[TAG] Sete livros, sete sentimentos

Faz um tempinho que não postava nenhuma tag aqui, mas assisti uma recentemente no canal da Aione Simões (aqui), do blog Minha Vida Literária, e fiquei com muita vontade de responder. Trata-se da tag Sete Livros e Sete Sentimentos, criada pelo Vitor do canal GeekFreak (aqui), que consiste em escolher sete sentimentos e um livro para cada um deles. Vamos ver quais foram as minhas escolhas?

Otimismo – Pollyana, da Eleanor H. PorterTem como pensar em otimismo e não falar de Pollyana? Para quem não conhece, este livro é protagonizado por uma menina de 11 anos que, após a morte do pai, vai morar com sua única parente viva, uma tia por parte de mãe. Lá, Pollyana passa a viver em um quartinho simples, bem afastada da mobília luxuosa do restante da casa, e precisa lidar com a postura rígida de sua tia Polly. No entanto, a menina tem o dom de ver sempre o lado bom de tudo que acontece em sua vida e, com esta postura sempre positiva, muda a vida da sua tia e todos na pequena cidade onde moravam. Tem como ser mais otimista que isso? Acho difícil.

Alegria – Procura-se um marido – Carina RissiEu duvido que alguém consiga ler esse livro e não ficar feliz depois. Como todos os livros da Carina Rissi, trata-se de uma leitura leve e extremamente divertida, garantia de muitas risadas. Nesse livro, conhecemos Alicia, uma jovem órfã rica e que adorava viver a vida intensamente, o que significava muitas confusões. O problema é que, quando o avô dela morre, ela só receberá sua herança como uma condição: se ela se casar. Caso isso não aconteça, ela terá que trabalhar para garantir seu sustento. Como trabalho não era o forte dela, o jeito é arrumar um marido. E, para isso, o que poderia ser melhor do que um anúncio no jornal, não é mesmo? Eu só posso dizer que dava gargalhadas com as situações hilárias em que a Alicia se metia e com os diálogos afiadíssimos entre ela e Max. É uma leitura leve, divertida e, sem dúvida, muito alegre.

Esperança – Em algum lugar nas estrelasSe tem um livro que aborda a esperança e que desperta esse sentimento no leitor, é “Em algum lugar nas estrelas”. Nele conhecemos a história de dois meninos de treze anos e acompanhamos os dois vivendo uma verdadeira aventura durante as férias da escola. Nessa jornada, aprendemos muitas lições sobre amizade, amor e confiança, mas o mais marcante é a confiança demonstrada por Early, um dos protagonistas. Ele tem tanta confiança em suas crenças, que é impossível não sermos contagiados pela esperança do menino.



Raiva – Mau começoEu havia pensando em escolher Harry Potter e a Ordem da Fênix aqui, mas raiva é muito pouco para descrever o que senti pela personagem Dolores Umbridge enquanto lia aquele livro. Além disso, a série vai ser citada um pouco mais pra frente neste post então resolvi citar Mau Começo, primeiro volume da série Desventuras em Série. O motivo que me fez escolher esse livro para representar a raiva pode ser resumido em duas palavras: Conde Olaf. Trata-se de um personagem quase tão desprezível e odioso quanto a Umbridge e isso não é pouco. Ver o modo como ele trata os jovens irmãos Baudelaire e todos os planos que trama para tomar a fortuna deles me fez desejar entrar no livro só para enfiar a mão na cara dele. Então, já dá para perceber que o livro combina muito com este sentimento.

Surpresa – Cidade dos Anjos CaídosDe toda a série Os Instrumentos Mortais, este é o livro que eu menos gosto. Não gostei da ênfase dada ao Simon e achei a leitura um tanto arrastada. Porém, surpresa é pouco para descrever o que senti no final desse livro. Eu fiquei totalmente em choque com a reviravolta que ocorre na história, desesperada para saber o que aconteceria no próximo. Aliás, a Cassandra Clare é especialista em deixar a gente no chão com as viradas surpreendentes que faz nos seus livros. Porém, a que mais me marcou foi mesmo o final de Cidade dos Anjos Caídos.

Decepção – Eleanor & ParkEu já falei desse livro aqui, mas não tem como evitar de lembrar dele quando penso em uma decepção literária. Eu tinha uma expectativa tão alta para ele, depois de ouvir diversos elogios, e estava gostando bastante da leitura, mas o final foi uma decepção completa. Achei mal construído e com atitudes completamente imaturas de uma personagem que eu tinha passado o livro inteiro admirando justamente pela sua força e sua maturidade.



Amor – A probabilidade estatística do amor à primeira vista, da Jennifer E. Smith.Essa é uma daquelas leituras que dão um quentinho no coração e deixam a gente com um sorriso bobo no rosto. Nesse livro, conhecemos Hadley, uma garota que, por uma série de motivos, acaba perdendo o voo que a levaria para Londres. Enquanto espera o próximo voo, ela conhece Oliver, um rapaz inglês que está voltando para sua cidade natal. Os dois começam a conversar e, a partir desse encontro, vão transformar a vida um do outro. Não consigo pensar em um livro que seja mais amor do que este.


