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Dica de Leitura: Sal e Açúcar

 


Começando mais uma semana, tudo que a gente quer é leveza, tranquilidade e quem sabe um lugar bonito para conhecer né? Por esse motivo, eu decidi trazer hoje uma indicação de leitura muito especial e que vai deixar o coração de todo mundo bem quentinho.

Estou falando de Sal e Açúcar, da Rebecca Carvalho, que será publicado no Brasil pela Galera Record. Eu tive o privilégio de receber uma prova antecipada do livro e fiquei apaixonada por essa história. Então, hoje resolvi trazer alguns motivos para vocês também conhecerem essa história.

 

Trama

O livro tem uma trama muito leve e envolvente, daquelas que trazem uma sensação de aconchego. Ela combina um romance ao melhor estilo enemies to lovers com boas doses de humor e também momentos mais dolorosos. Além disso, apesar da trama ser simples, ela tem espaço para temas sérios como luto, família, rancor, amizade, entre outros. Assim, é uma história que pode parecer clichê mas que é desenvolvida de uma forma que conquista e ainda traz reflexões importantes.

 

Personagens

Eu amei os personagens desse livro, começando pelos protagonistas. Tanto a Lari quanto o Pedro me conquistaram assim que apareceram e eu amei os conflitos dos dois. Eles trazem questões muito reais e coerentes com a idade deles e as circunstâncias que enfrentavam, o que me fez ter ainda mais simpatia por ambos. Há ainda os personagens secundários muito carismáticos e que chamam a atenção sempre que aparecem. Destaque para os amigos da Lari e do Pedro que são muito legais e trazem momentos fofos e divertidos para a história. Minha única ressalva são as mães da Lari e do Pedro que são simplesmente insuportáveis e muito imaturas. Mas nem elas conseguem comprometer a leitura.

 

Romance

O romance é uma delícia de acompanhar. Leve e bem adequado para a idade dos personagens, é também muito divertido, com as várias trocas de farpas entre eles. Além disso, ele vai acontecendo bem aos poucos, à medida que a Lari e o Pedro vão convivendo mais e começam a se conhecer de fato. E, mesmo achando que a autora poderia ter se aprofundado mais nesse aspecto e dado mais momentos dos dois juntos, foi impossível não torcer por eles.

 

Ambientação

O livro se passa em Olinda, então, já começou me conquistando porque amo histórias que se passam no Nordeste. Mas a autora escreve de uma forma tão completa, com descrições tão vívidas e envolventes, que realmente faz a gente se sentir ali junto com os personagens andando pela cidade. Terminei a leitura com vontade de pegar o primeiro avião para Olinda e com a certeza que vou me apaixonar pela cidade.

 

Gostaram desses motivos? Então, aqui vai mais um pouco do que podem esperar dessa história: rivalidade entre família, inimigos que se apaixonam (sim, bem Romeu e Julieta mesmo), personagens que cozinham, grandes amizades e muitas doses de fofura. Ou seja, não dá pra resistir.

Sal e açúcar está atualmente em pré-venda com brindes maravilhosos e tem previsão de lançamento para o dia 1º de maio. Então, ainda dá tempo de vocês garantirem. Aqui no final do post, vou deixar as informações sobre o livro e o link para a pré-venda.

Agora quero saber: vocês já conheciam Sal e Açúcar? Gostam de romances com inimigos que se apaixonam? Me contem aí nos comentários.


Autora: Rebecca Carvalho

Tradução: Fernanda Castro

Editora: Galera Record

Páginas: 322

Onde comprar: Pré-venda na Amazon

Exemplar recebido para leitura antecipada

Sinopse: “Nunca confie num Molina nem em frigideira de base fina. Para Lari Ramires isso sempre foi um lema. A padaria da sua família, Sal, vive em pé de guerra há gerações com a padaria dos Molina, Açúcar. Seja espalhando boatos, tretando em competições culinárias ou trocando ofensas aos gritos pelas ruas de Olinda, para ambas as famílias, a vingança é um prato que se come quente, seja ele doce ou salgado. Mas quando a avó de Lari morre, a vida e o sustento da família ficam seriamente ameaçados. E para piorar a situação, uma grande rede de supermercados chegou à cidade, forçando muitos comerciantes locais a fecharem as portas. Inexperiente na cozinha, Lari está disposta a fazer o que for preciso para salvar o seu legado, até mesmo o inimaginável: se unir a Pedro Molina. O rapaz é arrogante, convencido e... presidente de um projeto de caridade que cozinha para crianças? Ela percebe que pode não conhecê-lo tão bem quanto imaginava, e que saber mais sobre o rapaz da família rival pode não ser tão apocalíptico assim. Mas a grande questão é: uma Ramires e um Molina podem realmente confiar um no outro?”


[Resenha] A Dama da Floresta

 


Se tem um gênero que eu amo ler no final de semana é fantasia. Adoro aproveitar esses dias para mergulhar em outros mundos e esquecer um pouquinho da realidade. E se for uma leitura repleta de magia, aventura e romance, melhor ainda. Por isso, na resenha de hoje eu trouxe a indicação de um livro que se encaixa exatamente nessa descrição.

Estou falando de A Dama da Floresta, da autora Cláudia Cardoso. Recebi esse livro recentemente e já fui imediatamente fisgada pela premissa que promete uma trama com muita ação, segredos, um universo cheio de criaturas mágicas e um toque de romance. Impossível não se interessar né?

Então, hoje vim contar para vocês um pouco dessa história e o que eu achei da leitura.

