, sendo a única ressalva que tive no livro.
E, ainda assim, esse foi um ponto que acabou contribuindo para tornar a evolução do Nigel mais interessante e com um peso maior. Pelo comportamento dele no início, era difícil esperar alguma redenção. No entanto, em um processo lento e bem construído, ele foi se transformando e amadurecendo. E observar o quanto ele mudou no final foi um dos aspectos muito interessante no livro.
Mas um bom romance de época não se faz só com o casal principal, não é mesmo? E os personagens secundários de História de um grande amor são ótimos. A irmã e a mãe de Nigel ajudam a trazer um clima de família que é tão característico dos livros da Julia e que eu adoro. Aliás, Olívia, que é a irmã caçula de Nigel e melhor amiga de Miranda, se destacou pelo carisma, senso de humor e lealdade à amiga. É a típica personagem coadjuvante que a gente sabe que merece ser protagonista de sua própria história. E não vejo a hora de ler o segundo livro para saber como ela se sairá com mais espaço na trama.
Com relação ao enredo, adorei como foi desenvolvido e me vi completamente envolvida pela leitura. O romance foi construído aos poucos e adorei o fato de que, mesmo Miranda sendo apaixonada por Nigel desde criança, isso não fez com que a aproximação entre eles fosse rápida. Ao contrário, eles foram aprendendo a se conhecer como adultos. Os dois mudaram muito ao longo dos anos e isso fez com que eles tivessem muito a descobrir um sobre o outro. Além disso, a própria evolução dos personagens foi algo incrível de acompanhar e que tornou a leitura ainda mais interessante.
“Era amor, e um amor de mulher. A garotinha que o via como um príncipe encantado não existia mais. Ela era uma mulher agora. Conhecia cada falha dele, sabia muito bem de suas limitações, e ainda o amava. Amava Turner. Queria cuidar de suas feridas. Queria...Não sabia exatamente. Queria tudo. Queria absolutamente tudo. Queria...”
Quanto à edição, não tenho muito o que falar, pois li em ebook. Confesso que não gostei da capa e acho que ela não combina em nada com o livro. Gostaria que a editora tivesse continuada criando as suas próprias capas, que têm um padrão muito mais bonito, ao invés de adotar uma estrangeira e que era de outra série da autora. Mas, feito esse desabafo em relação à capa, não encontrei nenhum erro no ebook e acredito que o livro físico mantenha o mesmo padrão de qualidade.
Deste modo, História de um grande amor é um ótimo início para essa trilogia. Leve, com diálogos divertidos e afiados, e personagens que passam por um longo caminho de amadurecimento e redescoberta, esse livro me encantou de um modo que eu não esperava e me deixou ansiosa por sua continuação. Para minha alegria, o segundo livro – O que acontece em Londres – já está em pré-venda e deve ser lançado em março (vocês podem adquiri-lo aqui).
E vocês, já leram História de um grande amor? Me contem aí nos comentários se já leram esse ou outro livro da Julia Quinn e o que acharam. Vou adorar saber a opinião de vocês.

Caso tenham interesse em adquirir História de um grande amor ou sua continuação em pré-venda, deixo o link para compra na Amazon aqui. Comprando através dele, vocês me ajudam com uma pequena comissão, sem alterar o valor final da compra.

Meus new adults favoritos

26 de jan. de 2020


Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu vim comentar com vocês sobre os meus romances new adult favoritos. Porém, antes disso, quero falar o que me motivou a fazer esse post.
No final do ano passado, eu li dois romances new adult maravilhosos: Vergonha, da Brittainy C. Cherry e Melhor que a encomenda, da Lauren Blakely. E foi só depois de ler esses livros que percebi o quanto estava com saudades de ler romances nesse estilo. Então, olhando para as minhas leituras do ano passado, percebi que tenho focado muito nos meus livros de fantasia e nos meus romances de época.
Por causa disso, estabeleci como meta para 2020 diversificar mais as minhas leituras. Não vou parar de ler romances de época e fantasia, mas quero dar mais espaço para outros estilos, incluindo contemporâneos, thrillers, ficção científica e clássicos. Mas, mais do que isso, quero falar sobre alguns livros que estão entre os meus favoritos e que quase nunca comento aqui com vocês.
E, depois dessa explicação, vamos aos meus romances new adult queridinhos da vida:


O Acordo, da Elle Kennedy:


Esse foi o primeiro new adult que eu li e já me apaixonei de cara. Além da Elle ter uma escrita leve e envolvente, eu amei muito o casal e a forma como o romance foi desenvolvido. Hannah é uma mocinha incrível e determinada, que conquistou minha simpatia tanto por sua personalidade quanto pelos traumas que ela enfrentou. Já o Garret é o mocinho perfeito: divertido, atencioso, determinado e muito carinhoso. Impossível não amar esse casal e se encantar com essa leitura.



