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[Resenha] Eleanor & Grey

 


Se tem uma coisa que eu tenho certeza sempre que vou começar algum livro da Brittainy C. Cherry é que, em algum momento, irei me emocionar. Não que os livros dela sempre sejam daqueles que me deixam arrasada e desidratada de tanto chorar. Mas a sensibilidade com que ela escreve sempre consegue me tocar e me deixar com os olhos cheios de lágrimas.

Mas, quando peguei Eleanor & Grey, eu achei que ele seria daqueles que me faria sofrer e acabar com todo o estoque de lenços aqui de casa. Lançado esse pela Editora Record esse semestre, o livro entrou para minha lista de desejados desde que foi anunciado. Com uma premissa muito interessante, eu já sabia que encontraria um romance lindo e comovente, que iria fazer eu me acabar de chorar.

Mas será que Eleanor & Grey foi exatamente o que eu esperava? Terminei a leitura hoje de manhã e decidi contar para vocês o que achei. Então, na resenha irei contar se essa leitura correspondeu ao que eu esperava. Mas, não se preocupem, que não tem spoilers da história. 



Autora: Brittainy C. Cherry

Editora: Record

Tradução: Thalita Uba

Páginas: 406

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Eleanor é uma adolescente introvertida que prefere a companhia de seus amados livros – e cardigãs com libélulas – a interagir socialmente, sobretudo com os colegas da escola. Quando a prima a arrasta para uma festa, Ellie se surpreende ao ser abordada pelo astro do time de basquete; afinal de contas os dois não têm absolutamente nada em comum. Ou pelo menos era o que ela pensava. Com o tempo, a amizade entre eles surge de forma natural; uma ligação tão forte, tão intensa, que logo se transforma em outro sentimento. Algo que Ellie nunca havia experimentado. Mas aquele sonho se transforma em pesadelo de uma hora para outra. Uma terrível notícia faz o mundo de Eleanor desabar. A única coisa ainda de pé é Greyson, incansavelmente ao seu lado. Mas nem sempre a força do amor é o bastante para deter o curso da vida: Ellie e Grey se veem forçados a se separar. Anos mais tarde, Eleanor pensa ter deixado seu primeiro amor no passado, mas o caminho dos dois volta a se cruzar. Só que, dessa vez, quem precisa de ajuda é Greyson. O problema é que ele já não é mais o garoto doce de suas lembranças. Grey se tornou um homem frio, insensível, e o elo especial que um dia partilharam parece ter se rompido para sempre.”

 

Eleanor e Grey se conheceram quando ainda eram adolescentes e, à primeira vista, não poderiam ser mais diferentes. Ela é tímida e introspectiva, a garota que leva livros para festas. Já ele é sociável e popular, sempre interagindo com todos os grupos na escola. Mas com o tempo os dois percebem que eles se entendem como ninguém e daí surge uma linda amizade, que não demora a se transformar em algo mais.

Só que uma tragédia abala a vida de Ellie e faz com que ela sinta seu mundo desabar. Nesse momento, Grey se torna seu porto seguro e uma luz em meio ao período mais sombrio que ela já viveu. Só que as mudanças da vida acabam se tornando fortes demais até mesmo para aquele sentimento que os unia aguentar, e os dois acabam se afastando.

Anos depois, o caminho dos dois volta a se encontrar, mas em circunstâncias diferentes. Agora é Grey que teve seu mundo destruído e precisa desesperadamente de ajuda. Mas ele não é mais o menino gentil que Eleanor conheceu; se tornou um homem frio, amargo e distante, que esconde aquele menino bem fundo dentro de si. Será que aquele sentimento que os uniu anos antes poderia fazer com que Grey voltasse a ser o que era antes? No passado, ele havia impedido que Eleanor se afogasse na própria tristeza, agora seria a vez dela de ser o apoio dele. 



Ah como explicar o que senti lendo esse livro? A capacidade da Brittainy C. Cherry de tocar o leitor é tão grande que em todos os seus livros eu sempre sinto uma avalanche de emoções, e não foi diferente com Eleanor & Grey. Não demorou nada para ela conseguir me trazer um sorriso e logo depois me deixar com um nó na garganta.

