[Resenha] Uma loucura e nada mais


Olá, pessoal! Hoje vim trazer a resenha de mais um romance de época que li recentemente. Deu para ver que o gênero tem dominado as minhas leituras né? Mas o de hoje é Uma loucura e nada mais, da Mary Balogh, continuação da série O clube dos sobreviventes, a qual comecei a ler no ano passado. Então, já dá para imaginar que eu estava bastante curiosa né?
Apesar dos livros dessa série serem independentes (cada um foca em um casal), eu estava ansiosa por esse terceiro volume por ter simpatizado muito com o protagonista quando ele apareceu no primeiro livro. Além disso, a forma como ele foi citado no volume anterior me deixou realmente curiosa para saber o que tinha acontecido com ele.

Agora que já li, vim contar para vocês o que achei da leitura. Mas, não se preocupem que esta resenha não contém spoilers desse livro e nem dos anteriores. Podem ler tranquilos.

Autora: Mary Balogh
Tradução: Lúcia Brito
Editora: Arqueiro
Páginas: 291
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Depois de sobreviver às guerras napoleônicas, Sir Benedict Harper está lutando para seguir em frente e retomar as rédeas de sua vida. O que ele nunca imaginou era que essa esperança viesse na forma de uma bela mulher, que também já teve sua parcela de sofrimento. Após a morte do marido, Samantha McKay está à mercê dos sogros opressores, até que planeja uma fuga para o distante País de Gales para reivindicar uma casa que herdou. Como o cavalheiro que é, Ben insiste em acompanhá-la em sua jornada. Ben deseja Samantha tanto quanto ela o deseja, mas tenta ser prudente. Afinal, o que uma alma ferida pode oferecer a uma mulher? Já Samantha está disposta a ir aonde o destino a levar, a deixar para trás o convívio com a alta sociedade e até mesmo a propriedade que é sua por direito, por esse belo e honrado soldado. Mas será que, além de seu corpo, ela terá coragem de lhe oferecer também seu coração ferido? As respostas a todas as perguntas talvez estejam em um lugar improvável: nos braços um do outro.”

Em Uma loucura e nada mais, é a vez de focar em sir Benedict Harper. Durante o tempo que esteve lutando nas guerras napoleônicas, ele se feriu gravemente e muitos acharam que ele sequer sobreviveria. Porém, surpreendendo a todos, ele não morreu e até mesmo conseguiu voltar a andar, embora com muita dificuldade e precisando do apoio de muletas. O que ele não conseguiu recuperar foi sua carreira no exército, o que o deixou perdido e sem saber o que fazer da sua vida.
É quando Benedict decide visitar sua irmã que acaba conhecendo lady Samantha McKay, uma jovem viúva, cujo marido morreu há pouco tempo, após passar anos sofrendo com ferimentos de guerra. Durante todo aquele tempo, Samantha cuidou do marido sem reclamar, mesmo ele demandando toda sua atenção e se queixando o tempo todo. Porém, o período de luto tem sido demais para ela suportar. Sua insuportável cunhada a sufoca o tempo todo ditando regras absurdas para o período de luto e a isolando de qualquer convívio social.

Quando Samantha chega ao seu limite e decide fugir em busca de uma propriedade que herdou no País de Gales, Benedict acaba se oferecendo para ir com ela. Os dois partem em uma aventura que irá levá-los a um caminho de autodescoberta, mas também deixará ainda mais evidente a forte atração que existe entre. 


Ah gente, o que dizer desse casal? Sabe quando você lê um livro e só quer abraçar e proteger os personagens? Foi exatamente assim que me senti em relação ao Ben e à Samantha. Eu amei muito esses personagens, tanto individualmente quanto como casal, e isso foi fundamente para que eu me envolvesse com a leitura.
Tanto o Benedict quanto a Samantha tiveram suas vidas marcadas pela guerra: ele em um grave acidente no campo de batalha, que lhe deixou com sequelas físicas e destruiu seus sonhos; já ela passou anos cuidando do marido que foi gravemente ferido na guerra, sendo sufocada pelas constantes demandas e o péssimo temperamento dele. Assim, foi impossível não me solidarizar com o sofrimento de ambos ou admirar a força e a determinação dos dois em superar as adversidades.
Falando especificamente sobre a Samantha, achei uma das protagonistas femininas mais admiráveis que já li. Para começar, achei linda a generosidade que ela demonstrou ao cuidar com tanto zelo de um marido que não merecia nada dela. Além disso, adorei a determinação dela e o fato de que não aceita perder sua essência ou sua liberdade para seguir as convenções sociais. Samantha é autêntica, justa e corajosa, demonstrando muita força nas adversidades. Como não admirar né?

Já o Benedict eu não sei nem por onde começar a descrever. Só a determinação que ele demonstrou ao desafiar todos os prognósticos e voltar a andar, mesmo que com imensa dificuldade, já seria um motivo para admirá-lo. Mas além de tudo Ben é integro, sensível, inteligente e dono de um senso de humor maravilhoso. Ele foge daquele padrão de mocinho forte, perfeito e viril, mas encanta justamente pelos seus conflitos, por sua perseverança em superar as adversidades e pela forma como encara a vida.



Mas o que deixou a leitura ainda mais cativante para mim foi a forma como a relação entre os dois protagonistas se desenvolveu. Apesar da óbvia atração entre eles, isso não é a base do relacionamento. Os dois se aproximam por compreenderem a dor um do outro, o que leva a uma cumplicidade e amizade bonitas de se acompanhar. Além disso, os diálogos entre eles são ótimos e cheios de reflexões, deixando a leitura ainda mais interessante.
Com relação à trama, na primeira metade, não tem grandes acontecimentos. Porém, isso não significa que tenha sido uma leitura lenta. A aproximação entre Benedict e Samantha foi tão gostosa de acompanhar que me prendeu desde o início. Já da metade para frente, os dois embarcam em uma aventura que deixou a história mais dinâmica e interessante, fazendo com que fosse impossível largar o livro.
Deste modo, não preciso nem dizer que me encantei novamente com a escrita de Mary Balogh. Mais uma vez ela trouxe personagens mais maduros e complexos, e desenvolveu um romance tocante e delicado. Achei que ela soube dosar muito bem o drama, o romance e o humor, deixando a leitura leve e fluida do começo ao fim.
Minha única ressalva é que gostaria que os conflitos de Benedict tivessem sido um pouco mais aprofundados. O foco da trama foi praticamente todo na história da Samantha e senti que havia muito a ser explorado da parte dele. Porém, os pontos positivos da trama foram mais do que suficientes para compensar isso e garantir que eu me encantasse com a leitura.
De um modo geral, Uma loucura e nada mais não conseguiu superar meu amor pelo segundo volume da série, mas chegou bem próximo dele. Foi um livro que me envolveu desde a primeira página e que me deixou ainda mais animada para continuar essa série. À cada novo volume, eu me encanto mais pelos integrantes do Clube dos Sobreviventes, tanto pela força quanto pela maturidade deles. Já estou ansiosa para ler o próximo e contar para vocês o que achei.
Mas quem aí já leu esse e os outros livros dessa série? Me contem aí o que acham da escrita da Mary Balogh e se também estão se encantando com o Clube dos Sobreviventes.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




Facebook

Busca

Instagram

Twitter

Editoras Parceiras

Seguidores

Arquivos

Newsletter

Populares

Tecnologia do Blogger.