Favoritos de 2016


O último dia do ano é hora de relembrar tudo que aconteceu no ano. Então, resolvi fazer um resumo das minhas leituras de 2016. No total, foram 67 livros, sem contar os sete volumes de Harry Potter que eu reli esse ano. Assim, fica impossível fazer uma lista de todos aqui. Por este motivo, fiz uma lista com os 10 que mais me marcaram, seja por ter uma história comovente, um romance que me cativou ou uma mensagem que me fez refletir.
          Como eram muitos livros, a decisão da lista final foi difícil. No entanto, usei como critério escolher, entre os meus favoritos, livros que eu tenha gostado por motivos diferentes. Assim, cada um desses dez livros teve uma característica peculiar que me fez considera-lo especial. Mas sem enrolar mais, vamos à lista:

Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir.
          Este livro foi uma das distopias mais interessantes que já li. É um universo muito brutal e cruel, mas ao mesmo tempo rico e fascinante. Além disso, os personagens são imperfeitos, mas muito humanos, conquistando a empatia e a torcida do leitor. A complexidade da trama, a escrita envolvente da autora e a humanidade dos personagens me conquistaram e fizeram deste um dos melhores livros que li esse ano. Já estou ansiosa para ler sua continuação, que está na minha lista de desejados para 2017.

The kiss of deception, da Mary E. Pearson.
         Não preciso nem dizer o quanto eu fiquei fascinada por este livro. Aliás, coloquei só The kiss of deception, mas os outros dois volumes da trilogia poderiam estar facilmente nesta lista. Nesta série, encontrei um pouco de tudo que gosto: romance, aventura, mistério e fantasia. Mas o que me cativou de fato foi a competência da autora na construção dos personagens e o empoderamento feminino presente nos três livros. Todas as personagens femininas dessa história são verdadeiras e fortes, cada uma a sua maneira, e despertam a admiração do leitor pela determinação com que enfrentam os vários desafios que surgem em seu caminho.

Sábado à noite, da Babi Dewet.
         Assim, como em The Kiss of Deception, coloquei só o primeiro livro da trilogia, mas poderia suas continuações aqui também. Trata-se de um romance jovem adulto encantador e romântico, mas também verossímil, que me trouxe uma agradável sensação de nostalgia, lembrando da minha própria adolescência. A Babi Dewet fugiu de estereótipos adolescente, e as inseguranças e os dilemas vividos pelos personagens do livro são compreensíveis para qualquer um que tenha passado por essa fase da vida. Soma-se a isso uma escrita leve e envolvente e uma história cativante, e é impossível não se apaixonar por Sábado à Noite.

Em algum lugar nas estrelas, da Clare Vanderpool.
         Este é um dos livros mais lindos da minha estante. Mas não estou me referindo apenas à belíssima edição da DarkSide Books, que mais uma vez deixou qualquer leitor encantado. Falo da beleza e sensibilidade da história retratada, que acompanhando dois meninos vivendo uma aventura, traz importantes lições sobre a vida, o amadurecimento, o amor ao próximo e, principalmente, a força de uma verdadeira amizade.

Cartas de amor aos mortos, da Ava Dellaira
          Uma história tocante, que fala com muita delicadeza sobre a perda e a necessidade de seguir em frente. Este livro mexeu muito comigo e, com certeza, não poderia ficar fora de uma lista com os meus favoritos do ano. Apesar de ser uma história triste, que aborda temas muito difíceis, fui cativada pela sensibilidade da autora e pelo modo como seus personagens amadurecem ao longo da trama. Foi uma leitura difícil, mas que me comoveu e trouxe importantes lições.

O nome do vento, de Patrick Rothfuss
         Este foi o primeiro livro que li esse ano e não poderia ter desejado um começo melhor. Inclusive, a primeira resenha que fiz aqui no blog foi sobre ele. É um livro denso, que demorou um pouco para me prender, mas acabou se tornando um dos melhores livros de fantasia que eu já li. Primeiro pela excelente construção do universo retratado. É um mundo rico em detalhes e complexidade, que deixa o leitor completamente envolvido. Além disso, o protagonista é, para mim, o grande mérito desta obra. Um herói diferente de todos os outros que já li, cheio de falhas e virtudes, que tornam difícil classifica-lo como um herói de fato, mas também não fazem dele um vilão. É um personagem complexo, muito humano e fascinante, que leva o leitor a desejar saber mais sobre sua história. Por esse motivo, esse livro acabou se tornando um dos meus favoritos da vida e estou ansiosa para ler sua continuação.

