Das páginas para o cinema: Razão e Sensibilidade

Diretor: Ang Lee
Elenco: Emma Thompson, Kate Winslet, Alan Rickman, Hugh Grant, Greg Wise
Ano: 1996/ Nacionalidade: Reino Unido, EUA.

O clássico Razão e Sensibilidade, de Jane Austen, já ganhou diversas adaptações, sendo a mais famosa delas o filme homônimo de 1996. Dirigido por Ang Lee, este filme ganhou diversos prêmios, incluindo dois Globos de Ouro (Melhor Filme de Drama e Melhor Roteiro) e o Urso de Ouro no Festival de Berlim, além de ter tido sete indicações ao Oscar, vencendo por melhor roteiro adaptado.
Assim como no livro, a trama gira em torno das jovens irmãs Dashwood, Elinor e Marianne, que, apesar de se amarem muito, não poderiam ser mais diferentes uma da outra. Enquanto Elinor é mais reservada e prática, Marianne não esconde suas emoções, agindo sempre guiada mais por elas do que pela razão. A vida das duas muda quando seu pai morre e o filho dele do primeiro casamento praticamente ignora a promessa que havia feito de que cuidaria delas.
Assim, Elinor e Marianne precisam se mudar com a mãe e a irmã caçula, pois a propriedade onde elas moravam agora fora ocupada por seu meio-irmão e a cunhada. Elinor havia se aproximado do irmão da cunhada, Edward Ferras, mas, com a mudança, eles acabam se afastando. Na nova casa, as senhoritas Dashwood são apresentadas a uma nova vizinhança, e Marianne logo desperta a atenção do coronel Brandon, mas o despreza por ser bem mais velho que ela e um homem muito sério. É o jovem e divertido John Willoughby que conquista o coração dela primeiro. O filme segue, então, acompanhando o desenrolar das histórias dessas duas irmãs e como elas lidam, cada uma a sua maneira, com seus sentimentos.
No que se refere ao roteiro, esta adaptação foi bastante fiel ao livro. Não foram cortadas ou alteradas muitas partes do clássico de Jane Austen e a essência da história foi captada com perfeição. É possível ver o amor naquela família, mas também os conflitos causados pela diferença de temperamento entre Marianne e Elinor.
Com relação às atuações, senti que Emma Thompson e Hugh Grant destoaram muito do restante do elenco. Ele parece não se enquadrar muito bem em um filme de época, não conseguindo passar muita naturalidade ao seu personagem, Edward. Já Emma Thompson, apesar da profunda admiração que sinto por ela, simplesmente não me convenceu como Elinor. Primeiro, pelo fato de que, fisicamente, ela é muito diferente da jovem de dezenove anos descrita no livro. Segundo, que sua relação com o personagem de Hugh Grant ficou muito forçada, sendo difícil acreditar no amor dos dois.

Por outro lado, destaco positivamente Kate Winslet no papel de Marianne, e o brilhante (e saudoso) Alan Rickman como o coronel Brandon. Ela trouxe todo o romantismo e a impulsividade da personagem escrita por Jane Austen. Enquanto ele, é exatamente como eu havia imaginado ao ler o livro. Um homem triste por seu passado, mas que é gentil, atencioso e nobre, e que continua se preocupando com a felicidade de Marianne, apesar do desprezo dela. 
Razão e Sensibilidade é um bom filme, com um roteiro muito fiel ao livro que o originou, uma fotografia lindíssima e uma direção competente de Ang Lee. Além disso, os figurinos e os cenários constroem com perfeição o ambiente de época. E mesmo que as atuações de Emma Thompson e Hugh Grant prejudiquem um pouco, Kate Winslet e Alan Rickman estão tão seguros e adequados em seus personagens que, para mim, sustentam o filme.


Primeiro trailer da adaptação do livro "O escaravelho do diabo"

A adaptação do livro O escaravelho do diabo, da escritora mineira Lúcia Machado de Almeida ganhou o primeiro trailer. O filme, que conta com  Marcos Caruso, Jonas Bloch e Selma Egrei, gira em torno da tentativa de desvendar o mistério de uma série de assassinatos que vinha ocorrendo, onde cada vítima recebia um escaravelho antes de morrer. Saiba mais aqui.
Assista ao trailer:


Dica da Malu: Para todos os garotos que já amei

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Páginas: 160
Escolhi para a resenha de hoje um livro que li recentemente e adorei: Para todos os garotos que já amei, da escritora Jenny Han. Confesso que quando peguei esse livro não tinha uma expectativa muito alta, achei que seria mais um romance comum voltado para o público adolescente. No entanto, acabei sendo surpreendida em vários aspectos e me encantei com a história e os personagens.
O livro conta a história de Lara Jean, uma adolescente de 16 anos muito ligada às suas duas irmãs, Margot, a mais velha, e Kitty, a caçula. Apesar de ter perdido a mãe muito jovem, Lara Jean tem uma vida normal e tranquila até que dois acontecimentos mudam tudo. Margot, que sempre tinha sido como um porto seguro para ela, se muda para a Escócia onde irá fazer faculdade e, agora, caberá a Lara Jean desempenhar o papel de irmã mais velha e cuidar do pai e de Kitty. Enquanto isso, cartas que ela tinha escrito para todos os garotos que já havia amado são misteriosamente enviadas para eles, bagunçando ainda mais a vida dela.
Uma das coisas que mais gostei neste livro é que Jenny Han não cai nos estereótipos das personagens adolescentes. Em muitos livros voltados para esse público, alguns traços da adolescência como a insegurança, a dúvida e a impulsividade são reforçados de uma maneira exagerada, tornando-os quase caricatos. Não é o caso deste livro. Os personagens aqui são naturais, assim como a maneira que se relacionam, e os dilemas enfrentados não soam forçados.
Livros narrados em primeira pessoa, geralmente, me deixam com o pé atrás, porque as protagonistas costumam ser um pouco irritantes, com seus dramas muito exagerados que soam caricatos. Felizmente, com Lara Jean não foi assim. Como toda adolescente, ela tem seus momentos de crise e insegurança, mas eles foram inseridos na história de maneira natural, sem clichês ou estereótipos.
Aliás, um dos pontos positivos do livro são os personagens. Além de Lara Jean, os demais também são cativantes e muito reais, fazendo com que ao final do livro o leitor sinta quase como se os conhecesse. Meu destaque é para Kitty: a fofa irmã caçula de Lara Jean é um pouco mimada e travessa, mas também engraçada e muito esperta.
Adorei que nesse livro o foco não é apenas na vida amorosa de Lara Jean. Apesar de esta ser uma parte importante da vida dela e dos problemas que ela tem que lidar, a história não se restringe a isso. Em especial, gostei muito do espaço importante ocupado pela relação de Lara Jean com as irmãs, me lembrando em vários momentos o livro Little Women, de Louisa May Alcott, cuja história também tem como um dos aspectos centrais o amor entre as irmãs.
Este foi o primeiro livro de Jenny Han que eu tive a oportunidade de ler, mas gostei muito da escrita dela. Achei a história leve e dinâmica, prendendo a atenção o tempo todo. Talvez o único ponto negativo é que o “mistério” de quem havia enviado as cartas, para mim, não foi nada surpreendente. Mas, como o foco da história foi para as consequências deste ato e não para quem o praticou, isso acabou não prejudicando a história.
Me diverti muito lendo esse livro e fiquei realmente envolvida com história. Ao final, ficou um misto de saudade dos personagens e expectativa para ler sua continuação. Mal posso esperar para descobrir o que vai acontecer com Lara Jean em P.S. - Ainda amo você, mas pretendo ler muito em breve e contar aqui o que eu achei. 

Dica da Malu: Comer, Rezar, Amar

Autora: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Páginas: 342

A resenha de hoje será sobre o livro Comer, rezar, amar, de Elizabeth Gilbert. Finalmente, depois de mais de cinco anos abandonado na minha estante, eu consegui terminar de ler esse livro, então, resolvi compartilhar minhas impressões sobre ele.
Em Comer, rezar, amar, Elizabeth Gilbert narra os acontecimentos de um ano de sua própria vida, em que ela largou tudo para viajar pelo mundo. Ela tinha passado por um divórcio, enfrentava uma depressão e lidava com outro relacionamento fracassado, quando resolve se demitir do seu emprego, vender suas coisas e dedicar um ano da sua vida para procurar a felicidade e a paz interior. Assim, ela passa quatro meses na Itália, quatro na Índia e quatro na Indonésia. Em cada um desses países, ela conhece pessoas novas e aprende coisas diferentes que a ajudam a trilhar um caminho de autoconhecimento.
Gosto nesse livro o fato de que vamos conhecendo Elizabeth aos poucos, à medida que ela narra os acontecimentos da sua vida, tanto os da viagem quanto os anteriores a ela. Além disso, o fato de ser autobiográfico faz com que a história seja contada de um modo mais pessoal e convincente, tornando mais fácil para o leitor simpatizar com Elizabeth e entender as suas tristezas e os motivos que a levaram a partir naquela viagem.
Além disso, fica muito claro o processo de evolução que ela passou durante aquele ano. É possível perceber como cada lugar e cada pessoa que ela conheceu a ajudaram a curar as feridas do passado e encontrar um ponto de equilíbrio para sua vida.
No entanto, confesso que por vários momentos achei a leitura cansativa (tanto que deixei o livro encostado por tanto tempo na estante, sempre deixando para retomar a leitura depois). Não que a história de Elizabeth não seja interessante, porque é, mas a maneira como ela a contou me cansou em alguns momentos. Acho que o livro peca talvez por um excesso de descrições, sendo muitas delas desnecessárias para a compreensão da história.
Neste sentido, acho que esse foi um dos poucos casos em que gostei mais da adaptação para o cinema do que do livro que a originou. Isso porque o filme mantém apenas o que era importante para fazer com que o público compreenda a jornada de Elizabeth e como esses acontecimentos a transformaram. Já o livro, é cheio de descrições, comentários e curiosidade sobre os lugares que ela visita. E, embora essas informações sejam algumas vezes interessantes e contribuam para a compreensão de como é a cultura dos lugares por onde ela passou, elas acabaram ocorrendo com mais frequência do que o necessário, tornando a história lenta e cansativa.
Apesar da leitura não ter fluído e eu ter deixado esse livro tanto tempo encostado, fico feliz por ter dado uma segunda chance e terminado de ler. Mesmo com os problemas que apontei, Comer, Rezar, Amar traz uma história de vida inspiradora, com reflexões sobre a importância da fé, do equilíbrio interior e da busca pela felicidade dentro de si mesmo.


