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[Resenha] Rule of Wolves: Trono de Prata e Noite

 


É oficial: Nikolai Lantsov é o dono do Grishaverso e só minha opinião importa. Brincadeiras à parte, eu me apaixonei mais por esse personagem a cada livro e Rule of Wolves: Trono de Prata e Noite veio para comprovar o quanto ele é icônico. Mas não se preocupem, ele não está sozinho e o livro vai muito além dele.

Eu já tinha comentado aqui, quando li King of Scars, o quanto estava empolgada com esta duologia e ansiosa para ver cada vez mais do Grishaverso. Então, não preciso nem dizer o quanto minhas expectativas estavam altas para Rule of Wolves. E, felizmente, boa parte delas foi atendida.

E hoje vim comentar um pouco mais sobre o livro e como foi minha experiência com mais essa história do Grishaverso.

 

Autora: Leigh Bardugo

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Isadora Prospero

Páginas: 528

Onde encontrar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Os lobos estão se aproximando, e o jovem rei vai ter que enfrentar o maior desafio de sua vida na arrebatadora conclusão da duologia King of Scars O Rei Demônio. Enquanto o gigantesco exército de Fjerda se prepara para invadir Ravka, Nikolai Lantsov terá que evocar todo o seu charme e a sua perspicácia – e até mesmo a contar com a ajuda do seu monstro interior – para vencer a luta. Mas uma ameaça sombria aparece em seu caminho e vai desafiar o jovem rei. A Bruxa da Tempestade. Zoya Nazyalensky perdeu coisas demais para a guerra. Ela viu seu mentor morrer e seu maior inimigo ressurgir das cinzas e, agora, se recusa a enterrar mais um amigo. No entanto, a situação extrema exigirá que ela abrace seus poderes e se transforme na arma de que seu país precisa. Custe o que custar. A Rainha do Luto. Infiltrada em terras inimigas, Nina Zenik arrisca sua vida ao promover a guerra contra Fjerda. Mas ela está tomada pela sede de vingança, e isso pode significar o fim da pequena chance que o país tem de ser livre e impedir que seu coração enlutado se recupere. Rei. General. Espiã. Juntos eles devem encontrar uma maneira de criar um futuro em meio à escuridão. Ou assistir à queda de uma nação.”

 

Continuando os acontecimentos do volume anterior, Rule of Wolves traz o rei Nikolai Lanstov em uma situação cada vez mais desesperadora. Pressionado pela ameaça iminente de uma invasão fjerdana, ele precisa encontrar uma esposa que fortaleça Ravka politicamente e eliminar as dúvidas sobre seu direito ao trono. Tudo isso, enquanto ainda lida com seu monstro interior, que tem se tornado cada vez mais forte.

Auxiliando Nikolay, está sua general Zoya Nazyalensky. Ela segue implacável em sua busca para manter o rei seguro e ajudar a reconstruir seu país, porém, ela mesma tem conflitos que não pode mais ignorar. Seus traumas do passado precisam ser superados para que ela possa finalmente abraçar todo seu poder e se tornar a arma que estava destinada a ser e que Ravka tanto precisava.

Paralelo a isso, Nina continua em Fjerda tentando conseguir o máximo de informações que pode para repassar a Ravka enquanto busca uma forma de garantir a vitória do seu país. No entanto, ela ainda não superou totalmente o seu luto e nem sua sede de vingança, o que pode colocar em risco sua missão e o futuro do seu país. 



Eu tenho tanto para falar sobre Rule of Wolves, mas sinceramente nem sei por onde começar. Quando terminei a leitura, não sabia direito o que pensar sobre tudo que acontece e demorei para conseguir organizar os pensamentos. Porém, vou tentar explicar tudo que senti que com essa leitura (mas não se preocupem, a resenha não tem nenhum spoiler de Rule of Wolves).

Para começar, Rule of Wolves é um livro muito dinâmico, com muitos acontecimentos o tempo todo. Ao contrário do primeiro livro, a Leigh Bardugo não perde o ritmo e a leitura segue intensa até o fim. Não dá para respirar! E isso foi ótimo, porque me manteve completamente envolvida até a última página.

Além disso, achei que a autora conseguiu conectar os diferentes núcleos muito melhor, sem deixar que algum deles soasse desconexo ou quebrasse o ritmo. Ao contrário de King of Scars, onde a trama da Nina destoava completamente do restante da história, aqui ela conseguiu desenvolver melhor essa parte e torná-la mais interessante. Continuo tento ressalvas com esse arco, que definitivamente não é meu favorito, mas com certeza foi muito melhor e mais consistente que no volume anterior.

E não preciso nem dizer que sigo amando acompanhar o Nikolai e a Zoia né? Esses personagens são tudo pra mim e foi ótimo acompanhar a jornada dos dois. É visível o quanto eles sofreram e carregam traumas do passado, além do peso de uma responsabilidade imensa. Mas amei ver como eles foram lidando com essas questões e crescendo muito ao longo da história.

Com relação ao romance, apesar de não ser o foco, ele é bem presente na história. Um dos casais já tinha me conquistado no livro anterior e torci por eles do começo ao fim. E quem não torcer, sinceramente não tem coração. O outro, é um casal que se desenvolveu melhor nesse livro, mas que ainda tenho ressalvas. Acho que falta carisma para uma das partes e, devido a acontecimentos anteriores dentro desse universo, o romance ainda soa precoce. Acho que é um casal que tinha potencial, mas que acho que deveria ser desenvolvido em novos livros e não nessa duologia.

