[Dica da Malu] A probabilidade estatística do amor à primeira vista

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
Páginas: 224

“Quem diria que quatro minutos podem mudar tudo?”
É por causa de quatro minutos de atraso que Hadley, a protagonista de A probabilidade estatística do amor à primeira vista, perde o avião que a levaria para Londres, para o casamento do pai. Assim, Hadley precisa ficar mais quatro horas no aeroporto esperando o próximo voo e acaba conhecendo um rapaz chamado Oliver. Coincidentemente, ele também iria viajar para Londres e os assentos dos dois eram próximos. Assim, eles ficaram conversando não só durante o tempo de espera, mas ao longo do voo também.
Tem muito tempo que estou querendo ler essa história e não me decepcionei nem um pouco. Pelo contrário, me surpreendi positivamente com a história e os personagens. Gostei principalmente da relação de Hadley com o pai.
A trama vai intercalando o presente dos personagens com acontecimentos passados, explicando o que aconteceu com a família de Hadley e o que fez com que sua relação com pai tivesse se tornado tão complicada. Ao mesmo tempo, Hadley e Oliver vão se conhecendo por meio de conversas repletas de humor, descontração e muita fofura. Sério, o Oliver cativa desde o primeiro momento e é fácil entender por quê Hadley se sente tão segura e confortável com ele.
A história ainda tem uma reviravolta que realmente me surpreendeu e fez com que minha admiração por Oliver aumentasse ainda mais. Além disso, faz Hadley repensar o modo como vinha conduzindo sua vida e, principalmente, sua relação com o pai.
Eu pensava que essa seria uma simples história de amor voltada para o público adolescente. No entanto, o que realmente me cativou nessa história foi a relação da família. Tanto a relação de Hadley com a mãe quanto a relação dela com o pai se desenvolvem de uma maneira muito bonita. As dúvidas e os ressentimentos da menina são muito naturais, o que tornam as ações dela realmente compreensíveis.
“Apesar de saber que não passava de uma coleção de minutos, um após o outro, nunca percebeu, como hoje, o fato de que minutos viram horas, de que meses poderiam rapidamente ter virado anos, o quão perto esteve de perder uma coisa muito importante para o movimento incessante do tempo”.
O romance entre o casal também é muito cativante. Eles vão compartilhando seus medos e inseguranças, mas, ao mesmo tempo, têm momentos muito divertidos e românticos. São daqueles casais tão fofos que conquistam a torcida do leitor logo começo.
“Oliver é como uma música que ela não consegue esquecer. Por mais que tente, a melodia do encontro entre os dois fica tocando na cabeça repetidamente, cada vez mais agradável, como uma canção de ninar, como um hino; não tem como ficar cansada daquilo”.

Assim, é um livro que eu recomendo totalmente para quem gosta de um romance leve e divertido, que traz uma história envolvente e que comove o leitor. A leitura é muito fluida, li as 224 extremamente rápido (questão de poucas horas). Mérito para a escrita de Jennifer E. Smith, que é divertida e envolvente. Com esse tempinho frio e o clima de romance provocado pela proximidade do Dia dos Namorados, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma ótima opção de leitura. 

Cinco casais da literatura


O Dia dos Namorados está chegando e, entrando nesse clima de romance, eu resolvi falar sobre os meus cinco casais preferidos da literatura. Foi um pouco difícil fazer essa lista, porque, como toda romântica incurável, eu sou fã de vários casais literários. Mas, com muito custo, consegui definir os cinco que eu mais gosto.

Anne Elliot e Frederick Wentworth – Persuasão, de Jane Austen.
Esse é um dos meus livros preferidos da vida, e o principal motivo para isso é a beleza e a força do amor desse casal. Eles se conhecem ainda muito jovens e se apaixonam. Porém, a diferença social entre eles acaba levando uma amiga da família Elliot a persuadir Anne a romper o compromisso. Os dois seguem caminhos diferentes, mas ambos sofrem muito pelo rompimento. Oito anos depois, Anne e Frederick se reencontram e precisam ver se o tempo e as mágoas acabaram com o amor que sentiam ou se ele havia conseguido resistir ao tempo. 
"Sinto-me entre a agonia e a esperança. Não me diga que é muito tarde, que sentimentos tão preciosos morreram para sempre. Declaro-me mais uma vez a si com um coração que é ainda mais seu do que quando o despedaçou a oito anos e meio". 
 Tem como não se apaixonar por essa história? Acho que não.


