Dica da Malu: Fiquei com seu número

Autora: Sophie Kinsella
Editora: Record
Páginas: 462

Sabe aqueles livros que a gente fica um tempão namorando, mas nunca arruma tempo para ler? Pois é, Fiquei com seu número foi um desses livros para mim. Digo “foi”, porque, mês passado, eu finalmente consegui incluí-lo nas minhas leituras. (Veja todas as minhas leituras de julho aqui)
            Escrito pela autora britânica Sophie Kinsella (conhecida por diversas obras do gênero chick-lit, incluindo Delírios de Consumo de Becky Bloom), Fiquei com seu número foi publicado no Brasil pela Editora Record. A história acompanha Poppy Wyatt, uma jovem de 26 anos que está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. O problema é que Poppy perdeu seu anel de noivado, uma joia de família valiosíssima, justamente no dia que vai encontrar seus sogros. Para completar, ela ainda tem seu celular roubado e não sabe como poderão entrar em contato com ela, caso alguém encontre a joia.
            Para sorte de Poppy, ela encontra um celular perdido no hotel em que estava e repassa o número para os funcionários, a fim de que eles a avisem se tiverem notícias. O plano seria perfeito, se o celular não fosse propriedade de Sam Roxton, um empresário que deseja reaver o aparelho imediatamente. Desesperada, Poppy propõe a ele repassar todos as mensagens que chegarem destinadas a ele, a fim de ficar com o celular até que tenha notícias do anel. Assim, com a troca constante de mensagem, eles começam a se envolver cada vez mais um na vida do outro.
            Só por essa breve descrição da história, já dá para perceber que Poppy se envolve em várias confusões ao longo do livro. E, posso garantir, são todas hilárias; tive dificuldade para segurar a risada em vários momentos. Além disso, por mais exageradas que fossem as situações, a autora conseguiu inseri-las na história de uma maneira natural, tornando tudo ainda mais engraçado.
      Eu confesso que em alguns momentos eu ficava com muita raiva da Poppy, principalmente quando ela bisbilhotava as mensagens particulares do Sam. No entanto, as intenções dela são boas e seu jeito atrapalhado acabaram conquistando minha simpatia. Além disso, um mérito da protagonista é que, quando toma atitudes erradas, Poppy reconhece e se esforça para corrigi-las.
"Mas a gente não percebe, não é? O momento surge, a gente comete o erro terrível e ele acaba, e a chance de fazer qualquer coisa já era."
            Por outro lado, o Sam é um homem mais certinho e prático do que Poppy, o que faz com que a interação dos dois, que possuem personalidades tão conflitantes, produza momentos divertidíssimos. Ao longo do livro, a autora apresenta mais da personalidade de Sam, o que torna o personagem cada vez mais interessante.

           Este foi o primeiro livro da Sophi Kinsella que eu li, mas, com certeza, quero conhecer outros trabalhos da autora. Apesar das situações absurdas vividas pela protagonista, é impossível não se envolver com a história e dar muitas risadas durante a leitura. É uma trama simples e leve, cheia de confusões, romance e surpresas, que promete proporcionar muitos momentos de diversão ao leitor. 
          

Olimpíadas 2016 Book Tag

Inspirada pelo clima dos Jogos Olímpicos que estão ocorrendo no Brasil esse ano, resolvi responder a uma tag especial. As perguntas eu vi no blog Um oceano de histórias (aqui).
No total, são 11 perguntas (ou, no caso, modalidades) e eu me esforcei para responder apenas um livro em cada. Mas, tiveram algumas que eu tive que trapacear e responder dois, porque não dava para escolher.

Cerimônia de Abertura – Um dos primeiros livros que você leu.
    Já preciso começar trapaceando, pois não consigo lembrar direito qual eu li primeiro. Mas, os dois livros que mais me marcaram quando eu era criança foram Pollyanna, de Eleanor H. Porter, e A droga da obediência, do Pedro Bandeira.


