Série - Sherlock


Quem me acompanha aqui no blog sabe que, de vez em quando, eu trago dicas de filmes inspirados em livros, principalmente nos finais de semana. Mas hoje eu resolvi fazer algo diferente. A minha dica vai ser de uma série que eu adoro e que tem tudo a ver com o universo literário: Sherlock, da BBC.
Pelo título, já dá para saber que esta série tem como protagonista o famoso personagem de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes. No entanto, o diferencial é que  ela traz o detive de Baker Street vivendo aventuras nos dias de hoje. Assim, ao invés dos cenários da era vitoriana retratados nos livros, vemos a Londres moderna do século XXI.
Antes de tudo, preciso dizer que sou apaixonada pelas histórias do Sherlock Holmes e fiquei receosa antes de assistir esta série, com medo de que a essência do personagem fosse alterada. No entanto, o maior mérito deste Sherlock é justamente preservar a inteligência, a excentricidade, o cinismo, a elevada capacidade de observação e o humor refinado que tornaram o detetive criado por Sir Arthur tão famoso no mundo todo.
Mantendo a base dos livros, Sherlock apresenta o detetive que auxilia a polícia de Londres na resolução de vários crimes, sempre com a ajuda do seu companheiro de apartamento, doutor. Watson. A cada episódio, um novo caso é levado para Holmes solucionar. No entanto, o elemento que permeia toda a série é o embate entre Sherlock e o vilão, Jim Moriarty.
Com relação a escolha do elenco, só posso dizer que foi brilhante. Benedict Cumberbatch é o Sherlock Holmes perfeito. Por mais que o universo em que a série se passa seja bem diferente daquele presente nos livros, conseguimos sentir a essência do protagonista mantida. Benedict fez um excelente trabalho na composição do personagem, usando quase sempre um tom de voz calmo e um pouco arrogante, além de um olhar observador e atento. Assim, percebemos em poucas cenas a inteligência incomum do personagem, sua incrível capacidade de dedução, bem como sua completa falta de sensibilidade e tato nas relações com outras pessoas.

Para viver o inseparável amigo de Sherlock, o doutor Watson, o escolhido foi Martin Freeman. O ator conseguiu transmitir toda a serenidade e bom senso que caracterizam o personagem. Além disso, a interação dele e de Benedict funcionou perfeitamente, levando para a série a mesma relação de parceria e admiração mútua que vemos nos livros.
Destaco ainda Andrew Scott como o vilão Moriaty. Extremamente inteligente, mas também frio e cruel, Moriaty se mostra um oponente a altura de Sherlock. A interpretação é impecável, construindo um personagem cuja inteligência está no mesmo nível de sua psicopatia, inspirando medo até nos momentos em que está calmo.
A série conta, atualmente, com três temporadas completas (três episódios cada) e um especial, que foi ao ar em janeiro de 2016. Apesar de serem poucos, a duração dos episódios é maior do que a média, tendo em torno de 1h30. A quarta temporada tem previsão de estreia para janeiro de 2017 e eu já não vejo a hora de assistir.
Para quem se interessou, todas as três temporadas já estão disponíveis na Netflix, assim como o episódio especial. Dá para aproveitar o final de semana e fazer uma maratona.E, se você nunca leu nenhuma das aventuras de Sherlock Holmes, pode encontrar vários títulos no site da Amazon, tanto os livros físicos quanto ebooks. O link está disponível aqui

Infelizmente, não consegui o trailer legendado, mas já dá para vocês terem uma noção da série.

Divulgada a capa do livro "Prometida", da autora Carina Rissi


Os fãs da série Perdida e da autora Carina Rissi podem comemorar. Foi divulgada hoje a capa do quarto volume da série, Prometida – Uma longa jornada para casa. Ficou linda, né?


