[Resenha] Vilão


Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Um dos livros que eu estava mais ansiosa para ler esse ano era Vilão, da V. E. Schwab (ou Victoria Schwab). Vocês talvez conheçam a autora de outras séries que ela tem publicadas no Brasil, incluindo a trilogia Um tom mais escuro de magia, uma das minhas favoritas da vida.
Então, vocês já devem imaginar o quanto eu queria esse livro. Para começar, eu amo a escrita da autora. Além disso, Vilão é o primeiro romance adulto escrito por ela e conta com uma sinopse simplesmente incrível. Se minhas expectativas estavam altas? Claro que sim.

Por esse motivo, quando recebi meu exemplar de parceria com o Grupo Editorial Record, é claro que ele furou a fila de leituras. Afinal, não dá para deixar um livro da V. E. Schwab esperando né? E agora que concluí a leitura, finalmente vou poder contar para vocês o que achei. Será que ele atendeu minhas expectativas?

Autora: V. E. Schwab
Editora: Record
Tradução: Flavia de Lavor
Páginas: 364
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Victor e Eli, dois jovens brilhantes, arrogantes e solitários, se conheceram na Universidade de Merit e logo se deram bem, identificando um no outro a mesma sagacidade e a mesma ambição. No último ano da faculdade, o interesse em comum numa pesquisa sobre adrenalina, experiências de quase morte e poderes sobrenaturais lhes oferece uma possibilidade antes inimaginável: de que uma pessoa, sob as condições certas, seja capaz de desenvolver habilidades extraordinárias. No entanto, quando colocam em prática essa teoria, as coisas dão muito errado. Dez anos depois, Victor foge da prisão, determinado a encontrar seu antigo amigo ― agora inimigo. Para localizá-lo, ele conta com a ajuda de uma garotinha, Sydney, cuja natureza reservada esconde uma habilidade sem igual, mas extremamente perigosa. Enquanto isso, há dez anos Eli tem uma única missão: erradicar todas as pessoas ExtraOrdinárias que encontra ― exceto sua ajudante, Serena, uma mulher enigmática e persuasiva, capaz de impor sua vontade a qualquer um. Armado com poderes terríveis e movido pela lembrança da traição e da perda, Victor caça seu arqui-inimigo em busca de vingança e de um embate no qual sabe que um dos dois deve morrer.”

Em Vilão, conhecemos Victor e Eli, dois amigos de faculdade que têm em comum a inteligência e a ambição. Quando precisaram fazer um trabalho final para a faculdade, Victor escolheu como tema a adrenalina e seus efeitos, um assunto interessante e que poderia ser o trabalho mais interessante da turma. Porém, Eli foi mais ousado e escolheu falar sobre E.Os, pessoas com habilidades especiais – pessoas Extraordinárias. A intenção dele é esclarecer como essas pessoas conseguiram esses dons. O problema é que, não há nenhum indício de que os EOs realmente existam, o que torna o projeto de Eli ainda mais difícil e interessante.
No entanto, as pesquisas dos dois acabam se entrelaçando e levando a uma descoberta que muda tudo, começando pela vida deles. Victor acaba indo para a prisão, de onde sai apenas 10 anos depois com um único objetivo: encontrar Eli. Para isso, ele vai contar com o apoio de pessoas que encontrou no caminho: Sindney, uma garotinha que esconde uma estranha e perigosa habilidade, e Mitch, um homem enigmático que esteve com Victor na cadeia. Enquanto isso, Eli dedica a sua vida a encontrar e eliminar EOs, contando com a ajuda de um deles, Serena, uma mulher capaz de impor sua vontade a qualquer pessoa.
Com um desejo de vingança alimentado por anos, Victor vai entrar em um perigoso jogo de gato e rato com seu antigo amigo, se preparando para um embate que mudará tudo novamente.