 

Autora: Cláudia Cardoso

Editora: Chiado Books

Páginas: 592

Onde comprar: Amazon (e-book) | Chiado Books (livro físico)

Sinopse: Angel pensava que sua história com o clã̃ de sua mãe havia ficado no passado e, após a morte de seu pai, ela passa a viver uma vida humana normal ao lado de sua tia. Mas nem sempre o destino nos ouve... Coisas estranhas começam a acontecer antes de seu aniversário e em uma única noite ela perde tudo que passou a amar. Ela passa a ser caçada por forcas sobrenaturais que querem a posse de um Tesouro Celestial e, chamada de volta ao dever pela Imperatriz, ela deve se reunir com Hayden, Sylpher e outros para descobrir o que aconteceu com a antiga Guardiã̃ Celestial da Terra, bem como exterminar a fonte do mal que assola as Sídhe, um dos reinos das Terras Imortais e lar dos faes e outros seres Elementais. Seu passado, seu futuro... Toda sua história... Nada era o que ela acreditava até então. Uma vida de segredos, de mentiras, de lendas, profecias e maldições. Os Portões Celestiais estão em perigo e as barreiras que protegem os mundos estão prestes a ruir. O tempo está acabando. Então, nenhuma vida terá́ valor...

 

Nesse livro, vamos acompanhar uma história que atravessa séculos. No início, conhecemos Hayden e Heidi, dois jovens enfrentando um enorme perigo. Mas é quando a história passa para os tempos atuais que encontramos nossa protagonista, Angel. Afastada do clã de sua mãe, ela vive no mundo mortal com a sua tia desde a morte do seu pai e acredita que nunca mais retornará ao Outro Mundo. Porém, coisas estranhas começam a acontecer próximo do seu aniversário de dezoito anos e, em uma noite, toda sua vida se transforma novamente.

Perseguida por forças naturais que desejam a posse te um Tesouro Celestial, Angel precisará contar com a ajuda de Hayden, Sylpher e Eldred para cumprir uma importante missão dada pela Imperatriz: descobrir o que aconteceu com a antiga Guardiã Celestial da Terra e eliminar a fonte do mal que tem atingido as Sídhe, um dos reinos das Terras Imortais e lar dos faes e outros seres Elementais. E, nessa jornada, passado e futuro se encontrarão trazendo revelações que podem mudar tudo que Angel acreditava. 




Como já dá para imaginar pela sinopse, a jornada de Angel é cheia de segredos e aventuras. Desde o começo fica claro que há muito no passado da protagonista a ser revelado e ficamos curiosos para juntar as peças do quebra-cabeça e entender o que de fato aconteceu. Além disso, logo no início já fica claro o clima de tensão que irá permear a leitura e que não faltarão cenas de ação.

A trama tem um ritmo muito intenso e acelerado, com muitas cenas de ação e batalhadas. Com isso, a leitura fluiu muito bem e, mesmo sendo um livro grande, eu não sentia o tempo passar enquanto lia. Além disso, os segredos me deixaram muito curiosa para descobrir o que tinha acontecido no passado e qual seria o destino dos personagens, contribuindo para que a leitura fosse ainda mais envolvente.

Outro ponto importante é que o universo criado pela autora é muito rico e repleto de criaturas mágicas, como elfos, fadas, anjos, guerreiros, vampiros e seres das trevas. Confesso que é um mundo complexo e em alguns momentos fiquei um pouco confusa, mas mesmo assim foi muito interessante de acompanhar. Ainda mais que a autora escreve de uma forma que o leitor realmente se sente entrando naquele universo novo e desejando saber mais sobre ele. 





O livro ainda conta com uma pitada de romance e gostei muito de como ele foi inserido. Não foi algo abrupto e nem que tirou o foco da trama. Pelo contrário, ele aconteceu bem aos poucos, no decorrer de livro, e de forma muito natural. Esse foi um ponto que me agradou muito, pois a autora conseguiu um ótimo equilíbrio e não deixou que o romance ocupasse mais espaço do que deveria.

Só tive como ressalva o fato de que a primeira parte do livro foi bastante confusa para mim. Como são muitos personagens e logo no início já são apresentadas muitas informações sobre o universo, as criaturas mágicas que fazem parte dele e todos os mistérios envolvendo o passado, acabei me sentindo um pouco perdida. No entanto, da metade para a frente, as peças começaram a se encaixar e consegui me situar melhor dentro daquele mundo.

Com relação à edição, eu amei a capa do livro e achei que ela combina muito com a trama. Além disso, a diagramação é muito boa e a fonte tem um tamanho que para mim é ideal, o que deixou a leitura bem confortável. Percebi alguns errinhos de revisão durante a leitura e que poderiam ser corrigidos em uma segunda edição, mas foi nada que atrapalhasse.

De um modo geral, A Dama da Floresta foi uma leitura que fluiu muito bem para mim e que apresenta um universo muito interessante. É uma trama com muita ação, aventura, mistério e a dose certa de romance. O final foi épico e acho que deixa um gancho bem interessante para uma possível continuação. Então, se você procura uma leitura para entrar em um universo novo e cheio de magia, vale a pena conferir.

 

Atenção:  Para quem se interessou, o livro pode ser adquirido em e-book no site da Amazon (aqui) ou na versão física diretamente no site da Chiado Books (aqui).