Outro ponto importante é que a trama foca bastante em tudo que me fez amar esse universo: os grishas e a posição deles dentro desse mundo ganham mais destaque, e temos muitas intrigas políticas e conflitos entre os países que fazem parte desse mundo. Ou seja, a parte fantástica volta a ser mais central (depois de ter ficado um pouco de lado na duologia dos Crows) e temos um aprofundamento das questões políticas desse universo. Foi tudo que eu pedi sim e fiquei muito feliz com a forma como a Leigh desenvolveu essa parte.

Agora, em relação ao desfecho, confesso que ainda não sei como me sentir. São muitos acontecimentos, muitas surpresas e me deixou com uma sensação de "o que aconteceu aqui?". Algumas coisas me incomodaram, mas em grande parte acho que é um problema que a autora criou em outros livros desse universo e teve dificuldade de resolver. Um arco específico deixou evidente que a autora estava tentando consertar algo que não deu certo antes, mas ainda não foi a solução ideal. Quem sabe em novos livros desse universo né?

Mas posso dizer que acompanhar esses personagens foi uma jornada que valeu a pena. Sem dúvida, meus livros preferidos dentro desse universo e, sendo sincera, espero que a Leigh Bardugo retorne para ele em breve. Mal terminei de ler e já estou com saudade.

E vocês, já conheciam Rule of Wolves? Já leram algo dentro do Grishaverso? Me contem aí nos comentários.

 


[Resenha] King of Scars - Trono de Ouro e Cinzas


 

Depois de 84 anos, voltei a postar aqui. E, para voltar em grande estilo, tinha que vir com uma indicação muito especial, né? Por isso, já vou começar a semana falando sobre uma das minhas leituras mais recentes e que superou minhas expectativas.

Estou falando de King of Scars, da autora Leigh Bardugo. Publicado recentemente no Brasil pela Planeta Minotauro, esse livro é o primeiro de uma duologia que faz parte do Grishaverso – o universo fantástico criado pela autora e que se iniciou com a trilogia Grisha.

Eu sou apaixonada por esse mundo Grisha e não via a hora de retornar a ele. Ainda mais que o livro tem como protagonista Nikolai Lantsov, meu personagem favorito desse universo. Então, vocês já podem imaginar o quanto minhas expectativas estavam altas para essa leitura, né? E agora vou poder contar as minhas impressões para vocês.

 

Importante: King of Scars é o primeiro de uma duologia, porém, ele está inserido no Grishaverso. Portanto, para compreender completamente a história é fundamental ter lido antes a trilogia Grisha (Sombra e Ossos, Sol e Tormenta, e Ruína e Ascensão) e a duologia Six of Crows. 


Autora: Leigh Bardugo

Tradução: Isadora Prospero

Editora: Planeta Minotauro

Páginas: 464

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon

Sinopse: Ele fará de tudo para salvar seu país – e sua alma. Mas alguns segredos não podem ser escondidos, e algumas feridas são impossíveis de cicatrizar.

Nikolai Lantsov, o deslumbrante rei de Ravka, sempre teve o dom de fazer coisas impossíveis. Ninguém sabe exatamente o que aconteceu com ele durante a guerra civil, antes que ele subisse ao trono – e o próprio rei prefere que continue assim.

Agora, inimigos se aproximam por todos os lados, e Nikolai precisa encontrar uma maneira de encher os cofres de Ravka, forjar novas alianças e proteger o exército Grisha de ameaças. Porém, a magia sombria que se esconde dentro dele parece cada dia mais forte, ameaçando destruir tudo o que ele fez e vem fazendo por seu povo.

Acompanhado de um jovem monge e de Zoya Nazyalensky, Nikolai viajará para os cantos mais longínquos de Ravka, onde a magia profunda ainda existe, em busca da cura para o terrível mal que está dentro dele.

 

Ambientado três anos depois da trilogia Grisha e um ano após os eventos de Crooked Kingdom, King of Scars traz Nikolai Lantsov ainda lutando para reconstruir Ravka e se estabelecer no trono. Porém, nada será fácil para ele. Além de uma grave crise financeira, ainda há muita instabilidade política no país e o direito de Nikolai ao trono é contestado por alguns grupos.

Mas, além das questões políticas, Nikolai precisa lidar com as marcas físicas e emocionais deixadas pela guerra. Resquícios da magia sombria do Darkling ainda residem no corpo dele – um monstro que se fortalecido dentro dele e ameaça destruir tudo pelo que Nikolai lutou.

Para encontrar uma solução e salvar seu país, ele contará com o apoio de Zoya Nazyalensky. A poderosa Grisha não está disposta a deixar seu país e seu rei à mercê daquele poder sombrio novamente. Assim, ela e Nikolai partem em uma missão perigosa, na esperança de encontrar uma cura para o monstro que está escondido nele.

