[Resenha] Sombra e Ossos


Já faz muito tempo que tenho curiosidade de conhecer a escrita da autora Leigh Bardugo e, em especial, a Trilogia Grisha. Sempre ouvi muitos comentários bons sobre esses livros e esse ano veio um incentivo ainda maior para ler. Sombra e Ossos, primeiro volume da trilogia, foi adaptado para uma série que estreia mês que vem, no dia 23, na Netflix.

Então, claro que eu já corri para ler o livro para me preparar para a série. Aproveitei que o livro ganhou uma nova edição pela Planeta Minotauro e não perdi tempo. Confesso que não quis assistir nem o trailer antes de ler, porque não queria que nada estregasse minha experiência com a obra original. E, mesmo assim, minhas expectativas para a leitura estavam bem altas.

Agora, vim contar para vocês o que achei de Sombra e Ossos e da escrita da Leigh Bardugo. Será que minhas expectativas foram atendidas? Confiram na continuação da resenha.

 

Autora: Leigh Bardugo

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Eric Novello

Páginas: 288

Onde comprar: Submarino | Amazon

Sinopse: “O clássico do Universo YA em uma nova edição Em um país dividido pela Dobra das Sombras – uma faixa de terra povoada por monstros sombrios – e no qual a corte real está repleta de pessoas com poderes mágicos, Alina Starkov pode se considerar uma garota comum. Seus dias consistem em trabalhar como cartógrafa no Exército e em tentar esconder de seu melhor amigo, Maly, o que sente por ele. Quando Maly é gravemente ferido por um dos monstros que vivem na Dobra, Alina, desesperada, descobre que é muito mais forte do que pensava: ela é consegue invocar o poder da luz, a única coisa capaz de acabar com a Dobra das Sombras e reunificar Ravka de uma vez por todas. Por conta disso, Alina é enviada ao Palácio para ser treinada como parte de um grupo de guerreiros com habilidades extraordinárias, os Grishas. Sob os cuidados do Darkling, o Grisha mais poderoso de todos, Alina terá que aprender a lidar com seus novos poderes, navegar pelas perigosas intrigas da corte e sobreviver a ameaças vindas de todos os lados.”

 

Em Sombra e Ossos, Ravka é um país dividido pela Dobra das Sombras, uma faixa de terra dominada pela escuridão e habitada por monstros. Alina Starkov é uma órfã comum que trabalha como cartógrafa no exército. Ela e seu amigo Maly, por quem ela é secretamente apaixonada, estão entre o grupo designado para atravessar a dobra e chegar à outra parte de Ravka. Trata-se de uma missão perigosa e que pode custar a vida de todos eles.

Durante a travessia, o grupo é atacado e Maly fica gravemente ferido. Em um momento  de desespero, Alina descobre ter um poder que nunca imaginou possuir, o invocar a luz – a única coisa capaz de combater a escuridão e os monstros da Dobra. Por causa disso, Alina é enviada ao Palác io, onde será treinada com os guerreiros Grisha e estará sob a proteção de Darkling, o mais poderoso deles. Mas mais do que aprender a manusear seus poderes, ela precisará lidar com os perigos que seu dom atraiu.

 




Eu já tinha curiosidade de ler Sombra e Ossos há muito tempo, pois sempre ouvi falar muito bem sobre os livros da Leigh Bardugo e vi diversas recomendações dessa trilogia. Com o anúncio da adaptação que vai sair na Netflix, o burburinho em torno do universo Grisha aumentou muito, assim como a minha ansiedade. Mas posso dizer que, desta vez, o hype foi mais do que justificado.

Já nesse primeiro livro da trilogia eu fiquei fascinada pelo universo apresentado. É uma ambientação rica e fascinante, com um país dividido pelas sombras, uma grande desigualdade social e um grupo de guerreiros com poderes extraordinários. E tudo isso foi explicado por Leigh Bardugo de maneira clara e direta, não sendo cansativo em momento algum, o que fez com que eu me ambientasse com facilidade e não demorasse a me envolver com a leitura.

