[Resenha] A filha do conde

17 de fev. de 2020


Oi, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu decidi começar a semana com uma resenha especial, porém, um pouco diferente. Normalmente, eu posto as resenhas de livros de séries na ordem. Porém, quando terminei de ler A filha do conde, da Lorraine Heath, precisei vir comentar sobre ele mesmo sem ter postado resenha dos livros anteriores.
No entanto, já aviso que cada livro conta a história de um casal diferente e eu não vou mencionar nada sobre os volumes anteriores. Então, mesmo quem não leu Desejo e Escândalo e O amor de um duque pode continuar lendo a resenha tranquilo, tá? E não se preocupem que em breve vou falar sobre esses dois livros também.

Então, sem mais delongas, vamos logo à resenha e o que eu achei da leitura de A filha do conde. 

Autora: Lorraine Heath
Editora: Harlequin Books Brasil
Tradução: Daniela Rigon
Páginas: 398
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Era revoltante ver que ela estava ainda mais bonita do que quando a vira pela última vez, quando trocaram juras de amor e fizeram promessas que foram quebradas poucas horas depois… Os anos e a maturidade tinham acrescentado uma graça que Lavínia não possuía aos 17, quando Finn declarara o seu amor. Será que ela ainda se lembrava dos momentos com carinho ou a memória também rasgava seu coração, como fazia com o dele? Lavínia o fizera de tolo. Nenhuma das lembranças que tinha dela deveriam ser agradáveis. Mas, em algumas noites, ainda ficava na cama encarando o teto, porque a imagem dela surgia sempre que fechava os olhos. Cinco anos de sua vida em isolamento, e a única coisa para lhe fazer companhia, para mantê-lo são, era a lembrança que tinha dela. Aquelas memórias eram seu sustento. No começo, ele as invocava para alimentar a sede de vingança, de retribuição, mas a solidão fora aumentando até transformá-las em sonhos. As lembranças traziam a esperança de que o amor estaria esperando em algum lugar, que voltaria a tê-la, sorrindo para ele, rindo com ele, enchendo-o de alegria. Lavínia não era mais sua — na verdade, nunca fora — mas, ainda assim, uma parte tola de si não conseguia se esquecer de quando quase a tivera, aquela garota que amara no passado.

Lady Lavínia Kent, filha do conde de Collinsworth, se apaixonou quando ainda era muito jovem. Porém, era um romance que estava destinado a acabar. Além do fato de que ela havia sido prometida ainda muito jovem a um duque, o rapaz por quem se apaixonou era pobre e filho bastardo de um nobre.
Finn Trewlove tinha muitas qualidades, era inteligente, trabalhador, esforçado e muito bonito, porém, sempre soube que seu berço fazia com que ele fosse inelegível para a filha de um nobre. Mas, mesmo sabendo disso, Finn não conseguiu evitar se apaixonar por Lady Lavínia e viver um lindo romance com ela. Porém, essa relação acabou de forma abrupta, deixando os dois com marcas e mágoas que carregariam para sempre.
“Passara a vida inteira tentando se convencer de que sua origem não importava, mas, no fim das contas, talvez importasse justamente para a pessoa de que ele mais precisava em sua vida.”
Depois dos acontecimentos do passado, Finn e Lavínia se tornaram pessoas diferentes daqueles jovens sonhadores que foram um dia. Ele se dedicou ao trabalho e em reconstruir sua vida. Já Lavínia tentou seguir com os planos que sua família tinha para si, até dar um basta e seguir em busca de um novo rumo para sua vida. E é com essa mudança que os caminhos dos dois voltam a se encontrar e revelações do passado mudam tudo que eles consideravam saber.