Fani e Leo – Fazendo meu filme, da Paula Pimenta.
Esse casal é sem dúvida o mais fofo de todos os livros que já li. O Leo e a Fani eram amigos, mas ele sempre foi apaixonado por ela, que nunca percebeu nada. O problema é que a Fani só percebe os sentimentos dele, e os dela mesma, quando o Leo já tinha desistido. A partir daí, vem muita confusão e desencontro. Mas os momentos dos dois são muito lindos. Desde antes da Fani perceber o que o Leo sente por ela, você já começa a torcer pelo casal.


Magnus e Alec – Os Instrumentos Mortais, da Cassandra Clare.
            Esse foi um casal que me surpreendeu muito. Apesar de Magnus ter se tornado rapidamente um dos meus personagens preferidos da série, confesso que não gostava muito do Alec no começo. Mas parece que o Magnus transmitiu uma força e uma vivacidade maior para o Alec, deixando o personagem muito mais interessante. Aos poucos, comecei a torcer muito para eles superarem as dificuldades e ficarem juntos, porque é um casal que merece muito ser feliz. Fiquei apaixonada pela história dos dois e, sem dúvida, Malec já é um dos meus casais preferidos da literatura.

Maxon e América – Série A Seleção, da Kiera Cass
O que dizer desse casal? Sou time Maxon desde o começo do livro e torci muito para eles ficarem junstos. A América é teimosa e voluntariosa, fala o que pensa e age sem pensar. Já o Maxon é romântico, sensível, calmo e atencioso. Os dois tem personalidade muito diferente, mas acho que foi justamente isso que tornou o casal tão fofo. Acho difícil alguém conseguir não amar esse casal.


Elizabeth Bennet e Sr. Darcy – Orgulho e Preconceito, da Jane Austen.
            É impossível fazer uma lista com os melhores casais da literatura e não falar sobre Elizabeth e o senhor Darcy. Não é sem motivo que eles são tão marcantes. É um casal que supera mais do que a diferença social, mas também os temperamentos quase opostos, o orgulho, a teimosia e o preconceito de ambos. Eles amadurecem muito ao longo do livro e de uma maneira tão encantadora, que não tem como não torcer para dar tudo certo e eles terem um “felizes para sempre”.


            Foi tão difícil definir essa lista que, com certeza, pretendo fazer a segunda parte dela futuramente. Muitos casais da literatura que eu adoro ficaram de fora, então, quero falar sobre eles mais para frente. Por enquanto, espero que vocês gostem desses que eu listei e se apaixonem por essas histórias tanto quanto eu. 

[Dica da Malu] O Andarilho das Sombras

Autor: Eduardo Kasse
Editora: Draco
Páginas: 384

Sinopse: O Andarilho das Sombras, primeiro livro da Série Tempos de Sangue de Eduardo Kasse, conta uma história instigante de como as escolhas, os caminhos tortuosos e uma maliciosa promessa criaram um grande mal. Harold Stonecross, protagonista do livro, é carismático, sedutor e fatal. Sempre envolto em mistérios enquanto caminha pelas ruelas escuras e imundas das cidades e vilas medievais da Inglaterra, Irlanda e França dos séculos XI e XII. Toda a narrativa é permeada e entrelaçada com fatos históricos e pessoas reais, com uma visão ficcional sobre o que poderia ter acontecido – ou aconteceu… Uma saga de deuses esquecidos, dogmas e mitos em que Harold narra as passagens da sua longa existência, repletas de conexões com tempos passados, presentes, imemoriais, vida humana e renascimento. O mundo se tornou o seu palco. Homens, mulheres, nobres ou religiosos, não importa: sempre haverá um rastro de sangue após as cortinas baixarem. Porque as teias do destino há muito tempo foram trançadas… Essa é a vida do homem que, por desespero e na iminência da morte, recebeu um dom e ao mesmo tempo uma maldição… Para ele e para a humanidade.

