[Resenha] Ruína e Ascensão

20 de jul. de 2021

 


Quem me acompanha aqui deve ter notado que uma das minhas grandes surpresas do primeiro semestre foi a trilogia Grisha, da autora Leigh Bardugo. Eu sempre vi muitos comentários sobre esses livros, mas confesso que minhas expectativas eram um pouco baixas. No entanto, ao contrário do que eu esperava, me vi apaixonada pelo universo que a autora criou desde o primeiro livro e minhas expectativas para as continuações aumentaram muito.

Já comentei aqui sobre Sol e Tormenta, o segundo volume, e agora chegou a hora de falar sobre a conclusão da trilogia. Ruína e Ascensão traz o desfecho da jornada iniciada em Sombra e Ossos e vocês podem imaginar o quanto fiquei ansiosa por ele. Será que minhas expectativas foram atendidas? É isso que vou comentar na resenha.

 

Atenção: essa resenha não tem spoilers de Ruína e Ascensão, mas, como este é o terceiro livro da série, tem informações dos livros anteriores.


Autora: Leigh Bardugo

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Eric Novello

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon | Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora.

Sinopse: “Terceiro volume da trilogia Sombra e ossos, que inspirou a série da Netflix “Não estou arruinada. Eu sou a ruína.” Após o seu embate com o Darkling, Alina Starkov se vê encurralada no subsolo, tentando recuperar as forças para salvar Ravka das garras de seu oponente. Sob a proteção e a vigilância do Apparat, Alina atinge outro status – agora não é somente a Conjuradora do Sol, mas sim uma Santa que carrega em seus ombros a esperança de fiéis que rezam por um futuro mais brilhante. No entanto, invocar a luz nunca foi tão difícil. Com o futuro do país em suas mãos, Alina partirá em busca do terceiro amplificador de Morozova, o mitológico pássaro de fogo, com o objetivo de derrotar o Darkling e libertar Ravka de uma vez por todas. Eletrizante do começo ao fim, Ruína e Ascensão é a conclusão impecável da aclamada trilogia Sombra e Ossos, que inspirou a megaprodução da Netflix.”

 

Em Ruína e Ascensão, encontramos Alina muito enfraquecida, após quase morrer em seu confronto com o Darkling. Ela está sendo mantida escondida no subsolo, em uma rede de túneis e cavernas, mas agora se encontra sob o controle do Apparat e os fanáticos que a consideram uma santa. Enquanto isso, o Darkling governa o país com o auxílio de seu perigoso exército sombrio.  

Para derrota-lo, Alina precisa encontrar o terceiro amplificador e conquistar um poder suficiente para enfrentar o dele. Porém, para isso, ela precisará sair de seu esconderijo e ir em busca de novas alianças. Em seu caminho, ela encontrará amigos e inimigos, mas fará descobertas que mudarão tudo que pensava saber e que a levarão a difíceis decisões. 




Depois de ter me apaixonado pelos dois primeiros livros da trilogia Grisha, cheguei em Ruína e Ascensão com muitas expectativas e ansiosa por respostas. E, de certa forma, posso dizer que fui atendida por Leigh Bardugo, embora não completamente.

Um dos aspectos que mais gostei foi de ver Alina mais confiante e mais madura. Quando penso naquela menina sem graça do primeiro livro e que não tinha um propósito definido, foi muito bom ver como ela se tornou uma pessoa decidida e disposta a fazer o que for preciso. O amadurecimento dela ao longo foi evidente e me deixou muito satisfeita.

Mas esse desenvolvimento não ficou limitado à Alina. Nesse livro, finalmente temos a oportunidade de conhecer mais sobre o passado do Darkling e quais eram as motivações dele. Isso foi muito importante não só por permitir ao leitor entender como ele se tornou quem é, mas por trazer mais complexidade a esse personagem que é central na história.  Além dele, outros personagens ganham mais destaque e profundidade, em especial o Nikolai, a Genya e a Zoya.

Com relação ao romance, acredito que ele continua sendo o maior problema dessa trilogia. O Maly melhora nesse terceiro volume? Muito. Ele finalmente passa a ter uma participação mais efetiva na trama e não sufoca tanto a Alina quanto nos primeiros livros. Porém, a química entre eles é completamente inexistente e a relação acaba atrapalhando os dois. 



Além disso, senti que a trama perdeu muito ritmo em relação aos livros anteriores. Os personagens estão constantemente fugindo, o que deixou a trama muito repetitiva. Com isso, faltou dinamismo e a leitura acabou se tornando um pouco arrastada para mim. No entanto, da metade para o final a autora se recupera e a trama se torna mais envolvente.

E o ritmo mais acelerado para o final se deve, em grande parte, às grandes revelações e aos confrontos do final. Confesso que a Leigh Bardugo preparou algumas surpresas que eu realmente não esperava e gostei muito. Porém, em relação ao desfecho, fiquei com sentimentos conflitantes. Por um lado, são decisões coerentes e compatíveis com o que vinha sendo construído desde o primeiro livro. Por outro, não são as escolhas que eu queria ou que os personagens mereciam. Além disso, em algumas questões ela optou por soluções muito fáceis e que não me convenceram completamente.

Posso dizer que, de um modo geral, Ruína e Ascensão é um desfecho que reflete a evolução que foi vista ao longo da trilogia. Enquanto lia esses livros, eu me encantei com o universo e os personagens criado por Leigh Bardugo e gostei de ver o quanto a escrita dela evoluiu. Nesse último volume, não encontrei o desfecho que queria, mas foi um final coerente e satisfatório. Assim, recomendo a trilogia para quem gosta de uma fantasia envolvente, com personagens apaixonantes e um universo fascinante.

E vocês, já leram a trilogia Grisha? O que acharam de Ruína e Ascensão? Me contem aí nos comentários.


3 comentários:

  1. olá... vejo muita gente elogiando essa trilogia. fico feliz que tenha gostado do desfecho, embora tenha pontuado uma ou outra coisa que naõ foi tão ok. essa capa tá bem bonita. gostei das cores dela.
    legal saber desse desenvolvimento dos personagens, que não se ateve apenas aos protagonistas.

    Tschuss

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  2. OLá, Malu! TUdo bem?
    Eu tive o prazer de ler essa trilogia por outra editora e agora relendo pelas belíssimas edições da Planeta Minotauro. Gostei da sua resenha e sinceridade, é uma pena que o desfecho não tenha sido aquele que você imaginou ou esperava, mas ao menos foi algo coerente e satisfatório.
    Abraços!!

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  3. Oi Malu, tudo bem?
    Eu só tinha visto mesmo o primeiro livro dessa trilogia, o "Sombra e Ossos" e muito pouca gente falava dele na ocasião. Até então eu não sabia bem que era o primeiro de três e que o título da trilogia na realidade é "GrishaVerso". Ou é o nome do universo da trama? É que algumas vezes os autores optam por colocar nas séries um nome diferente do título da primeira história.
    Um beijo de fogo e gelo da Lady Trotsky...
    http://wwww.osvampirosportenhos.com.br

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