Cinco motivos para ler As quatro rainhas mortas




Olá, pessoal! Como vocês estão? O ano está acabando, mas as leituras seguem por aqui. Por isso, agora que estou colocando a vida em ordem, vou conseguir comentar mais com vocês a respeito dos livros que estou lendo. E, hoje, vim falar sobre um super lançamento desse ano que recebi de parceria com a Galera Record: As quatro rainhas mortas, da Astrid Scholte.
Esse livro tem despertado a atenção de muita gente, tanto pela capa (que está maravilhosa) quanto pela sinopse, que combina fantasia e mistério. E, embora eu tenha ficado com algumas ressalvas quanto ao final um tanto apressado, eu gostei muito da leitura e acho que vale a pena conferir. Por esse motivo, listei 5 razões para dar uma chance e conferir As quatro rainhas mortas.

Combinação mistério e fantasia
Para mim, um dos aspectos que tornou essa leitura mais interessante foi, sem dúvida, essa mistura de fantasia com suspense. Acredito que isso deixou a trama mais instigante e a leitura muito mais envolvente. Acho que a parte fantástica poderia ter sido um pouquinho mais explorada, mas isso não comprometeu porque eu adorei o universo criado pela autora.
Além disso, gostei do mistério que cerca a trama e fiquei realmente curiosa para saber como iria se desenrolar. Foi um ponto que me prendeu muito na leitura e que gostei muito como foi desenvolvido.

Escrita envolvente
Outro ponto que gostei muito é que a escrita da Astrid Scholte é muito envolvente. Ela soube apresentar e desenvolver tanto os personagens quanto o universo, sem deixar a leitura cansativa. Pelo contrário, achei um livro muito gostoso de ler, daqueles que a gente não vê o tempo passando, e muito disso se deveu à escrita clara da autora e à forma dinâmica que ela desenvolveu a trama.  

O livro é volume único
Para quem está cansado de ter que esperar por uma continuação para saber as respostas, esse é o livro ideal. Trata-se de um volume único e todas as respostas são dadas nele mesmo. Eu até acho que, devido ao universo interessante, a autora poderia escrever continuações ou spin-offs. Porém, a trama é muito bem amarrada e não fica nenhuma questão pendente.
Achei o final meio apressado sim, mas isso não significa que a autora tenha deixado alguma ponta solta. Me surpreendi ao ver que todos os pontos foram ligados e que obtive respostas para cada uma das dúvidas que tive enquanto lia. Então, é aquele tipo de livro que pode até ter uma continuação algum dia, mas não é algo necessário e ninguém vai ficar remoendo dúvidas enquanto espera um segundo livro.

Personagens femininas fortes
Para quem ama um livro bem girl power, essa é uma ótima opção de leitura. As personagens femininas desse livro estão em destaque o tempo todo e gostei de como a autora construiu cada uma delas. Não só elas demonstram poder, como isso não vem apenas do fato de que quatro são rainhas responsáveis por governar o reino e a protagonista é uma ladra habilidosa.
Acredito que a maior força das personagens femininas desse livro vem da própria personalidade de cada uma delas. São mulheres reais, com conflitos e inseguranças, e que mostram que esses sentimentos não são sinais de fraqueza. Além disso, todas elas possuem personalidades bem distintas e cada uma demonstra sua força à sua maneira.

Trama dinâmica e universo bem construído:
Por se tratar de um livro volume único, fiquei com medo que a autora não conseguisse apresentar o universo de maneira satisfatória ou que a leitura se tornasse cansativa pelo excesso de explicações. Porém, felizmente, nada disso aconteceu. Com relação ao universo, achei que a autora conseguiu construí-lo muito bem e torna-lo rico, interessante e complexo. Consegui entender rapidamente a ambientação e as questões políticas do reino apresentado, e me vi querendo saber cada vez mais sobre esse universo.
Já a trama não se mostrou cansativa em momento algum. A autora conseguiu inserir as informações necessárias para que o leitor consiga compreender o mundo em que a história está inserida rapidamente e sem quebrar o ritmo. Além disso, as reviravoltas, e o bom equilíbrio de ação e suspense deixaram a trama dinâmica e envolvente. Há ainda espaço para um pouco de romance, mas ele não tira o foco e nem se tornou exagerado.

De um modo geral, As quatro rainhas mortas foi uma leitura divertida e que me prendeu do começo ao fim. Pelos aspectos que citei, fiquei interessada em ler outras obras da autora futuramente. Ela sem dúvida demonstrou potencial e terminei esse livro realmente satisfeita com o que encontrei. Algumas coisas poderiam ter sido mais aprofundadas e algumas respostas foram um pouco simplistas. No entanto, isso não diminui o quanto me envolvi com a história, os personagens e o universo apresentados. Recomendo para quem gosta de fantasia, mistério e uma boa dose de aventura.

