[Resenha] Beijos em Nova York

4 de mar. de 2020


Olá, pessoa! Como vocês estão? Depois de alguns dias sumida aqui, resolvi voltar com a resenha de um lançamento muito especial da Galera Record: Beijos em Nova York, da Catherine Rider (pseudônimo dos autores James Noble e Stephanie Eliot).
Confesso que a primeira coisa que chamou minha atenção nesse livro foi a capa (e nem dá para vocês me julgarem por isso, está muito linda mesmo). Porém, o que me conquistou mesmo foi a sinopse, que me passou a impressão de uma leitura leve e divertida, daquelas que a gente termina com a sensação de quentinho no coração.

Então, assim que ele chegou, já furou a fila de leituras. Agora, vou contar para vocês do que se trata Beijos em Nova York (sem spoilers, claro) e se a minha impressão estava correta. Será que foi uma leitura tão foda quanto eu esperava? Confiram para saber o que achei.

Autor(a): Catherine Rider
Editora:  Galera Record
Tradução: Iris Figueiredo
Páginas: 240
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Véspera de Natal, dois términos de namoro, um livro de autoajuda e a cidade de Nova York como cenário: Charlotte e Anthony, apesar das diferenças, embarcarão em uma jornada que os fará enxergar a si mesmos e a cidade a seu redor sob outras perspectivas.É véspera de Natal no aeroporto JFK, em Nova York. Mas Charlotte, uma estudante britânica que veio à cidade para um intercâmbio que acabou se transformando no pior semestre de sua vida, não está exatamente sentindo esse clima natalino: como se não bastasse ter levado um fora recentemente, percebeu que, devido a uma nevasca, não conseguiria retornar a Londres para passar a noite de Natal com sua família. É então que, sozinha no aeroporto e desesperada para ir embora, conhece Anthony, que, coicidentemente, acabou de levar um fora – e pior: em público. Munidos de um livro de autoajuda, “Supere seu ex em 10 passos fáceis”, e determinados a, de fato, superarem suas desilusões amorosas, os dois passarão a noite de Natal cruzando a cidade de Nova York – e, sem querer, embarcarão também numa viagem de autodescoberta que mudará sua trajetória.”

Em Beijos em Nova York, Charlotte, estudante inglesa que passou seis meses de intercâmbio na cidade, definitivamente não ia levar boas lembranças para casa. Ela que esperava descobrir uma nova e mais ousada versão de si mesma, passou longe de viver as aventuras que esperava e ainda teve seu coração partido pelo namorado que terminou com ela. Agora, tudo que Charlotte quer é deixar Nova York e voltar para casa.
No entanto, devido às péssimas condições climáticas no inverno, os voos foram cancelados e Charlotte precisará passar mais um dia na cidade completamente sozinha. E o pior: era véspera de Natal. Mas as coisas começam a mudar quando Charlotte conhece Anthony, um jovem que acabou de ser dispensado pela namorada em pleno aeroporto. Sem ter nada para fazer até o horário do voo no dia seguinte, Charlotte decide que seria bom viver as aventuras que tanto desejava quando embarcou para o intercâmbio.
Assim, unindo sua solidão e a falta de vontade que Anthony tinha de voltar para casa, os dois decidiram se aventurar por Nova York juntos. Munidos de um livro de autoajuda com passos para superar o ex, Anthony e Charlotte vão fazer de tudo para esquecer seus antigos relacionamentos, mas vão acabar entrando em uma surpreendente jornada de autoconhecimento.





