[Resenha] A Rainha do Nada

 


Uma das coisas que mais gosto quando termino uma série de livros é lembrar das minhas expectativas quando comecei o primeiro livro e se, ao final, elas foram atendidas. E foi uma surpresa para mim quando terminei A Rainha do Nada, o último volume da trilogia O Povo do Ar, e me lembrei que quando comecei a ler O Príncipe Cruel não esperava muita coisa. Definitivamente, Holly Black me levou em uma jornada muito mais interessante do que eu imaginava.

De quando decidi ler O príncipe cruel para cá, muita coisa aconteceu e eu me apaixonei por essa trilogia. Então, não preciso nem dizer que minhas expectativas para esse último volume eram enormes. Depois dos acontecimentos de O Rei Perverso, muitas possibilidades surgiram e eu fiquei ansiosa para saber qual caminho a autor iria escolher.

Então, agora chegou meu momento de contar se as minhas expectativas foram atendidas e se A Rainha do Nada conseguiu encerrar a trilogia com chave de ouro. Claro que essa resenha NÃO tem spoilers desse terceiro livro, então, podem ler tranquilos. Porém, como se trata do terceiro volume de uma trilogia, a resenha não é indicada para quem não leu os dois livros anteriores, ok?

 

Autora: Holly Black

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 294

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon / Submarino

Sinopse: “A rainha do nada é o aguardado final da trilogia O Povo do Ar, best-seller 1 do New York Times.Pré-venda com brindes limitados: um pôster, um marcador de páginas e cinco cartas de Cardan para Jude. Ele será a destruição da coroa e a ruína do trono. O poder é mais fácil de adquirir do que de manter. Jude aprendeu a lição mais difícil de sua vida quando abdicou do controle do Rei Cardan em troca de um poder imensurável.Agora, ela carrega o outrora impensável título de Grande Rainha de Elfhame, mas as condições são longe de ser ideais. Exilada por Cardan no mundo mortal, Jude se encontra impotente e frustrada enquanto planeja reivindicar tudo que Cardan tomou dela. A oportunidade surge com sua irmã gêmea, cuja vida está em perigo. Para salvá-la de uma situação tenebrosa envolvendo Locke, Jude decide voltar ao Reino das Fadas se passando por Taryn. Antes disso, porém, ela precisa confrontar os próprios sentimentos contraditórios pelo rei que a traiu.No entanto, ao voltar a Elfhame, Jude constata que tudo mudou. A guerra está prestes a eclodir, e ela caminha próximo a seus inimigos. Será que ela vai ser capaz de resgatar a Coroa e o amor incondicional de Cardan, ao mesmo tempo que destrói os planos de seus inimigos? Ou será que tudo está perdido para sempre?A rainha do nada é o épico desfecho da trilogia O Povo do Ar, da renomada autora Holly Black. Com intrigas palacianas, reviravoltas inesquecíveis e uma construção de universo ao mesmo tempo complexa e crível, Holly Black se consagra mais uma vez como a rainha do Reino das Fadas e um dos nomes mais icônicos da fantasia para jovens adultos.”

 

A Rainha do Nada começa algum tempo depois dos acontecimentos de O Rei Perverso. Jude é a Grande Rainha de Elfhame, mas não consegue admitir isso nem para si mesma. Afinal, depois de ter sido humilhada perante a Corte e exilada para o mundo mortal, ela sente que perdeu em seu próprio jogo. Foi ultrapassada por Cardan, o Grande Rei de Elfhame e agora seu marido, e não sabe quem odiar mais: ele por tê-la enganado ou ela mesma por ter caído.

Em seu exílio, tudo que Jude quer é retornar para Elfhame e recuperar tudo que Cardan tomou dela. E a oportunidade surge de maneira inesperada, quando sua irmã gêmea Tayrin se envolve em uma situação terrível e corre risco de vida. Jude deve retornar ao Reino das Fadas se passando pela gêmea, o que lhe oferece a chance perfeita de reconquistar tudo que perdeu, incluindo a coroa e o amor de Cardan.

Mas Jude terá que enfrentar mais do que espera. Muitas coisas mudaram em Elfhame e uma guerra se aproxima. Então, Jude terá que aprender a reconhecer quem são seus inimigos e destruir seus planos, enquanto tenta lidar com as próprias inseguranças e os sentimentos conflitantes em relação ao Cardan.

