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Dica de Leitura: Sal e Açúcar

 


Começando mais uma semana, tudo que a gente quer é leveza, tranquilidade e quem sabe um lugar bonito para conhecer né? Por esse motivo, eu decidi trazer hoje uma indicação de leitura muito especial e que vai deixar o coração de todo mundo bem quentinho.

Estou falando de Sal e Açúcar, da Rebecca Carvalho, que será publicado no Brasil pela Galera Record. Eu tive o privilégio de receber uma prova antecipada do livro e fiquei apaixonada por essa história. Então, hoje resolvi trazer alguns motivos para vocês também conhecerem essa história.

 

Trama

O livro tem uma trama muito leve e envolvente, daquelas que trazem uma sensação de aconchego. Ela combina um romance ao melhor estilo enemies to lovers com boas doses de humor e também momentos mais dolorosos. Além disso, apesar da trama ser simples, ela tem espaço para temas sérios como luto, família, rancor, amizade, entre outros. Assim, é uma história que pode parecer clichê mas que é desenvolvida de uma forma que conquista e ainda traz reflexões importantes.

 

Personagens

Eu amei os personagens desse livro, começando pelos protagonistas. Tanto a Lari quanto o Pedro me conquistaram assim que apareceram e eu amei os conflitos dos dois. Eles trazem questões muito reais e coerentes com a idade deles e as circunstâncias que enfrentavam, o que me fez ter ainda mais simpatia por ambos. Há ainda os personagens secundários muito carismáticos e que chamam a atenção sempre que aparecem. Destaque para os amigos da Lari e do Pedro que são muito legais e trazem momentos fofos e divertidos para a história. Minha única ressalva são as mães da Lari e do Pedro que são simplesmente insuportáveis e muito imaturas. Mas nem elas conseguem comprometer a leitura.

 

Romance

O romance é uma delícia de acompanhar. Leve e bem adequado para a idade dos personagens, é também muito divertido, com as várias trocas de farpas entre eles. Além disso, ele vai acontecendo bem aos poucos, à medida que a Lari e o Pedro vão convivendo mais e começam a se conhecer de fato. E, mesmo achando que a autora poderia ter se aprofundado mais nesse aspecto e dado mais momentos dos dois juntos, foi impossível não torcer por eles.

 

Ambientação

O livro se passa em Olinda, então, já começou me conquistando porque amo histórias que se passam no Nordeste. Mas a autora escreve de uma forma tão completa, com descrições tão vívidas e envolventes, que realmente faz a gente se sentir ali junto com os personagens andando pela cidade. Terminei a leitura com vontade de pegar o primeiro avião para Olinda e com a certeza que vou me apaixonar pela cidade.

 

Gostaram desses motivos? Então, aqui vai mais um pouco do que podem esperar dessa história: rivalidade entre família, inimigos que se apaixonam (sim, bem Romeu e Julieta mesmo), personagens que cozinham, grandes amizades e muitas doses de fofura. Ou seja, não dá pra resistir.

Sal e açúcar está atualmente em pré-venda com brindes maravilhosos e tem previsão de lançamento para o dia 1º de maio. Então, ainda dá tempo de vocês garantirem. Aqui no final do post, vou deixar as informações sobre o livro e o link para a pré-venda.

Agora quero saber: vocês já conheciam Sal e Açúcar? Gostam de romances com inimigos que se apaixonam? Me contem aí nos comentários.


Autora: Rebecca Carvalho

Tradução: Fernanda Castro

Editora: Galera Record

Páginas: 322

Onde comprar: Pré-venda na Amazon

Exemplar recebido para leitura antecipada

Sinopse: “Nunca confie num Molina nem em frigideira de base fina. Para Lari Ramires isso sempre foi um lema. A padaria da sua família, Sal, vive em pé de guerra há gerações com a padaria dos Molina, Açúcar. Seja espalhando boatos, tretando em competições culinárias ou trocando ofensas aos gritos pelas ruas de Olinda, para ambas as famílias, a vingança é um prato que se come quente, seja ele doce ou salgado. Mas quando a avó de Lari morre, a vida e o sustento da família ficam seriamente ameaçados. E para piorar a situação, uma grande rede de supermercados chegou à cidade, forçando muitos comerciantes locais a fecharem as portas. Inexperiente na cozinha, Lari está disposta a fazer o que for preciso para salvar o seu legado, até mesmo o inimaginável: se unir a Pedro Molina. O rapaz é arrogante, convencido e... presidente de um projeto de caridade que cozinha para crianças? Ela percebe que pode não conhecê-lo tão bem quanto imaginava, e que saber mais sobre o rapaz da família rival pode não ser tão apocalíptico assim. Mas a grande questão é: uma Ramires e um Molina podem realmente confiar um no outro?”


[Resenha] Destruidor de Espadas - vol. 2


Quando Destruidor de Mundos foi lançado, em 2021, eu tive uma grande surpresa. Confesso que depois da decepção que tive com o último livro da série A Rainha Vermelha, eu não esperava gostar de outro livro da Victoria Aveyard. Porém, o que aconteceu foi que eu me apaixonei pelo universo que ela criou nessa nova série e me vi sedenta por sua continuação (confira a resenha aqui).

Assim, não é surpresa para ninguém que Destruidor de Espadas estava entre os meus lançamentos mais aguardados de 2022. Publicado pela Editora Seguinte, ele estava nas minhas previsões de favoritos e, desde que foi anunciado, eu não via a hora de começar a leitura.

Felizmente, deu tempo de ler ainda no ano passado e eu não poderia escolher outro para ser a minha primeira resenha do ano por aqui. Então, hoje vou contar um pouco do que achei de Destruidor de Espadas e minhas expectativas em relação à essa série. 

A resenha não contém spoilers de Destruidor de Espadas, porém, pode conter informações sobre o primeiro livro. Portanto, caso não tenha lido Destruidor de Mundos ainda, recomendo não continuar lendo esta resenha.

