[Cinema] O sol também é uma estrela


Todo leitor sabe o misto de alegria e apreensão toda vez que é anunciada uma adaptação de um livro. Não foi diferente quando fiquei sabendo que O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon, iria virar filme. Como comentei na resenha aqui, eu adorei esse livro, que acabou, com uma trama aparentemente simples, me tocou e se tornou um dos meus queridinhos da vida.
Já dá para vocês imaginarem o quanto fiquei dividida entre a empolgação por poder ver uma história que me conquistou tanto indo para as telas e o medo de que o filme não fizesse jus à obra original. Então, foi com o coração pequenininho que finalmente assisti O sol também é uma estrela e agora vou poder contar para vocês o que achei.


Original: The sun is also a star
Diretora: Ry Russo-Young
Elenco: Yara Shahidi, Charles Melton, John Leguizamo, Gbenga Akinnagbe, Jake Choi, Cathy Shim.
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h40 min
Ano: 2019
Sinopse: Natasha é uma jovem extremamente pragmática, ela não acredita em destino, apenas em fatos explicados pela ciência. Em menos de doze horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel e se apaixona subitamente, colocando todas as suas convicções em cheque.
                              
Para quem não leu o livro e não sabe do que se trata a história, o filme acompanha um dia na vida de dois adolescentes cujos caminhos se cruzam acidentalmente. Natasha é uma jamaicana que cresceu nos Estados Unidos, desde que sua família se mudou ilegalmente para lá quando ela era criança. Prestes a começar o último ano do Ensino Médio e cheia de planos para o futuro, ela e seus pais e seu irmão estão prestes a serem deportados. Ela tem só mais um dia para tentar um último recurso que permita a eles continuar no país. Já Daniel está a caminho de sua entrevista para a universidade. Vindo de uma família de coreanos, Daniel sempre tentou conciliar os costumes da família e o modo de vida do país que nasceu. Porém, agora ele está dividido entre o desejo dos pais de que ele se torne um médico e seu sonho de se tornar um poeta.

Quando os dois se conhecem, Daniel tem certeza de que foi o destino. No entanto, Natasha é mais cética e acredita que foi apenas uma coincidência. Então, Daniel tem apenas um dia para mostrar a ela que o universo pode estar querendo aproximá-los e que o amor, por mais improvável que seja, pode sim ser comprovado.

FOTO: WARNER BROS. PICTURES

Uma das coisas que mais me deixaram confiante para assistir esse filme é o quanto os atores se encaixaram no que imaginei dos personagens. Assim que saiu a primeira imagem, eu vi a Natasha e o Daniel perfeitos e isso aumentou muito a minha confiança. Nesse sentido, não me decepcionei. Os dois conseguiram captar a essência de seus personagens e me cativaram logo nos primeiros minutos em cena.
E não posso deixar de mencionar o quanto foi bom ver mais representatividade em um filme de romance. Infelizmente, ainda há muito racismo na indústria do cinema e, por conta disso, falta muita diversidade em suas produções, principalmente em filmes considerados mais comerciais. Então, foi maravilhoso ver uma atriz negra e um ator de descendência asiática protagonizando uma produção de Hollywood. Ainda é um passo pequeno, mas é sempre bom ver que aos poucos a indústria (e quem sabe a sociedade) está mudando.

Por ser um filme muito centrado em seus protagonistas, o bom entrosamento dos atores acabou se mostrando fundamental. Os dois são muito carismáticos, fazendo com que seja fácil se envolver com a história deles. Além disso, gostei muito que o filme, apesar de focado no romance, não deixou de lado o desenvolvimento de Natasha e Daniel como indivíduos. Assim, vemos o drama de Natasha por estar sendo obrigada a abandonar o país que sempre considerou seu lar, assim como o conflito interno de Daniel entre os seus sonhos e as expectativas de sua família.

FOTO: WARNER BROS. PICTURES


De um modo geral, achei um filme muito gostoso de assistir. O romance é fofo e conquista a nossa torcida desde o início. A interação entre os dois protagonistas é natural e cativante, permeada por diálogos divertidos e sem exagerar na dose do drama. Além disso, o longa conta com um roteiro dinâmico, uma ótima trilha sonora e uma fotografia que explora bem as paisagens de Nova York.
Porém, como toda adaptação, sempre tem aquelas partes que quem leu o livro sente falta. Um dos aspectos que eu mais gostei quando li O sol também é uma estrela é o fato de que a autora não se ateve apenas ao casal principal, mas foi apresentando as histórias de todos aqueles que cruzaram o caminho deles ao longo daquele dia. Essas tramas paralelas contribuíram muito no livro, pois levantaram reflexões sobre o quanto os seres humanos são conectados e podem influenciar a vida uns dos outros.
No entanto, isso no livro fica deixado de lado. A trama do longa é muito centrada no casal principal e nos seus dramas individuais. Há algumas reflexões interessantes sobre o destino, o que é coincidência e o que é influência do universo, além de questões como o racismo, as dificuldades que os imigrantes vêm sofrendo nos Estados Unidos e a identidade cultural. No entanto, isso é abordado de maneira bem mais superficial.
De um modo geral, o filme O sol também é uma estrela não conseguiu me tocar como o livro que o originou fez. Porém, ainda é um romance gostoso de acompanhar, com boas atuações e personagens muito carismáticos. Além disso, só por ter tanta representatividade, já foi um alívio se comparado com o padrão dos romances hollywoodianos. Deste modo, os pontos positivos acabaram superando os problemas e, mesmo que meu lado leitora não tenha ficado completamente satisfeita, eu gostei muito de assistir ao filme e recomendo muito para quem curte um bom romance.

