[Resenha] Até o verão terminar

 


Um dos aspectos que mais me fascinam no hábito de leitura é como, por mais que a gente leia um determinado gênero ou esteja familiarizado com a escrita de determinado autor, sempre é possível ter uma experiência nova e se surpreender. E um exemplo disso é uma das minhas leituras mais recentes.

Eu já li diversos livros da Colleen Hoover, e quem me acompanha aqui sabe o quanto eu amo a escrita da autora. Porém, quando eu soube do lançamento de Até o verão terminar, eu não tinha uma boa expectativa para ele.  Não que eu pensasse que seria um livro ruim, mas eu pensei que, depois de ter lido tantos livros da autora, ela já não tinha por onde me surpreender. Porém, eu me enganei... e nunca foi tão bom estar errada.

Por isso, hoje eu vim contar um pouco sobre Até o verão terminar e como ele mexeu com as minhas emoções. Porém, já aviso que não entrarei em detalhes na resenha. Como todos os livros da Colleen Hoover, esse livro é daqueles que precisam ser lidos sabendo o mínimo possível e, por isso, eu me limitei ao que estava na sinopse e à minha opinião geral sobre a obra.


Autora: Colleen Hoover

Editora: Galera Record

Tradução: Mariana Serpa

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: Uma vida de dor e abandono fizeram de Beyah uma pessoa cética, desconfiada e boa em guardar segredos. Mas, até o verão terminar, ela terá que rever tudo o que acredita. Da mesma autora dos sucessos É assim que acaba, Layla e Verity. Filha de uma mãe problemática e um pai ausente, Beyah precisou aprender a se virar sozinha desde pequena. Sua vida foi trilhada com muitas decepeções. Mas ela está prestes a mudar a sua sorte graças a si mesma, e a mais ninguém, por conta da bolsa de estudos que ganhou para estudar em uma boa universidade. Apenas dois curtos meses separam o tão sonhado futuro do passado que tanto deseja deixar para trás. Mas uma reviravolta faz Beyah perder até mesmo a casa em que mora.Sem opção, ela recorre ao último recurso que tem e precisará passar o resto do verão na casa de praia do pai que mal conhece, da nova esposa e da filha dela que nem ao menos ouvira falar. O plano de Beyah é se manter quase invisível até poder ir para a faculdade. Mas o vizinho da casa ao lado torna tudo muito mais complicado. Afinal, é difícil ignorar o rico, bonito e misterioso Samson.Os dois parecem não ter nada em comum. Ela viveu uma vida sem dinheiro ou amor enquanto ele tem uma família rica e privilegiada. Mas no olhar dele vive uma tristeza que apenas quem também a carrega dentro de si consegue reconhecer. E isso os torna irresístiveis um para o outro. Sem terem como fugir da atração que sentem, Beyah e Samson resolvem se dar uma chance, mas apenas até o verão terminar.Uma história de amor, recomeços, despedidas e reencontros.

 

Beyah é uma jovem cética e muito desconfiada, mas tem motivos para isso. Sua vida nunca foi fácil e ela precisou aprender a se virar sozinha desde pequena, e é com o próprio esforço que ela vai mudar sua vida. Após conseguir uma bolsa em uma boa universidade, ela está pronta para recomeçar.

Mas em um único dia, a vida dela sofre uma grande reviravolta e ela acaba indo morar com o pai que mal conhece e a nova família dele. O plano dela é passar o verão invisível, até ir para a faculdade. Mas isso se torna cada vez mais difícil quando a atenção no novo vizinho, Samson, está focada nela. Os dois são completos opostos, mas Beyah percebe nele uma tristeza que só quem já sofreu profundamente sabe reconhecer. E é isso que os atrai para o outro, mas eles sabem que é só até o verão terminar.




Como sempre acontece nos livros da Colleen Hoover, Até o verão terminar é aquele livro que precisa ser descoberto aos poucos. Tudo é sempre mais do que parece à primeira vista, especialmente os personagens, e vamos descobrindo aos poucos as camadas por trás dessa história. Tanto Beyah quanto Samson possuem segredos e cicatrizes que escondem de todos, e à medida que elas vão sendo reveladas conseguimos entender os motivos para eles serem como são.

