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NAS TELAS: BRIDGERTON - 2ª TEMPORADA

 


Voltei! E trago opiniões impopulares rsrs.

Para quem estava em Marte nas últimas semanas e não sabe, a segunda temporada de Bridgerton estreou dia 25 de março, na Netflix. E é óbvio que eu corri para assistir e maratonei a temporada inteira no primeiro final de semana. Agora, eu finalmente criei coragem e vim comentar com vocês o que achei.

Ao contrário da maioria das pessoas que leu o livro antes, eu fiquei simplesmente apaixonada por essa temporada. Achei superior à primeira em todos os sentidos e atendeu completamente as minhas expectativas.

Mas antes de explicar minha opinião, já adianto que esse post NÃO tem spoilers da segunda temporada e nem da primeira. Vai ser minha opinião de forma geral, sem detalhes dos acontecimentos e, principalmente, das mudanças em relação ao livro, ok?

Dito isto, vamos falar um pouco dessa segunda temporada. Adaptada a partir do livro O visconde que me amava – segundo volume da série escrita pela Julia Quinn, essa temporada traz como protagonista o mais velho dos irmãos Bridgerton, Anthony. Ele está em busca de uma esposa, mas quer manter o coração longe dessa escolha.

Anthony busca uma jovem que cumpra o papel de sua viscondessa, mas não tem a menor intenção de se apaixonar por sua futura esposa. E é aí que seu caminho cruza com as irmãs Sharma (no livro, Sheffield) e ele encontra na mais nova, Edwina, a candidata ideal. Mas se ele quiser cortejar a caçula, precisa convencer a irmã mais velha dela primeiro. E, infelizmente para Anthony, Kate está longe de considerá-lo digno de se casar com Edwina. 


Divulgação: Netflix

Quando assisti a primeira temporada de Bridgerton, eu confesso que estava indecisa sobre dar continuidade à série. Apesar de ter mantido os acontecimentos bem próximos do que era no livro, senti falta de elementos fundamentais: as interações entre os irmãos, a força e presença da Violet, o carisma do Colin e da Daphne, e a personalidade do Anthony. Além de ter achado cansativa e com tramas paralelas completamente enfadonhas, eu não senti na primeira temporada nada do que amava nos livros. Faltou humor, acolhimento, aquele clima de família e a fluidez dos livros.

Porém, quando anunciaram a atriz que seria a Kate, eu vi uma luz no fim do túnel. Achei a escolha perfeita e tive esperança de que a segunda temporada poderia ser melhor. À medida que as notícias e imagens foram saindo, eu saí da completa frustração na primeira temporada para as expectativas elevadíssimas em relação à segunda. E, felizmente, não me decepcionei.






É uma adaptação fiel aos acontecimentos de O visconde que me amava? De forma nenhuma. Mas, ao mesmo tempo, ela chegou muito mais perto de me trazer as emoções do livro do que a primeira temporada. Aqui eu encontrei as interações entre os irmãos, o humor afiado, as provocações e o dinamismo que faltaram na primeira temporada. Além disso, Daphne, Violet e Anthony finalmente recuperaram a personalidade dos livros e foram os personagens que eu queria ver desde o começo.

Outro ponto importante, para mim, foi o casal. Mais do que a forma como o romance acontece, o que me importava era olhar para a tela e ver o meu Anthony e a minha Kate. E isso a série entregou de forma impecável. Jonathan Bailey e Simone Ashley parecem ter nascido para dar vida a esses personagens e entregaram tudo que eu esperava. As trocas de farpas, os sentimentos intensos, a química de milhões... tudo que sonhava em ver no Kanthony estava lá. É o casal do século, não tem jeito. 






E eu preciso dizer o quanto as atuações me surpreenderam. Na primeira temporada, não senti confiança em grande parte do elenco. No entanto, fui surpreendida agora com atuações intensas, firmes e carregas de emoção. O Jonathan, em especial, me levou às lágrimas em vários momentos e fiquei impressionada com o quanto ele transmite apenas com o olhar e as expressões faciais.

Aliás, isso contribuiu muito para a construção do romance. Eu não precisei de grandes diálogos (apesar de eles acontecerem) para sentir os sentimentos do Anthony e da Kate se transformando e crescendo. Muito é passado com as trocas de olhares e os gestos mais sutis, o que tornou o romance ainda mais bonito para mim.

 

Divulgação: Netflix

É claro que eu queria que os acontecimentos seguissem como no livro e senti falta de muitas cenas. Mas entendo que uma adaptação de um livro de 300 páginas para uma série de mais de 8 horas requer muitas mudanças e inclusão de novas tramas, especialmente quando já tem se problemas vindos da primeira temporada. No entanto, desta vez, as tramas acrescentadas funcionaram melhor para mim e, ao invés de entediantes, trouxeram emoção e tensão para a série.

E não posso deixar de mencionar a parte técnica impecável. Novamente, fiquei encantada com os figurinos (mesmo não estando completamente de acordo com a época), os cenários e a fotografia. Além disso, a trilha sonora foi absolutamente perfeita e contribuiu para cenas emocionantes. Destaque especial para Wrecking Ball que gerou uma das cenas mais perfeitas de toda a série.

Como ressalvas, eu confesso que tenho apenas três. O sexto episódio poderia ser menor e ter resolvido algumas questões mais rapidamente. Foi o único momento da série que fiquei entediada e senti a perda de ritmo. Outra ressalva, é que dois diálogos foram mais pesados e dolorosos do que deveriam (é a mão da Shonda pensando mais uma vez). E, por fim, gostaria que o último episódio fosse um pouco maior e entregasse alguns detalhes que eu gostaria muito de ver. 



