sábado, 20 de fevereiro de 2016

Das páginas para o cinema: Razão e Sensibilidade

Diretor: Ang Lee
Elenco: Emma Thompson, Kate Winslet, Alan Rickman, Hugh Grant, Greg Wise
Ano: 1996/ Nacionalidade: Reino Unido, EUA.

O clássico Razão e Sensibilidade, de Jane Austen, já ganhou diversas adaptações, sendo a mais famosa delas o filme homônimo de 1996. Dirigido por Ang Lee, este filme ganhou diversos prêmios, incluindo dois Globos de Ouro (Melhor Filme de Drama e Melhor Roteiro) e o Urso de Ouro no Festival de Berlim, além de ter tido sete indicações ao Oscar, vencendo por melhor roteiro adaptado.
Assim como no livro, a trama gira em torno das jovens irmãs Dashwood, Elinor e Marianne, que, apesar de se amarem muito, não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Enquanto Elinor é mais reservada e prática, Marianne não esconde suas emoções, agindo sempre guiada mais por elas do que pela razão. A vida das duas muda quando seu pai morre e o filho dele do primeiro casamento praticamente ignora a promessa que havia feito de que cuidaria delas.
Assim, Elinor e Marianne precisam se mudar com a mãe e a irmã caçula, pois a propriedade onde elas moravam agora fora ocupada por seu meio-irmão e a cunhada. Elinor havia se aproximado do irmão da cunhada, Edward Ferras, mas, com a mudança, eles acabam se afastando. Na nova casa, as senhoritas Dashwood são apresentadas a uma nova vizinhança, e Marianne logo desperta a atenção do coronel Brandon, mas o despreza por ser bem mais velho que ela e um homem muito sério. É o jovem e divertido John Willoughby que conquista o coração dela primeiro. O filme segue, então, acompanhando o desenrolar das histórias dessas duas irmãs e como elas lidam, cada uma a sua maneira, com seus sentimentos.
No que se refere ao roteiro, esta adaptação foi bastante fiel ao livro. Não foram cortadas ou alteradas muitas partes do clássico de Jane Austen e a essência da história foi captada com perfeição. É possível ver o amor naquela família, mas também os conflitos causados pela diferença de temperamento entre Marianne e Elinor.
Com relação às atuações, senti que Emma Thompson e Hugh Grant destoaram muito do restante do elenco. Ele parece não se enquadrar muito bem em um filme de época, não conseguindo passar muita naturalidade ao seu personagem, Edward. Já Emma Thompson, apesar da profunda admiração que sinto por ela, simplesmente não me convenceu como Elinor. Primeiro, pelo fato de que, fisicamente, ela é muito diferente da jovem de dezenove anos descrita no livro. Segundo, que sua relação com o personagem de Hugh Grant ficou muito forçada, sendo difícil acreditar no amor dos dois.

Por outro lado, destaco positivamente Kate Winslet no papel de Marianne, e o brilhante (e saudoso) Alan Rickman como o coronel Brandon. Ela trouxe todo o romantismo e a impulsividade da personagem escrita por Jane Austen. Enquanto ele, é exatamente como eu havia imaginado ao ler o livro. Um homem triste por seu passado, mas que é gentil, atencioso e nobre, e que continua se preocupando com a felicidade de Marianne, apesar do desprezo dela. 
Razão e Sensibilidade é um bom filme, com um roteiro muito fiel ao livro que o originou, uma fotografia lindíssima e uma direção competente de Ang Lee. Além disso, os figurinos e os cenários constroem com perfeição o ambiente de época. E mesmo que as atuações de Emma Thompson e Hugh Grant prejudiquem um pouco, Kate Winslet e Alan Rickman estão tão seguros e adequados em seus personagens que, para mim, sustentam o filme.


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