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Tag da Discórdia



Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Faz um tempinho que não respondo nenhuma tag aqui no blog e, por coincidência, acabei assistindo uma muito legal no canal do Victor Almeida, o Geek Freak. Criada originalmente pela Karine, do Kabook, a Tag da Discórdia consiste em sete perguntas sobre livros que podem ser um tanto polêmicas, mas estou contando que vocês não vão me odiar depois. 
Então, sem mais delongas, vamos às minhas respostas?

1 – Um livro que todo mundo amou, menos eu:
Para essa pergunta, escolhi uma das minhas leituras mais recentes: A garota que bebeu a lua. Li esse livro depois de ter visto inúmeros elogios para a obra e a escrita da autora. Aparentemente, todo mundo amou, porém, eu confesso que fiquei bastante decepcionada com a leitura. Menção (não tão) honrosa: O Erro, da autora Elle Kennedy. Aparentemente, todo mundo ama a série Amores Improváveis, porém, apesar de ter adorado O Acordo, eu me decepcionei muito com o segundo e acabei abandonando a série por causa dele.

2 – Um livro com uma protagonista insuportável/difícil de ler:

Foi difícil escolher, mas acabei optando pela Victoria de Mais lindo que a lua, da Julia Quinn. Sei que muita gente que leu esse livro, não gostou do mocinho, Robert, e inicialmente eu concordava com essas pessoas. Porém, à medida que a história avança, Victoria se torna uma personagem inconstante, imatura e muito irritante. Sem dúvida, uma das protagonistas mais chatas que já li.
3 – Um livro que você deixou pela metade.
Infelizmente, já deixei alguns livros pela metade. Porém, o que foi mais marcante para mim é um que eu ainda pretendo retomar algum dia: O Senhor dos Anéis – As Duas Torres. Eu empurrei muito para ler A Sociedade do Anel, mas quando cheguei no segundo livro foi insuportável; arrastei por quase dois meses e acabei largando. Inclusive, não gosto nem do filme, que acabei dormindo no final. 

4 – Um livro que você se recusa a ler.
Eu acho muito complicado falar sobre se recusar a ler algo, porque o tempo passa e os gostos mudam. Então, pode ser que um dia livros que eu queira ler livros que hoje torço o nariz. Porém, atualmente, eu não leio terror e me recuso a pegar qualquer livro do gênero, inclusive os do aclamado autor Stephen King. Sempre me recomendam, mas, por enquanto, eu me recuso a ler.


5 – Um livro que você empurrou com a barriga.
Poderia responder O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, mas como já mencionei aí em cima, resolvi citar Três coroas negras, da Kendare Blake. Quem acompanha o blog já deve ter me visto falando sobre ele, mas é impossível não o mencionar nesse tipo de tag. Eu tinha uma alta expectativa antes de ler, mas poucas vezes fiz uma leitura tão monótona e arrastada. Empurrei com a barriga e demorei quase um mês para ler, sendo que é um livro pequeno e com um bom espaçamento. 

6 – Um livro com um clichê ruim de engolir.
Sem dúvida nenhuma, Corpo, da autora Audrey Carlan (a mesma de A Garota do Calendário). Esse é um livro que consegue reunir todos os clichês ruins em um só: romance instantâneo; mocinha aparentemente forte, mas que perde a capacidade de pensar por si mesma quando está com o mocinho; romantização de relacionamento abusivo e mocinho mandão e machista. Preciso falar mais? Foi uma leitura marcada pelas reviradas de olhos para ter paciência com esses clichês difíceis de engolir.

7 – Um livro que você amou e mais ninguém.
Eu vou citar dois livros que eu sei que não sou a única pessoa que amou, mas que também sei que muitas pessoas odiaram: Talvez um dia, da Colleen Hoover, e Olá, adeus e tudo mais, da Jennifer E. Smith. Com relação ao primeiro, sei que esse é um dos livros mais polêmicos da Colleen e que muita gente detesta. Porém, é um dos meus favoritos da autora e está entre os meus queridinhos da vida. Já o segundo, eu vi muitas pessoas criticando, especialmente o final, mas eu adorei a leitura e até me emocionei em alguns momentos.


Essas foram as minhas respostas para a tag e sei que tem algumas escolhas bem polêmicas aí. Mas agora quero saber quais seriam as respostas de vocês. Tem algum livro que todo mundo ama, menos vocês? Não deixem de me contar aí nos comentários.