Divulgação: Netflix


Porém, nem mesmo essas questões, me fizeram gostar menos dessa temporada. Pelo contrário, desde o dia da estreia eu tenho pensado muito na série e até assistido meus episódios favoritos novamente. E, quanto mais eu penso sobre essa segunda temporada, mais as mudanças fazem sentido e mais feliz eu fico com o resultado. Sei que a maioria dos leitores se sentiu frustrada e eu realmente lamento por eles.

Mas eu estou feliz da vida, como eu nunca esperei ficar com essa série. Meu casal entregou absolutamente tudo que eu queria (será que algum dia eu vou superar Kanthony? Eu acho que não) e o último episódio aumenta minha expectativa de vida em uns 10 anos toda vez que eu assisto. Foi icônico, memorável e atemporal. Mal posso esperar para a terceira temporada.

E vocês, já assistiram Bridgerton? Gostaram da segunda temporada? Me contem aí nos comentários e deixem indicações de séries para quem não sabe mais como viver sem Bridgerton (no caso, eu rsrs).



Atenção: opiniões contrárias são totalmente aceitas, desde que feitos com respeito e sem ofender ninguém, especialmente os atores envolvidos na produção. 

Elenco: Simone Ashley, Jonathan Bailey, Julie Andrews, Adjoa Andoh, Nicola Coughlan, Phoebe Dyvenor, Claudia Jessie, Luke Newton, Luke Thompson, Charithra Chandrah,

Criação: Chris Van Dusen

Produção: Shonda Rimes

Classificação etária: 16 anos

Onde assistir: Netflix

Sinopse: Dever, desejo e escândalo colidem quando o visconde Anthony Bridgerton decide se casar e encontra alguém a sua altura: a teimosa irmã mais velha de sua futura noiva. 



[Resenha] Quatro amores na Escócia


 

Quando soube do lançamento de Quatro amores na Escócia, confesso que não fiquei muito empolgada. Talvez por não ter o hábito de ler contos ou por não conhecer a maioria das autoras, o livro não me deixou tão curiosa. Porém, como amo romances de época e adoro histórias ambientadas na Escócia, valia a pena dar uma chance né? Então, hoje vim contar para vocês o que achei e se ele acabou me surpreendendo.

Para quem não conhece o livro ainda, Quatro amores na Escócia é composto por quatro contos, cada um escrito por uma autora: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney. Eles são independentes e não têm nenhuma ligação, a não ser o fato de que todos são ambientados na Escócia. Então, podem ser lidos na ordem que o leitor preferir.

E, como eles são independentes, vou comentar sobre cada um deles separadamente. Mas, por se tratarem de histórias curtas, não vou falar nada sobre a trama que não esteja na resenha. Portanto, não se preocupem que esta resenha NÃO tem spoilers.

 

Autoras: Christina Dodd, Stephanie Laurens, Julia Quinn e Karen Ranney

Editora: Arqueiro

Tradução: Thalita Uba

Páginas: 288

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Terra de lendas ancestrais e de belezas selvagens, a Escócia tem o poder de despertar o romantismo. As vozes mais potentes dos romances de época se unem nesta coletânea de contos para apresentar quatro jovens prestes a descobrir o amor nesse lugar indomável, repleto de clãs, honra e paixão. JULIA QUINN esbanja sagacidade e abusa do senso de humor afiado que se tornou sua marca registrada para contar a história de uma adorável dama inglesa que se vê em um casamento de faz de conta com um escocês atraente e sedutor e, de repente, descobre que o desejo que sente por seu noivo de mentira é muito real. STEPHANIE LAURENS apresenta um cavalheiro rico que constata, após anos sem vê-la, que sua inimiga de infância se transformou em uma linda mulher. Agora ele vai fazer de tudo para conquistá-la antes que ela cometa o pior erro de sua vida e se case com o homem errado. CHRISTINA DODD narra a saga de uma jovem escocesa encantadora e voluntariosa que é sequestrada por um inglês arrogante, porém irresistível. Em cenas de tirar o fôlego, ela tenta não sucumbir à proposta apaixonada de seu captor. KAREN RANNEY escreve sobre a lenda escocesa que diz que o chefe do clã deve se casar com uma mulher que ele não conhece. Mas só o amor verdadeiro e apaixonado poderá mostrar ao sensual Laird de Sinclair quem é a noiva que o destino lhe reservou.”

 

O kit matrimonial – Christina Dodd:

Hadden é um jovem pesquisador inglês que está na Escócia procurando informações sobre as tradições do país. Em sua pesquisa, ele conheceu Andra, uma jovem determinada e voluntariosa que cuida praticamente sozinha da propriedade que herdou. Depois de um desentendimento, ele precisa retornar para a casa dela a fim de saber mais sobre o lendário kilt matrimonial daquele clã e, quem sabe, conquistar o coração de Andra.

Esse é o primeiro conto do livro e acho que foi o pior início possível. Para começar, a escrita da autora é confusa e pouco envolvente. Senti que ela sai jogando informações, sem o menor cuidado em explica-las ou desenvolvê-las um pouco mais. Com isso, demorei um bom tempo para entender quem era quem na história e o que estava acontecendo ali.

Outro aspecto que me incomodou foi a completa falta de carisma dos personagens. Hadden é arrogante e possessivo, enquanto Andra é mimada, imatura e irritante. Já os personagens secundários são mal desenvolvidos e, sendo bem sincera, completamente esquecíveis. Além disso, a trama se desenvolveu de uma forma apressada e confusa, com um final abrupto e sem sentido. E, para completar, há uma cena em que o mocinho faz uma coisa que considero grave e inadmissível, o que acabou com qualquer possibilidade de eu torcer para o casal. 




