[Resenha] 36 perguntas que mudaram o que sinto por você

3 de jun. de 2019


Olá, pessoal! Tudo bem? Recentemente eu recebi um livro da Galera Record junto com uma cartinha tão especial que tive que furar a fila e começar a leitura imediatamente. Estou falando de 36 perguntas que mudaram o que eu sinto por você, da Vicki Grant. Eu confesso que, a primeira vez que vi esse livro, imaginei que se trataria de um livro de contos. Então, fiquei muito surpresa quando vi na carta que se tratava de um romance Young Adult.

E, que fique claro, essa foi uma surpresa muito boa. Fazia tempo que eu não lia algo nesse estilo e já estava sentindo falta. Sabe quando você está precisando de um uma leitura leve e divertida, para relaxar? Então, esse livro veio muito a calhar para mim. Eu acabei devorando desde que ele chegou e agora vou poder contar para vocês o que achei da leitura.

Autora: Vicki Grant
Tradução: Petê Rissati
Editora: Galera Record
Páginas: 252
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “36 perguntas que mudaram o que sinto por você é inspirado por um estudo real de psicologia, popularizado pelo The New York Times e a coluna "Modern Love". Hildy e Paul têm as próprias razões para participar de um estudo do departamento de psicologia da universidade local que tem o intuito de “facilitar uma proximidade pessoal e, talvez, resultar em um relacionamento”. O experimento consiste em 36 perguntas, algumas inofensivas, como Quando foi a última vez que cantou sozinho?; outras nem tanto, como Qual sua mais terrível memória? As questões ajudam os dois a desnudar para o outro ― e para si mesmos ― sentimentos muitas vezes reprimidos. Segredos são revelados; vulnerabilidades, expostas. Hildy e Paul chegam ao fim do questionário entre risos e lágrimas, e baiacus voadores! Mas a pergunta mais importante permanece: eles se apaixonaram?”

Um estudo popularizado pelo The New York Times afirma que seria possível levar dois estranhos a se apaixonarem, fazendo com que eles respondessem honestamente 36 perguntas e depois se encarassem por quatro minutos. E esse estudo acabou servindo de inspiração para a autora Vicki Grant no livro 36 perguntas que mudaram o que eu sinto por você.
Nele, conhecemos Paul e Hildy, dois jovens que não poderiam ser mais diferentes e que por razões bastante distintas concordaram em participar de um estudo que buscava comprovar essa teoria. Ao começarem a responder às 36 questões propostas, eles logo percebem que elas poderiam levá-los a revelar mais do que estavam preparados para expor e a fazê-los encarar coisas que preferiam deixar de lado.
Assim, entre perguntas inocentes e outras que faziam com que eles abrissem a alma, Paul e Hildy percebem que são capazes de enlouquecer um ao outro, mas também de compreender os segredos que carregavam muito melhor que supunham. Assim, entre as diferentes perguntas, vemos esses dois rirem, se provocarem, chorarem e encararem difíceis verdades. Seria isso o suficiente para fazer duas pessoas se apaixonarem.



Eu preciso confessar que esse livro já me ganhou logo nos primeiros capítulos. Os primeiros diálogos entre Paul e Hildy são hilários e eu já torci pelo casal logo no início. Eles não poderiam ser mais diferentes, mas, apesar de clichê, isso acabou rendendo provocações e muitas ironias que me fizeram dar boas risadas. Além disso, mesmo que à primeira vista os dois parecessem opostos, é evidente que os dois possuem muito mais camadas do que vemos e que têm mais em comum do que imaginavam.
E, falando sobre esses dois personagens, eles começam bastante estereotipados. Hildy é a típica boa menina: dedicada, estudiosa, preocupada com a família, tímida e obediente às regras. Já o Paul é o clássico badboy; arrogante, encrenqueiro, cínico e desleixado. Porém, a cada pergunta que respondem, fica mais claro que essa era só a fachada para esconder os fardos pesados que carregavam.
“Eu gostaria de ter a capacidade de ver como você realmente é por baixo de toda essa pose e palavras difíceis e do sobretudo de homem ou barraca de exército, ou seja lá o que for que você está vestindo. Você pode dizer etéreo e saber o que é bom pra cacete em armários de cozinha sem puxador, mas você não engana ninguém. Só decidiu qual parte do fisco deseja divulgar. Meu palpite é que sua família é tão ferrada quanto todo mundo.”
                                        
