[Resenha] The Chase: A busca de Summer e Fitz


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Não tenho conseguido postar com muita frequência, porém, estou finalmente colocando as leituras em dia e vou poder trazer as resenhas para vocês. Então, hoje vim falar de um dos livros que li recentemente: The Chase: A busca de Summer e Fitz, da autora Elle Kennedy.
Para quem não conhece, a autora também escreveu outra série que ficou muito famosa no Brasil, Amores Improváveis. Confesso que, apesar de ter amado o primeiro livro daquela série, o segundo me decepcionou bastante e eu acabei desistindo. Porém, quando recebi The Chase muitas pessoas me incentivaram a ler e eu decidi dar uma chance.

Eu terminei a leitura recentemente e agora vou poder contar para vocês o que achei. Será que a autora me decepcionou novamente ou conseguiu me surpreender? Confiram a resenha para saber.

Autora: Elle Kennedy
Editora: Paralela
Páginas: 400
Classificação: +18 anos
Exemplar recebido de cortesia da editora
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Todo mundo diz que os opostos se atraem. E deve ser verdade, porque não tem nada que explique minha atração por Colin Fitzgerald. Ele não faz meu tipo e, o pior de tudo, me acha superficial. Essa visão distorcida que ele tem de mim é o primeiro ponto contra. Também não ajuda que ele seja amigo do meu irmão. E que o cara que mora com ele tenha uma queda por mim. E que eu tenha acabado de me mudar para a casa deles. Mas isso não importa. Estou ocupada o bastante com uma faculdade nova, um professor que não larga do meu pé e um futuro incerto. Além do mais, Fitzy deixou bem claro que não quer nada comigo, embora tenhamos uma química de dar inveja a qualquer casal. Nunca fui de correr atrás de homem, e não vou começar agora. Então, se o meu roommate gato finalmente acordar e perceber o que está perdendo… Ele sabe onde me encontrar.”

Após ter sido expulsa da Universidade de Brown, Summer conseguiu ser aceita em Briar. A ideia dela era se mudar para a fraternidade e recomeçar na nova universidade. Porém, os seus planos já começam sendo frustrados quando ela não é aceita na fraternidade e fica sem lugar para morar. Sua única opção acaba sendo dividir apartamento com três amigos do seu irmão, incluindo Fitz, o cara por quem ela tinha uma quedinha desde sempre.
O problema é que um mal-entendido fez Summer acreditar que Fitz não tinha nenhum interesse nela e ainda a considerava fútil e mimada. Porém, apesar de achar mesmo que Summer era um pouco mimada, aquilo não passava de uma forma de proteção que Fitz encontrou para negar o que realmente sentia por ela.
No entanto, morando sob o mesmo teto, é claro que não iria demorar para a atração que existia entre eles ficar mais evidente. E, com a convivência, Summer e Fitz começam a perceber que não se conheciam tão bem quanto imaginava. Talvez, pessoas que pareciam ser tão diferentes, tivessem muito mais em comum do que esperavam.




A primeira coisa que eu preciso dizer sobre esse The Chase é o quanto a escrita da autora Elle Kennedy é envolvente. Sabe aquele livro que você pisca e já leu 50 páginas? É esse! Eu não percebia o tempo passar enquanto lia e fiquei totalmente envolvida com a leitura.
Outro ponto que gostei bastante é que a autora conseguiu fazer com que eu me apegasse aos personagens rapidamente. Tanto Summer quanto Fitz são muito carismáticos e, principalmente, muito humanos. Não vou negar que eles têm seus defeitos: os dois são muito teimosos e inseguros, Summer é impulsiva demais e Fitz um tanto covarde. Porém, tudo isso foi desenvolvido de uma maneira que permitia compreender as ações deles (na maior parte do tempo) e os aproximava do leitor.
Com relação à trama, achei que ela se desenvolve de uma maneira muito dinâmica, mas sem apressar o romance. Summer e Fitz já se conheciam há algum tempo e o sentimento deles vai se intensificando com o tempo e a convivência. Ou seja, não temos aqui aquele romance instantâneo e apressado que sempre me irritam.