A primeira coisa que eu preciso falar sobre A filha do conde é que ele é um romance de época diferente de todos que já li. Essa série tem fugido do padrão desde o início por focar em personagens bastardos e não nos nobres que estamos acostumados a ver. Porém, esse livro foi além e trouxe um assunto que eu ainda não tinha visto sendo abordado em nenhum livro.
Não vou adiantar o assunto por considerar que seria um spoiler, porém, é um tema difícil e que mexeu muito comigo. Acho que a autora foi sábia ao trazer uma questão tão pertinente ao período histórico em que a trama se passa. Isso contribuiu não só para enriquecer a contextualização história – e já adianto que a autora conseguiu fazer um retrato muito interessante da sociedade da época – como ainda trouxe mais profundidade para a história e os personagens.
“– Sem nunca experimentar a dor, Vivi, como é possível apreciar a alegria quando não se está sofrendo?”
Aliás, o realismo das questões apresentadas foi fundamental para que esse romance se tornasse tão especial. As situações que Finn e Lavínia enfrentaram foram tão críveis e tão dolorosas que foi impossível não sofrer e se emocionar com eles. Confesso que no começo não estava achando o livro tão maravilhoso quanto as pessoas falaram e tive um pouco de dificuldade de acreditar no romance quando eles apareceram ainda jovens. Porém, quando as revelações começaram eu percebi que a trama não seguiria pelo caminho previsível que imaginei e me vi realmente sensibilizada por todos os acontecimentos.
Mas não posso deixar de destacar também o casal principal e o quanto eu me apeguei a eles. Finn e Lavínia são carismáticos e muito fofos como jovens, mesmo que o romance tenha me parecido um pouco forçado no começo. Mas eu me apeguei a eles de fato quando vi a evolução que os dois tiveram ao longo dos anos. Mesmo antes das revelações começaram, já era evidente que os dois precisaram amadurecer no período que ficaram sem se ver. E entender as causas dessa transformação deu um significado ainda maior e me fez amar mais esses personagens.
“Vivendo por conta própria nos últimos três meses, ela se acostumara a tomar as próprias decisões, mas ninguém jamais expressara a crença de que faria as escolhas corretas, de que suas opiniões teriam mérito.”
Lavínia é uma personagem doce e cativante desde o início, mas ver como ela se transforma em uma mulher mais consciente e determinada foi o que me fez admirá-la. Ela deixa de ser a jovem sonhadora que já foi e começa a enxergar o mundo além dos salões de baile e, mais que isso, tenta dar sua contribuição para mudar esse mundo. Não tenho nem palavras para descrever o quanto sua força e determinação me emocionaram. Por tudo que ela passou e por tudo que faz ao longo livro, Lavínia se tornou uma das minhas protagonistas preferidas da vida.

Já o Finn... posso dizer que ele é perfeito e só? Que mocinho encantador e único que Lorraine Heath trouxe para esse livro. No início, Finn é um jovem tentando enxergar uma possibilidade de uma vida melhor em um mundo que era tão cruel com pessoas como ele. Mas as rasteiras que ele levou da vida o tornaram um homem mais forte e determinado, lutando para se reerguer e construir seu futuro. E acreditem que só isso já seria motivo para admirá-lo. Mas Finn ainda é personagem integro, justo e com um coração tão generoso que me encantou. Sinceramente, não consigo pensar em outro personagem que poderia ser mais digno de uma mocinha tão incrível quanto a Lavínia.
“E ali estava uma das razões por que a amava tanto. Lavínia não o considerava inferior. Lutara a vida inteira para não deixar as circunstâncias de seu nascimento influencia-lo, mas quando a conheceu, percebeu que nunca acreditara de fato que sua origem não importava.”


E não posso deixar de falar dos personagens secundários. A sensação que tenho é que, se não for para escrever personagens complexos e interessantes, a Lorraine Heath nem se dá ao trabalho de começar a escrever. A família do Finn vem sendo apresentada desde os livros anteriores e adorei ver os protagonistas dos dois primeiros volumes novamente, além dos personagens que estarão nos próximos. Particularmente, estou ansiosa pelo livro do Fera. Porém, preciso dizer que quando decidi escrever personagens odiosos, a autora também se sai muito bem. Não vou revelar quem para não dar spoiler, mas quem leu sabe que nesse livro temos uma personagem tão cruel e asquerosa que conseguiu superar meu ranço pela Umbridge de Harry Potter (o que não é pouca coisa).
Com relação a trama, como eu já disse, teve um momento em que não estava me convencendo muito e cheguei até a achar um pouco lenta. Mas isso não durou muito e rapidamente as revelações começaram, o que deu mais dinamismo para a história. A partir desse ponto eu me vi completamente envolvida, querendo respostas para alguns segredos e torcendo para que o Finn e a Lavínia alcançassem sua merecida felicidade.
“Tinham mudado uma vez e mudariam de novo, e não sabia como permanecer apaixonada por alguém, se todos estavam em constante metamorfose. O sucesso os transformaria, o fracasso os transformaria ainda mais. Todas as provações, tribulações e os desafios que a vida lançaria na direção deles – mesmo sem a família dela para estragar tudo – acabariam por alterá-los.”
Não posso deixar de destacar também a edição da Harlequin que faz jus a esse livro tão especial. A capa é sem dúvida uma das mais lindas que eu já vi de romances de época. Além disso, com exceção de um único erro de tradução que foi bastante significativo, a revisão do livro está excelente.
Assim, só posso dizer que A Filha do Conde foi uma leitura que me pegou desprevenida e me emocionou de formas que não esperava. Mais do que superar minhas expectativas, esse livro trouxe assuntos que eu nunca tinha esperado encontrar em um romance de época e que tornaram essa história muito mais complexa do que sua sinopse deixa transparecer. Trata-se de um livro forte, reflexivo, intenso e muito sensível, daqueles que vêm de mansinho e abalam nossos corações. Pela primeira vez, um romance de época me levou às lágrimas e me deixou com um nó na garganta toda vez que pensava em tudo que aconteceu. Foi uma leitura mais do que especial e que me fez entender o motivo da Lorraine Heath ser uma autora tão admirada.
Agora, só me resta aguardar os próximos livros da série e torcer para que sejam tão encantadores quanto esse. Mas quero saber se vocês já leram esse ou algum livro da autora. E quem ainda não leu, ficou curioso para ler essa série? Me contem aí nos comentários.

