[Resenha] Uma proposta irrecusável

 


Se tem um estilo de leitura que tem me atraído cada vez mais são aqueles livros mais leves, muitas vezes clichês, mas que deixam mensagens positivas. Talvez por estarmos vivendo momentos tão difíceis, ler tem sido minha principal fonte de distração e alegria.

Por esse motivo, quando soube do lançamento de Uma proposta irrecusável, da autora Katie Fforde, já fiquei imediatamente interessada. Com uma premissa que combina romance, humor, viagens e família, era impossível que eu não me interessasse. Então, óbvio que corri para ler.

E hoje eu vim falar um pouco sobre Uma proposta irrecusável e comentar com vocês o que achei da leitura. Então, se você também está em busca de um livro leve e divertido, vem conferir essa indicação.

 

Autora: Katie Fforde

Editora: Record

Tradução: Thaís Britto

Páginas: 406

Onde comprar: Amazon / Submarino

Sinopse: “A jovem Sophie está sempre tentando agradar as pessoas e ajudar todo mundo, mas, quando se dá conta de que sua família nunca a levou a sério e que vive tirando vantagem dela, resolve dar um basta. Então não pensa duas vezes antes de aceitar o convite de uma amiga para trocar a vida no interior da Inglaterra por Nova York durante um tempo, principalmente depois de receber uma inusitada missão de um tio distante. No momento em que põe os pés em Manhattan, ela está decidida a aproveitar cada minuto de sua aventura. E é lá que conhece Matilda, uma grande dama da sociedade nova-iorquina. A conexão entre as duas é imediata, e a simpática senhora convida Sophie para passar o Dia de Ação de Graças em sua casa em Connecticut. Quem não parece muito feliz com essa repentina amizade é o neto de Matilda, Luke, um cara inegavelmente atraente, mas um poço de arrogância. E é por isso que Sophie fica tão surpresa quando, algumas semanas depois, o rapaz a procura na Inglaterra com uma proposta difícil de recusar...”

 

Sophie Apperly é a caçula da família e está acostumada a ser menosprezada pelos irmãos e até mesmo pelos pais. Ela vive tentando agradar a todos e resolver os problemas da família, mas suas opiniões são sempre desconsideradas e nada parece ser o suficiente para conquistar o respeito deles. Até que Sophie resolve dar um basta na situação e fazer algo por si mesma, começando por uma merecida viagem aos Estados Unidos para visitar uma amiga.

Enquanto passa um período cuidando de um tio distante, ela descobre que os antepassados possuíam um poço de petróleo nos EUA. E, para descobrir se ele ainda vale algum dinheiro, ela precisaria localizar todos os parentes que têm direito ao poço e descobrir o valor dos direitos de perfuração. Isso dá a Sophie a justificativa perfeita para ir aos Estados Unidos e a esperança de ter dinheiro suficiente para realizar outros sonhos, como o de fazer faculdade e ter o seu próprio negócio.

O que Sophie não esperava é que seu caminho cruzaria com o de Matilda, uma simpática senhora, que parece ter uma conexão imediata com ela. As duas logo desenvolvem uma inesperada amizade, mas o neto de Matilda não vê essa aproximação com bons olhos. Porém, apesar da evidente desconfiança, ele acaba entrando na vida de Sophie com uma proposta difícil de recusar e que pode manter os caminhos deles ainda mais próximos.



Assim que li a sinopse de Uma proposta irrecusável, eu já senti que seria uma trama cheia de clichês, digna de um filme de comédia romântica. Era exatamente isso que eu buscava quando comecei a ler e não me decepcionei. Logo nas primeiras páginas fui envolvida pela atmosfera leve da história e as confusões da protagonista.

Sophie é uma personagem muito doce e me cativou com a sua generosidade e o seu jeito espontâneo, que muitas vezes a coloca em muitas confusões. Admito que é irritante ver como ela se mantém muito passiva diante dos insultos e explorações da sua própria família, mas consegui entender o quanto era difícil para ela sair daquela situação abusiva. Sophie cresceu tendo sua confiança abalada, então, é natural que ela tenha dificuldade em romper esse ciclo e passar a se impor.

Mas, nesse livro, quem conquistou meu amor todinho foi a Matilda, a senhora que entra na vida de Sophie de uma forma muito inesperada e vira quase que a sua fada madrinha. Ela é uma personagem extremamente carismática, com o seu jeito independente e o humor afiado. Além disso, a Matilda é fundamental na trama não só como uma ponte entre Sophie e o seu neto, Luke, mas como alguém que ajuda a protagonista no seu processo de amadurecimento. E foi muito bonito acompanhar a amizade que surgiu entre as duas, que em muitos momentos parece mais com uma relação de avó e neta.