 

Sobre a autora: Cláudia Cardoso é apaixonada por livros e uma leitora voraz. E fascinada por mitologia, literatura fantástica e romances. Seu primeiro contato com o mundo da leitura foi a partir de histórias em quadrinhos. Desse momento em diante seu amor pela leitura cresceu cada vez mais. É inspirada pelas obras de E. Brönte, Jane Austen, Alexandre Dumas, Tolkien, entre outros autores e autoras. Nascida e criada na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, é graduada em História da Arte e especialista em História da Arte Sacra.

 

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[Resenha] Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade)

 


Já imaginou se o seu (sua) ex, de repente, ficasse miolionário e virasse uma celebridade e você tivesse que ver a criatura sempre que ligasse a TV? Para muita gente, isso pode parecer um pesadelo. E é como se sente o protagonista do livro Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade), do autor brasileiro Juan Jullian.

Com esse título sensacional, é claro que eu a minha atenção foi conquistada assim que soube desse lançamento da Galera Record. E eu já fiquei imediatamente pronta para dar muitas risadas e ficar com o coração quentinho no final. Mas fui surpreendida por uma montanha-russa de emoções que eu não estava preparada.

Na resenha de hoje, vou tentar explicar um pouco sobre todos esses sentimentos que o livro me proporcionou e contar o que achei da leitura. Mas não se preocupem, porque esta resenha é sem spoilers.

 

Autor: Juan Jullian

Editora: Galera Record

Páginas: 176

Onde comprar: Amazon (Físico / E-book) – Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “A única coisa pior e mais desastrosa do que levar um pé na bunda, é levar um pé na bunda e ver seu ex se tornar a maior subcelebridade do Brasil. Não só isso, mas assistir em tempo real enquanto ele se apaixona por outro cara em TV nacional. Poucas palavras conseguem expressar esse nível de decepção amorosa. Nem mesmo Taylor Swift seria capaz de entender. Mas é justamente a tentativa de colocar a dor em palavras, reunidas em cartas para o maldito ex, que faz com que nosso protagonista repense algumas coisas. Entre crises de luto e saudades, existem festas anuais do dia dos ex-namorados com todas as suas amigas que o seu ex detestava. Existe a vida que você deixou para trás enquanto amava alguém que agora é somente um estranho com milhões de seguidores. E talvez por trás daquele amor existisse também um tanto de controle, de gaslighting, de codependência. Além de abordar de forma sensível, irônica e crua as diferentes nuances de um relacionamento abusivo, Querido ex também traz questionamentos sobre os preconceitos sociais que jovens negros e gays estão sujeitos em nossa sociedade. Publicado originalmente de forma independente, o livro vendeu mais de 20 mil exemplares e ficou mais de 100 dias seguidos no 1° lugar dos mais vendidos na categoria LGBT da Amazon.”

 

Narrado através de cartas, Querido ex nos apresenta um personagem que passou por um relacionamento abusivo e ainda está aprendendo a lidar com todas as marcas emocionais que ficaram dessa relação. Agora, ele precisa aguentar ver seu ex se tornando uma subcelebridade milionária toda vez que liga a televisão ou acessa a internet. E com isso, vêm as lembranças de todos os momentos vividos e de como o namoro chegou ao fim.

Entre lembranças, mágoas e revelações, o protagonista escreve cartas para o seu ex onde confessa seus sentimentos e segredos mais profundos, reflete sobre tudo que viveram e conta como tem tentado superar o passado. Ele fala sobre os planos que os dois não realizaram,  mas também do resgate das amizades que foram afastadas por influência do ex, e da tentativa de recuperar a autoestima após todas críticas e acusações disfarçadas de comentários durante o namoro; e principalmente da busca por si mesmo depois de viver em função de outra pessoa.



A primeira coisa que imaginei quando vi a sinopse de Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade) foi que eu me divertiria muito com a leitura. E não me enganei. O humor irônico do personagem funcionou muito bem para mim e me diverti bastante com algumas situações que ele viveu. Porém, me surpreendi ao descobrir que diversão não foi a única emoção que senti durante a leitura, nem a predominante. O autor me trouxe para uma montanha-russa de sentimentos que tornaram a leitura muito mais impactante do que eu esperava.

Narrado em primeira pessoa através das cartas que o protagonista escreve para o seu ex-namorado, vamos descobrindo aos poucos como era o relacionamento dos dois, como e por que chegou ao fim e como o narrador estava lidando não apenas como o término, mas com as marcas emocionais que ficaram e com o sucesso de seu ex sendo jogado na sua cara todos os dias através da mídia.

Não demora a ficar claro que aquele havia sido um relacionamento problemático, com o amor aos poucos sendo superado por situações de abuso, de gaslighting e de codependência. E como estamos tão imersos na mente do protagonista, é como se estivéssemos revivendo todos esses momentos com ele. É algo angustiante e doloroso de se acompanhar, mas que o autor conseguiu escrever com sensibilidade e realismo.

Juan Jullian foi habilidoso ao mostrar que relações abusivas não são ruins o tempo todo. Havia amor naquele relacionamento, e os dois compartilharam muitos momentos de alegria e companheirismo. Por isso era tão difícil perceber que um dos lados controlava o outro, que tinham situações em que um fazia mal ao outro, e que aquela relação estava se tornando cada vez mais tóxica.

 


Mas o autor trouxe outros assuntos igualmente pesados e importantes. Com um protagonista negro e homossexual, ele nos mostra como ainda vivemos em um país cheio de desigualdade, preconceito e injustiça. As situações vividas pelo personagem são, infelizmente, muito reais e nos fazem pensar sobre questões importantes como racismo, homofobia, desigualdade social, violência e intolerância.