Saudade – Harry PotterComo não sentir saudades de Harry Potter? Mesmo tendo relido a série inteira ano passado, sinto saudade da emoção de ler esses livros pela primeira vez, de aguardar ansiosamente o lançamento do volume seguinte, e da surpresa com cada nova revelação. Harry Potter marcou a minha vida e é impossível não sentir saudade toda vez que termino o último livro.




           Bom, esses foram os sete sentimentos que eu escolhi e os livros que, para mim, representam cada um deles. Gostaram? Me contem aí nos comentários quais livros vocês associam com estes ou outros sentimentos.
           E, caso tenham se tiverem se interessado por algum destes livros, podem comprá-los através do link abaixo. Comprando por meio dele, vocês ajudam o Dicas de Malu a continuar crescendo.
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[Dica da Malu] A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #2

Sinopse: “Amani Al’Hiza mal pôde acreditar quando finalmente conseguiu fugir de sua cidade natal, montada num cavalo mágico junto com Jin, um forasteiro misterioso. Depois de pouco tempo, porém, sua maior preocupação deixou de ser a própria liberdade: a garota descobriu ter muito mais poder do que imaginava e acabou se juntando à rebelião, que quer livrar o país inteiro do domínio do sultão. Em meio às perigosas batalhas ao lado dos rebeldes, Amani é traída quando menos espera e se vê prisioneira no palácio. Enquanto pensa em um jeito de escapar, ela começa a espionar o sultão. Mas quanto mais tempo passa ali, mais Amani questiona se o governante de fato é o vilão que todos acreditam”.
Autora: Alwyn Hamilton / Editora Seguinte / Páginas: 439
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Esta resenha não revela nenhum spoiler de “A Traidora do Trono”. Porém, se você ainda não leu “A Rebelde do Deserto”, recomendo que não continue a leitura desta resenha, pois há informações sobre o desfecho daquele livro. No entanto, você pode ler a resenha de “A Rebelde do deserto” aqui.