Já em relação ao Luke, o mocinho da história, é difícil simpatizar com ele no começo por sua postura arrogante e a forma superprotetora como trata a avó. Inclusive, ele lembrou muito o protagonista de Cartas para Julieta, que no começo também é bem antipático, mas nós sabemos que ele irá se transformar. O mesmo acontece com Luke e gradualmente vamos percebendo que ele tem um bom coração e tem motivos para ser tão desconfiado.

Porém, se você espera um romance arrebatador, é bom diminuir as expectativas. Esse livro tem aquele famoso slow burn, em que o casal vai se aproximando bem aos pouquinhos até finalmente se apaixonar. Para alguns pode parecer muito morno, mas para mim funcionou bem porque eu estava muito mais interessada em acompanhar o amadurecimento da Sophie e ver ela se libertando da família dela. No entanto, apesar do romance não ser o foco, eu gostei do casal, achei que eles se complementam bem e me diverti com eles.

Outro ponto que gostei bastante é que, ao longo do livro, embarcamos com a Sophie em várias viagens cheias de confusão e situações divertidas. Com isso, o livro muda constantemente de ambientação, mas é sempre um lugar interessante e que desperta no leitor a vontade de viajar também. Durante a leitura, a autora nos transporta para a movimentada Nova York, mas também para uma rica região no litoral de Connecticut, depois retorna para a Inglaterra em viagens pelo interior do país até a Cornuália. E, como eu amo livros com esse clima de road trip, adorei acompanhar as aventuras da Sophie.

Minha única ressalva com o livro é que senti que a autora enrolou mais do que o necessário com algumas questões, enquanto poderia ter se aprofundado mais em outras. Ao invés de gastar tempo com situações que foram um pouco repetitivas, eu gostaria que a autora tivesse explorado mais a relação da Sophie com o tio dela – um personagem que tem um humor ácido maravilhoso, mas que aparece pouco na história.

De um modo geral, Uma proposta irrecusável foi exatamente a leitura que eu precisava no momento. Trata-se de um livro leve e com uma trama recheada de clichês, mas que me conquistou com o clima de comédia romântica, as ambientações maravilhosas e os personagens carismáticos. Apesar de alguns tropeços, me envolvi com a jornada da Sophie e me diverti muito ao acompanha-la. Então, recomendo para quem busca uma leitura despretensiosa e para esquecer um pouco dessa realidade conturbada que estamos vivendo.


[Resenha] Ruína e Ascensão

 


Quem me acompanha aqui deve ter notado que uma das minhas grandes surpresas do primeiro semestre foi a trilogia Grisha, da autora Leigh Bardugo. Eu sempre vi muitos comentários sobre esses livros, mas confesso que minhas expectativas eram um pouco baixas. No entanto, ao contrário do que eu esperava, me vi apaixonada pelo universo que a autora criou desde o primeiro livro e minhas expectativas para as continuações aumentaram muito.

Já comentei aqui sobre Sol e Tormenta, o segundo volume, e agora chegou a hora de falar sobre a conclusão da trilogia. Ruína e Ascensão traz o desfecho da jornada iniciada em Sombra e Ossos e vocês podem imaginar o quanto fiquei ansiosa por ele. Será que minhas expectativas foram atendidas? É isso que vou comentar na resenha.

 

Atenção: essa resenha não tem spoilers de Ruína e Ascensão, mas, como este é o terceiro livro da série, tem informações dos livros anteriores.


Autora: Leigh Bardugo

Editora: Planeta Minotauro

Tradução: Eric Novello

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon | Submarino

Exemplar recebido de parceria com a editora.

Sinopse: “Terceiro volume da trilogia Sombra e ossos, que inspirou a série da Netflix “Não estou arruinada. Eu sou a ruína.” Após o seu embate com o Darkling, Alina Starkov se vê encurralada no subsolo, tentando recuperar as forças para salvar Ravka das garras de seu oponente. Sob a proteção e a vigilância do Apparat, Alina atinge outro status – agora não é somente a Conjuradora do Sol, mas sim uma Santa que carrega em seus ombros a esperança de fiéis que rezam por um futuro mais brilhante. No entanto, invocar a luz nunca foi tão difícil. Com o futuro do país em suas mãos, Alina partirá em busca do terceiro amplificador de Morozova, o mitológico pássaro de fogo, com o objetivo de derrotar o Darkling e libertar Ravka de uma vez por todas. Eletrizante do começo ao fim, Ruína e Ascensão é a conclusão impecável da aclamada trilogia Sombra e Ossos, que inspirou a megaprodução da Netflix.”

