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[Pré-venda] Cidade de Terra e Sangue - Cidade da Lua Crescente 1


Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje tenho um recado especial para vocês, principalmente para quem é fã da Sarah J. Maas. Começou a pré-venda de Casa de Terra e Sangue, primeiro volume da série Cidade da Lua Crescente
E a Galera Record caprichou muito nessa pré-venda. Teremos duas opções de pré-venda, uma na Amazon e outra na Submarino. E cada uma delas tem brindes exclusivos incríveis. Então, hoje eu vim apresentar a sinopse desse lançamento e o que vem em cada opção de pré-venda.



Sinopse: A autora #1 do New York Times Sarah J. Maas lança sua novíssima série Cidade da Lua Crescente. Bryce Quinlan tinha a vida perfeita - trabalhava duro o dia todo e festejava noite adentro -, até que um demônio assassina alguns de seus melhores amigos, deixando-a destruída e mudando sua vida para sempre. Sem entender como sobreviveu ao ataque da besta, a semifeérica tenta superar a perda, com o consolo de que o culpado por conjurar o demônio está atrás das grades. Mas quando os crimes recomeçam, dois anos depois e com as mesmas características, Bryce se vê no meio de uma investigação que pode ajudá-la a vingar a morte dos amigos. Hunt Athalar é um notório anjo caído, agora escravizado pelos arcanjos que um dia tentou derrubar. Suas habilidades brutais e força incrível foram definidas para alcançar um único objetivo: assassinar – sem perguntas – os inimigos do seu chefe. Mas com um demônio causando estragos na cidade, ele ofereceu um acordo irresistível: ajudar Bryce a encontrar o assassino, e sua liberdade estará ao seu alcance. Enquanto Bryce e Hunt se aprofundam nas entranhas da Cidade da Lua Crescente, eles descobrem um poder sombrio que ameaça tudo e todos que amam, e encontram um no outro uma paixão ardente – que teria o poder de libertar os dois, se eles apenas a aceitassem. Com personagens inesquecíveis, romance ardente e um suspense eletrizante a cada virar de página, Casa de terra e sangue é o primeiro volume de Cidade da Lua Crescente, a nova série de fantasia da autora best-seller nº 1 do New York Times, Sarah J. Maas. Com mais de 1 milhão de exemplares vendidos em todo o mundo, Sarah é um fenômeno. Vencedora de três prêmios literários em anos consecutivos, a autora possui uma legião de fãs apaixonados. Agora, estreia brilhantemente no universo da ficção new adult.”


Pré-venda na Amazon


Comprando na Amazon, o livro vem com marcador + pôster + uma ecobag. Além disso, durante a pré-venda, ele está com preço promocional de R$ 59,90. Olhem esses brindes. Como não amar?
Comprar: Amazon



Pré-venda na Submarino

Já na Submarino, o livro vem com marcador + pôster + uma flâmula colecionável. Como assim colecionável? Nesse primeiro livro, a flâmula é da Casa de Terra e Fogo e a cada novo livro da série será disponibilizada a flâmila correspondente. Além disso, a pré-venda lá também está com o preço promocional de R$ 59,90.
Comprar: Submarino



Eu já estou contando os dias para ter esses brindes em mãos e ainda não consegui decidir qual brinde eu amei mais. Mas, agora quem saber de vocês: quem mais está ansioso por essa nova série da Sarah J. Maas? Já decidiram qual brinde exclusivo vão querer, ecobag ou flâmula? Me contem aí nos comentários.


Outros livros da autora:

Série Trono de Vidro
A lâmina da assassina: Amazon
Trono de Vidro: Amazon
Coroa da meia-noite: Amazon
Herdeira do Fogo: Amazon
Rainha das Sombras: Amazon
Império de Tempestades: Amazon
Torre do Alvorecer: Amazon
Reino de Cinzas: Amazon
Box Trono de Vidro com brindes: Amazon

Série Corte de Espinhos e Rosas
Corte de Espinhos e Rosas: Amazon
Corte de Névoa e Fúria: Amazon
Corte de Asas e Ruína: Amazon
Corte de Gelo e Estrelas: Amazon

[Resenha] Corte de Gelo e Estrelas


Olá, pessoal! Quem me acompanha aqui no blog sabe que esse ano os livros da Sarah J. Maas dominaram as minhas leituras, afinal, eu finalmente resolvi ler a trilogia Corte de Espinhos e Rosas. Então, é claro que depois de ler os três livros da série, eu não podia deixar o ano passar sem ler Corte de Gelo e Estrelas, novela ambientada no mesmo universo da série e que foi publicada pela Galera Record.
Confesso que, mesmo tendo terminado a trilogia recentemente, eu já estava com saudade dos personagens e ansiosa para saber os desdobramentos dos acontecimentos de Corte de Asas e Ruína. A Sarah J. Maas parece ter um dom para fazer o leitor mergulhar nos universos criados por ela e cada oportunidade de revisitá-los é maravilhoso. Por isso, fiquei muito feliz por ter conseguido ler Corte de Gelo e Estrelas ainda esse ano e agora posso contar para vocês o que achei da leitura.


Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
Páginas: 238
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido em parceria com a editora
Sinopse: “O aguardado spin-off da série Corte de Espinhos e Rosas. Feyre, Rhys e seu círculo íntimo de amigos ainda estão ocupados reconstruindo a Corte Noturna e tentando manter a paz, conquistada a base de muito esforço e perdas pessoais, após a queda da muralha. Mas o Solstício de Inverno finalmente está próximo e, com isso, um alívio merecido. Compras, festas, celebração e a promessa de dias tranquilos. A atmosfera festiva não consegue, entretanto, impedir que as sombras da guerra se aproximem. Em seu primeiro Solstício como Grã-Senhora, Feyre ainda lida com os horrores do passado recente e percebe que seu parceiro e sua família têm mais cicatrizes do que ela esperava – cicatrizes que podem impactar o futuro, e a paz, de sua Corte.”

Aviso: A resenha contém spoilers dos livros anteriores da série.

