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[Resenha] Para ganhar de um duque


 

Sempre que vou terminar uma série, fico dividida entre a ansiedade de saber como tudo será encerrado e o medo de que as minhas expectativas não foram alcançadas. Mesmo quando os livros são independentes, sempre fico esperando que o último livro seja o melhor e encerre com chave de ouro. E não foi diferente com a trilogia Receba esta aliança, da autora Suzanne Enoch.

Desde que Para ganhar de um duque – terceiro e último da série – foi anunciado, minhas expectativas estavam altíssimas e eu fiquei dividida entre a ansiedade para ler e o medo de que a leitura não fosse tudo que eu esperava. Mas é óbvio que eu não ia resistir por muito tempo, né? Então, assim que estive com o livro em mãos, já corri para ler.

E hoje vim comentar um pouco sobre Para ganhar de um duque e o que eu achei da leitura.

 

Observação: os livros da trilogia são independentes, cada um foca em um casal, porém, eles se passam no mesmo universo e os casais de livros anteriores aparecem no terceiro. Portanto, recomendo que sejam lidos na ordem.

Para quem quiser conferir, tem resenha dos dois livros anteriores aqui e aqui


Autora: Suzanne Enoch

Tradução: Daniela Rigon

Editora: Harlequin

Páginas: 304

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Na conclusão apaixonante da trilogia de Suzanne Enoch, um duque libertino atrai a diretora de uma escola respeitável para um jogo perigoso de sedução – e descobre que esse desafio não vai ser tão fácil quanto esperava. Uma diretora nunca deve discutir com um nobre (mesmo que as noções dele sobre uma escola para damas sejam completamente equivocadas). Uma diretora nunca deve permitir que suas alunas entrem em contato com um libertino (mesmo que queira mostrar a elas o que não fazer). Uma diretora nunca, jamais, deve fazer apostas com duques (mesmo que seja a única maneira de colocar o tolo arrogante em seu lugar). Emma Grenville, a competente diretora de uma escola de boas maneiras para jovens damas debutarem, sabe que o objetivo de muitas de suas alunas é arranjar um bom casamento. No entanto, ela própria não tem uma boa opinião dos homens da nobreza, e a chegada do duque de Wycliffe, Greydon Brakenridge, querendo triplicar o aluguel da Academia, só reforça seu argumento. Depois de passar a vida sendo perseguido por jovens damas interessadas em seu título e sua fortuna, Grey sabe que estará fazendo um favor à sociedade se conseguir fechar o estabelecimento da srta. Grenville. Então os dois fazem uma aposta, ambos determinados a ensinar uma lição ao outro. Mas o que acontece quando o coração deles decide dobrar a aposta?”

 

Em Para ganhar de um duque, vamos acompanhar a história de Emma Granville, a diretora de uma famosa escola que ensina boas maneiras para meninas e as prepara para debutarem. Ela mesma não gosta dessas regras e tem uma péssima opinião sobre os homens da nobreza, mas leva o seu trabalho e o prestígio da escola muito a sério.

Porém, o bom nome de sua escola fica ameaçado quando o irritante duque de Wycliffe chega determinado a fechar o estabelecimento. A primeira iniciativa dele é triplicar o valor do aluguel que a Academia paga. Mas Emma não está disposta a aceitar isso facilmente. Os dois acabam se envolvendo em uma aposta – cada um querendo provar algo ao outro – mas as coisas saem um pouco de controle e podem ameaçar tudo que ela construiu.

Entre provocações, planos e lições para jovens meninas muito espertas, Emma e Wycliffe vão perceber que o que está em jogo não é uma simples aposta, mas o coração deles. 



Novamente, a Suzanne Enoch conseguiu me conquistar com sua escrita ágil e seu senso de humor cativante. Logo no início do livro e na primeira interação entre Emma e o duque de Wycliffe, eu já senti que iria me divertir muito com essa leitura, acompanhando esse casal trocar muitas farpas. E eu não me decepcionei.

