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[Resenha] Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários


Quando comecei a série A Livraria dos Corações Solitários, não tinha grandes expectativas. Porém, me surpreendi ao encontrar em A Pequena Livraria dos Corações Solitários exatamente a leitura que estava precisando no momento: leve, divertida, aconchegante. E, a cada livro da série, essa sensação de conforto tem se reforçado.
Então, chegamos ao último livro. Aquele momento em que dá uma ansiedade para acompanhar a história de mais um casal, mas também um aperto no coração por ter que me despedir dos personagens. Além da preocupação se o desfecho será o suficiente para encerrar toda a trajetória até ali. Ou seja, todas aquelas sensações que a gente sente quando está prestes a ler o último livro de uma série.
Por esse motivo, acho que não preciso nem dizer que eu estava ansiosa e com altas expectativas para Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários. Mas também tinha uma pontinha de receio, ainda mais que não gostei tanto do livro anterior. E agora eu finalmente vou poder contar para vocês o meu veredito e se fiquei feliz com o desfecho dessa série.


Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Tradução: Cecilia Camargo Bartalotti
Páginas: 350
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Um beijo de inverno na livraria dos corações solitários é o livro final da série a livraria dos corações solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. p o natal é a ocasião perfeita para espalhar amor e alegria. Porém, na livraria felizes para sempre, um improvável casal luta para encontrar o espírito natalino.mattie, uma confeiteira brilhante, detesta a comemoração desde que teve o coração partido na véspera de um natal. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria. Mas, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem.assim, quando mattie e tom são deixados no comando nos frenéticos s antes do natal, mesmo estando no inverno, as coisas certamente vão esquentar.será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo natal. E, quem sabe, um pelo outro?”

Após assumir o salão de chá ao lado da livraria Felizes para sempre, Mattie está muito feliz com a sua vida. Ela ama seu trabalho, o salão de chá tem feito sucesso e a convivência com o pessoal da livraria é ótima. Com uma exceção: Tom. Os dois nunca se deram bem, e não ajuda muito o fato de que Tom nunca comprou nada em seu salão de chá. Ele sempre busca seu almoço na concorrência, e a única coisa que ele consome do estabelecimento dela é o café que pega de graça todas as manhãs.
Porém, se tem uma coisa que Mattie detesta mais do que o Tom é o Natal. Surpreendentemente, esse é o único ponto que ele concorda com ela. Quando os dois se vêem tendo que tiver o apartamento, parecia o caminho mais direto para o caos e a convivência com eles se torna pior à medida que um começa a esbarrar nos segredos do outro. Porém, quando descobrem a aversão mútua ao Natal, um estranho vínculo se forma entre eles.
Assim, enquanto lutam para resistir ao espírito natalino dos seus colegas e assumem o controle da livraria no momento mais caótico do ano, Tom e Mattie começam a perceber que outros sentimentos além do ódio ao Natal podem os unir.