 


Autora: Victoria Aveyard

Editora: Seguinte

Tradução: Guilherme Miranda e Sofia Soter

Páginas: 560

Exemplar cedido de cortesia pela editora

Onde comprar: Livro físico (Amazon) | E-book (Amazon)

Sinopse: "No segundo volume dessa fantasia épica viciante, Corayne chega mais perto de se tornar uma heroína ― mas uma nova ameaça está à espreita. Corayne não imaginava o que vinha pela frente quando um imortal e uma assassina bateram à sua porta. Eles anunciaram que ela era a única capaz de deter Taristan, um homem sedento por poder que estava abrindo portais para outros mundos, lares de criaturas aterrorizantes. Desesperada por uma aventura, ela partiu determinada a cumprir essa missão, com a ajuda de uma espada especial e de um grupo improvável de aliados. Depois de uma batalha que quase lhes custou a vida, Corayne e os Companheiros conseguiram fechar um dos portais. Mas eles sabem que essa guerra está longe de acabar… Afinal, Taristan avança ao lado da rainha Erida, conquistando mais e mais territórios pelo caminho. Quando percebem que o cerco está se fechando, resta aos Companheiros formar seu próprio exército. Num esforço de unir reinos há muito tempo divididos, eles vão enfrentar assassinos ardilosos, feras terríveis e mares tempestuosos. Tudo isso enquanto descobrem da pior forma que Taristan libertou um perigo ancestral, capaz de colocar em risco até a vida dos guerreiros mais poderosos."

 

Em Destruidor de Espadas, vamos continuar exatamente do ponto em que o anterior parou. Depois de destruir um dos fusos, o improvável grupo composto pela jovem heroína Corayne, o ancião Dom, o escudeiro Andry, a assina Corasa e a velha feiticeira Valtik, precisam seguir em sua missão de destruir os fusos restantes e salvar o seu mundo.

Para isso, os Companheiros precisarão superar os traumas por tudo que viveram até ali e seguir em frente. Com o inimigo se mostrando cada vez mais perigoso e avançando cada vez mais, eles precisarão ir em busca de aliados para formar o seu próprio exército.

Mas com o mal que Taristan e a rainha Erida liberaram, será que até mesmo os mais fortes guerreiros serão suficientes para salvar o mundo?



 

Começando de onde o primeiro volume parou, Destruidor de Espadas leva os personagens em uma jornada que se torna a cada página mais perigosa e cheia de aventuras, mas também extremamente instigante. Após ter dedicado a maior parte de Destruidor de Mundos a apresentar os personagens e o universo, aqui Victoria Aveyard teve liberdade para se aprofundar ainda mais neles e fazer a história finalmente andar.

Em relação ao universo, ela apresenta novos reinos, traz mais da parte política e insere mais conflitos e ameaças. E o mais interessante foi como a autora conseguiu diferenciar bem cada um dos reinos desse mundo, tanto pelos detalhes de ambientação quando pelas diferenças culturais. Isso enriqueceu o universo e me deixou cada vez mais envolvida por ele.

Outro ponto importante foi o desenvolvimento dos personagens. A autora soube explorar bem os conflitos da maioria deles, embora um ou outro ainda estejam meio deslocados (algo que acredito que será corrigido no próximo livro). Entre os Companheiros, gostei de ver como Corayne amadureceu e ganhou confiança. Além disso, me sensibilizei com os conflitos de Andry e Dom que precisam lidar com as marcas por tudo que viveram e o sentimento de culpa por terem sobrevivido enquanto pessoas queridas não conseguiram.

E preciso destacar a Sorasa. Eu amo o humor ácido e afiado dela, que em muitos aspectos me lembra a Celaena de Trono de Vidro. Mas mais do que isso, é uma personagem que complexa, que passou por situações terríveis, e gostei muito de como a autora está desenvolvendo os conflitos dela.

E não pensem que os vilões ficam em segundo plano. Eles se destacaram muito no livro e foram ganhando camadas que fizeram com que se tornassem cada vez mais interessantes. Ao invés de personagens planos, definidos apenas por sua maldade, Taristan e Erida são complexos e têm lampejos em que vemos sua humanidade (embora, felizmente, em momento algum a autora tente justificar as atitudes deles).

E, em relação à trama, achei que a autora conseguiu deixá-la muito mais dinâmica e envolvente do que no volume anterior. Há muito mais ação e um senso de urgência e perigo que tornam a leitura mais eletrizante. Além disso, a autora soube dosar esses momentos de tensão e aventura, com fantasia, intrigas políticas e ainda inserir um toque de romance que se encaixou perfeitamente na trama. ⠀⠀⠀

O final foi daqueles de tirar o fôlego e me deixou desesperada pelo próximo. Apesar de não ter grandes reviravoltas, ele se encerra no momento de maior tensão. Um momento que me deixou surtando por respostas e desesperada para saber o que aconteceria. Como que termina o livro assim, Victoria? Não vou falar nada sobre isso, mas se preparem para muita ação e um desfecho eletrizante.

Assim, Destruidor de espadas entregou tudo que eu esperava. A autora teve espaço para se aprofundar mais nos personagens e nos conflitos da trama, ao mesmo tempo que ampliou o universo e o tornou ainda mais rico e fascinante. Tendo terminado a leitura completamente apegada aos personagens e ansiosa por saber qual será o destino deles, não vejo a hora de ter notícias sobre o próximo volume.⠀⠀⠀

E vocês, já conheciam Destruidor de Espadas? Leram algo da Victoria Aveyard? Me contem aí nos comentários.

[Resenha] Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos

 


Nos tempos corridos e difíceis que estamos vivendo, leituras mais leves e com mensagens positivas têm sido cada vez mais importantes para mim. Por esse motivo, fiquei muito empolgada quando soube que a Galera Record estava com um lançamento da autora Jennifer E. Smith – a mesma de A probabilidade estatística do amor à primeira vista. Os livros dela sempre conseguem me deixar com o coração quentinho, ao mesmo tempo que passam lições importantes.

Então, claro que eu estava mais do que ansiosa para ler Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos. Lançado recentemente aqui no Brasil, esse livro já me conquistou por essa capa que exala fofura e por uma sinopse bastante instigante. Assim, ele furou a fila quando chegou aqui e foi uma das minhas leituras mais recentes.