[Dica da Malu] Corpo

Sinopse: “Uma nova vida. Um novo amor. Um perigo real. A nova série da autora de A garota do calendário “Eu te amo. Eu te quero. Eu nunca vou te deixar.” Gillian Callahan entra em pânico só de ouvir esse tipo de frase. Por anos ela viveu uma relação abusiva com seu ex-namorado violento. Agora ela está livre e segura, trabalhando para uma fundação de apoio a mulheres vítimas de violência — a mesma que a resgatou e salvou sua vida. Gillian não quer saber de homem nenhum. Até conhecer Chase Davis, o presidente da fundação. O bilionário é tão sexy e sedutor que Gillian fica sem chão. Chase sempre consegue o que quer — e ele quer Gillian. Agora ela terá de enfrentar a batalha entre o desejo e o medo. Gillian vai conseguir confiar em Chase? Ela está segura com ele? E quão perigoso pode ser um passado sombrio... não só o dela, mas o do homem que ela aprendeu a amar?”Autora: Audrey Carlan / Editora: Verus / Páginas: / Skoob / Comprar: Amazon

Quem acompanha as listas de livros mais vendidos deve ter visto que a série A garota do calendário apareceu em quase todas o ano passado. Recentemente, a editora Verus publicou Corpo, o primeiro volume de Trinity, a nova série da mesma autora. Confesso que nunca tive muita curiosidade pelos livros da Audrey Carlan, mas quando recebi esse livro de cortesia do Grupo Editorial Record resolvi fazer uma tentativa e conhecer a escrita dela.
Em Corpo, o leitor é apresentado à protagonista Gillian Callahan. Ela vivenciou por anos um relacionamento abusivo, mas foi resgatada por uma fundação que ajudava mulheres vítimas de violência doméstica. Agora, ela trabalha nessa mesma organização e tem uma vida segura e estável, rodeada por amigas que são como irmãs para ela. Seu foco está totalmente voltado para o trabalho e as amigas, e romance não faz parte dos seus planos.
No entanto, quando seu caminho cruza com o do bilionário Chase Davis, a vida de Gillian vai virar de cabeça para baixo. Eles se conhecem por acaso no bar de um hotel, porém, logo ela descobre que evitá-lo não será tão fácil. Afinal, ele é o presidente da fundação onde ela trabalha.



A fórmula já é bem conhecida em romances eróticos e, normalmente, não me interessaria por este enredo. No entanto, achei interessante a autora falar sobre a violência doméstica e essa foi minha maior motivação para realizar essa leitura. Não é um tema muito comum nesses livros e fiquei curiosa para saber como ele seria trabalhado.
Assim, o aspecto que mais gostei em Corpo é que a autora reforça o tempo todo que a violência nunca é culpa da vítima. Audrey Carlan não suaviza as agressões sofridas por Gillian e nem os efeitos que eles tiveram, tanto físicos quanto psicológicos. Além disso, ela mostra o quanto esse tipo de relação é tóxica e muitas vezes a própria vítima tem dificuldade em reconhecer que aquilo é errado. Deste modo, ao invés de julgar mulheres que passam por essa situação, é importante apoiá-las e tentar dar apoio para que elas possam se reerguer.
No entanto, se a abordagem que a autora faz sobre relações abusivas e violência doméstica é o ponto positivo do livro, ele foi perdido na construção do romance. Além de ser mais um caso daqueles em que o casal tem uma paixão imediata e incontrolável, Chase é um homem mandão, controlador e, muitas vezes, invasivo e Gillian aceita. Uma mulher que viveu por anos em uma relação onde era constantemente sufocada, que se orgulha de ter se libertado e se tornado independente, simplesmente concorda em ter um homem controlando a vida dela, desde sua roupa até os lugares onde vai. Cadê a coerência, miga?
Anuo, sem saber ao certo como continuar lutando. Toda a sua essência emana confiança e controle, e eu estou murchando sob a pressão de estar perto dele. Ele é o sexy Super-Homem, mas parece estar se tornando minha kriptonita.
Chase passa o tempo todo afirmando sua posse sobre Gillian e, apesar de levemente incomodada, ela sempre acaba cedendo e falando que é dele. É uma submissão cega, como se a atração física justificasse isso. Além disso, me incomoda o fato de que o tempo todo ele compra roupas para ela, escolhe o que ela vai comer, e chega ao absurdo de mexer na conta bancária dela sem autorização; tudo isso com a justificativa de que ele pode pagar. E, mais uma vez, Gillian aceita sem impor resistência.