Pude ler O Andarilho das Sombras, primeiro volume da série Tempos de Sangue, por meio de uma ação de e-books da Editora Draco em parceria com a Amazon. Esse foi o primeiro livro do autor brasileiro Eduardo Kasse que eu li, e confesso que me surpreendi.
Como foi contado na sinopse, a história se passa na Europa medieval nos séculos XI e XII e acompanha Harold Stonecross, narrando suas viagens e aventuras tanto em sua vida humana quanto após se tornar um vampiro. Assim, o livro, que é narrado pelo próprio protagonista, vai intercalando presente e passado, permitindo que o leitor se envolva com a história aos poucos, a medida que vai conhecendo mais sobre a vida de Harold.
O primeiro ponto que destaco nesse livro, e que é sem dúvida o que eu mais gostei, é o excelente retrato histórico feito por Eduardo Kasse. O autor não só mistura muito bem fatos reais com a ficção, como faz uma descrição muito detalhada (sem ser cansativa) de como era a vida na Europa medieval, retratando desde a falta de higiene e as precárias condições de vida até a grande influência da Igreja, que se aproveitava da fé das pessoas para se enriquecer.  Aliás, o livro é permeado por críticas a esse período, mas também ao comportamento do ser humano ao longo da história.
“- As pessoas se esqueceram das coisas mágicas do mundo! – respondeu – Só cantam sobre a dor, os pecados, as punições e o inferno quente!”

“- O povo sempre precisa de algo para se apegar, para esquecer um pouco a sua vida miserável e submissa.”
Tenho que admitir que, apesar de gostar de livros de fantasia, não sou muito fã de histórias de vampiro. Por esse motivo, no começo de O Andarilho das Sombras, tive uma certa prevenção. No entanto, o protagonista foi tão bem construído, que acabou me conquistando. O autor conseguiu conferir a Harold sentimentos tão complexos, que o tornaram bastante real. Ao mesmo tempo que sua condição de vampiro o tornou cruel, alguém que mata por necessidade e por prazer, ele ainda é capaz de amar e sofrer pelas pessoas que perde. Além disso, o fato de irmos conhecendo aos poucos tanto sua história como vampiro quanto sua vida como humano, também ajuda a torna-lo ainda mais instigante.
“Muitos me chamam de demônio, todos me temeram antes da última gota de sangue se esvair e alguns poucos admiraram a minha vida, mas ninguém sobre essa terra estranha acreditaria na minha tristeza e em todas as lágrimas derramadas. Ninguém!”
O livro conta ainda com diversos personagens, mas destaco alguns como realmente interessantes e fundamentais para a história. A primeira é Liádan, uma bela jovem por quem Harold se apaixona quando já era um vampiro. Uma personagem inteligente e forte, que tem uma grande importância para a trama e para o destino de Harold. Outro personagem que gostei muito é Espeto, um caçador solitário, que acolhe Harold e seu irmão, quando ele ainda era um menino, ensinando-os a caçar. Espeto é um homem simples, mas muito sábio, e é fundamental no amadurecimento de Harold como homem.
Mas meu personagem preferido da história foi Edred, irmão de criação de Harold, que proporcionou alguns dos momentos mais divertidos e alguns dos mais tristes do livro. Ele é um personagem extremamente sincero, que fala o que pensa sem se importar, com uma espontaneidade quase infantil. Por outro lado, ele surpreende com sua força e uma inesperada maturidade, além de ser um personagem amoroso e muito fiel. Se tem um personagem nesse livro ao qual eu realmente me afeiçoei, foi Edred.
Um problema que senti no livro é que o jogo entre os deuses mencionado na sinopse é pouco explorado na história. Na verdade, esse conflito só aparece, de fato, no final da história. Acredito que a história teria sido muito mais interessante se essa trama envolvendo os deuses fosse mais trabalhada ao longo do livro.
Outro aspecto que não gostei foi que achei o desfecho muito apressado. A história se arrasta muito em alguns pontos que não são tão importantes, mas no momento em que grandes revelações são feitas e os deuses finalmente aparecem, tudo é resolvido muito rapidamente.
Apesar desses problemas, gostei do livro e acho que já vale a leitura pelo excelente retrato histórico e pela competência do autor ao misturar ficção e realidade. Além disso, a história de Harold é realmente interessante, tanto em sua vida humana quanto como vampiro. É uma trama envolvente, que leva o leitor a querer saber mais sobre o passado do protagonista e a se importar com o seu destino. Para quem gosta de livros de fantasia e mistério, é uma boa dica de leitura.


*Os outros livros da série são Deuses Esquecidos e Guerras Eternas, também publicados pela Editora Draco. 

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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