É engraçado falar sobre esses livros, porque ele me surpreendeu de formas que eu não esperava. No início, apesar de estar gostando da leitura, eu tinha quase certeza de que este caminharia para ser o livro mais fraco da série. Demorei um pouco para me conectar com a Mattie e o Tom e, apesar de adorar as trocas de farpas entre eles, não me apeguei a nenhum dos dois. Porém, no momento em que surge um personagem que despertou todo o meu ódio, foi que os protagonistas finalmente se destacaram e eu pude enxergá-los com outros olhos.
Mattie é a personagem central do livro e foi interessante ir descobrindo quem ela é aos poucos. Nos livros anteriores, seu papel foi totalmente secundário e, por isso, eu ainda não tinha uma opinião formada sobre ele. Mas quando seus traumas começaram a ser revelados aqui e eu pude compreender suas escolhas, e até mesmo sua aversão ao Natal, eu só queria poder entrar no livro e dar um abraço nela.
Acho que através da Mattie, Annie Darling conseguiu abordar temáticas muito importantes e de uma forma mais completa do que havia sido feito nos livros anteriores. Muitas mulheres vão se ver nessa personagem e nas situações que ela viveu, mas também poderão se inspirar nela. Amei ver quão forte a Mattie foi e o quanto ela se superou, e esse foi um dos motivos que fez com que a leitura tornasse tão especial.
Já o Tom despertava minha curiosidade desde o primeiro livro. De todos os personagens da livraria, ele é o que guardava mais segredos sobre sua vida particular e o tema da sua tese de pós-doutorado pode ser considerado como o grande mistério da série. E foi muito divertido poder conhecer esse personagem de verdade. Com relação à tese, eu achei simplesmente brilhante e fiquei até com vontade de ler rsrs.
Mas existe muito mais por trás da fachada de intelectual ranzinza e foi maravilhoso ir descobrindo suas outras camadas. Tom tem um jeito mal humorado, mas sabe ser gentil, atencioso e carinhoso. Assim como Mattie, ele também tem seus traumas e confesso que fiquei muito surpresa com algumas revelações sobre o seu passado.
E tendo me surpreendido tanto com esses protagonistas e gostado tanto deles, não preciso nem dizer o quanto torci pelo casal. O romance foi desenvolvido aos poucos, como aconteceu com os demais da série. Porém, ele foi mais lento que seus antecessores porque o casal tinha mais barreiras individuais a superar. Tanto Tom quanto Mattie tinha muitas questões pessoais para trabalhar antes que pudessem começar a se abrir e se apaixonar.

Mas quando o romance começa a despontar, é muito fofo. Adorei ver os dois passando das trocas de farpas e brigas infantis, para uma relação de confiança, depois cumplicidade e só então começarem a se apaixonar. Para mim, foi de longe a relação mais bem desenvolvida da série e a mais saudável também.



Outro aspecto que eu amei e não posso deixar de mencioar é que a autora não deixou de lado os outros personagens marcantes da trama. Ela reservou espaço na trama para mostrar como os casais dos livros anteriores estavam se saindo, assim como outros personagens secundários que estiveram presentes ao longo dos quatro livros. Ninguém foi esquecido ou deixado de lado, e todos tiveram um desfecho coerente e satisfatório.
O que me leva à ressaltar como esse livro encerra maravilhosamente a série. Annie Darling soube manter a leveza e o humor característicos dos seus livros, mas sem deixar de trazer importantes para os seus personagens e dar uma carga dramática para eles. Além disso, ela amarra todas as pontas e permite que a gente veja o ciclo iniciado lá no primeiro livro se encerrando de uma forma coerente e que deixa o coração do leitor mais leve.
Minha única ressalva é que senti falta do ponto de vista do Tom. Apesar de ser narrado em terceira pessoa, o livro é todo pela perspectiva da Mattie e, em muitos momentos, eu me via querendo saber o que o Tom estava fazendo, sentindo ou pensando. No entanto, isso não tirou o brilho da leitura para mim. O carisma dos personagens e forma doce como o romance se desenvolveu, além do clima contagiante de Natal, contribuíram para que essa questão ficasse em segundo plano.
Assim, só posso dizer que se quando li A Pequena Livraria dos Corações Solitários eu me surpreendi por ter gostado tanto de um livro que eu não esperava nada, Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários me surpreendeu por ser exatamente o que eu esperava e mais. É um livro leve, doce e divertido, que, com a combinação perfeita de amor pelos livros e a magia do Natal, trouxe uma deliciosa sensação de aconchego. Ao final da leitura, senti como se um pouco do clima de amizade e amor tão presentes na livraria da história tivessem ficado comigo para deixar meu coração quentinho.
E vocês, já leram a série A Livraria dos Corações Solitários? Me contem aí nos comentários se gostaram e qual foi o favorito de vocês.