E hoje vou contar para vocês um pouco sobre a história e o que achei desse livro. Será que ele é tão fofo quanto eu esperava?


Autora: Jennifer E. Smith

Tradução:

Editora: Galera Record

Páginas: Paula Di Carvalho

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Jennifer E. Smith, autora best-seller de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, retorna com Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos, um romance sobre família, futuro, autoconhecimento e a jornada de um novo amor na estrada. Antes do ingresso na universidade, Hugo e sua namorada tem a ideia perfeita: passar uma semana inteira juntos em uma viagem de trem pelos Estados Unidos. Mas, então, ela termina o relacionamento e lhe devolve, como presente de despedida, as passagens para a viagem planejada de última hora. O único problema: está tudo – passagens, reservas de hotéis – registrado no nome de sua agora ex-namorada, Margaret Campbell. Intransferível e não reembolsável. Enquanto isso, em outro continente, Mae está ligeiramente sem rumo, tendo terminado recentemente um relacionamento que parecia caminhar a lugar nenhum e sofrendo por não ter sido aceita no curso de cinema na universidade. Quando o destino faz sua mágica e ela se depara com o anúncio de Hugo buscando uma substituta para Margaret Campbell (por coincidência, seu nome completo), ela tem certeza de que esta é exatamente a aventura que precisa para se livrar da recente decepção, alimentar a mente com ideias para seu próximo filme e, principalmente, sair da zona de conforto composta pelos pais e a avó. Uma longa viagem de trem com um completo desconhecido pode não parecer, realmente, a melhor das ideias. Mas para Hugo e Mae, ambos ávidos por escapar da rotina de suas vidas normais, faz todo o sentido... E o que começa como um improviso conveniente logo transforma-se em algo mais. Mas quando a vida fora do trem ameaça romper com esta nova – e já tão forte – conexão, será que eles conseguirão evitar que seus sentimentos um pelo outro fujam dos trilhos?”

 

Hugo sempre foi conhecido pelas circunstâncias incomuns de seu nascimento: ele é um dos sextuplos que seus pais tiveram, e toda sua vida foi determinada por isso. Assim, ele estava empolgado para viajar com a namorada antes de irem para faculdade; a primeira vez que ele viajaria sem os outros cinco irmãos. Mas quando Margaret termina com ele, deixando a viagem como um presente, Hugo se vê com um problema maior do que um coração partido: todas as reservas estão no nome de Margaret Campbell, sua ex. 

Determinado a não perder sua viagem, Hugo decide colocar um anúncio para encontrar outra Margaret Campbell e é assim que seu caminho vai esbarrar com o de Mae. Ela está meio perdida desde que foi recusada no curso de cinema, seu maior sonho, e talvez uma aventura seja tudo que ela precisa. Por coincidência, o nome completo dela também é Margaret Campbell e ela está pronta para aceitar o acordo com Hugo. Mas o que eles não contavam era que, o que começou como uma coincidência muito conveniente, poderia se tornar algo mais.





"Se os visse, você poderia supor que estavam esperando alguma coisa. Mas não é o caso. A verdade é que eles estavam, eles sempre estiveram, prontos para o que viria"

 

Novamente, a Jennifer E. Smith me conquistou com uma história leve, envolvente e com personagens extremamente cativante. Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos é exatamente a leitura leve e envolvente, com personagens extremamente carismáticos, que eu imaginava. Hugo e Mae me conquistaram logo nas primeiras páginas tanto por seu carisma, quanto por terem conflitos muito reais e que muitos jovens (e adultos) já enfrentaram. Afinal, quem nunca se sentiu sem rumo, com medo ou em dúvida sobre quem é e o que quer da vida?

Além disso, a trama é bastante dinâmica e com muitos diálogos, o que torna a leitura mais leve e fluida. E é muito gostoso acompanhar a conexão entre Hugo e Mae surgir aos poucos, à medida que vão compartilhando seus medos e as razões que os levaram a embarcar nessa aventura. Assim, mesmo que o romance aconteça em um espaço de tempo relativamente curto, ele nunca soa falso ou forçado.

E outro ponto forte do livro é que, apesar de ele ser muito centrado nos protagonistas, todos os personagens que aparecem ao longo da história deixam uma marca de alguma forma. Não apenas as famílias do Hugo e a da Mae são maravilhosas e muito cativantes, mas eles também encontram pessoas muito interessantes ao longo da viagem e amei conhecer as histórias de algumas delas.

Por fim, não posso deixar de mencionar a escrita da autora. Apesar da trama bem leve, ela escreve com sensibilidade e consegue transmitir lições importantes ao longo da história. Ela traz questões importantes e traz conflitos muito reais para os seus personagens, o que torno a leitura ainda mais especial para mim.

Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos é, sem dúvida, uma leitura com altas doses de fofura. Mas é, acima de tudo, um livro sobre família, sonhos, medos, perdas e recomeços. Me diverti acompanhando as aventuras dos personagens e torci pelo romance, mas acima de tudo fui tocada pelas belas mensagens que a autora passou. Terminei a leitura com o coração quentinho e cheio de amor por essa história.

E vocês, já leram algum livro da autora? Ficaram com vontade de ler Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Os Primos

 


Em 2018, eu fui surpreendida quando li Um de nós está mentindo, da autora Karen M. MacManus. Desde então, eu li todos os livros dela que já foram publicados e fico sempre ansiosa por mais. Por isso, não é difícil imaginar o quanto eu estava ansiosa para ler Os Primos, lançado recentemente pela Galera Record.

Eu não leio livros de suspense com tanta frequência quanto gostaria, mas sempre que leio me envolvo muito com a leitura. E os livros da autora ainda têm um clima mais leve, por serem voltados para um público mais jovem, e tramas que combinam aventura, drama e um toque de romance, o que costuma funcionar muito bem para mim.

Mas, para quem não leu nada da autora ainda, não precisa se preocupar; Os Primos é livro único e não tem nenhuma ligação com os outros livros da autora. Ou seja, quem quiser, pode começar por ele. 