Meses após a guerra contra Hybern, Prythian precisa ser reconstruída. Rhys e Feyre estão trabalhando incansavelmente para recuperar tudo que foi destruído na Corte Noturna e ainda precisam lidar com os problemas internos que ameaçam a estabilidade da Corte. Além disso, mesmo com a vitória, ambos carregam cicatrizes e ainda são assombrados por tudo que quase perderam. Juntos, eles precisam lidar com seus traumas e aprender a seguir em frente.
No entanto, uma grande comemoração se aproxima e é o momento ideal para que eles deixem o sofrimento e a tensão de lado. O Solstício de Inverno é um grande evento na Corte Noturna, com a reunião de familiares, uma ceia farta e troca de presentes, e Feyre quer que tudo seja perfeito. Se antes ela temia o inverno, por todas as dificuldades que ele representava para ela e sua família, agora o solstício é uma oportunidade de ficar com aqueles que ama e celebrar o fato de estarem juntos e em paz. Além disso, é um momento importante para ela como Grã-Senhora, marcando o início de sua nova vida.
“Houve uma época em que tive medo daquela primeira neve, em que vivia aterrorizada pela ideia de longos e cruéis invernos. Mas foi um longo e cruel inverno que me levou tão profundamente para dentro do bosque naquele dia, há quase dois anos. Um longo e cruel inverno que me deixou desesperada o bastante para matar um lobo, que, por fim, me trouxe até aqui – a esta vida, a esta... felicidade.”
Feyre, Rhys e seus amigos passaram por muitas coisas e ainda carregam muitas cicatrizes por isso. No entanto, eles precisam aprender a lidar com seus traumas e seguir em frente. E o Solstício de Inverno pode representar não apenas um momento de trégua em meio a todo o trabalho que terão para reconstruir a Corte Noturna (e Prythian), mas também uma chance de começarem a cicatrizar suas feridas.



Corte de Gelo e Estrelas é uma novela e, portanto, traz uma história mais curta. Porém, isso não significa que ela seja menos importante. Nesse livro, temos a oportunidade não apenas de matar a saudade de personagens já conhecidos, mas de entender melhor como eles ficaram depois dos acontecimentos de Corte de Asas e Ruína. Assim, ele funciona como um livro de transição, preparando o terreno para o que poderemos esperar nos próximos volumes da série.
Quem leu Corte de Asas e Ruínas sabe que muitas coisas ainda ficaram em aberto e há muito a ser explorado nesse universo. Apesar do rei de Hybern ter sido derrotado, as cortes de Prythian ainda precisam ser reconstruídas. Além disso, agora que o muro foi derrubado, os humanos estão vulneráveis a invasões feéricas. Em Corte de Gelo e Estrelas temos uma noção mais exata dos problemas a serem enfrentados, bem como das marcas psicológicas que ficaram dos acontecimentos anteriores.
Mais uma vez, amei acompanhar a Feyre e o Rhys. Apesar do fim da guerra, os dois ainda têm muito com que lidar e gostei do fato de que a Sarah J. Maas não ter optado por um caminho fácil, no qual os dois viveram felizes para sempre depois de tudo que passaram. Ela mostrou que os dois foram muito afetados por tudo que viveram e ainda eram assombrados por tudo que quase perderam. Então, achei muito interessante ver esse processo dos dois aprendendo a seguir e apoiando um ao outro nessa fase de recuperação.
“Encarei sem parar o tecido preto, era como olhar para um poço de inferno. E então encarei o fio de prata iridescente e vivo que o cortava, luminoso, apesar da escuridão que devorava qualquer outra luz e cor. Poderia ter sido Rhys. E eu. Quase fora assim. (...) Nesses meses, o e se me assombrava. Todos os e se dos quais tínhamos escapado por tão pouco. E esse feriado do Solstício, essa chance de comemorar estarmos juntos, vivos... A impossível profundeza da escuridão dentro de mim, a improvável provocação da Esperança brilhando nela, sussurrou a verdade antes que eu a conhecesse. Antes que soubesse o que queria dar a Rhys.”
Outro aspecto que gostei muito foi ver a adaptação de Feyre à nova vida. Ela está assumindo seu papel como Grã-Senhora da Corte Noturna. Apesar de ainda ter seus receios, ela se dedica totalmente ao novo papel. Além disso, é bonito ver Feyre construindo um novo lar e o quanto ela se importa com ele e com as pessoas que vivem ali.
Já o Rhys continua sendo aquele personagem maravilhoso que a gente sente vontade de colocar em um potinho. Assim como Feyre, ele ainda carrega o peso de tudo que enfrentou, e se dedica ao máximo para reconstruir a Corte Noturna e garantir que a paz seja mantida em Prythian. Além disso, é impossível não admirar a forma como ele trata Feyre, respeitando as decisões e o espaço dela. Os dois possuem uma relação marcada pelo companheirismo e a compreensão, o que é muito bonito de acompanhar.
“– Você nasceu na noite mais longa do ano. (...) Era para você estar do meu lado desde o início.”
Mas se teve um personagem que se destacou nesse livro, para mim, foi o Cassian. Ele já tinha me conquistado nos livros anteriores, mas em Corte de Gelo e Estrelas fica mais palpável o tamanho da responsabilidade dele e o quanto isso o afeta. Confesso que meu coração ficou apertado por ele em alguns momentos e um dos motivos que estou mais ansiosa para ler o próximo livro da série é o fato de que quero muito saber o que acontecerá com o Cassian.
Outros personagens que não tiveram tanto destaque, mas que gostei muito de ver nesse livro foram o Az, a Elain e o Lucien. O livro deixa claro que os três ainda têm muito com o que lidar, especialmente Elain, e estou curiosa para saber qual caminho eles seguirão. Confesso que eu gostaria que o Lucien tivesse mais espaço no livro, mas os momentos que ele apareceu fizeram com que eu me apegasse ainda mais.