O desabrochar de Rose – Stephanie Laurens

Desde criança, Rose era uma pedra no sapato de Duncan, sempre tentando provocá-lo. Depois de 12 anos sem se ver, eles se reencontram na casa da mãe dele e as memórias da infância voltam, mas os dois vão perceber o quanto mudaram. Não demora para Duncan notar que sua antiga inimiga se tornou uma linda mulher, e Rose vai entender que atormentá-lo pode ser muito mais perigoso do que quanto eram crianças, pois é o seu coração que estará em risco.

Esse foi, de longe, o conto que mais gostei nesse livro. Stephanie Laurens tem uma escrita leve e envolvente e soube desenvolver muito bem a trama. Ela conseguiu passar toda a ligação que os personagens tinham desde a infância e como os sentimentos deles foram se transformando a partir do reencontro.

Os protagonistas são personagens muito carismáticos e adoraria que esse conto ganhasse um livro separado para que a autora pudesse mostrar a história deles com mais detalhes. Por outro lado, os personagens secundários não foram tão explorados quanto deveriam e senti que o final poderia ter sido um pouco mais desenvolvido. Porém, mesmo com as ressalvas, eu gostei muito da leitura e fiquei curiosa para conhecer mais obras da Stephanie Laurens.

 

O casamento está no ar – Julia Quinn

Nesse conto, a jovem Margaret passou por uma terrível viagem do interior da Inglaterra para Gretna Green em busca de seu irmão que está prestes a fazer um casamento imprudente. Porém, em uma situação terrível, ela acaba sendo salva por Angus, um escocês que também está em busca de uma irmã que fugiu. Para conseguir um lugar para dormir, os dois acabam fingindo que são casados. Mas em pouco tempo fica claro que o casamento pode ser de mentira, mas o desejo que sentem é bem real.

Esse conto tem uma ótima premissa e a escrita leve e divertida da Julia Quinn deixam a leitura bastante fluida. Porém, a trama foi muito mal desenvolvida e nada desperdiçou o que poderia ser uma ótima história. Infelizmente, a autora criou um instalove absurdo, com os personagens se apaixonando em pouquíssimo tempo (e é pouquíssimo mesmo) e sem nenhuma explicação. Portanto, mesmo que em alguns momentos até conseguisse reconhecer uma atração entre eles, o sentimento era forçado e pouco convincente.

Além disso, o final foi muito apressado e sinceramente absurdo. Achei a situação toda tão maluca que não consegui acreditar. Talvez se durante o conto a autora tivesse desenvolvido melhor a trama e o romance, o desfecho não soaria tão forçado. Mas da forma como tudo foi desenvolvido, não me convenceu.

 


A noiva de Glenlyon – da Karen Ranney

Uma profecia afirma que Lachlan precisa se casar com uma jovem vinda de Glenlyon para não levar ruína e destruição para o seu clã. Disposto a conhecer a jovem com quem deve se casar, ele aparece de surpresa na propriedade para observá-la. Mas a jovem que ele acredita ser sua futura esposa é, na verdade, a prima escocesa dela que vive como criada na casa. Janet sonha em retornar para a Escócia e quando conhece aquele lindo invasor escocês, acha que é a sua chance de retornar a terra que tanto ama e viver um grande amor. Ela só não imaginava que ele estava comprometido com sua prima e que o caminho dos dois não estava destinado a se encontrar. Ou será que estava?

Esse conto tem, provavelmente, a premissa mais interessante e original dos quatro contos. Amei essa questão da profecia e do senso de dever para com o clã. Porém, assim como no conto da Julia Quinn, esse também desperdiça o que poderia ser uma ótima história com um romance instantâneo e pouco convincente, além de uma trama que falta um desenvolvimento maior.

Eu gostei dos protagonistas individualmente; são personagens carismáticos e, mesmo que a passividade da Janet tenha me irritado, me solidarizei com a situação em ela se encontrava. Mas o romance foi muito apressado e não conseguiu me convencer e nem conquistar minha torcida. Além disso, os personagens secundários não foram bem desenvolvidos e só me irritaram, principalmente a prima da mocinha.

De um modo geral, esse conto não chegou a ser uma leitura ruim. Mas me deixou decepcionada por não ter cumprido todo o potencial que tinha.

 

Quando peguei Quatro amores na Escócia para ler, eu realmente não tinha grandes expectativas. Mesmo assim, terminei a leitura com uma grande sensação de decepção. Das três autoras que ainda não conhecia, apenas o conto da Stephanie Laurens me deixou realmente curiosa para procurar outros trabalhos dela, apesar de ter sentido potencial no conto da Karen Ranney também. Já o conto da Julia Quinn tem aquele toque de humor que eu amo nos livros dela, mas me deixou muito frustrada pela falta de desenvolvimento. De um modo geral, o livro não funcionou para mim e ficou longe de se ornar uma leitura marcante.

Porém, quero deixar claro que esta é só a minha opinião e pode ser que vocês se apaixonem por cada uma dessas histórias. Por isso, sempre aconselho que leiam e tirem suas próprias conclusões. E quem já leu, gostou? Me contem aí nos comentários o que acharam.


[Resenha] O que acontece em Londres



Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu vim trazer a resenha de uma das minhas leituras mais recentes e que foi muito especial para mim, mas antes quero fazer um lembrete. Estamos vivendo um período difícil com a pandemia do Covid-19 e é muito importante que todo mundo faça sua parte. Por isso, quem puder ficar em casa, não saia. Quarentena não é férias e não é hora de ficar passeando ou indo para balada. Vamos ter consciência e pensar na nossa saúde e das outras pessoas também.
Agora, para aproveitar esse período de isolamento, nada melhor do que um bom romance, né? Por isso, vim indicar um lançamento maravilhoso: O que acontece em Londres. Segundo volume da trilogia Bevelstoke, da Julia Quinn, esse livro foi publicado recentemente no Brasil pela Editora Arqueiro e eu já corri para ler.

