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[Páginas e Cenas] O que achei de "Sombra e Ossos"

 


Depois de muita expectativa, Sombra e Ossos está disponível na Netflix desde sexta-feira, dia 23. Lógico que eu já corri para assistir a série no final de semana e hoje vim contar para vocês o que achei. Podem ficar tranquilos, que vai ser só a minha opinião no geral, sem spoilers nem dos livros e nem dá série ok?

Assim como nos livros, em Sombra e Ossos vamos acompanhar a jornada de Alina Starkov, uma jovem órfã que trabalha como cartógrafa no exército real. Durante uma missão para atravessar a Dobra da Sombra, uma faixa de terra dominada pela escuridão e repleta de monstros, ela descobre um poder único: a habilidade de conjurar a luz. A partir daí, ela se torna a esperança do país e dos grisha, mas também um alvo para os inimigos de Ravka.

De um modo geral, eu achei a série foi uma adaptação muito bem feita. Eu senti que a essência do universo e dos personagens foi mantida e que tudo foi pensado para realmente transportar o espectador para aquele mundo criado pela Leigh Bardugo. Então, os cenários, os figurinos e a fotografia, além de lindos, foram totalmente coerentes com as descrições dos livros. Ficou tudo muito parecido com o que eu imaginava e eu adorei.

Com relação aos personagens, a Jessie Mei Li que interpreta a Alina é simplesmente perfeita para o papel e conseguiu me fazer gostar mais da personagem que no livro. Além disso, senti que também desenvolveram melhor o Maly (interpretado por Archie Renaux) e o deixaram pelo menos mais interessante do que na obra original. No entanto, o dono da série (e do meu coração) é o Ben Barnes como o Darking, que na série é conhecido como general Kirigan. Ele conseguiu trazer com perfeição a essência do personagem, e se mostra marcante e imponente em todas as cenas em que aparece.


Imagem de divulgação / David Appleby/Netflix


Mas a série não foca apenas nos personagens da trilogia Grisha. Há também a inclusão de personagens de Six of Crows, uma outra duologia da Leigh Bardugo dentro do mesmo universo. Essa inclusão foi interessante, pois são personagens muito carismáticos e que trouxeram mais dinamismo e humor para a história. Além disso, Freddy Carter, Amita Suman e Kit Young (que interpretam Kaz Brekker, Inej e Jesper, respectivamente) foram escolhas perfeitas, apresentando com muita facilidade os conflitos de seus personagens e fazendo com que eles se tornassem tão importantes para o espectador quanto os protagonistas da série.

Porém, essa adaptação também traz algumas mudanças em relação aos livros da trilogia Grisha. Além da inclusão de personagens de Six of Crows (que nos livros se passa a frente da trilogia Grisha), adiantaram algumas revelações de Sol e Tormenta e Ruína e Ascenção. Isso me incomodou um pouco porque tirou o impacto que essas reviravoltas teriam mais para frente.

Além disso, senti que essas mudanças, além de desnecessárias, tiraram espaço de outras questões importantes e deixaram alguns pontos mal explicados. Claro que isso pode ser corrigido em uma provável segunda temporada, mas gostaria que algumas coisas tivessem sido mais desenvolvidas agora. E não posso deixar de confessar que queria mais cenas do Darkling com a Alina.

No entanto, apesar dessas ressalvas, eu gostei muito da série como um todo. Ela é dinâmica, envolvente, com ótimas atuações e, principalmente, mantém a essência do universo incrível que a Leigh Bardugo criou. Eu que não sou muito de assistir séries fiquei completamente presa e não conseguia parar de assistir. Além disso, o final deixa um gancho excelente para a segunda temporada e estou confiante que teremos uma renovação. Netflix, nem pense em cancelar essa série hein?

Mas agora quero saber: vocês já assistiram Sombra e Ossos na Netflix? Me contem aí nos comentários o que acharam e o que mais gostaram (além do Ben Barnes, que é sim a melhor coisa da série e só minha opinião importa rsrs). E, para quem quiser conhecer o livro, tem resenha de Sombra e Ossos aqui. 