No entanto, nem tudo são flores e alguns aspectos me desapontaram bastante. Acredito que o maior deles foi a Nesta. Essa personagem foi um dos pontos altos do livro anterior e, nesse, ela conseguiu me irritar em todas as cenas em que apareceu. É evidente que ela sofreu muito durante a guerra e ainda está sofrendo, mas achei seu comportamento egoísta e, muitas vezes, incompreensível. Ela agia como se fosse a única que estivesse sofrendo, não explicava o que queria e ainda tratava mal quem realmente queria ajudá-la. Não sei qual é o rumo que a Sarah J. Maas dará para essa personagem nos próximos livros, mas espero que ela apareça com explicações muito boas para o comportamento irritante nessa novela.
Outro ponto que não gostei muito é que, mesmo sendo uma novela e, portanto, uma trama mais curta, a leitura foi um tanto cansativa. Como tudo gira em torno do Solstício, achei que em um determinado momento a história começou a soar repetitiva. Além disso, é uma trama bem morna e sem grandes acontecimentos, o que deixaria o livro muito lento, caso fosse escrito por outra autora que não Sarah J. Maas. Digo isso porque a Sarah tem um dom para escrever histórias envolventes e não foi diferente com Corte de Gelo e Estrelas. Apesar de não ser tão dinâmico quanto os volumes anteriores, esse livro é uma leitura rápida e que tem méritos o suficiente para manter a atenção do leitor.
“Ao celebrar as tradições, mesmo com os presentes, honramos aqueles que lutaram justamente pela existência disso, pela paz que esta cidade tem agora.”
Preciso comentar ainda que nesse livro teremos outros narradores, além de Feyre e Rhys. Alguns capítulos nos trazem a perspectiva da Nesta e do Cassian, o que é muito importante, uma vez que tudo leva a crer que eles serão os protagonistas do próximo livro. Porém, me incomodou o fato dos capítulos com as perspectivas deles serem narrados em terceira pessoa (diferente daqueles narrados pela Feyre e pelo Rhys). Não tenho problemas com narração em terceira pessoa, às vezes eu até prefiro, mas a alternância me incomodou. Além disso, a perspectiva de Nesta não ajudou em nada, pois não trazia nenhuma explicação para o seu comportamento e nem deixou a personagem menos irritante.
Com relação à edição, eu achei a capa lindíssima e totalmente condizente com o livro. A edição interna também tem detalhes que combinam com o clima de inverno da história. Além disso, as páginas são amareladas, a fonte tem um bom tamanho para leitura e eu não encontrei erros de revisão.
De um modo geral, Corte de Névoa e Gelo foi uma leitura menos empolgante que os livros anteriores, mas que funciona bem como transição para as continuações. Sarah J. Maas foi habilidosa ao trazer uma noção do contexto político após o fim da guerra contra Hybern e dos problemas que serão abordados nos próximos livros. Além disso, ela soube iniciar a mudança de foco e começar a dar mais espaço para os personagens que protagonizarão os próximos livros. Assim, recomendo a leitura para quem está com saudade do universo de Corte de Espinhos e Rosas e que não vê a hora de ler os próximos volumes da série.

[Resenha] Corte de Asas e Ruína


Se tem uma coisa capaz de deixar um leitor ansioso e, ao mesmo tempo, morrendo de medo é último volume de série. Sabe aquela vontade de saber como tudo irá terminar, mas o pânico de pensar que o autor pode estragar tudo? Pois é, foi assim que me senti em relação ao livro Corte de Asas e Ruína, terceiro livro da série Corte de Espinhos e Rosas, da autora Sarah J. Maas.
Sim, eu sei que Corte de Asas e Ruína não é o último livro da série e ainda terão outros dentro do mesmo universo. Porém, ele encerra essa primeira parte da série e eu sabia que havia muitas questões importantes a serem respondidas nesse volume. Além disso, depois do final simplesmente desesperados de Corte de Névoa e Fúria, seria impossível não ficar ansioso. Felizmente, Sarah J. Maas não me decepcionou e conseguiu me deixar mais ansiosa para conferir as próximas aventuras que ocorrerão nesse universo fantástico.
Mas, antes de começar a falar sobre essa leitura, um aviso: esta resenha contém spoiler dos volumes anteriores. Ou seja, NÃO continue lendo caso não tenha lido Corte de Espinhos e Rosas E Corte de Névoa e Fúria. Caso tenha interesse, pode ler a resenha do primeiro livro aqui e do segundo aqui.

Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
Páginas: 686
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Em Corte de Asas e Ruína a guerra se aproxima, um conflito que promete devastar Prythian. Em meio à Corte Primaveril, num perigoso jogo de intrigas e mentiras, a Grã-Senhora da Corte Noturna esconde seu laço de parceria e sua verdadeira lealdade. Tamlin está fazendo acordos com o invasor, Jurian recuperou suas forças e as rainhas humanas prometem se alinhar aos desejos de Hybern em troca de imortalidade. Enquanto isso Feyre e seus amigos precisam aprender em quais Grãos-Senhores confiar, e procurar aliados nos mais improváveis lugares. Porém, a Quebradora da Maldição ainda tem uma ou duas cartas na manga antes que sua ilha queime.”

Corte de Asas e Ruína se passa pouco tempo depois dos eventos que encerraram Corte de Névoa e Fúria. Feyre está de volta à Corte Primaveril e tenta convencer a todos que foi mantida como prisioneira na Corte Noturna. Aproveitando-se da culpa que Tamlin sente pelas suas ações anteriores e o que seus erros custaram à família de Feyre, ela se entrega ao papel de boa moça e esposa do Grão-Senhor (bela, recatada e do lar), conseguindo uma liberdade maior para participar das reuniões e descobrir o que Hybern estava planejando. Além disso, é claro que Feyre também não deixaria barato tudo que Tamlin fez no livro anterior, mas sua raiva é bem disfarçada e vingança é construída de maneira sutil.
“Um pesadelo, eu dissera a Tamlin. Eu era o pesadelo. Usando aquilo que Tamlin temere desde meus primeiros dias ali.”

