[Resenha] É assim que acaba


Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Páginas: 368
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.”

Não é segredo para ninguém que me encantei pela escrita da Colleen Hoover logo no primeiro livro dela que eu li. No entanto, toda a experiência que tive com as obras dela não me preparou para o que encontraria em É assim que acaba, publicado recentemente no Brasil pela Galera Record. Mais denso, complexo e doloroso, esse livro vai muito além do que eu poderia imaginar e traz um tema tão relevante que torna sua leitura praticamente obrigatória.
Escrito com muita sensibilidade, É assim que acaba toca o dedo em uma ferida muito presente na nossa sociedade e faz com que o leitor saia de sua zona de conforto para rever suas opiniões e, principalmente, seus julgamentos. É daquelas leituras em que, quando você termina o livro, não é mais o mesmo que começou a ler. Acredito ser impossível concluir essa leitura sem se colocar ao menos um pouquinho no lugar do outro e perceber que o mundo não é tão simples como nós imaginamos e que algumas escolhas não são óbvias e nem fáceis.
Nesse livro, acompanhamos a história de Lilly, uma jovem que acabou de perder o pai, com quem nunca teve uma boa relação, e seu discurso no funeral foi um completo fracasso. Vivendo o que considera ser o pior dia de sua vida, ela sobe no telhado de um prédio em busca de ar fresco e de clarear seus pensamentos. É aí que ela conhece Ryle, um lindo neurocirurgião, que também estava tendo um péssimo dia.
Apesar de se sentirem atraídos, os dois percebem que tinham objetivos muito diferentes. Ele está totalmente focado em sua carreira e não quer relacionamentos que o distraiam. Já Lilly sonha com uma relação estável e uma família. No entanto, é claro que os dois irão se reencontrar e os sentimentos vão falar mais alto.
E, antes que vocês pensem que É assim que acaba é o livro mais clichê de todos os tempos, esse foi apenas o pontapé inicial de um enredo muito mais denso do que se supõe a princípio. Entre as mudanças na vida de Lilly e o desenvolvimento da relação dela com Ryle, temos diários que narram acontecimentos de sua adolescência, incluindo os motivos para sua péssima relação com o pai e o romance que ela viveu com Atlas, um jovem sem-teto que ela nunca esqueceu completamente.
Quando Atlas ressurge em sua vida, Lilly fica dividida entre os sentimentos que nunca foram superados e a força do romance que estava vivendo com Ryle. Porém, ele não é o único fantasma do seu passado que retorna para assombrá-la. Lilly passará por situações que irão fazê-la reviver alguns dos piores momentos de sua infância e adolescência, porém, com uma nova perspectiva que poderá destruir todas as convicções que sempre teve, inclusive sobre si mesma.


Eu poderia falar sobre É assim que acaba por horas e em detalhes, porém, prefiro não contar mais nada sobre o enredo e deixar que vocês tenham a mesma experiência que eu tive ao ler esse livro pela primeira vez. Sei que já têm muitas resenhas por aí que falam abertamente sobre o tema do livro e as grandes reviravoltas que ele apresenta, mas eu acho que isso estraga grande parte do cuidado que a autora teve ao construir a história. Quanto menos o leitor souber sobre o enredo é melhor, pois não fará julgamentos antecipados e conseguirá se colocar no lugar da protagonista.
Com relação aos personagens, Lilly é uma das personagens mais humanas e fáceis de se conectar que eu já li. Mesmo que eu nunca tenha passado por nada remotamente parecido com as situações que ela vivenciou, Lilly é uma protagonista tão real que é impossível não entender suas dúvidas e não querer confortá-la nos momentos difíceis. Além disso, foi uma personagem que cresceu na adversidade e foi se mostrando mais forte e madura ao longo do livro, mesmo nos momentos em que ela parecia desabar.
“A maioria das plantas precisa de muito cuidado para sobreviver.  Mas algumas coisas, como as árvores, são fortes o bastante para sobreviver ao que quer que tivesse acontecido em sua vida.”
Já Ryle e Atlas são dois mocinhos que encantam desde o primeiro momento em que aparecem. Apesar de vê-los, incialmente, em momentos diferentes da vida da Lilly, é fácil entender os motivos que a levaram a se apaixonar pelos dois. Inclusive, cheguei a me perguntar como ela poderia escolher entre um deles. No entanto, se tem uma coisa que esse livro faz é quebrar estereótipos e esses dois personagens vão surpreender e mostrar como os rótulos que colocamos nas pessoas podem estar errados.
Quinze segundos. Só isso já basta para mudar completamente tudo sobre uma pessoa. Quinze segundos que nunca teremos de volta.”
Os personagens secundários não são tão explorados, mas apresentam grande relevância na jornada da protagonista. Em especial, se destacaram a mãe dela e Allysa, irmã do Ryle e funcionária de Lilly. Aliás, Allysa foi uma das minhas personagens preferidas, tanto por sua personalidade divertida e positiva, quando por sua amizade sincera com a Lilly. Ela mostra, de várias maneiras, o verdadeiro significado da empatia e da sororidade, e é bonito ver o laço que se forma entre elas.
Com relação à escrita da Colleen, acho que não é surpresa para ninguém dizer o quanto é fluída e envolvente. Além disso, É assim que acaba demonstra, mais uma vez, a grande capacidade que a autora tem de fazer com que os leitores sintam as mesmas coisas que os seus personagens. No entanto, talvez por se tratar de seu romance mais pessoal, essa habilidade dela foi potencializada nesse livro. Aqui, nós nos sentimos realmente no lugar da Lilly; temos os mesmos medos e dúvidas que ela, e a sua dor se torna a nossa, o que deixa a leitura mais real e brutal.
“Apesar do ressentimento que guardo no coração, minhas emoções continuam presentes. Não paramos de amar uma pessoa só porque ela nos magoou. Não são suas ações que magoam mais. É o amor. Se não houvesse amor ligado à ação, a dor seria um pouco mais fácil de suportar.”