Desde o primeiro momento, fica claro que esse livro traz o bom e velho clichê dos inimigos que se apaixonam, e a autora sabe desenvolvê-lo de forma maravilhosa. Já nas primeiras interações, cheias de trocas de farpas e provocações, eu fui conquistada por esse casal e me vi completamente envolvida. E, ao longo do livro, vamos acompanhado Emma e Wycliffe começando a enxergar além das aparências e entendendo as atitudes um do outro. Assim, vai surgindo respeito e companheirismo entre eles, antes de surgir o amor.

Além disso, a química entre o casal é muito forte e a autora soube explorá-la. Desde o início, vemos que existe uma forte atração, mesmo que ambos tentem resistir, e ela se torna cada vez mais forte à medida que os sentimentos entre eles vão se transformando. E com um casal que solta faíscas durante todo o livro, é claro que não poderiam faltar cenas sensuais. Elas não tiram o foco o da história, mas estão presentes e são muito bem escritas.

E, além do casal principal, não posso deixar de mencionar os personagens coadjuvantes. Para começar, temos as alunas de Emma que esbanjam carisma e inteligência, trazendo muitos momentos fofos e divertidos para a trama. Além disso, vamos rever personagens muito queridos de outra série da autora e confesso que a participação deles tornou tudo ainda mais especial.

Minha única ressalva é que, como é característico das obras da autora, o livro não conta com um epílogo. Eu já esperava por isso e não é algo que chegue a comprometer a leitura. Mas, sem dúvida, me deixou com um gostinho de quero mais.

De um modo geral, Para ganhar de um duque é o desfecho perfeito para a trilogia Receba esta aliança. Com uma trama bem construída, protagonistas cativantes e o retorno e personagens queridos, foi uma leitura leve, apaixonante, com muitas doses de humor e momentos de derreter o coração. Terminei com um sorriso no rosto e a satisfação de encerrar uma trilogia muito querida com chave de ouro.

E vocês, já conheciam a trilogia Receba esta aliança? Já leram ou ficaram curiosos para ler Para ganhar de um duque? Me contem aí nos comentários.

Para quem não conhece a trilogia ainda, pode conferir no instagram um post com 5 motivos para ler.


Motivos para ler: Para casar com o pecado

 


Esse mês, como já virou tradição, está acontecendo o Novembro de Época. E, para entrar no clima, eu resolvi falar sobre um dos romances de época que li recentemente: Para casar com o pecado, da Suzanne Enoch. Ele é o segundo volume da série Receba esta aliança e, para quem não conhecia ainda, tem resenha do primeiro – Para conquistar um libertino – aqui no blog.

Quem me acompanha aqui sabe o quanto eu gosto da escrita da Suzanne Enoch (antes dessa série, já tinha lido uma trilogia: Como se vingar de um cretino, Como encantar um canalha e Como salvar um herói), e é óbvio que os lançamentos da autora são sempre uma prioridade para mim. Por isso, assim que o meu exemplar de Para casar com o pecado chegou aqui, eu já comecei a ler.

Então, hoje vim contar para vocês o que achei da leitura e listar alguns motivos para vocês lerem também. Tenho certeza que os fãs de romance de época irão amar.

 

Protagonista rebelde: Quem ama uma mocinha independente, que não se importa com os padrões da sociedade e faz o que quer? Se você gosta de protagonistas assim, com certeza vai amar a Vixen. Ela tem um comportamento considerado escandaloso pela aristocracia, mas na verdade está bem longe de ser uma mulher fútil e tola. Na verdade, ela é inteligente, determinada, tem opinião própria e dona de um senso de humor maravilhoso.

 

Mocinho libertino: Quem não ama um mocinho libertino? E se ele ainda for sarcástico, inteligente e com segredos que precisa esconder, melhor ainda. E Sin é exatamente isso. Considerado um libertino pecaminoso, ele é um homem cheio de mágoas e que está determinado a descobrir um mistério envolvendo a morte do seu irmão. Além disso, Sin ainda é divertido, carismático, íntegro e muito sedutor. Ou seja, impossível resistir.

