[Resenha] A Ascensão da Rainha

 


Um gênero literário que eu nunca resisto é fantasia. Basta ver um lançamento sendo anunciado que eu já corro para adicionar na lista de desejados. Mas, no caso de A Ascenção da Rainha, eu já estava de olho muito antes do anúncio aqui no Brasil. Então, não preciso nem dizer que fiquei muito empolgada quando soube que ele seria publicado pela Galera Record.

Primeiro volume de uma duologia, A Ascenção da Rainha é o livro de estreia da autora Rebecca Ross. Trata-se de uma fantasia Young Adult, repleta de mistérios, aventura e um toque de romance. Ou seja, mais a minha cara impossível, né? Por isso, é óbvio que quando ele chegou aqui, já furou a fila.

Então, hoje eu vim contar um pouquinho sobre essa história e o que eu achei da leitura. Será que minhas expectativas foram atendidas


Autora: Rebecca Ross

Editora: Galera Record

Tradução: Regiane Winarski

Páginas: 378

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Brienna desejava apenas duas coisas: dominar a paixão de conhecimento e ser escolhida por um patrono. Os anos que passou em Magnalia, uma das mais renomadas instituições de Valenia, deveriam tê-la preparado para isso. Enquanto a maioria das aprendizes nasce com o dom e a herança para se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento –, a jovem órfã penou até encontrar seu caminho no conhecimento, mas talvez seus estudos não tenham sido suficientes. Quando o fracasso parece incontornável, um senhor cheio de segredos oferece a Brienna seu patrocínio. Ela aceita com relutância, suspeita de suas intenções, e acaba envolvida em uma conspiração perigosa para derrubar o rei de Maevana – o reino rival de Valenia – e reconduzir a rainha legítima, e sua magia, ao trono. Na iminência de uma guerra, Brienna, que é maevana por parte de pai, deverá escolher a quem será leal: ao seu sangue ou à sua paixão? O primeiro livro de uma nova e emocionante duologia de fantasia, A ascensão da rainha vai encantar fãs de romances históricos com magia e ação. Uma protagonista feminina forte, que descobre o próprio valor e luta para recuperar aquilo que é seu por direito, aprendendo que, quando se trata de poder, devemos tomar cuidado em quem depositamos a confiança. Rebecca Ross constrói com habilidade e maestria um universo encantandor e fascinante, em que a magia é o coração da sociedade e suas rígidas regras determinam o futuro de todos. A ascensão de uma nova rainha ao poder irá abalar as estruturas dos reinos e colocar em xeque alianças e tratados.”

 

Em A Ascensão da Rainha, vamos acompanhar a jornada de Brienna em busca de seu sonho de dominar a paixão que escolheu e ser escolhida por um patrono. Ela passou sua infância em um orfanato, sem saber nada sobre sua origem além do fato de que sua mãe era de Valênia e seu pai de Maevana. Mas sua vida se transforma quando seu avô materno vem buscá-la e leva-la a Magnália, uma renomada instituição de Valênia, onde ela iria se dedicar a uma das cinco paixões – arte, música, teatro, sagacidade e conhecimento.

Durante seu tempo como aprendiz em Magnália, ela lutou para encontrar a o seu verdadeiro caminho. Quando finalmente optou por se dedicar à paixão do conhecimento, quatro dos seus sete anos como aprendiz já tinham se passado. Assim, Brienna teve apenas três para se preparar e conquistar sua paixão. Mas quando o solstício de verão chega, o que Brienna mais temia acontece: nenhum dos patronos se interessa por ela.

No entanto, algum tempo depois, uma nova oportunidade aparece. Um misterioso lorde oferece para ser o patrono de Brienna. Mas, ao aceitar a oferta, ela se verá envolvida em uma perigosa conspiração para derrubar o rei de Maevana e reconduzir a verdadeira rainha ao trono. Dividida entre os dois lados de sua origem, Brienna precisará decidir onde está sua lealdade e por qual lado irá lutar.

 



Eu já fui conquistada por A Ascensão da Rainha desde que li a sinopse, e a leitura não me decepcionou. Para começar, eu fui rapidamente cativada pela protagonista e os dilemas que ela enfrenta. Afinal, quem nunca teve dificuldade para escolher um caminho e saber o que realmente queria fazer? E Brienna precisou fazer essa escolha quando tinha apenas 10 anos. Então, consegui entender sua indecisão por qual paixão seguir e sua insegurança por não se sentir preparada como suas colegas.

Mas não pensem que por causa disso Brienna é uma personagem frágil ou imatura. Pelo contrário, ela é determinada, se esforça para superar as adversidades e não se esconde dos problemas, nem mesmo quando precisa tomar decisões difíceis. É uma personagem que apresenta inseguranças naturais para sua idade e circunstâncias, mas que me cativou por sua força, determinação, maturidade e senso de justiça.