E, com tantos assuntos fortes, foi impossível não me emocionar. Juan Julian tem uma escrita sensível e ao mesmo tempo muito direta. Ele consegue fazer o leitor enxergar a alma do seu protagonista, mas também nos mostra de uma forma muito direta questões dolorosas e que precisam ser discutidas. Daí a montanha-russa de emoções que eu mencionei. Essa leitura me fez rir, suspirar com momentos fofos, me emocionar nos momentos tristes e ter a sensação de um soco no estômago com os acontecimentos mais impactantes.

Aliás, preciso dizer que nada poderia ter me preparado para o final desse livro. Juan Jullian trouxe um desfecho completamente inesperado, mas que talvez tenha sido um dos maiores tapas na cara que eu já levei com uma leitura. É forte, doloroso e arrebatador, me fazendo chorar por tudo que aconteceu e pelas reflexões que me trouxe.

Eu, que comecei Querido ex (que acabou com a minha saúde mental, ficou milionário e virou uma subcelebridade) esperando um livro para dar muitas risadas, encontrei muito mais que isso. Foi uma leitura que me emocionou, me encantou e me abalou profundamente, me fazendo pensar em questões essenciais sobre a vida e a nossa sociedade. Deste modo, deixo meu aviso de que este livro não é fácil de ser lido, mas é extremamente necessário. Recomendo muito a leitura e não vejo a hora de descobrir o que Juan Jullian está preparado para a continuação.

 

Observação: Como foi dito, Querido ex traz assuntos fortes como gaslighting, depressão, racismo e homofobia. Portanto, ele pode conter gatilhos. Leia com responsabilidade e apenas se sentir preparado para ver esses temas sendo abordados.  


Cinco motivos para ler Confidências de uma ex-popular



Oi, pessoal! Tudo bem? Precisei passar os últimos dias concentrando os posts lá no instagram, mas hoje venho trazer a primeira dica de leitura de 2020: Confidências de uma ex-popular, da Ray Tavares. Publicado no ano passado pela Galera Record, esse livro foi uma das primeiras leituras que fiz esse ano e eu não poderia ter começado melhor.

Para quem não sabe, a Ray é autora do livro Os 12 signos de Valentina, que é um dos meus queridinhos da vida. Então, claro que eu já esperava gostar de Confidências de uma ex-popular. Porém, ele conseguiu superar minhas expectativas e, por isso, eu resolvi listar alguns motivos para vocês também fazerem essa leitura.

Então, se vocês querem saber o que me levou a gostar tanto da leitura e a recomendar para todo mundo, confiram esses cinco motivos:

- Escrita viciante
A escrita da Ray Tavares é daquelas que não deixam a gente parar de ler, de tão presos que ficamos na leitura. Ela tem um dom para escrever histórias leves e muito divertidas, com personagens bem construídos e que trazem assuntos interessantes. E não foi diferente nesse livro. Confidências de uma ex-popular me ganhou rapidamente graças ao bom humor da autora

- Temas importantes abordados
Mesmo se tratando de um livro leve e com personagens mais jovens, a Ray não deixou de abordar assuntos importantes. Em especial, me tocou a forma como ela falou sobre relacionamentos abusivos. Foi delicado, mas realista, e acredito que seja um alerta muito importante. Além disso, ela traz reflexões sobre o nosso contexto político e social, algo que é sempre necessário.

- Personagens bem construídos
Esse foi o aspecto que mais me conquistou no livro, porque foi uma enorme surpresa. Eu pensava que não conseguiria me apegar à Renata, por sua personalidade forte e jeito de patricinha. Porém, foi exatamente o contrário. Ela é uma personagem tão humana, com qualidades e defeitos, que foi impossível não simpatizar com ela. Além disso, sua evolução é evidente e foi maravilhoso acompanhá-la aprendendo com seus erros e amadurecendo. Os demais personagens também foram desenvolvidos pela autora e todos tiveram o destaque necessário para os seus próprios arcos.

- Referências a clássicos da literatura
Quer coisa melhor que ler um livro cheio de referências literárias, ainda mais quando se referem a clássicos na nossa literatura? Todos sabemos que há um preconceito muito grande com os livros nacionais, ainda mais quando são clássicos, o que é algo muito triste. Temos obras tão ricas na nossa literatura e é uma pena que muitas pessoas se recusem a dar uma chance. Eu mesma não li muitos, mas depois de ler Confidências de uma ex-popular me deixou com muita vontade de conhecer esses livros.
É muito importante incentivar a literatura nacional e estimular as pessoas a lerem nossos clássicos. E tenho certeza que a forma como isso foi feito nesse livro, vai deixar muitas pessoas curiosas para conhecerem as obras citadas.

- Ambientação que te faz querer morar dentro do livro
Sabe aqueles livros que te fazem sentir parte do ambiente, como se estivesse lá e fosse amigo dos personagens? Com certeza, Confidências de uma ex-popular é um deles. Mesmo já tendo passado da adolescência há algum tempo, eu me senti querendo voltar para essa época. Os personagens cativantes, as aulas de literatura, a misteriosa organização do colégio e todo aquele clima de escola me contagiaram e eu me vi relembrando meus tempos de ensino médio. Para mim, esse foi um dos aspectos que mais me cativou no livro e fez com que a leitura se tornasse tão especial.

