[Resenha] Um amor de vigarista

22 de set. de 2020


Acredito que todo leitor já passou pela experiência maravilhosa de se apaixonar por uma série logo no primeiro livro, né? Porém, existem aquelas que vão nos conquistando aos poucos, livro a livro. E esse definitivamente é o meu caso com a série Querida conselheira amorosa, da Laura Lee Guhrke, publicada pela Harlequin Books Brasil.

O primeiro livro, A verdade sobre amores e duques, não me conquistou tanto quanto eu esperava. Mas o segundo, O desafio do amor verdadeiro, foi uma surpresa maravilhosa e eu amei a leitura. Já esse terceiro, Um amor de vigarista, veio para roubar meu coração de vez e garantir um lugar cativo na minha lista de queridinhos.

Então, hoje eu vim falar um pouquinho sobre a leitura e os motivos que me fizeram amar tanto esse livro. Mas não se preocupem porque a resenha não tem spoilers, nem desse e nem dos livros anteriores.

 

Autora: Laura Lee Guhrke

Editora: Harlequin Books

Tradução: Alice Klesk

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon /Submarino

Sinopse: “Os últimos anos não foram fáceis para a srta. Amanda Leighton. Sozinha depois de perder o pai, envolveu-se em um escândalo que lhe custou o cargo de professora e depois ainda precisou fugir da casa em que trabalhava comogovernanta por causa dos avanços impróprios do ex-patrão. Desesperada por um emprego, ela sabe que tem todas as qualificações para o posto de tutora, e não vai deixar que seu gênero a impeça de consegui-lo. Se lorde Kenyon insiste em contratar um homem, Amanda tem apenas uma opção.James St. Clair, o conde de Kenyon, sabe que seus filhos rebeldes precisam de um tutor impetuoso, alguém disposto a colocá-los na linha, e não de uma nova mãe. Quando um jovem chamado sr. Seton se candidata à vaga, Jamieacredita que encontrou a resposta para seus problemas. Mas o viúvo está prestes a descobrir que, por baixo dos ternos largos e mal ajustados, esconde-se uma moça que pode lhe ensinar muito mais do que o esperado…”

 

Em Um amor de vigarista, vamos acompanhar o James, o conde de Kenyon, e sua saga em busca de uma babá para os filhos gêmeos. Viúvo há três anos, ele já não sabe como controlar os meninos e está constantemente vendo as babás praticamente fugindo da sua casa por causa das armações deles. Por causa disso, James está determinado a contratar um tutor para os dois, pois acredita que só um homem será capaz de ser firme com eles e ensiná-los a ter mais disciplina.

Mas Amanda Leighton está disposta a mostrar que o conde está errado. Sem referências após fugir do assédio de seu antigo patrão, ela sabe que tem qualificação o suficiente para assumir o papel de tutora. O problema é que esse papel costuma ser desempenhado por homens. As mulheres poderiam se candidatar apenas ao cargo de babá, para cuidar das crianças menores e ensinar às meninas um pouco maiores lições de etiqueta e bom comportamento (tudo que uma dama precisava saber). Mas Amanda deseja mais e, por isso, resolve se transformar em Adam Seton e se candidatar ao cargo de tutor do conde de Kenyon.

Quando conhece o jovem, mas audacioso, ser Seton, James acredita que pode ter encontrado a solução para os seus problemas. Se isso não adiantar, a solução será enviar os filhos para um colégio interno. Mas ele não imaginava que o novo tutor era na verdade uma jovem mulher, determinada a colocar os meninos na linha e dar uma lição no pai deles.



Desde que soube que Um amor de vigarista iria contar a história de James, eu fiquei imediatamente curiosa para ler. Minha empolgação com a série aumentou consideravelmente no segundo livro e saber que poderia saber mais sobre esse viúvo que lidava tão mal com seus filhos gêmeos foi o suficiente para ganhar meu interesse imediato. E não me decepcionei!

Ver a relação de James com os filhos foi um dos aspectos que mais gostei na leitura. Ele amava profundamente a esposa e não fazia ideia de como seguir com a vida sem ela, muito menos como cuidar de dois meninos pequenos, principalmente considerando que seu próprio pai foi um tirano que não deixou nenhum bom exemplo sobre paternidade. Então, foi interessante ver James tendo que lutar com seus conflitos e traumas para aprender a ser um pai melhor, ao mesmo tempo que ficava mais evidente a cada armação o quanto os gêmeos precisavam desesperadamente da atenção e do afeto dele.

E como se a relação do pai com os filhos não fosse o suficiente para fazer nosso coração derreter, ainda temos um romance lindo e muito bem construído. Eu amei ver como Amanda e James foram se conhecendo e os sentimentos entre eles foram surgindo. No início, quando ele ainda pensava que ela era homem, surgiu um sentimento de admiração pela forma como o sr. Seton lidava com os gêmeos. Mas também haviam alguns diálogos afiados e algumas alfinetadas do “tutor”, sobre como o conde não sabia cuidar dos próprios filhos.