Nostalgia Book Tag



Hoje eu vim responder uma tag incrível que eu vi no canal da Luanna do @pausaparalivros (se vocês não conhecem ainda, façam o favor de se inscrever aqui). A tag é toda inspirada em músicas que marcaram a década de 90 e o início dos anos 2000. Ou seja, quem viveu essa época pode se preparar para a sessão nostalgia e quem não viveu vai conhecer músicas maravilhosas.
Como vocês já devem imaginar, a tag relaciona músicas com livros. Então, podem preparar papel e caneta, apertar play e se preparar para muitas dicas de livros ao som de músicas maravilhosas.
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🎵Misunderstood, Bon Jovi - Um livro cheio de mal entendidos / Personagem que entende tudo errado:

Essa foi uma escolha fácil: Como agarrar uma herdeira, da Julia Quinn. Para vocês terem uma noção, o mocinho confunde a protagonista, que está fugindo do tutor ambicioso, com uma procurada espiã espanhola. Se existe um livro com um mal-entendido maior ou mais divertido do que esse, eu nunca li.
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🎵Wherever you'll go, The calling - Um casal que não se desgruda:

Essa foi mais difícil, porque casais grudentos costumam me irritar. Sou romântica, mas paciência tem limite né? Porém, tem um casal que, apesar de não se desgrudar, são muito fofos e divertidos juntos: Natália e Alberto, na série Fazendo meu filme. Apesar de serem personagens secundários, eles são tão carismáticos e engraçados que é impossível não se apaixonar por eles e perdoar o fato de serem um tanto grudentos.
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🎵Wonderwall, Oasis - Um personagem protetor:

Eu já li muitos livros com personagens protetores, mas muitas vezes isso é algo que me irrita, por conta de autores que exageram e acabam criando personagens machistas e controladores. Porém, tem um que considero a exceção à regra e que é meu maior crush literário: o Anthony de O visconde que amava. Apesar de também ser um pouco irritante às vezes, ele é um homem realmente preocupado com o bem-estar da família e daqueles que ama. Porém, apesar de um pouco teimoso (ok, muito), ele não confunde proteger com sufocar, e sempre dá o apoio que aqueles à sua volta precisam.

🎵Íris, Goo Goo Dolls - Um livro com romance e autodescoberta:

Eu já li vários livros assim, porém, na hora de responder eu demorei horas para conseguir pensar em um. E o escolhido foi Um verão na Itália, da Carrie Elks. Além de um romance lindo e apaixonante, esse livro mostra toda a jornada de autoconhecimento da sua protagonista, que precisa enfrentar os traumas do passado e redescobrir seu talento e quem ela realmente era.

🎵Miss you love, Silverchair - Um personagem marrento que se apaixonou:

Ah gente foi impossível não pensar no lindo e, muitas vezes, marrento Sebastian St Vicent, em Pecados no Inverno. Ele é aquele personagem que sabe ser arrogante, tem plena consciência que é bonito e charmoso, mas, mesmo com toda a aparência de conquistador, acaba se apaixonando. E nós, leitores, nos apaixonamos por ele também, claro!

🎵Kiss me, Sixpence None The Richer - Um beijo de tirar o fôlego:

Achei essa bem difícil, porque apesar de ler muitos romances, não foram muitas cenas de beijos que me marcaram. Porém, acabei me lembrando de um dos meus romances de época favoritos e que tem uma cena de beijo bastante inesperada, mas linda, logo no começo: Uma noite como esta, da Julia Quinn. Eu sou suspeita, porque acho o Daniel e a Anne um casal incrível, porém, a cena foi muito bem escrita e é fundamental para o desenvolvimento da trama.

🎵Here without you, 3 Doors Down - Casal que ficou um tempo separado:

Ah gente, como não lembrar da Fani e do Leo, de Fazendo meu filme. Oh casal que brincou com meu coração! Eles têm várias idas e vindas ao longo dos livros e mais de uma vez passam um bom tempo separados. Confesso que sofri acompanhando esses dois, mas até hoje a série está entre as minhas queridinhas da vida.

🎵Save me, Hanson: Um personagem que precisava de "salvação":

No começo, achei que essa pergunta serie bem difícil, mas depois vieram vários livros na minha mente. Porém, acabei optando pelo Paul, de Em pedaços, da Lauren Layne. Eu já falei sobre esse livro aqui, mas o Paul é um personagem que precisava desesperadamente ser salvo. Ele mergulhou em uma bolha de culpa e mágoa que fizeram com que ele vivesse atormentado e atormentando aqueles que estavam à sua volta. Porém, precisava de alguém que o tirasse desse luto e fizesse com que voltasse a enxergar o mundo e a vida que estava perdendo.

E vocês, gostaram da tag? Me contem aí nos comentários se já conheciam essas músicas e os livros citados. Quero saber também quais seriam as escolhas de vocês, então, não deixem de me contar.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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