Título original: Shadow and Bones

Baseado nos livros de Leigh Bardugo

Temporada: 1ª

Criado por: Eric Heisserer

Direção: Mairzee Almas

Classificação: +14 anos

Elenco: Jessie Mei Li, Ben Barnes, Archie Renaux, Freddy Carter, Amita Suman, Kit Young

Onde assistir: Netflix





[Especial] Harry Potter e a Ordem da Fênix

Autora: J. K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 703

Finalmente, estamos em novembro e com esse novo mês temos uma estreia muito aguardada no cinema: Animais Fantásticos e Onde Habitam. Inspirada por essa volta ao universo mágico criado por J. K. Rowling, eu venho realizando desde o começo do ano um projeto de releitura da série Harry Potter. Infelizmente, não deu para ser um livro por mês, como eu havia imaginado no início, mas eu não abandonei a ideia.
Sendo assim, ainda em novembro vou publicar as resenhas sobre os três livros que faltam e suas respectivas adaptações para o cinema. Assim, a resenha de hoje é sobre Harry Potter e a Ordem da Fênix. (Para quem não acompanhou o projeto desde o início, as resenhas dos quatro primeiros livros estão disponíveis aqui, aqui, aqui e aqui)
Para mim, este sempre foi um dos melhores e mais importantes livros da série. Neste quinto volume, Harry está mais uma vez tendo péssimas férias na casa dos Dursley. Com poucas notícias dos amigos e sem saber o que Voldemort anda planejando, ele está se sentindo abandonado pelas pessoas que mais confiava e ainda tem que lidar com os pesadelos provocados pelas lembranças dos acontecimentos da final do Torneio Tribruxo.
Quando dementadores aparecem perto a casa dos Dursley, forçando Harry a usar magia para salvar a própria vida e a do primo, Duda, as férias de Harry se tornam ainda mais confusas. O menino finalmente é retirado da casa dos tios e levado para a sede da Ordem da Fênix, um grupo de pessoas lideradas por Alvo Dumbledore e que lutam contra Lord Voldemort. Além disso, o Ministério da Magia convoca um julgamento para expulsar o garoto de Hogwarts por usar mágica fora da escola.
Ao chegar lá, Harry reencontra o padrinho, Sírius Black, além de Hermione e a família Weasley. Depois de um mês vivendo com os trouxas, ele fica sabendo o que estava acontecendo na comunidade bruxa. O Ministro da Magia vem negando sistematicamente o retorno de Lord Voldemort e organizando uma campanha para desacreditar Dumbledore e o próprio Harry. Como consequência, muitos optam por duvidar do diretor e do garoto, o que dá mais liberdade para que Voldemort comece a colocar seus planos em ação.
Mesmo depois de voltar para Hogwarts, a vida de Harry não fica mais fácil. Além dos olhares desconfiados de vários colegas que acreditam nas campanhas feitas para desacreditá-lo, o menino ainda tem que lidar com a odiosa nova professora de Defesa contra as Artes das Trevas, Dolores Umbridge. Ela é uma enviada do Ministério para vigiar o professor Dumbledore e difundir as mensagens aprovadas pelo Ministro entre os alunos.
Como dá para ver por essa “breve” sinopse, Harry Potter e a Ordem da Fênix é o maior livro da série e muitas coisas acontecem nessa história. Podem acreditar que tudo que eu falei aí se trata apenas do início do livro. Harry passa por muitos problemas neste volume, além de alguns sentimentos conflituosos próprios da idade: o sentimento de incompreensão, o primeiro amor e os primeiros planos para o futuro depois que terminar os estudos em Hogwarts.
Harry Potter e a Ordem da Fênix conta com muitos personagens novos e o retorno de alguns antigos. Entre os que vemos pela primeira vez na série, estão alguns membros da Ordem da Fênix, como Quim Shaklebolt, um importante auror do Ministério, o trapaceiro Mundungo Fletcher, e a auror metamorfomaga (que tem a capacidade de mudar sua forma física), Ninfadora Tonks. Já em Hogwarts, é neste livro que vemos pela primeira a inteligente e excêntrica Luna Lovegood, uma aluna da Corvinal que é bastante menosprezada pelos colegas por seu comportamento muito diferente e o modo como sempre fala o que pensa. Por outro lado, somos apresentados a vilã mais sórdida e asquerosa da história da literatura, na minha opinião: Dolores Umbridge. Com um sorrisinho cínico e um ar de meiguice que não convence ninguém, ela é, com folga, a personagem mais odiosa da série. Sinceramente, nunca senti tanta raiva de um personagem quanto sinto desta, e toda vez que releio Harry Potter e a Ordem da Fênix o sentimento é o mesmo.
Dentre os personagens que retornam, estão alguns dos meus preferidos: Remo Lupin e Sírius Black. Além deles, conhecemos melhor o verdadeiro Alastor Moody. Além disso, é neste quinto volume da série que são apresentados alguns Comensais da Morte que antes só haviam sido mencionados ou vistos nas lembranças de Dumbledore, com destaque para Belatriz Lestrange, a mais fiel seguidora de Lord Voldemort.
O ritmo em Harry Potter e a Ordem da Fênix é um pouco mais lento, devido a quantidade de personagens e tramas dentro da história. No entanto, isto não significa que o livro seja monótono ou cansativo. J. k. Rowling mantém a magia presente nos livros anteriores, bem como a habilidade para incluir momentos mais leves e divertidos, mesmo com o tom mais sombrio desta história.
Outro aspecto que destaco é o contexto político deste livro, que, para mim, é o seu grande diferencial. É muito interessante ver a influência do Ministério e as falhas causadas por aqueles que se preocupam mais em manter seu poder do que fazer o que é certo. Assim, através desse contexto da comunidade bruxa, J. K. Rowling faz importantes reflexões sobre a nossa própria sociedade.