Já fiquei envolvida na leitura logo nas primeiras páginas graças ao carisma dos personagens. Me identifiquei muito com a Eleanor, principalmente por seu jeito mais introspectivo e pelo amor a Harry Potter. Sim, temos uma personagem potterhead, que sofreu aguardando o lançamento de um novo livro e preferia ir para Hogwarts que para as festas da escola. Já o Grey é tão fofo, atencioso e cativante, que é simplesmente impossível não se apaixonar por ele.

A primeira parte do livro mostra como eles eram na adolescência e todo o relacionamento dos dois é muito linda. Sabe aquele romance doce e leve, que a gente tem vontade de guardar os personagens em um potinho? É exatamente assim. Só que há também muitos momentos difíceis. A tragédia que transforma a vida de Ellie é dolorosa de se acompanhar e me deixou com os olhos cheios de lágrima em muitos momentos.

Mas acredito que o grande mérito da Brittainy C. Cherry nessa primeira parte é conseguir equilibrar muito bem os momentos difíceis com aqueles mais leves e divertidos. Então, toda vez que Eleanor começa a se afundar na tristeza, vem o Grey com a sua alegria e gentileza trazer um conforto para ela e para o leitor. Isso fez com que a leitura não se tornasse excessivamente pesada ou dramática.

Já na segunda parte, encontramos os dois protagonistas mais maduros e diferentes do que vimos no início. Eleanor se tornou uma mulher mais confiante e sábia, apesar de muitas vezes ser meio atrapalhada e muito divertida também. Já o Grey teve uma mudança mais profunda. O menino fofo deu lugar a um homem sombrio, indiferente e muito amargo. Mas, muito mais do que isso, ele se tornou uma pessoa extremamente triste e sem esperança. Uma tragédia destruiu o seu mundo e fez com que ele ficasse à deriva.

 


Os dramas nessa parte são mais intensos e difíceis. O que aconteceu com Grey é doloroso e ver como ele e as pessoas à sua volta precisaram lidar com isso foi bem difícil. Mas novamente Brittainy C. Cherry conseguiu o equilíbrio perfeito e trouxe muitos momentos que vinham como um bálsamo para a alma, aliviando a tensão. A Eleanor foi responsável por boa parte desses momentos, com seu jeito carinhoso e meio atrapalhado. Além disso, os diálogos com a prima dela, a Shay, são simplesmente hilários e me trouxeram muitas risadas.

Mas há outros personagens que entrar e roubam a cena. Lorelai, uma garotinha de seis anos absolutamente adorável, foi a responsável por trazer altas doses de fofura para a segunda parte da história. Já a irmã mais velha dela teve um arco mais sofrido e alguns dos momentos mais difíceis do livro, mas também os mais bonitos. Além das duas, a Shay, prima da Eleanor, e o Landon, melhor amigo do Grey, são simplesmente incríveis e me deixaram ansiosas pelo livro deles (alô, Record, se for da sua vontade, essa leitora está pronta).

Com relação a trama, nas duas partes do livro, senti que a Brittainy soube construir bem a história e deixar o leitor envolvido. A primeira tem aquela inocência e leveza da adolescência que me cativaram bastante, e a autora soube construir cada momento para vermos os personagens se apaixonando e como as mudanças na vida dos dois afetaram suas vidas. Já a segunda parte, é mais intensa e dolorosa, mas é coerente com as mudanças na vida dos dois protagonistas. Além disso, Brittainy conseguiu fazer com que mesmo com a carga dramática sendo maior, os momentos de alegria e leveza ainda estivessem ali para confortar o leitor.

Outro ponto que gostei bastante do livro é que ele não se resume ao romance. A história da Ellie e do Grey é linda de se acompanhar, mas os assuntos abordados vão muito além disso. É um livro sobre família, perda, superação, perdão e esperança, e cada um desses temas foi abordado de forma cuidadosa pela autora, com momentos lindos e cheios de reflexões.