Acho que já ficou claro o quanto eu gostei da leitura e recomendo Confidências de uma ex-popular para todo mundo né? É um livro leve e divertido, mas que não deixa de abordar assuntos importantes e trazer personagens muito humanos. Eu já era fã da Ray Tavares desde que li Os 12 signos de Valentina e esse novo livro veio para reforçar minha admiração por ela. Podem ter certeza que vou querer acompanhar tudo que ela publicar.




Autora: Ray Tavares
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Da autora de Os 12 signos de Valentina. Mais de 4 milhões de leituras no Wattpad. Beleza, poder, popularidade. O que mais uma garota pode querer? Renata acaba de ser expulsa de sua antiga escola. Perdeu seu status, seus amigos, seu namorado e sua antiga vida de privilégios. Agora, precisa recomeçar do zero, em um rígido internato católico. Possessa e nada disposta a construir novos laços de amizade por conta das frustrações do passado, ela se vê, de repente, perdida. Sem largar sua essência, a garota se equilibra entre lidar com o desprezo constante dos alunos do colégio, recusar as investidas do presidente de um grupo misterioso e, nesse meio, administrar seu interesse por um aluno em particular. Será que Renata vai conseguir superar seu passado e iniciar uma nova jornada mostrando uma nova versão de si mesma – ou insistirá em seus velhos erros?”

Divulgação - A Espada da Justiça


Olá, pessoal! Hoje eu vim divulgar o livro de um jovem autor nacional que entrou em contato comigo recentemente. Trata-se de A Espada da Justiça, do Brenno Eloy. O livro foi escrito quando o autor tinha apenas quinze anos e foi publicado quando este estava com dezoito.
Agora, vou deixar a sinopse para vocês e um breve resumo sobre o Brenno para que vocês conheçam um pouco sobre a trajetória dele. E, para quem se interessar, os links para comprar o livro e conhecer mais o autor estão disponíveis abaixo.

Livro: A espada da Justiça
Autor: Brenno Eloy

Sinopse:  Filho único e possível último sobrevivente ao ataque ao seu reino, Jhonn, o Arcano Azul teve seu reino e casa queimados devido a um devastador ataque quando ele tinha apenas seis anos. Obrigado a viver com um casal de elfos na floresta, aprendeu a arte da espada e dos feitiços. Quando mais velho, decidiu ir em busca de outros Arcanos, mas ao decorrer de sua missão percebeu que o destino lhe guardara muito mais.

Sobre o autor: Nascido em João Pessoa, na paraíba. Desde cedo se interessou por leitura. Ao atingir seus nove anos de idade, ler já não era o suficiente. Então, começou a pensar que também poderia criar seus próprios textos, suas próprias aventuras. Com alguns cadernos velhos escreveu pequenos "livros", como "Bob, o pinguim de sapatos", daí nasceu um sonho, um o sonho de publicar um livro inteiro escrito por ele mesmo. O tempo passou e os pequenos livros se foram com o mesmo. Alguns anos depois, renasceu a paixão pela escrita e aos 15 anos, concluiu seu primeiro livro, "A Espada da Justiça", que teve sua publicação agora aos 18 anos de idade.

Ficaram interessados? O livro está sendo vendido em e-book e nos links acima vocês podem saber como adquiri-lo.

Todas as informações e links foram enviados pelo autor e qualquer compra feita é de responsabilidade do mesmo.
*Publicidade paga





[Resenha] Literalmente Amigas



Sabe quando você se identifica com um livro mesmo antes de ter lido? Foi o que aconteceu comigo quando Literalmente amigas, das autoras mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho, foi anunciado. O livro conta a histórias de duas amigas que foram unidas pelo amor aos livros e que há anos mantinham um blog literário chamado Literalmente Amigas, mas que viram sua amizade ameaça por uma oportunidade inesperada.

Então, pensem comigo um livro sobre amizade, blogs literários, muitas referências à livros e escrito por duas autoras do meu estado. Tinha como eu não ficar curiosa para ler? Lógico que não! E quando surgiu a oportunidade de solicitar para a editora, eu não perdi tempo. Agora, vou poder contar para vocês o que achei e se consegui me identificar com essas duas Literalmente Amigas como eu imaginava.

Autoras: Laura Conrado e Marina Carvalho
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Duas das mais populares autoras brasileiras da nova geração, as mineiras Laura Conrado e Marina Carvalho se juntaram pela primeira vez para escrever Literalmente amigas. Quando Gabi e Lívia, duas apaixonadas por livros, se conheceram em uma comunidade sobre literatura em uma extinta rede social, não imaginavam que se tornariam melhores amigas e que criaram um blog de resenhas literárias, o Literalmente Amigas. Desde então, elas são inseparáveis, apesar das personalidades muito diferentes! Gabi é um pouco avoada, desorganizada financeiramente, de riso fácil e vive uma história de conto de fadas com o namorado de longa data. Já Lívia é assertiva, firme e possui planos bem delineados para seu futuro, embora ainda não tenha encontrado o emprego dos sonhos nem um romance arrebatador como o de seus livros favoritos. Juntas, elas enfrentam as dificuldades da juventude, seja na profissão, seja no amor, até tudo começar a mudar quando ambas são selecionadas para a mesma vaga ― para a qual as duas se inscrevem, sem contar uma para outra ― na principal editora do país. Será que a paixão pelos livros, que antes unia as amigas, agora se tornará o motivo do término da amizade?”