 

Romance apaixonante: Com dois protagonistas tão carismáticos, é claro que foi fácil torcer pelo romance. Mas ainda ajudou muito o fato de que eles têm diálogos afiados e inteligentes, além de possuírem uma química maravilhosa. O livro não tem tantas cenas sensuais, mas quando elas acontecem são incríveis e deixam qualquer leitor suspirando.

 

Mistério na trama: Quer um romance de época com um toque de mistério? Temos aqui. Ao longo da trama, vamos acompanhando as investigações de Sin a respeito da morte do irmão e esse toque de suspense deixou a leitura muito mais instigante. Amei ir descobrindo as pistas aos poucos e formando teorias, enquanto acompanhava o romance se desenvolvendo. Foi uma combinação perfeita que deu um toque muito especial para a trama.

 

Personagens secundários carismáticos: Eu amei os personagens secundários desse livro, especialmente pelo retorno dos protagonistas do volume anterior. Foi bom matar a saudade deles e ver como estavam. Além disso, os animais de estimação da Vixen são simplesmente maravilhosos, principalmente o papagaio, que é um dos personagens mais divertidos da trama.

 

E aí, gostaram dos motivos para ler Para casar com o pecado? Eu fui novamente conquistada pela escrita da Suzanne Enoch e fiquei encantada com essa história. Agora, estou ansiosa para continuar essa série e espero que a Harlequin traga o próximo volume em breve.

Agora quero saber: vocês já conheciam Para casar com o pecado? Já leram algo da Suzanne Enoch? Me contem aí nos comentários.

 

Resenha completa disponível no instagram

 

Autora: Suzanne Enoch

Editora: Harlequin Books Brasil

Tradução: Daniela Rigon

Páginas: 200

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Segundo livro da trilogia Receba esta Aliança de Suzanne Enoch, autora best-seller e uma das rainhas do romance histórico, traz um romance de época às avessas aliado a um suspense envolvente. Uma jovem dama nunca deve desafiar os pais (mesmo que eles a tratem como uma criança). Uma jovem dama nunca deve manter um zoológico em sua casa (mesmo que os pobres bichinhos precisem de cuidados). Uma jovem dama nunca, jamais, deve ser pega trocando beijos apaixonados com um lorde de má reputação (mesmo que ele seja o único homem que a desafie e a faça sentir algo). Victoria Fontaine, ou Vixen, é uma jovem rebelde, frívola e demasiadamente sedutora. Sinclar Grafton, ou Sin, é um lorde libertino, inconsequente e pecaminoso. Pelo menos, essa é a imagem que eles passam para a alta sociedade. Quando a bela Vixen e o charmoso Sin são pegos no flagra num beijo um tanto apaixonado, chocando a nobreza, todos veem uma oportunidade de podar


[Resenha] Para conquistar um libertino

 



Se tem uma forma que eu amo começar semana é com indicação de livros leves e divertidos. Por isso, a resenha de hoje não poderia ser outra que não Para conquistar um libertino, da Suzanne Enoch. Ele foi lançado esse mês pela editora Harlequin Books e é o primeiro volume da trilogia Receba esta aliança.

Eu já era apaixonada pela escrita da Suzanne Enoch desde que li a trilogia Lessons of Love (Como se vingar de um cretino, Como encantar um canalha e Como salvar um herói). Então, é claro que fiquei muito empolgada quando soube que a Harlequin vai trazer mais uma trilogia de romance de época da autora. Por isso, já garanti o meu na pré-venda.

Lógico que corri para ler assim que chegou aqui e agora vou poder contar o que achei. Será que foi tão bom quanto os outros livros que li da autora? Atendeu às minhas expectativas? É isso que vou contar agora.