Assim, foi maravilhoso reler Harry Potter e a Ordem da Fênix e perceber mais uma vez as mudanças que ele trouxe para a série. Há um grande amadurecimento na história e nos personagens, e a escrita de J. K. Rowling se mostra ainda mais rica neste livro. Fiquei novamente impressionada com o modo como, independente de quantas vezes releio Harry Potter, a sensação de entrar em um universo mágico é a mesma. Além disso, o envolvimento e a emoção que sinto em acompanhar os personagens também permanece. Nos próximos dias, devo concluir a releitura dos dois últimos livros e publicar as respectivas resenhas no blog, mas confesso que já estou com saudades por antecedência. 

Cinco motivos para ver "Gilmore Girls"


Hoje é dia 25 de outubro, portanto, falta exatamente um mês para a estréia do revival de Gilmore Girls. O quê?... Você não faz ideia do que seja Gilmore Girls? Então vou explicar aqui.
Trata-se de uma série que foi ao ar pelo canal americano CW nos primeiros anos de 2000, mais precisamente entre 2000 e 2007. Tendo como foco duas personagens, Lorelai e Rory, a série apresenta uma bonita relação entre mãe e filha, cheia de amizade e cumplicidade. Lorelai engravidou aos 16 anos e, como decidiu não se casar com o pai da criança, abriu mão de todo o conforto da casa dos pais e se mudou para uma cidade pequena onde criou a filha sozinha. Assim, a história começa quando Rory já está com 16 anos e mostra a relação entre elas, o crescimento da menina e o amadurecimento da mãe, os problemas que elas enfrentam e, claro, suas aventuras amorosas.
Como foi dito, a série acabou em 2007. No entanto, a Netflix produziu um revival que contará com quatro novos episódios de 90 minutos cada. Como o primeiro vai estar disponível dia 25 de novembro, resolvi fazer uma lista com 5 motivos para assistir (ou rever) Gilmore Girls. Assim, vocês podem aproveitar esses 30 dias que faltam e assistir às 7 temporadas.

1 – Foco na relação entre mãe e filha
        Uma das coisas que mais gosto em Gilmore Girls é que, apesar de surgirem alguns casais ao longo de cada temporada, nenhum relacionamento amoroso supera o vínculo e a amizade que existem entre mãe e filha. Aliás, isso não é mostrado apenas na relação entre Lorelai e Rory, mas também no relacionamento da Lorelai com a própria mãe, Emily, e da Rory com os avós maternos e com o pai, Christopher. Com isso, a série traz várias mensagens sobre a importância da família.