Autora: Karen M. MacManus

Tradução: Carolina Simmer

Editora: Galera Record

Páginas: 384

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria

Sinopse: Toda família tem segredos, mas os primos estão prestes a descobrir que os da sua são diferentes. Da mesma autora de Um de nós está mentindo. Milly, Aubrey e Jonah recebem um convite inusitado: passar o verão no resort da avó que nunca viram na vida. Seus pais acreditam que é a oportunidade perfeita para fazer as pazes com a rica e excêntrica Mildred Story, que cortou relações com todos há mais de duas décadas sem maiores explicações. Mas ao chegarem lá, os primos percebem que a família guarda muitos segredos. E eles irão tentar desvendar todos. Mildred Story deserdou todos os filhos por meio de cartas que apenas diziam: “Vocês sabem o que fizeram.” Agora, novas cartas, escritas com a mesma frieza, convidam os três netos para trabalhar e morar no resort da família durante o verão para que ela possa finalmente conhecê-los. Sem terem certeza se a melhor opção para as férias é passar tempo com quase que estranhos, os três hesitam. Mas seus pais são enfáticos: não ir está fora de cogitação. A oportunidade de reconquistar a mãe – e parte da fortuna – é grande demais para ser desperdiçada. Quem sabe eles até consigam descobrir o que a fez simplesmente parar de falar com todos. Afinal, os pais juram que nada de errado aconteceu para justificar o comportamento de Mildred há mais de vinte anos. Só que ao chegarem à ilha Gull Cove, os primos têm uma surpresa, a avó não parece estar tão satisfeita assim em vê-los. Os primos se acomodam em seus empregos e passam a se conhecer melhor, mas não demora a começarem a suspeitar de que há um segredo obscuro conectado à história da família Story. E quanto mais tempo permanecem na ilha, mais percebem que seja lá o que tenha acontecido, ainda não terminou.”

 

"Família em primeiro lugar, sempre".

 

Toda família tem segredos, mas os da família Story estão longe de serem comuns. Milly, Aubrey e Noah são primos, mas praticamente estranhos um para os outros. Os pais deles se afastaram há anos, desde que foram deserdados pela mãe, e os três nunca conviveram. Mas isso muda quando são convidados pela avó, que nunca conheceram, a passar o verão trabalhando no resort da família.

Forçados pelos pais, Milly, Aubrey e Noah vão para a ilha onde fica o resort para finalmente conhecer a avó e, quem sabe, aproximá-la novamente dos pais deles. Mas Mildred Story não tem o menor interesse em conviver com eles, que logo percebem que os segredos da família são mais sombrios do que imaginavam. Assim, os três primos que nunca conviveram decidem se unir e aproveitar esse verão para desvendar o passado da família.




Novamente, Karen M. MacManus conseguiu me fisgar com uma sinopse instigante e uma trama muito envolvente. Logos nas primeiras páginas de Os Primos eu já estava completamente envolvida na leitura e ansiosa para conhecer todos os segredos da família Story. E assim eu permaneci até o final da leitura.

Milly, Aubrey e Noah são personagens bem diferentes entre si, mas todos me cativaram. A Milly foi a minha favorita por sua personalidade forte e sempre falar o que pensa. Inclusive, os melhores diálogos do livro são com ela. Mas também amei o jeito doce da Aubrey e como ela se torna mais forte ao longo da leitura. É um processo de amadurecimento muito interessante de acompanhar e que fez com que eu me apegasse muito a ela. Já o Noah é aquele típico badboy com humor sarcástico, que a gente sabe que no fundo tem um bom coração. Eu amei esse personagem e consegui entender os motivos para ele afastar as pessoas com essa pose de menino mal.

Sobre a trama, não posso contar muito para não entregar nada importante. O que posso dizer é que ela é desenvolvida de uma forma bem dinâmica e nunca perde o ritmo. A autora intercala os pontos de vista entre os três protagonistas e também alguns flashbacks, que deixam o leitor mais instigado a descobrir os segredos daquela família. E, acreditem, não são poucos.

Confesso que nem todas as revelações me surpreenderam, mas algumas me deixaram perplexa. O grande segredo da trama foi algo que me pegou totalmente desprevenida e, ao mesmo tempo, foi bastante coerente com tudo que aconteceu. Porém, achei que a autora correu um pouco no final e isso acabou tirando o impacto dessas revelações. Queria que o livro fosse um pouco maior para conseguir processar todos os acontecimentos. Felizmente, isso não chegou a comprometer a leitura.

Os primos é um livro envolvente e com uma trama bem construída, que equilibra suspense, dramas familiares e um toque de romance. Ele não me deixou tão impactada quanto as outras obras da Karen M. MacManus, mas foi uma ótima leitura e que me deixou instigada do começo ao fim. Para quem ama os livros da autora ou tem vontade de conhecer, não pode deixar de conferir.


Cupom de desconto: O cupom de desconto que o Grupo Editorial Record liberou para as compras no site está valendo até amanhã. Então, para ganhar 15% de desconto na sua compra, acesse o site www.record.com.br e use o cupom DMALUREC.


Conheça os outros livros da Karen M. MacManus:

 

Um de nós está mentindo – Resenha | Amazon

Um de nós é o próximo – Resenha | Amazon

Mortos não contam segredos – Resenha | Amazon


[Resenha] A Ascensão da Rainha

 


Um gênero literário que eu nunca resisto é fantasia. Basta ver um lançamento sendo anunciado que eu já corro para adicionar na lista de desejados. Mas, no caso de A Ascenção da Rainha, eu já estava de olho muito antes do anúncio aqui no Brasil. Então, não preciso nem dizer que fiquei muito empolgada quando soube que ele seria publicado pela Galera Record.

Primeiro volume de uma duologia, A Ascenção da Rainha é o livro de estreia da autora Rebecca Ross. Trata-se de uma fantasia Young Adult, repleta de mistérios, aventura e um toque de romance. Ou seja, mais a minha cara impossível, né? Por isso, é óbvio que quando ele chegou aqui, já furou a fila.