 

Autora: Suzanne Enoch

Editora: Harlequin Books Brasil

Tradução: Daniela Rigon

Páginas: 320

Onde comprar: Amazon / Submarino

Sinopse: “Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem (sua reputação deve ser imaculada, sem qualquer traço de escândalo). Uma governanta nunca deve questionar as ordens de seu empregador (mesmo quando ele estiver claramente errado). Uma governanta nunca, jamais, deve se envolver com alguém de uma classe superior (mesmo que esse alguém lhe ofereça sussurros sedutores, propostas indecentes e beijos devastadores…). Se não fosse por um lamentável incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar um cargo na casa de Lucien Balfour, famoso por sua reputação de libertino, pela beleza pecaminosa e pela completa falta de decência. Agora, com a responsabilidade de ajudar a prima do conde Balfour a entrar na alta sociedade, Alexandra sabe que precisa fazer um bom trabalho para eliminar os vestígios de escândalos passados. Conde nenhum vai desviá-la de seu objetivo, nem que para isso ela precise lhe ensinar todas as regras de decoro imagináveis.”

 

Em Para conquistar um libertino, vamos acompanhar a jovem Alexandra Gallant que, depois de ter a reputação arruinada graças a um infeliz acidente em seu antigo trabalho, se viu obrigada a aceitar um emprego na casa de Lucien Balfourt: um conde conhecido tanto por ser um libertino sem um pingo de decência quanto por sua beleza. Não era o emprego ideal, mas ela não tinha muitas opções. s

Assim, Alexandra acaba aceitando o cargo oferecido pelo conde. Ela será responsável por preparar a prima de Lucien para ser apresentada na sociedade e conseguir um bom casamento, uma vez que ele queria se ver livre da garota e de sua mãe horrorosa o mais rápido possível. Mas ter a bela Alexandra em sua casa faz com que ele perca um pouco da pressa e seu maior objetivo passa a ser conquistá-la.

Mas ela quer apenas fazer um bom trabalho e se livrar das manchas do passado, por isso não pode permitir que o conde consiga tentá-la a se desviar desse objetivo. Então, além de ensinar boas maneiras à prima dele, terá que ensinar Lucien a se comportar com a decência e o respeito que se espera de um cavalheiro. Será que é possível mudar um notório libertino?



Que leitura deliciosa! Novamente, eu me vi rapidamente envolvida pela escrita apaixonante da Suzanne Enoch e sem vontade de largar o livro. Confesso que, no início, senti medo de que essa leitura não fosse funcionar para mim. A atração imediata dos protagonistas e o comportamento totalmente descarado de Lucien foram um pouco estranhos para mim, o que me deixou receosa.

No entanto, meu medo se provou totalmente infundado. Esse estranhamento inicial passou bem rápido e fiquei totalmente conectada com a leitura. Os diálogos cheios de farpa, especialmente o humor sarcástico do Lucien, funcionou muito bem para mim e fez com que eu me divertisse enquanto lia esse livro de uma forma que não acontecia há muito tempo.

Outro ponto importante é que eu amei os personagens. A Alexandra é o tipo de mocinha que é impossível não amar. Ela é forte, enfrentou muitas dificuldades e sempre se mantém firme aos seus princípios. Eu me diverti muito vendo ela tentando ensinar bons modos ao conde libertino e em muitos momentos a forma como ela o tratava me lembrou a Kate Shefield de O visconde que me amava, que é a minha mocinha favorita. Ou seja, é claro que eu amei a Alexandra.

Já o Lucien é o tipo de mocinho que eu sou completamente apaixonada. Libertino, com um humor cheio de ironia e que não faz a menor questão de esconder quem é. Eu fui rapidamente conquistada pelo humor dele e seu jeito muito debochado, o que proporcionou muitos diálogos hilários. Mas, mais do que isso, eu adorei ver a evolução dele e o quanto a Alexandra consegue transformá-lo. Quem ama um libertino reformado, tenho certeza que irá se apaixonar por esse.