2 – Diálogos afiados e cheios de referências
           Ao ver a sinopse da série, dá para perceber que se trata de uma história bem simples e leve. No entanto, contrastando com essa aparente calmaria, temos diálogos muito rápidos, com um senso de humor inteligente e várias referências à cultura pop.
         Tanto a Lorelai a quanto Rory falam muito rápido e sempre fazem alguma menção à filmes, livros, séries e músicas. Além disso, têm um senso de humor muito afiado e, às vezes, bem ácido. Aliás, o humor presente em toda a série funciona muito bem, pois é mais refinado e irônico, sendo incluído de maneira orgânica na história, sem soar forçado ou clichê.


3 – Personagens secundários
          Gilmore Girls tem, na minha opinião, os melhores personagens secundários que uma série pode ter. Divertidos, cheios de personalidade e muito bem construídos, esses personagens não são o centro da série, mas contribuem significativamente para o seu andamento. Entre estes personagens, posso destacar a Emily Gimore, mãe da Lorelai, que está sempre interferindo na vida da filha e da neta, agindo de acordo com o que ela considera ser o melhor para as duas. Apesar de ser um pouco irritante às vezes, sua importância para a série é inegável. Além disso, ela e a filha possuem alguns dos melhores e mais afiados diálogos de toda a série.


4 – Empoderamento feminino
          Não apenas por trazer duas mulheres como protagonistas, Gilmore Girls reforça a todo momento a força e a independência femininas. Podemos identificar isso primeiramente pelo fato de que Lorelai cria Rory completamente sozinha. Mas, mais do que isso, vemos ambas construindo suas vidas, tomando suas próprias decisões e enfrentando as consequências de suas escolhas. Além disso, elas mostram que as mulheres não devem deixar que nada ou ninguém as faça se sentirem inferiores ou incapazes. Para resumir: girl power.

5 – Muitas referências à literatura.
          Claro que eu ia deixar o melhor para o final né? Poucas vezes eu assisti uma série com tantas referências a livros como em Gilmore Girls. Isto se deve muito à Rory, que é uma leitora voraz e, em vários momentos, menciona livros, autores e citações marcantes.
          Inclusive, existe um desafio na internet para ver quantos livros da lista de leitura dela a pessoa já leu, o The Rory Gilmore Book Challenge.  Para quem quiser conferir, a lista completa (com mais de 300 livros), está disponível aqui.
 
"Nada, nada cheira como isso!"

Bônus: Os casais mais fofos

      Eu falei que o foco desta série não é em nenhum casal, mas na relação de companheirismo e amizade entre mãe e filha. No entanto, é claro alguns casais se formam ao longo das temporadas e, alguns deles, são muito lindos. Claro que não vou dar spoiler aqui de quais são esses casais, mas já adianto que é impossível não torcer por pelo menos um. 

          Esses são alguns motivos para vocês conhecerem ou revisitarem o universo de Gilmore Girls. Essa série é, sem dúvida, a minha favorita, e eu tenho certeza de que vai agradar quem gosta de um senso de humor rápido e muito afiado. Além disso, ainda traz um diferencial a mais para quem ama ler.
        Todas as sete temporadas estão disponíveis na Netflix. Então, é só preparar o café e embarcar nas aventuras das Gilmore Girls.




Série - Sherlock


Quem me acompanha aqui no blog sabe que, de vez em quando, eu trago dicas de filmes inspirados em livros, principalmente nos finais de semana. Mas hoje eu resolvi fazer algo diferente. A minha dica vai ser de uma série que eu adoro e que tem tudo a ver com o universo literário: Sherlock, da BBC.
Pelo título, já dá para saber que esta série tem como protagonista o famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. No entanto, o diferencial é que  ela traz o detive de Baker Street vivendo aventuras nos dias de hoje. Assim, ao invés dos cenários da era vitoriana retratados nos livros, vemos a Londres moderna do século XXI.
Antes de tudo, preciso dizer que sou apaixonada pelas histórias do Sherlock Holmes e fiquei receosa antes de assistir esta série, com medo de que a essência do personagem fosse alterada. No entanto, o maior mérito deste Sherlock é justamente preservar a inteligência, a excentricidade, o cinismo, a elevada capacidade de observação e o humor refinado que tornaram o detetive criado por Sir Arthur tão famoso no mundo todo.
Mantendo a base dos livros, Sherlock apresenta o detetive que auxilia a polícia de Londres na resolução de vários crimes, sempre com a ajuda do seu companheiro de apartamento, doutor. Watson. A cada episódio, um novo caso é levado para Holmes solucionar. No entanto, o elemento que permeia toda a série é o embate entre Sherlock e o vilão, Jim Moriarty.
Com relação a escolha do elenco, só posso dizer que foi brilhante. Benedict Cumberbatch é o Sherlock Holmes perfeito. Por mais que o universo em que a série se passa seja bem diferente daquele presente nos livros, conseguimos sentir a essência do protagonista mantida. Benedict fez um excelente trabalho na composição do personagem, usando quase sempre um tom de voz calmo e um pouco arrogante, além de um olhar observador e atento. Assim, percebemos em poucas cenas a inteligência incomum do personagem, sua incrível capacidade de dedução, bem como sua completa falta de sensibilidade e tato nas relações com outras pessoas.