Diferente do que eu imaginava, Eleanor & Grey não fez eu me acabar de chorar. Mas não pensem que eu fiquei decepcionada com isso. Muito pelo contrário, eu fiquei positivamente surpresa com a forma como a Brittainy C. Cherry conseguiu despertar os mais diversos sentimentos e a profundidade com que as palavras dela me tocaram. Eu chorei de fato em poucos momentos, mas fiquei o livro inteiro com um nó na garganta e os olhos marejados pela tristeza de alguns momentos, pela beleza de outros e pela alegria daqueles que encheram meu coração de esperança. Assim como na vida, as lágrimas foram inevitáveis em alguns momentos dessa leitura, mas o que predominou não foi o peso da tristeza, e sim a emoção e a beleza da jornada desses personagens.


[Resenha] Arte & Alma



Sabe aquele livro que já te conquista pela capa? Definitivamente, este é o caso de Arte & Alma, da Brittainy C. Cherry, que foi lançado no Brasil pela Galera Record. Assim que eu vi essa capa, já sabia que queria ler o livro. Como eu já tinha lido outro livro e um conto da autora e gostado muito, a expectativa foi maior ainda.
Para quem não sabe, a Brittainy C. Cherry é autora do best-seller Sr. Daniels e da série ElementosO ar que ele respira, A chama dentro de nós, O silêncio das águas e A força que nos atrai. Lançado no Brasil em outubro, Arte & Alma é um romance Young Adult que, contando a história de dois adolescentes que se encontraram no pior momento de suas vidas, vai mostrar a importância de seguir o coração para se reencontrar.

Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Tradução: Priscila Catão
Páginas: 308
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela editora
Sinopse: “O novo livro de Brittainy C. Cherry mostra a necessidade de encontrar-se e valorizar o que tem mesmo quando as coisas parecem desmoronar ao redor. Aria Watson era considerada invisível na escola, mesmo com todo seu talento para arte; em casa era uma boa filha e irmã. Mas tudo mudou quando ela anunciou, aos 16 anos, que estava grávida. E a notícia caiu como uma bomba. Agora ela está aterrorizada e se sentindo mais sozinha do que nunca. Levi Myers mudou-se para Wisconsin para ficar com o pai, que não via desde os 11 anos. Ele precisava se afastar um pouco da mãe e passar um ano com o pai parecia uma boa ideia, mas agora Levi não tem mais certeza. Se a mãe tem problemas, o pai é pior. Dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Os dois estão despedaçados por dentro, cheios de cicatrizes. Mas, nas manhãs no bosque, enquanto tentam alimentar cervos, ou esperando o ônibus para escola, eles compartilham seus medos e incertezas. Levi está dividido entre o pai e a mãe e Aria precisa decidir o futuro do bebê que está gerando. Em palavras, e até mesmo no silêncio, os dois fazem um ao outro um pouco mais fortes. Apaixonar-se não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem sua dor e solidão.”

Em Arte & Alma, vamos acompanhar a trajetória de dois adolescentes que se encontraram no pior momento de suas vidas, mas, contrariando as expectativas, vão descobrir um no outro a força para seguirem em frente. Aria tem 16 anos sempre foi a filha perfeita, com um comportamento irrepreensível e notas impecáveis. Na escola, ela era invisível para a maioria dos colegas, mas estava feliz com a amizade de seu amigo de infância, Simon. Porém, tudo estava prestes a mudar e ela sabia que se tornaria alvo da hostilidade dos outros alunos, além de decepcionar seus pais.
Já Levi acabou de se mudar para a cidade a fim de passar um tempo com o pai. Ele tem sido criado pela mãe desde o divórcio deles, mas decidiu se mudar tanto para fugir um pouco dos problemas que enfrentava em casa quanto para tentar resgatar sua relação com o pai. Por traz de uma fachada sorridente e alegre, ele escondia um peso e uma tristeza grandes demais para alguém ainda tão jovem.
Quando os caminhos de Aria e Levi se cruzam, suas coisas os aproximam: o reconhecimento de alguém que também está com o coração cheio de marcas e inseguranças, e o amor pela arte. Aria se encontra quando está pintando, e Levi se expressa através das músicas. Surge, então, uma amizade baseada na compreensão, companheirismo e amor pela arte. Mas quando outro sentimento começa a surgir, eles se perguntam se daria certo se apaixonar quando tudo à volta deles está desmoronando.
“Tínhamos nos tornado as obras-primas das almas mais solitárias do mundo. As cores em nossos olhos morreram de tanto sangrar. E naquele momento percebemos que, às vezes, as obras de arte mais lindas eram criadas pelas almas mais sombrias.”