 



Desde que terminei King of Scars venho pensando em como explicar a montanha-russa de emoções que essa leitura me trouxe. Para começar, não posso deixar de falar sobre a nostalgia que senti logo nas primeiras páginas. Como foi bom poder voltar a Ravka e rever personagens tão queridos por mim. Confesso que senti falta desse lado cheio de magia e conflitos políticos do universo quando li a duologia Six of Crows. Então, amei poder me reconectar com essa parte do Grishaverso.

Além disso, é evidente o quanto a escrita da Leigh Bardugo evoluiu desde a trilogia Grisha. Aqui, ela consegue trazer uma trama mais encorpada, com conflitos bem construídos, diálogos intensos e um ritmo dinâmico, que torna a leitura viciante. E dois pontos se destacaram muito para mim: o fato de ela conseguir trabalhar muito melhor as questões políticas e a situação fragilizada de Ravka (apesar de eu torcer para que isso ganhe ainda mais espaço no próximo livro); e o excelente desenvolvimento dos personagens.

E isso me leva ao grande trunfo de King of Scars: Nikolai Lantsov e Zoya Nazyalensky. Os dois são personagens imperfeitos, que cometeram muitos erros e carregam muitos traumas, mas que por isso mesmo são extremamente carismáticos. Ambos possuem tantas camadas e são tão complexos, que foi maravilhoso ver como a autora foi explorando cada nuance da personalidade deles e fazendo com que os dois se tornassem mais interessantes a cada página.

E se não ficou claro até aqui, é óbvio que eu já estou na torcida por um romance. As trocas de farpas no melhor estilo enemies to lovers e, ao mesmo tempo, o nível de compreensão que existe entre o Nikolai e a Zoya fazem com que seja impossível não torcer para eles. Que casal sensacional!

Mas, não se preocupem, o romance não tira o foco nessa história. Ele surge apenas como uma insinuação, vislumbres dos sentimentos dos personagens (o famoso slow burn). O centro da história é mesmo a busca de Nikolai por se livrar do poder sombrio que habita dentro dele e os conflitos políticos de Ravka. Assim, temos uma trama repleta de intrigas, segredos e muita ação.

Porém, há ainda um outro arco dentro do livro que se desenvolve em paralelo ao arco do Nikolai e da Zoya. Estou falando da Nina, que aqui aparece em uma missão de Ravka infiltrada em Fjerda. Enviada pelo rei Nilolai, ela deve encontrar grishas que são perseguidos pelos fjerdanos e levá-los em segurança para Ravka. Porém, ela vai descobrir que os país esconde horrores muito maiores do que supunha e vai precisar fazer muito mais do que planejava, se quiser realmente ajudar o seu povo.

Confesso que essa parte da Nina me deixou com um misto de sentimentos, a maioria negativos. Por um lado, gostei de ver como o luto da personagem foi trabalhado no início e cheguei a me emocionar em alguns momentos. Porém, depois essa questão foi esquecida muito rapidamente e a personagem seguiu por um caminho que poderia até ter sido interessante se não fosse tão apressado e mal desenvolvido. Acredito que, para que esse arco funcionasse, seria necessário um livro separado para a Nina, onde os sentimentos dela poderiam ter sido melhor trabalhados e houvesse um desenvolvimento melhor dos personagens que ela encontra no caminho.

Assim, o arco da Nina foi bastante prejudicado pela superficialidade com que os sentimentos dela foram trabalhados e pela falta de carisma dos personagens que estavam com ela. Além disso, a diferença de tom entre o arco dela e o do Nikolai/Zoya foi muito perceptível. Enquanto o resto do livro era grandioso, cheio de intrigas políticas e uma grande ameaça sombria, Nina se vê envolvida em pequenas aventuras muito parecidas com Six of Crows, mas sem ter ao seu lado personagens no nível de Kaz, Inej e Jesper. Foi um arco fraco e que, apesar de repleto de cenas de ação, foi entediante e quebrou muito o ritmo da trama.

Felizmente, acompanhar os acontecimentos de Ravka e a missão do Nikolai e da Zoya foi interessante o suficiente para que eu conseguisse passar pelos capítulos da Nina sem que meu envolvimento com a leitura fosse perdido. Pelo contrário, apesar de ter detestado os capítulos dela, gostei tanto de todo o resto do livro que ele acabou se tornando o meu favorito do Grishaverso e me deixou ansiosa para ler o próximo.

De um modo geral, King of Scars entregou tudo que eu esperava e muito mais. Ele me trouxe a nostalgia de voltar à Ravka, mas com uma trama muito mais sólida, personagens mais complexos e conflitos mais interessantes. Foi uma leitura que me lembrou o motivo de ter me encantado com o universo que a Leigh Bardugo criou e me deixou ansiosa por mais. E que venha Rule of Wolves!

 

E vocês, já conheciam King of Scars? Já leram algum livro do Grishaverso? Me contem aí nos comentários.

 

Para quem quiser conhecer mais sobre o Grishaverso, saiu um post especial sobre ele no instagram. Confiram aqui.







[Resenha] As vidas dos santos

 


No primeiro semestre desse ano, eu decidi ler a trilogia Grisha apenas porque estava curiosa para ver o Ben Barnes... digo, para assistir Shadow and Bone na Netflix. Mas, para minha surpresa, eu me vi completamente apaixonada pelo universo que a Leigh Bardugo criou e muito curiosa para ler as outras histórias dentro dele.