Para viver o inseparável amigo de Sherlock, o doutor Watson, o escolhido foi Martin Freeman. O ator conseguiu transmitir toda a serenidade e bom senso que caracterizam o personagem. Além disso, a interação dele e de Benedict funcionou perfeitamente, levando para a série a mesma relação de parceria e admiração mútua que vemos nos livros.
Destaco ainda Andrew Scott como o vilão Moriaty. Extremamente inteligente, mas também frio e cruel, Moriaty se mostra um oponente a altura de Sherlock. A interpretação é impecável, construindo um personagem cuja inteligência está no mesmo nível de sua psicopatia, inspirando medo até nos momentos em que está calmo.
A série conta, atualmente, com três temporadas completas (três episódios cada) e um especial, que foi ao ar em janeiro de 2016. Apesar de serem poucos, a duração dos episódios é maior do que a média, tendo em torno de 1h30. A quarta temporada tem previsão de estreia para janeiro de 2017 e eu já não vejo a hora de assistir.
Para quem se interessou, todas as três temporadas já estão disponíveis na Netflix, assim como o episódio especial. Dá para aproveitar o final de semana e fazer uma maratona.E, se você nunca leu nenhuma das aventuras de Sherlock Holmes, pode encontrar vários títulos no site da Amazon, tanto os livros físicos quanto ebooks. O link está disponível aqui. 

Infelizmente, não consegui o trailer legendado, mas já dá para vocês terem uma noção da série.

[Dica da Malu] De repente - Série Royal #1

Autora: Nichole Chase
Editora: Pandorga
Páginas: 452

“Samantha Russeau é uma garota que está acostumada a sujar as mãos. Ela faz mestrado em biologia da vida selvagem enquanto ajuda a cuidar do pai doente. Logo, não tem tempo para fofocas de celebridades, roupas da moda ou férias em algum paraíso do Caribe. Quando a duquesa do pequeno país da Lilaria a convida para jantar, Samantha pensa que é para discutir uma doação para a pesquisa universitária. Mas a verdade mudará o curso de sua vida de uma maneira que ela nunca pensou.”