Como eu já tinha mencionado no início da resenha, esse livro despertou meu interesse por essa capa maravilhosa. No entanto, preciso dizer que a história foi ainda mais linda e me conquistou completamente. A trama pode até parecer clichê, mas os dramas vivenciados pelos personagens são muito reais e isso contribuiu muito para que eu me envolvesse com a leitura. Foi fácil compreender as dificuldades que ambos enfrentavam e, com isso, ter empatia por eles.
A Aria foi uma protagonista que me surpreendeu muito, tanto pela maturidade que demonstrou ao lidar com questões realmente sérias, quanto pelo fato de ter conflitos com os quais muitas pessoas podem se identificar. Além disso, gostei de perceber que, apesar de estar enfrentando uma situação realmente difícil, ela não se deixa abater e tem seus momentos divertidos também. Assim, apesar de ter seus medos e suas dúvidas, Aria está longe de ser uma personagem excessivamente dramática.
“Eu não estava pronta para o amanhecer. Não estava pronta para voltar para casa. Não estava pronta para o fato de que o dia seguinte seria o primeiro dia de aula, e eu seria aquela garota. [...] Aquela que passaria a ser notada não pelo seu jeito artístico, mas por suas más decisões.”
Já o Levi eu queria colocar em um potinho e proteger do mundo. Que personagem mais fofo! Assim como Aria, ele também tem um coração bastante machucado e por motivos muito reais. No entanto, ele tem uma capacidade tão grande olhar para além dos seus problemas e enxergar o próximo que é impossível não se encantar com ele. E, se não bastasse tudo isso, Levi ainda é inteligente e com um senso de humor afiado. Alguma dúvida de quem foi meu personagem favorito da série?
“Pela primeira vez, eu mostrei a Aria quem eu realmente era. Eu lhe mostrei a minha verdade. Em meus olhos, ela viu o isolamento que eu nunca mostrava para ninguém. Ela viu o sofrimento em minha alma que eu escondia por trás de sorrisos e mentiras.”
Mas não pensem que os dois protagonistas foram os únicos personagens importantes no livro. Tanto a família de Aria quanto a de Levi desempenham papeis importantes e tiveram conflitos bem construídos. Em especial, gostei muito do desenvolvimento do pai do Levi. Ele não é um personagem muito carismático, mas foi interessante ir descobrindo mais informações sobre ele ao longo do livro até entender os motivos que o levaram a ser como era.



E o que dizer da escrita da Brittainy C. Cherry? Em meus primeiros contatos com obras da autora, eu já havia considerado a leitura muito envolvente e os personagens bem construídos. No entanto, achei que em Arte & Alma ela conseguiu equilibrar melhor os momentos dramáticos, deixando a leitura mais leve. Além disso, ela teve muita sensibilidade tanto na construção dos personagens individualmente quanto no desenvolvimento do romance, o que deixou a história ainda mais tocante.
“Tantas palavras, mas no fim do dia havia apenas uma que se destacava. Uma palavra que significava céu e inferno, dia de sol e de chuva, o lado bom e o lado ruim das coisas. Era a única palavra que fazia sentido quando tudo ao redor estava confuso, sofrido e implacável.”
Já a edição da Galera Record está impecável. A capa é soft touch e tem uma ilustração lindíssima, que tem tudo a ver com a história do livro. Internamente, é mais simples, mas as páginas são amareladas e a fonte utilizada é bastante confortável para leitura. Além disso, não encontrei erros de revisão.
Deste modo, Arte & Alma foi uma leitura que me surpreendeu por ser mais do que um romance entre dois adolescentes. É um livro sobre o amor em suas diferentes formas, e, principalmente, sobre se encontrar em meio a dor. Brittainy C. Cherry conseguiu escrever um romance Young Adult que, apesar de ser uma leitura leve, é sensível e apaixonante, contando com personagens bem construídos e conflitos muito reais. Para quem ama uma leitura emocionante e apaixonante, não pode deixar de conferir esse livro.