Também gostei muito do fato de que, além do romance, a autora trabalhou os conflitos internos dos protagonistas. A Summer, principalmente, tinha várias questões que justificavam seus medos e inseguranças e explicavam a necessidade que ela tinha de ser aceita. Confesso que os motivos do Fitz, para mim, foram um pouco mais superficiais e tive mais dificuldade de aceitar algumas atitudes dele. Porém, é um personagem tão íntegro que acabei relevando e torcendo por ele também.




Minha única ressalva foi o excesso de insegurança que os dois demonstraram. Tinha momentos que eu queria entrar no livro e gritar com eles para pararem de se subestimar. Um não se considerava bom o suficiente para o outro, o que, somado com a falta de comunicação entre eles, fazia com que acontecesse uma série de mal-entendidos. Isso não seria um problema se não fosse algo recorrente no livro, o que acabou ficando um pouco repetitivo e irritante.
Por outro lado, eu amei os personagens secundários. Adorei os outros amigos que dividem apartamento com o Fitz e a Summer. O Hunter, em especial, teve muito destaque e fiquei curiosa para saber o que irá acontecer com ele nos próximos livros. Porém, o grande destaque é Brenna, a amiga de Summer. Ela é uma personagem que fala o que pensa, tem personalidade e um ótimo senso de humor. Não vejo a hora de ler o livro dela, pois acho que é uma personagem que merece mais destaque.
Não posso deixar de mencionar também que a autora aborda questões muito importantes. Uma delas foi o fato de Summer ter Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), o que ocasionava uma maior dificuldade de aprendizado. Apesar de não ser um assunto abordado com profundidade, foi interessante a forma como a autora retratou as dificuldades da personagem. Há ainda um outro assunto muito grave abordado, mas que não direi qual é para não dar spoiler. Ele também não foi aprofundado, mas já achei válido como um alerta.
De um modo geral, The Chase: A busca de Summer e Fitz não chega a ser um romance arrebatador, mas se mostrou uma leitura muito gostosa. É uma história simples, mas com personagens cativantes e que conquistam a torcida do leitor. Apesar de ter alguns tropeços, o livro me surpreendeu e recuperou minha vontade de ler os livros da autora. Já estou ansiosa para os próximos volumes da série Briar U serem lançados no Brasil.

[Cinema] O sol também é uma estrela


Todo leitor sabe o misto de alegria e apreensão toda vez que é anunciada uma adaptação de um livro. Não foi diferente quando fiquei sabendo que O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon, iria virar filme. Como comentei na resenha aqui, eu adorei esse livro, que acabou, com uma trama aparentemente simples, me tocou e se tornou um dos meus queridinhos da vida.
Já dá para vocês imaginarem o quanto fiquei dividida entre a empolgação por poder ver uma história que me conquistou tanto indo para as telas e o medo de que o filme não fizesse jus à obra original. Então, foi com o coração pequenininho que finalmente assisti O sol também é uma estrela e agora vou poder contar para vocês o que achei.


Original: The sun is also a star
Diretora: Ry Russo-Young
Elenco: Yara Shahidi, Charles Melton, John Leguizamo, Gbenga Akinnagbe, Jake Choi, Cathy Shim.
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Duração: 1h40 min
Ano: 2019
Sinopse: Natasha é uma jovem extremamente pragmática, ela não acredita em destino, apenas em fatos explicados pela ciência. Em menos de doze horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel e se apaixona subitamente, colocando todas as suas convicções em cheque.
                              
Para quem não leu o livro e não sabe do que se trata a história, o filme acompanha um dia na vida de dois adolescentes cujos caminhos se cruzam acidentalmente. Natasha é uma jamaicana que cresceu nos Estados Unidos, desde que sua família se mudou ilegalmente para lá quando ela era criança. Prestes a começar o último ano do Ensino Médio e cheia de planos para o futuro, ela e seus pais e seu irmão estão prestes a serem deportados. Ela tem só mais um dia para tentar um último recurso que permita a eles continuar no país. Já Daniel está a caminho de sua entrevista para a universidade. Vindo de uma família de coreanos, Daniel sempre tentou conciliar os costumes da família e o modo de vida do país que nasceu. Porém, agora ele está dividido entre o desejo dos pais de que ele se torne um médico e seu sonho de se tornar um poeta.