Então, hoje eu vim contar um pouquinho sobre essa história e o que eu achei da leitura. Será que minhas expectativas foram atendidas


Autora: Rebecca Ross

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 378

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Brienna desejava apenas duas coisas: dominar a paixão de conhecimento e ser escolhida por um patrono. Os anos que passou em Magnalia, uma das mais renomadas instituições de Valenia, deveriam tê-la preparado para isso. Enquanto a maioria das aprendizes nasce com o dom e a herança para se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento –, a jovem órfã penou até encontrar seu caminho no conhecimento, mas talvez seus estudos não tenham sido suficientes. Quando o fracasso parece incontornável, um senhor cheio de segredos oferece a Brienna seu patrocínio. Ela aceita com relutância, suspeita de suas intenções, e acaba envolvida em uma conspiração perigosa para derrubar o rei de Maevana – o reino rival de Valenia – e reconduzir a rainha legítima, e sua magia, ao trono. Na iminência de uma guerra, Brienna, que é maevana por parte de pai, deverá escolher a quem será leal: ao seu sangue ou à sua paixão? O primeiro livro de uma nova e emocionante duologia de fantasia, A ascensão da rainha vai encantar fãs de romances históricos com magia e ação. Uma protagonista feminina forte, que descobre o próprio valor e luta para recuperar aquilo que é seu por direito, aprendendo que, quando se trata de poder, devemos tomar cuidado em quem depositamos a confiança. Rebecca Ross constrói com habilidade e maestria um universo encantandor e fascinante, em que a magia é o coração da sociedade e suas rígidas regras determinam o futuro de todos. A ascensão de uma nova rainha ao poder irá abalar as estruturas dos reinos e colocar em xeque alianças e tratados.”

 

Em A Ascensão da Rainha, vamos acompanhar a jornada de Brienna em busca de seu sonho de dominar a paixão que escolheu e ser escolhida por um patrono. Ela passou sua infância em um orfanato, sem saber nada sobre sua origem além do fato de que sua mãe era de Valênia e seu pai de Maevana. Mas sua vida se transforma quando seu avô materno vem buscá-la e leva-la a Magnália, uma renomada instituição de Valênia, onde ela iria se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento.

Durante seu tempo como aprendiz em Magnália, ela lutou para encontrar a o seu verdadeiro caminho. Quando finalmente optou por se dedicar à paixão do conhecimento, quatro dos seus sete anos como aprendiz já tinham se passado. Assim, Brienna teve apenas três para se preparar e conquistar sua paixão. Mas quando o solstício de verão chega, o que Brienna mais temia acontece: nenhum dos patronos se interessa por ela.

No entanto, algum tempo depois, uma nova oportunidade aparece. Um misterioso lorde oferece para ser o patrono de Brienna. Mas, ao aceitar a oferta, ela se verá envolvida em uma perigosa conspiração para derrubar o rei de Maevana e reconduzir a verdadeira rainha ao trono. Dividida entre os dois lados de sua origem, Brienna precisará decidir onde está sua lealdade e por qual lado irá lutar.

 



Eu já fui conquistada por A Ascensão da Rainha desde que li a sinopse, e a leitura não me decepcionou. Para começar, eu fui rapidamente cativada pela protagonista e os dilemas que ela enfrenta. Afinal, quem nunca teve dificuldade para escolher um caminho e saber o que realmente queria fazer? E Brienna precisou fazer essa escolha quando tinha apenas 10 anos. Então, consegui entender sua indecisão por qual paixão seguir e sua insegurança por não se sentir preparada como suas colegas.

Mas não pensem que por causa disso Brienna é uma personagem frágil ou imatura. Pelo contrário, ela é determinada, se esforça para superar as adversidades e não se esconde dos problemas, nem mesmo quando precisa tomar decisões difíceis. É uma personagem que apresenta inseguranças naturais para sua idade e circunstâncias, mas que me cativou por sua força, determinação, maturidade e senso de justiça.

Outro ponto interessante é que as mulheres estão no centro da história, e não somente por causa da Brienna. Ao longo do livro, vemos várias outras personagens que demonstram a força feminina dentro desse universo, entre elas as colegas de Brienna – que não só são brilhantes nas paixões que escolheram seguir, como também dão lições importantes de amizade e sororidade –, e as mulheres guerreiras de Maevana, que eram destinadas a governar esse reino.

Com relação à trama, achei que a autora soube desenvolvê-la de forma dinâmica e ágil, sem comprometer a construção dos personagens e do universo. Tudo é bem explicado e permite ao leitor se ambientar rapidamente, sem que a autora se perca em descrições desnecessárias. Além disso, achei que ela trouxe um bom equilíbrio entre aventura, mistério e romance, não permitindo que nenhum deles aparecesse mais do que deveria.

No entanto, preciso avisar que esse não é um daqueles livros cheios de reviravoltas e plots surpreendentes. Para quem já está habituado a ler fantasia, será fácil prever as revelações feitas ao longo do livro. No entanto, isso não foi um problema para mim. Pelo contrário, eu achei o universo que a autora criou tão interessante e a história tão envolvente, que sinceramente não me importei de já ter adivinhado o desfecho.

Assim, A Ascensão da Rainha foi um ótimo começo para a duologia e acho que a Rebecca Ross acertou muito em seu livro de estreia. Ela trouxe um universo muito interessante e com um enorme potencial a ser explorado, além de personagens carismáticos e uma trama cheia de aventura. Foi uma leitura leve, envolvente e que deixou mensagens importantes de amadurecimento, amizade, família e, principalmente, empoderamento feminino. E, por mais que o desfecho não seja dos mais surpreendentes, é uma jornada que vale a pena acompanhar. Então, se você gosta de uma leitura envolvente, com muita ação e um toque sutil de romance, não pode deixar de conferir.


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Motivos para ler "A Maldição do Mar"

 


É indiscutível que uma capa bonita já desperta a atenção dos leitores, ainda mais quando é uma tão perfeita quanto a de A Maldição do Mar, lançamento recente da Galera Record. E se, além de tudo, o livro tem uma trama que envolve a lenda de uma maldição, muitos segredos e um toque de romance? Aí é impossível resistir.