Enquanto isso, Rhysand e seu grupo se preparam da melhor maneira possível para a guerra contra Hybern. Assim, na ausência de Feyre, eles se dedicam a descobrir o máximo de informações sobre os planos do inimigo e uma maneira de neutralizá-lo, além de procurarem por possíveis aliados. A guerra era iminente, aumentando a urgência para descobrir quem estaria com eles para enfrentar o poderoso exército que se aproximava.


Se fosse para resumir Corte de Asas e Ruína em uma palavra, eu diria que a mais adequada seria épico. É um livro intenso, com grandes revelações e muita ação, especialmente na primeira e na última parte. Há um clima de tensão que permeia toda a trama e que mantém o leitor preso na leitura, o que me agradou muito.
Os personagens se mostram muito mais maduros e temos uma noção muito maior de tudo que eles estão enfrentando e o que estão dispostos a sacrificar para conter a ameaça de Hybern. Em especial, eu adorei a evolução da Feyre neste volume. Não apenas ela se mostra mais forte e capaz de usar seus poderes, como aparece mais estrategista e equilibrada, controlando melhor suas emoções e agindo com esperteza. Além disso, senti que ela estava mais segura de si nesse livro e com um propósito muito mais claro.
“A guerra permaneceria comigo por muito tempo depois de acabar, alguma cicatriz invisível que talvez esmaecesse, mas nunca desapareceria por completo. Mas, por meu lar, por Prythian e pelo território humano e tantos outros... Eu limparia minhas lâminas e lavaria o sangue da pele. E faria isso de novo, e de novo, e de novo.”
Já o Rhysand fez o que eu pensava ser impossível: se tornou ainda mais apaixonante. Desde o segundo livro, eu já o considerava o personagem mais complexo da série, mas aqui eu pude entender melhor como os horrores doutra guerra o afetaram, o que me deixou com o coração apertado por ele diante da perspectiva de reviver tudo aquilo. Além dele, gostei muito do desenvolvimento das irmãs da Feyre, Elain e Nesta. Aliás, esta última demonstrou se tornou uma das personagens mais interessantes da série e não vejo a hora de ler os próximos livros para descobrir o que acontecerá com ela.
 Todos os personagens secundários dos livros tiveram um destaque maior e seus arcos foram mais desenvolvidos, especialmente os membros do grupo do Rhys (Cassian, Azriel, Mor e Amhren), além das irmãs da Feyre e do Lucien. Achei que isso foi importante não só para que a trama não ficasse centrada apenas no casal principal, mas também pensando nos próximos livros dentro deste universo, em que (eu espero) eles terão um espaço ainda maior. Além disso, foi possível conhecer melhor também os outros Grão-Senhores de Prythian e seus poderes, o que ajudou a conhecer mais sobre as outras cortes e entender melhor a parte política deste universo.

O romance mais uma vez esteve presente na história, mas com um foco menor que nos livros anteriores. Agora que entendemos a relação de Feyre com Rhysand, não foi necessário que a autora explorasse tanto a tensão sexual entre eles, embora ela ainda apareça. Aqui, vemos uma relação muito mais consolidada, pautada realmente na cumplicidade e na parceria, sem que nenhum tente se sobrepor ao outro, o que me agradou muito. Por outro lado, senti que relações de outros personagens ficaram muito abertas e eu queria muito que tivesse um desenvolvimento maior ou, pelo menos, uma sinalização de qual rumo irão seguir.



Com relação à trama, eu achei que a autora equilibrou bem a ação e o romance, soube inserir revelações nas horas certas, e ainda dosar bem os momentos mais tensos com outros mais descontraídos. No entanto, apesar da leitura não ter sido cansativa, não consegui evitar a sensação de que o livro poderia ter sido mais resumido. Há muitas cenas de perseguição e de combates, especialmente na segunda parte do livro, que poderiam ter sido cortadas sem prejuízo para a história.
“– Caminharemos para aquele campo – declarou Rhys. – E só aceitaremos a Morte quando ela vier nos puxar para o Outro Mundo. Lutaremos pela vida, pela sobrevivência, por nossos futuros. Mas, se ficar decidido por aquela trama do Destino ou pelo Caldeirão ou pela Mão que não sairemos daquele campo hoje... – A grande alegria e honra de minha vida foi conhecê-los. Chamar vocês de minha família. E sou grato, mais do que posso expressar, por ter recebido esse tempo com vocês.”
No entanto, a terceira parte do livro foi de tirar o fôlego. A Sarah soube construir muito bem toda a tensão para o momento da batalha e, quando ela acontece, é simplesmente épico. A Sarah consegue descrever muito bem todos os acontecimentos, permitindo ao leitor visualizar a batalha com muita clareza. É tudo muito intenso e impactante, fazendo com que eu me sentisse dividida entre a surpresa por ver a extensão dos poderes de alguns personagens e o medo do que poderia acontecer com eles.
O final, apesar de deixar muitas questões a serem abordadas nos próximos livros, encerra bem essa primeira parte. Achei que a Sarah foi muito coerente em suas escolhas e na forma como ela deixa os personagens nesse momento. Apesar de não explicar tudo, as principais questões foram bem respondidas e a forma como cada um dos personagens encerra essa etapa foi bastante compreensível.
De um modo geral, Corte de Asas e Ruína foi um livro que atendeu às minhas expectativas e encerrou muito bem esse primeiro arco da série. Apesar não superar o meu amor pelos livros de Trono de Vidro, a série Corte de Espinhos e Rosas conquistou um lugar no meu coração e, certamente, vou querer continuar lendo os próximos livros que a Sarah J. Maas escrever dentro deste universo. Aliás, mal posso esperar para ler Corte de Gelo e Estrelas, que será lançado esse mês pela Galera Record.
E vocês, já leram a série Corte de Espinhos e Rosas? Me contem aí nos comentários o que acharam e se estão ansiosos para ler esses e os outros livros que serão lançados.