Então, se você está procurando um romance para ler nessa quarentena, esta resenha é para você.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Quando Olivia Bevelstoke ouve o boato de que Harry Valentine, seu novo vizinho, matou a própria noiva, não acredita nisso nem por um segundo. Ainda assim, só por via das dúvidas, decide espioná-lo. Arruma um lugar perto da janela do quarto, se esconde atrás da cortina e passa a observá-lo. Logo descobre um homem muito intrigante, que definitivamente está tramando algo. Sir Harry Valentine trabalha para o gabinete mais sem graça do Departamento de Guerra inglês, traduzindo documentos vitais para a segurança nacional. Apesar de não atuar como espião, passou por todo o treinamento para ser um. Por isso, percebe imediatamente que sua linda vizinha está seguindo seus passos pela janela. Assim que chega à conclusão de que ela é apenas uma debutante bisbilhoteira, Harry descobre que a jovem está sendo cortejada por um príncipe estrangeiro suspeito de conspirar contra a Inglaterra. Agora ele precisa espioná-la oficialmente, e logo fica claro que a maior risco que Olivia representa é fazê-lo se apaixonar...”

Lady Olivia Bevelstoke tem arrebatado Londres com a sua beleza desde sua primeira temporada. Porém, entre os vários pretendentes que surgiram, ela não encontrou nenhum com quem quisesse se casar. E, sendo sincera, ela já está bastante entediada com a temporada social em Londres. Mas isso mundo quando uma amiga conta que o novo vizinho de Olívia era suspeito de assassinar sua esposa. Mesmo não acreditando, ela fica empolgada com o possível mistério e decide investigar.
Sir Harry Valentine não demora nada para descobrir que sua vizinha está tentando espioná-lo através da janela. Apesar de se divertir com a situação, ele não tem o menor interesse em uma jovem tão tola e bisbilhoteira. Porém, ele será forçado a se aproximar de Lady Olivia Bevelstoke após receber uma missão do Departamento de Guerra inglês. Um príncipe russo é suspeito de conspirar contra a Inglaterra e Harry deve ficar atento aos passos dele e da jovem que estava cortejando, ninguém mais ninguém menos que sua vizinha Olívia.
Com a aproximação, os dois acabam se envolvendo em provocações mútuas que levam ao surgimento de uma inesperada cumplicidade. Será que aquelas duas pessoas tão diferentes poderiam descobrir um ponto em comum? Em meio a investigações, aventuras e muitas discussões, os dois vão descobrir que o mais risco que estaria correndo tinha a ver com seus corações.


Desde que li História de um grande amor, eu já tinha me encantado com a Olívia e estava ansiosa pelo livro dela. Sabe aquelas personagens que a gente sente que quer ser amiga dela? Foi exatamente assim que me senti e, depois de ler O que acontece em Londres, tenho certeza que Olívia seria aquela amiga que sempre se envolve em confusões, mas que tem as melhores histórias.
Com um jeito espontâneo e uma personalidade forte, Olívia Bevelstoke simplesmente não consegue se restringir pelas convenções sociais. Ela detesta a formalidade da alta sociedade e está cansada de ser vista apenas como um rosto bonito. Por isso, tem tanta dificuldade em encontrar um pretendente adequado, pois nenhum dos cavalheiros que conheceu pareceu conseguir enxergar as qualidades que tem além de sua beleza.
E um dos aspectos que mais gostei nessa personagem é o fato de que ela não se tornou vaidosa ou arrogante por toda a atenção que recebia. Ao contrário, Olívia se entristece por ser vista apenas como alguém a ser exibida. Ela é curiosa, inteligente, com muitas opiniões e gostaria de encontrar alguém que a respeitasse como uma igual e valorizasse sua inteligência mais do que sua beleza. Ou seja, é uma mulher que se valoriza e sabe o que quer. Um ícone sensato.
Já o Harry só posso dizer que ele é tudo para mim. Que homem, minha gente, que homem! Apesar de focado e mais reservado, ele é um personagem que também sabe ser divertido e tem um senso de humor inteligente e delicioso. Acho que a Julia Quinn trouxe para esse personagem um equilíbrio incrível, porque ao mesmo tempo em que se mostra mais reservado e quieto, ele também é um homem corajoso, charmoso e que sabe ser engraçado. Além disso, ele tem um passado difícil e as situações que precisou lidar realmente me comoveram.

Com relação ao romance, achei que a Julia Quinn acertou em cheio. Olívia e Harry começam como um verdadeiro casal cão e gato, trocando faíscas toda vez que se viam. Porém, a forma como vão evoluindo para uma cumplicidade e daí para o romance foi tão natural e gostosa de acompanhar que me surpreendeu. Em nenhum momento senti como algo forçado ou pouco convincente. Torci por eles desde o início e me encantei acompanhando sua trajetória.