Por isso, quando recebi A Maldição do Mar, da autora Shea Ernshaw, ele já furou a fila de leituras. Ele foi uma das minhas leituras de junho e hoje eu postei resenha dele lá no instagram (confira aqui). Mas eu quis trazer alguns motivos, além da capa maravilhosa, para vocês conferirem essa história.

Então, se você adora livros de fantasia ou tem vontade de se aventurar no gênero, pode prestar atenção nesses motivos e incluir esse livro nas suas próximas leituras.

 

Ambientação:

Ambientado em uma cidadezinha no litoral, A Maldição do Mar realmente transporta o leitor para aquele mundo mágico e cheio de mistério. A sensação é de estar andando por aquelas ruas de Sparrow e sentir toda a tensão em torno da lenda das irmãs Swan. É um ambiente fascinante e, mesmo com todo o perigo, é fácil entender que seria difícil resistir a tentação de visitar aquele lugar.

 

Universo:

O universo criado pela autora é mágico, misterioso e fascinante. Parece com aqueles contos de fadas antigos, com um ar mais sombrio, e me lembrou principalmente as lendas das sereias, que atraíam os homens para afogá-los no mar.

 

Trama dinâmica:

A autora conseguiu desenvolver a trama de uma forma que o leitor já é fisgado logo nas primeiras páginas. Com todos os segredos que envolvem a história da cidade e os próprios personagens, é impossível não ficar envolvido. Além disso, achei que as informações foram inseridas sempre no momento correto e a autora soube construir um clima de tensão crescente, o que deu dinamismo à trama e fez com que se tornasse cada vez mais difícil parar de ler.

 

Clima sombrio, mas nem tanto:

Outro ponto que amei na leitura é que, apesar de ter um clima de mistério, a autora não deixou que a trama se tornasse muito pesada ou mórbida. Pelo contrário, achei a leitura leve e cativante. A escrita sensível e quase poética da autora ajuda a equilibrar o clima sombrio, assim como o toque de romance que traz mais leveza para a história.

 

Desfecho tocante:

Apesar de ter adivinhado boa parte das revelações do livro, eu confesso que não estava preparada para o final. É um desfecho corajoso e melancólico, mas ao mesmo tempo marcante e com uma mensagem muito bonita. Fiquei muito tocada com as escolhas feitas e o quanto elas representam. Não esperava que esse livro fosse me emocionar, mas terminei de ler com os olhos marejados e completamente encantada.

 

Bônus – Livro único:

Para quem detesta finais abertos e não pode ver uma série que já sai correndo, A Maldição do Mar é a opção perfeita. O livro é volume único e tem um final bem amarrado, que resolve todos os conflitos e não deixa pontas soltas.

 

De um modo geral, A Maldição do Mar superou minhas expectativas e me deixou ansiosa para ler mais livros da autora. É uma fantasia Young Adult absolutamente fascinante e que transporta o leitor para um mundo mágico e cheio de lições. E vocês, já leram ou ficaram curiosos para ler? Já conheciam a escrita da Shea Ernshaw? Me contem aí nos comentários.



Informações e onde comprar:

Autora: Shea Ernshaw

Editora: Galera Record

Tradução: Octavia Alves

Páginas: 320

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon | Submarino

Sinopse: “Quando corpos de garotos começam a aparecer no litoral da cidade de Sparrow, alguns moradores se perguntam se a antiga lenda sobre as bruxas vingativas seria verdade. Mas até onde essa caça às bruxas pode levar? Há dois séculos, três irmãs foram condenadas à morte por, supostamente, cometerem bruxaria. Pedras foram amarradas em seus tornozelos, e elas morreram afogadas nas águas profundas que margeiam a cidade. Agora, por um breve período de tempo – a cada dia primeiro de junho até o solstício de verão –, diz a lenda que as irmãs retornam, roubando os corpos de três meninas para que, por meio deles, possam buscar sua vingança, seduzindo e afogando meninos até a morte. Como muitos habitantes locais, Penny Talbot, conhece a lenda de cor. Mas, neste ano, quando a cidade se prepara para o anual retorno das irmãs, um rapaz desconhecido, Bo Carter, chega à cidade buscando suas próprias respostas. E Penny o acolhe. Mas quando corpos de meninos locais começam a aparecer no litoral, o clima de desconfiança e medo atinge a cidade, dando início a uma verdadeira caça às bruxas. A narrativa alterna, os eletrizantes eventos do presente com relatos do diário das jovens condenadas por bruxaria, resultando em um thriller sobrenatural inesquecível.”


[Resenha] Skyward: Conquiste as estrelas


Sair da zona de conforto é sempre um desafio, mas uma das minhas metas para esse ano é me arriscar mais e ler livros diferentes do que estou acostumada. E, para começar a colocar o pé fora da minha zona de conforto e ler um gênero que não costuma fazer parte das minhas leituras, decidi ler Skyward: Conquiste as estrelas, do Brandon Sanderson.

Faz muito tempo que quero ler algo do autor e resolvi que não teria forma melhor de começar. Então, recentemente eu solicitei o livro de parceria com a Planeta e já corri para ler. Terminei hoje e fiquei tão ansiosa para compartilhar o que achei da leitura que furei meu próprio cronograma de posts para escrever a resenha dele.

Então, estou aqui para contar o que achei de Skyward e como foi meu primeiro contato lendo Brandon Sanderson.
 

Autor: Brandon Sanderson

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Marcia Blasques

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon 

Sinopse: “Nesse novo épico do aclamado autor Brandon Sanderson, o futuro da humanidade depende dos sonhos de uma garota Derrotada, devastada e levada quase à extinção, a raça humana se vê presa em um planeta distante, constantemente atacado por misteriosos combatentes alienígenas. Spensa, uma adolescente, anseia por se tornar piloto e se juntar à resistência. Quando descobre os restos de uma velha nave, um modelo que a garota nunca tinha visto na vida, percebe que esse sonho pode enfim se tornar realidade. Para isso, no entanto, a garota precisará consertar a grande nave, aprender a pilotá-la e – talvez o mais difícil – convencer a inteligência artificial que controla os restos da embarcação a ajudá-la: essa incrível nave, de alguma forma, parece ter uma alma própria.”