[Resenha] Corte de Névoa e Fúria


Desde o ano passado, tenho me encantado cada dia mais com a escrita da autora Sarah J. Maas. Comecei com a série Trono de Vidro, que já se tornou uma das minhas favoritas da vida, e, recentemente, li Corte de Espinhos e Rosas. Agora em julho, foi a vez de Corte de Névoa e Fúria, segundo volume da série.
Apesar de já estar familiarizada com a escrita da autora e de ter gostado muito do primeiro livro, confesso que não estava preparada para todas as emoções que essa continuação reservava. Com uma trama envolvente e cheia de surpresas, Corte de Névoa e Fúria se mostrou um dos livros mais interessantes e bem construídos da autora.

Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Tradução: Mariana Kohnert
Páginas: 658
Classificação: +16 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro. Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Esta resenha contém spoilers do primeiro livro

Corte de Névoa e Fúria começa alguns meses após os eventos do livro anterior. Depois de tudo o que sofreu em Sob a Montanha, Feyre está emocionalmente destruída. Ela não superou toda a tortura que viveu e é constantemente aterrorizada pelos pesados. Além disso, precisa se adaptar à sua nova vida como imortal e futura esposa de um Grão Senhor. Assim, Feyre tenta juntar os cacos enquanto aprende seu novo papel na Corte Primaveril.
No entanto, Tamlin também tem os próprios traumas com que lidar, especialmente o medo de perder Feyre novamente. Os sentimentos dele por ela sempre foram palpáveis, porém, em sua ânsia de tentar protegê-la e mantê-la para si, Tamlin se mostra capaz de tudo, inclusive de privar Feyre de sua liberdade, a mantendo alheia ao que acontecia fora dos muros de sua propriedade.
“– Estou me afogando. E quanto mais faz isso, quanto mais guardas... Poderia muito bem estar enfiando minha cabeça na água.”
Porém, quando precisa cumprir o acordo que havia feito com Rhysand, Feyre ganha a oportunidade de conhecer de fato aquele mundo. Por mais que deseje permanecer ao lado de Tamlin, é quando se afasta da Corte Primaveril que ela consegue se libertar de suas amarras e ganhar a força que precisa para se recuperar e se redescobrir. Feyre já havia sacrificado tudo por Tamlin, será que deveria sacrificar sua liberdade também?


“– Às estrelas que ouvem e aos sonhos que são atendidos.”
Minha nossa, como falar de um livro que é capaz de partir seu coração, curá-lo e depois mudar tudo, te deixando com um misto de desespero e esperança? Pois é, foi tudo isso que senti enquanto lia Corte de Névoa e Fúria. Sarah J. Maas se superou e conseguiu desenvolver uma trama bem construída e envolvente, repleta de reviravoltas que fazem o leitor ter a sensação de estar dentro de uma montanha-russa. Então, se você quer uma leitura tranquila, esse livro não é para você. Porém, para quem procura um livro que vai mexer com as suas emoções e te deixar completamente preso na leitura, precisa ler Corte de Névoa e Fúria (desde que tenha lido o primeiro antes, claro).
O primeiro ponto que preciso destacar é o quanto Feyre cresceu nesse segundo livro. No começo, é uma personagem que está emocionalmente destruída por tudo que viveu em Sob a Montanha. Ela tenta juntar os cacos e seguir em frente, mas esse processo de cura não é fácil e Sarah J. Maas descreve isso de uma maneira muito clara, que permite que o leitor compreenda toda sua angústia.
“Queria que meu coração humano tivesse mudado com o restante, se transformado em mármore imortal. Em vez do pedaço de escuridão em frangalhos que agora era, vazando pus dentro de mim.”
Gostei de ver como, mesmo se sentindo dividida pelo amor que sente pelo Tamlin e pelo lar que criou na Corte Primaveril, ela ainda coloca sua liberdade em primeiro lugar. Com o tempo e as descobertas que faz, Feyre começa a tomar suas próprias decisões e a decidir quem realmente é. Achei que a autora soube construir muito bem essa evolução da personagem e foi incrível vê-la se empoderando no decorrer do livro.
A relação da Feyre com o Tamlin foi outro aspecto muito bem trabalhado pela autora. Os sentimentos existentes entre eles são palpáveis, mas também os problemas. Ambos estão quebrados por tudo que viveram e é muito evidente como isso afetou o relacionamento. Assim, vão surgindo situações que fazem o leitor se questionar se é possível uma relação sobreviver quando o amor se torna tóxico.
“A questão não é se amava você, é o quanto. Demais. Amor pode ser um veneno.”
Deste modo, fica claro desde o começo do livro que o foco maior será a reconstrução de Feyre do que o romance com Tamlin. Vemos Feyre se livrando de suas amarras e curando suas feridas, aprendendo a lidar com seus novos poderes, e, principalmente, decidindo o caminho que quer seguir. Assim, vemos uma personagem que sacrificou tudo por amor, percebendo que há limites do que se deve abrir mão em nome de outra pessoa. Afinal, não é possível estar bem com alguém, enquanto não consegue estar bem consigo mesmo.
“Aquela garota que precisava ser protegida, que desejara estabilidade e conforto... ela morrera Sob a Montanha. Eu morrera, e não houve ninguém para me proteger daqueles horrores antes que me pescoço se partisse. Então, eu mesma o fiz. Eu não iria, não poderia abrir mão daquela parte de mim que despertara e se transformara Sob a Montanha.”

Outro ponto positivo do livro é o Rhysand. Em Corte de Espinhos e Rosas, eu já tinha percebido que ele era muito mais do que aparentava e não estava errada. Porém, eu nunca poderia imaginar a profundidade e complexidade desse personagem. Ele é provavelmente o mais interessante do livro inteiro, por ter várias camadas que vão sendo reveladas aos poucos. Já tinha simpatizado com seu humor irônico e seu jeito cínico de anti-herói, porém, me encantei ao ver todas as marcas que ele carrega por seu passado, bem como a força e a sabedoria que demonstra em vários momentos. Rhys é um personagem com várias facetas e, à medida que elas vão sendo sobrepostas, percebemos um personagem humano e carismático, com falhas e qualidades que o tornam absolutamente apaixonante.