No caso de Hildy, esse peso ficou mais evidente para mim desde o começo. Ela foi criada em um mundo perfeito, que parecia estar desmoronando na sua cabeça. Apesar do seu jeito atrapalhado e divertido logo no começo, dá para ver que é uma menina sensível e que está lutando para juntar os pedaços da sua vida que estão despedaçando. Nesse sentido, eu consegui entender muito melhor essa personagem e até sofrer com ela. Porém, em alguns momentos achei que ela ficou um tanto forçada: é ingênua demais, dramática demais, atrapalhada demais... A autora pesou um pouco a mão e, por mais que no geral eu tenha gostado dela, teve momentos que eu já estava perdendo a paciência.
O Paul, por outro lado, me ganhou logo nas primeiras páginas e não me decepcionou. Ele é cínico e arrogante no começo, mas de um jeito divertido e que deixava ver que havia mais por trás da máscara. E tinha muito mais. Apesar do segredo dele não ser nem um pouco surpreendente, era algo realmente muito doloroso e que justificava muito da personalidade.

“Você gosta de bancar o insensível e fingir que só pensa em você, mas acho que é só teatro. Tenho a sensação de que alguma coisa, como o significado real da verdade, preocuparia você.”

Além disso, achei que a autora acertou muito no desenvolvimento desse personagem. Ele é inteligente, carismático e, apesar do jeito de badboy, muito maduro para sua idade. Quanto mais a fachada que ele construiu ia se desfazendo, mais eu gostava dele. A trajetória de Paul mexeu muito mais comigo do que a da Hildy e isso fez com que ele fosse, de longe, o meu personagem preferido no livro.



Com relação aos personagens secundários, eles não ganham tanto espaço na trama, mas desempenham papéis importantes. Em especial, a família da Hildy é fundamental para compreendermos essa personagem e o que ela estava vivenciando. Apesar de não serem muito carismáticos – com exceção do Gabe, irmão mais novo da Hildy que cativa o leitor em alguns momentos – eles têm uma função na história e cumprem seu papel.
Já sobre o desenvolvimento da trama, não tenho o que reclamar. Achei que a história se desenvolve em um ritmo muito agradável, que permite ao leitor conhecer os personagens e acompanhar o desenvolvimento da relação deles, sem ficar cansativa ou deixar a leitura lenta. O romance é muito fofo e foi construído de uma forma natural, sem soar apressado ou forçado em momento nenhum.
“Sabe, acho que você está bem longe de ser tão mau quanto gosta de fingir que é. Vi aquela centelha de emoção verdadeira em seus olhos quando admitiu ter cantado para alguém, e seu sorriso... Quero dizer, seu sorriso, quando não está sendo totalmente desagradável comigo e ficando inexplicavelmente chateado com o mundo... É bonito, tipo, sabe, adorável.”
E não posso deixar de falar sobre a edição. Além da capa que ficou linda e combina totalmente com a história, o livro é cheio de ilustrações e com fontes que variam para representar os diálogos e as mensagens no Facebook. Fica evidente o capricho da Galera Record, que com certeza pensou em todos os detalhes.
Deste modo, 36 perguntas que mudaram o que sinto por você foi uma grata surpresa para mim. Com uma premissa diferente, mas despretensiosa, ele acaba sendo uma leitura leve, divertida e capaz de deixar o leitor com uma sensação de quentinho no peito. Foi meu primeiro contato com a escrita da Vicki Grant, mas sem dúvida me deixou curiosa para ler outros. Para quem procura um romance leve e tranquilo, é uma leitura que certamente irá agradar.
            