[Dica da Malu] ABC do Amor


Sinopse: “O amor é o personagem principal desta antologia que reúne três das mais românticas autoras da atualidade. Inconveniente, não retribuído, desejado, com final feliz ou sem esperanças, o amor não sai de moda. Em Doce reencontro, o destino encontra a saudade. Jade nunca esqueceu o ex-namorado, que terminou tudo e a trocou pela carreira. Mas a receita de um grande amor nunca desanda. O que acontece quando os dois se reencontram? O perdão é capaz de mudar a história em As cartas que escrevemos. Quando Jake retorna à cidadezinha onde cresceu, o agora ator famoso só esperava ver o seu grande amor mais uma vez. Mesmo que fosse no altar. Com outro homem. É possível fazer Ana Louise mudar de ideia? Além das cores prova que o amor pode nascer do desejo. Alice acabou com o pior tema no projeto final da faculdade. Ela precisa escrever a biografia de Leandro, um artista plástico temperamental, fechado e extremamente gato. A atração entre ambos é intensa, mas os fantasmas do passado podem atrapalhar tudo.” Autoras: A. C. Meyer, Brittainy C. Cherry, Camila Moreira / Editora: Galera Record / Páginas: 266 / Skoob / Comprar: Amazon

Três contos, três perspectivas diferentes sobre um mesmo sentimento. É assim que eu definiria o livro ABC do Amor, lançamento de 2017 da Galera Record. Nesse livro, três autoras reconhecidas por seus romances apaixonantes, A.C. Meyer, Brittainy C. Cherry e Camila Moreira, escrevem cada uma um conto que aborda o amor em um momento diferente.
No primeiro deles, Doce Reencontro, temos a história de Jade e Alex, um casal que se conheceu na adolescência e acabaram tendo seus caminhos separados por circunstâncias da vida. Anos depois, o destino acaba fazendo com que eles se reencontrem. Será que o amor pode sobreviver a tantos anos e tantas mudanças que ocorreram nas vidas de Jade e Alex?
Já no segundo conto, As cartas que escrevemos, Brittainy C. Cherry apresenta uma história sobre perdão. Depois de anos seguindo sua carreira de ator, Jake retorna para a cidadezinha onde viveu para o casamento de Ana Louise, a ex namorada que ele nunca esqueceu. Será que, depois de tanto tempo, ela ainda o amava como ele nunca deixou de amá-la? Seria esse amor suficiente para que ela o perdoasse?
Por fim, no conto Além das cores, da autora Camila Moreira, é retratado o amor que surge da atração. Em um péssimo dia, Alice é demitida, descobre que seu noivo a traia com sua melhor amiga e que, para o trabalho de conclusão de curso, ela teria que escrever uma biografia sobre o temperamental pintor Leandro Franz. O que ela não esperava é que surgiria uma inexplicável atração entre eles, mas que fantasmas do passado poderiam atrapalhar esse sentimento que estava surgindo e que eles não sabiam como nomear. Seria amor?



De um modo geral, gostei dos três contos e esse livro se mostrou uma leitura rápida e agradável. No entanto, acredito ser impossível falar sobre ABC do Amor como um todo, pois cada autora tem um jeito próprio de escrever e os contos não têm uma ligação entre si. Deste modo, vou falar um pouco sobre o que achei de cada um deles.