Quando os dois se conhecem, Daniel tem certeza de que foi o destino. No entanto, Natasha é mais cética e acredita que foi apenas uma coincidência. Então, Daniel tem apenas um dia para mostrar a ela que o universo pode estar querendo aproximá-los e que o amor, por mais improvável que seja, pode sim ser comprovado.

FOTO: WARNER BROS. PICTURES

Uma das coisas que mais me deixaram confiante para assistir esse filme é o quanto os atores se encaixaram no que imaginei dos personagens. Assim que saiu a primeira imagem, eu vi a Natasha e o Daniel perfeitos e isso aumentou muito a minha confiança. Nesse sentido, não me decepcionei. Os dois conseguiram captar a essência de seus personagens e me cativaram logo nos primeiros minutos em cena.
E não posso deixar de mencionar o quanto foi bom ver mais representatividade em um filme de romance. Infelizmente, ainda há muito racismo na indústria do cinema e, por conta disso, falta muita diversidade em suas produções, principalmente em filmes considerados mais comerciais. Então, foi maravilhoso ver uma atriz negra e um ator de descendência asiática protagonizando uma produção de Hollywood. Ainda é um passo pequeno, mas é sempre bom ver que aos poucos a indústria (e quem sabe a sociedade) está mudando.

Por ser um filme muito centrado em seus protagonistas, o bom entrosamento dos atores acabou se mostrando fundamental. Os dois são muito carismáticos, fazendo com que seja fácil se envolver com a história deles. Além disso, gostei muito que o filme, apesar de focado no romance, não deixou de lado o desenvolvimento de Natasha e Daniel como indivíduos. Assim, vemos o drama de Natasha por estar sendo obrigada a abandonar o país que sempre considerou seu lar, assim como o conflito interno de Daniel entre os seus sonhos e as expectativas de sua família.

FOTO: WARNER BROS. PICTURES


De um modo geral, achei um filme muito gostoso de assistir. O romance é fofo e conquista a nossa torcida desde o início. A interação entre os dois protagonistas é natural e cativante, permeada por diálogos divertidos e sem exagerar na dose do drama. Além disso, o longa conta com um roteiro dinâmico, uma ótima trilha sonora e uma fotografia que explora bem as paisagens de Nova York.
Porém, como toda adaptação, sempre tem aquelas partes que quem leu o livro sente falta. Um dos aspectos que eu mais gostei quando li O sol também é uma estrela é o fato de que a autora não se ateve apenas ao casal principal, mas foi apresentando as histórias de todos aqueles que cruzaram o caminho deles ao longo daquele dia. Essas tramas paralelas contribuíram muito no livro, pois levantaram reflexões sobre o quanto os seres humanos são conectados e podem influenciar a vida uns dos outros.
No entanto, isso no livro fica deixado de lado. A trama do longa é muito centrada no casal principal e nos seus dramas individuais. Há algumas reflexões interessantes sobre o destino, o que é coincidência e o que é influência do universo, além de questões como o racismo, as dificuldades que os imigrantes vêm sofrendo nos Estados Unidos e a identidade cultural. No entanto, isso é abordado de maneira bem mais superficial.
De um modo geral, o filme O sol também é uma estrela não conseguiu me tocar como o livro que o originou fez. Porém, ainda é um romance gostoso de acompanhar, com boas atuações e personagens muito carismáticos. Além disso, só por ter tanta representatividade, já foi um alívio se comparado com o padrão dos romances hollywoodianos. Deste modo, os pontos positivos acabaram superando os problemas e, mesmo que meu lado leitora não tenha ficado completamente satisfeita, eu gostei muito de assistir ao filme e recomendo muito para quem curte um bom romance.