Já em relação aos personagens secundários, só posso dizer que são simplesmente maravilhosos. Inclusive, terminei a leitura desejando que vários deles ganhassem seus próprios livros. Sebastian, o primo do Harry, simplesmente roubou a cena e protagonizou o melhor momento do livro. Inclusive, ele será o protagonista do terceiro livro e eu não vejo a hora de ler. Além dele, eu amei o irmão gêmeo da Olívia, Winston, e o irmão do Harry, Edward. Espero sinceramente que a Julia Quinn decida escrever livros para eles também, porque são personagens que realmente merecem mais espaço.
Com relação à trama, achei muito leve e divertida de acompanhar. Os diálogos são extremamente divertidos, e ainda há uma pitada de ação e mistério que deixam a leitura ainda mais envolvente. O romance obviamente é parte central, mas a Julia Quinn conseguiu equilibrar outros elementos com maestria.
Minha única ressalva é que senti falta de um epílogo. Por mais que o final seja amarrado e deixe o leitor com um quentinho no coração, fiquei com a sensação de quero mais. Gostaria de ter aproveitado um pouco mais a leitura e a ausência de um epílogo me deixou com a sensação de um final abrupto, como se estivessem faltando páginas no livro. Porém, isso não desmerece tudo que foi construído até então e eu continuo encantada por essa história.
Deste modo, O que acontece em Londres conseguiu atender às minhas expectativas e me deixar ainda mais empolgada com a trilogia Bevelstoke. Fui conquistada por esse casal, pelo clima de aventura da trama e até mesmo por uma divertida referência que quem já leu Os Bridgertons vai amar. Agora, estou ansiosa não só pelo terceiro livro, que tem previsão de ser lançado em maio, mas para que a Julia Quinn decida escrever sobre outros personagens maravilhosos apresentados aqui.
Para quem busca um romance leve e divertido, essa trilogia tem se mostrado uma ótima opção. Mas agora quero saber de vocês quem já leu ou quer ler esse livro? Me contem aí nos comentários se ficaram curiosos pela história da Olívia.
E, para incentivar vocês a ficarem em casa, nos próximos dias vou postar algumas dicas de leitura de diversos gêneros e também de alguns filmes para assistir na Netflix e no Amazon Vídeo. Então, fiquem atentos aqui e quem quiser deixar dicas nos comentários, vou adorar também.

[Resenha] História de um grande amor



Olá, meus amores! Tudo bem com vocês? Depois de um tempinho sem postar resenhas por aqui, hoje eu vim falar sobre uma das primeiras leituras que fiz em 2020 e que é um dos lançamentos mais aguardados desse início de ano: História de um grande amor, da Julia Quinn. Esse livro inicia a trilogia Bevelstoke que está sendo publicada no Brasil pela Editora Arqueiro e é claro que eu corri para ler, né?
Para quem ainda não conhece, essa trilogia foi lançada há alguns anos nos Estados Unidos (entre 2007 e 2010). Vi muitas pessoas elogiando quando a Arqueiro anunciou que iria publicar esses livros no Brasil, o que me deixou mais curiosa para conferir. Porém, confesso que me esforcei e fui com as expectativas controladas.
Então, agora venho contar para vocês o que achei desse primeiro livro, se ele conseguiu me surpreender e quais as minhas expectativas para os próximos volumes.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva
Páginas: 288
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava. Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre. Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador. Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.”

Ainda criança, Miranda Cheever sabia que não se tornaria uma beldade. Porém, aos 10 anos, ela não precisava ser lembrada disso. Por isso, ao sair da festa de aniversário de sua melhor amiga, Miranda acaba desabafando com o irmão mais velho dessa sobre os comentários maldosos de uma das outras convidadas. E quando o senhor Nigel Bevelstoke, visconde de Turner, diz que Miranda um dia seria tão linda quanto era inteligente, ela percebe que nunca poderá deixar de amá-lo.
“– Porque um dia a senhorita vai crescer e aparecer, e será tão bonita quanto já é inteligente. [...] E talvez ainda reste um pequeno sorriso para dedicar a mim quando se lembrar deste dia e desta conversa agradável.”
Com o passar dos anos, Miranda não se tornou uma beldade ou a sensação da temporada, mas uma jovem bonita e bastante agradável. Prestes a viver sua primeira temporada, ela tem tudo para se sair bem. Já para Nigel a vida não foi nada boa. As decepções o tornaram um homem amargo e cínico, sem qualquer traço do rapaz gentil que já foi.
Porém, Miranda disse aos 10 anos que iria amá-lo para sempre. Por isso, ela está disposta a tentar encontrar o antigo Nigel por traz dessa fachada de amargura. Determinada, Miranda não vai desistir de resgatá-lo de sua solidão e finalmente viver a história de amor que sempre sonhou.