 

Após uma guerra contra alienígenas, a humanidade vive isolada em um planeta cercado por detritos e constantemente ameaça por seus misteriosos inimigos. Spensa, uma adolescente que vive com a maior parte do seu povo em uma das cidades subterrâneas, sonha em se juntar aos pilotos e lutar na resistência. No entanto, devido a acontecimentos do passado envolvendo o seu pai, esse sonho não será fácil.

Mas Spensa está determinada a provar que todos estão errados sobre o que aconteceu e sobre ela, por isso vai se esforçar para superar todos os obstáculos em seu caminho e entrar para a escola de voo. E sua determinação se torna ainda mais forte quando ela encontra os restos de uma nave desconhecida escondidos em uma caverna. Mas, entre aprender a voar, consertar a nave e lidar com a inteligência artificial bem temperamental que controla a embarcação, Spensa ainda precisa descobrir quem realmente é e se está pronta para se juntar aos pilotos da resistência. 



Como eu falei, não tenho o hábito de ler ficção científica até por ter medo de não entender os conceitos e termos técnicos. Então, confesso que estava muito receosa antes de começar a ler Skyward. Porém, para minha surpresa, não tive dificuldade nenhuma com a leitura e me conectei rapidamente com a história.

A trama é extremamente dinâmica e já começa com acontecimentos importantes e muitos mistérios. Ao longo do livro, fui ficando cada vez mais curiosa para saber como a humanidade chegou naquele planeja, quem são os misteriosos krell que estão sempre ameaçando os humanos e descobrir os segredos do passado envolvendo o pai de Spensa. Com tudo isso, eu logo me vi presa e sem a menor vontade de largar o livro.

Além disso, a ambientação da história é simplesmente fascinante, apesar de surpreendentemente próxima à nossa realidade. No começo, o autor vai mostrando de uma forma bastante crível como é a vida longe da superfície e como a humanidade tem se organizado para se proteger e conseguir se estabelecer naquele planeta. E, ao longo do livro, vamos acompanhando mais sobre a vida na superfície, com as ameaças vindas do espaço e as frenéticas batalhas aéreas.



Com relação aos personagens, confesso que no começo a Spensa me irritou em alguns momentos por ser impulsiva e imatura demais, mas tentei relevar por se tratar de uma adolescente. Além disso, a evolução dela ao longo do livro é clara e foi muito interessante como ela enfrenta seus medos e amadurece. Assim, sem que eu percebesse, acabei me apegando e torcendo muito por ela. Já os personagens secundários são maravilhosos e roubam a cena. Eles são fundamentais na jornada da Spensa, mas também evoluem muito individualmente. Confesso que fiquei muito mais apegada do que esperava, especialmente à inteligência artificial da nave.

Como falei, escolhi esse para ser meu primeiro contato com a escrita do Brandon Sanderson e eu já posso falar que agora estou mais do que curiosa para ler tudo dele. Gostei muito da forma como ele desenvolveu a história, sabendo exatamente onde trazer as cenas de ação, os momentos de drama e, principalmente, as revelações. Além disso, ele consegue explicar em detalhes as naves e as manobras de batalha, sem deixar que a leitura se torne cansativa ou confusa. Com isso, eu mergulhei na leitura com facilidade e me senti realmente dentro da história.

De um modo geral, Skyward foi uma leitura de tirar o fôlego e com um desfecho me deixou ansiosa pela continuação. A escrita do Brandon Sanderson é realmente fascinante, como sempre me falaram, e já me conquistou nesse primeiro livro. Recomendo a leitura especialmente para quem gosta de Star Wars e outras histórias ambientadas no espaço ou simplesmente ama livros com muita ação.

E vocês, já leram Skyward: Conquiste as estrelas? Já conhecem a escrita do Brandon Sanderson? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] A Rainha do Nada

 


Uma das coisas que mais gosto quando termino uma série de livros é lembrar das minhas expectativas quando comecei o primeiro livro e se, ao final, elas foram atendidas. E foi uma surpresa para mim quando terminei A Rainha do Nada, o último volume da trilogia O Povo do Ar, e me lembrei que quando comecei a ler O Príncipe Cruel não esperava muita coisa. Definitivamente, Holly Black me levou em uma jornada muito mais interessante do que eu imaginava.

De quando decidi ler O príncipe cruel para cá, muita coisa aconteceu e eu me apaixonei por essa trilogia. Então, não preciso nem dizer que minhas expectativas para esse último volume eram enormes. Depois dos acontecimentos de O Rei Perverso, muitas possibilidades surgiram e eu fiquei ansiosa para saber qual caminho a autor iria escolher.

Então, agora chegou meu momento de contar se as minhas expectativas foram atendidas e se A Rainha do Nada conseguiu encerrar a trilogia com chave de ouro. Claro que essa resenha NÃO tem spoilers desse terceiro livro, então, podem ler tranquilos. Porém, como se trata do terceiro volume de uma trilogia, a resenha não é indicada para quem não leu os dois livros anteriores, ok?

 

Autora: Holly Black

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 294

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon / Submarino

Sinopse: “A rainha do nada é o aguardado final da trilogia O Povo do Ar, best-seller 1 do New York Times.Pré-venda com brindes limitados: um pôster, um marcador de páginas e cinco cartas de Cardan para Jude. Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono. O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável.Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela. A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan, ao mesmo tempo que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?A rainha do nada é o épico desfecho da trilogia O Povo do Ar, da renomada autora Holly Black. Com intrigas palacianas, reviravoltas inesquecíveis e uma construção de universo ao mesmo tempo complexa e crível, Holly Black se consagra mais uma vez como a rainha do Reino das Fadas e um dos nomes mais icônicos da fantasia para jovens adultos.”