Gente, não sei nem como começar a falar sobre ele livro. Ele foi uma experiência de leitura bem diferente e é difícil explicar o que senti. Apesar de já conhecer a escrita da autora e a trama trazer elementos que eu já tinha visto, a forma como eles foram trabalhados me surpreendeu muito. Inclusive, achei complicado até mesmo encaixar ele em um gênero, pois é uma combinação bem interessante de ficção científica, suspense e ação.
A trama vai intercalando o passado e o presente de modo que vemos Victor em sua caçada para encontrar Eli enquanto tentamos descobrir o que aconteceu no passado para acabar com a amizade deles. E essa construção acabou sendo um dos pontos mais interessantes do livro, pois fez com que fosse necessário o leitor ir ligando as peças aos poucos, deixando a leitura mais envolvente e instigante. Além disso, cada revelação feita, mesmo que algumas não tenham sido surpreendentes, aconteceu no momento certo.
Mas, mais do que a trama, o que mais gostei nesse livro foi o desenvolvimento e a complexidade dos personagens. Victor e Eli têm uma moral no mínimo questionável e não é difícil identificar neles sentimentos como ambição, inveja e crueldade. No entanto, eles são também personagens que conseguem demonstrar uma certa humanidade e em muitos momentos dava para entender as motivações deles, mesmo sem concordar.

Deste modo, o título escolhido para a edição brasileira não poderia ter sido melhor. Tanto Victor quanto Eli são personagens que se encaixariam perfeitamente na definição de vilão, mas ao mesmo tempo, em alguns momentos um parece estar assumindo o papel de herói e depois esses papéis se invertem. Assim, são personagens ambíguos, cheios de conflitos internos e que se tornam quase compreensíveis para os leitores, mesmo que estejam longe de serem heróis ou mesmo carismáticos.



Mas, além de Victor e Eli, o livro ainda conta com personagens secundários que também foram bem construídos pela autora, alguns que inclusive roubaram a cena, na minha opinião. Estou falando da Sidney e do Mitch, personagens que Victor conhece em sua jornada e que estão ao lado dele na caçada contra Eli. Sidney é uma personagem que me encantou pela bondade em um universo tão cruel e por trazer um olhar inocente em meio a personagens tão frios. Já o Mitch é um personagem misterioso, mas que ficou claro para mim desde o início que tinha muito a dizer. Ele é um homem que parece ser bastante bruto, até por sua aparência física, mas talvez seja o mais humano do livro.
Com relação ao desenvolvimento da trama, como já mencionei, eu gostei muito do fato da autora ter intercalo o presente e o passado, criando um mistério em torno dos personagens. Mas, mais do que isso, eu adorei como ela conseguiu criar o clima de tensão que a história pedia, deixando o leitor tão envolvido naquele jogo de gato e rato quanto seus personagens. Além disso, a segunda metade do livro é simplesmente de tirar o fôlego, com muita ação e momentos de conflito, deixando a leitura muito dinâmica.
Porém, nem tudo são flores e eu tive duas ressalvas. Uma é que gostaria que ela tivesse explorado um pouco mais a questão dos EOs e do motivo de todo mundo saber sobre eles, mas ninguém ter certeza de que eles existem de fato. E a outra, é que eu queria que o laço entre Eli e Victor tivesse ficado mais evidente. Os dois são tão egoístas e competitivos que foi difícil acreditar que havia realmente uma amizade entre eles e por isso não me causou tanto impacto a rivalidade que surgiu entre os dois. Acredito que se tivesse um vínculo mais concreto entre eles, a ruptura teria causado um choque muito maior.
No entanto, mesmo que Vilão não tenha me conquistado da mesma forma que os outros dois livros que li da V. E. Schwab (Um tom mais escuro de magia e Um encontro de sombras), foi uma leitura deliciosa. Ela criou uma história bem diferente, com personagens instigantes e uma trama bem amarrada. O final é o suficiente para encerrar bem o livro e de uma maneira impactante. Porém, o gancho que a autora deixa faz com que, mesmo não sendo obrigatório ler a continuação, o leitor fique curioso. Eu, pelo menos, fiquei muito, e não vejo a hora da Record lançar o segundo aqui no Brasil.
E vocês, já leram algum livro da Victoria Schwab? Me contem aí nos comentários se conhecem a escrita da autora e qual a expectativa de vocês em relação a Vilão. Caso já tenham lido ele, comentem comigo o que acharam. Vou adorar saber a opinião de vocês!


[Resenha] Algo maravilhoso


Olá, pessoal! Quem aí já detestou um livro, mas decidiu dar uma segunda chance para o autor ou autora assim mesmo? Eu passei por isso recentemente com a Judith MacNaught. Quem leu minha resenha sobre Agora e Sempre postada aqui, sabe que diversas coisas me incomodaram (e muito) naquele livro. Porém, mesmo assim resolvi dar uma chance e ler o segundo volume da trilogia, Algo maravilhoso.
Apesar de se tratar de uma trilogia, esse segundo livro não tem relação com o primeiro e pode ser lido de maneira independente. Esse foi o fator que mais me motivou a ler Algo maravilhoso, pois me ajudou a encarar como uma nova história e uma nova tentativa com a escrita da autora.