Obviamente não vou contar o que eles escondem, mas confesso que, mesmo antes de descobrir, eu já sentia meu coração apertado por eles. O livro é narrado pela perspectiva da Beyah e ver a visão cínica e descrente que ela tinha da vida, mesmo sendo tão jovem, fez com que eu me apegasse rapidamente e sofresse por ela. Já o Samson é aquele mocinho misterioso que desperta a curiosidade do leitor para descobrir seu passado. Porém, o que me conquistou mesmo foi a generosidade e a maturidade dele, bem como o fato de que, apesar de obviamente carregar muitas cicatrizes e mágoas, ele não se mostra em momento algum um personagem amargo ou maldoso.

Surpreendentemente, mesmo com dois protagonistas tão tristes, esta não foi uma leitura pesada. A ambientação na praia e o clima de amor de verão, bem como alguns personagens secundários muito divertidos e cativantes, contribuem para deixar a leitura mais leve. Além disso, a escrita ágil e envolvente da Colleen Hoover deixa a leitura muito fluida e ajuda a aliviar a carga dramática.

Mas não pensem que não tem drama nesse livro. Afinal, estamos falando da Colleen Hoover e ela tem o dom de pisar nos nossos sentimentos. Então, quando eu menos esperava, ela atacou novamente e deixou meu coração pequenininho, sofrendo muito por esses personagens. Confesso que não esperava ficar tão apegada a eles, mas quando dei por mim, já estava com os olhos cheios de lágrimas e querendo proteger Beyah e Samson do mundo.

Eu posso ter começado Até o verão terminar de forma despretensiosa, mas ele se tornou um dos meus favoritos da autora. Apesar de ter sentido falta de um final mais detalhado, esse livro me trouxe uma montanha-russa de emoções que eu não esperava. Ele fala sobre perda, abandono e abuso, mas também sobre recomeços, família, amizade, amor e, principalmente, esperança. É um livro que mostra a capacidade da Colleen de partir o coração do leitor, mas também de juntar os pedaços e deixá-lo cheio de amor.


[Resenha] Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos

 


Nos tempos corridos e difíceis que estamos vivendo, leituras mais leves e com mensagens positivas têm sido cada vez mais importantes para mim. Por esse motivo, fiquei muito empolgada quando soube que a Galera Record estava com um lançamento da autora Jennifer E. Smith – a mesma de A probabilidade estatística do amor à primeira vista. Os livros dela sempre conseguem me deixar com o coração quentinho, ao mesmo tempo que passam lições importantes.

Então, claro que eu estava mais do que ansiosa para ler Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos. Lançado recentemente aqui no Brasil, esse livro já me conquistou por essa capa que exala fofura e por uma sinopse bastante instigante. Assim, ele furou a fila quando chegou aqui e foi uma das minhas leituras mais recentes.

E hoje vou contar para vocês um pouco sobre a história e o que achei desse livro. Será que ele é tão fofo quanto eu esperava?


Autora: Jennifer E. Smith

Tradução:

Editora: Galera Record

Páginas: Paula Di Carvalho

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Jennifer E. Smith, autora best-seller de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, retorna com Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos, um romance sobre família, futuro, autoconhecimento e a jornada de um novo amor na estrada. Antes do ingresso na universidade, Hugo e sua namorada tem a ideia perfeita: passar uma semana inteira juntos em uma viagem de trem pelos Estados Unidos. Mas, então, ela termina o relacionamento e lhe devolve, como presente de despedida, as passagens para a viagem planejada de última hora. O único problema: está tudo – passagens, reservas de hotéis – registrado no nome de sua agora ex-namorada, Margaret Campbell. Intransferível e não reembolsável. Enquanto isso, em outro continente, Mae está ligeiramente sem rumo, tendo terminado recentemente um relacionamento que parecia caminhar a lugar nenhum e sofrendo por não ter sido aceita no curso de cinema na universidade. Quando o destino faz sua mágica e ela se depara com o anúncio de Hugo buscando uma substituta para Margaret Campbell (por coincidência, seu nome completo), ela tem certeza de que esta é exatamente a aventura que precisa para se livrar da recente decepção, alimentar a mente com ideias para seu próximo filme e, principalmente, sair da zona de conforto composta pelos pais e a avó. Uma longa viagem de trem com um completo desconhecido pode não parecer, realmente, a melhor das ideias. Mas para Hugo e Mae, ambos ávidos por escapar da rotina de suas vidas normais, faz todo o sentido... E o que começa como um improviso conveniente logo transforma-se em algo mais. Mas quando a vida fora do trem ameaça romper com esta nova – e já tão forte – conexão, será que eles conseguirão evitar que seus sentimentos um pelo outro fujam dos trilhos?”