Os personagens também foram bem construídos e, mesmo que não tenha sido cativada por todos, me interessei por eles o suficiente para saber o que aconteceria. A protagonista Alina me irritou em alguns momentos por ser meio imatura, mas ela evolui ao longo do livro e vejo muito potencial para que cresça ainda mais nos próximos livros.

Mas o dono do livro, para mim, é o Darkling. Ele é um personagem intenso, bem construído e rouba a cena em todos os momentos que aparece. Gostei muito de como ele se desenvolveu ao longo do livro e tenho certeza que nas continuações ele terá um papel ainda maior. 



Com relação à escrita da Leigh Bardugo, só posso dizer que é maravilhosa e extremamente envolvente. Ela não pesa nas descrições e consegue apresentar tudo de forma direta e muito eficaz, de modo a não quebrar o ritmo da leitura, mas ainda conseguir fazer o leitor imaginar o que está sendo descrito com clareza. Por causa disso, a leitura fluiu muito bem e eu li em um final de semana. Além disso, ela deixou um gancho excelente para a continuação, daqueles que deixam a gente contando os dias para ler o próximo.

Outro ponto que preciso destacar é a edição. O livro agora é publicado pela Planeta Minotauro e ganhou uma nova edição muito bonita. Amei a nova capa (apesar do selo da Netflix) e do mapa no início do livro. Além disso, achei a fonte e o espaçamento muito confortáveis para a leitura e achei os detalhes no início de cada capítulo muito bonitos.

De um modo geral, Sombra e Ossos foi um ótimo início para a trilogia, servindo como uma boa introdução ao universo e apresentando os personagens o suficiente para que o leitor se importe para saber o que acontecerá com eles. Há muito a ser explorado ainda e eu sinto que a Leigh Bardugo preparou muitas surpresas para as continuações. Então, recomendo para quem ama uma fantasia com um universo cheio de perigos, intrigas, personagens interessantes e um pouco de romance

 

Aviso: O segundo volume da trilogia, Sol e Tormenta, já está em pré-venda com brindes maravilhosos. A pré-venda é exclusiva do Submarino e das Livrarias Curitiba e vou deixar o link para vocês comprarem aqui.  




[Resenha] Na mesa do lobo

 


Recentemente, comentei aqui o quanto gosto de romances históricos, principalmente aqueles ambientados na II Guerra Mundial. Por isso, fiquei imediatamente interessada quando vi Na mesa do lobo, da autora Rosella Postorino, entre os lançamentos da Planeta da Livros.

Além de me interessar por ser um romance histórico, fiquei curiosa porque ele aborda um tema que nunca tinha visto em outro livro antes: as mulheres que trabalhavam provando a comida que seria servida ao Hitler para garantir que não estivesse envenenada. É um assunto que normalmente não é tão comentado e fiquei interessada em saber mais, especialmente porque a autora se inspirou na história de uma mulher que realmente existiu (mas o livro é uma obra de ficção).

Então, agora que já li Na toca do lobo, vim contar para vocês o que achei da leitura e do tema abordado.

 