 

Em Ruína e Ascensão, encontramos Alina muito enfraquecida, após quase morrer em seu confronto com o Darkling. Ela está sendo mantida escondida no subsolo, em uma rede de túneis e cavernas, mas agora se encontra sob o controle do Apparat e os fanáticos que a consideram uma santa. Enquanto isso, o Darkling governa o país com o auxílio de seu perigoso exército sombrio.  

Para derrota-lo, Alina precisa encontrar o terceiro amplificador e conquistar um poder suficiente para enfrentar o dele. Porém, para isso, ela precisará sair de seu esconderijo e ir em busca de novas alianças. Em seu caminho, ela encontrará amigos e inimigos, mas fará descobertas que mudarão tudo que pensava saber e que a levarão a difíceis decisões. 




Depois de ter me apaixonado pelos dois primeiros livros da trilogia Grisha, cheguei em Ruína e Ascensão com muitas expectativas e ansiosa por respostas. E, de certa forma, posso dizer que fui atendida por Leigh Bardugo, embora não completamente.

Um dos aspectos que mais gostei foi de ver Alina mais confiante e mais madura. Quando penso naquela menina sem graça do primeiro livro e que não tinha um propósito definido, foi muito bom ver como ela se tornou uma pessoa decidida e disposta a fazer o que for preciso. O amadurecimento dela ao longo foi evidente e me deixou muito satisfeita.

Mas esse desenvolvimento não ficou limitado à Alina. Nesse livro, finalmente temos a oportunidade de conhecer mais sobre o passado do Darkling e quais eram as motivações dele. Isso foi muito importante não só por permitir ao leitor entender como ele se tornou quem é, mas por trazer mais complexidade a esse personagem que é central na história.  Além dele, outros personagens ganham mais destaque e profundidade, em especial o Nikolai, a Genya e a Zoya.

Com relação ao romance, acredito que ele continua sendo o maior problema dessa trilogia. O Maly melhora nesse terceiro volume? Muito. Ele finalmente passa a ter uma participação mais efetiva na trama e não sufoca tanto a Alina quanto nos primeiros livros. Porém, a química entre eles é completamente inexistente e a relação acaba atrapalhando os dois. 



Além disso, senti que a trama perdeu muito ritmo em relação aos livros anteriores. Os personagens estão constantemente fugindo, o que deixou a trama muito repetitiva. Com isso, faltou dinamismo e a leitura acabou se tornando um pouco arrastada para mim. No entanto, da metade para o final a autora se recupera e a trama se torna mais envolvente.

E o ritmo mais acelerado para o final se deve, em grande parte, às grandes revelações e aos confrontos do final. Confesso que a Leigh Bardugo preparou algumas surpresas que eu realmente não esperava e gostei muito. Porém, em relação ao desfecho, fiquei com sentimentos conflitantes. Por um lado, são decisões coerentes e compatíveis com o que vinha sendo construído desde o primeiro livro. Por outro, não são as escolhas que eu queria ou que os personagens mereciam. Além disso, em algumas questões ela optou por soluções muito fáceis e que não me convenceram completamente.

Posso dizer que, de um modo geral, Ruína e Ascensão é um desfecho que reflete a evolução que foi vista ao longo da trilogia. Enquanto lia esses livros, eu me encantei com o universo e os personagens criado por Leigh Bardugo e gostei de ver o quanto a escrita dela evoluiu. Nesse último volume, não encontrei o desfecho que queria, mas foi um final coerente e satisfatório. Assim, recomendo a trilogia para quem gosta de uma fantasia envolvente, com personagens apaixonantes e um universo fascinante.

E vocês, já leram a trilogia Grisha? O que acharam de Ruína e Ascensão? Me contem aí nos comentários.


Tag dos 50%: Um balanço do primeiro semestre

 


Eu não sei o que aconteceu, mas eu pisquei e já entramos no segundo semestre do ano. Eu realmente não vi o tempo passar, mas o que importa é que concluímos a primeira metade do ano e chegou aquele momento aguardado de fazer um balanço especial das leituras feitas até aqui. E, para isso, nada melhor do que a famosa Tag dos 50%, não é mesmo?

Ela já virou uma tradição e eu amo responder. Mas já aviso que esse ano foi particularmente difícil porque não tive muitas leituras marcantes. O primeiro semestre foi bem morno para mim, e estou na expectativa que os próximos meses sejam melhores.

Mas, sem mais delongas, vamos às minhas respostas e saber um pouco sobre as minhas leituras da primeira metade do ano.