Será que valeu a pena fazer uma nova tentativa? Será que desta vez eu gostei da história escrita por Judith MacNaught? É isso que vou contar para vocês na resenha.

Autora: Judith MacNaught
Editora: Bertrand Brasil
Tradução: Carolina Simmer
Páginas: 406
Exemplar recebido de parceria com a editora
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Alex sabe que é diferente das outras garotas. Após a morte do pai, viu a situação financeira da família caminhar perigosamente rumo ao abismo, e coube a ela se tornar “o homem da casa”. Apesar das dificuldades, Alex ainda crê que alguma coisa extraordinária possa acontecer. No entanto, salvar a vida do belo Jordan Townsende, duque de Hawthorne e um famoso libertino, não estava em seus planos, assim como casar com a jovem que o livrara de uma bala no peito não estava nos de Jordan. O duque tem uma dívida com a srta. Lawrence... E ele nunca deixa de quitar seus débitos. Estabelecê-la em uma de suas propriedades, no interior, e, então, retornar a Londres e à cama de suas amantes parece ser o arranjo perfeito. Sua rotina não precisa ser abalada. Exceto que o espírito livre de Alex cativa Jordan, profunda e rapidamente. Um pouco tarde demais, o duque percebe que seu coração de pedra não é tão duro quanto imaginou, e sua esposa pode ser.”

Em Algo maravilhoso, a jovem Alexandra vivia feliz na propriedade do avô e sempre se empolgava com as visitas do pai, por menos frequentes que elas fosse. Era uma menina esperta, culta e muito inocente. Porém, quando o pai e o avô morrem, ela se vê com a responsabilidade de evitar que sua família vá para a ruína. Mas, mesmo assim, ela ainda sente que algo maravilhoso pode acontecer. E quando salva a vida de Jordan, o duque Hawthorne, essa sensação fica ainda mais forte.
Jordan não tinha nenhuma intenção de se casar, porém, tinha uma dívida com a Alex e, ciente da situação da família dela, decide se casar e mantê-la em uma de suas propriedades do campo. Afinal, ele precisaria se casar algum dia e por que não fazer isso com a jovem que salvou a sua vida e a quem poderia ajudar muito. Depois do casamento e de deixar a esposa em uma de suas propriedades, ele poderia voltar para Londres e suas amantes. O que ele não contava é que seria tão difícil deixa-la para trás.




Ah, vocês não fazem ideia do quanto fiquei feliz por ter lido esse livro. A leitura se mostrou envolvente desde a primeira página e os personagens não poderiam ser mais cativantes, especialmente a protagonista Alexandra. Ela possui uma ingenuidade e uma bondade cativantes. Em muitos sentidos, me lembrou a Pollyannna do clássico de Eleanor H. Porter. Mas o que a tornou ainda mais interessante é que vemos essa personagem evoluir ao longo do livro. Ela muito jovem e ingênua no início, mas se torna mais madura e determinada, sem se deixar enganar ou se submeter ao marido.
Aliás, esse para mim foi o ponto que senti mais diferença em relação ao primeiro livro. Enquanto no primeiro vi uma personagem forte que teve sua personalidade sufocada pelo “mocinho”, com Alexandra acontece o oposto. Ela se fortalece ao longo da trama, se tornando mais ciente dos seus direitos e do que realmente quer para sua vida. E, principalmente, ela não aceita levar a culpa pelas ações do marido.

Outro aspecto que eu amei foi o mocinho, Jordan. Tenho um novo crush! Ele tem seus defeitos, mas também é justo e cativante, sendo fácil perceber que o coração dele não é tão duro quanto parece. Não que Jordan não cometa erros ao longo do livro (nada grave como no primeiro livro), mas foi bom ver ele aprendendo com cada um deles e realmente se transformando. É um personagem cheio de camadas e que à medida em que vamos conhecendo melhor, é impossível não se encantar.