Outros livros da série
A Pequena Livraria dos Corações Solitários vol.1: Resenha – Comprar: Amazon
Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários vol. 2: Resenha – Comprar: Amazon
Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários vol. 3: Resenha – Comprar: Amazon

[Resenha] Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários


Olá, pessoal! Como vocês estão? Para começar bem o final de semana, hoje eu vim falar sobre uma série que tem sido o meu conforto nessa quarentena: A Livraria dos Corações Solitários. Se você acompanha o blog, já deve ter lido as resenhas que postei sobre os dois primeiros livros da série: A Pequena Livraria dos Corações Solitários e Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários (quem não leu ainda, pode conferir aqui e aqui).
Então, hoje chegou a vez de falar sobre Loucamente Apaixonada na Livraria dos Corações Solitários. Confesso que as minhas expectativas para este livro eram altíssimas, porque todo mundo falou que ele era o melhor da série. Por esse motivo, assim que concluí o segundo já fiquei ansiosa para começar esse logo.
E hoje chegou meu momento de contar para vocês o que achei desse terceiro livro. Será que ele correspondeu às minhas expectativas? Vou contar agora. Mas antes fica o recado que esta resenha é totalmente livre de spoilers desse livro e dos anteriores.

Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Tradução: Cecília Camargo Bartalotti
Páginas: 322
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de cortesia da editora
Sinopse: “Em Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários, a dublê de pinup Nina adora bad boys ― quanto mais cara de mau, melhor. A garota cheia de tatuagens e com o cabelo cor-de-rosa nem pensa em mudar seu gosto. Apesar dos receios de seus amigos, ela acredita firmemente que o amor verdadeiro só tem uma forma: selvagem, intenso e pontuado por brigas tempestuosas ― como na história de Heathcliff e Cathy, o casal angustiado de O morro dos ventos uivantes. E ela não vai se contentar com nada menos que isso. Mas anos de encontros marcados por aplicativo não trouxeram nada além de caras esquisitos e paqueras banais, e Nina não está nem um pouco mais perto de encontrar o amor. Quando um homem de seu passado entra na livraria, Nina sabe que não tem nada a temer: o garoto mais nerd da escola se tornou um analista de negócios tedioso que combina o terno com a gravata, sem chance de fazer seu coração bater mais rápido. O que só mostra quão pouco Nina sabe sobre bad boys, analistas de negócios e o próprio coração...Será que o nerd engravatado será capaz de fazer com que Nina mude totalmente de ideia a respeito dos homens e se jogue em um novo estilo de relacionamento, cheio de novidades e situações pelas quais a garota jamais sonhou passar?”

Sempre com os looks mais estilosos e muitas tatuagens, Nina é a mais romântica dos funcionários da livraria Felizes para sempre. Ela sonha com um amor intenso, apaixonado e tempestuoso, e não aceitará menos do que isso. Por isso, seu tipo sempre foram os badboys, com cara de mau e levemente selvagens. E Nina tem certeza que um dia encontrará o badboy certo, com quem terá um relacionamente a lá Catherine e Heathcliffe, com muitas brigas e muita paixão.
Assim, Nina sabe que ninguém poderia estar mais distante do homem dos seus sonhos do que Noah, o certinho analista de negócios contratato para dar algumas sugestões para a livraria. Certamente, ele nunca seria capaz de despertar uma paixão avassaladora em nenhuma mulher, muito menos nela. Mas não é que esse nerd tedioso, que anda com terno e gravatas combinando, começa a fazer Nina questionar tudo que sempre acreditou sobre amor, badboys e relacionamentos?



Eu tenho tantas coisas para falar sobre Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários que é até difícil saber por onde começar. Sem dúvida, esse foi o que me deixou com sentimentos mais conflitantes e mais dificuldade de explicar o que senti. Mas, vamos começar pelo elemento que mais se destacou para mim e sobre o qual não tive nenhuma dúvida: a protagonista.
Antes de começar a ler esse livro, eu confesso que não morria de amores por essa personagem e tinha um pé atrás com ela. Mas, para minha surpresa, ela acabou se tornando minha personagem favorita da série. Foi maravilhoso conhecer mais sobre ela e entender muito do seu comportamento. Por não se encaixar nos padrões estéticos que a sociedade impõe, Nina precisa lidar com muitas cobranças e olhares de julgamento, muitos vindos de pessoas próximas.
Além disso, até mesmo as escolhas que fez para sua vida foram constantemente questionadas, assim como sua capacidade profissional. Claro que todas essas questões se refletiram em inseguranças e conflitos que Nina precisa enfrentar. Para mim, isso tornou a personagem mais humana e consegui me apegar muito mais à ela. Adorei ver seu desenvolvimento ao longo do livro e como essas questões foram bem trabalhadas pela autora.
No entanto, não pensem que Nina é uma personagem frágil ou triste. Pelo contrário, ela enfrenta os desafios com a cabeça erguida e, na maior parte do tempo, traz muita leveza e diversão para a história. Admirei muito a sua força e a forma como ela aprende com tudo que passou na sua vida.

