[Dica da Malu] Victoria e o Patife

Sinopse: “Criada pelos tios na Índia, Victoria é enviada a Londres aos 16 anos a fim de conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?"  Autora: Meg Cabot / Editora: Galera Record / Páginas: / SkoobComprar: AmazonLivro recebido em parceria com a editora


Até recentemente, meu único contato com a escrita da autora Meg Cabot havia sido através de sua série mais famosa, “O Diário da Princesa”. Apesar de ter sido uma leitura divertida e envolvente, me decepcionei por perceber na protagonista Mia uma visão exagerada e caricatural da adolescência. No entanto, resolvi fazer uma nova tentativa com a autora e resolvi ler seu romance histórico juvenil, Victoria e o Patife, lançado no primeiro semestre pela Galera Record.
Neste livro, conhecemos a jovem Victoria, uma órfã que cresceu na Índia com seus tios, mas é enviada para a Inglaterra a fim de encontrar um marido adequado. Herdeira de uma fortuna imensa deixada por seu pai, um duque, Victoria consegue encontrar um noivo ainda no navio, o charmoso Lord Malfrey. No entanto, o capitão do navio, Jacob Carstairs, não aprova a escolha de Victoria e fará o possível para impedir este casamento.
Para começar a falar sobre o livro, preciso dizer que mais uma vez tive uma relação de amor e ódio com a escrita de Meg Cabot. Encontrei em Victoria e o Patife as mesmas qualidades que vi na série O Diário da Princesa, mas também os mesmos defeitos. Aliás, em muitos aspectos Victoria parece uma versão do século XIX da princesa Mia.
Falando primeiro sobre o que gostei no livro, mais uma vez a escrita de Meg Cabot se mostrou envolvente e divertida. A leitura flui muito bem e há momentos realmente muito engraçados no livro. Aliás, adorei o humor irônico da autora, sempre presente nas entrelinhas.
Além disso, é impossível não se encantar com Jacob Carstairs. Ele é inteligente, educado, justo e tem um jeito adorável de irritar Victoria. Aliás, os diálogos dos dois são, provavelmente, a melhor coisa do livro todo. Ele tem um senso de humor afiado e não se deixa abalar pelos (muitos) chiliques da menina.

Por outro lado, a Victoria é, provavelmente, o maior problema do livro. Poucas vezes eu senti tanta vontade de esganar uma personagem como aconteceu com essa protagonista. Ela é fútil, mimada, intrometida e muito dramática, me parecendo uma mistura da Mia com a personagem Emma, do romance de Jane Austen – embora bastante inferior a esta segunda. Além disso, Meg parece mais uma vez querer reforçar estereótipos da adolescência de uma maneira muito exagerada.
Outro aspecto que não gostei muito no livro é que tudo se desenvolve muito rápido. De certa maneira, isso é bom para demonstrar a impulsividade e a imaturidade da Victoria, que aceita se casar com um homem que acabou de conhecer. No entanto, isso prejudicou a construção dos personagens e o desenvolvimento do romance.
Mas quero ressaltar que, por incrível que pareça, apesar dos problemas, a Meg Cabot conseguiu escrever uma história gostosa de ler. Mesmo não tendo gostado da protagonista, dei muitas risadas com as situações em que ela se envolveu e com os diálogos entre ela e o Jacob. Além disso, o jovem capitão Cairstairs é um personagem tão carismático que acaba compensando a raiva que senti da Victoria.
A edição do livro é bem simples, mas bonita. A capa é muito fofa e totalmente condizente com a história. Além disso, as páginas são amareladas e a fonte não é muito grande, mas é boa para leitura e está proporcional ao tamanho do livro e ao espaçamento.
Assim, apesar de ter me incomodado com alguns aspectos do livro, ainda encontrei em Victoria e o Patife uma leitura divertida para passar o tempo. Recomendo a leitura para um público bem mais jovem, que talvez não vá se incomodar tanto com a versão um tanto distorcida que Meg Cabot traz da adolescência. No entanto, acredito que mesmo adultos podem se divertir com este livro e encontrar nele uma boa distração.  

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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