Com relação ao romance, gostei muito da forma como foi construído. Tudo acontece de maneira natural, com o relacionamento se transformando aos poucos e de maneira convincente. Foi um desenvolvimento que me permitiu realmente torcer pelo casal. Além disso, os obstáculos que eles enfrentaram foram convincentes e me deixaram realmente apreensiva.
E não pense que esse livro conta apenas com os protagonistas. Os personagens secundários também são carismáticos e me cativaram. Em especial, amei a avó do Jordan e o Tony, primo dele. Os dois foram ganhando espaço ao longo da trama e conquistaram meu coração. Inclusive, acho que o Tony merecia um livro só para ele.
As únicas ressalvas que tive com esse livro foram no começo e no final. Achei o início bastante confuso em relação a ordem cronológica dos acontecimentos. Alguns acontecimentos pareciam estar acontecendo na mesma época, mas tinham anos de diferença entre eles e isso me deixou confusa no começo. Além disso, eu preferia que o final tivesse sido um pouco mais aprofundado. Não que eu não tenha gostado de como o livro se encerrou, mas achei um tanto apressado e queria ter desfrutado um pouco mais.
No entanto, isso não tira os méritos do livro. Algo maravilhoso é um livro delicado, romântico e envolvente. Foi uma das leituras mais leves e cativantes que fiz esse ano e não poderia ter ficado mais feliz por decidir ler esse livro. Terminei com uma sensação gostosa no coração de alegria e encantamento. Foi realmente algo maravilhoso!

Balanço do 1º semestre - Tag dos 50%



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Demorei um pouco, mas finalmente vim fazer um balando das minhas leituras do primeiro semestre. No total, li 28 livros nesse primeiro semestre, além de 2 releituras. Então, hoje vou responder uma tag para comentar um pouco sobre os favoritos e as decepções que tive até aqui – a Tag dos 50%.
Confesso que estou um pouco frustrada com as minhas leituras; não pela quantidade, mas pelo fato de que poucos livros realmente me marcaram. Talvez eu esteja ficando mais exigente, ou simplesmente não tenha dado sorte, mas senti que a maioria dos livros que li foram bem medianos. Vocês também andam sentindo isso?
De qualquer forma, chegou a hora de parar de enrolar e ir direto ao ponto. Então, vamos às minhas respostas para a tag.

Melhor livro que você leu até agora, em 2019:
Eu pensei em citar Reino de Cinzas, da Sarah J. Maas. Porém, como eu já tinha lido esse livro em 2018, em inglês, resolvi escolher outro que me marcou bastante: Os noivos do inverno, da Christelle Dabos. Esse foi o primeiro livro que li em 2019 e foi uma leitura simplesmente incrível. É uma fantasia muito original, com personagens cativantes, uma trama envolvente e um universo riquíssimo. Já tem resenha sobre ele aqui no blog e eu não vejo a hora de ler a continuação.

A melhor continuação que você leu até agora, em 2019:
Pelo mesmo motivo que citei na pergunta anterior, não vou escolher Reino de Cinzas, mas fica a menção honrosa. Minha escolha, então, foi outra continuação maravilhosa que encerrou uma das melhores trilogias que já li: Rainha do Ar e da Escuridão da Cassandra Clare. Ainda não escrevi resenha sobre ele aqui, porque não consegui expressar tudo que senti lendo. Mas, não se preocupem, que farei isso em breve.

Lançamento do 1º semestre que ainda não leu, mas quer muito:
Eu poderia facilmente citar uma lista aqui. Porém, o post ficaria gigante e ainda faltam muitas perguntas para responder. Então, escolhi um que eu comprei na pré-venda e sinceramente não sei o motivo de não ter lido ainda: Um estranho irresistível, da Lisa Kleypas. Ele é o quarto volume da série Os Ravenels e eu estou muito ansiosa para acompanhar os protagonistas desse livro que já haviam despertado minha curiosidade no anterior.

O livro mais aguardado do segundo semestre:
Aqui também caberia facilmente uma lista. Porém, optei pelo terceiro volume da trilogia Um tom mais escuro de magia. Segundo a Record informou, ainda não tem uma data confirmada, porém, A conjuring of lights está previsto para o segundo semestre desse ano e eu não vejo a hora de ler. O final do segundo livro me deixou desesperada e eu preciso saber o que vai acontecer.

O livro que mais te decepcionou esse ano, até aqui:
Sem a menor dúvida: The girl from everywhere – O navio além do tempo. Eu falei na resenha aqui o quanto fiquei frustrada e decepcionada com essa leitura, uma vez que eu amei o primeiro. Eu não gostei de absolutamente nada nessa continuação e foi difícil engolir a decepção. Porém não posso deixar de mencionar um que, apesar de não ter sido ruim, ficou abaixo de todas as minhas expectativas: Um caso perdido da Colleen Hoover. Achei que a Colleen abordou um assunto gravíssimo de uma forma que foi totalmente inapropriada e, pela primeira vez, fiquei realmente decepcionada com algo escrito por ela.