Mas vocês já devem estar se perguntando “ela é maravilhosa, mas e o Noah”. Eu posso dizer que, na maior parte do livro, ele se mostrou tranquilamente o melhor mocinho do livro. Apesar do seu jeito certinho, Noah é um personagem divertido e inteligente, que tem ótimas trocas de farpas com a Nina. E ainda é atencioso, fofo, charmoso... exatamente o tipo de mocinho que a gente se apaixona junto com a protagonista e faz com que a gente torça pelo casal. 



Além disso, assim como Nina, Noah também tem questões difíceis que precisa lidar. Por anos, ele conviveu com todo tipo de bullying na escola, especialmente por ter uma inteligência acima da média e estar sempre em turmas a frente da sua idade. Isso deixou marcas em sua vida que, por mais que ele tenha tentado ignorar, não eram tão fáceis de superar.
No entanto, eu disse que Noah quase foi o melhor protagonista da série e o foco tem que ser no quase mesmo. Porque, em um determinado ponto, ele tem uma atitude que para mim foi totalmente inadmissível. Por mais que eu entenda os conflitos do Noah, não acho que o fato de ter um passado triste justifique magoar outra pessoa. Tem uma determinada cena no livro em que ele foi realmente cruel com a Nina e, a partir daí, não consegui mais achá-lo digno dela. Isso acabou afetando a minha torcida pelo romance e me deixou com uma profunda sensação de decepção.
Somado a isso, eu tive ressalvas com as atitudes de alguns personagens secundários que também me incomodaram bastante. Em especial, Posy e Verity, as protagonistas dos livros anteriores, me decepcionaram bastante.A sensação que tive era que Nina estava sempre sendo excluída e, pior, subestimada. Achei que em muitos momentos faltou o apoio que amigas deveriam oferecer e  que Nina e Verity estavam sempre duvidando da capacidade dela. Assim, o clima de amizade entre os funcionários da livraria que foi um dos pontos que mais gostei nos primeiros livros, se perdeu de forma inexplicável nesse.
Mas, apesar das ressalvas, não posso negar que a escrita da autora continua fluida e envolvente. Me diverti muito durante a maior parte da leitura e amei acompanhar a jornada da Nina. Além disso, tem muitas referências ao livro O morro dos ventos uivantes que me deixaram com muita vontade de dar uma chance para esse clássico da literatura.
Deste modo, Loucamente apaixonada na Livraria dos Corações Solitários pode não ter sido tudo que eu esperava, mas foi uma leitura envolvente e divertida como é característico dessa série. E, apesar de ter me frustrado com o romance e até com as relações de amizade, eu amei conhecer mais sobre a Nina e ver seu amadurecimento ao longo do livro. Além disso, o principal elemento que me conquistou desde o primeiro livro se manteve: a sensação de aconchego proporcionada por essa pequena livraria no centro de Londres. Senti o mesmo conforto e quentinho no coração que os volumes anteriores me proporcionaram e isso foi motivo mais do que suficiente para continuar a série.
Agora, quero saber quem já conhece a série A Livraria dos Corações Solitários. Já leram algum dos livros? Qual o favorito de vocês? Me contem aí nos comentários. E, se preparem, que na semana que vem eu volto com a resenha do último volume, Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários.