Por esse motivo, é claro que fiquei muito empolgada quando soube que a Planeta Minotauro iria publicar As Vidas dos Santos, aqui no Brasil. Para quem não conhece, esse livro é muito citado ao longo da trilogia Grisha e traz as histórias dos santos que fazem parte da cultura do Grishaverso.

Então, hoje eu vim comentar um pouquinho sobre o livro e contar o que achei dessa leitura. Já aviso que, quem não leu Sombra e Ossos e suas continuações, pode ler a resenha tranquilamente porque não tem spoilers. Porém, para quem se interessar e quiser ler As vidas dos santos, recomendo que leiam a trilogia antes para aproveitar melhor a leitura.

 


Como eu havia dito, As vidas dos santos é uma réplica do livro mencionado ao longo da trilogia Grisha. O livro, que é lido pela protagonista Alina, contém lendas que permeiam aquele universo. Nele, vamos conhecer os santos que fazem parte dessa cultura e a história de cada um deles.

Assim, o livro acaba sendo dividido em pequenos contos, cada um dedicado a um dos santos. Não vou falar sobre cada um deles separadamente porque, além de serem muitos, são tão curtinhos que eu poderia acabar dando algum spoiler. Mas, de modo geral, todos eles trazem histórias de sacrifício, heroísmo e coragem, mas também falam sobre as pessoas que queriam tomar o poder dos santos ou se aproveitar deles de alguma forma.

Confesso que gostei mais de alguns do que de outros, mas de um modo geral todos foram boas leituras. Para quem leu os demais livros desse universo, é interessante descobrir mais sobre santos que já haviam sido citados, bem como ver cidades e locais já conhecidos desse universo. Além disso, a autora traz mensagens e reflexões em todos eles, abordando vários temas como amor, fé, ambição, poder, etc, o que torna a leitura ainda mais interessante.  



A escrita da Leigh Bardugo é outro ponto forte, pois continua envolvente e dinâmica. Como as histórias são bem curtas, é fácil ir lendo um conto seguido do outro sem nem perceber; quando eu vi, já tinha terminado. E, mesmo que alguns deles tenham cenas bem impactantes e, de certa forma, brutais, em nenhum momento eu senti que a leitura se tornou pesada ou desconfortável demais. Foi tudo coerente com o universo que a autora criou e sem excessos.

E não posso deixar de mencionar a bela edição que a Planeta Minotauro preparou. O livro é em capa dura e muito similar ao exemplar lido pela Alina na série. Além disso, ele conta com ilustrações belíssimas, feitas especialmente para cada um dos contos. Confesso que meu coração de fã foi conquistado logo que meu exemplar chegou aqui e fiquei ainda mais encantada à medida que fui lendo.

De um modo geral, As vidas dos santos é uma leitura rápida e muito envolvente, que vai agradar aqueles que querem conhecer mais sobre o Grishaverso. Eu que já estava com saudades desse universo, amei poder retornar a ele e descobrir algumas de suas lendas. É um livro mais do que recomendado para os fãs da série e que pode ser uma ótima opção de presente agora no final do ano.

E vocês, já conheciam As vidas dos santos? Já leram a trilogia Grisha? Me contem aí nos comentários.



Autora: Leigh Bardugo

Tradução: Isadora Prospero

Editora: Planeta Minotauro

Páginas: 136

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: Embarque em uma viagem para o Grishaverso, de Leigh Bardugo, com essa réplica ilustrada de As vidas dos santos! Embarque em uma viagem para o Grishaverso com essa réplica ilustrada de As vidas dos santos, o Istorii Sankt'ya, que já foi mencionado diversas vezes nos livros da série. Das mãos de Alina Starkov para as suas, As vidas dos santos é um livro mágico do Grishaverso, que contém a história dos santos que permeiam o a cultura do universo extraordinário criado por Bardugo. Esses contos incluem os milagres e martírios de Santos mais conhecidos como Sankta Lizabeta das Rosas e Sankt Ilya Acorrentado, até as histórias obscuras de Sankta Ursula, Sankta Maradi e o Santo sem Estrelas. Como foi visto na série original da Netflix Sombra e Ossos, esta coleção inclui ilustrações exuberantes feitas exclusivamente para cada uma das histórias.


[Resenha] Ruína e Ascensão

 


Quem me acompanha aqui deve ter notado que uma das minhas grandes surpresas do primeiro semestre foi a trilogia Grisha, da autora Leigh Bardugo. Eu sempre vi muitos comentários sobre esses livros, mas confesso que minhas expectativas eram um pouco baixas. No entanto, ao contrário do que eu esperava, me vi apaixonada pelo universo que a autora criou desde o primeiro livro e minhas expectativas para as continuações aumentaram muito.

Já comentei aqui sobre Sol e Tormenta, o segundo volume, e agora chegou a hora de falar sobre a conclusão da trilogia. Ruína e Ascensão traz o desfecho da jornada iniciada em Sombra e Ossos e vocês podem imaginar o quanto fiquei ansiosa por ele. Será que minhas expectativas foram atendidas? É isso que vou comentar na resenha.

 

⚠️ Atenção: essa resenha não tem spoilers de Ruína e Ascensão, mas, como este é o terceiro livro da série, tem informações dos livros anteriores.