Uma canção de ninar, da Sarah Dessen.
          Outro livro jovem adulto, mas que me encantou de várias maneiras. Os personagens são fascinantes, tanto por serem muito humanos e com problemas compreensíveis, quanto pelo amadurecimento que apresentam ao longo da história. Além disso, mesmo se tratando de uma história de adolescentes, a autora não deixa de inserir temas difíceis. Mas o que me cativou mesmo é o desfecho, que, apesar de não ser como eu esperava, acabou se mostrando muito mais interessante. Foi o primeiro livro da Sarah Dessen que eu li, e já estou ansiosa para conhecer outros.

Dama da meia-noite, da Cassandra Clare.
          Esse ano fui apresentada à série Os Instrumentos Mortais. Li todos os seis volumes esse ano e fiquei apaixonada. Mas foi Dama da Meia-Noite, primeiro livro da série Os Artifícios das Trevas, que realmente me mostrou toda a complexidade do universo dos caçadores de sombras. Senti uma grande evolução na escrita da Cassandra Clare nesse livro e amei o modo como ela desenvolveu essa história. Tudo no universo que eu conheci em Os Instrumentos Mortais se mostrou mais complexo em Dama da Meia-Noite; as escolhas que os personagens enfrentam são cada vez mais difíceis e é muito interessante vê-los amadurecer ao longo da trama. Terminei esse livro chocada com as reviravoltas, triste por alguns personagens e completamente ansiosa pela continuação.

Como eu era antes de você, da Jojo Moyes.
Esse foi um livro que eu não tinha a menor expectativa, que eu li só porque queria saber do que se tratava antes de assistir ao filme. No entanto, ele me conquistou, me fez rir e chorar, e, principalmente, me levou a rever muitos conceitos e o modo como encarava alguns assuntos. Como eu era antes de você foi um grande exercício de empatia e trouxe reflexões que realmente mexeram muito comigo. Sem dúvida, foi um dos livros que mais me marcaram esse ano.

Mentira Perfeita, da Carina Rissi.
          Escolhi esse para ser a minha última leitura do ano e não poderia ter escolhido melhor. É uma história leve e com muitos clichês? Sim. Mas também é um daqueles livros que deixam a gente sorrindo sem perceber, com personagens apaixonantes e uma história muito cativante. Além disso, adorei o modo como a Carina falou de algumas dificuldades que um cadeirante enfrenta durante o seu dia-a-dia, mas também mostrou todas as possibilidades de uma vida normal. De um modo geral, foi uma leitura leve e apaixonante, que me marcou justamente por ter sido tão agradável.

          Esses foram os dez livros que mais me marcaram, mas tinha que incluir alguns outros, para minha consciência não pesar. Então, resolvi fazer uma menção honrosa a três deles: Minha Vida Mora ao Lado, A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista, e Tudo e Todas as Coisas.
           O ano teve também algumas decepções literárias, mas vou falar só do mais marcante: Eleanor e Park, da Rainbow Rowell. Eu só ouvia elogios a este livro, portanto, tinha uma expectativa muito alta. Durante a maior parte do livro, eu estava realmente amando: um jovem adulto diferente de todos os outros que já tinha lido, com personagens que fogem de qualquer clichê, e que ainda aborda assuntos muito sérios. No entanto, para mim, a autora estragou tudo no final, com a protagonista agindo de um modo completamente inexplicável e egoísta, demonstrando, no mínimo, muita falta de gratidão. Achei que ela poderia ter feito um final semelhante, mas conduzido de uma maneira diferente, tornando as decisões dela mais compreensíveis.
            De todo modo, foi um ano muito produtivo e fiquei muito feliz com os livros que li. Mesmo aquelas que me decepcionaram, me ensinaram algo e me fizeram pensar. Espero que 2017 traga leituras ainda mais interessantes e que eu possa trazer cada dia mais dicas para vocês. Desejo um feliz Ano Novo para todos os leitores aqui do blog, com muita paz, amor, saúde, sucesso e, claro, muitos livros!