Outros livros da série:
A pequena Livraria dos Corações Solitários – Comprar: Amazon
Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários – Comprar: Amazon
Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários – Comprar: Amazon

[Resenha] Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários


Olá, meus amores! Quem ama um bom romance clichê, bem leve e divertido? Eu confesso que são livros assim que têm me ajudado a relaxar nesse período complicado que estamos passando. E nesse estilo, a série A Livraria dos Corações Solitários, da Annie Darling tem se destacado.
Eu já falei aqui sobre o primeiro livro A Pequena Livraria dos Corações Solitários, que foi uma surpresa para mim e superou todas as minhas expectativas. Então, vocês já devem imaginar o quanto estava ansiosa para as continuações e me divertir com as histórias dos demais funcionários dessa livraria tão apaixonante.
Como falei no post com o balanço de julho, Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários foi uma das poucas leituras que consegui fazer em meio a uma ressaca literária que tive mês passado. E agora vou poder comentar com vocês o que achei desse livro e se minhas expectativas foram atendidas.

Mas, antes de começar a falar sobre o livro e o que achei da leitura, já quero deixar o recado que essa resenha é totalmente livre de spoiler. Como as histórias dessa série são independentes, não vou mencionar os eventos do volume anterior. Porém, eu recomendo fortemente que vocês leiam os livros na ordem correta, porque, apesar de cada livro focar em um casal, o universo ficcional é o mesmo e os personagens do primeiro aparecem retornam nesse.

Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Páginas: 336
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “É uma verdade universalmente conhecida que uma mulher solteira, em posse de um bom emprego, quatro irmãs mandonas e um gato carente, deve estar em busca do seu verdadeiro amor. Será? Verity Love ― fã de carteirinha de Jane Austen e uma introvertida em um mundo de extrovertidos ― está perfeitamente feliz sozinha, muito obrigada. E seu namorado fictício, Peter Hardy, é muito útil para ajudá-la a escapar de eventos sociais indesejados. Mas, quando um mal-entendido a obriga a apresentar um total estranho como namorado para suas amigas, a vida de Verity de repente se torna muito mais complicada. Uma namorada fictícia também pode ser bem útil para Johnny. Indo contra todos os instintos de Verity, ela se deixa convencer a fazer uma parceria com ele para um único verão recheado de casamentos, aniversários e festas no jardim, com apenas uma promessa: não se apaixonarem um pelo outro. Mas isso não tem nem chance de acontecer, pois Verity jurou nunca mais ter um namorado, e o coração de Johnny já tem dona...”

Em Amor Verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários, vamos acompanhar Verity Love que trabalha na Livraria Finais Felizes. Ela é uma pessoa introspectiva e está muito bem com sua vida, trabalhando na livraria e passando o tempo livre com seus livros e seu gato. Porém, seus amigos não concordavam com isso e viviam tentando empurrá-la para alguém. Ainda bem que Verity pode contar com Peter Hardy, o oceanógrafo, que é o namorado perfeito e suas amigas nunca irão conhecer. E por que ela não pode apresentá-lo? Porque essa perfeição em forma de homem não existe, foi inventado justamente para livrar Verity dos encontros desastrosos que seus amigos tentam organizar.
Mas, em uma noite que achava que poderia ter um momento só para si, Posy e Nina decidem segui-la acreditando que Verity estava prestes a encontrar com o misterioso Peter Hardy. Para evitar que suas amigas descubram a verdade, ela acaba precisando improvisar e é aí que entra Johnny, um homem que Verity encontra por um acaso e pode ser a solução dos seus problemas.
Johnny também está cansando dos amigos que vivem tentando bancar o cupido e, quando descobre a farsa de Verity a respeito do Peter Hardy, tem uma ideia que pode ajudar a ambos. Já que nenhum dos dois quer namorar e ambos querem se livrar dos amigos, o que poderia ser melhor do que fingir que estão juntos? É a solução perfeita para ambos, desde que a convivência não comece a misturar o que é real e o que é fingimento.