Vergonha, da Brittainy C. Cherry:
Uma das últimas leituras que fiz em 2019, esse livro superou todas as minhas expectativas. Com personagens muito humanos e que passaram por dramas muito reais e compreensíveis, Vergonha me emocionou muito e me fez sofrer junto com os protagonistas. Além disso, adorei os temas que a autora abordou, que fizeram o livro ser bem mais do que a sinopse demonstrava. É uma história linda e sensível, que vai muito além do romance, e por isso entrou para os meus favoritos. 



Apenas amigos, da Christina Lauren: 

Outro livro que foi além do que eu esperava. É uma leitura leve e divertida, com boas doses de romance e humor, mas que também aborda questões interessantes e atuais. Além disso, o casal principal é tão bem construído que foi fácil me ver apegada a eles. A trama, apesar de simples, é delicada e bem desenvolvida. O romance é encantador e construído de maneira bastante natural, o que fez com que, sem que eu percebesse, esse livro despertasse uma sensação de quentinho no coração e conquistasse um lugar na minha lista de favoritos.



Espero por você, da Jennifer L. Armentrout.

Esse foi um dos livros que mais me surpreendeu. Ele tem uma premissa bem parecida com a de O Acordo, mas os temas abordados aqui são mais aprofundados. A protagonista me fez querer entrar no livro abraça-la pelo que enfrentou e pela sua força. Já o mocinho é daqueles que fazem a gente suspirar e desejar que existisse na vida real. É um romance apaixonante, daqueles que a gente não tem vontade de parar de ler, e que conquistou um lugar permanente na minha lista de queridinhos.



É assim que acaba, da Colleen Hoover:

Claro que não poderia faltar um livro da Colleen Hoover nessa lista e É assim que acaba é o meu favorito dela. Esse livro me destruiu e acabou com as minhas lágrimas, mas também foi o primeiro a abrir meus olhos para um assunto muito importante. Ele fez com que eu me sentisse no lugar da protagonista e parasse para rever algumas das minhas opiniões. Foi uma leitura intensa como os livros da autora costumam ser, mas que mexeu comigo profundamente e me fez refletir bastante. E, por isso, vou guardar para sempre como um dos meus favoritos da vida.


Mas agora quero saber de vocês: já leram algum dos livros que eu citei? Me contem aí nos comentários o que acharam e quais são os romances new adult favoritos de vocês. Caso tenham algum para me indicar, deixem a sugestão aí. Eu vou adorar conferir as dicas de vocês.

Caso vocês tenham se interessado por algum desses livros, vou deixar o link para compra na Amazon. Comprando através desse link aqui, vocês ajudam o Dicas de Malu com uma pequena comissão, que não interfere no valor a ser pago por vocês.

Cinco motivos para ler Confidências de uma ex-popular

20 de jan. de 2020



Oi, pessoal! Tudo bem? Precisei passar os últimos dias concentrando os posts lá no instagram, mas hoje venho trazer a primeira dica de leitura de 2020: Confidências de uma ex-popular, da Ray Tavares. Publicado no ano passado pela Galera Record, esse livro foi uma das primeiras leituras que fiz esse ano e eu não poderia ter começado melhor.

Para quem não sabe, a Ray é autora do livro Os 12 signos de Valentina, que é um dos meus queridinhos da vida. Então, claro que eu já esperava gostar de Confidências de uma ex-popular. Porém, ele conseguiu superar minhas expectativas e, por isso, eu resolvi listar alguns motivos para vocês também fazerem essa leitura.

