[Resenha] As musas

 


Apesar de não ler thrillers com frequência, de vez em quando me aventuro no gênero e descubro livros maravilhosos. Um desses casos foi A paciente silenciosa, do autor Alex Michaelides, que me surpreendeu e se tornou um dos meus livros favoritos da vida (tem resenha aqui).

Por esse motivo, quando soube do lançamento do novo livro do autor, As Musas, já fiquei imediatamente curiosa para ler. E, para a minha alegria, o Grupo Editorial Record me enviou esse livro como um VIB – Very Important Book, para leitura antecipada. Então, eu pude ler alguns meses antes do lançamento aqui no Brasil, que está previsto para o dia 06 de setembro.

Claro que eu não perdi a oportunidade e corri para ler assim que chegou. E hoje, eu vim apresentar As Musas e contar para vocês o que achei da leitura.

 

Aviso: Não é necessário ler A paciente silenciosa para ler As musas, são livros independentes. Porém, eu recomendo que eles sejam lidos na ordem de publicação, porque o autor insere algumas informações que tornam a leitura mais interessante para quem ler nessa sequência.

 

Autor: Alex Michaelides

Editora: Record

Páginas: 350

Onde comprar (pré-venda): Amazon | Submarino

Prova não revisada recebida para leitura antecipada.

Sinopse: “Edward Fosca é um assassino. Disso Mariana tem certeza. Mas Fosca é intocável. Esse belo e carismático professor de tragédia grega na Universidade de Cambridge é adorado tanto pelos funcionários quanto pelos alunos da instituição ― principalmente pelas integrantes de uma sociedade secreta de alunas conhecida como “As Musas”. Mariana Andros é uma brilhante terapeuta de grupo assombrada por tragédias pessoais. Ela fica obcecada pelas Musas quando uma de suas integrantes, Zoe, é encontrada morta a facadas. Mariana, como ex-aluna de Cambridge, logo suspeita que, por trás da beleza do prédio medieval que abriga a instituição secular e suas antigas tradições, repousa algo sinistro. E acaba se convencendo de que, apesar de ter um álibi, Edward Fosca é o responsável pelo assassinato. Mas por que o professor teria como alvo uma de suas alunas? E por que ele continua retornando aos ritos de Perséfone e sua jornada ao Submundo? Quando outro cadáver é encontrado, a obsessão de Mariana em provar a culpa de Fosca sai do controle, ameaçando destruir sua credibilidade, além de seus relacionamentos mais próximos. Mesmo assim, ela está determinada a deter esse assassino, ainda que lhe custe tudo, inclusive a própria vida.”


Aviso de gatilhos: Este livro contém cenas de violência física e psicológica e apresenta temas que podem ser sensíveis para alguns públicos.

 

Em As Musas, vamos conhecer a brilhante terapeuta de grupo Mariana Andros. Ela vive em Londres e tenta ajudar seus pacientes, enquanto luta para superar as tragédias na sua própria vida. Mas quando uma amiga de sua sobrinha Zoe é assassinada no campus da universidade onde estuda, Mariana parte para Cambridge para ajudá-la e tentar entender o que está por trás daquela morte.

Não demora para que Mariana desconfie de Edward Fosca, o carismático professo de tragédia grega da Universidade de Cambridge. Extremamente popular entre seus alunos, ele é adorado pelas alunas que fazem parte do seu misterioso grupo de estudos, conhecido como “As musas”. Como a aluna que morreu fazia parte desse grupo, Mariana suspeita que há algo ainda mais sinistro por trás desse assassinato e Fosca pode ser o responsável.

Quando outro cadáver é encontrado, Mariana fica ainda mais obcecada com o assunto e determinada a provar a culpa de Edward Fosca. Para isso, ela vai enfrentar todo tipo de desconfiança e arriscar tudo, incluindo a própria vida, até chegar ao final desse mistério.

 


Assim como em A Paciente Silenciosa, As musas me fisgou rapidamente. Eu comecei a ler assim que chegou aqui e, logo nas primeiras páginas, fui completamente envolvida pela escrita do autor e o clima de tensão que permeia a trama. Com isso, eu me vi devorando o livro e tão curiosa quanto a protagonista para chegar ao final do mistério.

E bota mistério nisso, gente! Esse é um daqueles thrillers eletrizantes, em que a cada novo capítulo temos uma nova pista ou um acontecimento que aumenta o clima de tensão. O autor insere diversos personagens para plantar dúvidas na cabeça do leitor e, com isso, vamos desconfiando de absolutamente todos os envolvidos na história. Além disso, o livro conta com alguns capítulos narrados pelo assassino em formato de cartas, o que traz muitas pistas e também permite que o leitor vá conhecendo a mente por trás daqueles crimes.

Outro ponto que gostei é a construção da protagonista, Mariana. Ela é carismática e determinada, mas também comete muitos erros e tem conflitos que foram bem trabalhados pelo autor. Já os personagens secundários tão todos muito dúbios e trazem aquele clima de desconfiança que eu adoro em thrillers.

Em relação à trama, achei muito dinâmica e instigante. Os capítulos curtos deixam a leitura muito fluída e, como o clima de tensão é crescente, é impossível lagar o livro. Além disso, gostei muito da forma como as pistas foram sendo inseridas no momento certo, permitindo ao leitor criar muitas teorias ao longo da leitura.

Também gostei de o autor ter trazido muitas referências às tragédias gregas, assim como em A paciente silenciosa. Eu confesso que sei muito pouco sobre o tema, mas sempre tive interesse e essas referências deixaram a leitura ainda mais interessante. Além disso, senti que o autor soube inserir o assunto na trama de forma muito natural, tanto pelo fato de ser a disciplina dada pelo professor Edward quanto por ter uma conexão com o mistério da história.

A grande revelação do livro, para mim, foi uma surpresa e fiquei realmente chocada. Eu cheguei a ter certeza que tinha acertado, mas errei completamente. Porém, isso não significa que seja uma explicação mal construída. Pela contrário, quando parei para pensar, achei que fez sentido e que o autor tinha deixado as pistas ao longo da história.

Minha única ressalva é que o final do livro acabou sendo um pouco corrido e eu gostaria de ter visto alguns detalhes. Em especial, queria mais um capítulo narrado por quem estava por trás dos crimes, para dar uma sensação maior de conclusão. Além disso, a última página do livro deixou um gancho enorme que eu queria gritar com o autor "volta aqui, você não pode me deixar assim" rsrs.

De um modo geral, As musas foi uma leitura tão envolvente e eletrizante quanto A paciente silenciosa. Depois de ter sido surpreendida novamente e ficado em choque com o desfecho, tenho certeza que quero ler tudo do Alex Michaelides. Mesmo sentindo que o final poderia ter sido um pouco mais amarrado, foi uma leitura que me deixou vibrando assim como fiquei com o outro livro do autor. E agora só me resta lidar com a ansiedade para que ele publique um novo (quem sabe uma continuação deste?).

E vocês, estão ansiosos para ler As musas? O lançamento está previsto para setembro e eu não vejo a hora de saber o que vocês vão achar. Mas enquanto isso, que tal ler/reler A paciente silenciosa?


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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