A primeira coisa que preciso dizer sobre História de um grande amor é que ele traz todos os elementos que me conquistaram nos livros da Julia Quinn: trama leve e dinâmica, diálogos divertidos, recheados de ironia, e personagens carismáticos. Há algum tempo não lia um romance de época tão gostosinho, desses em que a leitura flui rápido e com leveza.
Acredito que o principal motivo para isso é Miranda, que é uma protagonista carismática e adorável. Acredito não ter uma forma melhor de definir uma personagem tão doce e otimista. No início, ela é um tanto ingênua e se deixa levar por Nigel em algumas situações. Mas ela amadurece e se torna mais firme com o tempo, e isso sem perder sua generosidade e sua capacidade de enxergar o melhor nas outras pessoas. E foi justamente a capacidade dela de ver a bondade em Nigel mesmo quando ele mesmo não enxergava que fez com que eu admirasse tanto essa personagem.
“Turner não tinha a menor ideia do que fizera com ela – do que causara nela – e talvez nunca viesse a ter. Mas Miranda ainda o desejava. E provavelmente o desejaria para sempre”
Já o Nigel foi um caso mais complicado. Sua postura arrogante e amargurada foi muito irritante. Por mais que Nigel tivesse traumas em seu passado que justificassem o fato de ter se fechado, nada do que viveu era culpa de Miranda. Portanto, as vezes em que ele foi frio ou cínico com ela me incomodaram e fizeram com que eu tivesse dificuldade em simpatizar com ele, sendo a única ressalva que tive no livro.
E, ainda assim, esse foi um ponto que acabou contribuindo para tornar a evolução do Nigel mais interessante e com um peso maior. Pelo comportamento dele no início, era difícil esperar alguma redenção. No entanto, em um processo lento e bem construído, ele foi se transformando e amadurecendo. E observar o quanto ele mudou no final foi um dos aspectos muito interessante no livro.
Mas um bom romance de época não se faz só com o casal principal, não é mesmo? E os personagens secundários de História de um grande amor são ótimos. A irmã e a mãe de Nigel ajudam a trazer um clima de família que é tão característico dos livros da Julia e que eu adoro. Aliás, Olívia, que é a irmã caçula de Nigel e melhor amiga de Miranda, se destacou pelo carisma, senso de humor e lealdade à amiga. É a típica personagem coadjuvante que a gente sabe que merece ser protagonista de sua própria história. E não vejo a hora de ler o segundo livro para saber como ela se sairá com mais espaço na trama.
Com relação ao enredo, adorei como foi desenvolvido e me vi completamente envolvida pela leitura. O romance foi construído aos poucos e adorei o fato de que, mesmo Miranda sendo apaixonada por Nigel desde criança, isso não fez com que a aproximação entre eles fosse rápida. Ao contrário, eles foram aprendendo a se conhecer como adultos. Os dois mudaram muito ao longo dos anos e isso fez com que eles tivessem muito a descobrir um sobre o outro. Além disso, a própria evolução dos personagens foi algo incrível de acompanhar e que tornou a leitura ainda mais interessante.
“Era amor, e um amor de mulher. A garotinha que o via como um príncipe encantado não existia mais. Ela era uma mulher agora. Conhecia cada falha dele, sabia muito bem de suas limitações, e ainda o amava. Amava Turner. Queria cuidar de suas feridas. Queria...Não sabia exatamente. Queria tudo. Queria absolutamente tudo. Queria...”
Quanto à edição, não tenho muito o que falar, pois li em ebook. Confesso que não gostei da capa e acho que ela não combina em nada com o livro. Gostaria que a editora tivesse continuada criando as suas próprias capas, que têm um padrão muito mais bonito, ao invés de adotar uma estrangeira e que era de outra série da autora. Mas, feito esse desabafo em relação à capa, não encontrei nenhum erro no ebook e acredito que o livro físico mantenha o mesmo padrão de qualidade.
Deste modo, História de um grande amor é um ótimo início para essa trilogia. Leve, com diálogos divertidos e afiados, e personagens que passam por um longo caminho de amadurecimento e redescoberta, esse livro me encantou de um modo que eu não esperava e me deixou ansiosa por sua continuação. Para minha alegria, o segundo livro – O que acontece em Londres – já está em pré-venda e deve ser lançado em março (vocês podem adquiri-lo aqui).
E vocês, já leram História de um grande amor? Me contem aí nos comentários se já leram esse ou outro livro da Julia Quinn e o que acharam. Vou adorar saber a opinião de vocês.

Caso tenham interesse em adquirir História de um grande amor ou sua continuação em pré-venda, deixo o link para compra na Amazon aqui. Comprando através dele, vocês me ajudam com uma pequena comissão, sem alterar o valor final da compra.

Sandy & Júnior Tag Literária



Quem foi criança ou adolescente na década de 1990, com certeza deve ter crescido ouvindo as músicas da dupla Sandy e Júnior ou, pelo menos, conhecido as músicas mais famosas deles. Então, já imagino que, assim como eu, muitos de vocês ficaram animados com o anúncio de uma nova turnês dos irmãos juntos (e frustrados por não ter conseguido ingresso rsrsrs). Por isso, resolvi responder uma tag inspirada nos álbuns da dupla.
Eu me deparei com essa tag no canal Minha Vida Literária, mas ela foi criada pela Thaís, do Pronome Interrogativo. As perguntas relacionam livros com os CDs de Sandy & Júnior, e confesso que foi impossível não ficar um pouco nostálgica.
Mas, agora, sem mais enrolação, vamos às perguntas:

Identidade – Personagem que é a sua cara (descreve quem você é):
Sem dúvida, a Fani de Fazendo meu filme. Provavelmente, hoje eu não sentiria a mesma afinidade. Porém, quando li pela primeira vez, foi a primeira vez que eu realmente me vi em uma personagem. Enxerguei muito da minha personalidade nessa protagonista e, por isso, esses livros acabaram me marcando muito.

As quatro estações – Livro que fez você se apaixonar por um gênero:
Eu pensei em muitas opções para essa pergunta, mas o que foi mais determinante para eu me encantar por um gênero foi O Duque e Eu, da Julia Quinn. Eu tinha um pé atrás com os romances de época (não confundam com clássicos, como os da Jane Austen, que eu sempre amei haha) e foi esse livro que fez em me encantar pelo gênero e conhecer vários outros incríveis.

Era uma vez – Uma história de amor, de aventura e de magia:
São tantas histórias maravilhosas que poderiam estar aqui, mas escolhi uma das minhas séries favoritas que tem muito amor, muita aventura e MUITA magia: Trono de Vidro, da Sarah J. Maas.

Dig-dig-joy – Um livro que todo mundo deveria ler:
O ódio que você semeia, da Angie Thomas. Estamos vivendo um período de tanto preconceito e intolerância que acho fundamental um livro que coloca o dedo na ferida e mostra como o racismo, infelizmente, ainda faz parte da sociedade. Além disso, foi uma leitura que me tirou da minha zona e me fez enxergar de uma maneira mais ampla uma realidade triste, mas que precisamos lutar para mudar.

Sonho azul – Um livro que brincou com as suas emoções:
Tive que escolher outro da Sarah J. Maas: Corte de Névoa e Fúria. Esse livro teve emoção do começo ao fim e o final foi daqueles de dar um nó na cabeça do leitor e provocar a sensação de estar em uma montanha-russa. Sabe aquela expressão “morri, mas passo bem”? Descreve com perfeição o que senti no final desse livro.

Para dançar com você – Um livro que te conquistou, te enfeitiçou:
Cidade dos Ossos, da Cassandra Clare. Eu não esperava nada desse livro, mas fui completamente conquistada e li um atrás do outro. Acabou se tornando a minha segunda série favorita, só perdendo para Harry Potter, e eu me tornei fã incondicional da autora.