O enredo foi muito bem construído pela autora, de modo que o leitor consiga conhecer e se apegar aos personagens e que o impacto dos acontecimentos seja ainda maior. A reviravolta do livro é um verdadeiro soco no estômago e, inicialmente, não queria acreditar que aquilo estava acontecendo. A partir daí a leitura se torna mais dolorosa, mas também intensa e ágil, fazendo com que o leitor não consiga parar até concluir o livro e descobrir quais foram as escolhas feitas pela protagonista.



Vi algumas críticas relacionadas ao desfecho, mas, apesar de concordar que os eventos do epílogo poderiam ter acontecido de outra forma, achei que foi um final bastante coerente. Acho que ele representou bem a jornada de Lilly durante todo o livro e as lições que ela tirou de todas as situações que viveu. Assim, acredito que a ressalva feita acabou ficando pequena demais, para mim, quando comparada com a grandiosidade e a importância da história que foi contada. Além disso, algumas pessoas reclamaram que um determinado personagem não foi muito explorado no livro. Porém, é preciso ter em mente que, por mais cativante e importante que seja na jornada de Lilly, ele nunca foi e nem deveria ser o foco. Então, não foi algo que chegou a me incomodar.
“Ciclos existem porque é doloroso acabar com eles. Interromper um padrão familiar é algo que requer uma quantidade astronômica de sofrimento e de coragem. Às vezes, parece mais fácil simplesmente continuar nos mesmos círculos familiares em vez de enfrentar o medo de saltar e talvez não fazer uma boa aterrissagem.”
Com relação à edição, foi mantida a capa original, que é maravilhosa. As páginas são amareladas e a fonte tem um bom tamanho. A minha única ressalva é que, como li o livro ano passado em inglês, achei que a tradução deixou um pouquinho a desejar e passaram alguns errinhos de revisão. No entanto, não é nada que chegue a prejudicar a leitura ou tirar o impacto da história contada.
Deste modo, É assim que acaba é um livro forte e difícil de ser lido, mas que toca pela empatia que desperta e pela sensibilidade da autora na construção da trama. É uma leitura que me fez sair da minha zona de conforto e olhar com mais cuidado para uma realidade que pode não ser a minha, mas é a de milhares de pessoas. Assim, mais do que um romance, é um livro importante para mostrar que devemos pensar antes de julgar e que, ao invés de apontar o dedo, é preciso entender e se colocar no lugar do outro. Não é uma leitura fácil, especialmente por conter cenas pesadas e muito reais, mas que é capaz de arrebatar, emocionar e, até mesmo, transformar o leitor.
Aproveito também para destacar que, ao final do livro, há uma nota da Colleen Hoover que nos permite entender melhor sua inspiração ao escrever essa história. Essa nota, que deve ser lida apenas após terminar a leitura do livro por explicar o desfecho, é extremamente emocionante e dá ainda mais significado para tudo que foi narrado na obra. Além disso, os agradecimentos que vêm depois da nota são muito bonitos e confesso que também arrancaram mais algumas lágrimas minhas.
E vocês, já leram esse ou algum outro livro da Colleen Hoover? Me contem aí nos comentários o que acharam ou se ainda querem ler este livro. E, para quem se interessou, deixo o link de compra na Amazon aqui.