País sede (Brasil) – Seu livro nacional favorito.
    Já li muitos livros nacionais excelentes, mas acho que quem me conhece sabe que tenho um xodó especial pela série Fazendo meu filme, da Paula Pimenta. Então, meu livro nacional favorito com certeza é o último volume desta série linda, Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz.
Seleção masculina – Seu personagem masculino favorito.
   Sempre acho difícil esse tipo de pergunta, por existirem vários personagens que eu gosto por motivos diferentes. Mas escolhi um pelo qual eu tenho muito carinho e admiração: o Prof. Lupin, de Harry Potter. É um personagem com uma história de vida complicada, que sofreu muito com o preconceito, mas que não perdeu a bondade e a capacidade de enxergar o melhor das pessoas.

Seleção feminina – Sua personagem feminina favorita.
   Tem tantas personagens femininas que eu admiro, que é muito difícil escolher apenas uma. Então, vão ser duas respostas de novo. A primeira é a Hermione Granger, da série Harry Potter. Acho que nem preciso explicar muito o motivo né? Corajosa, inteligente e leal, Hermione conquista a nossa admiração a cada livro. A outra personagem escolhida é Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito. Admiro o humor, a força e a personalidade dela e o modo como ela se mantém firme aos seus princípios, sem se deixar inferiorizar por sua posição social.

Delegação estrangeira – Seu livro favorito de literatura estrangeira.
   Outra categoria que tive muita dificuldade de responder, mas consegui escolher um pelo qual tenho um carinho especial: Persuasão, da Jane Austen. Já fiz resenha sobre ele aqui, onde comentei em detalhes os motivos que fazem deste um dos meus livros preferidos da vida. Mas, em resumo, é uma história de amor linda, na qual os personagens têm que superar muitas mágoas e arrependimentos, além de outras adversidades. Além disso, é um excelente retrato da sociedade inglesa do século XIX.

Maratona – Um livro que você só leu por causa de um desafio ou de uma maratona.
    Aqui, com certeza, a resposta é A máquina do tempo, de H. G. Wells. Confesso que não conhecia este livro até pesquisar livros sobre viagem no tempo para cumprir o desafio de uma maratona literária.
Medalha de Ouro – Um livro que foi excepcional.
    Já li alguns livros que considero excepcionais, mas o primeiro que me veio à cabeça para esta pergunta foi A menina que roubava livros. Tenho até dificuldade em dizer o quanto esta história me emocionou e mexeu comigo. É um livro lindo, escrito com muita sensibilidade e que traz reflexões muito bonitas.



Medalha de Prata – Um livro que foi quase excepcional.
     Para essa categoria, tem um novo empate duplo. Tentei muito, mas não consegui deixar nenhum desses dois de fora. O primeiro foi The kiss of deception, um livro que me encantou em vários aspectos: o universo apresentando, a complexidade dos personagens, a força das mulheres apresentadas na história e, principalmente, o questionamento de estereótipos. Mas, preciso incluir outro livro aqui também: Uma chama entre as cinzas, da Sabaa Tahir. Esse livro mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. A brutalidade do universo retratado e a sensibilidade como a autora construiu os personagens, especialmente os dois protagonistas, me deixaram completamente impactada por esta história.

Medalha de Bronze – Um livro que não foi excepcional, mas que merece ser lembrado.
     Para a medalha de bronze, escolhi Dama da meia-noite, da Cassandra Clare. Quem já leu a resenha que fiz sobre ele sabe o tanto que gostei desse livro. Fiquei completamente envolvida com a história e os personagens, foi o livro da Cassandra Clare que mais gostei e não vejo a hora de ler a continuação, pois o final deste livro me deixou completamente devastada e com uma ressaca literária que durou dias. Preciso saber o que vai acontecer com esses personagens, simplesmente preciso!!
Esse livro pode não ser tão excepcional quanto os que mencionei para medalha de ouro e de prata, mas é uma leitura excelente e, com certeza, merece ser lembrado.

Tocha olímpica – Um livro que fez os seus olhos arderem por ficar horas lendo.
   Aqui também poderia mencionar vários livros, porque, quando a história me prende, eu tenho muita dificuldade de parar de ler. Mas um dos que mais me marcaram foi Harry Potter e as Relíquias da Morte. Eu praticamente só largava esse livro na hora das refeições ou quando precisava ir dormir um pouco.


Cerimônia de encerramento – O que você está lendo no momento.
    E, de novo, vai ter que ser dois livros em uma resposta. Atualmente estou intercalando duas leituras: O vermelho e o negro, de Stendhal, e A rainha vermelha, da Victoria Aveyard. São dois livros completamente diferentes, mas que estão me conquistando, cada um à sua maneira.






