[Resenha] Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários


Olá, meus amores! Quem ama um bom romance clichê, bem leve e divertido? Eu confesso que são livros assim que têm me ajudado a relaxar nesse período complicado que estamos passando. E nesse estilo, a série A Livraria dos Corações Solitários, da Annie Darling tem se destacado.
Eu já falei aqui sobre o primeiro livro A Pequena Livraria dos Corações Solitários, que foi uma surpresa para mim e superou todas as minhas expectativas. Então, vocês já devem imaginar o quanto estava ansiosa para as continuações e me divertir com as histórias dos demais funcionários dessa livraria tão apaixonante.
Como falei no post com o balanço de julho, Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários foi uma das poucas leituras que consegui fazer em meio a uma ressaca literária que tive mês passado. E agora vou poder comentar com vocês o que achei desse livro e se minhas expectativas foram atendidas.

Mas, antes de começar a falar sobre o livro e o que achei da leitura, já quero deixar o recado que essa resenha é totalmente livre de spoiler. Como as histórias dessa série são independentes, não vou mencionar os eventos do volume anterior. Porém, eu recomendo fortemente que vocês leiam os livros na ordem correta, porque, apesar de cada livro focar em um casal, o universo ficcional é o mesmo e os personagens do primeiro aparecem retornam nesse.

Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love ― fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos ― está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...”

Em Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários, vamos acompanhar Verity Love que trabalha na Livraria Finais Felizes. Ela é uma pessoa introspectiva e está muito bem com sua vida, trabalhando na livraria e passando o tempo livre com seus livros e seu gato. Porém, seus amigos não concordavam com isso e viviam tentando empurrá-la para alguém. Ainda bem que Verity pode contar com Peter Hardy, o oceanógrafo, que é o namorado perfeito e suas amigas nunca irão conhecer. E por que ela não pode apresentá-lo? Porque essa perfeição em forma de homem não existe, foi inventado justamente para livrar Verity dos encontros desastrosos que seus amigos tentam organizar.
Mas, em uma noite que achava que poderia ter um momento só para si, Posy e Nina decidem segui-la acreditando que Verity estava prestes a encontrar com o misterioso Peter Hardy. Para evitar que suas amigas descubram a verdade, ela acaba precisando improvisar e é aí que entra Johnny, um homem que Verity encontra por um acaso e pode ser a solução dos seus problemas.
Johnny também está cansando dos amigos que vivem tentando bancar o cupido e, quando descobre a farsa de Verity a respeito do Peter Hardy, tem uma ideia que pode ajudar a ambos. Já que nenhum dos dois quer namorar e ambos querem se livrar dos amigos, o que poderia ser melhor do que fingir que estão juntos? É a solução perfeita para ambos, desde que a convivência não comece a misturar o que é real e o que é fingimento.



Dizem por aí que existe uma maldição do segundo livro, que sempre é inferior ao primeiro. Mas isso definitivamente não se aplica a Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários. Se eu me diverti horrores no volume anterior, nesse eu fiquei completamente encantada com a construção do romance e a forma como os conflitos dos personagens foram trabalhados.
Eu não esperava gostar tanto da Verity quando li o primeiro livro, mas não é que ela conseguiu me conquistar. Entendi melhor seus motivos para ser mais reservada e me indentifiquei um pouco com o seu jeito mais introspectivo. Socializar nem sempre é fácil e as pessoas precisam entender que, por mais que a gente ame os amigos, tem horas que precisamos ficar sozinhos.
Já o Johnny eu ficava dividida entre os momentos em que o amava e outros em que queria matá-lo. Não me levem a mal, ele não é nem de longe tão irritante quanto o Sebastian no primeiro livro. Porém, em alguns momentos ele conseguiu me tirar do sério. Eu entendi seus conflitos e achei que a autora conseguiu abordar um assunto importante de um ponto de vista que não é muito comum nos livros. Mas também senti que  ela enrolou demais para resolver essas questões e isso levou a situações desnecessárias em que Johnny foi um idiota com a Verity.


Mas, apesar dessa ressalva, eu gostei muito do romance e torci pelo casal. A forma como eles se conhecem e o início da convivência deles é muito divertido, com diálogos cheios de provocações e trocas de farpas. Além disso, é uma relação que vai sendo construída bem lentamente e permite ao leitor acompanhar os sentimentos entre os dois mudando aos pouquinhos. É daqueles romances deliciosos de se acompanhar, em que a gente vê que os protagonistas se apaixonaram antes mesmo que eles comecem a questionar o que estão sentindo.
Além disso, a autora torna a leitura ainda mais especial com muitas referências a um dos meus romances favoritos da vida: Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. É possível perceber a influência desta obra não só nas várias vezes em que Verity cita trechos, mas também em alguns elementos da trama e até nos personagens da história. Confesso que meu lado fã ficou muito feliz e a leitura se tornou ainda mais especial.
Preciso destacar também os personagens secundários que proporcionaram ótimos momentos ao longo do livro. Além daqueles que já conheciámos do primeiro livro e que tiveram muitas cenas divertidas aqui, tem também a família da Verity que é simplesmente maravilhosa. Quem já leu Orgulho e Preconceito e também adora a família Bennet, com certeza vai se encantar e se divertir com a família Love.
Deste modo, Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários é um livro que cumpriu exatamente o que eu esperava. Uma leitura leve, divertida, com romance e momentos fofos. A sensação de aconchego que senti no primeiro livro continua e cada vez mais sinto vontade de mandar meu currículo para trabalhar na livraria Finais Felizes, que parece ser um lugar realmente mágico. Annie Darling tem uma escrita realmente envolvente, que prende a atenção da primeira à ultima pagina, e que faz com que a gente se sinta dentro do livro. Com todo o estresse que andamos vivendo, essa série tem sido um conforto para mim e acho uma leitura ideal para quem quer se distrair e ter momentos de diversão e leveza.
E vocês, já conheciam a série A Livraria dos Corações Solitários? Já leram algum desses livros? Me contem aí nos comentários.

Conheça os outros livros da série:
A Pequena Livraria dos Corações Solitários – Vol 1: Resenha aqui. Comprar: Amazon
Loucamente apaixonados na Livraria dos Corações Solitários – Vol 3. Comprar: Amazon
Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários – Vol. 4. Comprar: Amazon

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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