Tag - Deuses do Olimpo

Finalmente, o dia mais aguardado da semana chegou: a famosa sexta-feira. Então, para já começar o final de semana animado, nada melhor do que uma tag com várias indicações de livros né? Para isso, vou responder a Tag Deuses do Olímpo, que a Dafny do blog Livros e Criaturas me marcou.
Como vocês já devem ter imaginado, ela consiste em perguntas relacionadas aos deuses da mitologia grega. Quem me marcou foi a Dafny, mas a tag foi criada pelo Davyd Santos (Encontro com Livros) e o Magno Ribeiro (Diálogo Literário). 

Regras:
1 - Indicar no mínimo 5 blogs
2 - Dizer quem são os criadores da tag
3 - Dizer quem te indicou 

1 – Zeus: Rei dos Deuses – Qual livro é o rei da sua estante?



Pensei em vários livros diferentes para essa resposta, porque eu tenho vários livros que considero muito especiais na estante. Mas acabei optando por Em algum lugar nas estrelas que é, provavelmente, a edição mais linda que eu tenho e ainda foi uma livro cuja história me encantou.

2 – Hera: Deusa do casamento – Um casal que você shippa.



Sério que preciso escolher um? Em praticamente todo livro que eu leio tem um casal que eu shippo; até quando não tem romance, eu dou um jeito de torcer para alguém. Mas escolhi um casal que eu amo e não comento muito por aqui: Hannah e Garret do livro O Acordo. Já fiz resenha sobre esse livro aqui e comentei o quanto eu me encantei com esse casal e torci muito por eles.

3 – Poseidon: Rei dos Mares – Qual livro você jogaria no mar do esquecimento?



Eu já comentei aqui que, por mais que eu não goste do livro, dificilmente eu me arrependo de ter lido. Acho que até de livros que você não gostou de ler, é possível tirar alguma coisa boa, por menor que seja. Mas, se é para responder, eu diria Três Coroas Negras. Era um livro que eu tinha muita expectativa e não foi nada do que eu esperava.

4 – Deméter: Deusa da Agricultura – Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual livro foi a semente?



Eu sempre gostei de ler, desde que era muito pequenininha, então tenho muita dificuldade de apontar um livro que tenha iniciado meu gosto pela leitura. Mas um que eu sei que me marcou muito quando era criança foi Pollyana e tenho certeza que ele ajudou muito na minha formação como leitora.

5 – Hades: Deus dos Mortos – Um personagem que você mataria.



Vários personagens poderiam entrar nessa lista, incluindo a Prof ª Umbridge, de Harry Potter. No entanto, vou mencionar uma personagem de um livro que li recentemente e que despertou todo o meu ódio: Zara Dearborn, de Senhor das Sombras. Eu ainda vou fazer a resenha desse livro, mas já adianto que a Cassandra Clare conseguiu criar uma das personagens mais desprezíveis que já li. Impossível não odiar.

6 – Héstia: Deusa do Lar – Um personagem que você levaria para casa.



Tem muitos personagens que eu amo e, com certeza, levaria para casa. Mas o Rodrigo, da série Minha vida fora de série, é um que dá vontade de colocar em um potinho e guardar com a gente para sempre. Ele fica mais apaixonante a cada livro e, realmente, dá vontade de levar ele pra casa.

7 – Afrodite: Deusa do Amor e da Sensualidade – Um livro pelo qual você se apaixonou.



Acho que vou passar o ano inteiro falando desse livro aqui, mas não tem como não escolher O sol também é uma estrela, da Nicola Yoon. Já mencionei esse livro tantas vezes aqui no blog que não vou nem explicar, mas deixo o link para a resenha para quem quiser conferir o que achei dessa leitura.

8 – Apolo: Deus do Sol e da Arte – Um personagem artista.



Já li alguns livros com personagens artistas, mas vou trapacear e citar o Rodrigo de novo. Afinal, o baterista mais fofo da literatura não poderia ficar fora justo nessa pergunta né? Mas vou fazer uma menção honrosa ao Julian Blacktorne, da trilogia Artifícios das Trevas, que é um excelente pintor.

9 – Ártemis: Deusa Virgem da Caça – O livro que te levou a grandes aventuras.



Ia responder Harry Potter, mas achei muito óbvio. Então, escolhi um que me levou a um universo incrível e cheio de aventuras: The kiss of deception, da Mary E. Pearson. Eu amei toda a trilogia Crônicas de Amor e Ódio e, sem dúvida, acompanhar a jornada da Lia foi uma aventura maravilhosa.