Continuação da série que já tinha três volumes publicados (Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo, Encontrada – À espera do felizes para sempre, e Destinado – As memórias secretas do Sr. Clarke), este novo livro irá acompanhar a história de Eliza, a irmã caçula de Ian. A sinopse completa você pode conferir aqui:
"Elisa Clarke anda um pouco entediada. Seus dias parecem todos iguais, e os bailes há muito deixaram de lhe dar prazer. Não que isso seja surpresa, pois quando ela está presente os eventos se tornam um desastre! O que é injusto, já que ela sempre foi uma boa moça. Nascida em uma das famílias mais influentes da região, a jovem aprendeu desde cedo a respeitar as normas sociais e a se manter longe de escândalos. Na única vez em que ignorou uma dessas regras, Elisa acabou noiva. E foi apenas um beijo, ora bolas!
Um beijo que Elisa fantasiou desde que conheceu e se apaixonou pelo belo e gentil Lucas. Como acontece nos contos de fadas, o jovem médico da cidade mudou sua vida para sempre. Mas não da maneira que ela esperava. Elisa agora está prometida a alguém que a despreza tanto que preferiu ir viver em outro continente. E tudo o que ela deseja é que as coisas permaneçam assim. O que Elisa não sabe é que seu noivo está a caminho do Brasil, e ela terá de enfrentar o homem cujo coração um dia se viu forçada a partir.
Destinados a ficar juntos, mas separados pelo coração, Lucas e Elisa vão se envolver em uma sinuosa dança marcada por segredos, mágoas do passado, intrigas e uma arrebatadora paixão, que vai pôr em risco não apenas seus sentimentos, mas a vida de ambos.
Em Prometida: uma longa jornada para casa, os leitores vão conhecer a história de Elisa, a doce porém decidida irmã de Ian Clarke, além de rever os personagens mais queridos da série Perdida."


Então, gostaram da capa e da sinopse? Eu confesso que não vejo a hora de ler e conhecer a história de Elisa, que é uma das minhas personagens preferidas da série. Para quem tem interesse, o livro já está em pré-venda e deve chegar às livrarias no final de outubro. Ansiosos? Deixem aí nos comentários se vocês pretendem ler esse novo romance da Carina Rissi.

[Dica da Malu] Os livros de Esteros - As crônicas de Fedors

Autor: Aldemir Alves
Editora: Selo Jovem
Páginas: 305

Na resenha de hoje, venho apresentar um livro de fantasia nacional publicado pela Editora Selo Jovem. Os livros de Esteros – As crônicas de Fedors é o primeiro volume da série escrita por Aldemir Alves.
A história deste livro é narrada por Fedors, uma criatura repugnante e apodrecida, que, apesar de parecer estar à beira da morte, é imortal. Para contar a sua história, ele conta antes os acontecimentos ocorridos em Esteros muitos anos antes e como foi a ascensão do mal naquele lugar.
Assim, Fedors conta a história de dois jovens príncipes: Vamcast e Andor, filhos do rei Mussafar e da rainha elfa, Zinza. O primeiro, é o filho mais velho, que é elfo como a mãe e possui habilidades impressionantes. O filho mais novo é erácito (humano), como o pai. No entanto, a diferença entre os dois irmão vai além disso. Andor é amoroso, gentil e inocente; já Vamcast, apesar de habilidoso em tudo que faz, é agressivo e ciumento, tendo inveja da relação do irmão caçula com o pai.
O rei amava os dois filhos, mas se mostrou displicente na criação deles, especialmente do primogênito. Deste modo, não percebeu a mágoa e a inveja que cresciam dentro dele. Esses sentimentos, associados à pouca atenção do pai, facilitaram para que pessoas erradas se aproximassem, influenciando Vamcast a seguir por um caminho sombrio.
Tanto Vamcast quanto Andor frequentavam uma escola onde aprendiam a lutar e a usar magia. No entanto, somente a magia defensiva, conhecida como magia branca, era ensinada. Vamcast era o aluno mais brilhante da escola, porém, tinha um desejo secreto por aprender mais e conhecer a magia negra. Quando encontra alguém disposto a ensiná-lo, o menino vai perdendo a sua inocência e começa a ser corrompido pelo mal.
O universo criado por Aldemir Alves é rico e repleto de criaturas fantásticas. Elfos, humanos, orcs, deuses, demônios e outras criaturas povoam essa história e ajudam a torná-la mais interessante. Além disso, o autor descreve todo o mundo apresentado em riqueza de detalhes, permitindo ao leitor ter uma visão clara do que está sendo narrado.
Por outro lado, um problema que senti durante a leitura foi que a história demora a ganhar ritmo. Demorou um pouco para que eu conseguisse me adaptar àquele universo descrito e aos personagens, o que deixou a leitura um pouco arrastada no início.
No entanto, quando começaram as partes de aventura a história ganhou ritmo e se tornou mais interessante. Além disso, o mistério em torno da identidade de Fedors e como ele se tornou aquela criatura repugnante acabou contribuindo para aumentar meu interesse e o meu envolvimento com o livro.
Senti falta também de um maior desenvolvimento dos personagens. Com exceção dos dois príncipes e, talvez, o rei, os demais personagens foram apresentados de uma maneira um pouco superficial. Com isso, tive uma certa dificuldade para me afeiçoar a eles. No entanto, por se tratar do primeiro volume da série, acredito que nos próximos livros há margem na história para que os personagens secundários sejam mais desenvolvidos e apresentados ao leitor com mais profundidade.
Apesar da dificuldade inicial em me envolver com a história, gostei da mitologia criada pelo autor e das reflexões que faz a partir dela. O universo apresentado é rico e fantástico, e, sem dúvida, ainda tem muito a ser revelado sobre ele. O final é impactante e deixa o leitor curioso para saber mais sobre aquele universo e o destino dos dois príncipes, bem como sobre a verdadeira identidade de Fedors. Para quem gosta de histórias com aventuras, criaturas fantásticas e uma mitologia interessante, Os livros de Esteros – As crônicas de Fedors é uma leitura que promete agradar.