Em Literalmente Amigas, Gabi e Lívia são duas BFFs – Book Friends Forever – que se conheceram em um fórum sobre literatura quando ainda estava no Ensino Médio. A amizade que começou no mundo virtual, passou para a vida real e as duas não se desgrudaram mais. Criaram juntas o blog Literalmente Amigas e acompanharam todas as conquistas e tristezas uma da outra. Ou seja, tinham aquela amizade que era para todos os momentos mesmo.
Mesmo estando em momentos muito diferentes da vida, tanto profissional quanto amorosa, Gabi e Lívia nunca deixaram de se apoiar e nem de acompanhar os acontecimentos relevantes da vida uma da outra. No entanto, quando surge uma oportunidade de emprego na editora favorita das duas, elas se veem disputando uma vaga. E o que tinha tudo para ser a busca pelo emprego dos sonhos, acaba representando uma ameaça àquela amizade de anos e a tudo que tinham construído juntas.
“Céus, como foi que chegamos até aqui? Como o pior de nós emergiu e como pudemos ser tão grosseiras? Em que página do livro a história mudou?”


Acho que já dá para perceber pela sinopse que a amizade será o tema central desse livro e eu gostei muito disso. Por mais que sejam apresentados outros aspectos da vida das duas protagonistas, em especial os problemas na vida profissional e nos relacionamentos amorosos, em nenhum momento essas questões tiram o foco da amizade. Gabi e Lívia eram aquelas amigas que já tinham se tornado quase irmãs, superando as diferenças de personalidade e gostos, e ao longo do livro vamos acompanhando todos os percalços que elas enfrentam e percebendo o quanto esse tipo de relação é única.
Nesse sentido, achei que foi um grande acerto das autoras trazer duas protagonistas tão diferentes uma da outra. Acredito que isso tenha tornado a amizade delas mais especial, pois evidenciou o respeito que elas tinham uma pela outra. Afinal, para serem amigas, elas não precisavam pensar agir e pensar igual ou gostar das mesmas coisas.
“Todo processo de criação tem algum erro e as coisas podem se quebrar, deixando defeito no objeto. Não devemos esconder as imperfeições, mas aceitá-las como parte da peça.”
Aliás, vou aproveitar para mencionar aqui uma das coisas que mais gostei nesse livro: a Gabi e a Lívia torcem para times de futebol rivais, Atlético e Cruzeiro, respectivamente. E eu achei muito legal que, além de mostrarem como é possível ser rival no futebol e manter a amizade, as autoras ainda abordaram a questão da participação das mulheres no futebol. Principalmente através da Gabi, uma torcedora super engajada, elas mostraram não apenas que mulheres gostam e entendem de futebol sim, mas também os preconceitos e dificuldades que ainda encontramos para ir aos estádios. Além disso, como atleticana apaixonada, confesso que deu um quentinho no coração ver as várias menções ao meu time do coração.
Mas, as diferenças entre a Gabi e a Lívia não ficam apenas no campo do futebol. As duas têm personalidades bastante distintas e estão em momentos da vida profissional e pessoal muito distantes. Na vida amorosa, Gabi não poderia estar melhor. Ela tem um namorado incrível, daquele tipo companheiro para todas as horas e que sempre a incentiva. No entanto, profissionalmente ela está vivendo um momento de crise. Sem emprego fixo, ela tem dificuldade para pagar as contas e não tem ideia do que fazer quando terminar o mestrado. Apesar de ser muito talentosa, Gabi ainda tem dificuldade para acreditar no próprio potencial e também para definir que rumo seguir na carreira.
“Então me dou conta do quão me sinto só. E talvez seja ilusória a sensação de completude. Tenho bons familiares e amigos, mas ninguém pode dar passos por mim num caminho que eu mesma tenho que abrir. Muitas pessoas podem me incentivar e aplaudir seu voo, mas o esforço em abrir as asas é particular.”

Já a Lívia vive uma situação quase oposta. Ela tem um bom emprego, que, apesar de não a deixar completamente realizada, permite que trabalhe com sua grande paixão, a literatura, e tenha uma vida estável. No campo amoroso, por outro lado, ela acumula fracassos. E, com a sorte que lhe é característica, um cara maravilhoso se muda para o apartamento ao lado. Mas, apesar de ficar completamente encantada com Santiago, Lívia tem certeza que ele é homossexual e tem uma relação mal resolvida com Fred, amigo dela e dono do apartamento onde ele foi morar.