Com relação ao romance, apesar do meu medo inicial, ele não foi apressado. A atração entre eles esteve presente desde o início, o que foi um pouco abrupto para mim, mas os sentimentos dos dois foram se transformando gradualmente. Não faltam momentos fofos, divertidos e sensuais entre eles, que tornam a aproximação entre eles mais convincente e também mais cativante. Torci muito por esse casal e foi maravilhoso acompanhar essa relação sendo construída.

No entanto, tive duas ressalvas que me incomodaram um pouco na leitura. A primeira foi em relação à Alexandra. Ela é uma protagonista incrível e muito cativante, mas no final começou a se tornar excessivamente teimosa. Apesar de entender as inseguranças dela, chegou um ponto que elas não se sustentavam mais. Lucien já tinha dado provas mais do que suficientes de que havia mudado e ela continuava não querendo acreditar.

Outro ponto foi a ausência de um epílogo. Isso é algo que já é característico dos livros dela e confesso que já até esperava que não tivesse. Porém, isso não muda o fato de que o desfecho deixa a sensação de quero mais. Apesar das principais questões do livro já estarem resolvidas, o final foi um tanto abrupto. Se eu já não tivesse me acostumado com o estilo da autora, teria achado que meu exemplar estava faltando páginas.

Porém, nenhuma ressalva tirou o brilho de Para conquistar um libertino. Mais uma vez eu me vi completamente envolvida por um livro da Suzanne Enoch, de uma forma que não larguei até terminar e concluí a leitura em um único dia. É um livro leve, divertido, sensual e muito cativante, daqueles que deixam a gente apaixonada e com um coração quentinho. Foi um início maravilhoso para a trilogia e não vejo a hora de ler as continuações, que vão focar em personagens incríveis que apareceram nesse primeiro volume.

E vocês, já leram Para conquistar um libertino ou algum outro da Suzanne Enoch? Me contem aí nos comentários.


Autoras que conheci em 2018 e quero ler mais em 2019



Olá, meus amores! Como vocês estão? Eu ando um pouco sumida aqui, mas é que esses últimos dias foram meio corridos e eu confesso que o calor me atrapalhou bastante. Porém, estou me organizando e acho que as coisas vão voltar ao normal por aqui.
Para o post de hoje, eu vim compartilhar com vocês uma meta que eu tenho esse ano e, de quebra, indicar alguns livros maravilhosos que li no ano passado. Eu fiz uma lista com alguns autores que conheci no ano passado e que pretendo ler mais livros esse ano. O ano que passou me trouxe algumas descobertas bem legais, mas eu quis trazer aqueles que mais me marcaram mesmo e que estou mais ansiosa para ler outras obras.

Jenn Bennet
No ano passado, eu li O cara dos meus sonhos (ou quase), que foi uma leitura deliciosa e que me surpreendeu bastante. Apesar de ter um enredo um tanto clichê, os personagens foram tão bem construídos e o romance se desenvolveu de uma maneira tão encantadora que é impossível não se apaixonar. Não preciso nem dizer que amei a escrita da autora né? Já anotei alguns livros dela que fiquei curiosa para ler, começando por Anatomia de um coração, também publicado no Brasil pela Plataforma21.

Sarah MacLean
Ano passado, eu finalmente conheci a escrita da Sarah MacLean e já li logo dois livros de uma vez. Deu para perceber que eu amei né? O primeiro livro que li dela foi Cilada para um marquês (tem resenha aqui) e fiquei tão apaixonada pela forma como ela construiu os personagens e o romance, que já corri para ler outro dela, Nove regras a ignorar antes de se apaixonar. Agora, para 2019, eu pretendo ler as 3 séries dela que foram publicadas no Brasil, incluindo as duas que eu já iniciei.

Lisa Maxwell
Ano passado, eu li O último dos magos, da Lisa Maxwell, que foi meu primeiro contato com a escrita da autora e eu não poderia ter gostado mais. É uma das fantasias mais originais que eu já li e com um desfecho que me deixou desesperada pela continuação. Além disso, eu tive a oportunidade de ter contato com a autora e até trouxe uma entrevista com ela aqui para o blog (confira aqui). Então, em 2019, eu quero muito ler não apenas a continuação dessa série, como outros livros que ela já tem publicados.