Esta é a sinopse do livro De repente, primeiro volume da série Royal, de Nichole Chase. Como é possível perceber pelo trecho acima, a história acompanhará a jovem Samantha, uma estudante de pós-graduação que tem sua vida alterada após um jantar com uma duquesa de um país distante. O que ela descobre é que era a única descendente de uma família de Lilaria, o que significava que ela também era uma duquesa e, ainda por cima, dona de um dos estados do país.
Toda a história parece um conto de fadas, não é? Descobrir ser milionária e dona de um título de nobreza na Europa parece ser a possibilidade de viver um sonho. No entanto, para Samantha, não era nada disso. O que ela realmente queria era seguir com sua pesquisa de pós-graduação, de preferência bem longe dos holofotes. Por outro lado, era sua chance de conseguir um tratamento mais avançado para o seu pai, além de conhecer mais sobre o passado de sua família. Ela decide, então, aceitar o seu título e tudo que vinha no pacote, tanto as coisas positivas quanto as negativas.
Mas claro que não podia faltar um bom romance. É aí que entra Alex, o príncipe de Lilaria. Bonito, charmoso e engraçado, ele parece ser tudo o que uma garota pode desejar. No entanto, Alex também vem com um pacote. Constantemente vigiado pela imprensa e por revistas de fofoca, com seu último romance transformado em um grande escândalo, Alex traz com ele grandes responsabilidades para qualquer garota com quem se envolver. Afinal, a mulher que ele escolher para ser sua esposa será a futura rainha. E é justamente por isso que Samantha quer evitar qualquer possibilidade de se envolver com ele.
Confesso que, a princípio. pensei que não gostaria muito desse livro, por ter medo de que fosse apenas uma repetição de O Diário da Princesa, da Meg Cabot. Mas, para minha surpresa, não me lembrei nenhuma vez da história da princesa Mia enquanto lia De Repente. Apesar de ser um assunto que já foi explorado em vários livros e filmes, Nichole Chase conseguiu conferir personalidade aos seus personagens e a história, impedindo que o leitor tenha aquela sensação de “já li isso antes”.
Gostei muito da escrita da autora e o modo como ela desenvolve a trama. Apesar da narração em primeira pessoa, ela consegue apresentar bem os demais personagens, sem ficar restrita à perspectiva da protagonista. Por meio dos diálogos e das conversas por mensagens de texto, o leitor vai conhecendo os personagens, suas opiniões e personalidade. Destaque também para os títulos de cada capítulo que são escritos como manchetes de jornais, dando uma pista do que irá acontecer a seguir.
Outro ponto que gostei muito deste livro é o modo como ele desconstrói um pouco do glamour em torno da ideia de nobreza e de pertencer a uma família real. A mudança louca na vida da Samantha, e as experiências anteriores de Alex, mostram como deve ser desgastante estar constantemente exposto, sendo alvo da mídia e da curiosidade das pessoas e com a liberdade e a privacidade desrespeitadas.

Apesar da minha reserva inicial, acabei gostando muito do livro e fiquei curiosa para ler as duas continuações dessa série. É uma história simples, sem grandes surpresas, mas bem escrita, com personagens carismáticos e que dosa bem romance, humor e emoção. Trata-se de um romance leve e divertido, ideal para quem quer uma leitura gostosa para se distrair. 