Autora: Rosella Postorino

Tradução:Flavia Baggio

Editora: Planeta de Livros

Páginas: 272

Onde comprar: AmazonSubmarino

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Best-seller internacional, inspirado na história de Margot Wölk e de outras mulheres obrigadas a provarem a comida antes que os grandes oficiais nazistas (e o próprio Hitler) a comessem “Chamavam-na de Wolfsschanze, Toca do Lobo. Lobo era o seu apelido. Ingênua como a Chapezinho Vermelho, vim parar na sua barriga. Uma legião de caçadores procuravam pelo Führer. Se o tivessem em mãos, acabariam comigo também.” Alemanha, 1943: Os pais de Rosa Sauer, uma jovem de 26 anos, se foram. Seu marido Gregor está longe de casa, lutando pelo Reich na linha de frente da Segunda Guerra Mundial. Pobre e sozinha, ela toma a difícil decisão de deixar Berlim, cidade devastada pela guerra, para morar com seus sogros no campo, pensando que lá encontraria refúgio. Mas, uma manhã, Rosa é procurada pela SS, a polícia militar do regime nazista: ela fora recrutada para ser uma das provadoras de comida de Hitler. Três vezes por dia, ela e outras mulheres são levadas à Toca do Lobo, o bunker do Führer, para experimentar suas refeições – potencialmente envenenadas. Forçadas a comer o que pode até mesmo matá-las, as provadoras começam a se dividir em aquelas leais a Hitler e mulheres que, como Rosa, insistem não serem nazistas... mesmo que arrisquem sua sobrevivência todos os dias pela vida do Führer.”

 

Em Na toca do lobo, vamos acompanhar a trajetória de Rosa Sauer, uma alemã que deixou a vida em Berlim buscando a segurança do campo. Ela havia perdido os pais e o marido tinha partido para lutar na guerra, então, ela decidiu fugir dos bombardeios e viver com os sogros em uma cidade pequena no interior. Mas quando chegou lá, foi recrutada pela SS (a polícia militar nazista) para trabalhar como uma das provadoras de comida de Hitler.

Junto com outras mulheres, Rosa era levada três vezes ao dia para comer a comida que seria servida a ele para garantir que não estivesse envenenada. Sendo forçadas a comer alimentos que poderiam mata-las, essas mulheres logo se dividem em dois grupos: aqueles leais a Hitler e aquelas que, como Rosa, diziam não serem nazistas. Assim, vamos acompanhando os conflitos de Rosa por tudo que acredita e o fato de estar se arriscando para salvar a vida de um homem que odeia, enquanto os últimos anos da guerra servem como pano de fundo.




Como mencionei, o que me atraiu em Na mesa do lobo foi a oportunidade de ver um lado da história sobre o qual eu conhecia muito pouco. Até então, eu não sabia praticamente nada sobre essas mulheres que arriscaram a vida comendo refeições que seriam servidas ao Hitler e fiquei muito curiosa para ver mais sobre o assunto. Nesse ponto, posso dizer que o livro não me decepcionou em nada.

Desde o começo fica claro que a autora, Rosella Postorino, fez um excelente trabalho de pesquisa. E ao longo do livro isso fica cada vez mais evidente. A autora explica em detalhes como era o trabalho dessas mulheres como provadoras e, especialmente, o quanto essa era uma tarefa arriscada. Não apenas pelo fato óbvio de que a comida poderia estar envenenada, mas também por serem mulheres à mercê de soldados nazistas.

Além disso, a autora fala sobre o lugar que elas trabalhavam, que era conhecido como a Toca do Lobo. Lá foi o principal esconderijo de Hitler e autora conta um pouco sobre como era a estrutura do local, como era feita a proteção e a forma que as pessoas que trabalhavam ali se organizavam. Porém, ao invés de se limitar ao que acontecia ali, a autora trouxe ainda como pano de fundo uma descrição dos últimos anos da guerra e as transformações ocorridas tanto na vida de pessoas comum, quanto daqueles que eram próximos ao Hitler. 



Já em relação à trama, senti que o ritmo oscilou em muitos momentos e a leitura acabou ficando um pouco cansativa. A primeira parte mais arrastada e depois alguns acontecimentos foram trazendo mais dinamismo para a história. Porém, os constantes flashbacks quebraram o ritmo e prejudicaram meu envolvimento com a leitura. Além disso, a escrita mais poética da autora não me conquistou. Em muitos momentos ela traz reflexões e divagações da protagonista que me deixaram confusa e tornaram a leitura mais lenta.