Tanto Gabi quanto Lívia vinham se apoiando nas dificuldades da vida adulta e nos momentos de crise. No entanto, quando a oportunidade para um emprego que aparentemente seria perfeito para qualquer uma delas, essa união começa a ser posta à prova. E uma das coisas que eu achei mais bacana é que, durante o processo de seleção para a vaga, elas começam a refletir não apenas sobre a amizade delas, mas sobre quem eram. Assim, acaba sendo uma reavaliação de tudo que passaram juntas, mas também uma jornada de autoconhecimento.
“Às vezes um sonho antigo, depois de ser muito almejado, pode acabar se transformando num fardo. Será que quero de verdade ser editora do selo jovem da Espaçonave? Por que de repente sinto como se estivesse fazendo algo errado?”
Preciso destacar também que, apesar dos personagens secundários ficarem bem em segundo plano (o foco é mesmo nas duas protagonistas, eles são muito importantes na história. Em especial, o Leo (namorado da Gabi), o Santiago e o Fred. Os três acabam trazendo para a Gabi e a Lívia uma visão externa da situação delas e, muitas vezes, ajudam as duas a manter os pós no chão no meio da confusão que estavam enfrentando.
Por fim, não posso deixar de mencionar às várias referências ao universo dos blogs literários. As autoras mostram muito da rotina de quem tem um blog, incluindo o processo de preparação dos posts e a interação com os leitores. Além disso, elas abordaram também alguns problemas desse nicho, especialmente algumas rivalidades que infelizmente acontecem. Há ainda muitas menções a livros famosos, então, dá para pegar outras dicas de leitura também.
“Talvez os livros suprimam a necessidade de fala porque eles têm o poder de sempre dizer algo por nós.”
Minha ressalva em relação a Literalmente Amigas é que terminei a leitura com a sensação de que o livro poderia ter sido menor. Por mais que ele esteja longe de ser um calhamaço, algumas tramas foram desnecessárias e não acrescentaram em nada da leitura, além de quebrar o ritmo da história. Além disso, senti que as autoras prolongaram muito algumas situações, principalmente o final. Acho que essa parte poderia ter sido bem mais enxuta, sem deixar o desfecho apressado ou mal amarrado.
No entanto, mesmo com essa pequena ressalva, Literalmente Amigas foi uma leitura cativante e que deixou um quentinho no meu coração tanto pelas referências literárias (e de futebol), quanto pela linda amizade das protagonistas. Gostei muito de ver o quanto elas amadureceram ao longo do livro e como foram enfrentando os obstáculos que surgiram entre sua amizade. Para quem ama o universo dos livros ou tem uma grande amizade de anos, com certeza vai se identificar com essa leitura.

[Resenha] Sob a luz da escuridão


Olá, pessoal! No final do ano passado, tive a felicidade de ser selecionada para participar da Leitura Coletiva do livro Sob a luz da escuridão, da Ana Beatriz Brandão, organizada pela LC Agência de Comunicação. Já tinha algum tempo que eu tinha curiosidade de ler algo da autora e esse era o livro que tinha me deixado mais curiosa para conferir e, portanto, fiquei muito animada com a oportunidade.
Ao longo do último mês, eu pude ler Sob a luz da escuridão e trocar opiniões com outros leitores, o que tornou a experiência bem diferente. Agora, com a leitura concluída, vim contar para vocês o que achei do livro e como foi esse meu primeiro contato com a escrita da Ana Beatriz Brandão.


Autora: Ana Beatriz Brandão
Editora: Verus
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela LC Agência de Comunicação
Sinopse: “O mundo não está a salvo dos humanos... Da autora de O garoto do cachecol vermelho. Guerras e destruição, causadas pela ganância de um homem, quase levaram a raça humana à extinção. Com a radiação das bombas nucleares, o DNA humano sofreu mutações e uma nova espécie surgiu: os metacromos, seres especiais, com poderes extraordinários. Em meio ao caos de um mundo pós-apocalíptico, Lollipop e Jazz são resgatadas do instituto onde eram mantidas prisioneiras. Com as memórias apagadas, elas não sabem por que estavam ali nem quem as libertou. E, enquanto buscam respostas sobre suas origens, só lhes resta lutar pela sobrevivência. Evan, um vampiro milenar, lidera com mãos de ferro uma das mais poderosas áreas do planeta. Mas quando, por obra do destino, ele reencontra a mulher que pensou estar morta há décadas, tudo desmorona e ele é obrigado a enfrentar o passado. Ana Beatriz Brandão apresenta um mundo totalmente novo ao leitor em Sob a luz da escuridão. A raça humana não é mais a mesma, novas espécies foram criadas e agora é cada um por si. Uma históriaeletrizante, cheia de ação, tensão e romance, que vai provocar fortes emoções no leitor. Prepare-se e escolha seu lado nessa guerra: você é um metacromo ou um Deles?”

Em Sob a luz da escuridão, Ana Beatriz Brandão apresenta um futuro pós-apocalíptico cruel e devastador. O mundo já enfrentou mais duas Guerras Mundiais e a sociedade como conhecemos foi destruída. Faltam recursos como água, comida e eletricidade, e matar e roubar se tornaram coisas comuns. Aqueles humanos que ainda querem viver civilizadamente tentam se organizar em clãs, mas ainda estão longe de ser uma sociedade organizada.
“Eu sabia que era exagero da minha parte ficar ali porque ainda não confiava nas pessoas, mas, se não vivesse num mundo em que se matava por qualquer coisa, poderia ser diferente. Se eu não vivesse. Mas eu vivia.”
Experiências genéticas fizeram com que uma nova raça com poderes especiais surgisse, os metacromos. Lollipop e Jazz fazem parte dessa raça, mas não sabem nada sobre seu passado e não têm muita noção dos seus poderes, até serem resgatadas do Instituto. Após saírem de lá, elas passaram 2 anos sob a proteção do homem que as ajudou a fugir, aprendendo a caçar e se defender. No entanto, quando o esconderijo deles é atacado, as duas precisam fugir novamente e acabam indo parar em um dos clãs mais poderosos e desenvolvidos daquele mundo.

O clã é liderado por Evan, um vampiro com séculos de experiência e que parece estar, de alguma forma, ligado ao passado de Lollipop. Ao longo do livro, segredos envolvendo os dois vão sendo revelados e Lollipop começa a montar o quebra-cabeça sobre seu passado. Enquanto isso, ela e Jazz começam a treinar seus poderes e tentar se encaixar naquele lugar, que é diferente de tudo que elas estavam acostumadas.