 

Melhor livro que você leu até agora, em 2021: Uma conjuração de luz, da V. E. Schwab. Eu esperei três anos para ler esse livro e a autora entregou absolutamente tudo que eu esperava. Já tem resenha dele aqui, então, só vou dizer que eu muito e ele superou todas as minhas expectativas.

 

A melhor continuação que você leu até agora, em 2021: Se o meu livro favorito foi Uma conjuração de luz, claro que ele foi a melhor continuação. Porém, para não repetir, escolhi Chain of Iron, da Cassandra Clare. Mais uma vez eu fui completamente fisgada pelo universo dos Caçadores de Sombras e esse segundo volume da série As últimas horas conseguiu ser ainda melhor do que o primeiro.

 

Lançamento do 1º semestre que ainda não leu, mas quer muito: Vocês podem ficar aí até amanhã? A minha lista de lançamentos que eu ainda não li é simplesmente gigante, mas escolhi citar A cidade dos fantasmas, da Victoria Schwab.

 

O livro mais aguardado do segundo semestre: Aqui também poderia citar uma lista enorme, mas vou ficar com Um céu além da tempestade, da Sabaa Tahir. Esse livro encerra a série Uma chama entre as cinzas e, ao mesmo que eu estou apavorada com a possibilidade de algum dos meus personagens favoritos morrer, estou muito ansiosa para ler. O meu já chegou e quero começar em breve (quem já leu, nada de spoiler nos comentários hein?).

 

O livro que mais te decepcionou esse ano, até aqui: O Clube do Livro dos Homens, fiquei extremamente frustrada com essa leitura. Todo mundo fala maravilhas desse livro, mas além de não ter visto absolutamente nada de inovador ou surpreendente, achei todas as personagens femininas péssimas, estereotipadas e mal desenvolvidas.

 

O livro que mais te surpreendeu esse ano, até aqui: Destruidor de mundos, da Victoria Aveyard. Depois da minha decepção com Tempestade de Guerra, eu não tinha a menor vontade de ler outros livros da autora. Porém, recebi esse lançamento da Companhia das Letras e resolvi dar uma chance. Resultado: eu não esperava nada dele, me vi amando a leitura e ansiosa pela continuação.

 

Novo autor favorito (lançou o 1º livro ou que você leu recentemente): sem dúvida, a Leigh Bardugo. Eu tive meu primeiro contato com a escrita dela no primeiro semestre com Sombra e Ossos e ela já entrou para minha lista de queridinhas. Já li quatro livros dela e estou com três aqui para ler.

 

A quedinha por um personagem mais recente: Darkling e Nikolai, da trilogia Grisha. Não me julguem, mas o Darkling é meu personagem favorito da trilogia e foi impossível não ter uma quedinha por ele. Já o Nikolai é o meu amor, que chegou garantindo um lugar cativo no meu coração.

 

Seu personagem favorito mais recente: Nina Riva, de Malibu Renasce. Ela talvez seja uma das personagens mais fortes e admiráveis da Taylor Jenkins Reid e eu não sei nem explicar o quanto meu coração doeu por ela em vários momentos da leitura. É uma personagem incrível e que merece ser enaltecida.

 

Um livro que te fez chorar esse semestre: não lembro de ter chorado mesmo com nenhum, o que é uma surpresa porque eu sou a maior chorona do universo. Mas me emocionei com dois livros que eu não esperava: "Amor e sorte", da Jenna Evans Welch e "Teseu: O passado sombrio do CEO”, da Sara Fidelis.

 

Melhor adaptação cinematográfica que você viu até agora, em 2021: Eu respondi essa tag no instagram primeiro e vocês acreditam que falei que não vi nenhuma adaptação esse ano? A louca né? Claro que assisti (foram 3 adaptações na verdade) e a melhor foi, sem dúvida, Sombra e Ossos na Netflix. Inclusive, tem post aqui sobre ela.

 

O livro mais bonito que você ganhou esse ano: A maldição do mar, que é um dos livros mais bonitos da minha estante. Tem post sobre ele aqui, onde falei sobre motivos para ler, e vocês podem ver o quanto ele é lindo.

 

Quais livros você quer ou precisa ler até o final do ano: Uma lista enorme e que tende ao infinito, mas minhas prioridades serão: Um céu além da tempestade, Duna, A quinta estação e Dance of Thieves.

 

E para vocês, qual o melhor livro que leram no primeiro semestre? Me contem aí nos comentários.


Motivos para ler "A Maldição do Mar"

 


É indiscutível que uma capa bonita já desperta a atenção dos leitores, ainda mais quando é uma tão perfeita quanto a de A Maldição do Mar, lançamento recente da Galera Record. E se, além de tudo, o livro tem uma trama que envolve a lenda de uma maldição, muitos segredos e um toque de romance? Aí é impossível resistir.