[Resenha] Um verão da Itália

 Autora: Carrie Elks
Editora: Verus
Onde comprar: Amazon
Exemplar cedido pela editora para leitura antecipada
Sinopse: “Férias de verão gratuitas em uma bela villa na Itália. A condição? Dividir a casa com seu maior inimigo... Cesca Shakespeare chegou ao fundo do poço. Depois de escrever uma peça de teatro premiada que acabou em desastre, o bloqueio criativo se instalou, sem previsão de ir embora. Seis anos mais tarde, ela acabou de perder mais um emprego pavoroso e está prestes a ser despejada de seu apartamento. Pior ainda, suas irmãs não fazem ideia de como sua vida vai mal. Assim, quando seu padrinho lhe arruma uma temporada de verão em uma villa italiana, sem ter de pagar nada por isso, Cesca concorda, meio a contragosto, em ir para lá e tentar escrever uma nova peça. Isto é, antes de descobrir que a casa pertence a seu arqui-inimigo, Sam Carlton. Tendo acabado de ver seu nome em todas as manchetes pelas razões erradas — mais uma vez —, o galã de Hollywood Sam Carlton precisa de um lugar para se esconder. Que opção melhor do que a linda villa desocupada de sua família à beira do lago de Como? Só que, quando ele chega, descobre que a casa não está tão desocupada quanto ele esperava. Ao longo do quente verão italiano, Cesca e Sam terão de confrontar o passado. E o que começa como uma hesitante amizade rapidamente se torna uma atração intensa. À medida que seus mundos colidem, uma escolha terá de ser feita: o que está acontecendo entre eles é apenas um caso de verão, ou um amor capaz de enfrentar até a família Shakespeare: quatro irmãs, quatro histórias... quatro maneiras de encontrar o amor verdadeiro.”

Semana passada, recebi mais uma caixinha muito especial do VIB – Very Importante Book – do Grupo Editorial Record. O livro da vez é Um verão na Itália, da autora Carrie Elks, e eu preciso confessar que foi amor à primeira vista. Assim que li a cartinha que veio junto, senti que precisava pular a fila e começar esse livro imediatamente. Resultado: leitura concluída em menos de dois dias e uma sensação maravilhosa de coração quentinho quando terminei.
Um verão na Itália inaugura a série As irmãs Shakespeare, que será publicada no Brasil pela Editora Verus. Nesse primeiro livro, que tem previsão de lançamento para o mês que vem, acompanhamos a trajetória de Cesca, uma jovem que vinha há alguns anos pulando de emprego em emprego e que não dava nenhum sinal de que iria se encontrar em algum deles. Seis anos antes, ela era uma promissora roteirista de teatro, mas um enorme fracasso em sua primeira peça fez com que ela nunca mais conseguisse escrever nada.
Cansado de ver Cesca mudando toda hora de emprego e com uma vida financeira e pessoal cada dia pior, o padrinho dela propõe que ela passe o verão tomando conta da casa de um casal de amigos dele, na Itália. Seria uma oportunidade para ela espairecer e, quem sabe, voltar a se dedicar ao seu grande sonho que era ser uma roteirista de teatro. Sem nada a perder, Cesca decide ir para a Itália e tentar se reencontrar.
O que ela não esperava é que, nessa viagem, acabaria reencontrando também o ator que foi responsável pelo fracasso de sua peça anos atrás. Surpreendentemente, Sam Carlton acabou se tornando um ator de sucesso e fez fama em Hollywood. No entanto, após um grande escândalo, ele decidiu se refugiar em sua casa, na Itália. Lá, Sam esperava encontrar um pouco de paz, mas precisou lidar com toda a raiva que Cesca acumulou ao longo dos anos por ter destruído sua vida – mesmo que ele não tivesse a menor ideia de que tinha feito isso.