E, para quem ficou interessado em ler, vocês podem adquirir As quatro rainhas mortas na Amazon, nesse link. (Lembrando que, comprando nesse link, vocês ajudam o Dicas de Malu, sem nenhum acréscimo na compra de vocês.


[Resenha] Todas as suas (im)perfeições


Oi, pessoal! Quem me acompanha sabe que sempre sinto dificuldade em escrever resenhas sobre os livros da Colleen Hooover. Primeiro porque acredito que quanto menos o leitor souber sobre os livros dela antes de ler, melhor será a experiência de leitura. Segundo, e mais importante, porque Colleen Hoover tem um talento especial para despertar um misto de sentimentos em mim que é sempre difícil de explicar.
Porém, Todas as suas (im)perfeições, publicado no Brasil esse ano pela Galera Record, conseguiu ser o mais difícil de todos eles. Para vocês terem uma noção, eu li este livro assim que foi lançado nos Estados Unidos, no meio do ano passado, e não consegui escrever sobre ele na época. Agora, depois de ler a edição brasileira, senti que chegou a hora de parar de enrolar e contar para vocês o que achei da leitura.

No entanto, já aviso que essa resenha vai ter o mínimo possível de informações sobre a trama. Acho que ir descobrindo aos poucos a história dos protagonistas é uma parte importante desta leitura e não pretendo estragar a experiência de vocês. Então, vou focar mesmo nas minhas impressões sobre a obra.

Autora: Colleen Hoover
Tradução: Adriana Fidalgo
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Onde comprar: Amazon
Exemplar recebido de parceria com a editora
Sinopse: “Uma história de amor perfeita é suficiente para manter vivo o casamento entre duas pessoas imperfeitas? Quando a dança começa, a sincronia é perfeita, os passos seguem o ritmo, as mãos não se soltam, os olhos jamais se deixam. Mas a música pode acabar a qualquer momento... É possível valsar no silêncio? Quinn e Graham se conhecem no pior dia de suas vidas; ela chega mais cedo de uma viagem para surpreender o noivo, ele testemunha a traição da namorada. E é assim que ambos acabam no corredor de um prédio, trocando confidências, biscoitos da sorte e palavras de conforto. Fim da dança... se o destino não tivesse outros planos para os dois. Meses mais tarde, os acordes tocam para o casal mais uma vez e eles se reencontram. Graham está convencido de que são almas gêmeas. Quinn jamais se sentiu dessa forma antes. A intensidade do sentimento os assusta, mas, ainda assim, eles mergulham de cabeça.O casamento é tudo o que sonhavam, a parceria perfeita. Mesmo nos momentos difíceis, sabem que podem contar com o outro. Nenhum deles desiste do amor que sentem. Até que a primeira nota dissonante abala a sinfonia do casal. Quinn parece estar disposta a trocar tudo o que é pela única coisa que não consegue ser: mãe.”

Quinn e Graham se conheceram em circunstâncias no mínimo inusitadas, porém, quem os conhece sabe que não poderiam ser mais perfeitos um para o outro. No entanto, após alguns anos de casamento, o viveram felizes para sempre não é tão fácil quanto imaginavam. Os dois estão cada dia mais distantes e a falta de comunicação faz com que eles já não se reconheçam mais.
No entanto, o amor que sentem ainda é real. Será possível que uma relação com tantos anos de mágoa e sentimentos aguardados consiga sobreviver? Como Quinn e Graham poderia ainda se amar tanto, quando estão cada vez mais distantes? Chega um ponto em que eles precisarão decidir se o que sentem um pelo outro é forte o bastante para superar tudo isso. Mas, para isso, precisam falar sobre todos os problemas que eles passaram a fingir que não existiam.




“Se você iluminar apenas suas imperfeições, todas as suas qualidades ficarão na sombra”

Eu sempre falei aqui que a Colleen Hoover tem um dom para fazer com que os leitores sintam exatamente o que seus personagens estão sentindo. Por mais que você nunca tenha passado algo similar, ela tem a capacidade de fazer com que sinta as mesmas emoções que estão sendo descritas. E, em Todas as suas (im) perfeições acredito que ela atingiu o ápice. Nada descrito no livro é remotamente próximo da minha realidade e confesso que boa parte das questões abordadas eu sempre encarei de uma forma distante e com uma certa indiferença (ou pelo menos, nunca entendi como uma grande preocupação). Porém, a Colleen mais uma vez fez sua mágica e eu senti a angústia da Quinn durante toda a leitura, com uma intensidade que eu nunca tinha sentido antes.

“Nosso casamento não desmoronou. Não ruiu de súbito. Tem sido um processo muito mais lento. Ele vem se desgastando, digamos assim.”