12 comentários:

  1. Olá, tudo bem? Aiii, que tudo esse livro! Não conhecia a obra ainda, mas preciso dizer que a premissa me deixou meeega curiosa para ler essa estória, que parece fugir mesmo dos padrões dos livros do gênero. Adorei a resenha e dica!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  2. Oi Maria Luiza.

    Eu estou com este livro para ler, mas ainda não li o livro anterior porque eu ganhei de presente, mas quero comprar o primeiro livro que ainda não tenho. Vou tentar adquiri -lo o mais rápido possível para lê-los e descobrir mais sobre a história. Parabéns pela resenha e obrigada pela dica adorei saber que é um livro forte.

    Bjos

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  3. Oi, tudo bem? Não leio mais romances de época, por ter enjoado deles, mas sua resenha me fez querer ler este hehe. Geralmente, acho as mocinhas muito bobas e os mocinhos chatinhos, mas que bom que nesse livro é diferente. Obrigada pela dica, quem sabe eu vá ler mais para frente :)

    Love, Nina.
    www.ninaeuma.blogspot.com

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  4. Oi Maluzinha, tudo bem? Gostei de saber que essa série não foca no clichê de sempre que são os nobres e tudo mais, fiquei super curiosa para saber qual o assunto tratado e já tenho os meus palpites, espero ler em breve!

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  5. Olá, tudo bem? Eu estou super curiosa para ler A Filha do Conde! Lorraine é uma das minhas autoras favoritas de romance justamente por causa dessa série, então imagine minha expectativa?! Após saber que você também curtiu, isso me deixou mais ansiosa ainda. Espero gostar porque a história do Fin me era uma das mais aguardadas. Adorei a resenha e fotos!
    Beijos

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  6. Olá,
    Sempre legal quando o livro é mais interessante que a sinopse, acho uma supressa e sempre fico feliz também. Gostei da sinopse e parece um bom livro!

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  7. Olá!
    Menina, eu já estava louca para ler esses livro (desde O Segredo do Conde, encontrei mais um autora divina) e depois da sua resenha, fiquei mais ansiosa e curiosa. Amei sua resenha e amei a premissa da história, espero muito conseguir em breve.

    Abraços

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  8. Que resenha maravilhosa! Eu amo romance de época e fiquei morrendo de curiosidade com esse livro, parece ser maravilhoso e daqueles que envolvem a gente completamente. Adorei ver a sua indicação e espero poder ler.

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  9. É tão bom quando os livros de uma série são histórias independentes, né? Eu deixei de ler romance de época já faz um tempo, não conseguia mais me atrair pela premissa, no entanto, preciso confessar que alguns estão despertando o meu interesse <3. Este parece ser aqueles que nos envolve por completo, gostei da resenha e enredo.

    Sai da Minha Lente

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  10. Eu estou focada em ler mais livros de época e tem sido uma experiência muito boa! Amei essa indicação, principalmente porque vejo muitas coisas boas essa obra e estou ficando bem curiosa!

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  11. Eu gostei muito desse livro, mas confesso que o final me deixou um tanto decepcionada

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  12. Este comentário foi removido pelo autor.

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