Cinco romances para o Valentine's Day

O dia 14 de fevereiro é uma data muito especial nos Estados Unidos e em vários países da Europa, pois é quando eles comemoram o dia dos namorados, que eles chamam de Valentine’s Day. Então, para entrar no clima desta data especial, resolvi listar cinco livros de romance que foram marcantes para mim.

1 – Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Um clássico da literatura, que é também um dos meus livros preferidos. Este romance, que é a mais famosa obra da escritora inglesa Jane Austen, traz a história de amor entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Elizabeth é a segunda de cinco filhas de uma família sem muita fortuna. Ela e suas irmãs vêm sua vida se transformar quando o jovem Sr. Bingley aluga uma mansão na região onde vivem, levando com ele suas irmãs e seu melhor amigo, o rico e orgulhoso Sr. Darcy. Enquanto a mais velha das senhoritas Bennet, Jane, parece despertar logo a atenção do Sr. Bingley,  Elizabeth se torna alvo da atenção do Sr. Darcy. No entanto, o romance entre eles não é fácil uma vez que ela antipatiza com ele quase imediatamente, e ele, por sua vez, precisa lidar com o próprio orgulho e as dúvidas causadas pela diferença social existente entre eles.

2 – A Culpa é das Estrelas, John Green

Um dos romances mais comovente que já li, A culpa é das estrelas é o livro mais conhecido de John Green. O livro, bem como sua adaptação para o cinema, comoveu milhares de pessoas pelo mundo. A história gira em torno de Hazel Grace, uma menina de 17 anos com câncer em estado terminal. Apesar do tumor dela ter encolhido muito, não havia possibilidade de cura. Ela vivia uma vida solitária e sem muitas emoções até conhecer o jovem Augustus Waters no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Augustus traz um novo brilho a vida de Hazel, e juntos eles vão descobrir o amor e a beleza de viver. Editora: Intrínseca

3 – Água para elefantes, de Sara Gruen

Neste belo romance, Sara Gruen traz uma história que gira em torno da amizade entre um jovem veterinário e uma elefante, e do romance entre ele e uma estrela do circo. Jacob Jankowsk vive em uma casa de repouso desde a morte de sua esposa e se recusava a falar sobre o passado até a chegada de um circo perto do lugar onde vive. Quando Jacob tinha 23 anos e era, então, um estudante de veterinária, viu sua vida se transformar com a morte de seus pais em um acidente. Sem dinheiro e sem ter onde morar, Jacob acaba indo parar em um circo cuidando dos animais. Lá, ele se encanta com a elefante Rosie e se apaixona por Malena, a estrela do número de cavalos e esposa do dono do circo.

4 – A marca de uma lágrima, de Pedro Bandeira

Pedro Bandeira foi um dos autores que mais marcaram a minha infância e adolescência. Seus livros sem dúvida influenciaram muito meu gosto pela leitura, e A marca de uma lágrima é um dos que mais gostei. A trama gira em torno de Isabel, uma menina bastante insegura com sua aparência e que se apaixona por seu primo Cristiano. O problema é que o rapaz se apaixona pela melhor amida dela, Rosana. A vida de Isabel se torna ainda mais confusa quando a diretora de sua escola é assassinada e ela é a única testemunha. Editora: Moderna

5 – O Diário da Princesa, de Meg Cabot

O Diário da Princesa é o primeiro de onze livros da famosa série de Mag Cabot. Aqui é apresentada a jovem Mia Thermopolis, uma adolescente comum que tinha uma vida normal até descobrir que é, na verdade, a princesa herdeira do trono de Genovia, um principado na Europa. A partir de então, Mia precisa assumir suas responsabilidades como princesa, sendo treinada por sua avó paterna, a rainha Clarissé, enquanto lida com problemas cotidianos de qualquer adolescente, como escola, as amizades e o primeiro amor. Editora: Galera Record

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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