Oi, meus amores! Como vocês estão essa
semana? Hoje eu vim comentar sobre uma das minhas leituras mais recentes, que
chamou minha atenção desde que seu lançamento foi anunciada. Estou falando
sobre A única memória de Flora Banks, publicado no Brasil pela Verus Editora.
Confesso que quando vi a capa dele, já me
empolguei. Mas foi a sinopse que me ganhou de vez e me fez querer incluir esse
livro nas minhas leituras o mais rápido possível. Afinal, não é todo dia que encontramos
uma história na qual a protagonista só consegue manter uma único memória, não é
mesmo?
Então, agora que eu já li, vim aqui contar
para vocês o que achei da leitura e se a história de Flora Banks é tão
instigante quanto parece. Claro que a resenha não terá nenhum spoiler (para
saber qual o segredo da Flora, só lendo o livro hehe), então, podem ficar tranquilos.
Autora: Emily Barr
Editora: Verus
Tradução: Débora Isidoro
Páginas: 280
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a
editora
Sinopse: “Como saber em quem confiar quando não se pode confiar nem em si mesmo? Flora Banks tem amnésia. Sua mente reinicia várias vezes ao dia desde que ela tinha dez anos, quando um tumor removido de seu cérebro levou embora a capacidade de criar novas memórias. Ela não consegue se lembrar de nada do dia a dia: a piada que a amiga fez, as instruções que seus pais lhe deram, quantos anos tem... até beijar o namorado da melhor amiga. Estranhamente, no dia seguinte ela se lembra do beijo.É a primeira vez que Flora se recorda de algo. Mas o garoto se muda para o Ártico. Segui-lo será a chave para Flora descobrir a verdade perturbadora sobre sua vida. A única memória de Flora Banks é um livro sensível com um mistério eletrizante, cheio de segredos, mentiras e uma protagonista frágil porém corajosa, em busca de um passado sem o qual ela não pode saber a verdade sobre si mesma.”
Flora Banks é uma adolescente de 17 anos
que, à primeira vista, parece levar uma vida perfeitamente comum: mora com os
pais amorosos, tem uma melhor amiga de infância e nunca faz nada de errado.
Porém, sua vida não poderia estar mais longe de ser comum. Flora sabe muito
pouco sobre sua vida, pois aos 10 anos teve um tumor na cabeça, que foi
retirado em uma cirurgia quando ela tinha 11. Desde então, a garota já não
consegue reter memórias por mais do que algumas horas.
Por isso, frequentemente ela se vê confusa,
sem saber onde está, o que está fazendo e até mesmo sua idade. Para ela, é como
se ainda tivesse 10 anos. Então, ela precisa estar sempre com post its, recados
anotados no braço e o caderno onde seus pais escreveram a história para ela.
Porém, um dia Flora consegue manter uma memória. Ela beija o namorado de sua
melhora amiga e se lembra disso. Não porque escreveu em post-its e no seu
braço, mas porque ela guardou a lembrança de toda a conversa que tiveram naquela
noite e do beijo.
O problema é que Drake se mudou no dia
seguinte para o Ártico e Flora não tem a menor ideia do motivo que a fez se
lembrar desse beijo. Mas uma coisa ela tem certeza: se ela se lembra do beijo
que trocaram, então, Drake pode ser a chave para ela conseguir recuperar suas
memórias. Então, Flora decide ir atrás do garoto para encontrar seu amor e as
respostas que sempre buscou. Mas nessa aventura, ela pode descobrir muito mais
do que imaginava.
Quando li a sinopse de A única memória de
Flora Banks, o que me deixou intrigada foi tentar entender o motivo de a única
lembrança que ela conseguiu manter foi a do beijo com o namorado da amiga. Porém,
ao longo da leitura fui percebendo que há muito mais na história de Flora a ser
descoberto. Quanto mais eu li, mais peças surgiam no quebra-cabeça e mais
instigada eu ficava.
Então, não preciso nem dizer que fiquei
rapidamente envolvida com a leitura. Me vi presa desde a primeira página e lia
sem nem perceber as páginas passando. Contribuiu muito para isso a escrita
fluida da autora e a habilidade que ela teve para construir o mistério. Como a
história é narrada pela perspectiva de Flora, ficamos confusos junto com ela e,
muitas vezes, não sabemos o que aconteceu entre um momento e outro da trama,
porque a própria narradora não sabe. Confesso que isso me deixou angustiada em
muitos momentos, mas ainda mais ansiosa para continuar lendo e descobrir toda a
história.
“Pego no sono imaginando como é ser normal. Imagino minha cabeça cheia de imagens nítidas de todas as coisas que realmente aconteceram, arquivadas para eu poder voltar a elas e vê-las sempre que quiser. Não consigo imaginar esse luxo e adormeço chorando por tudo que me falta. Espero acordar e ainda conseguir lembrar.”
Porém, apesar de ter ficado envolvida com
a leitura, tive dificuldade para me conectar com a protagonista. Flora é uma
adolescente de 17 anos, mas suas lembranças ainda são de quanto tinha apenas 10
anos. Por isso, em muitos momentos suas atitudes são infantis e imaturas. Claro
que isso é perfeitamente compreensível pela situação em que a personagem se
encontra e seu comportamento é justificável. Mas, mesmo entendendo, demorei
muito para me apegar à Flora.
Outro ponto que me incomodou um pouco foi
o fato de que os personagens secundários não foram muito explorados. Como toda
a história é narrada pelo ponto de vista da Flora e ela está constantemente se
esquecendo de tudo, incluindo das pessoas que conhece, esses personagens acabam
não sendo muito aprofundados. E, apesar de entender que isso é algo necessário
para a narrativa, lamentei não conseguir ver mais de alguns que me cativaram no
pouco que apareceram.
Mas, apesar dessas ressalvas, preciso dizer
que este livro conseguiu me conquistar. A jornada da Flora em busca das suas memórias
é tão diferente, cheia de revelações e muito aprendizado, que foi impossível
não me envolver. É um livro que foi bem além do que eu esperava, mostrando uma
personagem que está se redescobrindo e aprendendo muito nesse caminho, mas
também deixando diversas lições para o leitor. Ele fala sobre amor e descobrir
quem realmente é, mas deixa mensagens sobre superação, amizade, família e o
real significado de coragem e felicidade.
Com relação à edição, fiquei apaixonada
com o trabalho da editora nesse livro. A capa é linda e de um material muito
gostoso de tocar. Além disso, as páginas são off white e de um papel mais grosso
e resistente. As fontes têm um tamanho muito bom e deixam a leitura mais
confortável.
Assim, só posso dizer que A única memória
de Flora Banks é um livro realmente especial e que me surpreendeu de várias formas.
Esse foi meu primeiro contato com a escrita da autora, mas com certeza quero ler
mais livros dela. A leitura foi muito envolvente e fluida, e me deixou com
lições que realmente me tocaram. Posso ter demorado a me apegar à Flora Banks,
mas ela sem dúvida conseguiu me ensinar muito ao longo.


