Sabe aquele livro aquele livro que tem cara de final de semana, daqueles que a gente senta para ler e esquece da vida? Um verão na Itália é exatamente esse tipo de livro. Uma leitura fluida, divertida e apaixonante, que envolve desde a primeira página e com um enredo que, mesmo sendo um pouco clichê, é bem construído e surpreende pelo desenvolvimento dos personagens. 
Cesca é daquelas protagonistas que conquistam a empatia do leitor logo nas primeiras páginas. Como qualquer pessoa, ela passa por uma fase difícil e demonstra várias inseguranças. No entanto, isso não é apresentado no livro por meio daquela típica mocinha atrapalhada, que vive se metendo em confusões e chega a ser caricata. Ao contrário, Cesca é uma personagem muito humana, com sentimentos compreensíveis e com a qual o leitor consegue se identificar. Claro que ela se envolve em algumas situações engraçadas, mas não é nada que não possa acontecer na vida real. Além disso, seu desenvolvimento durante a história permite que o leitor perceba o quanto Cesca amadureceu e realmente acredite nessa mudança, pois não é algo que acontece de uma hora para outra.
E o que dizer do Sam? Assim, como Cesca, ele não é um personagem perfeito e, em muitos momentos, eu sentia vontade de sacudi-lo para que percebesse as besteiras que estava fazendo. No entanto, ele é humano até mesmo em suas imperfeições e apresenta conflitos muito compreensíveis. Aliás, achei interessante o fato de que, mesmo se tratando de um astro do cinema, ainda é fácil perceber em Sam uma pessoa comum, que comete erros, tem sonhos e frustrações, e demonstra uma enorme capacidade de sentir. E, se não bastasse tudo isso, ele ainda é um personagem carismático, divertido e capaz de conquistar o leitor.


Os demais personagens não aparecem tanto, mas foram suficientemente desenvolvidos para contribuir com a trama. Em especial, amei o padrinho da Cesca e a Gabi, funcionária da casa onde Cesca vai trabalhar na Itália. Nos breves momentos em que apareceram, esses dois me conquistaram com seu senso de humor e ajudaram muito a impulsionar a protagonista.  
Com relação à trama, achei que a autora soube desenvolvê-la muito bem. Apesar do enredo parecer clichê, a maneira como ele foi construído me surpreendeu bastante. Além do amadurecimento gradual dos personagens, o romance acontece de maneira natural na história. Não há aquele amor à primeira vista que sempre me irrita, mas a antipatia que Cesca e Sam sentem quando se conhecem também não é forçada. Todas as etapas da convivência deles são compreensíveis e, até mesmo críveis, deixando a leitura ainda mais interessante. Além disso, achei que a autora soube dosar bem o ritmo, sem deixar que os acontecimentos fossem muito abruptos, mas também não pecando pelo excesso de descrições.
Outro ponto que achei interessante no livro é a importância que o teatro tem na obra. É bonito ver o quanto Cesca é apaixonada por essa arte e sofremos ao perceber o quão doloroso foi para ela se afastar do seu sonho de escrever uma peça. Então, vê-la se reencontrando e tentando colocar em prática seu talento novamente foi um dos aspectos que mais contribuíram para tornar esse livro encantador. Além disso, o começo de cada capítulo conta com uma citação de alguma obra de William Shakespeare, o que não só tem tudo a ver com a história do livro, como ainda deu um toque bastante especial para a leitura.



Já sobre a edição, não tenho como falar, pois li uma prova para leitura antecipada, então, pode ser que muita coisa mude até a versão final. No entanto, não posso deixar de comentar que eu gostei bastante da capa e acho que tem tudo a ver com o tom descontraído e apaixonante do livro.
Assim, quero agradecer muito ao Grupo Editorial Record pela oportunidade de ler Um verão da Itália antecipadamente. O livro foi meu primeiro contato com a escrita da Carrie Elks e a impressão não poderia ter sido melhor. É uma leitura leve, apaixonante e envolvente, com personagens que conquistam a empatia do leitor e uma trama que se desenrola com naturalidade. O desenvolvimento romance é lindo de acompanhar, mas o que conquista mesmo no livro é a boa construção dos personagens e o fato de conseguirmos nos identificar com eles e ainda nos orgulharmos por sua evolução. Acredito que não preciso nem ressaltar aqui o quanto eu amei essa leitura, que me deixou com o coração alegre do começo ao fim. Então, só me resta dizer que recomendo muito Um verão na Itália e que não vejo a hora de poder ler as histórias das outras irmãs Shakespeare.

Atualização: O livro já está disponível para pré-venda e pode ser adquirido aqui.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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