Netflix Book Tag

Hoje é sexta-feira e, enquanto muitas pessoas se preparam para a balada, alguns preferem ficar em casa lendo ou assistindo um filme ou série na Netflix. Pensando nessas pessoas, resolvi responder hoje uma tag muito divertida e que é a cara do final de semana: a Netflix Book Tag.
Eu descobri essa tag no canal Palavras Radioativas, mas ela foi criada pelo A Darker Shade of Whitney e traduzida pela Aione Simões, do Minha Vida Literária. São 11 perguntas muito criativas relacionadas a recursos e categorias da Netflix. Então, sem mais enrolação, vamos as minhas respostas:

1 - Assistidos recentemente – O último livro que você terminou de ler:
O último livro que li foi "Victoria e o patife", da Meg Cabot. Este livro é um romance de época juvenil, lançado no Brasil no primeiro semestre, e eu terminei de ler esta semana. No entanto, não vou falar muito sobre ele agora, porque a resenha sai semana que vem.


2 - Principais escolhas para você – Um livro recomendado a você com base nas suas escolhas anteriores.
 Para responder essa pergunta, eu dei uma conferida no site da Amazon onde tem sugestões com base nas minhas compras e livros que eu pesquisei. Então, entre os livros recomendados estava "Nove regras a ignorar antes de se apaixonar", da Sarah Maclean. Eu escolhi esse entre os livros que foram sugeridos, porque, além de estar nas indicações da Amazon, eu já vi vários comentários positivos sobre ele.


Adicionados recentemente – O último livro que você comprou
Aqui vou ter que responder mais de um livro, porque os últimos livros que comprei foram os que aproveitei na Book Friday e, obviamente, foram comprados juntos: "A Inesperada Herança do Inspetor Chopra", "O príncipe corvo" e "Uma curva no tempo".



Em alta – Livros que todo mundo conhece (dois livros que você leu e dois que você quer ou não quer ler)
Para os livros que todo mundo conhece eu escolhi Harry Potter e A menina que roubava livros, afinal, ambos estão na minha lista de favoritos da vida e sei que, mesmo quem não leu, provavelmente já ouviu falar sobre eles. 


Já para os livros que não li, escolhi um que quero ler e outro que não quero ler. “Extraordinário” de R. J. Palácio é um livro que sempre vejo as pessoas falando muito bem e estou bastante ansiosa para ler. Por outro lado, um livro que todo mundo conhece e que eu não tenho a menor intenção de ler é "50 tons de cinza".

Comédia – Um livro engraçado
Aqui eu poderia citar vários chick-lits que eu amo, mas um que me fez dar gargalhadas durante toda a leitura foi “Fiquei com seu número”, da Sophie Kinsella. Mas vou acrescentar uma menção honrosa a “Procura-se um marido”, da Carina Rissi, que é um livro muito engraçado também, além de fofo e romântico.



Drama – Um personagem dramático
Quando vi essa categoria, lembrei imediatamente na Mia Thermopolis de O Diário da Princesa. No entanto, por não gostar nada dessa personagem, resolvi citar uma outra que é dramática também, mas de um jeito fofo: a Ronie Adams do livro Boston Boys. Ela faz um drama enorme com tudo que acontece, principalmente quando o astro da banda que ela odeia (e todo mundo ama) vai morar em sua casa, mas ainda consegue ser uma personagem divertida e carismática.


Animações – Um livro com desenhos na capa
Por incrível que pareça, essa foi a pergunta mais difícil de responder. No entanto, acabei escolhendo um livro que literalmente me conquistou pela capa e acabou sendo uma leitura muito fofa: Menina de vinte, também da Sophie Kinsella. Acho essa capa uma gracinha e o desenho tem tudo a ver com a trama.



Assistir novamente – Um livro ou série que você deseja reler
Como eu li recentemente Minha vida fora de série – 4ª temporada (resenha aqui), acabei ficando com vontade de reler os outros livros da Paula Pimenta dentro desse mesmo universo. Ou seja, quero reler os quatro livros de Fazendo meu filme e os três primeiros de Minha Vida fora de série.


