Sair da zona de conforto é sempre um desafio,
mas uma das minhas metas para esse ano é me arriscar mais e ler livros
diferentes do que estou acostumada. E, para começar a colocar o pé fora da
minha zona de conforto e ler um gênero que não costuma fazer parte das minhas
leituras, decidi ler Skyward: Conquiste as estrelas, do Brandon
Sanderson.
Faz muito tempo que quero ler algo do autor
e resolvi que não teria forma melhor de começar. Então, recentemente eu
solicitei o livro de parceria com a Planeta e já corri para ler. Terminei hoje e
fiquei tão ansiosa para compartilhar o que achei da leitura que furei meu
próprio cronograma de posts para escrever a resenha dele.
Autor:
Brandon Sanderson
Editora:
Planeta Minotauro
Tradução:
Marcia Blasques
Exemplar
recebido de parceria com a editora
Onde
comprar: Amazon
Sinopse:
“Nesse novo épico do aclamado autor Brandon Sanderson, o futuro da humanidade
depende dos sonhos de uma garota Derrotada, devastada e levada quase à
extinção, a raça humana se vê presa em um planeta distante, constantemente
atacado por misteriosos combatentes alienígenas. Spensa, uma adolescente,
anseia por se tornar piloto e se juntar à resistência. Quando descobre os
restos de uma velha nave, um modelo que a garota nunca tinha visto na vida,
percebe que esse sonho pode enfim se tornar realidade. Para isso, no entanto, a
garota precisará consertar a grande nave, aprender a pilotá-la e – talvez o
mais difícil – convencer a inteligência artificial que controla os restos da
embarcação a ajudá-la: essa incrível nave, de alguma forma, parece ter uma alma
própria.”
Após uma guerra contra alienígenas, a
humanidade vive isolada em um planeta cercado por detritos e constantemente
ameaça por seus misteriosos inimigos. Spensa, uma adolescente que vive com a
maior parte do seu povo em uma das cidades subterrâneas, sonha em se juntar aos
pilotos e lutar na resistência. No entanto, devido a acontecimentos do passado
envolvendo o seu pai, esse sonho não será fácil.
Mas Spensa está determinada a provar que
todos estão errados sobre o que aconteceu e sobre ela, por isso vai se esforçar
para superar todos os obstáculos em seu caminho e entrar para a escola de voo.
E sua determinação se torna ainda mais forte quando ela encontra os restos de
uma nave desconhecida escondidos em uma caverna. Mas, entre aprender a voar,
consertar a nave e lidar com a inteligência artificial bem temperamental que
controla a embarcação, Spensa ainda precisa descobrir quem realmente é e se
está pronta para se juntar aos pilotos da resistência.
Como eu falei, não tenho o hábito de ler
ficção científica até por ter medo de não entender os conceitos e termos técnicos.
Então, confesso que estava muito receosa antes de começar a ler Skyward.
Porém, para minha surpresa, não tive dificuldade nenhuma com a leitura e me
conectei rapidamente com a história.
A trama é extremamente dinâmica e já
começa com acontecimentos importantes e muitos mistérios. Ao longo do livro,
fui ficando cada vez mais curiosa para saber como a humanidade chegou naquele
planeja, quem são os misteriosos krell que estão sempre ameaçando os humanos e
descobrir os segredos do passado envolvendo o pai de Spensa. Com tudo isso, eu
logo me vi presa e sem a menor vontade de largar o livro.
Além disso, a ambientação da história é
simplesmente fascinante, apesar de surpreendentemente próxima à nossa realidade.
No começo, o autor vai mostrando de uma forma bastante crível como é a vida
longe da superfície e como a humanidade tem se organizado para se proteger e conseguir
se estabelecer naquele planeta. E, ao longo do livro, vamos acompanhando mais
sobre a vida na superfície, com as ameaças vindas do espaço e as frenéticas
batalhas aéreas.
Com relação aos personagens, confesso que
no começo a Spensa me irritou em alguns momentos por ser impulsiva e imatura
demais, mas tentei relevar por se tratar de uma adolescente. Além disso, a
evolução dela ao longo do livro é clara e foi muito interessante como ela
enfrenta seus medos e amadurece. Assim, sem que eu percebesse, acabei me
apegando e torcendo muito por ela. Já os personagens secundários são
maravilhosos e roubam a cena. Eles são fundamentais na jornada da Spensa, mas
também evoluem muito individualmente. Confesso que fiquei muito mais apegada do
que esperava, especialmente à inteligência artificial da nave.
Como falei, escolhi esse para ser meu primeiro
contato com a escrita do Brandon Sanderson e eu já posso falar que agora estou
mais do que curiosa para ler tudo dele. Gostei muito da forma como ele
desenvolveu a história, sabendo exatamente onde trazer as cenas de ação, os
momentos de drama e, principalmente, as revelações. Além disso, ele consegue
explicar em detalhes as naves e as manobras de batalha, sem deixar que a
leitura se torne cansativa ou confusa. Com isso, eu mergulhei na leitura com
facilidade e me senti realmente dentro da história.
De um modo geral, Skyward foi uma leitura
de tirar o fôlego e com um desfecho me deixou ansiosa pela continuação. A
escrita do Brandon Sanderson é realmente fascinante, como sempre me falaram, e
já me conquistou nesse primeiro livro. Recomendo a leitura especialmente para
quem gosta de Star Wars e outras histórias ambientadas no espaço ou simplesmente
ama livros com muita ação.
E vocês, já leram Skyward: Conquiste as
estrelas? Já conhecem a escrita do Brandon Sanderson? Me contem aí nos
comentários.


























