Nos tempos corridos e difíceis que estamos vivendo, leituras
mais leves e com mensagens positivas têm sido cada vez mais importantes para
mim. Por esse motivo, fiquei muito empolgada quando soube que a Galera Record
estava com um lançamento da autora Jennifer E. Smith – a mesma de A probabilidade
estatística do amor à primeira vista. Os livros dela sempre conseguem me
deixar com o coração quentinho, ao mesmo tempo que passam lições importantes.
Então, claro que eu estava mais do que ansiosa para ler Amores,
trens e outras coisas que saem dos trilhos. Lançado recentemente aqui no
Brasil, esse livro já me conquistou por essa capa que exala fofura e por uma
sinopse bastante instigante. Assim, ele furou a fila quando chegou aqui e foi
uma das minhas leituras mais recentes.
E hoje vou contar para vocês um pouco sobre a história e o
que achei desse livro. Será que ele é tão fofo quanto eu esperava?
Autora: Jennifer E. Smith
Tradução:
Editora: Galera Record
Páginas: Paula Di Carvalho
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de
parceria com a editora
Sinopse: “Jennifer E.
Smith, autora best-seller de A probabilidade estatística do amor à primeira
vista, retorna com Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos, um
romance sobre família, futuro, autoconhecimento e a jornada de um novo amor na
estrada. Antes do ingresso na universidade, Hugo e sua namorada tem a ideia
perfeita: passar uma semana inteira juntos em uma viagem de trem pelos Estados
Unidos. Mas, então, ela termina o relacionamento e lhe devolve, como presente
de despedida, as passagens para a viagem planejada de última hora. O único
problema: está tudo – passagens, reservas de hotéis – registrado no nome de sua
agora ex-namorada, Margaret Campbell. Intransferível e não reembolsável. Enquanto
isso, em outro continente, Mae está ligeiramente sem rumo, tendo terminado
recentemente um relacionamento que parecia caminhar a lugar nenhum e sofrendo
por não ter sido aceita no curso de cinema na universidade. Quando o destino
faz sua mágica e ela se depara com o anúncio de Hugo buscando uma substituta
para Margaret Campbell (por coincidência, seu nome completo), ela tem certeza
de que esta é exatamente a aventura que precisa para se livrar da recente
decepção, alimentar a mente com ideias para seu próximo filme e,
principalmente, sair da zona de conforto composta pelos pais e a avó. Uma longa
viagem de trem com um completo desconhecido pode não parecer, realmente, a
melhor das ideias. Mas para Hugo e Mae, ambos ávidos por escapar da rotina de
suas vidas normais, faz todo o sentido... E o que começa como um improviso conveniente
logo transforma-se em algo mais. Mas quando a vida fora do trem ameaça romper
com esta nova – e já tão forte – conexão, será que eles conseguirão evitar que
seus sentimentos um pelo outro fujam dos trilhos?”
Hugo sempre foi conhecido pelas circunstâncias incomuns de
seu nascimento: ele é um dos sextuplos que seus pais tiveram, e toda sua vida
foi determinada por isso. Assim, ele estava empolgado para viajar com a
namorada antes de irem para faculdade; a primeira vez que ele viajaria sem os
outros cinco irmãos. Mas quando Margaret termina com ele, deixando a viagem
como um presente, Hugo se vê com um problema maior do que um coração partido:
todas as reservas estão no nome de Margaret Campbell, sua ex.
Determinado a não perder sua viagem, Hugo decide colocar um anúncio para encontrar outra Margaret Campbell e é assim que seu caminho vai esbarrar com o de Mae. Ela está meio perdida desde que foi recusada no curso de cinema, seu maior sonho, e talvez uma aventura seja tudo que ela precisa. Por coincidência, o nome completo dela também é Margaret Campbell e ela está pronta para aceitar o acordo com Hugo. Mas o que eles não contavam era que, o que começou como uma coincidência muito conveniente, poderia se tornar algo mais.
"Se os visse, você poderia supor que estavam esperando alguma coisa. Mas não é o caso. A verdade é que eles estavam, eles sempre estiveram, prontos para o que viria"
Novamente, a Jennifer E. Smith me
conquistou com uma história leve, envolvente e com personagens extremamente
cativante. Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos é
exatamente a leitura leve e envolvente, com personagens extremamente carismáticos,
que eu imaginava. Hugo e Mae me conquistaram logo nas primeiras páginas tanto
por seu carisma, quanto por terem conflitos muito reais e que muitos jovens (e
adultos) já enfrentaram. Afinal, quem nunca se sentiu sem rumo, com medo ou em
dúvida sobre quem é e o que quer da vida?
Além disso, a trama é bastante dinâmica e
com muitos diálogos, o que torna a leitura mais leve e fluida. E é muito
gostoso acompanhar a conexão entre Hugo e Mae surgir aos poucos, à medida que
vão compartilhando seus medos e as razões que os levaram a embarcar nessa
aventura. Assim, mesmo que o romance aconteça em um espaço de tempo
relativamente curto, ele nunca soa falso ou forçado.
E outro ponto forte do livro é que, apesar
de ele ser muito centrado nos protagonistas, todos os personagens que aparecem
ao longo da história deixam uma marca de alguma forma. Não apenas as famílias
do Hugo e a da Mae são maravilhosas e muito cativantes, mas eles também
encontram pessoas muito interessantes ao longo da viagem e amei conhecer as
histórias de algumas delas.
Por fim, não posso deixar de mencionar a
escrita da autora. Apesar da trama bem leve, ela escreve com sensibilidade e
consegue transmitir lições importantes ao longo da história. Ela traz questões
importantes e traz conflitos muito reais para os seus personagens, o que torno
a leitura ainda mais especial para mim.
Amores, trens e outras coisas que saem dos
trilhos é, sem dúvida, uma leitura com altas doses de fofura.
Mas é, acima de tudo, um livro sobre família, sonhos, medos, perdas e
recomeços. Me diverti acompanhando as aventuras dos personagens e torci pelo
romance, mas acima de tudo fui tocada pelas belas mensagens que a autora
passou. Terminei a leitura com o coração quentinho e cheio de amor por essa
história.
E vocês, já leram algum livro da autora?
Ficaram com vontade de ler Amores, trens e outras coisas que saem dos
trilhos? Me contem aí nos comentários.
