Algumas pessoas relacionam a saudade com a solidão. (...) Para mim, saudade não tem relação com a tristeza. Ela é a mola que impulsiona cada passo do meu caminho. Assim como o amor.

Doce reencontro fala sobre um amor que resiste à saudade, ao tempo e à distância. A leitura é muito fluida e, apesar de ser um conto, achei que a autora soube construir bem o romance e tornar o casal convincente. No entanto, senti falta de algum obstáculo para os protagonistas superarem, seja algum conflito do passado ou as mudanças que ocorreram ao longo dos anos que passaram separados, mas que deixasse uma dúvida, mesmo que pequena, se o casal ficaria junto ou não.
Outro aspecto que me incomodou um pouco foi a idade dos protagonistas. Jade tem apenas 23 anos e, antes do reencontro, Alex supunha que ela já estaria casada e com filhos. Sei que tem pessoas que se casam com essa idade ou menos, mas não é comum ao ponto de levá-lo a ter tanta convicção que Jade já deveria ter se casado e tido filhos. Além disso, eles são incrivelmente bem-sucedidos para a idade que têm. Algo que pode acontecer, mas também não é tão comum e fez a história se tornar menos convincente
De um modo geral, é um conto bem escrito e a leitura é bastante fluida. No entanto, mesmo os personagens sendo carismáticos, tive dificuldade de me conectar com eles. Gostei do conto e me diverti lendo, mas confesso que esperava mais e não cheguei a me encantar pelo romance.

Já em As cartas que escrevemos lembrei porque a escrita de Brittainy C. Cherry me conquistou quando li O ar que ele respira. Em poucas páginas, ela consegue conferir sentimento e complexidade aos seus personagens, despertando a empatia de quem lê. Assim, o que mais gostei é que este conto fala sobre perdão e traz protagonistas imperfeitos, que erraram no passado e precisam lidar com as consequências das escolhas que fizeram. Isso os tornou mais humanos e reais, o que tornou o amor deles mais verdadeiro, para mim.

“ – Porque quando se ama alguém, a gente espera o tempo que for para que as coisas se alinhem. Para que tudo entre nos eixos.”

A única ressalva que faço é que toda a trama se desenvolve em um final de semana. Mesmo se tratando de um conto, acho que foi muito apressado, considerando todas as mágoas e problemas que precisavam ser superadas. No entanto, foi uma leitura tão cativante que isso não tirou o brilho da leitura.


Por fim, o que mais me surpreendeu: Além das cores. A sinopse desse conto me desanimou um pouco, porque, normalmente, não gosto de romances em que o casal sente uma atração inexplicável e imediata. Porém, a Camila Moreira tem uma sutileza na sua escrita que tornou o casal e a química entre eles convincente.

“Via em seus olhos a admiração que sentia pelas cores. As minhas cores! Aquilo me fascinou. Ela parecia entender a dor que senti ao pintar, cada sentimento que transpus para a tela.”

Além disso, fiquei impressionada com o quanto ela conseguiu desenvolver os personagens em poucas páginas. Eles amadurecem ao longo do conto, superam traumas do passado e a própria construção do romance, ao contrário do que eu esperava, é gradual e convincente. Foi uma leitura que me conquistou completamente e me deixou curiosa para conhecer outros trabalhos da autora.
Com relação à edição, achei que a Galera Record caprichou. A capa é simples, mas bonita e delicada. Além disso, as páginas amareladas e o tamanho da fonte deixam a leitura confortável. Há ainda as páginas que iniciam cada conto que também são simples, mas bonitinhas e condizentes com as histórias que iniciam.
Assim, ABC do amor é uma leitura fluida, agradável e ideal para quem adora romances. São histórias diferentes, cada uma com seus méritos, mas que, de um modo geral, proporcionam bons momentos. Além disso, os contos são uma ótima oportunidade para conhecer a escrita da A. C. Meyer, da Brittainy C. Cherry e da Camila Moreira, e perceber o estilo de cada uma delas. Terminei a leitura em um único dia, feliz pelas histórias que encontrei e ansiosa para conhecer outros trabalhos das autoras.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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