Isso acaba me levando a outro problema do livro: o romance de Gillian e Chase se resume a atração e ao dinheiro. Não há convivência suficiente, não há diálogos interessantes e nem troca de opinião. Eles mal se conhecem e simplesmente não conseguem ficar longe um do outro. Além disso, Chase está constantemente usando ou a atração que Gillian sente por ele ou o deslumbramento que ela tem pelo luxo que ele oferece para controlá-la. Mas isso é colocado no livro como algo muito romântico e não abusivo.
 – Agora, diga de novo que você não é minha mulher – ele exige. Fecho os olhos e aceito meu destino. – Não posso – respondo, percebendo que nunca houve outra opção. Desde o minuto em que conheci Chase, ele me teve.
Com relação à construção dos personagens, achei que foi muito rasa, sem quase nenhuma evolução ao longo do livro. No entanto, ainda consegui simpatizar mais com as amigas de Gillian do que com o casal principal. Apesar de não aparecerem tanto, Maria, Bree e Kat são divertidas e é bonito ver o laço sincero que as une. É uma amizade para todos os momentos, o que significa que elas se apoiam na dificuldade e vibram juntas nas alegrias.
No entanto, não preciso nem dizer que não gostei do casal principal, né? Gillian tinha tudo para ser uma personagem que eu iria admirar. Ela superou um passado muito difícil e conseguiu se tornar uma pessoa independente, construir uma boa carreira e ajudar mulheres que passaram por situações parecidas. No entanto, não dá para desculpar uma pessoa que viveu a experiência de um relacionamento tão tóxico aceitar um homem agindo como se fosse seu dono só porque ele é rico e incrivelmente bonito.
Já o Chase é um homem machista e controlador, apesar da autora tentar justificar isso o livro inteiro. E eu sei que vão ter pessoas que vão falar que ele faz isso porque está totalmente apaixonado por ela e quer protege-la, que na verdade ele é um homem carinhoso e atencioso. Mas não é. Ninguém se apaixona em duas semanas e, mesmo se fosse esse o caso, nada dá a ele o direito invadir a privacidade dela daquela forma e agir de maneira tão possessiva.
Quero estar louca da vida com ele. Eu estou louca da vida, mas, quando suas mãos estão sobre mim, eu me derreto.
A escrita da autora é bastante envolvente, o que torna a leitura muito fluida. Tudo se desenvolve rapidamente no livro, o que faz com que o leitor não sinta o tempo passar. Porém, em alguns momentos isso foi um defeito, pois não há o desenvolvimento apropriado de alguns aspectos. Além disso, as cenas mais quentes me cansaram porque, apesar de bem escritas, são excessivas. Como o relacionamento do casal principal é baseado quase que exclusivamente na atração, tem cenas de sexo praticamente o livro inteiro.
Com relação à edição, achei que a Verus acertou mais uma vez. A capa ficou muito bonita; mais sensual, por se tratar de um romance erótico, mas não é nada vulgar. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte e o espaçamento têm um bom tamanho para leitura.
Apesar de ser meio óbvio, não posso deixar de avisar que este livro é totalmente inadequado para menores de 18 anos. Não só pelas cenas muito detalhadas de sexo, mas também por ter momentos de muita violência.
Corpo é uma leitura fluida e envolvente, e, se você leu a série A garota do calendário e gostou, provavelmente irá apreciar esse livro. Para mim, não funcionou tanto, pois vi muitos estereótipos que me incomodaram, os personagens são superficiais e não gostei do desenvolvimento do romance. Além disso, a proposta da autora de falar sobre relações abusivas e violência doméstica ficou totalmente perdida quando ela romantizou um relacionamento que é quase tão tóxico quanto. No entanto, vou levar os títulos em consideração e esperar que nos próximos livros haja um desenvolvimento maior e que pelo menos parte dos problemas. Afinal, se o primeiro livro chama Corpo e foca mais no aspecto físico dos personagens, espero que a continuação, chamada Mente, trará um desenvolvimento maior do lado emocional.

Agora, quero saber se você já conhece o trabalho de Audrey Carlan e se leu ou pretende ler sua nova série. Me contem aí nos comentários e deixem a opinião de vocês, caso já tenham lido.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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