Então, se vocês querem saber o que me levou a gostar tanto da leitura e a recomendar para todo mundo, confiram esses cinco motivos:

- Escrita viciante
A escrita da Ray Tavares é daquelas que não deixam a gente parar de ler, de tão presos que ficamos na leitura. Ela tem um dom para escrever histórias leves e muito divertidas, com personagens bem construídos e que trazem assuntos interessantes. E não foi diferente nesse livro. Confidências de uma ex-popular me ganhou rapidamente graças ao bom humor da autora

- Temas importantes abordados
Mesmo se tratando de um livro leve e com personagens mais jovens, a Ray não deixou de abordar assuntos importantes. Em especial, me tocou a forma como ela falou sobre relacionamentos abusivos. Foi delicado, mas realista, e acredito que seja um alerta muito importante. Além disso, ela traz reflexões sobre o nosso contexto político e social, algo que é sempre necessário.

- Personagens bem construídos
Esse foi o aspecto que mais me conquistou no livro, porque foi uma enorme surpresa. Eu pensava que não conseguiria me apegar à Renata, por sua personalidade forte e jeito de patricinha. Porém, foi exatamente o contrário. Ela é uma personagem tão humana, com qualidades e defeitos, que foi impossível não simpatizar com ela. Além disso, sua evolução é evidente e foi maravilhoso acompanhá-la aprendendo com seus erros e amadurecendo. Os demais personagens também foram desenvolvidos pela autora e todos tiveram o destaque necessário para os seus próprios arcos.

- Referências a clássicos da literatura
Quer coisa melhor que ler um livro cheio de referências literárias, ainda mais quando se referem a clássicos na nossa literatura? Todos sabemos que há um preconceito muito grande com os livros nacionais, ainda mais quando são clássicos, o que é algo muito triste. Temos obras tão ricas na nossa literatura e é uma pena que muitas pessoas se recusem a dar uma chance. Eu mesma não li muitos, mas depois de ler Confidências de uma ex-popular me deixou com muita vontade de conhecer esses livros.
É muito importante incentivar a literatura nacional e estimular as pessoas a lerem nossos clássicos. E tenho certeza que a forma como isso foi feito nesse livro, vai deixar muitas pessoas curiosas para conhecerem as obras citadas.

- Ambientação que te faz querer morar dentro do livro
Sabe aqueles livros que te fazem sentir parte do ambiente, como se estivesse lá e fosse amigo dos personagens? Com certeza, Confidências de uma ex-popular é um deles. Mesmo já tendo passado da adolescência há algum tempo, eu me senti querendo voltar para essa época. Os personagens cativantes, as aulas de literatura, a misteriosa organização do colégio e todo aquele clima de escola me contagiaram e eu me vi relembrando meus tempos de ensino médio. Para mim, esse foi um dos aspectos que mais me cativou no livro e fez com que a leitura se tornasse tão especial.

Acho que já ficou claro o quanto eu gostei da leitura e recomendo Confidências de uma ex-popular para todo mundo né? É um livro leve e divertido, mas que não deixa de abordar assuntos importantes e trazer personagens muito humanos. Eu já era fã da Ray Tavares desde que li Os 12 signos de Valentina e esse novo livro veio para reforçar minha admiração por ela. Podem ter certeza que vou querer acompanhar tudo que ela publicar.




Autora: Ray Tavares
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Da autora de Os 12 signos de Valentina. Mais de 4 milhões de leituras no Wattpad. Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico. Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular. Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?”

Encerrando 2019 e definindo as metas de 2020

6 de jan. de 2020


Olá, pessoal! Feliz Ano Novo para todos vocês! Que esse novo ano seja de muita paz, alegria, saúde, sucesso e, claro, livros maravilhosos. Demorei um pouco, mas aproveitei esses primeiros dias para fazer o planejamento, mas chegou a hora do primeiro post de 2020. Então, hoje vou fazer um balanço das minhas leituras de 2019 e comentar um pouco sobre as minhas metas para 2020.
Então, começando pelas leituras do ano que passou, vou usar as mesmas categorias que respondi no balanço de 2018. E, sem mais delongas, vamos às minhas respostas:

O melhor livro: Vou precisar roubar e citar três nessa categoria, porque não sei escolher entre eles. Para começar, Os noivos do inverno e sua continuação, Desaparecidos em luz da lua. Amei os dois igualmente e para quem quiser conferir os motivos, tem resenha deles aqui e aqui, respectivamente. E outro que foi uma leitura maravilhosa, que me deixou de queixo caído e querendo ler tudo que o autor publicar foi A paciente silenciosa, que também tem resenha aqui.
           