Observação: Li este livro em e-book, então, não posso falar sobre a diagramação e as ilustrações (que não aparecem no formato digital). Porém, a revisão deixou um pouco a desejar e encontrei erros durante a leitura que me incomodaram um pouco. Para as próximas edições, acredito ser válido uma nova revisão.


[Dica da Malu] A rainha vermelha

Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
Páginas: 419

Para encerrar bem o final de semana, escolhi fazer uma resenha sobre uma leitura que concluí recentemente: A rainha vermelha, da Victoria Aveyard. Sempre ouvi comentários bastante divergentes em relação a esse livro; alguns, criticaram duramente as referências usadas pela autora; outros elogiaram a trama e as suas reviravoltas. Depois de ler, tenho que dizer que entendo ambas as visões.
O livro é uma distopia que se passa em um país chamado Norta. Nessa sociedade, as pessoas são divididas entre vermelhos e prateados: os vermelhos são as pessoas comuns, destinados ao trabalho e a lutar na guerra contra os países vizinhos; já os prateados são a elite, pessoas que vivem confortavelmente as custas dos vermelhos e que possuem habilidades especiais que os distinguem.
“Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.”
Mare Barrow, a protagonista, é uma vermelha. Sem trabalhar em nenhum ofício, ela rouba o que pode para ajudar seus familiares. O seu destino seria servir no exército em poucos meses, quando completasse dezoito anos. No entanto, sua vida começa a mudar quando ela é convocada para trabalhar no palácio. Lá, ela descobre diante de toda a nobreza, que, apesar de ter sangue vermelho, ela também tem poderes especiais. Esse fato improvável precisava ser ocultado, então, o rei decide transformá-la em uma nobre prateada de uma Casa que todos julgavam extinta.
“Sou especial. Sou um acidente. Uma mentira. E minha vida depende simplesmente de sustentar a ilusão”. (p. 119)
Uma das críticas feitas ao livro é que as referências feitas a outras histórias são muito claras, o que levou muitas pessoas a acusarem Victoria Aveyard de não ter sido muito original. De fato, fica muito claro os elementos que ela retira de livros como “Jogos Vorazes”, “Divergente” e a “Seleção”. Confesso que, em alguns momentos me lembrei até mesmo dos filmes da franquia X-Men. Nesse sentido, entendo as críticas que muitos fizeram, pois isso acabou sendo um aspecto negativo. Claro que é comum autores se inspirarem em outras séries e livros, mas Victoria faz isso de uma maneira pouco sutil, deixando muitas vezes aquela sensação de “já vi isso antes”.
No entanto, a história de A rainha vermelha ainda é interessante e, por incrível que pareça, surpreendente. Os elementos que compõem a base da trama são os mesmos de outras distopias já citadas (governo totalitário, grupo de rebeldes, mocinha corajosa que vive tentando proteger aqueles que ama, disputa por um príncipe, revolução, etc), mas o modo como ela usa esses recursos no desenvolvimento da história é que tornam o livro interessante. Mesmo com os elementos já conhecidos, é impossível prever o rumo que a trama irá tomar e o que vai acontecer com os personagens.