Tô ligado em você – Foi muito bom encontrar esse livro:
Uma das maiores surpresas que tive no ano passado foi o livro Seduzida por um guerreiro escocês, da Maya Banks. Eu confesso que julgava pelo título (continuo achando brega), porém, me surpreendi ao encontrar um romance muito bem construído, com personagens complexos e muito carismáticos. Foi uma das melhores leituras que fiz no ano passado e fiquei muito feliz por ter dado uma chance para esse livro.

Sábado à noite – Um livro contagiante, que não dá para parar:
Sem a menor dúvida, Os 12 signos de Valentina, da Ray Tavares. Eu simplesmente devorei esse livro, li em menos de 24 h e, depois que terminei, saí recomendando para todo mundo. Ainda preciso fazer a resenha dele aqui, mas já adianto: LEIAM ESSE HINO DE LIVRO.

Aniversário do Tatu – Um autor que é muito bom, mas esse livro não presta:
Não é que não presta, mas que foi muito abaixo das minhas expectativas: Mais lindo que a lua, da Julia Quinn. Tinha tudo para ser um ótimo livro, mas foi uma leitura bem razoável e, pensando nele depois, minha opinião foi só piorando. Sem dúvida, está muito longe dos meus favoritos da autora.

Você é demais – Livro que é tudo para você:
Tem como não falar Harry Potter? Foi a série que marcou a minha infância e adolescência, o primeiro livro que li em inglês, meu primeiro contato com um livro de fantasia e que me trouxe lições que carrego até hoje. Enfim, não consigo imaginar como teria sido minha vida sem esses livros.

Sandy & Júnior – Uma história que você se lembra com muito carinho:
Pode ser Harry Potter de novo? Tem várias histórias que me lembro com muito carinho, mas, para não repetir nenhuma que já foi citada no post, escolhi Pollyanna, da Eleano H. Portter. Eu li esse livro várias vezes quando criança e não me cansei. Sempre me lembro com carinho dos personagens e das lições que o livro traz.

Agora, quero saber quais seriam as escolhas de vocês para essas perguntas. Mais alguém ficou nostálgico lembrando das músicas da dupla Sandy & Júnior e dos livros que marcaram a vida de vocês? Me contem aí nos comentários o que acharam da tag.

[Resenha] Um marido de faz de conta


Olá, pessoal! Recentemente, saiu resenha sobre um romance de época muito cativante que li no ano passado, Uma dama fora dos padrões, da Julia Quinn. Aquele livro foi o primeiro volume da nova série da autora, Os Rokesbys. Para alegria dos fãs, a continuação foi publicada agora em janeiro pela Editora Arqueiro e é claro que eu não perdi tempo para ler.

Um marido de faz de conta é o segundo livro da série e, mesmo já tendo lido muitos livros da autora, confesso que esse foi uma experiência diferente de todos os outros. Mas, não se preocupem que não digo isso de um jeito ruim. Ao contrário, é um romance que me surpreendeu muito e me emocionou de formas que eu não esperava, renovando minha admiração pela escrita da autora.
Mas, antes de continuar, um aviso: esta resenha não contém spoiler desse livro e nem do seu antecessor. As histórias são independentes, apesar de ser preferível ler na ordem, pois personagens do primeiro volume aparecem/são mencionados neste.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Tradução: Thaís Paiva
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Enquanto você dormia… Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha, Cecilia Harcourt tem duas opções: se mudar para a casa de uma tia ou se casar com um vigarista. Para fugir desses destinos, ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar do irmão. Após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela encontra o melhor amigo dele, Edward Rokesby, inconsciente e precisando desesperadamente de cuidados. Mas, para permanecer a seu lado, Cecilia precisa contar uma pequena mentira... Eu disse a todos que era sua esposa. Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade. Quem dera fosse verdade…Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar ao homem que ama. Mas, quando a verdade vem à tona, Edward também pode ter algumas surpresas guardadas para a nova Sra. Rokesby.”

Em Um marido de faz de conta, conhecemos Cecilia Harcourt, uma jovem que se encontrava prestes a perder tudo, desde a morte de seu pai. Thomas, o irmão dela e herdeiro da propriedade, estava lutando em nome da coroa inglesa na América, na guerra de independência dos EUA. Se algo acontecesse com ele, a propriedade iria para um primo deles, que não perde tempo em começar a assediar Cecilia.
Assim, quando ela recebe uma carta comunicando o desaparecimento de Thomas, não restam muitas possibilidades em seu lar e, em desespero, Cecilia acaba embarcando para a América disposta a procura-lo. Ao chegar lá, ela tem dificuldade em conseguir informações sobre o paradeiro do irmão, mas descobre que o melhor amigo dele, Edward Roskeby, estava desacordado no hospital.
Apesar de nunca ter conhecido Edward pessoalmente, Cecilia já tinha se comunicado com ele muitas vezes através das cartas que mandava para o irmão e, por isso, decidiu cuidar dele. Mas, para isso, teve que inventar uma pequena mentira: dizer que era esposa de Edward.
Quando ele acordou sem memória dos últimos meses de sua vida, não teve motivos para duvidar que ela fosse mesmo sua esposa. Afinal, Cecilia era irmã de seu melhor amigo e os dois já vinham trocando mensagens nas correspondências dela para o irmão. Cecilia, por sua vez, tinha toda intenção de revelar a verdade assim que ele acordasse, mas as coisas não saíram como ela esperava e contar seu segredo foi se tornando cada vez mais difícil.
“– Eu a conheço. E conhecia mesmo. Por mais que só tivessem se conhecido pessoalmente houvesse poucos dias, ele sentia que já fazia muito tempo que conhecia o coração dela. Não duvidava dela. Jamais duvidaria.”