            Essas foram as minhas respostas para esta tag olímpica. Gostaram? Quem quiser responder também, deixem aí nos comentários que eu vou adorar saber quais livros vocês escolheram.

[Especial] Cinco pais marcantes da literatura


Hoje é Dia dos Pais e não poderia deixar a data passar em branco no blog. Na literatura, podemos encontrar vários exemplos de pais que, de algum forma, desempenharam um papel marcante. Assim, fiz uma lista com os meus cinco preferidos.

1 – Arthur Weasley, da série Harry Potter.
        Claro que essa lista não poderia começar com outro personagem que não Arthur Weasley. Para mim, ele é um dos personagens mais marcantes da série e isso deve muito à relação dele com a esposa e os filhos. É um homem simples, mas totalmente dedicado à família. Trabalha duro para sustentar os sete filhos e, apesar das dificuldades financeiras, nunca deixou faltar o principal: amor.
           Além disso, o sr. Weasley é um homem divertido e carismático. Às vezes, ele não é tão rigoroso com os filhos quanto deveria ser (por exemplo, quando eles saem viajando em carros voadores sem autorização), mas sempre tentou passar bons valores aos filhos e cria-los da melhor maneira possível.

2 – Sr. Bennet, de Orgulho e Preconceito.
        Para mim, o sr. Bennet é o personagem mais interessante deste livro, dono de um senso de humor refinado e irônico. A princípio, ele não é um pai muito dedicado, se mostrando um pouco relapso em relação ao comportamento das filhas. No entanto, apesar de seu jeito despreocupado, no fundo, ele se importa com o bem-estar delas e com seu futuro. Em especial, são evidentes o carinho e a admiração que sente por Elizabeth.

3 – Hans Hubermann, de A menina que roubava livros.
        Uma das relações mais bonitas na literatura, para mim, é a que se forma entre Hans e Liesel. Apesar de não ser o pai biológico da menina, a partir do momento em que ela entra em sua vida, Hans a trata como a uma filha.
Ele é um homem simples, que luta com dificuldade para sustentar a família, mas faz o possível para fazer Liesel feliz. Mesmo não sabendo ler e escrever muito bem, Hans se esforça para ensinar a menina até que ela já estivesse lendo melhor que ele. Além disso, com seu jeito carinhoso, ele acaba se tornando um porto-seguro para ela, ajudando-a na adaptação na nova vida e a superar os medos e as tristezas da sua vida.

4 – Remo Lupin, da série Harry Potter.
         Sei que pode parecer estranho para alguns, pois a relação de Remo como pai não foi muito explorada na história. No entanto, para mim, ele já demonstrava um lado paternal muito antes de se tornar pai, de fato. Enquanto foi professor, Remo tratava seus alunos quase como filhos, acreditando no potencial deles mais do que eles mesmos, incentivando-os e orientando-os sempre que necessário. Em especial, sempre achei muito bonita a relação dele com Harry.
           Além disso, mesmo que a relação dele com o filho não seja muito longa, é impossível negar o quanto ele o amou e desejou ser um bom pai para ele. Tudo que Remo desejava era garantir um bom futuro para o filho e que o menino pudesse se orgulhar dele.

5 – Maxon, da série A Seleção.
         Um dos aspectos que mais gostei em A herdeira e A coroa é ver o pai que Maxon se tornou. Sei que muitas pessoas não gostam destes dois livros, mas gostei muito de ver a relação de Maxon com os filhos. Carinhoso, justo e firme nos momentos necessários, ele fez o possível para ser um pai melhor do que o que ele teve.
         Como já era de se esperar, considerando os primeiros livros da série, Maxon se tornou um excelente pai. Mesmo com todas as responsabilidades que carrega, ele age mais como pai do que como rei. Assim, é muito bonito ver o modo como ele apoia os filhos em suas decisões, se preocupando, acima de tudo, com a felicidade deles.

          Dentre tantos pais na literatura, esses foram os que mais me marcaram e, por isso, meus escolhidos para homenagear a data. Então, parabéns para os pais da vida real, sejam eles biológicos ou do coração!

       E, para vocês, quais são os pais mais marcantes da literatura? Deixem aí nos comentários.

Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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