 



Encerrar uma série é sempre um momento de ansiedade para mim, porque, por mais curiosa que eu esteja para saber como tudo irá se resolver, se as minhas teorias estão certas e se encontrarei um final feliz, há também o medo enorme de ser um final que não faça jus à história, se todas as minhas dúvidas serão respondidas e se as escolhas feitas irão me agradar. E não foi diferente com A Rainha do Nada.

Após os acontecimentos de O Rei Perverso, ficou muita coisa para ser respondida e eu tinha muito receio de como elas seriam resolvidas na história. Uma das minhas maiores preocupações era em relação a Jude, uma personagem que eu amei desde o primeiro livro mas que cometeu alguns erros no segundo que custaram muito caro para ela. Aí eu pensei: será que ela vai conseguir se reerguer e ser aquela protagonista forte e extremamente inteligente que havia sido?

Mas não demorou para a Holly Black me mostrar que não deveria ter duvidado dela nem por um segundo. Nesse livro, Jude demonstra muitas inseguranças por tudo que viveu no volume anterior. Porém, isso não fez dela uma personagem fraca em momento algum. Ao contrário, o que mais gostei foi ver a forma como ela lidou com seus medos e os enfrentou de frente.

Além disso, eu amei ver como Jude tem consciência de suas inseguranças e suas fraquezas, mas consegue usar isso em suas estratégias. Ela conhece seus pontos fortes e fracos, e sabe explorar o que tem de melhor. Também gostei muito de ver o quanto Jude amadureceu ao longo da série e isso fica evidente nas decisões que toma nesse terceiro volume. Confesso que senti muito orgulho em algumas cenas dela e fiquei muito feliz por ver esse crescimento.

E o que dizer do Cardan? Meu reizinho perfeito. Desde o primeiro livro, eu já tinha gostado do Cardan: o típico anti-herói, com um humor bem ácido, mas que a gente vê que tem mais ali. Em O Rei Perverso já foi possível ver mais sobre ele, e como é um personagem tão inteligente e manipulador quanto Jude. Mas foi em A Rainha do Nada que consegui entender o quão quebrado Cardan estava e tudo que o levou a ser como era.

Nesse livro, Holly Black mostrou o melhor e o pior de Cardan e fez com que ele se tornasse um personagem ainda mais interessante. Confesso que meu amor por ele cresceu a cada página desse livro e que minha vontade era de entrar na história e protegê-lo do mundo. Então, se você ainda tem alguma dúvida de que o Cardan é maravilhoso, pode se preparar porque A Rainha do Nada está aí para provar. 



Com relação à trama, para mim, esse foi o mais interessante dos três livros. Tem ação e surpresas desde o início, o que fez com que a leitura fluísse muito bem. Além disso, a trama é muito dinâmica e focada em estratégias, traições e intrigas, o que tornou o livro muito mais interessante para mim. Tem romance também, que vem sendo construído aos poucos desde o primeiro livro, mas é na medida certa e não tira o foco da história.

Outro aspecto muito importante para mim é que senti que a Holly Black conseguiu trazer respostas para todas as grandes questões da história e fiquei satisfeita com suas escolhas. Confesso que no final senti falta de uma coisa, que não vou falar para não dar spoiler. Mas já adianto que não foi algo que tenha estragado o desfecho para mim ou me deixado menos feliz com o final. Pelo contrário, eu terminei esse livro com aquela sensação de coração quentinho que só a conclusão de uma série maravilhosa consegue trazer.

E preciso destacar ainda a edição e as cartas que vieram para quem comprou na pré-venda. A capa desse livro, para mim, é a mais bonita da trilogia e ainda tem tudo a ver com a história. Ela é cheia de referências e quando li fez todo o sentido. E, para quem comprou o livro com os brindes da pré-venda, as cartas são simplesmente perfeitas. Apesar de não serem obrigatórias para entender a leitura, são um extra maravilhoso. 

Quando comecei O Príncipe Cruel eu não esperava me encantar pela trama, pelo universo e pelos personagens. Agora que terminei A Rainha do Nada só posso agradecer por ter dado uma chance para a trilogia O povo do ar. O mundo construído por Holly Black é um dos mais fascinantes que já li, sendo ao mesmo tempo lúdico e cruel, mágico e assustador. E a jornada que ela deu aos seus personagens foi algo incrível de acompanhar, me fazendo torcer por eles e aprender a amá-los apesar de seus erros e defeitos. Definitivamente, O Povo do Ar entrou para a lista de melhores fantasias que já li e Rainha do Nada foi o desfecho perfeito para essa jornada.

E vocês, já leram ou querem ler Rainha do Nada? Me contem o que acham sobre a trilogia O Povo do Ar e, para quem já terminou, qual foi o livro favorito de vocês.