Nostalgia Book Tag



Hoje eu vim responder uma tag incrível que eu vi no canal da Luanna do @pausaparalivros (se vocês não conhecem ainda, façam o favor de se inscrever aqui). A tag é toda inspirada em músicas que marcaram a década de 90 e o início dos anos 2000. Ou seja, quem viveu essa época pode se preparar para a sessão nostalgia e quem não viveu vai conhecer músicas maravilhosas.
Como vocês já devem imaginar, a tag relaciona músicas com livros. Então, podem preparar papel e caneta, apertar play e se preparar para muitas dicas de livros ao som de músicas maravilhosas.
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🎵Misunderstood, Bon Jovi - Um livro cheio de mal entendidos / Personagem que entende tudo errado:

Essa foi uma escolha fácil: Como agarrar uma herdeira, da Julia Quinn. Para vocês terem uma noção, o mocinho confunde a protagonista, que está fugindo do tutor ambicioso, com uma procurada espiã espanhola. Se existe um livro com um mal-entendido maior ou mais divertido do que esse, eu nunca li.
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🎵Wherever you'll go, The calling - Um casal que não se desgruda:

Essa foi mais difícil, porque casais grudentos costumam me irritar. Sou romântica, mas paciência tem limite né? Porém, tem um casal que, apesar de não se desgrudar, são muito fofos e divertidos juntos: Natália e Alberto, na série Fazendo meu filme. Apesar de serem personagens secundários, eles são tão carismáticos e engraçados que é impossível não se apaixonar por eles e perdoar o fato de serem um tanto grudentos.
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🎵Wonderwall, Oasis - Um personagem protetor:

Eu já li muitos livros com personagens protetores, mas muitas vezes isso é algo que me irrita, por conta de autores que exageram e acabam criando personagens machistas e controladores. Porém, tem um que considero a exceção à regra e que é meu maior crush literário: o Anthony de O visconde que amava. Apesar de também ser um pouco irritante às vezes, ele é um homem realmente preocupado com o bem-estar da família e daqueles que ama. Porém, apesar de um pouco teimoso (ok, muito), ele não confunde proteger com sufocar, e sempre dá o apoio que aqueles à sua volta precisam.

🎵Íris, Goo Goo Dolls - Um livro com romance e autodescoberta:

Eu já li vários livros assim, porém, na hora de responder eu demorei horas para conseguir pensar em um. E o escolhido foi Um verão na Itália, da Carrie Elks. Além de um romance lindo e apaixonante, esse livro mostra toda a jornada de autoconhecimento da sua protagonista, que precisa enfrentar os traumas do passado e redescobrir seu talento e quem ela realmente era.

🎵Miss you love, Silverchair - Um personagem marrento que se apaixonou:

Ah gente foi impossível não pensar no lindo e, muitas vezes, marrento Sebastian St Vicent, em Pecados no Inverno. Ele é aquele personagem que sabe ser arrogante, tem plena consciência que é bonito e charmoso, mas, mesmo com toda a aparência de conquistador, acaba se apaixonando. E nós, leitores, nos apaixonamos por ele também, claro!

🎵Kiss me, Sixpence None The Richer - Um beijo de tirar o fôlego:

Achei essa bem difícil, porque apesar de ler muitos romances, não foram muitas cenas de beijos que me marcaram. Porém, acabei me lembrando de um dos meus romances de época favoritos e que tem uma cena de beijo bastante inesperada, mas linda, logo no começo: Uma noite como esta, da Julia Quinn. Eu sou suspeita, porque acho o Daniel e a Anne um casal incrível, porém, a cena foi muito bem escrita e é fundamental para o desenvolvimento da trama.

🎵Here without you, 3 Doors Down - Casal que ficou um tempo separado:

Ah gente, como não lembrar da Fani e do Leo, de Fazendo meu filme. Oh casal que brincou com meu coração! Eles têm várias idas e vindas ao longo dos livros e mais de uma vez passam um bom tempo separados. Confesso que sofri acompanhando esses dois, mas até hoje a série está entre as minhas queridinhas da vida.