A protagonista é outro acerto de Victoria Aveyard. Logo no início do livro, o leitor conhece as fragilidades e defeitos de Mare, fugindo do estereótipo de heroína perfeita. Ela é impulsiva, teimosa, tem um pouco de inveja da irmã por não ter nenhuma habilidade que lhe permitisse conseguir um emprego e escapar do exército, às vezes, é um pouco egoísta, e, claro, vive tomando decisões erradas. Mas, apesar da raiva que senti em alguns momentos, acabei admirando esta personagem. Ela é inteligente, dona de uma personalidade forte, é corajosa e, principalmente, tem a nobreza de reconhecer seus erros e se esforçar para corrigi-los.
Também gostei muito do universo apresentado na história. Sim, eu sei que outras distopias já abordaram governos totalitários onde a elite controla e explora o povo. No entanto, gostei muito do fato de que a autora oferece uma visão mais completa desses dois grupos da sociedade, que permite ao leitor perceber nuances que vão além da simples dicotomia opressor x oprimido. Quando Mare passa a viver como uma nobre, começa a descobrir novos aspectos sobre os prateados, o modo de vida deles, as divisões existentes até dentro da elite e, principalmente, que nem todos eles são iguais.
“Eu costumava pensar que existia apenas uma divisão: prateados e vermelhos, ricos e pobres, reis e escravos. Contudo, há muito mais entre esses dois extremos, coisas que não entendo, e estou bem no meio delas”.
Com relação aos personagens, gostei muito do modo como eles foram construídos. Como o livro é narrado pela perspectiva da Mare, fica complicado para que o leitor possa conhece-los a fundo. No entanto, isso contribuiu muito para deixar a narrativa mais misteriosa. O leitor vai conhecendo os personagens aos poucos, junto com a protagonista; e, assim como ela, é surpreendido em diversos momentos por eles.
“Todo mundo pode trair todo mundo”.
Outro ponto positivo deste livro é que o romance não ocupa o centro da história. Ao longo da trama, vemos Mare dividida entre alguns personagens, incluindo os dois príncipes, mas isso não é uma questão tratada com destaque. A principal preocupação da protagonista é garantir sua sobrevivência dentro daquele mundo de intrigas e conspirações, e seus sentimentos pelos rapazes ficam totalmente em segundo plano. O que não significa que não haja romance; tem momentos em que acontece e o leitor tem várias possibilidades de casais para torcer. Mas a autora soube dosar muito bem essas partes da história, não permitindo que a trama girasse em torno do conflito amoroso.
Destaco ainda o ritmo e o modo como a trama foi construída, que, para mim, foi a maior virtude do livro. A partir do momento que Mare é chamada para trabalhar no palácio, a história ganha um ritmo intenso, que torna impossível largar o livro. As intrigas e conspirações contribuem muito para o envolvimento com a história, pois deixam o leitor sem saber em quem confiar e o que esperar de cada personagem, estimulando a curiosidade. Além disso, o final conta com uma das reviravoltas mais surpreendentes e bem construídas que já li. Me senti totalmente sem chão, quase como se a autora estivesse me chamando de trouxa. E adorei, claro!
De modo geral, entendo quem criticou A rainha vermelha, pois não se trata da mais original das distopias. No entanto, essa história me ganhou pelo mundo apresentado, pelo ritmo eletrizante e pelo carisma dos personagens. Além disso, a reviravolta impressionante e o final do livro me conquistaram de vez. Acredito que Victoria Aveyard criou uma boa base para ser desenvolvida nos próximos livros, e não vejo a hora de ler Espada de Vidro para descobrir o rumo que ela escolheu para esta série.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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