Ah, gente, como falar sobre esse livro? Um marido de faz de conta traz diversos elementos que eu amo em romances de época, mas em uma trama que foge bastante do padrão que estamos acostumados a ver e com personagens cativantes e bem construídos. Confesso que me apaixonei desde a primeira página e, mesmo com alguns aspectos que não me agradaram tanto, eu terminei a leitura completamente encantada por essa história.
Começando pelos protagonistas, que com certeza já estão na minha lista de casais favoritos. Cecilia é uma mocinha forte, determinada e com um coração tão generoso que é impossível não torcer por ela. Mesmo nos momentos mais desesperadores, Cecilia se mostrou corajosa e decidida, enfrentando situações para as quais não estava preparada. Além disso, mesmo sem ter tentado tirar vantagem do Edward ou se aproveitar da amnésia dele para benefício próprio, ela se sente culpada por não contar a verdade e tenta fazer o máximo para ajudá-lo. Claro que ela não é perfeita e erra em alguns momentos, mas suas razões são compreensíveis e é palpável o quanto ela se responsabiliza por suas ações (até mais do que deveria).
Já o Edward, eu não tenho palavras para descrever. Sabe aquele mocinho que já aparece roubando nosso coração e a cada página nos apaixonamos mais? Pois é, o próprio Edward Rokesby. Ele é um homem íntegro, justo, gentil e muito responsável. Mas, além disso, ainda é carinhoso e dono de um senso de humor cativante, que rendeu ótimos diálogos com Cecília. Eu poderia ficar o resto da resenha falando sobre ele, mas ainda tenho muitos aspectos a destacar sobre esse livro e acho que já deu para vocês perceberem o quanto ele é maravilhoso né?
“Por baixo de sua aparência respeitável, Edward Rokesby era dono de um pronunciado senso de humor. Ela não deveria ter ficado tão surpresa com isso, considerando todos os indícios que vira nas cartas dele. Um pingo de alegria fora o suficiente para despertar todo o bom humor dele.”
E quanto ao romance, é impossível não torcer desde o começo. Não só os dois protagonistas são carismáticos, como eles têm uma ótima dinâmica juntos. Mesmo se conhecendo pessoalmente há pouco tempo, os dois já tinham uma conexão devido às correspondências que trocavam. Além disso, Cecília e Edward conseguiam se entender nos bons e nos maus momentos: ambos possuem um ótimo senso de humor e os seus diálogos eram sempre carregados de brincadeiras e alfinetadas; porém, eles também conseguiam entender as dores um do outro, se apoiando nas horas mais difíceis. Deste modo, a relação deles acabou se desenvolvendo de uma maneira leve e doce, baseada em muito carinho e compreensão.
“– Com Edward era tão fácil ser feliz, tão fácil ser ela mesma. Mas aquilo não era a vida dela. Ela não era a esposa dele. Aquele papel era emprestado e, no fim das contas, ela teria que devolvê-lo.”



Com relação aos personagens secundários, eles não ganham muito espaço, porém, a maioria tem um papel bem definido dentro da trama. No entanto, há uma exceção que precisa ser destacado: Thomas, o irmão de Cecilia. Julia Quinn conseguiu fazer com que eu me apegasse a esse personagem e me preocupasse com ele desde o início do livro, pelo amor que Cecilia e Edward tinham por ele. Além disso, todos os capítulos começam com trechos de cartas que Cecilia escreveu para o irmão e vice-versa, fazendo que o leitor já pudesse conhece-lo mesmo antes de saber se ele seria encontrado ou não.
Outro aspecto que não posso deixar de mencionar é a ambientação bem diferente da maioria dos romances de época que já li. Geralmente, os livros deste gênero são ambientados na Inglaterra, em meio aos bailes e reuniões da alta sociedade. Porém, nesse livro, Julia Quinn levou a história para os EUA em meio à guerra pela independência. E, por mais que isso não seja aprofundado, ainda temos no pano de fundo um pouco sobre como foi o conflito e como era a vida das pessoas ali, durante um período tão difícil.
“Esta carta é para vocês dois. Fico muito feliz que tenham a companhia um do outro. O mundo vira um lugar muito menos inclemente quando se tem alguém para dividir os fardos.”
Já quanto a trama, foi um dos melhores da Julia Quinn. Tem romance, humor, drama e até um toque de mistério, tudo na medida certa e desenvolvido de uma maneira que saiu do comum. Assim, fui envolvida desde o começo da leitura e não conseguia parar o livro. Minha única ressalva é que algumas coisas ficaram mal explicadas e alguns participações dentro da história ficaram esquecidas, sem um desfecho adequado. No entanto, confesso que nem essa ressalva foi o suficiente para diminuir meu amor pelo livro.
Com relação à edição, eu não posso deixar de parabenizar a editora Arqueiro. Para começar, considero essa capa uma das mais lindas que já vi em romances de época e combina perfeitamente com o livro. Além disso, as páginas são amareladas, a fonte tem um ótimo tamanho para a leitura e eu não encontrei nenhum erro de revisão enquanto lia. Ou seja, trabalho impecável da editora.
Assim, Um marido de faz de conta conseguiu superar todas as minhas expectativas e entrar para a minha lista de favoritos. Quem diz que o segundo volume de uma série é sempre inferior ao antecessor, é porque ainda não leu esse livro. O romance de Edward e Cecília é leve e encantador, com uma construção muito bonita de se acompanhar e ainda o humor característico da autora contrabalançando momentos de mais emoção. Fiquei realmente satisfeita com a forma como esse livro me surpreendeu e agora estou sofrendo com a ansiedade para ler a continuação.
E vocês, já leram Um marido de faz de conta? Me contem aí nos comentários se estão acompanhando a série Os Rokesbys ou se ainda querem ler.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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