O pior livro: Novamente, não deu para escolher só um. Tem um empate entre Uma nova canção, da Sylvia Day (postei resenha no instagram, aqui) e Agora e sempre, da Judith McNaught. O primeiro foi um livro que não consegui gostar de absolutamente nada, a não ser o fato de que é uma leitura rápida. Já o segundo gostei de algumas coisas, mas ele traz tanta romantização de relacionamento abusivo que também não deu para engolir, como comentei na resenha aqui.
             
A maior surpresa: E, por incrível que pareça, a maior surpresa foi Algo maravilhoso. Como tive sérios problemas com Agora e sempre, chegando a considerar nem continuar a série, foi uma surpresa enorme quando me vi amando o segundo volume. Comentei na resenha aqui o quanto Algo maravilhoso me surpreendeu e foi uma leitura extremamente cativante.
           
A pior decepção: Nunca pensei que Colleen Hoover estaria nessa categoria, mas Um caso perdido foi o tombo do ano para mim. Não que ele seja o pior livro, mas é que nunca esperei não gostar de um livro da Colleen. Já tem resenha sobre ele aqui, por isso não vou explicar muito.
            Mas não posso deixar de mencionar outras duas grandes decepções: The girl from everywhere – O navio além do tempo e A ladra do demônio. Os dois são continuações de livros que eu amei (The girl from everywhere – O mapa do tempo e O último dos magos, respectivamente), por isso fiquei muito frustrada ao não gostar dessa leitura e incluí-las na lista de piores do ano.
             
O livro que mais me fez chorar: Apesar de ser super chorona, não foram muitos livros que me fizeram chorar em 2019. O único que consigo lembrar com certeza foi Uma curva do tempo, da Dani Atkins.
           
O livro que mais me fez rir: Também não foi um ano com muitos livros engraçados. O mais próximo que cheguei disso foi com Uma herdeira apaixonada, porque dei muitas risadas com algumas cenas do Sebastian.

Meu personagem favorito: A Ophélie, de Os noivos do inverno e Desaparecidos em luz da lua. Ela é uma personagem totalmente fora do padrão, com uma personalidade forte e que evoluiu muito nos dois livros.

O personagem mais irritante:  Um embuste chamado Jason, de Agora e Sempre.

Casal favorito: Essa categoria deu empate, porque não consigo escolher entre a Phoebe e o West, de Uma herdeira apaixonada, e os fofos Opélhie e Thorn de Os noivos do inverno. Ambos são casal maravilhosos.

O pior casal: Jason e Victoria de Agora e Sempre, seguidos de perto pela Teagan e o Garret de Um novo coração.

O melhor enredo: Não poderia ser outro que não A paciente silenciosa. Esse livro é um thriller sensacional, com um enredo bem construído e um final que me deixou em choque.

O pior enredo: Um novo coração, sem dúvida. Porém, preciso dizer que o enredo de A ladra do demônio foi tão monótono e com tantas coisas desnecessárias que mereceu uma menção (não muito) honrosa aqui.

O maior livro lido: Pelo segundo ano seguido, Reino de Cinzas (ano passado, li em inglês e também foi o maior do ano). Difícil competir com as 938 páginas desse livro né? Mas foi uma leitura incrível e que justifica cada página desse calhamaço.

O menor livro lido: Crônicas de Morrighan da Mary E. Pearson. Com apenas 128 páginas, esse livro conquistou meu coração e me ajudou a matar a saudade desse universo incrível.

Agora, falando sobre as metas de 2020, fiz uma lista com 12 livros que serão prioridade e algumas “diretrizes” para guiar minhas leituras desse ano. São elas:

- Ler mais livros em inglês
- Ler mais livros nacionais
- Ler mais clássicos
- Concluir algumas séries
- Sair mais da minha zona de conforto
- Desencalhar livros na estante

E foi com base nessas metas que defini 12 livros que pretendo ler em 2020. Não é necessariamente um livro por mês, mas será uma prioridade para mim terminar esses ainda nesse ano.
- Norte e Sul
- Uma tocha na escuridão
- A missão traiçoeira
- Illuminae
- Strange the dreamer
- Little women
- Anjo mecânico
- Dance of Thieves
- Os sete maridos de Evelyn Hugo
- O ceifador
- The wicked king
- Quando a noite cai.

Mas agora quero saber de vocês quais foram as melhores e piores leituras de 2019. Algum dos livros que citei? E me contem também quais são os planos para 2020 e se tem algum livro que querem muito ler esse ano.