Especial Harry Potter - Parte 3: O Prisioneiro de Azkaban

Autora: J. K. Rowling
Editora: Rocco
Páginas: 348

Finalmente, consegui retomar o Especial Harry Potter e hoje vou falar sobre o meu livro preferido da série, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Acho que nesse terceiro volume J. K. Rowling conseguiu manter o clima leve de magia e de inocência infantil dos dois anteriores, mas com uma escrita mais madura.
A trama aqui acompanha Harry quando este está prestes a começar o seu terceiro ano em Hogwarts. Após passar mais um péssimo verão com os Dursley, Harry acaba tendo que fugir de casa depois de acidentalmente fazer tia Guida, a insuportável irmã de tio Walter, inchar e sair voando como um balão. Quando é resgatado pelo Nôitibus Andante, o ônibus dos bruxos, Harry descobre que o famoso prisioneiro Sírius Black, um bruxo leal a Lord Voldemort, conseguiu fugir de Azkaban, deixando a comunidade mágica em alerta máximo. O que o menino não sabia é que ele pode ser o alvo desse procurado assassino. Assim, Harry retorna para mais um ano de estudo e magias em Hogwarts, mas em um clima de tensão causado tanto pelo desaparecimento de Black quanto pela presença dos terríveis guardas de Azkaban na escola.
Um dos melhores aspectos desse livro é a história bem escrita e envolvente, que tem um tom mais sombrio mas não perde a inocência e a leveza de seus antecessores. Aliás, acredito que foi em o Prisioneiro de Azkaban que J. K. Rowling conseguiu dosar melhor o clima de mistério e tensão com os momentos engraçados da história. A autora demonstra aqui um timing perfeito para o senso de humor, deixando que as piadas ocorram de maneira natural e na hora certa da história.
No entanto, o que mais gosto neste livro são os personagens, incluindo os que não estavam nos primeiros livros. Aqui, além de descobrirmos mais sobre o passado de alguns que já haviam aparecido nos dois primeiros volumes, somos apresentados a alguns novos que estão entre os personagens mais interessantes de toda a série. Como não poderia falar aqui de todos, separei dois destaques: Remo Lupin e Severo Snape. 
O famoso professor de Poções mantém em o Prisioneiro de Azkaban o sarcasmo e a frieza que o caracterizaram desde o primeiro livro, além de seu evidente desprezo por Harry, claro. No entanto, descobrimos um pouco mais sobre o passado de Snape e os motivos que o levaram a detestar Tiago Potter e, por consequência o filho deste (apesar de que toda a história só é revelada no último livro da série). Por outro lado, Remo Lupin já conquista o leitor desde sua primeira participação na história. Um professor atencioso, sábio e generoso, que trata seus alunos com justiça e vê potencial mesmo naqueles que não acreditam em si mesmos. Sou muito suspeita para falar, porque Lupin é meu personagem preferido em toda a série, mas acho impossível não admirar sua integridade e o modo como ele enfrenta o preconceito sem perder seu jeito gentil de tratar as pessoas. Além disso, ele demonstra uma incrível capacidade de enxergar o próximo a fundo, entendendo seus medos, fraquezas e tristezas, sem julgar. Tem como não amar?
Outro aspecto que gosto muito nesse livro é que, como comentei no começo, achei a escrita de J. K. Rowling mais madura nesse livro. Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, especialmente, achei alguns momentos importantes da trama foram resolvidos de maneira um pouco abrupta. No entanto, em Prisioneiro de Azkaban a autora soube desenvolver a história brilhantemente, construindo bem toda a trama, sem se apressar em momento nenhum. Todos os acontecimentos do livro são bem construídos e acontecem de maneira natural e convincente.
Não posso deixar de mencionar aqui também a belíssima metáfora que J. K. Rowling faz ao retratar os dementadores, os guardas de Azkaban. Os efeitos produzidos por essas criaturas fazem referência aos sintomas de depressão, mas o tema foi abordado pela autora de uma maneira sensível e delicada, que traz as lembranças felizes como o maior combustível para combater a tristeza e a falta de esperança.
Outros temas importantes tratados com extrema sensibilidade são a perda de pessoas queridas e o perdão. Na história é falado sobre a importância de perdoar, mesmo aqueles que mais nos fizeram mal. Além disso, aqui a ausência que os pais do Harry fazem na vida dele fica ainda mais evidente, mas também fica a lição de que nunca perdemos aqueles que amamos.
“Você acha que os mortos que amamos realmente nos deixam? Você acha que não nos lembramos deles ainda mais claramente em momentos de grandes dificuldades? O seu pai vive em você, Harry, e se revela mais claramente quando você precisa dele.”


Por todos os motivos citados acima, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban sempre foi o meu preferido da série. Essa releitura foi maravilhosa não só por reforçar essa preferência, mas por me despertar o mesmo encantamento e emoção que senti ao ler pela primeira vez. 

[Das páginas para o cinema] A Série Divergente - Insurgente



A Série Divergente – Insurgente
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Ansel Elgort, Kate Winslet, Octavia Spencer.
Direção: Robert Schwentke
Nacionalidade: EUA/ Ano: 2015 
A coluna Das páginas para o cinema de hoje continua falando sobre a série Divergente, desta vez tratando do segundo filme, Insurgente. A trama começa exatamente onde o primeiro filme terminou e, por isso, recomendo que não continue a leitura deste texto sem ter visto o filme anterior ou lido o primeiro livro da série Divergente.
Neste segundo filme, Tris, Quatro, Caleb e Peter são procurados por Jeanine Matthews e encontram abrigo com os membros da facção Amizade. No entanto, eles acabam sendo encontrados por membros da Audácia e da Erudição e têm que fugir do local, com exceção de Peter, que decide ajudar Jeanine. Os três seguem, então, uma jornada tentando descobrir o que a família de Tris estava tentando proteger quando sacrificaram suas vidas.
Além de todos os perigos e ameaças que enfrenta, Tris ainda precisa lidar com conflitos internos, incluindo a culpa que sente pela morte de pessoas queridas. Apesar de contar com o apoio de seu namorado, Tris não consegue se perdoar e tem medo de causar a morte de mais pessoas.
Um dos aspectos que mais gostei neste filme foi a evolução dos personagens, com destaque para a atuação de Shailene Woodley, como a Tris. Desde o primeiro filme, o carisma da atriz foi fundamental para conquistar a simpatia do público para a protagonista. Em Insurgente, ela vai além e consegue transmitir toda a angústia vivida por Tris, o que é essencial para que as escolhas da mesma ao longo da história sejam compreendidas.
Este filme ganha também em ação. A tensão a que os personagens estão submetidos é mais palpável em Insurgente, pois eles são constantemente perseguidos pelos membros da Erudição e da Audácia. Com isso, a história deste longa é muito mais dinâmica e conta com várias sequências de ação.
De modo geral, gostei muito do filme, mas acho que ele não funciona bem para quem não leu o livro. Alguns aspectos importantes da história são omitidos e algumas partes são desenvolvidas muito rapidamente, deixando o espectador que não é familiarizado com a história um pouco confuso. Além disso, muitos personagens novos aparecem em participações muito pequenas e que, acredito, o roteiro poderia ter explorado melhor. Em especial, esperava um destaque maior para a personagem de Octavia Spencer, como Johanna, a líder da Amizade.
Apesar dos problemas, ainda gosto deste filme e espero que os possíveis questionamentos gerados por ele sejam resolvidos em suas continuações. Inclusive, o próximo filme da série, Convergente, tem lançamento marcado no Brasil para o dia 10 de março. 
Trailer A Série Divergente - Insurgente:
Trailer A Série Divergente - Convergente:

[Das páginas para o cinema] Divergente

Diretor: Neil Burger
Elenco: Shailenne Woodley, Theo James, Kate Winslet, Ansel Elgort, Miles Teller
Ano: 2014/ Nacionalidade: EUA
As distopias (histórias passadas em um futuro pós-apocalíptico) têm feito muito sucesso, especialmente entre os jovens leitores. Algumas dessas histórias já ganharam adaptações para o cinema, repetindo na telona o bom rendimento dos livros que as originaram. Por este motivo, escolhi trazer para a coluna Das páginas para o cinema os dois primeiros filmes da série Divergente, inspirados na trilogia homônima da autora norte-america Verônica Roth.
Hoje falarei especificamente do primeiro filme da série. A trama se passa em futuro distópico, na cidade de Chicago. Para manter a paz e a ordem, as pessoas foram divididas em cinco facções, Franqueza, Amizade, Erudição, Audácia e Abnegação, sendo que cada uma delas era responsável por uma função na sociedade. Todos os jovens devem ser submetidos a um teste, ao completarem 16 anos, para descobrirem em qual facção se enquadram.
Apesar de poderem escolher em qual facção vão ficar, independente do teste, as pessoas geralmente têm aptidão para apenas uma. No entanto, a protagonista, Beatrice Prior, não se encaixa em apenas uma facção, mas em três, o que faz dela uma divergente. Os divergentes não eram aceitos nessa sociedade, portanto, Beatrice precisa esconder sua personalidade e acaba optando por sair da sua facção de origem, a Abnegação, e se mudar para a Audácia. A partir daí, ela adota um novo nome (Tris) e passa a tentar se adaptar à nova facção enquanto esconde o fato de ser uma divergente.
O filme, dirigido por Neil Burger, se mantém muito fiel ao livro, trazendo para o cinema o universo instigante presente nos livros. Contribui muito para o sucesso do filme a escolha do elenco, especialmente a carismática Shailenne Woodley (de A Culpa é das Estrelas) que se encaixa perfeitamente no papel da protagonista Tris. Ela consegue passar toda a insegurança de Tris com relação ao seu futuro, o conflito entre o desejo de liberdade e o amor pela família, e o medo das consequências de suas escolhas. Além disso, é possível ver como a personagem evolui ao longo do filme, se tornando mais confiante a medida que se adapta a sua nova vida.
Divergente merece elogios também por não tentar imitar outras franquias voltadas para o público jovem, contornando, até mesmo, a comparação com outra distopia de sucesso, Jogos Vorazes. O ponto fraco do filme é não explorar tanto o universo retratado e a organização daquela sociedade, com as funções exatas de cada facção, em especial a Amizade e a Franqueza.  No entanto, como primeiro filme de uma série, este funciona muito bem para apresentar o universo e os personagens para o público, e despertar o interesse pelos próximos. 

*Semana que vem, comentários sobre o segundo filme da série, Insurgente. E, em breve, resenhas dos três livros da série. 

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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