Quem leu a minha resenha sobre A rebelde do deserto aqui no blog sabe o quanto eu fiquei apaixonada por aquele livro e pelo universo criado pela autora, Alwyn Hamilton. Então, vocês já podem imaginar que estava com expectativas altíssimas para leitura de A Traidora do Trono, segundo volume da trilogia. Felizmente, já posso adiantar que elas foram superadas.
Neste livro, temos uma expansão do universo apresentado no volume anterior. Os rebeldes liderados pelo príncipe Ahmed continuaram ganhando território nos meses que se seguiram ao desfecho de “A Rebelde do Deserto” e Amani já está totalmente integrada ao grupo. No entanto, a medida que a rebelião se espalhava, os desafios se tornaram maiores e os riscos aumentaram.
Durante os meses que se passaram, Amani aprendeu a controlar melhor seu poder recém-descoberto e, apesar de ainda ter muito a aprender, ela acabou se tornando importante para os rebeldes. Sua fama como a Bandida de Olhos Azuis se espalhou pelo deserto, e, embora muitos feitos atribuídos a ela não fossem verdade, isso a transformou em uma lenda.
Apesar disso, nem tudo ia bem para a rebelião. O príncipe Ahmed tinha um território cada vez maior sob seu controle, porém, havia pessoas que estavam se aproveitando da revolução para tomarem o poder em algumas cidades. Era preciso que ele mantivesse o controle sobre os locais já conquistados, mas também fizesse a rebelião continuar avançando por toda Miraji.
Tornando tudo ainda mais complicado, em um momento crucial, Amani é traída, sequestrada e vendida para o sultão. Ela passa a viver, então, no palácio de Izman, mais especificamente no harém, junto com as esposas e filhas do sultão e do sultim. Em pouco tempo, ela vai reencontrar pessoas que julgava estarem no passado e descobrir que aquele ambiente é tão perigoso quanto qualquer batalha que tenha presenciado.
Sem possibilidade de usar seus poderes, Amani tenta descobrir uma maneira de se comunicar com seus amigos da rebelião enquanto aproveita sua estadia forçada no palácio para descobrir informações para a causa rebelde. No entanto, esse período serve para que ela conheça melhor o sultão e comece a se questionar se, de fato, ele é um governante tão ruim quanto dizem.
O primeiro aspecto que preciso destacar sobre esse livro é a evolução da Amani. Desde “A Rebelde do Deserto” eu a admirei por ser uma personagem forte, mas que sabia reconhecer quando estava errada e que estava sempre disposta a aprender. No entanto, em “A traidora do trono”, ela está muito mais madura devido a tudo que vivenciou no livro anterior e no intervalo de tempo que transcorreu entre um livro e outro. Amani carrega alguns arrependimentos e está disposta a não cometer os mesmos erros. Além disso, ela pensa por conta própria e está sempre se questionando e formando suas próprias opiniões sobre o que vê e ouve. Não é daquelas personagens que demonstram uma teimosia irritante, mas também não se deixa influenciar facilmente.
Aliás, todos os personagens evoluem muito nesse livro. A autora mostrou aspectos sobre eles que os leitores ainda não conheciam e que os tornaram ainda mais complexos e humanos. Até mesmo Jin e Ahmed, que perdem um pouco de espaço na trama, se tornam mais interessantes devido aos seus conflitos internos e ao peso que cada um carrega. Ahmed é um personagem que, mesmo não aparecendo tanto, demonstra uma grande evolução e acho difícil o leitor não se sensibilizar com seus dilemas e as responsabilidades que estão na mão dele.
Outro ponto que gostei é o modo como a autora questiona o tempo todo o tratamento destinado às mulheres naquela sociedade. Como já havia acontecido em ‘A Rebelde do Deserto”, aqui as mulheres continuam sendo desvalorizadas e subestimadas, como se a opinião delas, e até mesmo suas vidas, não tivesse valor algum. No entanto, as personagens femininas no livro são incríveis e vão contra todos esses padrões que a sociedade impunha a elas. Todas essas personagens, sem exceção, lutam pela sobrevivência da melhor maneira que podem, são determinadas e não deixam seus destinos serem controlados pelos homens.
Fiquei impressionada também com a riqueza e complexidade do universo criado pela Alwyn Hamilton. Ao ler “A Rebelde do Deserto” fui cativada pela originalidade da autora e o modo como ela construiu uma história tão diferente, usando elementos de fantasia, mitologia árabe e faroeste. No entanto, em “A Traidora do Trono”, o que me impressionou foi o quanto esses elementos foram aprofundados. Nesse livro, a autora mostrou mais sobre a organização daquela sociedade, a relação de Miraji com os países vizinhos e as diferenças culturais entre eles, além de apresentar mais detalhes sobre as lendas e criaturas mágicas que faziam parte daquele mundo, o que enriqueceu muito a obra.
A narrativa é mais uma vez cativante e envolvente, fazendo com que o leitor mergulhe na leitura logo nas primeiras páginas. Aliás, acho impressionante a segurança e a habilidade que Alwyn Hamilton demonstra na condução desta história. Os rumos que a trama toma são imprevisíveis e fui surpreendida em mais de um momento durante a leitura.
No entanto, confesso que em alguns momentos eu cheguei a me perguntar se esse livro era realmente tão bom quanto o primeiro. Não que a leitura não estivesse boa, porque eu adorei cada momento deste livro. Porém, parecia que faltava algo para que eu pudesse dizer que este livro era tão incrível quanto “A Rebelde do Deserto”. Eu disse “parecia”, porque a autora conseguiu dar o toque que faltava do meio para o final e o desfecho, além de impressionante, dá um significado ainda maior para todos os acontecimentos do livro.
Com relação à edição, só posso dizer que está impecável. Além de contar com uma capa ainda mais linda que a do volume anterior, as páginas são amareladas e com detalhes nas bordas no início de cada novo capítulo, mostrando o cuidado da editora na elaboração do livro. Além disso, a fonte usada no texto tem um bom tamanho e espaçamento, facilitando a leitura. E, para completar, foram adicionados logo no início do livro um mapa dos territórios mostrados no livro e uma lista de personagens, divididos de acordo com o núcleo ao qual pertencem, o que ajuda quem tem dificuldade de memorizar os nomes, como eu.
Eu poderia continuar destacando aqui tudo que amei nesse livro, mas provavelmente vocês iriam se cansar de ler ou eu acabaria entregando algum spoiler. Portanto, para evitar que isso aconteça, vou encerrar essa resenha dizendo que esta é uma leitura que recomendo muito para quem ama fantasia ou deseja começar a se aventurar lendo esse gênero. “A Rebelde do Deserto” já havia me conquistado por sua originalidade e “A Traidora do Trono” me deixou ainda mais encantada pela evolução do universo apresentado e dos seus personagens. Não vejo a hora de ler o terceiro livro e ver qual será o desfecho desta trilogia. Por tudo que os dois primeiros livros me mostraram, acho que é seguro esperar um livro envolvente, com reviravoltas bem construídas e muitas emoções.
Agora, quero saber quem já leu esse livro e o que estão achando desta trilogia. Estão ansiosos pelo terceiro livro? Me contem aí nos comentários. E, para quem ainda quer começar a série, deixei o link da resenha de "A rebelde do deserto", bem como os links de compra na Amazon dos dois livros. Lembrando que comprando por algum desses links, vocês ajudam muito o Dicas de Malu a crescer.

Resenha “A Rebelde do Deserto”: aqui.
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Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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