O livro que mais te surpreendeu esse ano, até aqui:
Foi muito difícil escolher porque, apesar da média não ter sido boa, tive algumas boas surpresas esse ano. Porém, meu escolhido foi Um marido de faz de conta, da Julia Quinn. Não que ele seja um livro cheio de reviravoltas, mas ele é tão diferente do que eu estou acostumada a encontrar nos livros da autora que fiquei realmente surpresa. E que ótima surpresa! É um romance lindo, bem construído e com uma ambientação que foge muito do que estamos acostumados a ver nos romances de época.

Novo autor favorito (lançou o 1º livro esse semestre ou que você leu recentemente):
Alex Michaelides, autor de A Paciente Silenciosa. Eu quase coloquei esse livro na questão anterior, porque foi uma leitura que me deixou em choque. Acabei não optando por ele porque, o que se espera de um thriller é que ele seja mesmo surpreendente. Porém, é um livro incrível e que me deixa realmente animada para ler outros livros do autor. Resenha aqui.

A sua quedinha por um personagem mais recente:
Esse ano poucos personagens mexeram com o meu coração, mas sem dúvida o que mais me encantou foi o Edward Rokesby de Um marido de faz de conta. Já deu para perceber que eu amei esse livro né? E um dos principais motivos para isso foi justamente esse personagem.

Seu personagem favorito mais recente:
A Alexandra, de Algo maravilhoso, da Judith MacNaught. Não vou falar muito porque ainda vai sair a resenha sobre ele em breve. Porém, essa personagem me conquistou pela sua generosidade, mas também por sua evolução. Ela vai se fortalecendo ao longo da história e se tornando uma personagem muito mais madura e determinada.

Um livro que te fez chorar esse semestre:
Agora não teve como fugir e foi impossível não citar Reino de Cinzas, da Sarah J. Maas. Eu chorei em vários momentos desse livro, mesmo sendo uma releitura. A autora soube trazer um desfecho épico para a série e foram muitos momentos que realmente mexeram comigo. Além disso, o simples fato de estar encerrando essa série tão especial já foi motivo para me trazer muitas lágrimas.

Melhor adaptação cinematográfica que você viu até agora, em 2019.
Não assisti muitas adaptações esse ano, mas amei muito O sol também é uma estrela. Apesar de ter mudado algumas coisas que eu considerava muito importantes do livro, o filme é muito cativante a sua maneira e eu amei.

Sua resenha favorita desse primeiro semestre:
Sem dúvida, a resenha de Reino de Cinzas. Ela foi uma das mais difíceis de escrever, mas terminei com a sensação de que consegui expressar exatamente o que queria. Confiram aqui.

O livro mais bonito que você ganhou esse ano:
Não ganhei nenhum livro esse ano, mas comprei alguns muito lindos. Entre eles, o que mais se destacou foi A longa viagem a um pequeno planeta hostil, uma edição belíssima da DarkSide Books. Ele será uma das minhas próximas leituras, mas já estou completamente apaixonada pela edição.

Quais livros você quer ou precisa ler até o final do ano:
Uma lista gigante que está tendendo ao infinito, porém, os que estou mais ansiosa e preciso muito ler ainda esse ano são Dance of Thieves, da Mary E. Pearson, e A ladra do demônio, da Lisa Maxwell.

Agora quero saber de vocês como foram as leituras do primeiro semestre. Me contem aí nos comentários quais seriam as escolhas de vocês para essas perguntas e se já leram algum desses livros que citei.



Cinco livros para ler no inverno


Olá, pessoal! Quem mais está curtindo o friozinho do inverno. Eu admito que essa é a minha estação favorita do ano e é claro que não poderia faltar um post dedicado a ela. Então, resolvi me inspirar nesses dias mais frios trazer algumas indicações de livros que eu amo e que são a cara dessa época (mas podem – e devem – ser lidos o ano inteiro).

Nem todos esses livros são ambientados no inverno, mas acho que a história ou a ambientação combinam com a estação. São leituras ideais para se fazer em um final de semana de temperaturas mais baixas, enrolado nas cobertas. Então, já preparem o cobertor e aproveitem as dicas de hoje.