Mas com o tempo também surge a atração e uma cumplicidade que tornam o romance mais convincente e cativante. O relacionamento dos dois foi construído gradualmente, de uma forma que o leitor consegue sentir os sentimentos dos protagonistas se transformando, e é impossível não torcer por esse casal. É um romance leve e cativante, daqueles que a gente realmente consegue entender os motivos que fizeram o casal se apaixonar e fica suspirando em cada cena que estão juntos. 



No entanto, eu preciso dizer que por mais apaixonantes que sejam Amanda e James, eles eram completamente ofuscados sempre que os gêmeos apareciam. Colin e Owen, os gêmeos endiabrados, são duas fofuras e dá vontade de entrar no livro só para abraçar os dois. Me diverti muito com as travessuras deles (não dá para negar que são muito espertos), mas também fiquei com o coração pequeno por ver o quanto eles sentiam falta de receber atenção e carinho.

Minha única ressalva foi que achei o final muito corrido. Eu queria mais detalhes do que aconteceu com esses personagens que eu aprendi a amar ao longo da leitura. Não que fiquem pontas soltas, mas sabe quando o livro te deixa com uma sensação de quero mais? Volta aqui, Laura, porque eu preciso ver mais desses personagens maravilhosos rsrs. Felizmente, esse não é o último livro e estou ansiosa para saber se teremos um vislumbre deles no próximo.

O que me resta dizer é que, se eu estava ansiosa para ler Um amor de vigarista, ele fez valer toda a espera e ansiedade. É um dos romances de época mais doces e cativantes que já li. Uma história leve, divertida e apaixonante, que fala sobre amor, recomeços, perdão e esperança. Uma leitura que me encantou e trouxe aquele famoso quentinho no coração de quando a gente sabe que leu uma história simples, mas especial à sua maneira. Agora, não vejo a hora de termos o próximo da série Queria conselheira amorosa para eu me encantar com mais um romance da Laura Lee Guhrke.

E vocês já conheciam Um amor de vigarista e os demais volumes da série Queria Conselheira Amorosa? Me contem aí nos comentários se já leram ou se ficaram com vontade de ler.

 

Outros livros da série Querida Conselheira Amorosa

A verdade sobre amor e duques: Amazon / Submarino

O desafio do amor verdadeiro: Amazon / Submarino

 


8 comentários:

  1. Não sou muito de ler esse tipo de história, mas confesso que fiquei curiosa pra ler, sabendo que tem mais histórias então, parece ser uma coisa pra gente mergulhar de cabeça é isso é algo que tô precisando! Eu sempre fico muito coisada com livros que são mais corridos mas que mexem com a gente, dá uma sensação de ler tudo de novo só pra sentir tudo kkkkkk
    Adorei suas fotos e seu texto, ficaram maravilhosos!!

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  2. Olá. Confesso que nunca tinha ouvido falar dessa autora, nem da série. Não sou muito ligada a romances de época e talvez isso explique o motivo rs
    Mas parece ser uma trama bem amarradinha, que deixa o leitor realmente conectado a história e aos personagens, que pela tua descrição, são muito bem construídos, trazendo harmonia a obra. Espero que o próximo volume traga algo desse casal que vc tanto gostou, ou até mesmo dos gêmeos heheh
    Tschüss 😘

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  3. Ainda não tive a chance de conhecer essa série, mas confesso que sempre que vejo alguma resenha, fico completamente ansiosa. É engraçado como uma série pode cativar mais nos outros livros do que no primeiro, né? E o que eu mais gostei foi por você apresentar um romance de época doce. Isso, sem dúvidas, instigou ainda mais minha curiosidade.

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  4. Oii!

    Malu, faz muito tempo que não me apaixono por uma série tão incrivel como essa... Que bom que é um livro sem pontas soltas e mais ainda que bom que ainda tem continuação hehehe tem histórias que a gente não consegue ficar sem uma continuação né?

    AMEI muito a sua resenha e já fiquei empolgada com a leitura, a capa é linda!

    Beijinhos,
    Ani
    www.entrechocolatesemusicas.com.br

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  5. Olá, tudo bem? Eu parei ainda no primeiro volume da série, mas lembro que amei demais a escrita da Laura! Estou doida para ler os sucessores, e pelo que disse na resenha, acho que tem todos os elementos que me encanta num romance de época. Espero gostar deles tanto quanto você. Aliás, adoro quando encontramos crianças nesse tipo de enredo haha (mesmo que pimentinhas haha). Ótima resenha, e dica super anotada!
    Beijos

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  6. Leio muito pouco romances de época, mas não significa que não curto, ao contrário, gosto demais. Esse título ainda não conhecia e já anotei para uma leitura futura, pois parece ser bem intensa e fluída.

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  7. Olá, tudo bem? Eu adoro livros com propostas como este, adorei conhecer um pouco mais da história, vou inclui-lo em minha lista de desejos, gostei muito de saber sua opinião sobre a leitura espero achar cativante assim como você!

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  8. Amo essa série também e amo as protagonistas, sempre fortes e maravilhosas!!! Ainda não li esse e quero muito.
    Beijos

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