🎵Save me, Hanson: Um personagem que precisava de "salvação":

No começo, achei que essa pergunta serie bem difícil, mas depois vieram vários livros na minha mente. Porém, acabei optando pelo Paul, de Em pedaços, da Lauren Layne. Eu já falei sobre esse livro aqui, mas o Paul é um personagem que precisava desesperadamente ser salvo. Ele mergulhou em uma bolha de culpa e mágoa que fizeram com que ele vivesse atormentado e atormentando aqueles que estavam à sua volta. Porém, precisava de alguém que o tirasse desse luto e fizesse com que voltasse a enxergar o mundo e a vida que estava perdendo.

E vocês, gostaram da tag? Me contem aí nos comentários se já conheciam essas músicas e os livros citados. Quero saber também quais seriam as escolhas de vocês, então, não deixem de me contar.

[Resenha] The girl from everywhere - O navio além do tempo


Olá, pessoal! Hoje eu vim trazer a resenha mais difícil que já escrevi até hoje, então, já começo pedindo para vocês valorizarem meu esforço rsrs. O livro em questão é The girl from everywhere – O navio além do tempo, da autora Heidi Heilig.
Se vocês acharem o título familiar, é porque ele é continuação de The girl from everywhere – O mapa do tempo. Quem acompanha o blog talvez tenha lido a resenha que fiz sobre o primeiro volume (aqui) e saiba o quanto eu gostei daquela leitura. Foi um livro que superou minhas expectativas e entrou na minha lista de favoritos de 2018. Então, já dá para vocês imaginarem o quanto estava ansiosa para ler a continuação.

Eu não perdi tempo em garantir minha edição, que foi publicada esse semestre pela Editora Morro Branco. Finalmente, concluí a leitura no mês passado e agora vou poder contar para vocês o que achei.
Aviso: para quem não leu o primeiro livro, recomendo que não continue lendo a resenha pois ela tem informações sobre ele. 

Autora: Heidi Heilig
Editora: Morro Branco
Páginas: 432
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Nix passou sua vida inteira viajando para lugares reais e imaginários a bordo do Temptation, o navio de seu pai que é capaz de viajar no tempo. Mas é finalmente chegada a hora de assumir o seu leme, e o horizonte infinito se estende à sua frente, claro e promissor. Até que ela descobre estar destinada a perder a pessoa que ama. A terminar como o próprio pai: sozinha e de coração partido. Desesperada para mudar seu destino, Nix leva sua tripulação para uma utopia mítica em busca de um homem que promete ensiná-la a manipular o tempo e alterar a história. Mas tudo muda constantemente nesta ilha utópica e nada é o que parece. Nem mesmo seu relacionamento com Kash: melhor amigo, ladrão e charmoso profissional. Se Nix conseguir interpretar as marés em perpétua mudança, talvez finalmente consiga domar suas habilidades. Talvez consiga controlar seu destino também. Ou talvez seu tempo acabe, afinal.”

Após os eventos de O Mapa do Tempo, Nix finalmente tem a chance de assumir o Temptation, navio comandado por seu pai. Após ele finalmente escolhê-la em detrimento da busca incessante por sua falecida mãe, os dois agora têm um horizonte cheio de possibilidades. No entanto, tudo muda quando ela descobre uma profecia na qual ela estava destinada a perder aquele que amava para o mar. Com medo de seguir o mesmo destino de seu pai, ela está disposta a tudo para evitar que seu destino se cumpra.
É assim que Nix acaba levando todos do navio para um reino de uma utopia mítica, no qual ela esperava encontrar o homem que iria ensiná-la a mudar o passado. No entanto, nada ali é o que parece, e aquele mudo aparentemente perfeito escondia segredos e perigos que Nix sequer imaginava.