 

Aviso: Para quem não comprou Rainha do Nada na pré-venda, ainda tem a opção com os brindes, incluindo as cartas, disponíveis na Amazon (nesse link aqui).


[Resenha] Meia-noite, Evelyn!

 


Tem alguns livros que a gente antes de ler, já sabe que eles vão garantir um lugar na lista de favoritos. Mas tem aqueles que chegam de mansinho e, quando a gente menos espera, estão conquistando um lugar cativo no nosso coração e provocando emoções totalmente inesperadas. Para mim, Meia-noite, Evelyn! está definitivamente nesse segundo caso.

Quando soube desse lançamento, que é o mais recente da Babi A. Sette, confesso que não me empolguei tanto. Achei a capa lindíssima e amei saber que tinha um toque de Cinderela na história, mas nunca passou pela minha cabeça que a história me emocionaria tanto. E que surpresa maravilhosa essa leitura acabou se mostrando.

Então, hoje vou explicar os motivos para Meia-noite, Evelyn! ter superado todas as minhas expectativas e se tornado um livro tão especial para mim. Mas, não se preocupem, que esta resenha é totalmente livre de spoilers.

 

Autora: Babi A. Sette

Editora: Verus

Página: 392

Onde comprar: Amazon / Submarino

Exemplar recebido de cortesia da editora

Sinopse: “Da mesma autora de Senhorita Aurora, Meia-Noite, Evelyn! conta a história de um casal improvável com uma ideia brilhante. Mas o coração não costuma obedecer de bom grado à razão. Evelyn Casey precisa se casar. Do contrário, corre o risco de perder tudo o que mais ama no mundo: as terras onde cresceu, a casa pela qual lutou e, principalmente, a tutela da meia-irmã, Violet. Esse caos é culpa de três homens: o padrasto, que morreu na ruína; o irmão dele, conde Derby; e Harry Montfort, o mulherengo e inconsequente filho de seu padrasto. Harry Montfort odeia os nobres, o reino e a alta sociedade inglesa, apesar de muito a contragosto ser um duque. Ele está satisfeito com a vida de empresário bem-sucedido em Nova York. Mas, quando o maldito tio entra com um pedido na Câmara dos Lordes para assumir o título que Harry abandonou e a própria rainha o convoca, ele se vê obrigado a retornar à Inglaterra para exorcizar de vez os fantasmas do passado. Mas Harry não contava que a breve estadia no reino fosse virar um pesadelo - é o que acontece quando a monarca exige que ele se case e assuma suas responsabilidades como duque. E contava menos ainda que fosse cruzar com uma ruiva impulsiva e cheia de personalidade: Evelyn Casey, a filha de sua madrasta. Uma vez reunidos, Evelyn e Harry entendem que um casamento de aparências é a solução para todos os seus problemas. Mas será que um deles - ou os dois - cometeriam a loucura de se apaixonar? Em Meia-Noite, Evelyn!, temos um casal com a ideia perfeita, que tem tudo para dar certo. Mas o coração não costuma obedecer de bom grado à razão.

 

Após uma primeira temporada terrível em Londres, Evelyn Casey não esperava retornar. Porém, ela precisa se casar com urgência para não perder tudo que ama: a propriedade que vem lutando para manter nos últimos dois anos e que se tornou seu lar, e a guarda da irmã caçula, Violet. Tudo isso por culpa do padrasto dela que dilapidou a fortuna da família, o irmão dele que quer tomar a guarda da irmã dela e por consequência a propriedade, e de Harry Monfort, o irresponsável filho caçula do padrasto.

Harry passou os últimos dez anos longe da Inglaterra e não tem a menor intenção de mudar isso. Ele reconstruiu sua vida e quer se manter o mais afastado possível da nobreza e do seu pai. Mas quando descobre que o pai está morto e seu tio está planejando pegar a guarda de sua meia-irmã, além do seu título e sua propriedade, Harry percebe que precisa voltar e resolver tudo o mais rápido possível. Mas a rainha tem outros planos para ele.

Harry precisará se casar e demonstrar interesse em passar pelo menos parte do ano nas suas propriedades na Inglaterra, cumprindo suas responsabilidades como duque. Mas, por uma noite, ele quer esquecer os problemas e acaba conhecendo uma jovem que desperta uma intensa atração nele. Mas, com o badalar da meia-noite, ela desaparece e Harry só consegue encontrá-la no dia seguinte e no lugar onde menos esperava: em sua casa em Londres. A jovem misteriosa era ninguém menos que Evelyn Casey, a enteada do pai dele.