Documentário – Um livro de não ficção que você recomendaria a todos.
Eu não tenho o hábito de ler livros de não ficção, mas um que eu li esse ano e recomendo para todo mundo é “Sejamos todos feministas” da Chimamanda Ngozi. É uma leitura incrível, que discute um assunto muito importante e atual, mas de uma maneira leve e envolvente.


Ação e aventura – Um livro cheio de ação
Pensei em vários livros para essa categoria, mas o escolhido acabou sendo “A rebelde do deserto”, da Alwyn Hamilton. Primeiro volume de uma trilogia, esse livro é tiro, porrada e bom do começo ao fim. A trama tem muita ação e reviravoltas do começo ao fim, deixando o leitor totalmente envolvido na leitura e sem vontade de largar o livro em momento algum.


Novos lançamentos – Um livro que acabou de ser lançado ou que está próximo de ser e você não vê a hora de ler.
Nossa, são tantos lançamentos bons que estão chegando que foi realmente difícil escolher só um. No entanto, um que tem me deixado muito curiosa devido aos elogios que tenho visto é Uma história de verão, da Pam Gonçalves. Eu ainda não li nada da Pam, mas acompanho o trabalho dela como booktuber e estou ansiosa para saber como ela se saiu como escritora.



12 – Marcar outras pessoas
Não vou marcar ninguém, mas que viu a tag aqui e quiser responder, pode se sentir marcado. Mas não esqueçam de citar os vídeos de quem criou e quem traduziu a tag e também contar que vocês viram aqui.


            Agora, quero saber o que vocês acharam da Netflix Book Tag e das minhas respostas. Já leram algum dos livros que citei? Me contem aí nos comentários quais vocês já conheciam ou que ainda querem ler. E, caso tenham se interessado por algum deles, podem encontrar na Amazon e comprando por este link vocês ajudam muito o Dicas de Malu a continuar crescendo.

[Dica da Malu] Os quatro cavaleiros (Riders #1)

Sinopse: “O que você faria se descobrisse que se tornou um dos Cavaleiros do Apocalipse? Da mesma autora da Trilogia Never Sky. Nada além da morte pode impedir Gideon Blake de conquistar seu objetivo de se tornar um soldado americano. Bem, o problema é que ele morreu. Por algum tempo. Enquanto se recupera do acidente que deveria ter sido fatal, Gideon nota que seus ferimentos estão cicatrizando muito rapidamente. É um milagre. Se você considerar um milagre o fato de se tornar um dos quatro cavaleiros do Apocalipse. Gideon é Guerra. E ele precisa se unir aos outros cavaleiros, Fome, Morte e Peste, para, juntos, proteger uma chave que a Ordem quer ter em mãos para abrir as portas de um reino infernal na Terra, ameaçando escravizar todos os humanos.”Autora: Veronica Rossi / Editora: Galera Record / Páginas: 350 / Comprar: Amazon – Exemplar recebido em parceria com a editora.

Quando li a sinopse de “Os quatro cavaleiros”, da autora Veronica Rossi, fiquei imediatamente interessada. Apesar de nunca ter lido nada da autora, achei a premissa muito boa e diferente de tudo que já li. Afinal, não é todo dia que encontramos um livro em que o protagonista morre, mas acorda vivo e descobre que se tornou um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse.
Após sofrer um acidente fatal, Gideon Blacke acorda no hispital, vivo e, surpreendentemente, bem. Sua recuperação é extremamente rápida e ele não apresenta nenhuma das sequelas que os médicos esperariam. De fato, as únicas mudanças no corpo de Gideon são a capacidade de recuperação muito acelerada e um bracelete que surgiu no seu braço direito e ele não faz ideia de como remover.