O livro conta com diversos personagens secundários e me surpreendi ao ver que todos eles foram bem trabalhados. Há alguns que retornam do primeiro livro, como Lucien e as irmãs de Feyre, mas quem roubou a cena foram os amigos de Rhysand. Todos eles são fundamentais na história e tiveram sua personalidade muito bem construída pela autora. Terminei o livro completamente apegada e me importando com o destino deles tanto quanto com os dos protagonistas.
E o que dizer da trama? Poucas vezes li um livro que conseguisse apresentar uma evolução tão consistente do universo e dos personagens, e ainda trazer várias reviravoltas. Corte de Névoa e Fúria é um livro que tem um equilíbrio perfeito entre ação, aventura, drama, fantasia e romance. Tudo isso aparece no momento certo, despertando diversas emoções no leitor. Assim, senti angústia pelo sofrimento de Feyre, fiquei tensa nos momentos de perigo e, principalmente, tive meu coração partido de maneiras que não esperava.
“E percebi... percebi o quanto tinha sido maltratada antes se meus padrões tinham se tornado tão baixos. Se a liberdade que eu tinha recebido parecia um privilégio e não um direito inerente.”
Se eu tinha gostado do desfecho do primeiro livro, o de Corte de Névoa e Fúria foi completamente arrasador. Muitas reviravoltas acontecem e eu fiquei sem chão com algumas delas. É um final daqueles que deixam o leitor desesperado pela continuação, e eu não sabia se aplaudia a maestria da autora ou se chorava por não poder começar Corte de Asas e Ruína imediatamente. Aliás, não preciso nem dizer o quanto gosto da escrita da Sarah J. Maas, né? Mais uma vez ela me arrebatou com um de seus livros e tenho cada dia mais confiança para querer ler tudo que ela publicar.
Deste modo, Corte de Névoa e Fúria se mostra uma continuação muito superior ao seu antecessor. Se em Corte de Espinhos e Rosas eu gostei da leitura, mas não me encantei como aconteceu com Trono de Vidro, este segundo volume me deixou tão arrebatada quanto fiquei quando li Rainha das Sombras (meu livro favorito da série Trono de Vidro). Então, se você gosta de um bom livro de fantasia, com ação, drama, romance e muitas reviravoltas, Corte de Névoa e Fúria é uma ótima opção.
Me contem aí nos comentários se vocês já leram ou querem ler algum livro da Sarah J. Maas. Preferem Trono de Vidro ou Corte de Espinhos e Rosas? Quero muito saber a opinião de vocês.

[Resenha] Corte de Espinho e Rosas


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Para começar a semana bem, eu resolvi trazer a resenha de um livro que muita gente já me cobrou: Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas. Eu já conhecia a escrita da autora por causa dos livros da série Trono de Vidro, mas todo mundo sempre me falava que eu precisava ler Corte de Espinhos e Rosas. Então, eu li em maio e agora vou contar para vocês o que achei. Será que ele superou meu amor por Trono de Vidro?

Autora: Sarah J. Maas
Tradutora: Mariana Kohnert
Editora: Galera Record
Páginas: 434
Classificação: + 16 anos
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Eu sempre acho importante controlar as expectativas antes de começar uma leitura, mas como não esperar muito de uma obra escrita por uma autora que você já adora e que é recomendada por praticamente todo mundo que você conhece. Então, admito que estava esperando muito de Corte de Espinhos e Rosas. Porém, felizmente, isso acabou não sendo um problema, porque o livro realmente correspondeu muito bem às minhas expectativas.
Nesse primeiro livro, temos uma releitura bem original de A Bela e a Fera. Feyre é uma humana que vive em uma condição de quase miséria com o pai e as duas irmãs. Um dia, eles já tiveram uma vida próspera. Porém, quando os negócios do pai deram errado, eles tiveram que se mudar para um chalé humilde em uma pequena vila. Para cumprir uma promessa feita à mãe quando esta estava morrendo, Feyre começa a caçar na floresta para garantir o sustento de sua família.
O único modo de ele conseguir dinheiro era mendigando. Mesmo assim, teria sorte se conseguisse algumas moedas de cobre. Eu tinha visto como os abastados eram impiedoso em nossa aldeia. Já fazia anos que eu sabia que os monstros em nosso reino mortal eram tão ruins quanto aqueles do outro lado da muralha.

No entanto, tudo munda quando, em uma noite de caça, ela mata um feérico pensando ser um lobo. Com isso, Feyre infringiu o tratado que existia entre humanos e feéricos, e deverá receber uma punição por seu crime. Assim, Tamlin, um Grão-Feérico, aparece no chalé para comunicar que ela deveria pagar a vida que tirou com a sua, sendo obrigada a viver com ele em Prythian (reino dos feéricos). Feyre cumpre seu destino e o acompanha, mas planeja escapar na primeira oportunidade para buscar a família e ir para bem longe daquela aldeia. No entanto, a vida em Prythian reserva muitas surpresas para ela e Feyre acaba descobrindo que nem todas as histórias que ouviu sobre os feéricos eram verdadeiras e havia muito mais coisas que ela não sabia, incluindo ameaças àquele reino e ao dos humanos.


