Um gênero que me conquistou em 2024, mas
que deixei um pouco de lado em 2025 foi a ficção de cura. Felizmente, pouco
anos de acabar o ano, a minha última leitura me fez lembrar o motivo para eu ter
me encantado por livros nesse estilo.
Estou falando de “A misteriosa confeitaria
da meia-noite”, publicado pela Editora Paralela, que foi a leitura que
encerrou meu 2025. E posso dizer que foi uma ótima forma de fechar o ano.
Então, hoje vim trazer alguns motivos que
me conquistaram em “A misteriosa confeitaria da meia-noite” e, quem sabe,
convencer vocês a ler também:
Escrita
sensível e aconchegante:
Esse livro foi o meu primeiro contato com
a escrita da autora sul-coreana Lee Onhwa e eu já me encantei imediatamente.
Ela escreve de uma forma poética e cheia de metáforas sobre questões muito humanas,
mas sem deixar a leitura cansativa ou monótona. Pelo contrário, ela consegue
trazer um ar de aconchego para a história, que faz o leitor se sentir envolvido
e acolhido.
Várias
histórias dentro da trama principal:
A trama é centrada na protagonista Yeonhwa,
que após a morte da avó, uma mulher que sempre foi uma figura distante e
enigmática para ela, recebe de herança a confeitaria Hwawoldang, que está na
família há gerações. Mas, apesar da jornada dela ser bem trabalhada, o livro se
divide em outras tramas que trazem reflexões importantes e que contribuem para
a jornada da Yeonhwa.
Confesso que algumas dessas tramas foram
um pouco mais longas do que deveriam e me cansaram um pouco. Mas todas valeram
a pena pelas lições que deixaram sobre amor, luto e perdão.
Reflexões
para a vida:
As reflexões estão sempre presentes nos
livros de ficção de cura e eu gostei particularmente dos temas que a autora
abordou aqui. É um livro que fala muito sobre luto, mas também sobre a
importância de viver o presente, de falarmos sobre os nossos sentimentos e,
especialmente, de estarmos presentes para quem amamos.
Eu gostei muito da forma sensível que a
autora trouxe esses assuntos. São lições importantes e que ela traz dentro da
história de uma forma que realmente toca o coração. Sem dúvida, o meu aspecto favorito
do livro.
Leitura
rápida e envolvente:
O livro é bem curtinho e a escrita envolvente
da autora deixa a leitura ainda mais rápida. É um daqueles livros que fluem sem
a gente perceber. Então, para quem busca uma leitura leve e rápida, mas que
consegue ser encantadora e reflexiva, é a escolha perfeita.
De um modo geral, “A misteriosa confeitaria
da meia-noite” foi uma leitura que me envolveu e emocionou. Tive algumas
ressalvas, como o fato de algumas tramas terem se prolongado um pouquinho mais
que o necessário e ter sentido falta de um desenvolvimento do romance. No
entanto, isso não comprometeu e nem deixou a leitura menos tocante.
Vocês gostaram dos motivos que eu citei?
Me contem aí nos comentários o que acharam e se ficaram com vontade de ler. E
para quem quiser saber mais sobre o livro, vou deixar as informações abaixo:
Autora:
Lee Onhwa
Tradução:
Juliane Ferreira da Silva Santos
Editora:
Paralela
Páginas:
240
Onde
comprar: Amazon
Exemplar
recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Quando Yeonhwa perde a avó, uma mulher enigmática e distante, ela recebe como herança a confeitaria Hwawoldang, que está na família há gerações. Já faz um tempo que a loja não anda bem das pernas, e Yeonhwa pretende vendê-la o quanto antes, mas é surpreendida por um pedido inusitado da avó: ela deve manter a confeitaria aberta por pelo menos um mês, com funcionamento das 22h à meia-noite. Sem escolha, Yeonhwa é obrigada a pôr a mão na massa ― literalmente. Enquanto aprende a fazer os tradicionais doces asiáticos vendidos na Hwawoldang, ela também espera descobrir um pouco mais a respeito da avó. Em seu primeiro dia de trabalho, porém, é surpreendida por um fornecedor de ingredientes que dá a entender que a Hwawoldang não é uma confeitaria comum e que os clientes que a frequentam não estão exatamente vivos… A cada vez que alguém entra na loja, Yeonhwa é transportada para dentro de suas lembranças, com a oportunidade de ajudá-los a curar suas feridas… mas será que ela também vai conseguir encontrar conforto para o seu próprio coração?”
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