 Com relação aos personagens, confesso que não me conectei muito com nenhum. Porém, gostei de algumas mulheres que trabalhavam com a Rosa e de um dos soldados nazistas. Apesar de não serem personagens muito cativantes, eles trouxeram alguns conflitos interessantes para a trama e gostaria que tivessem sido mais explorados pela autora. Inclusive, achei que a última parte do livro deixou a desejar porque esses personagens acabaram sendo deixados de lado e eu gostaria de saber o desfecho deles.

De um modo geral, Na mesa do lobo foi uma leitura fascinante do ponto de vista histórico. A autora abordou muito bem o assunto e trouxe uma ambientação interessante e bem feita, que deixou claro todo o trabalho de pesquisa envolvido. A escrita dela não funcionou bem para mim e tive dificuldade para me envolver com a leitura, mas isso não diminuiu minha admiração pelo trabalho envolvido no livro. Então, para quem gosta de história e tem interesse em saber mais sobre a II Guerra Mundial, é uma leitura que vale a pena.


Ofertas da Semana do Consumidor

 


Para quem estava esperando uma grande promoção, chegou o momento. Ontem, começou a Semana do Consumidor da Amazon. As ofertas vão até o dia 15 de março e incluem todos os setores do site, como livros, e-books, dispositivos Amazon, eletrônicos e outros.

E, para que ninguém aqui perca nada, eu fiz esse post com as principais ofertas para vocês conferirem. Ao longo da semana, irei atualizar caso apareçam novas promoções que estejam realmente compensando, mas vocês também podem saber deixar os links salvos para acompanhar diretamente no site da Amazon. Até o dia 15 de março, todos os dias vão sair novas ofertas relâmpago, a partir da meia-noite. Então, é bom ficar atento para não perder. 

 

Oferta Kindle Unlimited – 3 meses por R$ 1,99: https://amzn.to/2PE5KTw

Livros importados – Leve 3 e pague 2: https://amzn.to/30pS40E

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Kindle 10ª geração por R$ : https://amzn.to/2OHYBRW

 

Além dessas ofertas principais, separei alguns livros que entraram em promoção e que estão com ótimos valores. Como alguns são ofertas relâmpago, não sei por quanto tempo estarão disponíveis. Mas, ao longo da semana, vou tentar atualizar essa lista também.

 

Box Trono de Vidro (acompanha pôster e marcadores) por R$ 230,20: https://amzn.to/3bukuNq

Um de nós está mentindo por R$ 29,80: https://amzn.to/2OANpGw

Um tom mais escuro de magia por R$ 29,90: https://amzn.to/38poi0h

A poção secreta por R$ 23,70: https://amzn.to/3byEPkO

Todas as suas imperfeições por R$ 26,90: https://amzn.to/2OgFIFG

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A prisioneira do tempo por R$ 23: https://amzn.to/3ewGEjM

A noiva do bastardo por R$ 26,90: https://amzn.to/3rCxO80

Volte para mim por R$ 25,40: https://amzn.to/30umsak

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Clube do livro dos homens por R$ 25,40: https://amzn.to/3kYwIRB

 

Lembrando que essas são apenas algumas ofertas e tem promoções em vários outros departamentos. Vale a pena dar uma olhada na página da Semana do Consumidor e pesquisar os preços. Além disso, os assinantes Amazon Prime têm frete grátis e acesso exclusivo a algumas ofertas. Se você não é assinante ainda, pode testar por 30 dias grátis se cadastrando nesse link

E alguém já aproveitou a promoção? Tem algum livro que vocês estão torcendo para baixar de preço? Me contem aí nos comentários.


[Resenha] Pelo amor de Cassandra

 


Uma das coisas que mais gosto em ler séries é que, muitas vezes, começamos de forma despretensiosa e quando percebemos estamos completamente apaixonados. Esse definitivamente foi o meu caso com Os Ravenels, da Lisa Kleypas. Quando li o primeiro livro, Um sedutor sem coração, eu estava empolgada por ter amado outra série da autora, mas com receio pelos comentários que li.