Uma das coisas que mais gostei em Sob a luz da escuridão foi o universo criado pela Ana Beatriz Brandão. Ela trouxe uma realidade em que o mundo foi totalmente destruído pela arrogância e desejo de poder do ser humano, o que proporciona várias reflexões interessantes. Além disso, é interessante ir compreendendo aos poucos no que o mundo havia se transformado e como as pessoas estavam tentando se organizar para sobreviver. Em especial, adorei o clã do Evan e começar a conhecer um pouco dos outros grupos.
“Digamos que o mundo não é mais o que a gente pensava que era. As civilizações, apesar de tudo, estão se reconstruindo. Só não de forma tão pacífica quanto deveria ser, até porque os recursos são escassos, e todo mundo anda com as armas na mão, pronto para matar em defesa própria.”
Outro ponto positivo do livro é a facilidade com que a autora descreve esse mundo. Ela tem uma escrita direta e muito clara, que permite ao leitor entender com facilidade aquela ambientação e a crueldade desse universo pós-apocalíptico. Com isso, as descrições são suficientes para fazer o leitor compreender aquele mundo, mas sem deixar a leitura cansativa ou arrastada.
A trama do livro já começa bastante dinâmica, portanto, não é difícil se envolver com a leitura. O enredo é cheio de mistérios e logo no início eu já fiquei curiosa para saber mais sobre o passado da Lollipop e da Jazz, o que era o Instituto onde elas estavam presas e sobre o funcionamento daquele mundo como um todo. Algumas dessas coisas foram sendo respondidas ao longo do livro, mas outras permaneceram como mistérios a serem explorados nos próximos livros. Mas o mais importante é que as revelações que foram feitas contribuíram para aumentar o envolvimento com a leitura e o interesse em saber mais sobre aqueles personagens e o universo retratado.
“Será certo vivermos o agora pelo agora, sem pensar nem por um segundo em como nossos atos podem afetar nossa vida – e nossa morte. Não era algo que eu podia afirmar, mas talvez, se tivéssemos menos medo de aproveitar as chances e oportunidades antes do fim chegar, pudéssemos curtir um pouco mais a vida. Ou ter menos medo de vive-la.”
E por falar nos personagens, o quarteto principal é muito carismático. De um lado, temos Lollipop e Jazz, que já conquistaram minha simpatia logo no início pela situação em que se encontravam e pela amizade bonita que as une. Elas têm personalidades muito diferentes, mas se respeitam e se entendem como ninguém. E, complementando o quarteto, temos Evan e Sam. Os dois também são muito diferentes um do outro, mas com um vínculo muito bonito. Evan praticamente criou o Sam e isso fez com que eles desenvolvessem uma relação quase de pai e filho.
De um modo geral, eu gostei dos quatro individualmente. Lollipop é determinada e independente, mas também tem um bom coração e uma enorme capacidade de amar. Já a Jazz é mais quieta e tem uma grande dificuldade de lidar com sentimentos, mas gostei muito de ver ela amadurecendo ao longo do livro e se tornando uma pessoa mais forte. O Sam é a personificação da fofura, daqueles que a gente tem vontade de guardar em potinho. Além disso, ele é leal e justo, e sempre age como a voz na consciência do Evan, mesmo tendo sido criado por ele. E o Evan é, simplesmente, o melhor personagem do livro (e olha que eu não costumo gostar de livros com vampiros rsrs). Dono de uma personalidade forte e um senso de humor bem sarcástico, ele também é muito altruísta e se dá tudo de si para proteger aqueles que ama e seu clã.

“Quem dera eu pudesse ter vivido uma coisa dessas. Amor jovem. Amor. Juventude. Com vinte anos, eu sabia que não chegava a ser velha, mas num mundo como aquele era difícil não amadurecer muito cedo.”



No entanto, por mais que eu tenha gostado do universo criado pela autora e dos personagens, algumas coisas me incomodaram. A principal delas foi o fato de que o romance tira muito o foco da história e, na metade do livro, os casais que se formam passam a ser o centro da trama. Por mais que eu adore um romance e até tenha torcido pelos casais que se formaram, acredito que essa parte acabou ocupando mais espaço na trama que deveria.
Também me incomodou o fato de que os conflitos dos personagens foram se tornando repetitivos. A dificuldade da Jazz em lidar com seus sentimentos era compreensível no início, mas ela permaneceu por praticamente todo o livro e foi chegando um ponto em que eu já estava revirando os olhos de impaciência. O mesmo aconteceu com a Lollipop e o Evan, cujos problemas foram se repetindo ao longo da trama. Com isso, fiquei com a sensação de que os personagens não saíam do lugar e que o livro poderia ter sido menor.
“Era mais fácil fechar os olhos e fingir não dar a mínima para o resto do mundo, quando no fundo nos importávamos sim, e sabíamos que precisávamos das pessoas amadas para sermos felizes.”
Mas, apesar dos problemas, as revelações que foram feitas ao longo da trama foram me deixando cada vez mais instigada a conhecer mais daquele universo. Além disso, o final, apesar de não ter me surpreendido, é um ótimo gancho para o próximo livro e me deixou curiosa para saber quais serão os desdobramentos dele.
Deste modo, Sob a luz da escuridão foi uma boa introdução a esse mundo pós-apocalíptico criado pela Ana Beatriz Brandão e me deixou curiosa para conferir os próximos livros. Acredito que é um universo que ainda tem muito a ser explorado e, caso o romance seja mais dosado na trama, a leitura do segundo livro tem tudo para ser muito interessante. Assim, estou ansiosa para que ele seja publicado e eu possa descobrir os rumos que a autora dará para essa história.
E vocês, já leram esse ou outros livros da Ana Beatriz Brandão? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler algo dela.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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