Autora: Leigh Bardugo

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Eric Novello

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon | Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora.

Sinopse: “Terceiro volume da trilogia Sombra e ossos, que inspirou a série da Netflix “Não estou arruinada. Eu sou a ruína.” Após o seu embate com o Darkling, Alina Starkov se vê encurralada no subsolo, tentando recuperar as forças para salvar Ravka das garras de seu oponente. Sob a proteção e a vigilância do Apparat, Alina atinge outro status – agora não é somente a Conjuradora do Sol, mas sim uma Santa que carrega em seus ombros a esperança de fiéis que rezam por um futuro mais brilhante. No entanto, invocar a luz nunca foi tão difícil. Com o futuro do país em suas mãos, Alina partirá em busca do terceiro amplificador de Morozova, o mitológico pássaro de fogo, com o objetivo de derrotar o Darkling e libertar Ravka de uma vez por todas. Eletrizante do começo ao fim, Ruína e Ascensão é a conclusão impecável da aclamada trilogia Sombra e Ossos, que inspirou a megaprodução da Netflix.”

 

Em Ruína e Ascensão, encontramos Alina muito enfraquecida, após quase morrer em seu confronto com o Darkling. Ela está sendo mantida escondida no subsolo, em uma rede de túneis e cavernas, mas agora se encontra sob o controle do Apparat e os fanáticos que a consideram uma santa. Enquanto isso, o Darkling governa o país com o auxílio de seu perigoso exército sombrio.  

Para derrota-lo, Alina precisa encontrar o terceiro amplificador e conquistar um poder suficiente para enfrentar o dele. Porém, para isso, ela precisará sair de seu esconderijo e ir em busca de novas alianças. Em seu caminho, ela encontrará amigos e inimigos, mas fará descobertas que mudarão tudo que pensava saber e que a levarão a difíceis decisões. 




Depois de ter me apaixonado pelos dois primeiros livros da trilogia Grisha, cheguei em Ruína e Ascensão com muitas expectativas e ansiosa por respostas. E, de certa forma, posso dizer que fui atendida por Leigh Bardugo, embora não completamente.

Um dos aspectos que mais gostei foi de ver Alina mais confiante e mais madura. Quando penso naquela menina sem graça do primeiro livro e que não tinha um propósito definido, foi muito bom ver como ela se tornou uma pessoa decidida e disposta a fazer o que for preciso. O amadurecimento dela ao longo foi evidente e me deixou muito satisfeita.

Mas esse desenvolvimento não ficou limitado à Alina. Nesse livro, finalmente temos a oportunidade de conhecer mais sobre o passado do Darkling e quais eram as motivações dele. Isso foi muito importante não só por permitir ao leitor entender como ele se tornou quem é, mas por trazer mais complexidade a esse personagem que é central na história.  Além dele, outros personagens ganham mais destaque e profundidade, em especial o Nikolai, a Genya e a Zoya.

Com relação ao romance, acredito que ele continua sendo o maior problema dessa trilogia. O Maly melhora nesse terceiro volume? Muito. Ele finalmente passa a ter uma participação mais efetiva na trama e não sufoca tanto a Alina quanto nos primeiros livros. Porém, a química entre eles é completamente inexistente e a relação acaba atrapalhando os dois. 



Além disso, senti que a trama perdeu muito ritmo em relação aos livros anteriores. Os personagens estão constantemente fugindo, o que deixou a trama muito repetitiva. Com isso, faltou dinamismo e a leitura acabou se tornando um pouco arrastada para mim. No entanto, da metade para o final a autora se recupera e a trama se torna mais envolvente.

E o ritmo mais acelerado para o final se deve, em grande parte, às grandes revelações e aos confrontos do final. Confesso que a Leigh Bardugo preparou algumas surpresas que eu realmente não esperava e gostei muito. Porém, em relação ao desfecho, fiquei com sentimentos conflitantes. Por um lado, são decisões coerentes e compatíveis com o que vinha sendo construído desde o primeiro livro. Por outro, não são as escolhas que eu queria ou que os personagens mereciam. Além disso, em algumas questões ela optou por soluções muito fáceis e que não me convenceram completamente.

Posso dizer que, de um modo geral, Ruína e Ascensão é um desfecho que reflete a evolução que foi vista ao longo da trilogia. Enquanto lia esses livros, eu me encantei com o universo e os personagens criado por Leigh Bardugo e gostei de ver o quanto a escrita dela evoluiu. Nesse último volume, não encontrei o desfecho que queria, mas foi um final coerente e satisfatório. Assim, recomendo a trilogia para quem gosta de uma fantasia envolvente, com personagens apaixonantes e um universo fascinante.

E vocês, já leram a trilogia Grisha? O que acharam de Ruína e Ascensão? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Sol e Tormenta - Grisha #2


 

Para começar bem a semana, nada melhor do que falar sobre a continuação de uma trilogia que garantiu um lugar entre os meus queridinhos esse. Estou falando de Sol e Tormenta, o segundo volume da Trilogia Grisha. Quem me acompanha aqui sabe o quanto gostei do primeiro livro, Sombra e Ossos. Então, já podem imaginar que eu tinha altas expectativas para esta continuação.