Outro ponto interessante é que as mulheres estão no centro da história, e não somente por causa da Brienna. Ao longo do livro, vemos várias outras personagens que demonstram a força feminina dentro desse universo, entre elas as colegas de Brienna – que não só são brilhantes nas paixões que escolheram seguir, como também dão lições importantes de amizade e sororidade –, e as mulheres guerreiras de Maevana, que eram destinadas a governar esse reino.

Com relação à trama, achei que a autora soube desenvolvê-la de forma dinâmica e ágil, sem comprometer a construção dos personagens e do universo. Tudo é bem explicado e permite ao leitor se ambientar rapidamente, sem que a autora se perca em descrições desnecessárias. Além disso, achei que ela trouxe um bom equilíbrio entre aventura, mistério e romance, não permitindo que nenhum deles aparecesse mais do que deveria.

No entanto, preciso avisar que esse não é um daqueles livros cheios de reviravoltas e plots surpreendentes. Para quem já está habituado a ler fantasia, será fácil prever as revelações feitas ao longo do livro. No entanto, isso não foi um problema para mim. Pelo contrário, eu achei o universo que a autora criou tão interessante e a história tão envolvente, que sinceramente não me importei de já ter adivinhado o desfecho.

Assim, A Ascensão da Rainha foi um ótimo começo para a duologia e acho que a Rebecca Ross acertou muito em seu livro de estreia. Ela trouxe um universo muito interessante e com um enorme potencial a ser explorado, além de personagens carismáticos e uma trama cheia de aventura. Foi uma leitura leve, envolvente e que deixou mensagens importantes de amadurecimento, amizade, família e, principalmente, empoderamento feminino. E, por mais que o desfecho não seja dos mais surpreendentes, é uma jornada que vale a pena acompanhar. Então, se você gosta de uma leitura envolvente, com muita ação e um toque sutil de romance, não pode deixar de conferir.


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Livros hypados que eu não gostei tanto assim

 


Acho que todo mundo já criou expectativas para um livro que está com muito hype, ou seja, que está sendo elogiado por todo mundo e parece estar em todos os lugares. Eu confesso que vivo de olho nesses livros e que quase sempre fico com expectativas muito altas para eles. Porém, apesar de muitas vezes serem leituras maravilhosas, algumas vezes acabei me decepcionando.

Então, hoje eu vim comentar sobre aqueles livros que todo mundo amou e eu já estava pronta para amar também, mas que acabei não gostando tanto assim. Foram leituras ruins? Na maioria desses casos, não. Mas eram livros que eu realmente acreditava que se tornariam favoritos e acabaram não me conquistando.

Porém, antes que alguém se estresse, quero deixar claro que essa é só minha opinião. Eu entendo as pessoas que amaram esses livros, mas infelizmente foram leituras que não corresponderam às minhas expectativas. Não me odeiem rsrs.

 

 

Six of Crows, da Leigh Bardugo: esse me doeu colocar aqui, porque eu realmente achava que se tornaria um favorito. Eu amei os personagens desse livro e a evolução da escrita da Leigh Bardugo é nítida, mas a trama não me prendeu e senti falta de mais elementos do universo da trilogia grisha e das tramas políticas.

 

O clube do livros dos homens, da Lyssa Kay Adams: esse talvez seja a pior decepção que eu tive esse ano, porque eu tinha certeza que ia amar a leitura. A premissa dele é sensacional, mas acabei encontrando muito pouco do que eu esperava. Além de quase não mostrar o próprio clube do livro, o que já foi muito frustrante, as personagens femininas me irritaram em um nível que há muito tempo não acontecia. Era uma previsão de favorito que, infelizmente, não se concretizou. (Tem resenha dele no instagram, aqui)

 

Cidade da Lua Crescente - Casa de Terra e Sangue, da Sarah J Maas:

Esse livro não é ruim, mas também não achei bom. A ideia do livro é boa, o mistério foi interessante e me surpreendeu, mas o desenvolvimento me decepcionou demais. Não pretendo continuar a série e confesso que minha vontade de ler outros livros da autora ficou muito abalada.

 

Sim, não, quem sabe, de Becky Albertalli e Aisha Saeed:

Acho que, dessa lista, esse talvez tenha sido o livro que mais gostei. Porém, não acho que justifique todo o hype em torno dele. A ideia do livro é ótima e os temas abordados são muito  importantes, mas senti que a história se arrastou mais do que deveria, achei a protagonista irritante na maior parte do tempo, e o final deixou a desejar. Então, de um modo geral, não considerei um livro ruim, muito pelo contrário. Mas como eu estava esperando um livro que entraria para minha lista de favoritos, acabei me decepcionando. (Postei resenha dele hoje no instagram, aqui)

 

Bom, esses foram alguns livros que todo mundo ama e, infelizmente, não funcionaram bem para mim.  No entanto, eu acho que essa é justamente a graça da leitura. Cada leitor tem uma experiência diferente ao ler um livro e o que funcionou bem para um, pode não dar certo para o outro, e está tudo bem.

Mas agora quero saber, qual livro hypado que vocês não acharam tão bons assim? Me contem aí nos comentários.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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