10 – Ares: Deus da Guerra – Um livro que te deixou com ódio.



Por toda a decepção que senti com a leitura, não poderia responder outro livro que não fosse Três Coroas Negras. Quando terminei essa leitura eu estava com muita raiva por não ter encontrado nada do que foi prometido na sinopse. Apesar de não ser o pior livro que já li, era um que eu esperava demais e que foi muito frustrante.

11 – Atena: Deusa da Sabedoria – Um personagem que te inspira?



Tem como ler Harry Potter e não pensar no Dumbledore e toda sua sabedoria? Para mim, é impossível não pensar nos vários conselhos que ele oferece ao Harry e que sempre levam os leitores a refletirem.

12 – Dionísio: Deus do Vinho e das Festas – Qual foi sua maior ressaca literária?



Minhas ressacas literárias não costumam durar muito, mas um livro que me fez ficar vários dias sem conseguir ler nada foi Por lugares incríveis, da Jennifer Niven. Foi uma leitura que me abalou muito e demorei um bom tempo para digerir isso e começar outra leitura.

13 – Hefesto: Deus do Ferro e do Fogo – Um livro que tenha ferra ou fogo na capa.



Escolhi Cidade do Fogo Celestial, último volume da série Os Instrumentos Mortais, que não só tem fogo na capa, mas no título também.

14 – Hermes: Deus do Comércio (Mensageiro dos Deuses) – Um livro que você não compraria ou se arrependeu de ter comprado?



Preciso mesmo responder? Se você leu as minhas respostas com atenção vai saber que, com certeza, só poderia escolher um para esta pergunta: Três Coroas Negras.
            Bom, essas foram as minhas respostas para a Tag Deuses do Olimpo. Gostaram? Me contem aí nos comentários o que acharam das minhas escolhas e o que vocês responderiam. Os blogs literários que eu marquei para responder são:

5 – Crescendo & Escrevendo

Se você se interessou por algum dos livros citados, vou deixar o link de compra na Amazon aqui. Comprando através dele, vocês ajudam o Dicas de Malu à crescer. 

[Dica da Malu] Minha vida (não tão) perfeita

Sinopse: "Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella, uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar Cat Brenner tem uma vida perfeita: mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok... Não é bem assim... Seu flat tem um quarto minúsculo – sem espaço nem para guarda-roupa –, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida (não tão) perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da mulher que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida perfeita ou, quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Porque, pensando bem, o que há de errado em ter uma vida (não tão) perfeita? "Autora: Sophie Kinsella / Editora: Record / Páginas: 406 / Skoob /
Comprar: AmazonLivro recebido de cortesia da editora

Desde que li Fiquei com seu número, da Sophie Kinsella, eu me apaixonei pela escrita leve e divertida da autora e leria até sua lista de supermercado caso ela resolvesse publicar. Então, quando soube que a Editora Record iria lançar Minha vida (não tão) perfeita, fiquei imediatamente interessada. Recebi esse livro mês passado e agora, finalmente, vou poder contar para vocês o que achei.
Em Minha vida (não tão) perfeita, conhecemos Katie, uma jovem de 26 anos que conseguiu emprego em uma prestigiada agência publicitária em Londres. De acordo com as fotos dela no Instagram, sua vida não poderia ser mais perfeita. No entanto, o que as postagens dela não mostram é que ele mora em um apartamento minúsculo que divide com duas pessoas com as quais ela não tem nada em comum; que para ir de casa ao trabalho ela faz um trajeto longo, demorado e exaustivo; e, principalmente, que ela não está nada feliz com seu trabalho.

“É só que eu não falo sobre as coisas não tão incríveis da minha vida, como a distância da minha casa até o trabalho, os preços absurdos praticados na cidade ou o fato de eu guardar tudo que tenho em uma rede. (...) E a verdade é que isso é tudo o que sonho conquistar na vida. Um dia minha vida vai ser tudo aquilo que eu posto no Instagram. Um dia ela vai ser!”

Já dá para imaginar que o foco do livro é, então, uma reflexão sobre a vida moderna e a aparente perfeição que as pessoas demonstram nas redes sociais. Não só Katie se esforça para mostrar que tudo na sua vida está ótimo, como ela baseia os seus planos no que as pessoas à sua volta parecem viver. Assim, ela não se abre nem com a sua melhor amiga, pois esta tem uma vida incrível em Nova York e Katie não quer se sentir por baixo. Ao mesmo tempo, ela deseja ser exatamente igual à sua chefe: uma mulher segura, bem resolvida, com uma família perfeita, que mora em uma casa maravilhosa e tem uma vida social invejável.