O primeiro volume deixa um gancho maravilhoso e confesso que foi sofrido esperar até ler a continuação. Estava muito ansiosa para saber o que aconteceria a seguir e rever os personagens que me cativaram tanto em Sombra e Ossos. E hoje eu vou contar para vocês o que achei de Sol e Tormenta e se essa leitura atendeu minhas altas expectativas.

 

Aviso: Essa resenha não tem spoilers de Sol e Tormenta, mas menciona acontecimentos do livro anterior. Portanto, só leia se tiver lido Sombra e Ossos (para quem não leu, tem resenha dele aqui).

 

Autora: Leigh Bardugo

Tradução: Eric Novello

Editora: Planeta Minotauro

Páginas: 352

Onde comprar: Amazon | Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Segundo volume da trilogia Sombra e ossos, que inspirou a série da Netflix O boi sente o jugo, mas será que o pássaro sente o peso de suas asas? Na aguardada continuação de Sombra e Ossos, Alina e Maly precisam fugir das garras do Darkling após o terrível confronto na Dobra das Sombras. Apesar de finalmente ter se reunido com a pessoa mais importante de sua vida e de se ver livre do controle de Darkling e das pressões da corte, Alina está atormentada pela culpa depois dos acontecimentos na Dobra. Mas não há tempo para reflexões quando o seu principal objetivo é sobreviver. Nessa fuga frenética, em que precisa correr por sua vida e pelo destino de seu país, a Conjuradora do Sol acaba encontrando aliados – e inimigos – em figuras que nunca imaginou, como no corsário misterioso que é muito mais do que aparenta ser. Por sua vez, o Darkling está mais poderoso e determinado do que nunca. Com um novo poder assustador e extremamente perigoso, ele não irá poupar esforços para encontrar Alina e conquistar o trono de Ravka. O cerco está se fechando.”

 

Em Sol e Tormenta, começamos com Alina e Maly vivendo escondidos em uma cidade a oeste da Dobra. Depois de terem escapado do Darkling, eles planejam fugir de Ravka para sempre e deixar tudo que viveram para trás. Porém, os dois acabam sendo traídos e se veem novamente presos nas mãos do conjurador das sombras.

Mais poderoso do que nunca, o Darkling escapou da Dobra e agora tem planos ainda mais perigosos, incluindo a busca por um segundo amplificador, o Rusalye – um lendário dragão de gelo. Novamente, ele pretende usar Alina nesses planos e ela sabe que precisará descobrir uma maneira de detê-lo, se quiser salvar seu país. Assim, ela se vê entrando em uma nova jornada cheia de ameaças e surpresas, na qual encontrará amigos e inimigos inesperados.




Quando eu li Sombra e Ossos, fui rapidamente fisgada pela escrita da Leigh Bardugo e o universo fascinante que ela construiu. Mas confesso que, quando terminei, tive medo dos caminhos que ela pretendia seguir nas continuações e de me decepcionar com a leitura. No entanto, Sol e Tormenta foi tudo que eu pedi e me deixou ainda mais apaixonada por essa trilogia.

Nessa continuação, a autora expandiu e enriqueceu o universo, mostrando mais de Ravka e das lendas que permeiam sua história. Além disso, essa é uma trama com muito mais política e repleta de estratégias, algo que eu considero muito importante em livros de fantasia. Então, apesar de muitas pessoas terem achado esse livro mais parado, para mim ele foi muito mais fascinante e envolvente.

Além disso, senti a escrita da autora muito mais segura, o que se refletiu em um desenvolvimento melhor da trama e dos personagens. Além de inserir novos elementos que enriqueceram a história, Leigh Bardugo preparou várias reviravoltas e soube o momento exato de inseri-las, aumentando seu impacto. E em relação aos personagens, apesar de ainda sentir a Alina um pouco presa pelo seu relacionamento com o Maly, gostei de ver como ela amadureceu e ficou mais confiante de quem é e pelo que está lutando. 




Por outro lado, o Maly continua sendo insuportável e imaturo. Para mim, ele é o único problema do livro, pois acaba sufocando e puxando a Alina para baixo, sempre querendo voltar a um passado onde ela era a mais frágil dos dois e dependia dele. Mas, felizmente, nesse livro temos não só um, mas dois personagens maravilhosos para compensar a raiva que passamos com o Maly.

Obviamente, um deles é o Darkling, o nosso conjurador das sombras favorito. Apesar de aparecer menos (infelizmente), sua presença é marcante. Aqui ele se impõe mais como vilão, com objetivos mais definidos e até mesmo compreensíveis. Além disso, a química com a protagonista é evidente e, ao contrário de certos “Malas”, ele incentiva a Alina a melhorar e explorar seus poderes, mesmo quando isso é ruim para os planos dele.

Mas é preciso dizer que Sol e Tormenta tem um dono: um novo personagem cheio de surpresas e que chega roubando a cena. Não vou falar aqui quem é para deixar vocês descobrirem sozinhos, mas esse personagem é icônico e vai ganhar muitos corações. Aliás, eu mal posso esperar para ver esse personagem na segunda temporada de Sombra e Ossos. Netflix, não me decepcione hein? ⠀⠀⠀⠀⠀

De um modo geral, posso dizer que, se Sombra e Ossos foi uma grata surpresa, Sol e Tormenta veio para selar de vez o meu amor por essa trilogia e me deixar completamente apaixonada pelo universo grisha. Amei a leitura desde as primeiras páginas e fiquei completamente enlouquecida com o desfecho épico desse livro. O gancho para Ruína e Ascensão é simplesmente sensacional e deixa o leitor desesperado para saber o que virá a seguir.⠀⠀⠀⠀⠀

Em breve, vou trazer a resenha do terceiro livro, mas agora quero saber de vocês: quem já começou a ler a Trilogia Grisha? Já leram Sol e Tormenta? Me contem aí nos comentários o que acharam e quais as expectativas para a segunda temporada da série, que já foi confirmada pela Netflix.