 

Hugo sempre foi conhecido pelas circunstâncias incomuns de seu nascimento: ele é um dos sextuplos que seus pais tiveram, e toda sua vida foi determinada por isso. Assim, ele estava empolgado para viajar com a namorada antes de irem para faculdade; a primeira vez que ele viajaria sem os outros cinco irmãos. Mas quando Margaret termina com ele, deixando a viagem como um presente, Hugo se vê com um problema maior do que um coração partido: todas as reservas estão no nome de Margaret Campbell, sua ex. 

Determinado a não perder sua viagem, Hugo decide colocar um anúncio para encontrar outra Margaret Campbell e é assim que seu caminho vai esbarrar com o de Mae. Ela está meio perdida desde que foi recusada no curso de cinema, seu maior sonho, e talvez uma aventura seja tudo que ela precisa. Por coincidência, o nome completo dela também é Margaret Campbell e ela está pronta para aceitar o acordo com Hugo. Mas o que eles não contavam era que, o que começou como uma coincidência muito conveniente, poderia se tornar algo mais.





"Se os visse, você poderia supor que estavam esperando alguma coisa. Mas não é o caso. A verdade é que eles estavam, eles sempre estiveram, prontos para o que viria"

 

Novamente, a Jennifer E. Smith me conquistou com uma história leve, envolvente e com personagens extremamente cativante. Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos é exatamente a leitura leve e envolvente, com personagens extremamente carismáticos, que eu imaginava. Hugo e Mae me conquistaram logo nas primeiras páginas tanto por seu carisma, quanto por terem conflitos muito reais e que muitos jovens (e adultos) já enfrentaram. Afinal, quem nunca se sentiu sem rumo, com medo ou em dúvida sobre quem é e o que quer da vida?

Além disso, a trama é bastante dinâmica e com muitos diálogos, o que torna a leitura mais leve e fluida. E é muito gostoso acompanhar a conexão entre Hugo e Mae surgir aos poucos, à medida que vão compartilhando seus medos e as razões que os levaram a embarcar nessa aventura. Assim, mesmo que o romance aconteça em um espaço de tempo relativamente curto, ele nunca soa falso ou forçado.

E outro ponto forte do livro é que, apesar de ele ser muito centrado nos protagonistas, todos os personagens que aparecem ao longo da história deixam uma marca de alguma forma. Não apenas as famílias do Hugo e a da Mae são maravilhosas e muito cativantes, mas eles também encontram pessoas muito interessantes ao longo da viagem e amei conhecer as histórias de algumas delas.

Por fim, não posso deixar de mencionar a escrita da autora. Apesar da trama bem leve, ela escreve com sensibilidade e consegue transmitir lições importantes ao longo da história. Ela traz questões importantes e traz conflitos muito reais para os seus personagens, o que torno a leitura ainda mais especial para mim.

Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos é, sem dúvida, uma leitura com altas doses de fofura. Mas é, acima de tudo, um livro sobre família, sonhos, medos, perdas e recomeços. Me diverti acompanhando as aventuras dos personagens e torci pelo romance, mas acima de tudo fui tocada pelas belas mensagens que a autora passou. Terminei a leitura com o coração quentinho e cheio de amor por essa história.

E vocês, já leram algum livro da autora? Ficaram com vontade de ler Amores, trens e outras coisas que saem dos trilhos? Me contem aí nos comentários.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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