Uma das primeiras coisas que quero destacar sobre Beijos em Nova York é o quanto Charlotte e Anthony são personagens interessantes e cativantes. Isso foi fundamental para o meu envolvimento com a leitura, pois toda a trama gira em torno dos conflitos e das descobertas que fazem sobre eles mesmos. E acompanhar essa jornada de autoconhecimento de dois adolescentes poderia não ter sido tão gostoso, se eles não fossem personagens tão divertidos e carismáticos.
A Charlotte já conquista a simpatia logo de cara pela péssima situação em que se encontra. Sozinha e de coração partido na véspera de Natal já seria uma situação ruim o suficiente, imagina para uma adolescente longe de casa, né? Mas o que mais me encantou nessa personagem é que ela não se limita ao drama dessa situação. Claro que a dor pelo fora que levou é uma questão importante ao longo de todo o livro, afinal estamos falando de uma adolescente. Mas ela tem outras questões muito mais profundas e que têm tudo a ver com essa fase da vida.
Assim, mais do que a questão do importante, é interessante ver a Charlotte aprendendo a encontrar sua própria identidade. Como muitos adolescentes por aí, ela tinha uma enorme dificuldade de se aceitar como era e nutria o sonho de ser uma versão mais ousada e “descolada”. Aos poucos, vemos Charlotte começando a se afastar dessas idealizações e começando a pensar em quem ela é de fato e o que gostaria para seu futuro. Assim, vamos acompanhando seus medos, sonhos, inibições e inseguranças, e, mesmo com uma dose de drama adolescentes, vemos o amadurecimento da personagem.
Já o Anthony eu queria poder guardar em potinho, protegido do mundo, porque que menino mais fofo. No começo, ele não é muito simpático com a Charlotte, mas tinha acabado de levar um fora de uma forma péssima (só digo uma coisa: ranço eterno da ex dele). Mas aos poucos vamos vendo outras camadas do personagem e que ele tinha outros motivos para estar sofrendo naquele momento, além do término. Foi impossível não ficar com pena dele por toda a situação, mas também me encantei por ver que, por trás daquele comportamento seco, tinha um personagem gentil, atencioso, com um ótimo senso de humor e com uma grande necessidade de ser aceito e amado. Além disso, assim como a Charlotte, ele tem sonhos e conflitos que vão sendo descobertos ao longo dessa jornada em que os dois embarcam.
Com relação às aventuras deles, me agradou muito o fato de que não tem nada muito mirabolante ou que pareça incoerente. São coisas simples, situações que qualquer adolescente poderia viver. Assim, fazem coisas como comprar roupas novas fugindo do seu estilo normal, ir a lugares que não iam quando estavam namorando e até mesmo se juntar a um coro de Natal mesmo sem saber cantar. E o mais legal é que, mesmo não sendo aventuras particularmente grandiosas, elas se tornaram interessantes pelo significado que tiveram para os personagens.
Outro aspecto que gostei muito é que temos capítulos alternados entre a visão da Charlotte e a do Anthony, o que permite conhecer bem os dois personagens. As diferenças entre as narrações deles são bem claras e meu palpite é que cada autor ficou responsável por escrever os capítulos de cada um dos protagonistas. Isso foi ótimo porque deixou bem evidente a personalidade do Anthony e da Charlotte e me permitiu compreendê-los melhor.
E vocês já devem estar se perguntando, e o romance? Temos romance sim e foi outro ponto que me surpreendeu no livro. Como já deve dar para imaginar, a trama se passa em um dia, o período que Charlotte ficou retida em Nova York por causa do cancelamento do voo. E, para minha surpresa, o romance foi construído de uma maneira convincente dentro desse curto espaço de tempo. Longe de termos um casal que se apaixona com o primeiro olhar, vemos dois adolescentes que vão relevando suas camadas aos poucos e, quanto mais conhecem um sobre o outro, mais se aproximam. É uma relação natural, leve e muito cativante, daquelas que deixam a gente torcendo pelo casal.
Minha única ressalva é que, em um determinado momento, a trama se tornou um pouco lenta. Acho que alguns momentos foram desnecessários para a jornada dos dois protagonistas, enquanto que questões importantes ficaram relegadas à metade final do livro. E é justamente quando essas questões foram inseridas, que a leitura se tornou mais interessante. Por isso, gostaria que os autores não tivessem demorado tanto para trazer certos elementos para o livro, pois acho que a história teria sido muito mais completa e envolvente com o aprofundamento desses aspectos. Porém, deixo claro que isso não chegou a comprometer a leitura, que foi leve e muito cativante.
De um modo geral, Beijos em Nova York é aquele livro que a gente pega despretensiosamente para ler em um dia tranquilo e termina completamente apegado à história e aos personagens. Eu sinceramente terminei desejando muito uma continuação, não por ela ser necessária, mas porque eu queria continuar acompanhando as aventuras da Charlotte e do Anthony. Então, indico muito a leitura para quem ama um bom romance adolescente e que está em busca de uma leitura leve e apaixonante.

Para quem se interessou pelo livro, ele já está disponível no site da Amazon, físico e em ebook. Comprando por esse link, você ajuda o Dicas de Malu sem alterar em nada o valor da sua compra. 

7 comentários:

  1. Oi Maria Luiza.

    Eu não conhecia este livro e pela sua resenha parece ser uma história bem interessante. A capa é maravilhosa e já me conquistou. Agora vou adicionar na lista de desejados espero ter a chance de lê-lo. Obrigada pela dica.

    Bjos

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  2. Confesso que ainda não tinha ouvido falar desse livro, mas gostei muito da combinação de cores da capa, é um livro que me chamaria atenção numa livraria.
    Gostei bastante do enredo da história e ela parece ser bem bacana, uma pena que ela da uma empacada em algumas partes, como você disse, partes que poderiam até ser retiradas dali, mas mesmo assim eu quero ler, adorei seu post e suas fotos!!

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  3. Olá, tudo bem? Não julgo porque acho a capa realmente bonita HAHAHA Que bom que foi uma leitura despretensiosa e boa. Acho que curtiria essa vibe mais jovem, e que com certeza me ganhou mais quando soube que não tem um instalove. Dica mais que anotada!
    Beijos

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  4. Eu acho a capa desse livro muito fofa e a premissa dele me deixa bem interessada, adorei ver a sua resena e você me deixou ainda mais curiosa do que eu já estava. Espero poder ler em breve e gostar da leitura também

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  5. Olá, Malu! Tudo bem?

    Eu gostei da sua resenha e a premissa é bem interessante, gostei de acompanhar a sua impressão sobre o livro. Outro ponto positivo são as duas fotos, ficaram lindas e parabéns por isso!
    Abraço!

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  6. Olá,

    SE auto descobrir logo na adolescência é um passo importante para uma fase adulta mais descomplicada, porque é complicado ainda temos a ilusão que os outros devem amar a gente de qualquer forma e também se iludir que a vida deve ser vivida loucamente.

    Já me encantei pela história e por ser da autora que tenho um carinho imenso.

    Beijos

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  7. Olá
    primeira resenha que leio desse livro, e sem dúvida essa capa nos ganha logo de cara de tão linda que é. Gostei da sua resenha, e fiquei mega curiosa com essa aventura em Nova York, já quero ler, amo personagens que nos cativam logo de cara.

    beijos

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