Suzanne Enoch
Outra autora de romances de época que conheci no ano passado e não vejo a hora de ler outros livros. Dela, eu li apenas Como se vingar de um cretino, porém, foi um dos meus favoritos de 2018 e me deixou curiosa para ler outros livros escritos por ela. Eu li os contos que ela escreveu nos livros Lady Whistldown Contra-Ataca e Nada Escapa à Lady Whistledown, porém, esse ano eu pretendo ler mais romances escritos por ela. Inclusive, já tenho alguns na minha lista de desejados.

Carrie Elks
Quem me acompanha aqui no blog sabe que no ano passado eu recebi alguns livros antecipadamente no VIB, do Grupo Editorial Record. Meu favorito foi, sem dúvida alguma, Um verão na Itália, da Carrie Elks. Eu nunca tinha lido nada da autora, mas foi uma leitura tão envolvente e divertida, que me fez desejar ler outros livros dela. Claro que as continuações da série As Irmãs Shakespeare estão no topo dessa meta, mas quero também conhecer outros trabalhos da autora.

Antes de encerrar o post, preciso dizer que não era minha intenção inicial fazer um post só com autoras. No entanto, analisando as minhas leituras do ano passado, eu percebi que li muito mais livros escritos por mulheres do que por homens. Isso não foi intencional, mas confesso que fiquei muito satisfeita, especialmente por terem sido leituras tão boas.
E vocês, já leram algum dos livros que citei ou alguma outra obra dessas autoras da lista? Me contem aí nos comentários o que acharam e quais autoras (ou autores) vocês conheceram em 2018 e que pretendem ler outros livros nesse ano.

[Resenha] Como se vingar de um cretino


Olá, pessoal! Como vocês estão? Hoje eu vim trazer a resenha de uma das minhas leituras mais recentes, o romance de época Como se vingar de um cretino, da Suzanne Enoch. Lançado pela Harlequin Brasil esse ano, esse livro foi meu primeiro contato com a escrita da autora e já me deixou curiosa para conhecer outras obras dela.


Autora: Suzanne Enoch
Editora: Harlequin Brasil
Páginas: 288
Tradutora: Thalita Uba
Classificação: + 18 anos (conteúdo adulto)
Onde comprar: Amazon
Sinopse: “Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro?”

Sabe aquele livro que te fisga na primeira página e você só larga quando termina? Foi exatamente isso que aconteceu comigo enquanto lia Como se vingar de um cretino. Suzanne Enoch tem uma escrita leve, que faz com que o leitor se envolva rapidamente com a leitura. Além disso, é um livro que traz todos os elementos de um bom romance de época: protagonistas carismáticos e com uma boa química, diálogos inteligentes e afiados, trama envolvente, uma boa dose de humor e um romance bem construído.
Nesse livro, que é o primeiro de uma trilogia, conhecemos Lady Georgiana Halley e Tristan, o Visconde de Dare. Seis anos antes, Tristan havia seduzido Georgie para ganhar uma aposta, deixando a moça com o coração partido e sem possibilidade de se casar, tanto por não ser mais virgem quanto por não conseguir mais confiar nos homens. Agora, ela está disposta a se vingar e ensinar uma lição para que ele não faça o mesmo com outras moças.
Para isso, Georgie decide se infiltrar na casa de Dare, com a desculpa de cuidar das tias dele, para então seduzi-lo e partir seu coração. O que ela não levou em consideração no seu plano é que não era tão imune a ele quanto pensava e que, com a convivência, ela poderia ser tão envolvida quanto ele. Mas será que dessa vez era sério ou se tratava de mais de um dos jogos dele? Seria possível confiar em um cretino?