Mais uma vez, Sarah J. Maas presenteou os leitores com um universo rico e bem construído. A princípio, parecia uma simples releitura de A Bela e Fera. Porém, a medida que a história foi se desenrolando, percebi que havia muito mais a ser explorado e que aquele mundo era mais complexo e fascinante do que eu poderia imaginar. Aliás, é interessante ver como a nossa perspectiva vai se alterando à medida que as crenças da protagonista caem por terra e ela vai descobrindo os mistérios em torno dos feéricos e de Prythian.
É claro que se tratava de magia, porque era primavera ali. Que poder miserável eles possuíam que tornava suas terras tão diferentes das nossas, que permitia controlarem as estações e o clima como se fossem dono destes?
Não posso deixar de confessar que demorei um pouco para me conectar com a Feyre. Apesar de entender a responsabilidade que ela carregava em relação à sua família, ela é teimosa, explosiva e um tanto preconceituosa, indicando uma certa imaturidade. Claro que isso demonstra um pouco o quanto essa personagem é humana, o que é muito positivo, mas acabou fazendo com que eu tivesse uma certa dificuldade para gostar dela.
Porém, adorei ver o quanto ela amadureceu e se fortaleceu durante a história. Sua determinação e generosidade já eram evidentes desde o começo pelo modo como Feyre se arriscava para cuidar de sua família, mas achei que ela se tornou uma personagem muito mais interessante quando começou a deixar seus preconceitos de lado para realmente entender aquele mundo para o qual foi levada. Lá, ela se deparou com diversas situações que a testaram e fizeram com que ela se tornasse ainda mais forte.
– Agradeça por seu coração humano, Feyre. Tenha piedade daqueles que não sentem nada.
Os demais personagens também se mostraram interessantes e bem construídos. Adorei os feéricos, especialmente Tamlin e Lucien. Eles possuem a maturidade e a sabedoria de criaturas imortais, com séculos de experiência e de batalhas enfrentadas. Além disso, eles são misteriosos e carismáticos, muitas vezes apresentando um humor sarcástico que me agradou bastante. Porém, teve um outro feérico que chamou minha atenção e me deixou bastante curiosa para saber mais nos próximos livros: Rhysand. Todo mundo me fala sobre esse personagem e ele sem dúvida parece ser muito mais do que foi mostrado nesse livro.

“- Porque sua alegria humana me fascina, o modo como vivencia as coisas em sua curta existência, tão selvagem e intensamente e tudo de uma vez, é… hipnotizante. Sou atraído por isso, mesmo quando sei que não deveria, mesmo quando tento não ser.” 



Com relação à trama, achei interessante e bem construída. No início, ela é um pouco mais lenta por conter a apresentação dos personagens e do universo, porém, isso não significa que a leitura seja lenta. O mundo criado por Sarah J. Maas é tão fascinante que é o suficiente para prender a atenção e envolver o leitor. Além disso, depois que essa ambientação é feita, a trama se torna muito mais dinâmica, com revelações importantes, reviravoltas e muita ação.
O final é bem construído e, apesar de não ser daqueles que deixam o leitor louco para a continuação por ser bem amarrado, ele tem ganchos suficientes para despertar a curiosidade pelos próximos livros. Além disso, terminei a leitura tão apegada aos personagens e ao universo que quero muito ler o segundo para saber o que aconteceu com eles.
Como tanto tempo havia passado? (...) O mundo mortal... ele seguira em frente sem mim, como se eu jamais tivesse existido. O sussurro de uma vida miserável... desaparecida, não lembrada por ninguém que eu conhecera ou com quem me importara.
Preciso destacar ainda o quanto esta edição está linda, demonstrando o cuidado da Galera Record. A capa é maravilhosa e o livro ainda conta com um mapa e alguns detalhes no começo de cada capítulo. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho relativamente confortável para leitura.
Depois de muito ouvir falar sobre Corte de Espinhos e Rosas, eu finalmente consegui entender o motivo de tantas pessoas elogiarem essa série. Confesso que ainda não superou meu amor por Trono de Vidro, mas, sem dúvida, é um livro que faz jus ao talento de Sarah J. Maas. Com uma trama que equilibra bem fantasia, romance, aventura e mistério, Corte de Espinhos e Rosas é muito mais do que uma releitura de um conto de fadas clássico. Fiquei muito feliz por ter ouvido as recomendações que recebi e não vejo a hora de dar continuidade a essa série.
E vocês, já leram Corte de Espinhos e Rosas? Me contem aí nos comentários o que acharam. Só peço que não dêem spoiler, pois ainda quero ler as continuações.

Leituras de maio



Olá, pessoal! Como vocês estão? Junho, também conhecido como o mês mais lindo do ano (e o do meu aniversário), já começou e é hora de falar sobre as leituras que fiz em maio. Felizmente, eu consegui retomar o ritmo e li bem mais do que em abril. Tive algumas boas surpresas, porém, algumas decepções.
No total, foram 8 livros lidos, incluindo o aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha. Alguns deles já tem resenha por aqui e, quando for o caso, vou deixar o link. Então, sem mais delongas, vamos às leituras de maio:

É assim que acaba, da Colleen Hoover.
Este, na verdade, foi uma releitura, porém, ele me emocionou tanto quanto da primeira vez que li. Já tem resenha sobre ele aqui no blog, então, não vou falar muito mais. Só deixarei a sinopse para vocês conferirem: 
Sinopse: “Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.”

Um verão na Itália, da Carrie Elks.
Esse livro veio na VIB que recebi do Grupo Editorial Record e foi a grande surpresa do mês, para mim. Também já escrevi resenha sobre ele aqui, e foi uma das leituras mais apaixonantes que fiz nos últimos tempos. 
Sinopse: “Férias de verão gratuitas em uma bela villa na Itália. A condição? Dividir a casa com seu maior inimigo. O primeiro volume da série As irmãs Shakespeare Cesca Shakespeare chegou ao fundo do poço. Depois de escrever uma peça de teatro premiada que acabou em desastre, o bloqueio criativo se instalou, sem previsão de IR embora. Seis anos mais tarde, ela acabou de perder mais um emprego pavoroso e está prestes a ser despejada de seu apartamento. Pior ainda, suas irmãs não fazem ideia de como sua vida vai mal. Assim, quando seu padrinho lhe arruma uma temporada de verão em uma bela villa italiana, sem ter de pagar nada por isso, Cesca concorda, meio a contragosto, em IR para lá e tentar escrever uma nova peça. Isto é, antes de descobrir que a casa pertence a seu arqui-inimigo, Sam Carlton. Tendo acabado de ver seu nome em todas as manchetes pelas razões erradas — mais uma vez —, o galã de Hollywood Sam Carlton precisa de um lugar para se esconder. Que opção melhor do que a linda villa desocupada de sua família à beira do lago Como? Só que, quando ele chega, descobre que a casa não está tão desocupada quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam terão de confrontar o passado. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa — e depois uma aventura ardente. Uma coisa é certa: este será um verão abrasador. Esta é a nova e deliciosa série da autora best-seller Carrie Elks. Você vai conhecer a família Shakespeare: quatro irmãs, quatro histórias. Quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro.”