Mas toda história tem um outro lado, não é mesmo? E Katie percebe isso quando perde o emprego e precisa resgatar suas origens. Ela acaba voltando para sua cidade natal a fim de ajudar seu pai e sua madrasta em um empreendimento que estavam montando: um glamping  acampamento de luxo. O que Katie não esperava era que sua ex-chefe, Demeter, fosse passar férias com a família lá e que isso revelaria muito sobre a mulher que Katie pensava que tinha uma vida perfeita.

“Esse não é o jeito dela – pelo menos não da Demeter que conheço. Mas talvez exista uma Demeter que eu não conheça.”

A primeira coisa que preciso destacar sobre esse livro é o quanto essas duas protagonistas são reais. Elas refletem momentos diferentes da vida de muitas mulheres. Não vou entrar em muitos detalhes sobre a Demeter, porque acho que o leitor precisa viver a experiência de conhece-la aos poucos, mas já digo que ela é uma personagem incrível e que me surpreendeu muito.
Já a Katie, eu senti uma vontade de abraças e falar “tamo junto, miga”. Ela é uma personagem com a qual é muito fácil se identificar, especialmente se você estiver na faixa dos 20 e poucos anos, vivendo aquela famosa situação de “expectativa vs realidade” que vem após a faculdade. Katie sonhava com um bom emprego, onde pudesse apresentar suas ideias e colocar em prática tudo que aprendeu na faculdade. No entanto, não é isso o que ela encontrou após se formar e é bem difícil lidar com a frustração, especialmente quando todas as outras pessoas parecem estar tão bem.

“Eu havia me imaginado crescendo na carreira, como se subisse uma escada que poderia me levar a qualquer lugar se eu me esforçasse muito.”

Katie tenta lidar com suas inseguranças e frustrações mudando sua personalidade, sua aparência, e até seu apelido, e criando um feed maravilhoso no Instagram, o que faz parecer que sua vida está perfeita. Esse comportamento pode até soar fútil, mas quem nunca se sentiu desesperado para se encaixar em um lugar? Ou, em algum momento de crise, teve a sensação de que a vida de todas as outras pessoas ia maravilhosamente bem, sem problemas, medos ou dramas? Isso pode até significar que Katie não é a mais perfeita das personagens, mas ela é, sem dúvida, muito humana.
Além de Katie e Demeter, há outros personagens que, apesar de não serem muito explorados, são importantes para a trama. O pai e a madrasta de Katie são apaixonantes e achei bonito ver a evolução do relacionamento dos três. Já o Alex, que é o mocinho da história, rouba a cena em todos os momentos em que aparece e confesso que gostaria de ter visto os dilemas dele mais explorados no livro.

“Porque é da natureza humana esperar coisas impossíveis.”

Minha única ressalva é que senti falta de um maior desenvolvimento do romance. Eu acabei não sendo totalmente cativada pelo casal, porque houve pouco espaço na trama. No entanto, Katie e Alex são tão carismáticos individualmente que isso acabou conquistando minha torcida por eles. Além disso, o romance ter ficado em segundo plano foi bom por não tirar o foco da jornada de amadurecimento da protagonista.


Com relação a escrita da Sophie Kinsella, ela continua dinâmica e envolvente desde as primeiras páginas. A trama segue um bom ritmo e, apesar de não ser um livro tão engraçado quanto Fiquei com seu número, tem seus momentos mais divertidos. Além disso, adorei ver como ela trouxe um assunto importante de uma maneira leve e cativante.

“A vida de ninguém tem que ser pefeita. (...) Não exija tanto de si mesma, querida. Quem quer que tenha inventado que a vida tem que ser perfeita, é uma pessoa muito má, na minha opinião.”

A edição está simples, porém, é bonita e agradável para leitura. Apesar de não ser a capa mais bonita dos livros da Sophie, achei muito fofa e adequada para o livro. As páginas são amareladas e gostei do tamanho da fonte e do espaçamento, que não são muito grandes mas também não dificultam na hora de ler.

Deste modo, Minha vida (não tão) perfeita pode não ser o livro mais engraçado da Sophie Kinsella, (embora tenha momentos divertidos), mas foi uma leitura que me conquistou. Traz questionamentos importantes e atuais, mas de uma maneira leve e que envolve o leitor. Sem dúvida, Sophie Kinsella não me decepcionou. Aliás, me deixou com mais vontade ainda de ler outros livros dela.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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