9 comentários:

  1. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah eu adoro esse estudo, eu fiz esse questionário com a minha esposa, a gente se divertiu bastante!!
    Não sabia que tinha um livro inspirado nisso e agora que eu descobri, devo falar que tô bem feliz! Adorei o que você falou sobre o livro e eu fiquei com muita vontade de ler! Tô lendo bastante YA ultimamente porque eu passei por uma fase de livros MUITO pesados, então vou procurar esse livro agora mesmo! Valeu <3

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  2. Olá, tudo bem? Meninaaa, que livro mais amorzinho, estou encantada! Vi essa capa esses dias, mas não sabia muito bem sobre o que a estória tratava, e lendo tua resenha fiquei curiosíssima para ler o livro. Amei a resenha, já adicionei a obra na minha lista de desejados, espero conseguir em breve!

    Beijos,
    Duas Livreiras

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  3. Olá, tudo bem? Já realizei a leitura do livro, e apesar de ter gostado da temática trabalhada, fiquei com a impressão de que ele poderia ser mais. Lá para o meio das páginas a coisa começou a ficar bem clichê e me cansou (o que não caracteriza ser ruim, porém poderia ser mais inovador). Gostei da leitura, no entanto senti que faltou algo mais engradecedor. Tem umas partes (tipo a tatuagem da lágrima) que é bem "de onde saiu isso? haha", mas a gente releva. Enfim, que bom que para você foi uma grata surpresa. Ótima resenha!
    Beijos,
    https://diariasleituras.blogspot.com

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  4. Oi Malu, comecei a ler esse livro e estou amando, achei os personagens muito fofinhos e logo de inicio já ri demais, eles realmente são muito engraçados mas sei que há uma carga emocional bastante forte nisso também, com certeza será uma leitura que vai deixar meu coração quentinho, assim como o seu, como não se apaixonar pelo mocinho? Ele é realmente bem maduro pra idade.

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  5. Oi Malu! Confesso que fiquei me imaginando ter essas 36 perguntas na mão quando conheci meu marido, e me pergunto se daria certo como deu, e se funciona mesmo! Amei a ideia da autora em usar essa pesquisa pra complementar na história, e confesso que achei demais, isso das perguntas, e de como o relacionamento entre duas pessoas até então desconhecidas, pode começar a partir de algo tão aparentemente simples! Amei a dica!

    Bjoxx ~ Aline ~ www.stalker-literaria.com ♥

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  6. eu confesso que quando vi a premissa desse livro fiquei mega curiosa, como estudante de psicologia achei a base do estudo bem hypada se posso chamar assim kkk, mas to curiosa pra ler e ver o desenvolvimento.

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  7. Que fotos lindas!
    Quando vi esse livro eu fiquei muito curiosa com ele e imaginei que fosse outra coisa, mas vendo a resenha percebi que ainda assim é uma leitura que provavelmente vai me agradar bastante. Achei a capa dele muito bonita.

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  8. Olá,
    Pelo título eu realmente pensei que fosse um livro de auto-ajuda!
    Mas nossa agora que li sua resenha o livro me parece bem melhor, gosto dessa coisa mais despretensiosa mas que ao mesmo tempo vem cheia de coisas boas.

    Debyh
    Eu Insisto

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  9. Oi Malu! Tudo bem?
    Quando eu acho que já vi de tudo com relação a YA, eis que sou novamente surpreendida, pois nunca na vida eu iria imaginar alguma autora se baseando em um estudo psicológico para escrever um romance desse gênero. Mas olha, até que eu achei bem original a premissa considerando quantos romances desses as têm parecidas. Talvez eu dê uma chance, mas... not today, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
    Abraços e beijos, Lady Trotsky...
    http://osvampirosportenhos.blogspot.com

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