O livro começa já mais adiantado na história, quando Gideon e os outros três cavaleiros falharam em sua missão e ele se encontra amarrado e sendo interrogado. Desesperado para se libertar e descobrir onde estão seus amigos, ele começa a relatar tudo o que aconteceu desde seu acidente, como descobriu ser um dos Cavaleiros do Apocalipse, mais precisamente Guerra, quando encontrou os outros três (Fome, Peste e Morte) e qual era a missão deles.
Assim, presente e passado vão se intercalando de modo que o leitor vai descobrindo, aos poucos, o que aconteceu e como Gideon foi parar naquele lugar.  E esse talvez seja o maior mérito do livro: conseguir manter o mistério sobre a missão em que Guerra, Fome, Peste e Morte falharam. Isso acaba instigando a curiosidade do leitor e tornando a leitura mais fluida.
No entanto, Os quatro cavaleiros também tem alguns problemas. O maior deles, para mim, é o protagonista. No começo, eu estava adorando o Gideon e seu jeito descontraído e um pouco irônico de narrar os acontecimentos. No entanto, ele começa a ter um comportamento irritante com seus amigos e age como um idiota, despejando sua raiva e suas frustrações nos seus amigos em cima dele. Apesar de isso fazer sentido, afinal ele é um adolescente e descobriu que é a Guerra, acabou me irritando bastante.

“Acho que é isso que define o conceito de boa pessoa. Não os erros, mas a capacidade de reconhece-los. De sentir remorso. De querer corrigi-los e ser alguém melhor.”

Outro aspecto que não gostei é o romance que surge entre Gideon e Daryn, uma jovem que tem a responsabilidade de unir os quatro cavaleiros e guiá-los em sua missão. Apesar de Daryn ser uma personagem incrível e o romance não tirar o foco do livro, ele acabou me incomodando por não ter sido convincente. Além disso, Gideon começa a ficar mais irritante quando se apaixona por ela. Ele se torna tão obsessivo com relação a Daryn que chega a ser inconveniente, ainda mais considerando a importância da missão em que estavam envolvidos.
Felizmente, Daryn é bem mais responsável que Gideon. Apesar de também gostar dele (não me perguntem o porquê), ela sabe o que precisam fazer e não deixa que o romance tire o foco da missão. Assim, o centro da história permanece sendo o que os quatro cavaleiros precisam fazer, o que eu considero uma decisão muito acertada da autora.
Com relação aos personagens secundários, eu amei os outros três cavaleiros. Sebastian, que é a Fome, foi o meu favorito no livro. Ele é carismático, engraçado e muito leal, além de ser, junto com Daryn, o ponto de equilíbrio do grupo. Já o Marcus, que é a Morte, é um personagem misterioso, mas que acabou sendo bem construído e conquistando minha simpatia e admiração. O Jode, também conhecido como Peste, é o que foi menos explorado dos quatro, mas, ainda assim, é um personagem cativante.
Além disso, achei muito legal o modo como eles evoluíram gradualmente de um grupo de pessoas que não se conheciam e tinham vários desentendimentos até formarem um laço real de amizade. Adorei ver o quanto cada um deles, até o Gideon, amadureceu ao longo do livro e como eles conseguiram se tornar verdadeiramente amigos.

“Eu ainda tinha aquela sensação de estar em gravidade zero, como se todas as âncoras da minha vida tivessem sido arrancadas. Era mais como se o espaço houvesse se aberto. Percebi que antes eu sequer tivera a capacidade de compreender tudo isso. E, naquela noite, com toda aquela estrada, tudo o que senti, vi e senti de novo foi um potencial infinito.”

A trama teve seus altos e baixos, muito por causa da personalidade irritante de Gideon. No entanto, a escrita da autora é muito leve e envolvente, e ela soube conduzir a história de um modo que eu me mantive curiosa e envolvida na leitura. Além disso, o desfecho é muito bom e traz um ótimo gancho para o próximo livro.
Com relação à edição, eu adorei a capa. Achei bonita e totalmente condizente com o livro. Além disso, as páginas são amareladas e achei a fonte com um bom tamanho para leitura.
Deste modo, apesar de não ter sido tudo que eu esperava, Os quatro cavaleiros ainda foi uma ótima leitura. É um livro que conta com uma premissa muito original, personagens interessantes e muita ação e mistério. Sem dúvida, foi um ótimo começo para a série e me deixou muito curiosa para ler a continuação.
Para quem ficou interessado em ler, Os quatro cavaleiros está disponível para compra em versão física e em e-book no site da Amazon e, comprando por este link, vocês ajudam muito o Dicas de Malu.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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