Especial Harry Potter


Este ano foi marcado por muitas leituras legais, porém, entre as que eu mais gostei estão algumas releituras. Estou me referindo, claro, ao meu projeto de reler toda a série Harry Potter ao longo de 2016. Infelizmente, não consegui publicar as resenhas de todos até novembro, como eu havia planejado. No entanto, eu reli todos os livros da série e não poderia deixar o ano terminar sem falar sobre os dois últimos volumes, mesmo que resumidamente.
Então, no último dia do ano, vou falar um pouco sobre a experiência de reler Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte. Para mim, é nesses dois livros que ficam mais evidenciados o amadurecimento de J. K. Rowling como escritora e o quão rico é o universo criado por ela.
Em Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o tom da série se torna ainda mais sombrio. Começamos a ter uma noção mais exata do poder de Voldemort e da capacidade que ele e os seus Comensais da Morte têm de espalhar o medo e o caos. Paralelamente a isso, descobrimos mais sobre o passado dele, entendendo melhor sua história antes de se tornar o temido Lorde das Trevas. Confesso que acho as partes que reconstituem a vida do jovem Tom Riddle um tanto cansativas, no entanto, sua importância para a série é enorme.
Além disso, J. K. Rowling mais uma vez consegue dosar os momentos sombrios e mais cansativos, com pequenas tramas que ajudam a tornar a trama mais leve, trazendo alívio cômico e deixando a história mais dinâmica. Em especial, os relacionamentos amorosos ganham um pouco mais de espaço, sem tirar o foco principal do livro.
Além disso, gosto de ver a aproximação de Harry e do Prof. Dumbledore. É muito bom poder ver mais desse bruxo tão sábio e perceber o quanto ele se importa com Harry. O vínculo que se forma entre os dois é bonito, por demonstrar uma afeição genuína e muita lealdade.
O final é ao mesmo tempo triste esperançoso, deixando a expectativa para a continuação. Aliás, uma das coisas mais interessantes que senti ao reler esse livro foi perceber que, mesmo já sabendo tudo que aconteceria, ainda me emocionei com a história tanto quanto da primeira vez que li e ainda fiquei com expectativa pelo que aconteceria no último volume da série.
E o que falar sobre Harry Potter e as Relíquias da Morte? Apesar de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban ser o meu preferido, o sétimo livro da série se aproxima muito. Além disso, é nele que fica evidente todo o talento de J. K. Rowling e sua enorme capacidade de amarrar a história.
Havia tantas pontas soltas ao final de Enigma do Príncipe que, sinceramente, achei que a autora não seria capaz de resolver tudo em um único livro. No entanto, ligou todos os pontos da história, resgatando pontos que eu sequer recordava de outros livros da série, incluindo dos primeiros. Foi tudo tão coeso e bem escrito, que é impossível não reverenciar a habilidade de Rowling. Aliás, foi maravilhoso reler este livro e poder perceber alguns detalhes com mais clareza.
Muitas coisas acontecem em Relíquias da Morte e o clima é de urgência do começo ao fim. Vemos Harry se despedindo da casa dos Dursley e partindo para o desconhecido que é a vida adulta. Ele agora iria para um destino incerto, tentando cumprir a missão confiada a ele por Dumbledore e destruir as horcruxes de Voldemort, para que finalmente pudesse ocorrer o esperado confronto entre os dois.
O caminho percorrido por Harry, junto com Rony e Hermione é longo e, algumas vezes, cansativo. Mas ao longo de toda a jornada, começamos e descobrir importantes informações que são cruciais para o desfecho da série.
Outro fato importante é o quanto os personagens ganham em complexidade neste livro. Todos se deparam com decisões difíceis ao longo da trama e suas escolhas revelam muito sobre eles. No entanto, o personagem mais marcante é, sem dúvida, Severo Snape. Não apenas pelos acontecimentos de Relíquias da Morte, mas, principalmente, pelas informações que são reveladas sobre o seu passado, considero Snape o personagem mais humano da série e, por isso mesmo, o mais interessante e complexo.
Claro que com a épica batalha entre bem e mal, muitos personagens morrem ao longo da trama. Por mais dolorosas que algumas delas sejam, J. K. Rowling soube dar a devida emoção em cada uma delas e nos fazer compreender o destino deles (mesmo eu não aceitando algumas até hoje). Aliás, preciso confessar que chorei mais de uma vez ao longo do livro, não só na primeira vez que li lá em 2007, mas em todas as releituras.
O desfecho da história foi exatamente o encerramento que a série merecia, mesmo que deixe os leitores com a sensação de que queriam mais. Ao terminar a releitura esse ano, senti mais uma vez a emoção pela conclusão e a nostalgia de pensar em tudo que vivi ao longo destes sete livros. Harry Potter marcou a minha vida e foi muito bom ver que os sentimentos que esta série me despertou há tantos anos continuam ali, dando a sensação de voltar para casa.

Assim, deste projeto ficou a certeza que a mesma magia que me encantou quando eu tinha 11 anos, me espera a cada vez que abrir esses livros novamente. 