Dizem por aí que existe uma maldição do segundo livro, que sempre é inferior ao primeiro. Mas isso definitivamente não se aplica a Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários. Se eu me diverti horrores no volume anterior, nesse eu fiquei completamente encantada com a construção do romance e a forma como os conflitos dos personagens foram trabalhados.
Eu não esperava gostar tanto da Verity quando li o primeiro livro, mas não é que ela conseguiu me conquistar. Entendi melhor seus motivos para ser mais reservada e me indentifiquei um pouco com o seu jeito mais introspectivo. Socializar nem sempre é fácil e as pessoas precisam entender que, por mais que a gente ame os amigos, tem horas que precisamos ficar sozinhos.
Já o Johnny eu ficava dividida entre os momentos em que o amava e outros em que queria matá-lo. Não me levem a mal, ele não é nem de longe tão irritante quanto o Sebastian no primeiro livro. Porém, em alguns momentos ele conseguiu me tirar do sério. Eu entendi seus conflitos e achei que a autora conseguiu abordar um assunto importante de um ponto de vista que não é muito comum nos livros. Mas também senti que  ela enrolou demais para resolver essas questões e isso levou a situações desnecessárias em que Johnny foi um idiota com a Verity.


Mas, apesar dessa ressalva, eu gostei muito do romance e torci pelo casal. A forma como eles se conhecem e o início da convivência deles é muito divertido, com diálogos cheios de provocações e trocas de farpas. Além disso, é uma relação que vai sendo construída bem lentamente e permite ao leitor acompanhar os sentimentos entre os dois mudando aos pouquinhos. É daqueles romances deliciosos de se acompanhar, em que a gente vê que os protagonistas se apaixonaram antes mesmo que eles comecem a questionar o que estão sentindo.
Além disso, a autora torna a leitura ainda mais especial com muitas referências a um dos meus romances favoritos da vida: Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. É possível perceber a influência desta obra não só nas várias vezes em que Verity cita trechos, mas também em alguns elementos da trama e até nos personagens da história. Confesso que meu lado fã ficou muito feliz e a leitura se tornou ainda mais especial.
Preciso destacar também os personagens secundários que proporcionaram ótimos momentos ao longo do livro. Além daqueles que já conheciámos do primeiro livro e que tiveram muitas cenas divertidas aqui, tem também a família da Verity que é simplesmente maravilhosa. Quem já leu Orgulho e Preconceito e também adora a família Bennet, com certeza vai se encantar e se divertir com a família Love.
Deste modo, Amor verdadeiro na Livraria dos Corações Solitários é um livro que cumpriu exatamente o que eu esperava. Uma leitura leve, divertida, com romance e momentos fofos. A sensação de aconchego que senti no primeiro livro continua e cada vez mais sinto vontade de mandar meu currículo para trabalhar na livraria Finais Felizes, que parece ser um lugar realmente mágico. Annie Darling tem uma escrita realmente envolvente, que prende a atenção da primeira à ultima pagina, e que faz com que a gente se sinta dentro do livro. Com todo o estresse que andamos vivendo, essa série tem sido um conforto para mim e acho uma leitura ideal para quem quer se distrair e ter momentos de diversão e leveza.
E vocês, já conheciam a série A Livraria dos Corações Solitários? Já leram algum desses livros? Me contem aí nos comentários.

Conheça os outros livros da série:
A Pequena Livraria dos Corações Solitários – Vol 1: Resenha aqui. Comprar: Amazon
Loucamente apaixonados na Livraria dos Corações Solitários – Vol 3. Comprar: Amazon
Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários – Vol. 4. Comprar: Amazon

[Resenha] A Pequena Livraria dos Corações Solitários


Olá, pessoal! Hoje vim falar sobre uma leitura que foi uma das maiores surpresas que tive esse ano: A Pequena Livraria dos Corações Solitários, da autora Annie Darling. Para quem não conhece, ele é o primeiro volume da série A Livraria dos Corações Solitários, publicada no Brasil pela Editora Verus 
Eu confesso que tinha minhas desconfianças em relação a esse livro, devido a alguns comentários que li na época do seu lançamento. Mas é aquela história né? Sempre devemos ler para tirar nossas próprias conclusões. Então, quando surgiu a oportunidade de ler, eu resolvi dar uma chance e ver o que iria encontrar.  
Agora, vim contar para vocês o que achei de A Pequena Livraria dos Corações Solitários e se pretendo continuar a série ou não. Então, confiram o que achei. 