[Resenha] Skyward: Conquiste as estrelas


Sair da zona de conforto é sempre um desafio, mas uma das minhas metas para esse ano é me arriscar mais e ler livros diferentes do que estou acostumada. E, para começar a colocar o pé fora da minha zona de conforto e ler um gênero que não costuma fazer parte das minhas leituras, decidi ler Skyward: Conquiste as estrelas, do Brandon Sanderson.

Faz muito tempo que quero ler algo do autor e resolvi que não teria forma melhor de começar. Então, recentemente eu solicitei o livro de parceria com a Planeta e já corri para ler. Terminei hoje e fiquei tão ansiosa para compartilhar o que achei da leitura que furei meu próprio cronograma de posts para escrever a resenha dele.

Então, estou aqui para contar o que achei de Skyward e como foi meu primeiro contato lendo Brandon Sanderson.
 

Autor: Brandon Sanderson

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Marcia Blasques

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon 

Sinopse: “Nesse novo épico do aclamado autor Brandon Sanderson, o futuro da humanidade depende dos sonhos de uma garota Derrotada, devastada e levada quase à extinção, a raça humana se vê presa em um planeta distante, constantemente atacado por misteriosos combatentes alienígenas. Spensa, uma adolescente, anseia por se tornar piloto e se juntar à resistência. Quando descobre os restos de uma velha nave, um modelo que a garota nunca tinha visto na vida, percebe que esse sonho pode enfim se tornar realidade. Para isso, no entanto, a garota precisará consertar a grande nave, aprender a pilotá-la e – talvez o mais difícil – convencer a inteligência artificial que controla os restos da embarcação a ajudá-la: essa incrível nave, de alguma forma, parece ter uma alma própria.”

 

Após uma guerra contra alienígenas, a humanidade vive isolada em um planeta cercado por detritos e constantemente ameaça por seus misteriosos inimigos. Spensa, uma adolescente que vive com a maior parte do seu povo em uma das cidades subterrâneas, sonha em se juntar aos pilotos e lutar na resistência. No entanto, devido a acontecimentos do passado envolvendo o seu pai, esse sonho não será fácil.

Mas Spensa está determinada a provar que todos estão errados sobre o que aconteceu e sobre ela, por isso vai se esforçar para superar todos os obstáculos em seu caminho e entrar para a escola de voo. E sua determinação se torna ainda mais forte quando ela encontra os restos de uma nave desconhecida escondidos em uma caverna. Mas, entre aprender a voar, consertar a nave e lidar com a inteligência artificial bem temperamental que controla a embarcação, Spensa ainda precisa descobrir quem realmente é e se está pronta para se juntar aos pilotos da resistência. 



Como eu falei, não tenho o hábito de ler ficção científica até por ter medo de não entender os conceitos e termos técnicos. Então, confesso que estava muito receosa antes de começar a ler Skyward. Porém, para minha surpresa, não tive dificuldade nenhuma com a leitura e me conectei rapidamente com a história.

A trama é extremamente dinâmica e já começa com acontecimentos importantes e muitos mistérios. Ao longo do livro, fui ficando cada vez mais curiosa para saber como a humanidade chegou naquele planeja, quem são os misteriosos krell que estão sempre ameaçando os humanos e descobrir os segredos do passado envolvendo o pai de Spensa. Com tudo isso, eu logo me vi presa e sem a menor vontade de largar o livro.

Além disso, a ambientação da história é simplesmente fascinante, apesar de surpreendentemente próxima à nossa realidade. No começo, o autor vai mostrando de uma forma bastante crível como é a vida longe da superfície e como a humanidade tem se organizado para se proteger e conseguir se estabelecer naquele planeta. E, ao longo do livro, vamos acompanhando mais sobre a vida na superfície, com as ameaças vindas do espaço e as frenéticas batalhas aéreas.



Com relação aos personagens, confesso que no começo a Spensa me irritou em alguns momentos por ser impulsiva e imatura demais, mas tentei relevar por se tratar de uma adolescente. Além disso, a evolução dela ao longo do livro é clara e foi muito interessante como ela enfrenta seus medos e amadurece. Assim, sem que eu percebesse, acabei me apegando e torcendo muito por ela. Já os personagens secundários são maravilhosos e roubam a cena. Eles são fundamentais na jornada da Spensa, mas também evoluem muito individualmente. Confesso que fiquei muito mais apegada do que esperava, especialmente à inteligência artificial da nave.