Os Noivos do Inverno, da Christelle Dabos
Esse eu espero realmente que eu não precise explicar o motivo de estar nessa lista. Além do título e essa capa que não poderiam combinar mais com o inverno, a descrição dos ambientes é tão perfeita que é impossível não se sentir na estação mais fria do ano. Para quem procura uma boa fantasia não pode deixar de ler.

Sinopse:Honesta e cabeça-dura, Ophélie não se importa com as aparências. Mas, por baixo de seus óculos de aros largos e cachecol desgastado, a garota esconde poderes únicos: ela pode ler o passado dos objetos e atravessar espelhos. A vida tranquila que leva em Anima se transforma quando Ophélie é prometida em casamento à Thorn, herdeiro de um distante e poderoso clã. Agora, ela terá que deixar para trás tudo o que conhece e seguir seu noivo até Cidade Celeste, a capital flutuante de uma gelada arca conhecida como Polo. Ali, o perigo espreita em cada esquina, e não se pode confiar em ninguém. Sem se dar conta, Ophélie torna-se um peão em um jogo político mortal, capaz de mudar tudo para sempre.

Trilogia The Kiss of Deception, da Mary E. Pearson.
Eu não sei bem o motive, mas esses livros sempre me fazem pensar no inverno. Fantasia de um modo geral sempre me lembram de dias frios, mas esses livros são sempre os primeiros que vem na minha mente. Dá vontade de ficar no sofá, enrolada em cobertas, lendo o dia todo.

Sinopse: Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas – menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições, histórias e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos através de uma aliança política. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe para a história de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de mudar a nossa concepção entre o bem e o mal e nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância da autodescoberta, do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de sua liberdade e felicidade a qualquer custo.


O Destino das Terras Altas, da Hannah Howell
Falou em Terras Altas, eu já penso em inverno – mesmo se o livro não for ambientado nessa época do ano. E quer coisa melhor do que ler um bom romance em um dia frio? Esse é uma leitura que me envolveu muito e que eu adoraria passar um final de semana relendo com cobertas e uma xícara de chá.

Sinopse: Em O destino das Terras Altas, primeiro livro da série Os Murrays, Hannah Howell nos apresenta o esplendor da Escócia medieval com uma saga de guerra entre clãs, lealdades divididas e amor proibido. Quando o destino coloca Maldie Kirkcaldy na mesma estrada que sir Balfour Murray e seu irmão ferido, ela lhes oferece seus serviços como curandeira. Ao saber que tem em comum com sir Balfour um juramento de vingança, decide seguir com ele para cumprir a sua missão. Mas ela não pode lhe revelar sua verdadeira identidade, sob o risco de ser acusada como espiã. Enquanto luta para negar o desejo que a dominou assim que viu o belo cavaleiro de olhos negros pela primeira vez, Maldie tenta a todo custo conservar o aliado. Balfour, por sua vez, sabe que não pode confiar nela, mas também não consegue ignorar a atração que nasceu entre os dois. E, ao mesmo tempo que persegue seu objetivo de destruir Beaton de Dubhlinn, promete descobrir os segredos mais profundos de Maldie e conquistar o seu amor. Para isso, não deixará que nada se interponha em seu caminho.


Trono de Vidro, da Sarah J. Maas
Essa série é tão incrível que combina com todas as estações do ano, porque é simplesmente maravilhosa. Além disso, vocês acham que eu ia perder a oportunidade de falar de Trono de Vidro? E, para completar, as descrições do inverno de Terrassen são impecáveis. Ou seja, uma indicação perfeita para os dias frios.
Sinopse: Conheça a assassina. Seu destino é vencer. Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.




A mulher na janela, do A. J. Finn
Sempre achei que livros de suspense combinam muito com o inverno e esse é um dos meus favoritos. Complexo e intenso, esse livro me prendeu muito e tem um clima tenso que acho que combina com a estação.
Sinopse: Primeiro lugar na lista do The New York Times. “'A mulher na janela' é um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar.” – Stephen King “Surpreendente. Arrebatador. Sensacional. Um suspense noir para o novo milênio, com personagens fascinantes, reviravoltas formidáveis, uma escrita primorosa e uma narradora com quem eu adoraria tomar uma garrafa de vinho. Talvez duas garrafas.” – Gillian Flynn, autora de "Garota exemplar" Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A mulher na janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

E vocês, quais livros acham que é a cara do inverno. Me contem aí nos comentários se já leram algum dos que indiquei e quais vocês me indicam também. Quem sabe não leio nesse inverno, né?

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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