E uma solução surge na cabeça de Harry: Evelyn precisa se casar para lutar pela guarda da irmã e ele precisa de uma esposa pelo mesmo motivo. Então, um casamento de conveniência pode ser a resposta para os seus problemas. Ele só não esperava encontrar em Evelyn uma pessoa tão obstinada e que ela iria conseguir derrubar todas as barreiras que Harry colocou em volta do seu coração.

 


Que livro mais lindo, gente. Meia-noite, Evelyn! é daqueles que deixam a gente com um coração quentinho e uma sensação de encantamento tão grande que é até difícil explicar. Em um romance de época com um toque de Cinderela, Babi A Sette trouxe uma trama sensível e apaixonante, que tem um equilíbrio perfeito entre drama, romance, sensualidade e doçura.

Uma grande parte disso se deve à protagonista. Evelyn é uma personagem que conquista logo que aparece por ter uma personalidade única. Ao mesmo tempo que ela é determinada e impulsiva, que demonstra uma força surpreendente para alguém tão jovem, também é otimista, generosa e capaz de sempre enxergar o melhor das pessoas (bem Cinderela mesmo). E foi lindo ver como ela enfrenta os problemas sempre de cabeça erguida e, mesmo nos momentos mais difíceis, ela não se deixou abater ou perder seu jeito positivo e gentil.

Já o Harry foi me conquistando aos poucos, revelando várias camadas ao longo do livro. Tive muito medo de me irritar com ele, porque não tenho muita paciência com personagens que se recusam a se apaixonar. Porém, quanto mais conhecia sobre esse mocinho, mais pude compreender suas razões para não confiar nas pessoas e não querer se apaixonar. O que está por trás dessa decisão é um trauma terrível, profundo, doloroso e que me fez querer abraçar o Harry e protege-lo do mundo.

Outro ponto que me agradou muito é que, ao contrário da maioria dos livros do gênero, esse passado do protagonista não foi usado como desculpa para ele ser um babaca. Apesar de ter se fechado para a possibilidade de amar, Harry é um homem gentil, atencioso e carinhoso com Evelyn e as pessoas à sua volta. Ele comete erros sim, mas como acontece com qualquer pessoa. E em nenhum momento ele teve atitudes abusivas, agressivas ou que o tornassem indigno do amor da Evelyn, e isso foi um alívio enorme para mim. 



E com dois protagonistas tão cativantes é claro que o romance não tinha como dar errado. A construção da relação deles foi um dos grandes méritos desse livro e me encantou completamente. A atração entre Harry e Evelyn é palpável desde o primeiro instante que se encontram, mas os sentimentos foram surgindo com a convivência, de uma forma natural e convincente.

Com relação à trama, acredito que a Babi não poderia ter trazido um desenvolvimento melhor. Além da excelente construção do romance, ela soube desenvolver muito bem os arcos individuais dos personagens, trazendo um assunto extremamente forte de uma forma sensível e responsável. Aliás, preciso ressaltar como a autora conseguiu trazer tantos momentos difíceis e dolorosos, mas sem deixar a leitura pesada ou angustiante. Dos livros que li dela, esse foi o que ela conseguiu dosar melhor o drama, trazendo emoção sem excessos.

Eu confesso que comecei Meia-noite, Evelyn! empolgada pela perspectiva de uma releitura de Cinderela, que é meu conto de fadas favoritos, mas encontrei motivos muito maiores para amar essa leitura. Em Evelyn, encontrei a ternura, a generosidade e o otimismo da Cinderela, mas também uma jovem mulher que enfrenta as adversidades de frente, e demonstra uma força e uma determinação incríveis para salvar aqueles que ama, incluindo o seu príncipe. Em Harry, vi um príncipe quebrado, mas que encontrou no amor a força para vencer os dragões do seu passado. Mas mais do que tudo, encontrei nessa leitura uma história de superação, perdas, recomeços e muita esperança.

Meia-noite, Evelyn! é daqueles livros para quem quer se emocionar (e talvez gastar muitos lenços), mas também para quem procura uma leitura cheia de ternura e sensibilidade, daqueles que deixam o nosso coração quentinho e cheio de amor. Não preciso nem dizer que a leitura já está mais do que recomendada e mal posso esperar por uma continuação com outros personagens.

E vocês, já leram Meia-noite, Evelyn! ou algum outro livro da Babi A. Sette? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se querem ler.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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