Ah gente, como eu queria dizer que gostei desse livro. Queria muito mesmo. Porém, essa foi a leitura mais decepcionante que fiz esse ano. Continuando do ponto em que seu antecessor parou, O Navio Além do Tempo se mostra tão diferente que nem parece escrito pela mesma autora.
Em O Mapa do Tempo, eu havia me encantado pelo universo apresentado, a trama envolvente e, principalmente, o carisma dos personagens. Porém, nesse segundo volume, não demorou para que eu percebesse que essa leitura seria completamente diferente. Para começa, Nix que havia sido uma protagonista tão forte e determinada, acabou se transformando em uma personagem imprudente e egoísta, que não se importa com os sentimentos dos outros e que vê apenas seus objetivos.
Não bastasse essa mudança drástica e sem explicação, há ainda o fato de que as ações de Nix são baseadas quase que única e exclusivamente em proteger aquele que ama. Assim, o livro acaba girando em torno de um amor adolescente e das tentativas desesperadas (e muito dramáticas) da protagonista de protege-lo. E o pior é que esse romance havia ficado apenas implícito no livro anterior. Então, toda essa paixão que Nix sentia acabou soando mais como um drama adolescente do que como um sentimento real.
E não foi só Nix que parece ter regredido de um livro para o outro. De um modo geral, os personagens que haviam sido um ponto forte no volume anterior, aqui se mostraram mal desenvolvidos e entediantes. Com exceção do Kashmir, que pelo menos manteve seu carisma, os demais ou foram pouco aproveitados ou se mostraram completamente monótonos e sem carisma. Há alguns novos personagens que pouco acrescentam e um vilão plano e sem nada que explicasse suas motivações.

Outro aspecto que me incomodou bastante foi a forma como a autora construiu a relação de Nix com seu pai. Esse havia sido o aspecto que mais gostei no livro anterior e que fez o final dele ser tão especial. Porém, isso foi abalado tanto pelo comportamento egoísta, e por vezes cruel, da Nix quanto pelo fato de que Slate fica praticamente esquecido durante boa parte da trama. O que é uma pena, considerando o fato de que é um personagem complexo e que teria muito a acrescentar nesse livro.


Já em relação ao enredo, senti que faltou foco e equilíbrio. Se antes a autora tinha conseguido dosar muito bem a fantasia, a aventura, drama e um pouco de romance, aqui ela exagerou na dose do dramalhão e colocou o romance no centro da história. Com isso, a trama perdeu muita força e se tornou cansativa. As motivações da protagonista não convencem, o universo apresentado não é tão interesse e o enredo é bastante confuso, o que deixou a leitura bastante arrastada.
Outro ponto que não posso deixar de mencionar é que o livro aborda um assunto muito sério, a dependência química, e isso tinha tudo para ser um ponto muito positivo. Porém, valeu só pela boa intenção. O tema ficou implícito em alguns momentos, mas foi abordado de maneira superficial e deixado de lado sem nenhum desenvolvimento ou explicação.
No entanto, não pensem que eu só tenho coisas negativas a dizer sobre The girl from everywhere – O navio além do tempo. A edição é, sem dúvida, uma das mais lindas que já vi. A Editora Morro Branco caprichou mais uma vez e o livro está impecável. Não encontrei nenhum problema de revisão, a capa é maravilhosa e a parte interna também. O livro ainda conta com mapas que têm tudo a ver coma trama e dão um charme a mais ao livro.
De um modo geral, eu posso definir esse livro em duas palavras belo e frustrante. Infelizmente, a linda edição não foi o suficiente para compensar os problemas de The girl from everywhere – O navio além do tempo e eu terminei a leitura desejando que a autora tivesse parado no primeiro livro. O final é aberto e deixa margem para uma continuação, caso a autora queira. Não sei se ela irá escrever, porém, eu não tenho a menor vontade de insistir em uma possível série.
No entanto, quero deixar claro que esta é apenas a minha opinião. Acredito que tenha ficado bastante claro na resenha que o livro não funcionou para mim, porém, outras pessoas gostaram bastante. Então, se vocês gostaram do livro anterior, acredito que vale a pena embarcar nesse segundo volume e espero que tenham uma experiência de leitura muito melhor do que a minha.
E, caso já tenham lido, me contem aí nos comentários o que acharam. Vou adorar conhecer a opinião de vocês.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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