Eu não imaginava que Os Ravenels se tornaria a minha série favorita de romances de época e garantiria um lugar permanente na minha lista de favoritos da vida. Mas a cada livro eu fui sendo mais conquistada por essa família e, quando cheguei em Chasing Cassandra (publicado no Brasil como Pelo amor de Cassandra), eu tive a certeza que essa série estava definitivamente entre as minhas queridinhas, sem a menor chance de sair.

Eu li esse livro em inglês no ano passado e recentemente reli na edição brasileira. Então, hoje finalmente chegou meu momento de contar o que achei de Pelo amor de Cassandra.


Autora: Lisa Kleypas

Tradução: Ana Rodrigues

Editora: Arqueiro

Páginas: 272

Onde comprar: AmazonSubmarino

Sinopse: Tom Severin, o magnata das ferrovias, tem dinheiro e poder suficientes para realizar todos os seus desejos. Por isso, quando resolve que está na hora de se casar, acha que deve ser fácil encontrar a esposa perfeita. Assim que ele pousa os olhos em lady Cassandra Ravenel pela primeira vez, decide que ela é essa mulher. O problema é que a bela e perspicaz Cassandra é tão determinada quanto ele, e faz questão de se casar por amor – a única coisa que Tom não pode oferecer. Além disso, ela não tem o menor interesse em viver no mundo frenético de alguém que só joga para vencer. No entanto, mesmo com o coração de gelo, ele é o homem mais charmoso que Cassandra já conheceu. E quando um inimigo recém-descoberto quase destrói a reputação dela, Tom aproveita a oportunidade que estava esperando para conquistá-la. Ao contrário do que pensa, porém, ele ainda não conseguiu o que queria. Porque a busca pela mão de Cassandra pode até ter chegado ao fim, mas a batalha por seu coração está apenas começando.

 

Tom Severin construiu um verdadeiro império com seus negócios e, com sua inteligência e implacabilidade, conseguiu alcançar poder e dinheiro suficiente para ter tudo que desejar. Ou, era isso que ele pensava. Mas tudo muda quando ele conhece lady Cassandra Ravenel. Tom a deseja no minuto que a vê; ele tem certeza que ela é a mulher perfeita para ele e não vai desistir até conseguir tê-la como esposa.

Porém, Cassandra espera do casamento a única coisa que ele não pode oferecer: amor. Tom está acostumado a lidar com apenas cinco emoções e, até mesmo isso, parece exaustivo para ele. Então, amor está completamente fora dos seus limites.

Um casamento entre os dois parecia completamente impossível. No entanto, após Cassandra ter sua reputação arruinada por um recém descoberto inimigo, Tom logo corre para ajudá-la. Mas, mesmo com todo o poder dele, a única coisa que poderia salvá-la da ruína seria se casar e Tom não perde a oportunidade de negociar um acordo com ela. Só que ao conseguir a mulher que tanto desejava, ele percebe que Cassandra desperta nele sentimentos que vão muito além das suas cinco emoções. E quando o coração de Tom começa a descongelar, ele vê que há algo muito maior a ser conquistado: o amor da esposa. 




Tom Severin pode até achar que tem só cinco emoções, mas esse livro me despertou várias outras. Logo nas primeiras páginas de Pelo amor de Cassandra, eu me apaixonei por esse mocinho que acredita ter o coração congelado. Depois me diverti, me emocionei, sofri, tive vários momentos com o coração derretido de ternura e terminei com o coração cheio de alegria. Ou seja, não faltaram emoções.