Uma proposta e nada mais, da Mary Balogh
Claro que não podia faltar um romance de época nas minhas leituras, e Uma proposta e nada mais foi um dos mais diferentes e maduros que já li. Já postei resenha sobre ele aqui no blog e, apesar de ter algumas ressalvas, é um livro que recomendo muito. 
Sinopse: “Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela. Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa. Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.”

Para sempre minha garota, da Heidi McLauglin
Li esse livro pelo Kindle Unlimited e que leitura mais fofa. Ainda não fiz resenha sobre ele, mas já posso adiantar para você que, apesar de um romance clichê, ele é bem construído e com personagens muito cativantes. 
Sinopse: “Não era para eu ser um rock star. Minha vida já tinha sido toda planejada para mim. Jogar futebol americano na faculdade. Entrar para a NFL. Me casar com minha namorada do colégio e viver feliz para sempre com ela. Parti o coração de nós dois quando falei que estava indo embora. Eu era jovem. Tomei a decisão certa para mim, mas a decisão errada para nós. Coloquei toda a minha alma na minha música, mas nunca a esqueci. Seu cheiro, seu sorriso. E agora eu vou voltar. Depois de dez anos. Espero que possa explicar tudo isso, depois de tanto tempo. Ainda quero que ela seja para sempre minha garota.”

O problema do para sempre, da Jennifer L. Armentrout.
Foi meu segundo contato com a escrita da autora e, mais uma vez, gostei muito da leitura. Apesar de abordar temas bastante sérios, é um livro mais leve do que eu pensei e foi conduzido com sensibilidade pela autora. Como falei na resenha aqui, a construção do enredo teve alguns problemas, mas nada que tenha chegado a prejudicar a leitura. 
Sinopse: “Mallory viveu muito tempo em silêncio. Mas o destino lhe reserva um novo desafio. E ela percebe que está na hora de encontrar a própria voz. Já na infância, Mallory Dodge percebeu que só poderia sobreviver se ficasse calada. Teve que aprender a ficar o mais quieta possível. Aprendeu a passar despercebida. A se esconder. Mas agora, após ter sido adotada por pais amorosos e dedicados, ela precisa enfrentar um novo desafio: sobreviver ao último ano do Ensino Médio numa escola de verdade. O que Mallory não imaginava é que logo no primeiro dia de aula daria de cara com um velho amigo que não via desde criança, quando viviam juntos no abrigo. E começa a notar que não é a única que guarda cicatrizes do passado, além de uma paixão adormecida e inevitável.”

Mais que amigos, da Lauren Layne.
Publicado pela Editora Paralela, esse new adult tem sido bastante comentado e confesso que entrei para o time dos que se apaixonaram por essa história. É simples, leve e bastante clichê, mas com personagens extremamente cativantes. Para quem ama uma boa comédia romântica, não pode perder. E já tem resenha sobre ele aqui
Sinopse: “Será que vale a pena arriscar uma grande amizade em troca de um amor inesquecível? Aos vinte e dois anos, a jovem Parker Blanton leva a vida que sempre sonhou. Tem um namorado inteligente e responsável, um emprego promissor e a companhia de seu melhor amigo, Ben Olsen, com quem divide um lindo apartamento. Parker e Ben são tão grudados que muita gente duvida que eles morem sob o mesmo teto sem nunca ter vivido um caso, mas eles não se importam com o que as pessoas pensam. Sabem que não foram feitos um para o outro — pelo menos não para se envolver. Por isso, quando um acontecimento inesperado faz com que Parker se veja sem namorado e com o coração partido, ela sabe que pode contar com Ben para ajudá-la a sacudir a poeira e partir para outra. Afinal, ninguém seria mais ideal do que seu melhor amigo para lhe mostrar os prazeres da vida de solteiro certo? Mais que amigos é uma comédia romântica irresistível.”

Tempestade de Guerra, da Victoria Aveyard
Lembram que falei no começo do post que em maio tive surpresas e decepções? Infelizmente, esse livro se enquadra no segundo caso. Vou falar mais sobre ele amanhã, mas posso adiantar que a autora conseguiu fazer o que seria o melhor livro da série, mas acabou sendo o mais frustrante. 
Sinopse: “Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven. Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.”

Corte de Espinhos e Rosas, da Sarah J. Maas
Siiim, eu finalmente li Corte de Espinhos e Rosas. Confesso que ainda prefiro Trono de Vidro (não me odeiem, ainda preciso ler os outros livros da trilogia), mas gostei bastante dessa leitura e estou muito empolgada para ler as continuações. Aliás, já deixo o pedido para não deixarem spoilers nos comentários, porque eu pretendo ler o segundo e o terceiro muito em breve.
Sinopse: “Nesse misto de A Bela e A Fera e Game of Thrones, Sarah J. Maas cria um universo repleto de ação, intrigas e romance. Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar uma fada zoomórfica transformada em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira — que ela só conhecia através de lendas —, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... ou Tamlin e seu povo estarão condenados.”

Bom, pessoal, essas foram as minhas leituras do mês e fiquei muito feliz com o saldo. Apesar de ainda não ter superado a decepção com Tempestade de Guerra, Corte de Espinhos e Rosas evitou que eu terminasse o mês frustrada. E vocês, como foram suas leituras mês passado? Me contem aí nos comentários o que acharam dos meus livros lidos e o que vocês leram em maio.
Aproveito para lembrar que alguns desses livros são lançamentos e que tem uma promoção na Amazon de 20% de desconto em livros físicos que sejam lançamentos ou pré-vendas usando o cupom NOVIDADE20. O cupom é válido só até hoje 07/06, então, é melhor correr para aproveitar: aqui. E, para quem ainda não comprou o presente do Dia dos Namorados, tem promoção de R$ 80 de desconto nos modelos Kindle, Kindle Paperwhite e Kindle Voyage mais 5 ebooks grátis. Não dá para perder né? Então, aproveitem que a promoção vai só até o dia 12/06. Para quem quiser comprar, é só clicar nesse link.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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