Vou ser bem sincera e já falar logo que eu amei essa leitura da primeira à ultima página. Adorei a forma como o romance foi construído e a interação entre os personagens. Georgiana é uma protagonista muito determinada e orgulhosa, fazendo com que suas discussões com Dare fossem sempre divertidas de acompanhar. Além disso, é compreensível a mágoa que ela sentia por toda a decepção que teve seis anos antes. Confesso que, em alguns momentos, a teimosia dela me incomodou um pouco e senti que ela era um pouco mimada. No entanto, consegui entender que boa parte desse comportamento era para evitar uma nova desilusão. Além disso, Georgie evoluiu bastante ao longo do livro e, ao final, fiquei orgulhosa de ver o quanto ela amadureceu.
“Georgiana abafou uma ponta de culpa. Ao menos ela podia colocar a culpa em Dare, já que ele começara aquilo. Tudo era culpa de Tristan. Até mesmo a maneira, como, às vezes, quase gostava dele.”
Já o Tristan, não sei nem como começar a explicar o quanto eu amei esse mocinho, que de cretino não tem nada. Ele errou muito com Georgiana, mas é o primeiro a reconhecer isso. O arrependimento dele é claro desde o início e é evidente o quanto ele amadureceu nos anos que se seguiram. Além disso, ele assumiu muitas responsabilidades nesse período e é difícil não se solidarizar ao ver tudo que ele carrega. Assim, por mais que tenha uma língua afiada e um jeito sedutor, típico dos cretinos, Tristan é um homem sensato, íntegro e de um coração enorme. [Sim, eu terminei o livro apaixonada por ele]
“Por um estante, Georgiana se perguntou se aquela não seria a maior mudança de todas: ele aprendera que suas atitudes tinham consequências não apenas para si próprio, mas para os outros, e permitira que esse conhecimento o guiasse – em sua maior parte.”


O romance entre os dois foi muito bem construído, pois tudo acontece de maneira natural. Além do fato deles já terem uma história juntos, as mágoas e desentendimentos entre eles não desaparecem de uma hora para outra. É um processo gradual, decorrente da convivência mais próximo e do amadurecimento de ambos. Esse desenvolvimento mais lento, associado ao fato de que a química entre Georgiana e Tristan ser inegável, deixou o romance apaixonante e tornou impossível não torcer pelo casal.
Já com relação aos personagens secundários, eu adorei a maioria. Tristan tem mais quatro irmãos e cada um deles se destaca por algum motivo, mas o que mais gostei foram os momentos em que eles estavam todos juntos. A tias deles são ótimas também e adorei ver as duas tentando bancar os cupidos. As amigas da Georgie são ótimas também e adorei ver o quanto elas são fieis umas às outras. A única personagem que eu não gostei foi uma vilã que me fez querer entrar no livro e dar uns tapas nela. Não vou dizer quem é, pois acho que seria um spoiler, mas quem leu sabe do que estou falando.


Não posso deixar de dizer também o quanto a escrita da autora é envolvente. Suzanne Enoch desenvolve a trama de uma maneira bem leve, permitindo que o leitor se envolva com a leitura e se apegue aos personagens. Além disso, ela soube dosar muito bem o romance, o drama e o humor, fazendo com que nada na trama fosse exagerado ou cansativo.
Por fim, preciso destacar o capricho da edição da Harlequin. A capa está linda e totalmente condizente com um romance de época, e a parte interna do livro não deixa nada a desejar. Além disso, as páginas amareladas e a fonte em um bom tamanho proporcionam uma leitura bastante confortável.
Com um casal de protagonistas tão cativantes e uma trama bem conduzida, Como se vingar de um cretino só poderia ser uma leitura deliciosa. Me encantei por esses personagens, ri muito de suas confusões e torci por ele a cada página. É um romance de época que reúne os melhores elementos do gênero e que me deixou ansiosa para conhecer outras obras da autora. Inclusive, já estou torcendo para a Harlequin Brasil publicar as continuações desta trilogia em breve.
E vocês, já leram esse livro ou outros da autora? Me contem aí nos comentários o que acharam. E, caso tenham se interessado em ler, vou deixar o link de compra na Amazon aqui.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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