 

A Rainha do Nada começa algum tempo depois dos acontecimentos de O Rei Perverso. Jude é a Grande Rainha de Elfhame, mas não consegue admitir isso nem para si mesma. Afinal, depois de ter sido humilhada perante a Corte e exilada para o mundo mortal, ela sente que perdeu em seu próprio jogo. Foi ultrapassada por Cardan, o Grande Rei de Elfhame e agora seu marido, e não sabe quem odiar mais: ele por tê-la enganado ou ela mesma por ter caído.

Em seu exílio, tudo que Jude quer é retornar para Elfhame e recuperar tudo que Cardan tomou dela. E a oportunidade surge de maneira inesperada, quando sua irmã gêmea Tayrin se envolve em uma situação terrível e corre risco de vida. Jude deve retornar ao Reino das Fadas se passando pela gêmea, o que lhe oferece a chance perfeita de reconquistar tudo que perdeu, incluindo a coroa e o amor de Cardan.

Mas Jude terá que enfrentar mais do que espera. Muitas coisas mudaram em Elfhame e uma guerra se aproxima. Então, Jude terá que aprender a reconhecer quem são seus inimigos e destruir seus planos, enquanto tenta lidar com as próprias inseguranças e os sentimentos conflitantes em relação ao Cardan.

 



Encerrar uma série é sempre um momento de ansiedade para mim, porque, por mais curiosa que eu esteja para saber como tudo irá se resolver, se as minhas teorias estão certas e se encontrarei um final feliz, há também o medo enorme de ser um final que não faça jus à história, se todas as minhas dúvidas serão respondidas e se as escolhas feitas irão me agradar. E não foi diferente com A Rainha do Nada.

Após os acontecimentos de O Rei Perverso, ficou muita coisa para ser respondida e eu tinha muito receio de como elas seriam resolvidas na história. Uma das minhas maiores preocupações era em relação a Jude, uma personagem que eu amei desde o primeiro livro mas que cometeu alguns erros no segundo que custaram muito caro para ela. Aí eu pensei: será que ela vai conseguir se reerguer e ser aquela protagonista forte e extremamente inteligente que havia sido?

Mas não demorou para a Holly Black me mostrar que não deveria ter duvidado dela nem por um segundo. Nesse livro, Jude demonstra muitas inseguranças por tudo que viveu no volume anterior. Porém, isso não fez dela uma personagem fraca em momento algum. Ao contrário, o que mais gostei foi ver a forma como ela lidou com seus medos e os enfrentou de frente.

Além disso, eu amei ver como Jude tem consciência de suas inseguranças e suas fraquezas, mas consegue usar isso em suas estratégias. Ela conhece seus pontos fortes e fracos, e sabe explorar o que tem de melhor. Também gostei muito de ver o quanto Jude amadureceu ao longo da série e isso fica evidente nas decisões que toma nesse terceiro volume. Confesso que senti muito orgulho em algumas cenas dela e fiquei muito feliz por ver esse crescimento.

E o que dizer do Cardan? Meu reizinho perfeito. Desde o primeiro livro, eu já tinha gostado do Cardan: o típico anti-herói, com um humor bem ácido, mas que a gente vê que tem mais ali. Em O Rei Perverso já foi possível ver mais sobre ele, e como é um personagem tão inteligente e manipulador quanto Jude. Mas foi em A Rainha do Nada que consegui entender o quão quebrado Cardan estava e tudo que o levou a ser como era.

Nesse livro, Holly Black mostrou o melhor e o pior de Cardan e fez com que ele se tornasse um personagem ainda mais interessante. Confesso que meu amor por ele cresceu a cada página desse livro e que minha vontade era de entrar na história e protegê-lo do mundo. Então, se você ainda tem alguma dúvida de que o Cardan é maravilhoso, pode se preparar porque A Rainha do Nada está aí para provar. 



Com relação à trama, para mim, esse foi o mais interessante dos três livros. Tem ação e surpresas desde o início, o que fez com que a leitura fluísse muito bem. Além disso, a trama é muito dinâmica e focada em estratégias, traições e intrigas, o que tornou o livro muito mais interessante para mim. Tem romance também, que vem sendo construído aos poucos desde o primeiro livro, mas é na medida certa e não tira o foco da história.

Outro aspecto muito importante para mim é que senti que a Holly Black conseguiu trazer respostas para todas as grandes questões da história e fiquei satisfeita com suas escolhas. Confesso que no final senti falta de uma coisa, que não vou falar para não dar spoiler. Mas já adianto que não foi algo que tenha estragado o desfecho para mim ou me deixado menos feliz com o final. Pelo contrário, eu terminei esse livro com aquela sensação de coração quentinho que só a conclusão de uma série maravilhosa consegue trazer.

E preciso destacar ainda a edição e as cartas que vieram para quem comprou na pré-venda. A capa desse livro, para mim, é a mais bonita da trilogia e ainda tem tudo a ver com a história. Ela é cheia de referências e quando li fez todo o sentido. E, para quem comprou o livro com os brindes da pré-venda, as cartas são simplesmente perfeitas. Apesar de não serem obrigatórias para entender a leitura, são um extra maravilhoso. 

Quando comecei O Príncipe Cruel eu não esperava me encantar pela trama, pelo universo e pelos personagens. Agora que terminei A Rainha do Nada só posso agradecer por ter dado uma chance para a trilogia O povo do ar. O mundo construído por Holly Black é um dos mais fascinantes que já li, sendo ao mesmo tempo lúdico e cruel, mágico e assustador. E a jornada que ela deu aos seus personagens foi algo incrível de acompanhar, me fazendo torcer por eles e aprender a amá-los apesar de seus erros e defeitos. Definitivamente, O Povo do Ar entrou para a lista de melhores fantasias que já li e Rainha do Nada foi o desfecho perfeito para essa jornada.

E vocês, já leram ou querem ler Rainha do Nada? Me contem o que acham sobre a trilogia O Povo do Ar e, para quem já terminou, qual foi o livro favorito de vocês.

 

Aviso: Para quem não comprou Rainha do Nada na pré-venda, ainda tem a opção com os brindes, incluindo as cartas, disponíveis na Amazon (nesse link aqui).


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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