[Dica da Malu] Momento Errado


Sinopse: As vidas de Manuela e Leonel colidem nas escadas da faculdade, dando início a uma grande e diferente amizade. Ele faz pós graduação em Marketing e tem planos de se mudar para o exterior em pouco tempo. Ela está no sexto semestre de publicidade e propaganda e estagia em uma das maiores agências da cidade. Ele é cheio de metas. Ela, vive entre dois mundos, a vida real e o mundo fantástico. Ele já fez 30 anos e ainda busca sentido para a sua vida. Ela, apenas vive, sem se preocupar com o sentido. Ele é prático e lógico. Ela é dramaticamente romântica e sonhadora. Ele segura as palavras e controla sentimentos. Ela é intensa, não suporta fingir não sentir. Ele quer conhecer o mundo. Ela fez dele, o mundo dela. Ele possui um segredo. Ela não faz nem ideia. Ele diz que ela é a pessoa certa, só que na hora errada. E é nesse momento que ela passa a questionar se realmente existe a hora certa.

            Conheci Momento Errado através da parceria com a autora Giulliana Fischer Fatigatti. Esse livro me trouxe uma mistura muito grande de emoções, e confesso que não estava preparada para me apegar aos personagens e me envolver com a história como aconteceu.
            Como é contado na sinopse, Manuela é uma jovem estudante de Publicidade e Propaganda que conhece Leonel, um pós-graduando em Marketing que estuda na mesma faculdade que ela. Ela logo é alertada por uma amiga da fama de mulherengo dele e decide se manter afastada.
            No entanto, Manuela rapidamente percebe que será difícil manter essa decisão. Primeiro, porque Leonel parece cada vez mais interessado em se aproximar dela. Segundo que ela descobre que a agência na qual ela é estagiária está trabalhando em um projeto para a empresa onde ele é gerente de Marketing. Assim, encontra-lo se tornou algo inevitável.
            Preciso avisar que Leonel e Manuela pareciam competir sobre qual dos dois me irritaria mais. Ele por ser um cara mandão, algumas vezes soando machista, e muito inconstante. Aliás, em vários momentos ele se enquadra em estereótipos que eu detesto ver em personagens masculinos. Já ela é o tipo de protagonista que me irrita profundamente, aceitando o comportamento de Leonel e se mostrando fraca e incapaz de resistir ao charme dele.
            Também me incomodou um pouco a paixão quase instantânea que surge entre eles, principalmente da parte dela. No entanto, isso é compensado ao longo do livro com o desenvolvimento da relação deles. É curioso como, apesar de todas as falhas dos personagens, é possível ver uma verdadeira amizade entre eles, que está acima do relacionamento amoroso. Apesar do muro que Leonel criou em torno de si mesmo, Manuela consegue ir superando essas barreiras aos poucos e eles começam a dividir seus sonhos, frustrações e inseguranças um com o outro.
            Mas aí você pode se perguntar: se eu senti tanta raiva dos personagens e do modo como a relação entre os dois se desenvolve, por que eu gostei do livro? Porque os personagens são muito humanos. Ambos são cheios de falhas, que não são escondidas, mas também têm seus motivos, seus sonhos e dilemas que são compreensíveis.
            Especificamente com relação ao Leonel, após algumas reviravoltas, fica mais fácil entender parte do comportamento dele. Embora não concorde com as escolhas dele, compreendo as razões que o levaram a preferir não se envolver com ninguém. O que não acho justificável em hipótese alguma é seu comportamento machista e mandão, saindo com várias garotas e querendo que Manuela esteja sempre à sua disposição. Assim, ele me despertou sentimentos conflitantes, pois, ao mesmo tempo que sentia muita raiva dele, também não fiquei imune a algumas situações que acontecem e nem deixei de me solidarizar.
            Já a Manuela foi mais difícil de compreender, pois, por mais que algumas atitudes de Leonel tivessem justificativa, ela não sabia disso e aceitava mesmo assim. Essa dependência que ela sente em relação a ele, aceitando um relacionamento que claramente estava lhe fazendo mal quase me levou ao desespero enquanto lia. Mas da mesma forma que as reviravoltas me levaram a entender melhor o Leonel, também suavizaram a raiva que eu senti da garota e despertaram a minha empatia, me tornando mais solidária à sua situação.
            O que também me ajudou muito a gostar da leitura foi a escrita leve e fluida de Giulliana. Por mais que estivesse com raiva do casal principal, eu não me senti entediada em nenhum momento. Ao contrário, fui rapidamente envolvida pela trama e não conseguia parar de ler.
            Ao final, me emocionei muito e me surpreendi ao ver o quanto fui cativada. A reviravolta fez com que toda a história contada ganhasse um novo significado para mim, e os personagens ganharam mais complexidade. Além disso, o livro traz uma bela mensagem sobre a importância de vencer os medos e viver intensamente. Esperar o chamado “momento certo”, talvez não seja o bastante. É preciso viver o agora, pois nem sempre haverá outra oportunidade depois.


Para quem quiser acompanhar e se emocionar com a história de Manuela e Leonel, o livro está disponível em e-book no site da Amazon e é possível adquiri-lo nesse link: http://amzn.to/2ibZMol

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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