E o que mais contribuiu para isso foram os personagens. O Tom já vinha me conquistando desde os livros anteriores, com seu humor irônico e seu jeito de anti-herói, mas ele certamente guardou o melhor para o último livro. Aqui podemos ver tudo que ele esconde por trás da fachada de implacável homem de negócios e foi lindo ir percebendo cada uma de suas camadas. Tom tem um passado que explica muito do seu comportamento, mas Lisa mostra que ele também tinha muito a aprender e melhorar. E essa evolução ao longo do livro foi maravilhosa de acompanhar, especialmente porque vemos esse mocinho se tornando mais apaixonado a cada página.

Já a Cassandra foi uma grata surpresa. Eu já desconfiava que ela era subestimada nos livros anteriores, mas nem eu imaginava que ficaria tão encantada com essa personagem. Ela se mostrou uma mocinha muito firme e perfeitamente consciente do que quer para a sua vida. Além disso, achei interessante que a autora mostrou que, apesar de ter sonhos diferentes da sua gêmea ousada e independente, Cassandra é uma mulher tão forte e empoderada quanto a Pandora (e, na minha opinião, muito mais madura).

E com dois protagonistas como Tom e Cassandra, existe alguma dúvida de que o romance é maravilhoso? Foi uma relação muito bonita, construída lentamente e com muito amadurecimento de ambos os lados. Enquanto Cassandra ensina Tom a abrir seu coração e aprender a lidar com suas emoções, ele dá a liberdade e a confiança que ela precisava para desenvolver todo seu potencial. Aliás, preciso dizer que uma das coisas que mais gostei foi ver o quanto Tom respeita a opinião da Cassandra e não a subestima por ser mulher, algo que não era comum na época (e nem nos dias de hoje, infelizmente).

Outro aspecto importante é a participação dos personagens secundários. Lisa Kleypas trouxe de volta personagens queridos dos livros anteriores e que tiveram um papel importante nesse. West, em especial, teve cenas muito bonitas com a Cassandra e outras muito divertidas com o Tom. Além disso, foi muito bom ver como os casais anteriores continuaram depois de seus respectivos livros. 



A trama também foi desenvolvida de uma forma muito envolvente e equilibrada. Mesmo que a atração de Tom por Cassandra tenha sido instantânea, os sentimentos vieram com o tempo e a convivência. Foi uma construção muito natural e sensível, que não só me convenceu como me emocionou. Além disso, Lisa Kleypas foi cuidadosa em não focar só no romance, mas também na construção dos personagens individualmente, nas relações familiares e até mesmo de amizade.

E não posso deixar de mencionar um aspecto que tornou a leitura ainda mais especial para mim: as várias referências à romances clássicos. Em diversos momentos da trama, Lisa Kleypas cita livros como A volta ao mundo em 80 dias, O morro dos ventos uivantes, Orgulho e Preconceito e Persuasão (um dos meus livros favoritos da vida). Essas referências foram muito importantes dentro da história e trouxeram um quentinho para o coração.

Minha única ressalva depois de reler na edição brasileira não tem nada a ver com o livro. O título escolhido pela Arqueiro, além de quebrar um padrão criado pela própria editora para a série, sonoramente não funciona muito bem e acho que está longe de refletir o quão maravilhoso é esse livro. Então, não posso negar que isso acabou me decepcionando.

No entanto, ignorando essa questão do título, Pelo amor de Cassandra foi uma leitura maravilhosa do começo ao fim. Os protagonistas estão ente os personagens mais cativantes que já li e romance deles foi construído de uma forma tão leve e delicada, que foi impossível não me apaixonar. Para mim, ele seria o encerramento perfeito para a série tanto pela história apresentada quanto por mostrar a evolução de toda a família Ravenel. No entanto, a Lisa Kleypas vai lançar um novo livro que será o sétimo volume e estou bem curiosa para saber como será a ligação dos novos protagonistas com essa família que eu aprendi a amar.

E vocês, já leram esse ou outros livros da série Os Ravenels? Gostam da escrita da Lisa Kleypas? Me contem aí nos comentários.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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