Como falei, escolhi esse para ser meu primeiro contato com a escrita do Brandon Sanderson e eu já posso falar que agora estou mais do que curiosa para ler tudo dele. Gostei muito da forma como ele desenvolveu a história, sabendo exatamente onde trazer as cenas de ação, os momentos de drama e, principalmente, as revelações. Além disso, ele consegue explicar em detalhes as naves e as manobras de batalha, sem deixar que a leitura se torne cansativa ou confusa. Com isso, eu mergulhei na leitura com facilidade e me senti realmente dentro da história.

De um modo geral, Skyward foi uma leitura de tirar o fôlego e com um desfecho me deixou ansiosa pela continuação. A escrita do Brandon Sanderson é realmente fascinante, como sempre me falaram, e já me conquistou nesse primeiro livro. Recomendo a leitura especialmente para quem gosta de Star Wars e outras histórias ambientadas no espaço ou simplesmente ama livros com muita ação.

E vocês, já leram Skyward: Conquiste as estrelas? Já conhecem a escrita do Brandon Sanderson? Me contem aí nos comentários.


[Páginas e Cenas] O que achei de "Sombra e Ossos"

 


Depois de muita expectativa, Sombra e Ossos está disponível na Netflix desde sexta-feira, dia 23. Lógico que eu já corri para assistir a série no final de semana e hoje vim contar para vocês o que achei. Podem ficar tranquilos, que vai ser só a minha opinião no geral, sem spoilers nem dos livros e nem dá série ok?

Assim como nos livros, em Sombra e Ossos vamos acompanhar a jornada de Alina Starkov, uma jovem órfã que trabalha como cartógrafa no exército real. Durante uma missão para atravessar a Dobra da Sombra, uma faixa de terra dominada pela escuridão e repleta de monstros, ela descobre um poder único: a habilidade de conjurar a luz. A partir daí, ela se torna a esperança do país e dos grisha, mas também um alvo para os inimigos de Ravka.

De um modo geral, eu achei a série foi uma adaptação muito bem feita. Eu senti que a essência do universo e dos personagens foi mantida e que tudo foi pensado para realmente transportar o espectador para aquele mundo criado pela Leigh Bardugo. Então, os cenários, os figurinos e a fotografia, além de lindos, foram totalmente coerentes com as descrições dos livros. Ficou tudo muito parecido com o que eu imaginava e eu adorei.

Com relação aos personagens, a Jessie Mei Li que interpreta a Alina é simplesmente perfeita para o papel e conseguiu me fazer gostar mais da personagem que no livro. Além disso, senti que também desenvolveram melhor o Maly (interpretado por Archie Renaux) e o deixaram pelo menos mais interessante do que na obra original. No entanto, o dono da série (e do meu coração) é o Ben Barnes como o Darking, que na série é conhecido como general Kirigan. Ele conseguiu trazer com perfeição a essência do personagem, e se mostra marcante e imponente em todas as cenas em que aparece.


Imagem de divulgação / David Appleby/Netflix


Mas a série não foca apenas nos personagens da trilogia Grisha. Há também a inclusão de personagens de Six of Crows, uma outra duologia da Leigh Bardugo dentro do mesmo universo. Essa inclusão foi interessante, pois são personagens muito carismáticos e que trouxeram mais dinamismo e humor para a história. Além disso, Freddy Carter, Amita Suman e Kit Young (que interpretam Kaz Brekker, Inej e Jesper, respectivamente) foram escolhas perfeitas, apresentando com muita facilidade os conflitos de seus personagens e fazendo com que eles se tornassem tão importantes para o espectador quanto os protagonistas da série.

Porém, essa adaptação também traz algumas mudanças em relação aos livros da trilogia Grisha. Além da inclusão de personagens de Six of Crows (que nos livros se passa a frente da trilogia Grisha), adiantaram algumas revelações de Sol e Tormenta e Ruína e Ascenção. Isso me incomodou um pouco porque tirou o impacto que essas reviravoltas teriam mais para frente.

Além disso, senti que essas mudanças, além de desnecessárias, tiraram espaço de outras questões importantes e deixaram alguns pontos mal explicados. Claro que isso pode ser corrigido em uma provável segunda temporada, mas gostaria que algumas coisas tivessem sido mais desenvolvidas agora. E não posso deixar de confessar que queria mais cenas do Darkling com a Alina.

No entanto, apesar dessas ressalvas, eu gostei muito da série como um todo. Ela é dinâmica, envolvente, com ótimas atuações e, principalmente, mantém a essência do universo incrível que a Leigh Bardugo criou. Eu que não sou muito de assistir séries fiquei completamente presa e não conseguia parar de assistir. Além disso, o final deixa um gancho excelente para a segunda temporada e estou confiante que teremos uma renovação. Netflix, nem pense em cancelar essa série hein?

Mas agora quero saber: vocês já assistiram Sombra e Ossos na Netflix? Me contem aí nos comentários o que acharam e o que mais gostaram (além do Ben Barnes, que é sim a melhor coisa da série e só minha opinião importa rsrs). E, para quem quiser conhecer o livro, tem resenha de Sombra e Ossos aqui. 




Título original: Shadow and Bones

Baseado nos livros de Leigh Bardugo

Temporada: 1ª

Criado por: Eric Heisserer

Direção: Mairzee Almas

Classificação: +14 anos

Elenco: Jessie Mei Li, Ben Barnes, Archie Renaux, Freddy Carter, Amita Suman, Kit Young

Onde assistir: Netflix





Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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