Autora: Annie Darling
Editora: Verus
Tradução: Cecília Camargo Bartalotti
Páginas: 308
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora:
Sinopse: “O primeiro livro da série A Livraria dos Corações Solitários. Era uma vez uma pequena livraria em Londres, onde Posy Morland passou a vida perdida entre as páginas de seus romances favoritos.Assim, quando Lavinia, a excêntrica dona da Bookends, morre e deixa a loja para Posy, ela se vê obrigada a colocar os livros de lado e encarar o mundo real. Porque Posy não herdou apenas um negócio quase falido, mas também a atenção indesejada do neto de Lavinia, Sebastian, conhecido como o homem mais grosseiro de Londres.Posy tem um plano astucioso e seis meses para transformar a Bookends na livraria dos seus sonhos ― isso se Sebastian deixá-la em paz para trabalhar. Enquanto Posy e os amigos lutam para salvar sua amada livraria, ela se envolve em uma batalha com Sebastian, com quem começou a ter fantasias um tanto ardentes...Resta saber se, como as heroínas de seus romances favoritos, Posy vai conseguir o seu “felizes para sempre”.A história de Posy é a primeira da série A Livraria dos Corações Solitários, que vai retratar cada um dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam.”


Posy Morland literalmente cresceu na charmosa livraria Brookends. Seus pais trabalhavam lá e a família vivia no apartamento acima da livraria. Após a morte deles, Lavínia, a excêntrica dona da livraria permitiu que Posy e seu irmão continuassem vivendo lá e deu um emprego para ela. Assim, a vida de Posy sempre foi cercada pelos livros, especialmente pelos romances apaixonantes que ela tanto gosta de ler.  
Porém, após a morte de Lavínia, Posy não sabe o que será dela e de Sam. O que ela não esperava é que Lavínia fosse deixar a livraria e o apartamento para ela. Mas junto com o testamento havia uma carta explicando que, se a livraria não desse lucro em dois anos, a propriedade passaria para o neto de Lavínia, Sebatian, também conhecido como o homem mais grosseiro de Londres.  
Posy e Sebastian se conhecem desde a infância, mas não poderiam estar mais distantes de serem amigos. Agora que Posy herdou a livraria, Sebastian se sente no direito de interferir na sua vida e nos rumos que ela dará para o negócio. Então, ela precisa parar de sonhar com os romances que lê e encarar a realidade: uma livraria cheia de dívidas, funcionários que dependem dela, a necessidade de garantir o único lar que ela e o irmão conheceram e, em meio a tudo isso, lidar com seus sentimentos conflitantes pelo irritante, mas charmoso, Sebastian.  



A primeira coisa que eu preciso dizer esse livro é o quanto me diverti durante a leitura. Eu sinceramente não estava esperando que o livro fluísse tão bem e eu me sentisse tão leve enquanto lia. A escrita da autora é deliciosa e muito rápida de ler, fazendo com que a gente se sinta dentro de uma comédia romântica e nem sinta o tempo passar.  
Os personagens foram o principal motivo para a leitura ter me prendido e também o aspecto que mais me surpreendeu. Posy é uma personagem um tanto imatura e passiva, aceitando as coisas com muita facilidade. Porém, ao contrário do que eu esperava, isso não me incomodou. Na verdade, foi bastante compreensível pelo fato de que, por muito tempo, Posy viveu em um mundinho a parte e sempre protegida até que, de uma hora para outra, precisou encarar o mundo real pela primeira vez. Então, achei a insegurança dela completamente natural.  
Além disso, essa personagem me ganhou por dois motivos: seu amor pela livraria e o luto que ainda sentia pela perda das pessoas que amava. A perda foi abordada de uma maneira muito real no livro e foi impossível não me sensibilizar com a dor que Posy carregava pela morte dos pais e, posteriormente, de Lavínia. Ela perdeu todas as pessoas que eram seu porto seguro e ainda ficou com a responsabilidade de criar o irmão, o que seria assustador para qualquer um. Além disso, foi lindo ver a forma como ela lutou pela livraria. Mesmo com as dificuldades e as dívidas, ela entendia o quanto aquele espaço era especial e precisava ser preservado por sua história e tudo que representava.  
Já o Sebastian é, sem dúvida, o personagem mais controverso do livro. O título de homem mais grosseiro de Londres certamente foi merecido e é difícil não se irritar com ele. Porém, a autora acertou em cheio na sua construção. Primeiro que, por mais arrogante que seja, Sebastian tem um humor sarcástico e um jeito tão pretencioso de querer que as coisas saiam do seu jeito, que mesmo querendo esganá-lo, eu também me diverti muito com ele. Além disso, desde o começo ficou claro que havia um coração por trás daquela fachada de arrogância e, com isso, acabei me conectando com ele e torcendo para encontrar o homem bom que estava perdido ali.  
Outro ponto interessante é perceber o quanto que Posy e Sebastian despertam o melhor um do outro e se complementam. As provocações e o jeito arrogante de Sebastian acabam tirando Posy de sua inércia e passividade, pois é quando ela decide desafiá-lo e mostrar que é capaz, que finalmente começa a agir. Por outro lado, é a visão otimista e romântica que Posy tem da vida que faz com que Sebastian finalmente passe a enxergar o mundo de uma maneira menos cínica e a dar mais valor no que realmente importa.  
O romance acabou funcionando bem para mim, porque consegui realmente sentir uma conexão entre a Posy e o Sebastian. Temos aquele típico clichê do casal cão e gato (que eu amo), mas ele vai além disso. Enquanto me diverti com as trocas de farpas entre os dois, percebi o quanto eles estavam transformando a vida um do outro e o quanto combinavam perfeitamente. Assim, é claro que torci por eles e por um final feliz para esse casal tão teimoso.  