Nas duas vezes que li esse livro, senti toda a dor daquele casal e me vi olhando as questões abordadas por uma perspectiva que nunca tinha enxergado antes. Durante toda a leitura fiquei envolvida pelos sentimentos dos personagens e confesso que esse foi um processo doloroso. Eu só queria entrar no livro, abraçar a Quinn e o Graham e falar que que tudo ficaria bem. Porém, os conflitos deles são tão reais que era difícil acreditar que tudo daria certo. Então, foi realmente angustiante ir vendo as coisas ficando cada vez piores e não saber como aquilo tudo iria terminar.
Aliás, esse é o grande mérito do livro para mim: tudo ali é muito real. Estamos acostumados a ver os personagens se apaixonando, passando por conflitos e casando no final, como se o casamento fosse mesmo o “felizes para sempre”. Porém, Colleen nos mostra nesse livro o que vem depois: os planos que não dão certo, os problemas, as crises, as expectativas que são frustradas... situações que qualquer casal pode enfrentar. Até as pessoas mais apaixonadas vão passar por crises. E isso é mostrado no livro de uma forma muito convincente, com conflitos que são reais e muito humanos.
“No momento, estamos tão cheios de dor que nem sei o que fazer. Não importa o quanto você ame alguém... a força desse amor nada significa se supera sua capacidade de perdoar.”

Grande parte disso se deve aos próprios protagonistas que são personagens muito críveis e bem construídos. Quinn é uma mulher cheia de conflitos, inseguranças, mágoas, que erra muito ao longo do livro. E confesso que é fácil apontar o dedo e julgá-la por seu comportamento. Mas sua dor é palpável e basta ter empatia para entender suas ações. E eu que, no comecinho, menosprezei um pouco as questões que ela enfrenta, não demorei a sofrer junto com ela e perceber a extensão da sua dor. 
Já o Graham eu passei boa parte do livro querendo colocar num potinho e proteger do mundo. Porém, ele também é um personagem muito humano e que comete erros. E, gente, ele erra feio mesmo. Mas a situação dos dois é tão complexa, eles se magoam tanto, estão tão perdidos e feridos, que sinceramente não consegui apontar o dedo para ele também. É justificável o que Graham fez? Para mim não. Mas também não é o suficiente para odiá-lo. Ele errou como todo ser humano erra, mas reconhece o que fez, aprende com isso e procura ser alguém melhor.



Por tudo que falei até aqui, acredito que esse seja o romance que já li que retrata o amor da maneira mais real e profunda. É sempre bonito ver o amor surgindo e crescendo. Porém, foi muito mais tocante ver o amor que permanece na adversidade, quando nada é leve ou fácil. Acompanhar duas pessoas que estão sofrendo, que estão se distanciando, mas que o amor entre elas ainda é palpável, foi o que mais me emocionou nessa leitura.
“Mas também vamos ter dias ruins e dias que testarão nossa determinação. É nesses dias que quero que sinta todo o peso de meu amor por você. Prometo que vou amá-la mais durante as tempestades do que vou amá-la nos dias perfeitos.”
Mas não pensem que tudo nesse livro é dor e sofrimento. Colleen Hoover mais uma vez provou ser uma autora que sabe mexer com as emoções dos seus leitores, alternando os capítulos entre o passado e o presente. E, enquanto no presente vemos a relação entre a Quinn e o Graham está desmoronando, o passado deles é cheio de momentos divertidos e fofos, daqueles que deixam o leitor com o coração bem quentinho. E isso foi uma ótima sacada da autora, não só por deixar mais evidente o quão doloroso é distanciamento que o casal sofreu ao longo do tempo, mas também para permitir ao leitor ter momentos de alívio de todo o sofrimento dos protagonistas.
Com relação à edição da Galera Record, achei a tradução impecável. Tendo lido primeiro em inglês, fiquei muito satisfeita por ver que a tradutora conseguiu captar bem os trocadilhos e as referências que a autora inseriu. Minha única ressalva é que achei que a capa, apesar de linda, passa a imagem de uma leitura mais leve e juvenil. Também não entendi o fato de ter sido publicado pela Galera Record, quando se trata de um romance voltado para o público mais adulto. Porém, é claro que nada disso tira o brilho da obra ou diminui o meu amor por esta história.
Só posso dizer que Colleen Hoover mais uma vez me surpreendeu e me emocional. No que, provavelmente, é um dos retratos mais bonitos e tocantes do que é amar, Todas as suas (im) perfeições foi uma leitura que me emocionou, me fez rir, chorar e principalmente ter empatia. Trata-se de um romance maduro, com momentos muito difíceis, mas que mostra de uma maneira sensível como é a vida. Nem sempre tudo é como esperamos, todos temos nossos momentos difíceis; o que importa é não esquecer daqueles que são realmente perfeitos.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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