Por isso, quando recebi A Maldição do Mar, da autora Shea Ernshaw, ele já furou a fila de leituras. Ele foi uma das minhas leituras de junho e hoje eu postei resenha dele lá no instagram (confira aqui). Mas eu quis trazer alguns motivos, além da capa maravilhosa, para vocês conferirem essa história.

Então, se você adora livros de fantasia ou tem vontade de se aventurar no gênero, pode prestar atenção nesses motivos e incluir esse livro nas suas próximas leituras.

 

Ambientação:

Ambientado em uma cidadezinha no litoral, A Maldição do Mar realmente transporta o leitor para aquele mundo mágico e cheio de mistério. A sensação é de estar andando por aquelas ruas de Sparrow e sentir toda a tensão em torno da lenda das irmãs Swan. É um ambiente fascinante e, mesmo com todo o perigo, é fácil entender que seria difícil resistir a tentação de visitar aquele lugar.

 

Universo:

O universo criado pela autora é mágico, misterioso e fascinante. Parece com aqueles contos de fadas antigos, com um ar mais sombrio, e me lembrou principalmente as lendas das sereias, que atraíam os homens para afogá-los no mar.

 

Trama dinâmica:

A autora conseguiu desenvolver a trama de uma forma que o leitor já é fisgado logo nas primeiras páginas. Com todos os segredos que envolvem a história da cidade e os próprios personagens, é impossível não ficar envolvido. Além disso, achei que as informações foram inseridas sempre no momento correto e a autora soube construir um clima de tensão crescente, o que deu dinamismo à trama e fez com que se tornasse cada vez mais difícil parar de ler.

 

Clima sombrio, mas nem tanto:

Outro ponto que amei na leitura é que, apesar de ter um clima de mistério, a autora não deixou que a trama se tornasse muito pesada ou mórbida. Pelo contrário, achei a leitura leve e cativante. A escrita sensível e quase poética da autora ajuda a equilibrar o clima sombrio, assim como o toque de romance que traz mais leveza para a história.

 

Desfecho tocante:

Apesar de ter adivinhado boa parte das revelações do livro, eu confesso que não estava preparada para o final. É um desfecho corajoso e melancólico, mas ao mesmo tempo marcante e com uma mensagem muito bonita. Fiquei muito tocada com as escolhas feitas e o quanto elas representam. Não esperava que esse livro fosse me emocionar, mas terminei de ler com os olhos marejados e completamente encantada.

 

Bônus – Livro único:

Para quem detesta finais abertos e não pode ver uma série que já sai correndo, A Maldição do Mar é a opção perfeita. O livro é volume único e tem um final bem amarrado, que resolve todos os conflitos e não deixa pontas soltas.

 

De um modo geral, A Maldição do Mar superou minhas expectativas e me deixou ansiosa para ler mais livros da autora. É uma fantasia Young Adult absolutamente fascinante e que transporta o leitor para um mundo mágico e cheio de lições. E vocês, já leram ou ficaram curiosos para ler? Já conheciam a escrita da Shea Ernshaw? Me contem aí nos comentários.



Informações e onde comprar:

Autora: Shea Ernshaw

Editora: Galera Record

Tradução: Octavia Alves

Páginas: 320

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon | Submarino

Sinopse: “Quando corpos de garotos começam a aparecer no litoral da cidade de Sparrow, alguns moradores se perguntam se a antiga lenda sobre as bruxas vingativas seria verdade. Mas até onde essa caça às bruxas pode levar? Há dois séculos, três irmãs foram condenadas à morte por, supostamente, cometerem bruxaria. Pedras foram amarradas em seus tornozelos, e elas morreram afogadas nas águas profundas que margeiam a cidade. Agora, por um breve período de tempo – a cada dia primeiro de junho até o solstício de verão –, diz a lenda que as irmãs retornam, roubando os corpos de três meninas para que, por meio deles, possam buscar sua vingança, seduzindo e afogando meninos até a morte. Como muitos habitantes locais, Penny Talbot, conhece a lenda de cor. Mas, neste ano, quando a cidade se prepara para o anual retorno das irmãs, um rapaz desconhecido, Bo Carter, chega à cidade buscando suas próprias respostas. E Penny o acolhe. Mas quando corpos de meninos locais começam a aparecer no litoral, o clima de desconfiança e medo atinge a cidade, dando início a uma verdadeira caça às bruxas. A narrativa alterna, os eletrizantes eventos do presente com relatos do diário das jovens condenadas por bruxaria, resultando em um thriller sobrenatural inesquecível.”


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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