Com relação aos personagens secundários, eu amei os amigos da PosyVerity, Nina e Tom têm personalidades muito diferentes, mas formam um grupo de amigos muito divertido de se acompanhar. Eles têm seus momentos de implicância e cometem alguns erros em certos momentos da história, mas a amizade entre eles é muito verdadeira, assim como a lealdade que dedicam à Posy e à livraria. Há também o Sam, irmão mais novo da Posy, que é um personagem bem fofo e algumas vezes se mostra mais maduro que a irmã mais velha.  
A trama se desenvolve de uma forma bastante envolvente, com muitos diálogos divertidos e situações hilárias vividas pelos personagens. O clima da história é bastante aconchegante, especialmente por falar tanto sobre família. Vemos Posy tentando criar seu irmão e superar a ausência dos pais e de Lavínia, a relação de Sebastian com a avó e a própria amizade entre os funcionários da livraria, que acabaram se tornando uma segunda família também.  
E tem algum fã de romance de época por aí? Paralelo a história principal, temos trechos de um conto escrito pela própria Posy. Um romance de época inspirado no Sebastian que é simplesmente hilário. A qualidade é duvidosa e os diálogos são dignos de uma novela mexicana de péssimo gosto, mas o objetivo era esse mesmo e eu dei boas risadas com esses trechos do livro. Inclusive, adoraria uma versão estendida.  
Com relação a edição, eu sou simplesmente apaixonada por essa capa linda. Acho que ela traz esse clima de leveza e aconchego do livro com perfeição. Por dentro, as páginas são amareladas e a fonte tem um tamanho super confortável para leitura. Além disso, preciso enaltecer a tradução da Cecília Camargo Bartalotti também que está impecável.  
Assim, A Pequena Livraria dos Corações Solitários foi uma ótima surpresa, que me permitiu mergulhar em uma história divertida, leve e bastante cativante. Mesmo os personagens estando longe de serem perfeitos, eu me apeguei a eles, ri de suas trocas de farpas e amei acompanhar a evolução de cada um deles. Ao final da leitura, eu estava com o coração quentinho e ansiosa por poder visitar essa livraria. Então, para quem ama uma comédia romântica daquelas que a gente lê em uma tarde tranquila de domingo e termina com o coração quentinho, não pode deixar de conhecer essa série. 
E vocês, já leram algum livro da série A Livraria dos Corações Solitários? Eu já estou ansiosa para conferir o segundo livro. Me contem aí nos comentários se já leram ou se ficaram curiosos para ler.  

Para quem tiver interesse em comprar esse ou outro livro na Amazon, vou deixar o link de compra aqui. Comprando através dele, vocês ajudam o Dicas de Malu, sem alterar o valor do seu pedido.  

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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